INSTRUÇÃO: Para responder à questão 38, ler o excerto do conto “Mineirinho”, de Clarice Lispector, e preencher os parênteses com…
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INSTRUÇÃO: Para responder à questão 38, ler o excerto do conto “Mineirinho”, de Clarice Lispector, e preencher os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
“É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá- las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir- se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. (...) No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim. Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me fez ouvir o primeiro tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina – porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.”
( ) O narrador não compreende plenamente por que está sensibilizado com a morte de um facínora que matou muitas pessoas.
( ) A cozinheira apresenta- se bastante confortável em discutir a morte do Mineirinho.
( ) Ao longo da contagem dos tiros que abateram o criminoso, o narrador vai se apiedando progressivamente, culminando no décimo terceiro tiro, momento em que se coloca no lugar do próprio facínora.
( ) A certa altura do conto, o narrador, movido pela lei da sobrevivência, chega a aceitar o extermínio de facínoras como o Mineirinho.
A sequência correta, de cima para baixo, é
“É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá- las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir- se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. (...) No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim. Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me fez ouvir o primeiro tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina – porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.”
( ) O narrador não compreende plenamente por que está sensibilizado com a morte de um facínora que matou muitas pessoas.
( ) A cozinheira apresenta- se bastante confortável em discutir a morte do Mineirinho.
( ) Ao longo da contagem dos tiros que abateram o criminoso, o narrador vai se apiedando progressivamente, culminando no décimo terceiro tiro, momento em que se coloca no lugar do próprio facínora.
( ) A certa altura do conto, o narrador, movido pela lei da sobrevivência, chega a aceitar o extermínio de facínoras como o Mineirinho.
A sequência correta, de cima para baixo, é
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