Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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Resultados

9.017 questões encontradas. Mostrando a página 316 de 451.

  • 98EF2BC3-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    A oração como uma emanação mesma do defunto sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 98ef2bc3-35
  • 98E7F45C-35

    Português

    Adjetivos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    A força expressiva da locução silêncio espesso resulta do fato de o substantivo e o adjetivo
    Escolha uma alternativa para a questão 98e7f45c-35
  • 98C74E2E-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    A   questão  focaliza  uma passagem de um artigo de José Francisco Botelho e uma das ilustrações de Carlo Giovani a esse artigo.

    Compaixão   
        Considerada a maior de todas as virtudes por religiões como o budismo e o hinduísmo, a compaixão é a capacidade humana de compartilhar (ou experimentar de forma parcial) os sentimentos alheios — principalmente o sofrimento. Mas a onipresença da miséria humana faz da compaixão uma virtude potencialmente paralisante. Afogados na enchente das dores alheias, podemos facilmente cair no desespero e na inação. Por isso, a piedade tem uma reputação conturbada na história do pensamento: se alguns a apontaram como o alicerce da ética e da moral, outros viram nela uma armadilha, um mero acréscimo de tristeza a um Universo já suficientemente amargo. Porém, vale lembrar que as virtudes, para funcionarem, devem se encaixar umas às outras: quando aliado à temperança, o sentimento de comiseração pelas dores do mundo pode ser um dos caminhos que nos afastam da cratera de Averno*. Dosando com prudência uma compaixão potencialmente infinita, é possível sentirmos de forma mais intensa a felicidade, a nossa e a dos outros — como alguém que se delicia com um gole de água fresca, lembrando-se do deserto que arde lá fora.
    Isso tudo pode parecer estranho, mas o fato é que a denúncia da compaixão segue um raciocínio bastante rigoroso. O sofrimento — e todos concordam — é algo ruim. A compaixão multiplica o sofrimento do mundo, fazendo com que a dor de uma criatura seja sentida também por outra. E o que é pior: ao passar a infelicidade adiante, ela não corrige, nem remedia, nem alivia a dor original. Como essa infiltração universal da tristeza poderia ser uma virtude? No século 1 a.C., Cícero escreveu: “Por que sentir piedade, se em vez disso podemos simplesmente ajudar os sofredores? Devemos ser justos e caridosos, mas sem sofrer o que os outros sofrem".

    * Os romanos consideravam a cratera vulcânica de Averno, situada perto de Nápoles, como entrada para o mundo inferior, o mundo dos mortos, governado por Plutão.



    “Por que sentir piedade, se em vez disso podemos simplesmente ajudar os sofredores? Devemos ser justos e caridosos, mas sem sofrer o que os outros sofrem”.

    A argumentação de Cícero sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 98c74e2e-35
  • 98C03B95-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A   questão  focaliza  uma passagem de um artigo de José Francisco Botelho e uma das ilustrações de Carlo Giovani a esse artigo.

    Compaixão   
        Considerada a maior de todas as virtudes por religiões como o budismo e o hinduísmo, a compaixão é a capacidade humana de compartilhar (ou experimentar de forma parcial) os sentimentos alheios — principalmente o sofrimento. Mas a onipresença da miséria humana faz da compaixão uma virtude potencialmente paralisante. Afogados na enchente das dores alheias, podemos facilmente cair no desespero e na inação. Por isso, a piedade tem uma reputação conturbada na história do pensamento: se alguns a apontaram como o alicerce da ética e da moral, outros viram nela uma armadilha, um mero acréscimo de tristeza a um Universo já suficientemente amargo. Porém, vale lembrar que as virtudes, para funcionarem, devem se encaixar umas às outras: quando aliado à temperança, o sentimento de comiseração pelas dores do mundo pode ser um dos caminhos que nos afastam da cratera de Averno*. Dosando com prudência uma compaixão potencialmente infinita, é possível sentirmos de forma mais intensa a felicidade, a nossa e a dos outros — como alguém que se delicia com um gole de água fresca, lembrando-se do deserto que arde lá fora.
    Isso tudo pode parecer estranho, mas o fato é que a denúncia da compaixão segue um raciocínio bastante rigoroso. O sofrimento — e todos concordam — é algo ruim. A compaixão multiplica o sofrimento do mundo, fazendo com que a dor de uma criatura seja sentida também por outra. E o que é pior: ao passar a infelicidade adiante, ela não corrige, nem remedia, nem alivia a dor original. Como essa infiltração universal da tristeza poderia ser uma virtude? No século 1 a.C., Cícero escreveu: “Por que sentir piedade, se em vez disso podemos simplesmente ajudar os sofredores? Devemos ser justos e caridosos, mas sem sofrer o que os outros sofrem".

    * Os romanos consideravam a cratera vulcânica de Averno, situada perto de Nápoles, como entrada para o mundo inferior, o mundo dos mortos, governado por Plutão.



    Por meio da expressão onipresença da miséria humana, o autor do artigo salienta que
    Escolha uma alternativa para a questão 98c03b95-35
  • 98BA3988-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A  questão  toma  por base um poema satírico do poeta português João de Deus (1830-1896).
    Ossos do ofício

    Uma vez uma besta do tesouro,
    Uma besta fiscal,
    Ia de volta para a capital,
    Carregada de cobre, prata e ouro;
    E no caminho
    Encontra-se com outra carregada
    De cevada,
    Que ia para o moinho.
    Passa-lhe logo adiante
    Largo espaço,
    Coleando arrogante
    E a cada passo
    Repicando a choquilha
    Que se ouvia distante.
    Mas salta uma quadrilha
    De ladrões,
    Como leões,
    E qual mais presto
    Se lhe agarra ao cabresto.
    Ela reguinga, dá uma sacada
    Já cuidando
    Que desfazia o bando;
    Mas, coitada!
    Foi tanta a bordoada,
    Ah! que exclamava enfim
    A besta oficial:
    — Nunca imaginei tal!
    Tratada assim
    Uma besta real!...
    Mas aquela que vinha atrás de mim,
    Por que a não tratais mal?
    “Minha amiga, cá vou no meu sossego,
    Tu tens um belo emprego!
    Tu sustentas-te a fava, e eu a troços!
    Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro!
    Ossos do ofício, que o não há sem ossos."
    (Campo de flores, s/d.)
    Na última estrofe, o comentário da besta que ia para o moinho corresponde à moral da fábula e equivale, no contexto,o provérbio:
    Escolha uma alternativa para a questão 98ba3988-35
  • 98B51E2E-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    A  questão  toma  por base um poema satírico do poeta português João de Deus (1830-1896).
    Ossos do ofício

    Uma vez uma besta do tesouro,
    Uma besta fiscal,
    Ia de volta para a capital,
    Carregada de cobre, prata e ouro;
    E no caminho
    Encontra-se com outra carregada
    De cevada,
    Que ia para o moinho.
    Passa-lhe logo adiante
    Largo espaço,
    Coleando arrogante
    E a cada passo
    Repicando a choquilha
    Que se ouvia distante.
    Mas salta uma quadrilha
    De ladrões,
    Como leões,
    E qual mais presto
    Se lhe agarra ao cabresto.
    Ela reguinga, dá uma sacada
    Já cuidando
    Que desfazia o bando;
    Mas, coitada!
    Foi tanta a bordoada,
    Ah! que exclamava enfim
    A besta oficial:
    — Nunca imaginei tal!
    Tratada assim
    Uma besta real!...
    Mas aquela que vinha atrás de mim,
    Por que a não tratais mal?
    “Minha amiga, cá vou no meu sossego,
    Tu tens um belo emprego!
    Tu sustentas-te a fava, e eu a troços!
    Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro!
    Ossos do ofício, que o não há sem ossos."
    (Campo de flores, s/d.)
    Considerando que a sátira se apresenta sob forma de fábula, com personagens animais assumindo modos de agir e pensar tipicamente humanos, verifica-se que a atitude da besta real em relação à outra traduz um preconceito de
    Escolha uma alternativa para a questão 98b51e2e-35
  • 98A91FF8-35

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    A  questão  toma  por base um poema satírico do poeta português João de Deus (1830-1896).
    Ossos do ofício

    Uma vez uma besta do tesouro,
    Uma besta fiscal,
    Ia de volta para a capital,
    Carregada de cobre, prata e ouro;
    E no caminho
    Encontra-se com outra carregada
    De cevada,
    Que ia para o moinho.
    Passa-lhe logo adiante
    Largo espaço,
    Coleando arrogante
    E a cada passo
    Repicando a choquilha
    Que se ouvia distante.
    Mas salta uma quadrilha
    De ladrões,
    Como leões,
    E qual mais presto
    Se lhe agarra ao cabresto.
    Ela reguinga, dá uma sacada
    Já cuidando
    Que desfazia o bando;
    Mas, coitada!
    Foi tanta a bordoada,
    Ah! que exclamava enfim
    A besta oficial:
    — Nunca imaginei tal!
    Tratada assim
    Uma besta real!...
    Mas aquela que vinha atrás de mim,
    Por que a não tratais mal?
    “Minha amiga, cá vou no meu sossego,
    Tu tens um belo emprego!
    Tu sustentas-te a fava, e eu a troços!
    Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro!
    Ossos do ofício, que o não há sem ossos."
    (Campo de flores, s/d.)
    Empregada na segunda estrofe, a palavra choquilha não é registrada em alguns dicionários. No entanto, pelo contexto dessa estrofe, sobretudo pela presença da forma verbal repicando, torna-se possível verificar que significa
    Escolha uma alternativa para a questão 98a91ff8-35
  • F0FAFDA4-08

    Português

    Colocação Pronominal
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para responder a questão.

                     Pronominais

    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro

                                           Oswald de Andrade Leia o poema de Oswald de Andrade e assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão f0fafda4-08
  • F000E4E3-08

    Português

    Denotação e Conotação
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Observe a charge abaixo e assinale a alternativa que contém assertivas verdadeiras.

    Imagem da questão de Português, UniCEUB 2014, Denotação e Conotação

    I - A charge apresenta linguagem coloquial.
    II - Em “Tô sabendo, mas ainda não deu pra morar não..." A palavra em destaque é empregada no sentido denotativo.
    III - A charge apresenta uma crítica à saúde, à educação e à habitação.
    Escolha uma alternativa para a questão f000e4e3-08
  • EF0B4E0A-08

    Português

    Figuras de Linguagem
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Observe os versos retirados de canções da MPB e os associe às figuras de linguagem correspondentes.

    1 - Amigo é feito casa que se faz aos poucos
         e com paciência pra durar pra sempre

                                        (Amigo é casa/Capiba e Hermínio Bello De Carvalho)

    2 - Eu tenho as mãos atadas sem ação
          E um coração maior que eu para doar

                                        (Mãos atadas/Simone Saback)

    3 - Eu tô te explicando pra te confundir
         Tô te confundindo pra te esclarecer
         Tô iluminado pra poder cegar
         Tô ficando cego pra poder guiar

                                        (Tô/Tom Zé e Elton Medeiros)

    4 - Telhados de Paris
          Em casas velhas, mudas
          Em blocos que o engano fez aqui

                                        (Telhados de Paris/Marcelo Jeneci e Zélia Duncan)

    5 - Tu sabes bem quantas portas tem meu coração
          E dos punhais cravados pela ingratidão
                                        (Doce de Coco/Hermínio Bello de Carvalho e Jacob do Bandolim)

    ( a ) metáfora
    ( b ) personificação
    ( c ) antítese
    ( d ) comparação
    ( e ) hipérbole
    Escolha uma alternativa para a questão ef0b4e0a-08
  • ED17B07F-08

    Português

    Interpretação de Textos
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para responder a questão.

                                   Estudo ajuda a desvendar a linguagem das plantas

                   Nova pesquisa descobriu particularidades genéticas relacionadas à
                       produção de compostos químicos que permitem a comunicação
                                                        entre as plantas

          Pesquisas recentes têm demonstrado o funcionamento de habilidades das plantas até então desconhecidas. Entre elas, a de se comunicar por meio de compostos voláteis: viajando pelo ar, eles servem de alerta para a presença de herbívoros potencialmente perigosos, induzindo outras plantas a tornarem suas folhas mais resistentes. Esses compostos, também chamados de metabólitos, são sintetizados por vários genes diferentes. Além de ajudarem na sobrevivência das plantas, podem ser benéficos aos humanos, dando origem a vários tipos de medicamentos.
          Uma nova pesquisa feita no Instituto para a Ciência Carnegie, nos Estados Unidos, revelou mais informações sobre o mecanismo de comunicação vegetal. Publicado nesta quinta-feira na revista Science, o estudo descobriu que os genes responsáveis por sintetizar metabólitos especializados — ou seja, que têm funções específicas para o desenvolvimento e sobrevivência das plantas — são diferentes do restante dos genes do vegetal. Eles evoluem, organizam-se no DNA e são ativados de forma diferente.
          Para os autores do estudo, essa descoberta poderá ajudar a desenvolver novas estratégias de pesquisas sobre o funcionamento das plantas, o que pode impactar estudos em áreas que vão desde a agricultura até a criação de novos medicamentos.
          Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após criarem um sistema computacional capaz de analisar o genoma de uma planta e dar informações sobre os metabólitos. A equipe comparou o genoma de dezesseis espécies vegetais diferentes — incluindo flores, algas e musgos.
          “Apesar de nossa saúde e bem-estar dependerem muito de compostos químicos vindos de plantas, sabemos pouco sobre como eles  são produzidos e sua real diversidade na natureza", diz Seung Yon
    Rhee, coordenador do estudo. “Esperamos que esses resultados permitam que cientistas usem as características dos genes que sintetizam os metabólitos especializados para descobrir como eles beneficiam as plantas e como podem nos beneficiar também."

                                                                                                                             Revista veja online – 01/05/2014 Observe cada fragmento e assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão ed17b07f-08
  • EC202C51-08

    Português

    Interpretação de Textos
    UniCEUB · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para responder a questão.

                                   Estudo ajuda a desvendar a linguagem das plantas

                   Nova pesquisa descobriu particularidades genéticas relacionadas à
                       produção de compostos químicos que permitem a comunicação
                                                        entre as plantas

          Pesquisas recentes têm demonstrado o funcionamento de habilidades das plantas até então desconhecidas. Entre elas, a de se comunicar por meio de compostos voláteis: viajando pelo ar, eles servem de alerta para a presença de herbívoros potencialmente perigosos, induzindo outras plantas a tornarem suas folhas mais resistentes. Esses compostos, também chamados de metabólitos, são sintetizados por vários genes diferentes. Além de ajudarem na sobrevivência das plantas, podem ser benéficos aos humanos, dando origem a vários tipos de medicamentos.
          Uma nova pesquisa feita no Instituto para a Ciência Carnegie, nos Estados Unidos, revelou mais informações sobre o mecanismo de comunicação vegetal. Publicado nesta quinta-feira na revista Science, o estudo descobriu que os genes responsáveis por sintetizar metabólitos especializados — ou seja, que têm funções específicas para o desenvolvimento e sobrevivência das plantas — são diferentes do restante dos genes do vegetal. Eles evoluem, organizam-se no DNA e são ativados de forma diferente.
          Para os autores do estudo, essa descoberta poderá ajudar a desenvolver novas estratégias de pesquisas sobre o funcionamento das plantas, o que pode impactar estudos em áreas que vão desde a agricultura até a criação de novos medicamentos.
          Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após criarem um sistema computacional capaz de analisar o genoma de uma planta e dar informações sobre os metabólitos. A equipe comparou o genoma de dezesseis espécies vegetais diferentes — incluindo flores, algas e musgos.
          “Apesar de nossa saúde e bem-estar dependerem muito de compostos químicos vindos de plantas, sabemos pouco sobre como eles  são produzidos e sua real diversidade na natureza", diz Seung Yon
    Rhee, coordenador do estudo. “Esperamos que esses resultados permitam que cientistas usem as características dos genes que sintetizam os metabólitos especializados para descobrir como eles beneficiam as plantas e como podem nos beneficiar também."

                                                                                                                             Revista veja online – 01/05/2014 Sobre o texto, assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão ec202c51-08
  • EB285AB9-08

    Português

    Colocação Pronominal
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para responder a questão.

                            Diálogo de todo o dia

    - Alô, quem fala?
    - Ninguém. Quem fala é você que está perguntando quem fala.
    - Mas eu preciso saber com quem estou falando.
    - E eu preciso saber antes a quem estou respondendo.
    - Assim não dá. Me faz o obséquio de dizer quem fala?
    - Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo.
    - Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade. Eu queria saber é quem está no aparelho.
    - Ah, sim. No aparelho não está ninguém.
    - Como não está, se você está me respondendo?
    - Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém.
    - Engraçadinho. Então, quem está fora do aparelho?
    - Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.
    - Não parece. Se fosse para me servir já teria dito quem está falando.
    - Bem, nós dois estamos falando. Eu de cá, você de lá. E um não  conhece o outro.
    - Se eu conhecesse não estava perguntando.
    - Você é muito perguntador. Pois se fui eu que telefonei.
    - Não perguntei nem vou perguntar. Não estou interessado em conhecer outras pessoas.
    - Mas podia estar interessado pelo menos em responder a quem telefonou.
    - Estou respondendo.
    - Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus: quem fala?
    - Pela última vez, e em nome da segurança, por que eu sou obrigado a dar esta informação a um desconhecido?
    - Bolas!
    - Bolas digo eu. Bolas e carambolas. Por acaso você não pode dizer com quem deseja falar, para eu lhe responder se essa pessoa está ou não aqui, mora ou não mora neste endereço? Vamos, diga
    de uma vez por todas: com quem deseja falar?
    …Silêncio.
    - Vamos, diga: com quem deseja falar?
    - Desculpe, a confusão é tanta que eu nem sei mais. Esqueci.
    Tchau!

                                                                                                                                Carlos Drummond de Andrade
    Assinale a alternativa que contém assertivas verdadeiras.
    I - É predominante, em toda a crônica, o discurso direto.
    II - Em “Me faz o obséquio de dizer quem fala?”, a forma correta, de acordo com a norma culta, seria “Faça-me o obséquio de dizer quem fala?”
    III -Em “Bolas digo eu. Bolas e carambolas.”, há o emprego da linguagem denotativa.
    Escolha uma alternativa para a questão eb285ab9-08
  • EA368F11-08

    Português

    Interpretação de Textos
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para responder a questão.

                            Diálogo de todo o dia

    - Alô, quem fala?
    - Ninguém. Quem fala é você que está perguntando quem fala.
    - Mas eu preciso saber com quem estou falando.
    - E eu preciso saber antes a quem estou respondendo.
    - Assim não dá. Me faz o obséquio de dizer quem fala?
    - Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo.
    - Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade. Eu queria saber é quem está no aparelho.
    - Ah, sim. No aparelho não está ninguém.
    - Como não está, se você está me respondendo?
    - Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém.
    - Engraçadinho. Então, quem está fora do aparelho?
    - Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.
    - Não parece. Se fosse para me servir já teria dito quem está falando.
    - Bem, nós dois estamos falando. Eu de cá, você de lá. E um não  conhece o outro.
    - Se eu conhecesse não estava perguntando.
    - Você é muito perguntador. Pois se fui eu que telefonei.
    - Não perguntei nem vou perguntar. Não estou interessado em conhecer outras pessoas.
    - Mas podia estar interessado pelo menos em responder a quem telefonou.
    - Estou respondendo.
    - Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus: quem fala?
    - Pela última vez, e em nome da segurança, por que eu sou obrigado a dar esta informação a um desconhecido?
    - Bolas!
    - Bolas digo eu. Bolas e carambolas. Por acaso você não pode dizer com quem deseja falar, para eu lhe responder se essa pessoa está ou não aqui, mora ou não mora neste endereço? Vamos, diga
    de uma vez por todas: com quem deseja falar?
    …Silêncio.
    - Vamos, diga: com quem deseja falar?
    - Desculpe, a confusão é tanta que eu nem sei mais. Esqueci.
    Tchau!

                                                                                                                                Carlos Drummond de Andrade
    Leia a crônica de Carlos Drummond de Andrade e assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão ea368f11-08
  • 72F08E34-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UniCEUB · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa em que a palavra destacada está aplicada corretamente.
    Escolha uma alternativa para a questão 72f08e34-06
  • 6D33485D-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UniCEUB · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO IV


    Aí pelas três da tarde


    Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicando-se em ideias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares a sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo “ciao” ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiverem em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondo-se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pelo, mas sem ferir o decoro (o seu decoro, está claro), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome em seguida no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado) e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas lá no terraço. Largue-se nela como quem se larga na vida, e vá ao fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo.

    Raduan Nassar

    Texto extraído do livro “ Menina a caminho”, Companhia das Letras - São Paulo, 1997, pág. 71.

    Baseando-se na leitura do texto de Raduan Nassar, assinale a alternativa que contém assertivas verdadeiras.

    I - Neste texto, o autor utiliza os parênteses para explicar uma palavra desconhecida.
    II- O texto apresenta uma linguagem irônica, pois dá ao leitor uma instrução incomum, mas que pode ser levada a sério.
    III- A expressão “sem ferir o decoro” significa “sem abalar as regras morais”.
    Escolha uma alternativa para a questão 6d33485d-06
  • 6B14BA80-06

    Português

    Figuras de Linguagem
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Observe os cincos versos a seguir, retirados de canções da MPB. Assinale a alternativa que apresenta as figuras de linguagem correspondentes, na sequência correta.

    1 - Tudo que você já fez
          É tanta coisa que eu não sei
          Não sei se eu saberia
          Chegar até o final do dia sem você

                                                    (Tudo sobre você /Zélia Duncan)

    2 - Lisa, que me alisa
          Seu suor, o sal que sai do sol
          Da superfície!
                                                          (Alma/Arnaldo Antunes)

    3 - Não somos o
          Que queríamos ser
          Somos um breve pulsar
          Em um silêncio
          Com a idade do céuantigo
                                                                (A idade do céu/Moska)

    4 - Amor que sempre foi meu forte
          Não tenho tido muita sorte
          Estou sozinho e sem saída
          Sem dinheiro e sem comida e feliz da vida
                                                                (Felicidade/Luiz Tatit)


    5 - Sob a janela do quarto
          A cama dorme vazia
          Encaro nosso retrato
          Sorrindo sobre o criado
          No meio da noite fria
                                                    (Noite torta/Itamar Assumpção)

    ( ) aliteração
    ( ) personificação
    ( ) paradoxo
    ( ) metáfora
    ( ) hipérbole
    Escolha uma alternativa para a questão 6b14ba80-06
  • 6926608D-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO III

                            O amor não tem nada a ver com a idade

          Penso saber que o amor não tem nada que ver com a idade, como acontece com qualquer outro sentimento. Quando se fala de uma época a que se chamaria de descoberta do amor, eu penso que essa é uma maneira redutora de ver as relações entre as pessoas vivas. O que acontece é que há toda uma história nem sempre feliz do amor que faz que seja entendido que o amor numa certa idade seja natural, e que noutra idade extrema poderia ser ridículo. Isso é uma ideia que ofende a disponibilidade de entrega de uma pessoa a outra, que é em que consiste o amor.
          Eu não digo isto por ter a minha idade e a relação de amor que vivo. Aprendi que o sentimento do amor não é mais nem menos forte conforme as idades, o amor é uma possibilidade de uma vida inteira, e se acontece, há que recebê-lo. Normalmente, quem tem ideias que não vão neste sentido, e que tendem a menosprezar o amor como fator de realização total e pessoal, são aqueles que não tiveram o privilégio de vivê-lo, aqueles a quem não aconteceu esse mistério.

                                                                                              José Saramago, em “Revista Máxima, Outubro 1990" Baseando-se na leitura do texto do escritor português José Saramago, assinale a alternativa incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão 6926608d-06
  • B5DE13BE-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
                    Catar Feijão

    1
    Catar feijão se limita com escrever:
    joga-se os grãos na água do alguidar
    e as palavras na folha de papel;
    e depois, joga-se fora o que boiar.
    Certo, toda palavra boiará no papel,
    água congelada, por chumbo seu verbo:
    pois para catar esse feijão, soprar nele,
    e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

    2
    Ora, nesse catar feijão entra um risco:
    o de que entre os grãos pesados entre
    um grão qualquer, pedra ou indigesto,
    um grão imastigável, de quebrar dente.
    Certo não, quando ao catar palavras:
    a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
    obstrui a leitura fluviante, flutual,
    açula a atenção, isca-a como o risco.


                 João Cabral de Melo Neto, A educação pela pedra. Considere as seguintes afirmações relativas ao poema de Cabral de Melo:

    I O ideal de economia verbal, preconizado no poema, assemelha-se ao ideal estilístico do Graciliano Ramos de Vidas secas, também este sequioso de restringir-se ao essencial.

    II O recurso ao “grão imastigável, de quebrar dente” e à “pedra [que] dá à frase seu grão mais vivo”, com o sentido que lhe dá Cabral de Melo, encontra-se presente no próprio poema que a reivindica.

    III A ideia de se produzir uma obstrução da leitura como algo positivo participa do objetivo de se romper com os autoritarismos da percepção – desígnio frequente na literatura moderna, inclusive em autores estilisticamente muito diferentes de Cabral, como é o caso de Guimarães Rosa.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão b5de13be-fe
  • B4A88317-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
                    Catar Feijão

    1
    Catar feijão se limita com escrever:
    joga-se os grãos na água do alguidar
    e as palavras na folha de papel;
    e depois, joga-se fora o que boiar.
    Certo, toda palavra boiará no papel,
    água congelada, por chumbo seu verbo:
    pois para catar esse feijão, soprar nele,
    e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

    2
    Ora, nesse catar feijão entra um risco:
    o de que entre os grãos pesados entre
    um grão qualquer, pedra ou indigesto,
    um grão imastigável, de quebrar dente.
    Certo não, quando ao catar palavras:
    a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
    obstrui a leitura fluviante, flutual,
    açula a atenção, isca-a como o risco.


                 João Cabral de Melo Neto, A educação pela pedra. A comparação escolhida por João Cabral de Melo Neto para caracterizar o ato de escrever
    Escolha uma alternativa para a questão b4a88317-fe