Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 375 de 451.

  • D6A85E14-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos

    Para responder à questão, analise as possibilidades de reescrita do fragmento das linhas 20 a 24 (“A objetividade (...) do autor").

    1. Embora a objetividade seja um ideal inatingível para o jornalista (nunca existirá um texto isento de subjetividade, de tons íntimos do autor), o profissional deve insistir em alcançá-la, pois esse paradoxo é garantia de qualidade dos veículos de comunicação.

    2. O jornalista não pode atingir o ideal da objetividade, pois nunca existirá um texto isento de subjetividade, de tons íntimos do autor (garantia de qualidade dos veículos de comunicação); deve contudo, insistir em alcançar esta meta paradoxal.

    3. O jornalista não pode alcançar o ideal inatingível da objetividade: nunca existirá textos isentos de objetividade, de tons íntimos do autor. Por paradoxal que seja, deve, entretanto, insistir em alcançá-la, pois se trata da garantia de qualidade dos veículos de comunicação.

    4. Para o jornalista, a objetividade é ao mesmo tempo um ideal e um paradoxo, mas mesmo assim deve insistir em alcançá-lo, embora sabendo-se de que nunca haverá textos isentos de subjetividade, de tons íntimos do autor – garantia de qualidade dos veículos de comunicação.

    O(s) parágrafo(s) escrito(s) com correção, clareza, coesão, de acordo com o sentido do texto original, é/são, apenas,


    Escolha uma alternativa para a questão d6a85e14-3b
  • 2F2BE776-CF

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-BA · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO II

                      A noite dissolve os homens

    A noite
    desceu. Que noite!
    Já não enxergo meus irmãos.
    E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam.

    A noite desceu. Nas casas, nas ruas onde se combate,
    nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total
    incompreensão.
    A noite caiu. Tremenda, sem esperança...
    Os suspiros acusam a presença negra que paralisa os
    guerreiros.

    E o amor não abre caminho na noite.
    A noite é mortal, completa, sem reticências,
    a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer,
    a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes!
    nas suas fardas.

    A noite anoiteceu tudo... O mundo não tem remédio...
    Os suicidas tinham razão.

    Aurora, entretanto eu te diviso,
    ainda tímida, inexperiente das luzes que vais ascender
    e dos bens que repartirás com todos os homens.

    Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
    adivinho-te que sobes,
    vapor róseo, expulsando a treva noturna.

    O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus
    dedos,
    teus dedos frios, que ainda se não modelaram mas que
    avançam
    na escuridão
    como um sinal verde e peremptório.

    Minha fadiga encontrará em ti o seu termo,
    minha carne estremece na certeza de tua vinda.

    O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes
    se enlaçam,
    os corpos hirtos adquirem uma fluidez, uma inocência, um
    perdão
    simples e macio...

    Havemos de amanhecer.
    O mundo se tinge com as tintas da antemanhã
    e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
    para colorir tuas pálidas faces, aurora.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Vol. único. Rio de Janeiro: Aguillar, 1964, p.112)


    A alternativa que apresenta outros versos de Drummond que remetem a uma ideia semelhante à sugerida na última estrofe do poema é
    Escolha uma alternativa para a questão 2f2be776-cf
  • 2E2A44B8-CF

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-BA · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO II

                      A noite dissolve os homens

    A noite
    desceu. Que noite!
    Já não enxergo meus irmãos.
    E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam.

    A noite desceu. Nas casas, nas ruas onde se combate,
    nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total
    incompreensão.
    A noite caiu. Tremenda, sem esperança...
    Os suspiros acusam a presença negra que paralisa os
    guerreiros.

    E o amor não abre caminho na noite.
    A noite é mortal, completa, sem reticências,
    a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer,
    a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes!
    nas suas fardas.

    A noite anoiteceu tudo... O mundo não tem remédio...
    Os suicidas tinham razão.

    Aurora, entretanto eu te diviso,
    ainda tímida, inexperiente das luzes que vais ascender
    e dos bens que repartirás com todos os homens.

    Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
    adivinho-te que sobes,
    vapor róseo, expulsando a treva noturna.

    O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus
    dedos,
    teus dedos frios, que ainda se não modelaram mas que
    avançam
    na escuridão
    como um sinal verde e peremptório.

    Minha fadiga encontrará em ti o seu termo,
    minha carne estremece na certeza de tua vinda.

    O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes
    se enlaçam,
    os corpos hirtos adquirem uma fluidez, uma inocência, um
    perdão
    simples e macio...

    Havemos de amanhecer.
    O mundo se tinge com as tintas da antemanhã
    e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
    para colorir tuas pálidas faces, aurora.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Vol. único. Rio de Janeiro: Aguillar, 1964, p.112)


    Constitui uma afirmativa que sintetiza a ideia central do poema a indicada na alternativa:
    Escolha uma alternativa para a questão 2e2a44b8-cf
  • 2A22863B-CF

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-BA · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, IF-BA 2011, Interpretação de Textos

    Analise as correspondências entre a palavra transcrita e o seu significado no texto, marcando V para as afirmações verdadeiras e F, para as falsas.

    ( ) "vorazes" (l. 25) - ávidos
    ( ) "filão" (l. 30) - mercado
    ( ) "desprendimento" (l. 39) - independência
    ( ) "cativar"(l. 50) - atrair
    ( ) "autonomia" (l. 57) - autoridade

    A alternativa que indica a seqüência correta, de cima para baixo, é a:
    Escolha uma alternativa para a questão 2a22863b-cf
  • 291E7285-CF

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-BA · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, IF-BA 2011, Interpretação de Textos

    Com base na leitura do texto, pode-se inferir que
    Escolha uma alternativa para a questão 291e7285-cf
  • C7EEA5CF-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos

    Neste poema, os retratos antigos

    I. buscam uma espécie de diálogo com o observador, porque nunca perdem a sua humanidade.

    II. mesmo pendurados na parede, parecem ter vida própria.

    III. simbolizam um passado fantasmagórico que pode continuar aterrorizando, por isso devem ser olhados com cautela.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:
    Escolha uma alternativa para a questão c7eea5cf-2d
  • C6F41D05-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos

    Todas as afirmativas estão corretamente associadas ao excerto, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão c6f41d05-2d
  • C418B701-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos
    No poema “Retrato falante”, de Cecília Meireles, percebe-se

    I. a retomada de um tema fantástico, que é a representação do sujeito através da sombra, do reflexo, da fotografia ou do sósia.

    II. um Eu poético sugerindo que o retrato falante é tão raro quanto a felicidade.

    III. um retrato que, de modo coercitivo, impele o Eu poético a ter uma experiência triste.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:
    Escolha uma alternativa para a questão c418b701-2d
  • C31B4D4D-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos
    Com base na leitura do poema, preencha os parênte- ses com V para verdadeiro e F para falso.

    ( ) O retrato tem uma determinada hora para dialogar com o Eu poético, primeira voz no poema.

    ( ) O leitor pode ser levado, pelo retrato, a pensar sobre a brevidade da vida.

    ( ) O retrato é uma espécie de duplo ameaçador do Eu poético.

    ( ) O poema sugere que o retrato é mais duradouro do que a vida.

    ( ) O retrato suscita terror na alma do Eu poético.

    A sequência correta de preenchimento dos parênte- ses, de cima para baixo, é:
    Escolha uma alternativa para a questão c31b4d4d-2d
  • 1838BD7A-27

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 40, leia o excerto do poema denominado “Graciliano Ramos”, de João Cabral de Melo Neto.

    Falo somente com o que falo:
    com as mesmas vinte palavras
    girando ao redor do sol
    que as limpa do que não é faca:
    de toda uma crosta viscosa,
    resto de janta abaianada,
    que fica na lâmina e cega
    seu gosto da cicatriz clara.
    Falo somente do que falo:
    do seco e de suas paisagens,
    Nordestes, debaixo de um sol
    ali do mais quente vinagre:
    que reduz tudo ao espinhaço,
    cresta o simplesmente folhagem,
    folha prolixa, folharada,
    onde possa esconder- se na fraude.
    Falo somente por quem falo:
    por quem existe nesses climas
    condicionados pelo sol,
    pelo gavião e outras rapinas:
    e onde estão os solos inertes
    de tantas condições caatinga
    em que só cabe cultivar
    o que é sinônimo da míngua.
    Falo somente para quem falo:
    quem padece sono de morto
    e precisa um despertador
    acre, como o sol sobre o olho:
    que é quando o sol é estridente,
    a contrapelo, imperioso,
    e bate nas pálpebras como
    se bate numa porta a socos.

    I. O poema de João Cabral dialoga com o imaginário acre e violento presente no livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

    II. O poema se dirige aos que sofrem com as radicais condições da caatinga nordestina, onde o sol é estridente, atingindo as pálpebras como se bate numa porta a socos.

    III. Apesar de todas as adversidades sertanejas, a natureza local possibilita um momento para cultivar uma multiplicidade de alimentos.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

    Escolha uma alternativa para a questão 1838bd7a-27
  • 1751E3E8-27

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 39, leia o fragmento do conto “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, de João Guimarães Rosa.

    O cavalo de Nhô Augusto obedeceu para diante; as ferraduras tinham e deram fogo no lajeado; e o cavaleiro, em pé nos estribos, trouxe a taca no ar, querendo a figura do velho. Mas o Major piscou, apenas, e encolheu a cabeça, porque mais não era preciso, e os capangas pulavam de cada beirada, e eram só pernas e braços. – Frecha, povo! Desmancha! Já os porretes caíam em cima do cavaleiro, que nem pinotes de matrinxãs na rede. Pauladas na cabeça, nos ombros, nas coxas. Nhô Augusto desceu o corpo e caiu. Ainda se ajoelhou em terra, querendo firmar- se nas mãos, mas isso só lhe serviu para poder ver as caras horríveis dos seus próprios bate- paus, e, no, meio deles, o capiauzinho mongo que amava a mulher- a toa Sariema. E Nhô Augusto fechou os olhos, de gastura, porque ele sabia que capiau de testa peluda, com o cabelo quase nos olhos, é uma raça de homem capaz de guardar o passado em casa, em lugar fresco perto do pote, e ir buscar na rua outras raivas pequenas, tudo para ajuntar à massa- mãe do ódio grande, até chegar o dia de tirar vingança. (...) Puxaram e arrastaram Nhô Augusto, pelo atalho do rancho do Barranco, que ficou sendo um caminho de pragas e judiação. E quando chegaram ao rancho do Barranco, ao fim da légua, o Nhô Augusto já vinha quase que só carregado, meio nu, todo picado de faca, quebrado de pancadas e enlameado grosso, poeira com sangue. Empurraram- no para o chão, e ele nem se moveu. (...) E, aí, quando tudo esteve a ponto, abrasaram o ferro com a marca do gado do Major – que soía ser um triângulo inscrito numa circunferência –, e imprimiram-na, com chiado, chamusco e fumaça, na polpa glútea direita de Nhô Augusto. Mas recuaram todos, num susto, porque Nhô Augusto viveu- se, com um berro e um salto, medonhos.

    Considerando o fragmento acima, todas as afirmativas são corretas, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 1751e3e8-27
  • 166DC5E4-27

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 38, ler o excerto do conto “Mineirinho”, de Clarice Lispector, e preencher os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

    “É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá- las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir- se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. (...) No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim. Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me fez ouvir o primeiro tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina – porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.”

    ( ) O narrador não compreende plenamente por que está sensibilizado com a morte de um facínora que matou muitas pessoas.

    ( ) A cozinheira apresenta- se bastante confortável em discutir a morte do Mineirinho.

    ( ) Ao longo da contagem dos tiros que abateram o criminoso, o narrador vai se apiedando progressivamente, culminando no décimo terceiro tiro, momento em que se coloca no lugar do próprio facínora.

    ( ) A certa altura do conto, o narrador, movido pela lei da sobrevivência, chega a aceitar o extermínio de facínoras como o Mineirinho.

    A sequência correta, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão 166dc5e4-27
  • 1585EB63-27

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 37, ler o fragmento do poema “A morte do leiteiro”, de Carlos Drummond de Andrade.

    Há pouco leite no país
    é preciso entregá- lo cedo.
    Há muita sede no país,
    é preciso entregá- lo cedo.
    Há no país uma legenda,
    que ladrão se mata com tiro.
    Então o moço que é leiteiro
    de madrugada com sua lata
    sai correndo e distribuindo
    leite bom para gente ruim.
    (...)
    E como a porta dos fundos
    também escondesse gente
    que aspira ao pouco de leite
    disponível em nosso tempo,
    avancemos por esse beco,
    peguemos o corredor,
    depositemos o litro...
    Sem fazer barulho, é claro,
    que barulho nada resolve.
    Meu leiteiro tão sutil
    de passo maneiro e leve,
    antes desliza que marcha.
    É certo que algum rumor
    sempre se faz: passo errado,
    vaso de flor no caminho,
    cão latindo por princípio,
    ou um gato quizilento.
    E há sempre um senhor que acorda,
    resmunga e torna a dormir.

    Mas este entrou em pânico
    (ladrões infestam o bairro),
    não quis saber de mais nada.
    O revólver da gaveta
    saltou para sua mão.
    Ladrão? se pega com tiro.
    Os tiros na madrugada
    liquidaram meu leiteiro.
    Se era noivo, se era virgem,
    se era alegre, se era bom,
    não sei,
    é tarde para saber.
    (...)


    Da garrafa estilhaçada.
    no ladrilho já sereno
    escorre uma coisa espessa
    que é leite, sangue... não sei
    Por entre objetos confusos,
    mal redimidos da noite,
    duas cores se procuram,
    suavemente se tocam,
    amorosamente se enlaçam,
    formando um terceiro tom
    a que chamamos aurora.

    De acordo com o texto, afirma-se:

    I. Em plena madrugada, o leiteiro cumpre um papel fundamental na distribuição de um leite bom que alimenta inclusive gente ruim.

    II. Na sua ríspida e barulhenta marcha, o leiteiro acorda todos que dormem nas casas nas quais o leite é entregue.

    III. De forma premeditada, o morador mata o raivoso leiteiro que se aproxima também para assaltá- lo.

    IV. Devido a um trágico engano, um cidadão inocente é morto no exercício da profissão.

    As afirmativas corretas são, apenas,

    Escolha uma alternativa para a questão 1585eb63-27
  • 13BC032C-27

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 35, leia os textos e as afirmativas que seguem.

    Texto 1

    Era um sonho dantesco... o tombadilho
    Que das luzernas avermelha o brilho
    Em sangue a se banhar.
    Tinir de ferros... estalar do açoite...
    Legiões de homens negros como a noite
    Horrendos a dançar.

    (...)

    E ri- se a orquestra irônica, estridente...
    E da ronda fantástica a serpente
    Faz doudas espirais ...
    Se o velho arqueja, se no chão resvala,
    Ouvem- se gritos... o chicote estala.
    E voam mais e mais...

    Presa nos elos de uma só cadeia,
    A multidão faminta cambaleia
    E chora e dança ali!
    Um de raiva delira, outro enlouquece,
    Outro, que de martírios embrutece,
    Cantando geme e ri!

    No entanto o capitão manda a manobra
    E após, fitando o céu que se desdobra,
    Tão puro sobre o mar,
    Diz, do fumo entre os densos nevoeiros:
    “Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
    Fazei- os mais dançar!...”

    (Excertos da quarta parte do poema “O Navio Negreiro”, de Castro Alves)


    Texto 2

    Tudo começou quando a gente conversava
    Naquela esquina ali
    De frente àquela praça
    Veio os homens
    E nos pararam
    Documento por favor
    Então a gente apresentou
    Mas eles não paravam
    Qual é negão? Qual é negão?
    O que que tá pegando?
    Qual é negão? Qual é negão?


    É mole de ver
    Que em qualquer dura
    O tempo passa mais lento pro negão
    Quem segurava com força a chibata
    Agora usa farda
    Engatilha a macaca Escolhe sempre o primeiro
    Negro pra passar na revista
    Pra passar na revista


    Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
    Todo camburão tem um pouco de navio negreiro


    (...)

    (Todo camburão tem um pouco de navio negreiro, composição de Marcelo Yuka, do grupo O Rappa, em disco lançado em 1994)

    Com base nos textos, afirma-se:

    I. Já no primeiro verso do texto 1, o eu lírico anteci- pa o teor violento desse trecho do poema ao utilizar a expressão “sonho dantesco”, referência às imagens perturbadoras do Inferno, primeira parte da obra Divina Comédia, de Dante Alighieri.

    II. A canção do grupo O Rappa relaciona a imagem do açoitador do passado com a do policial dos dias de hoje.

    III. Por aclimação, entende-se o esforço do homem tencionando um processo de adaptação, mesmo em circunstâncias desfavoráveis. Ao construir imagens contrastantes (a multidão que, mesmo chorando, dança; o escravo que concomitante- mente geme e ri), Castro Alves, no texto 1, reduz seu grito de denúncia e antevê essa ação de ajustamento dos negros à realidade da escravatura.

    IV. Nos dois textos, há referência ou comparação entre animais e instrumentos que funcionam como armas de opressão frente ao negro.

    As afirmativas corretas são, apenas


    Escolha uma alternativa para a questão 13bc032c-27
  • 12D4667B-27

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 34, leia os textos que seguem.

    Texto 1

    (…)

    É bem possível que eu um dia cegue.
    No ardor desta letal tórrida zona,
    A cor do sangue é a cor que me impressiona
    E a que mais neste mundo me persegue!

    Essa obsessão cromática me abate.
    Não sei por que me vêm sempre à lembrança
    O estômago esfaqueado de uma criança
    E um pedaço de víscera escarlate.

    (…)

    Na ascensão barométrica da calma,
    Eu bem sabia, ansiado e contrafeito,
    Que uma população doente do peito
    Tossia sem remédio na minh’alma!

    E o cuspo que essa hereditária tosse
    Golfava, à guisa de ácido resíduo,
    Não era o cuspo só de um indivíduo
    Minado pela tísica precoce.

    (…)

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos

    Os versos do excerto e o texto crítico de Alfredo Bosi referem- se a

    Escolha uma alternativa para a questão 12d4667b-27
  • 11EFD23A-27

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 33, leia o excerto a seguir, no contexto do conto de Simões Lopes Neto, e as afirmativas, preenchendo os parênteses com V para verdadeiro e F para falso.

    “Foi então que um gaúcho gadelhudo, mui alto, canhoto, desprendeu da cintura as boleadeiras e fê- las roncar por cima da cabeça… e quando ia soltá- las, zunindo, com força pra rebentar as costelas dum boi manso, e que o negro estava cocando o tiro, de facão pronto pra cortar as sogas…, nesse mesmo momento e instante a velha Fermina entrou na roda, e ligeira como um gato, varejou no Bonifácio uma chocolateira de água fervendo, que trazia na mão, do chimarrão que estava chupando… O negro urrou como um touro na capa…; a rumo no mais avançou o braço, e fincou e suspendeu, levando a velha, estorcendo- se, atravessada no facão até o esse…; ao mesmo tempo, mandado por pulso de homem um bolaço cantou- lhe no tampo da cabeça e logo outro, no costilhar, e o negro caiu, como boi desnucado, de boca aberta, a língua pontuada, mexendo em tremura uma perna, onde a roseta da chilena tinia, miúdo…

    Patrício, escuite!”


    ( ) As comparações com bichos ( boi manso, gato, touro na capa, boi desnucado) conferem aos personagens uma espécie de animalização, um instinto não racional que potencializa o tom violento da cena.

    ( ) Na leitura do trecho, torna- se evidente a força visual na escrita de Simões Lopes Neto, autor que detalhava, com riqueza, as ações de seus personagens, gerando tensão no relato.

    ( ) A utilização de expressões tipicamente urbanas do Rio Grande do Sul dá ao texto um caráter regionalista.

    ( ) O vaqueano Blau Nunes é o narrador da obra, personagem que testemunhou ou ouviu os causos que relata. Essa marca de oralidade torna- se ainda mais explícita com a passagem “Patrício, escuite!”.

    ( ) O trecho pertence ao conto “Negro Bonifácio”.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 11efd23a-27
  • 1022DFB9-27

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos


    Desde as tragédias gregas, a violência sempre instigou a criação literária. O conflito entre nativos e europeus no tempo das descobertas, as batalhas sangrentas no estabelecimento das fronteiras do pampa, o mundo sem lei do sertanejo, a degradação moral nos conglomerados urbanos são alguns dos enredos brutais que configuram o nosso imaginário literário. A violência, mais do que um problema do nosso cotidiano contemporâneo, é um tema recorrente, como atestam os textos desta prova.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 31, leia o excerto do conto “O caso da vara”, de Machado de Assis.

    Todas as afirmativas estão corretamente associadas ao excerto, EXCETO:

    Escolha uma alternativa para a questão 1022dfb9-27
  • 7E76B618-27

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 30, considere as afirmativas a seguir, referentes aos textos 1, 2 e 3.

    I. Os textos 1 e 2 têm em comum o uso da primeira pessoa e o fato de constituírem relatos pessoais.

    II. O texto 1 apresenta uma sequência de ações, enquanto o texto 2 enfatiza uma situação específica.

    III. Considerando o trecho “A China, nação que mais polui e que mais consome matéria-prima” ( texto 3, linhas 36 e 37), seria possível imaginar que o narrador do texto 1 é um chinês.

    IV. O texto 1 generaliza a relação homem- natureza, enquanto o texto 3 define os espaços em que ocorre essa relação: na China e no Maracanã.

    Estão corretas apenas as afirmativas

    Escolha uma alternativa para a questão 7e76b618-27
  • 7BC58315-27

    Português

    Figuras de Linguagem
    PUC - RS · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Figuras de Linguagem INSTRUÇÃO: Responder à questão 27 com base nas afirmativas abaixo.

    No texto 3, o autor

    I. adota diferentes recursos de linguagem, como expressões metafóricas.

    II. apresenta dados da realidade para sustentar seu ponto de vista.

    III. utiliza interrogações de bom efeito retórico, mas não apresenta respostas para elas.

    IV. dirige- se a um público leitor especializado em ecossistemas.

    Estão corretas apenas as afirmativas



    Escolha uma alternativa para a questão 7bc58315-27