Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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9.017 questões encontradas. Mostrando a página 7 de 451.

  • 4B2C89C6-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


    Q68_73.png (281×332)

    (Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


    1esmaltar: colorir.

    2sensabor: insípido, desinteressante.

    3númen: ser divino.
    Em “Bem que me aclare as sombras da tristeza, / Um tempo sensabor me principia.” (1ª estrofe), a locução sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b2c89c6-2d
  • 4B26335B-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.


    Q68_73.png (281×332)

    (Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poemas escolhidos, 1974.)


    1esmaltar: colorir.

    2sensabor: insípido, desinteressante.

    3númen: ser divino.
    No soneto, a divindade a quem o eu lírico dirige suas preces é retratada como um ser
    Escolha uma alternativa para a questão 4b26335b-2d
  • 4B234A95-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Examine o meme publicado pelo perfil @ancientcringe no Instagram em 03.05.2025.


    Q67.png (269×234)


    O meme permite caracterizar seu autor como

    Escolha uma alternativa para a questão 4b234a95-2d
  • 4AF6276A-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
       Apesar do elevado número de trabalhadoras presentes nos primeiros estabelecimentos fabris brasileiros, não se deve supor que elas foram progressivamente substituindo os homens e conquistando o mercado de trabalho fabril. Ao contrário, as mulheres vão sendo progressivamente expulsas das fábricas, na medida em que avança a industrialização e a incorporação da força de trabalho masculina. As barreiras enfrentadas pelas mulheres para participar do mundo dos negócios eram sempre muito grandes, independentemente da classe social a que pertencessem. Da variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual, elas tiveram sempre de lutar contra inúmeros obstáculos para ingressar em um campo definido — pelos homens — como “naturalmente masculino”. Esses obstáculos não se limitavam ao processo de produção; começavam pela própria hostilidade com que o trabalho feminino fora do lar era tratado no interior da família.


    (Margareth Rago. “Trabalho feminino e sexualidade”. In: Mary del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)


    Ao abordar o trabalho feminino no Brasil entre o final do século XIX e as primeiras décadas do XX, o excerto destaca 
    Escolha uma alternativa para a questão 4af6276a-2d
  • 4AEB92B1-2D

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
        Para os europeus que se relacionavam com as sociedades africanas, a poligamia era algo a ser combatido, ligado a formas de viver atrasadas e condenado pela religião. Para os africanos, quanto mais mulheres pudessem ter, mais amplos seriam os laços de solidariedade e fidelidade, pois os casamentos garantiam alianças entre os grupos. E aquele que possuísse muitas mulheres, além de ter laços com diversas linhagens, teria uma descendência maior, nascida de suas várias mulheres. Quanto mais pessoas um chefe tivesse sob sua dependência e proteção, mais sólida seria sua posição e maior o seu prestígio.


    (Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.)


    Segundo o excerto, a poligamia era,
    Escolha uma alternativa para a questão 4aeb92b1-2d
  • 93E8C943-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Quando no dia seguinte, também no final da tarde, Fio Jasmim se dirigiu para a pequena joalheria, ele pensou em ser mais cuidadoso ao pronunciar qualquer nome de mulher perto de Dolores dos Santos. Quando contou o incidente para os companheiros maquinistas, os mais velhos riram dele e perguntaram qual o motivo de ele estar tão preocupado com a pequena distração cometida. Nem ele sabia bem o porquê. Entretanto, não gostava de pronunciar o nome da esposa para outras mulheres. A de casa é santa, pensava ele. Se ele tivesse dito pelo menos Juventina, seria mais fácil explicar. Assustado com o próprio pensamento, Fio Jasmim não entendia o que estava se passando com ele. Estaria por acaso pensando em alguma conquista? Ouvira dizer que ela era uma mulher namoradeira, mas que não parava com homem algum, tinha um gênio indomável. Todas essas considerações não lhe importavam, não estava interessado na mulher. Mas e se ela estivesse interessada nele...


    Conceição Evaristo. Canção para ninar menino grande.



    No romance de Conceição Evaristo, Fio Jasmim, por meio de suas viagens, é o elo que agrega as várias personagens femininas que se relacionam com ele. De acordo com essa consideração, Fio Jasmim
    Escolha uma alternativa para a questão 93e8c943-23
  • 93E6269C-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    A família de Neide fazia questão de conservar o pomposo sobrenome, “Paranhos”, herdado dos tempos da escravatura. A manutenção do nome dos descendentes dos antigos colonizadores, cuja família era tradicional na cidade, para o clã descendente de africanos escravizados, ganhara um sentido de enfrentamento aos brancos “Paranhos”. Para além de ser um destino histórico, era uma velada reivindicação de uma fortuna familiar dos brancos, que em grande parte era de pertença dos negros “Paranhos”.


    Conceição Evaristo. Canção para ninar menino grande.


    No excerto, o uso do mesmo nome por uma família branca e uma família negra indica
    Escolha uma alternativa para a questão 93e6269c-23
  • 93E0971A-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
       As plantas viam o jardineiro como as plantas vêem. Não se sentiam agradecidas. Tratavam o seu regador à semelhança da chuva que caía sobre elas nas noites de Outono. Florescerem não era o seu meio de meterem conversa com o jardineiro, mas uma forma de acentuarem a sua indiferença à declaração de amor que ele cultivava a cada hora.

       Tanto lhes fazia serem cuidadas por um assassino, se eram sujas as mãos que as amparavam ou o que viera antes do amor que ele lhes dedicava.

       Seguiam‑no com o seu olhar sem julgamento, alheias a que, todas as manhãs, Celestino acordava por elas. Vigiavam os seus passos, pressentiam a sua presença, alegravam‑se de o ver, conheciam as suas rotinas. Sem que por um instante lhe sentissem a falta, ou se afligissem com as suas ausências ocasionais.

    Djaimilia Pereira de Almeida. A visão das plantas.



    Considerando o trecho citado, depreende-se que o “olhar sem julgamento”
    Escolha uma alternativa para a questão 93e0971a-23
  • 9385BD5C-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Nossa forma de governo não entra em rivalidade com as instituições dos outros. Nosso governo não copia o de nossos vizinhos, mas é um exemplo para eles. É verdade que somos chamados de democracia, pois a administração está nas mãos de muitos e não de poucos. Mas, enquanto existe justiça igual para todos e igualmente em suas disputas privadas, a reivindicação de excelência também é reconhecida; e quando um cidadão é de alguma forma distinto, ele é preferido para o serviço público, não como uma questão de privilégio, mas como recompensa do mérito. Nem a pobreza é um obstáculo, pois um homem pode beneficiar seu país, seja qual for a obscuridade de sua condição. Não há exclusividade em nossa vida pública, e em nossos negócios privados não suspeitamos uns dos outros [...]. Enquanto estamos assim sem restrições em nossos negócios privados, um espírito de reverência permeia nossos atos públicos; somos impedidos de fazer o mal pelo respeito às autoridades e às leis, tendo uma consideração especial por aquelas que são ordenadas para a proteção dos prejudicados, bem como por aquelas leis não escritas. 

    Tucídides. Oração Fúnebre de Péricles. University of Minnesota. Human Rights Library. Richard Hoocker, 1996. Adaptado.



    O excerto, que pretende reproduzir o discurso fúnebre de Péricles (século V a.C.) na Guerra do Peloponeso,
    Escolha uma alternativa para a questão 9385bd5c-23
  • 937E0448-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    No Afeganistão, em vinte anos de guerra, morreram mais de 157 mil pessoas; no Iraque, de 2003 até hoje, dez anos depois de as tropas americanas se retirarem do país, foram mortas entre 308 e 600 mil; e no Paquistão, o aliado dos Estados Unidos na Guerra ao Terror, 70 mil.

    As violações de direitos humanos por militares americanos, como os abusos e a tortura de prisioneiros, muitas vezes inocentes, na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, e na base de Guantánamo, em Cuba, geraram ainda mais ressentimento nas populações desses países.

    A Guerra ao Terror provocou mais radicalização religiosa, conflitos internos, forçou milhões de pessoas a abandonar suas casas e a fugir para outros países, aumentando ainda mais o preconceito em relação a muçulmanos e árabes. Dizem que o mundo nunca mais foi o mesmo depois do Onze de Setembro.

    Simone Duarte. O vento mudou de direção: o Onze de Setembro que o mundo não viu. São Paulo: Fósforo, 2021.


    O excerto traz informações sobre a atuação militar norte-americana na Ásia após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e afirma que essas investidas militares
    Escolha uma alternativa para a questão 937e0448-23
  • 9375D0E1-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Mwando está embasbacado com a descoberta do insólito do mundo. Como o Adão no Paraíso, a voz da serpente sugeriu-lhe a maçã, que lhe arrancou brutalmente a venda de todos os mistérios. Sim, escutou os lábios de uma mulher pronunciando em sussurros o seu nome, despertando-o do ventre fecundo da inocência. Mwando nasceu. Sente o coração a bater com força, mesmo à maneira do primeiro amor.¬¬
    (…)
    Procurou o refúgio do quarto e fechou-se. Estava transtornado. Sentia a sua devoção abalada pela paixão. Não conseguia fugir às tramas da serpente, a Sarnau arrastava-o cada vez mais para o abismo. Paulina Chiziane.

    Balada de amor ao vento.


    Considerando a intertextualidade bíblica presente no excerto de Balada de amor ao vento, a experiência de Mwando é caracterizada
    Escolha uma alternativa para a questão 9375d0e1-23
  • 93733B30-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    iii. Busca

    Pelos campos fora
    Caminhava sempre
    Como se buscasse
    Uma presença ausente

    “Onde estás tu, morte?
    Não posso te ver:
    Neste dia de Maio
    Com rosas e trigo
    É como se tu não
    Vivesses comigo
    [...]
    É verdade que passas
    Pela cidade às vezes
    Nos caixões de chumbo:

    Mas viro o meu rosto
    Pois não te compreendo
    És um pesadelo
    Uma coisa inventada
    Que o vento desmente
    Com suas mãos frescas
    E a luz logo apaga”
    [...]


    Sophia de Mello Breyner Andresen. O Cristo cigano.


    É tão tenaz o desvio que a esquivança encobridora ante a morte exerce sobre a cotidianidade que, no ser-um-com-ooutro, seus ‘próximos’ ainda se empenham com frequência precisamente junto ao ‘moribundo’ para o persuadir de que escapa da morte e retorna em seguida à tranquila cotidianidade do mundo de suas ocupações. Tal ‘preocupação-com-o-outro’ pensa ‘consolar’ dessa maneira o ‘moribundo’. Ela quer devolvê-lo à existência, ajudando-o a encobrir ainda mais completamente sua possibilidade de ser mais própria e irremetente. A gente se ocupa dessa maneira de uma constante tranquilização sobre a morte. Mas, no fundo, ela vale tanto para o ‘moribundo’ quanto para ‘os que consolam’. E mesmo no caso do deixar de viver, a publicidade ainda não deve ser perturbada, nem inquietada pelo acontecimento na sua ocupada despreocupação. Pois não raro se vê na morte dos outros uma inconveniência social, quando não mesmo uma falta de tato, cuja publicidade deve ser poupada.


    Martin Heidegger. Ser e Tempo, §51.



    A escritora Sophia de Mello Breyner Andresen e o filósofo Martin Heidegger descrevem, por meio de recursos expositivos bem diferentes, uma mesma atitude geral comumente assumida por uma pessoa ante o desvelamento de sua própria mortalidade a partir da constatação da morte ou do adoecimento mortal de uma outra pessoa. Qual alternativa melhor descreve essa atitude?
    Escolha uma alternativa para a questão 93733b30-23
  • 936618D3-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    Os espetáculos circenses organizados ao final do século XVIII uniam o cômico e o dramático, como historicamente já faziam outras formas de espetáculo, por meio da combinação da atuação das famílias de saltimbancos, ciganos, atores da Commedia dell’Arte, e mesclavam a pantomima e o palhaço com a acrobacia, os equilíbrios, as exibições equestres e a doma de animais em um mesmo espaço. Desde aquele momento, fica visível a emergência não somente de novos modelos de espetáculos, mas também novas estruturas de organização e produção desses espetáculos, caracterizadas pela delimitação do espaço físico das apresentações, cobrança compulsória de entradas e alternância entre exibições de equilibristas, acrobatas, artistas equestres, comediantes, pantomimas e representações diversas, ou seja, um espetáculo pautado na íntima mistura de expressões e artistas originários de diferentes espaços e formações.


    LOPES, Daniel de Carvalho; SILVA, Ermínia. Circo: percursos de uma arte em transformação contínua. Cadernos do GIPE-CIT, v. 1, 2020. Adaptado.



    No contexto histórico, o circo
    Escolha uma alternativa para a questão 936618d3-23
  • 9363439F-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    O carnaval, para além de ser a mais importante manifestação cultural brasileira, é o exercício concreto e sensível de vários direitos conquistados e consagrados. Ele celebra o direito à cidade, à manifestação, à associação e o direito à liberdade de expressão. Como festa pagã e sincrética, afirma o direito à liberdade religiosa sem ser proselitista e, como representação cultural, amplia o espaço cívico para combiná-lo com festividade, criatividade e liberdade artística e cultural.

    O carnaval, nas suas diversas facetas, é político. E essa característica não aparece somente nos debates promovidos através da festa, mas também pela possibilidade de desfrutar uma vida livre de censura de qualquer tipo por parte de pessoas de todas as regiões do país, em suas mais distintas realidades.

    Ocupar as ruas é um ato político. O lazer e a folia em espaço público, o exercício do direito à fruição e de produzir e consumir conteúdos culturais diversos também são. É ainda mais relevante o ato de externalizar e amplificar histórias, memórias e narrativas sobre grupos historicamente silenciados no país, como as populações negra, indígena e de tantas outras comunidades tradicionais. A manifestação política através de brincadeiras, danças, marchinhas, cantos e fantasias é das formas mais sublimes de expressão da aliança entre luta social, cultura e expressão estética. É a possibilidade que brasileiras e brasileiros encontram de, lutando por meio da arte, fazer ecoar uma voz esquecida no cotidiano.

    Artigo 19. 16/02/2024. Adaptado.


    Ao afirmar que o carnaval é político, o texto objetiva
    Escolha uma alternativa para a questão 9363439f-23
  • 9360AF93-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    Considere os dois fragmentos a seguir:


    O fundamento psicológico sobre o qual se eleva o tipo das individualidades da cidade grande é a intensificação da vida nervosa, que resulta da mudança rápida e ininterrupta de impressões [...]. Talvez não haja nenhum fenômeno tão característico da cidade grande como o caráter blasé. [...] A essência do caráter blasé é o embotamento frente à distinção das coisas [...]. Em parte por conta dessa situação psicológica, em parte em virtude do direito à desconfiança que temos perante os elementos da vida na cidade grande, que passam por nós em um contato fugaz, somos coagidos a uma reserva, em virtude da qual mal conhecemos os vizinhos que temos por muitos anos [...]. Ao mesmo tempo, essa reserva garante ao indivíduo uma espécie [...] de liberdade pessoal.

    Simmel, Georg. (2005). As grandes cidades e a vida do espírito. Mana, Trad. Leopoldo Waizbort. Adaptado.


    As luzes da cidade se acendiam, as cortinas de aço das portas desciam com barulho e os caixeiros, os empregados que passavam o dia sorridentes ou abstratos, por trás dos balcões [...], se transformavam em homens misteriosos, individuais, que metiam um paletó, tinham uma casa, uma rua e iam comer o seu jantar, dormir o seu sono, trancar a sua porta. [...] Todos ali tinham a sua vida isolada, sua vida particular.
    E, naquela hora, cortavam as amarras, cada um procurando o seu mundo pessoal, a sua pequenina ilha.

    Rachel de Queiroz. Caminho de Pedras. Adaptado.


    No primeiro trecho, publicado originalmente em 1903, o sociólogo Georg Simmel procurou condensar as características fundamentais da vida psíquica nas grandes cidades. Já no segundo, com que Rachel de Queiroz inicia o capítulo 7 de Caminho de Pedras, vemos como o protagonista Roberto percebe sua cidade a bordo de um bonde. Lendo-os em conjunto, é possível afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 9360af93-23
  • 93308085-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2025





    Disponível em https://cartum.folha.uol.com.br/charges/.

    Em termos da interação entre os recursos verbais e imagéticos na charge, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 93308085-23
  • 932A946E-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    O indígena sofre menos sob a República do que sob a dominação espanhola? Não existem mais corregimientos nem encomiendas, mas persistem os trabalhos forçados e os recrutamentos. O sofrimento que lhe provocamos basta para descarregar sobre nós a execração dos seres humanos. Nós o conservamos na ignorância e na servidão, o envilecemos no quartel, o embrutecemos com o álcool, o lançamos a destroçar-se nas guerras civis e, de tempos em tempos, organizamos caçadas e matanças.

    Manuel González Prada. “Nuestros índios”. In: Ideas en torno de Latinoamérica. México: UNAM, 1986. Adaptado.


    O excerto, extraído de um texto publicado no início do século XX pelo peruano Manuel González Prada,
    Escolha uma alternativa para a questão 932a946e-23
  • 931F858F-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    A uberização nomeia um novo tipo de gestão e controle da força de trabalho. Resultando das formas contemporâneas de eliminação de direitos, transferência de riscos e custos para os trabalhadores e novos arranjos produtivos, ela em alguma medida sintetiza processos em curso há décadas, ao mesmo tempo em que se apresenta como tendência para o futuro do trabalho. O tema ganha visibilidade com a formação de enormes contingentes de trabalhadores controlados por empresas que operam por meio de plataformas digitais. O desafio contemporâneo frente a esse novo tipo de organização envolve elementos complexos e armadilhas teórico-políticas. Reside em compreender as plataformas digitais como um novo meio poderoso pelo qual as relações de trabalho vêm se reestruturando, sem, entretanto, incorrer em um determinismo tecnológico que mistifique os processos sociais que envolvem décadas de flexibilização e transformação no trabalho, e que se materializam nas plataformas digitais, embora de forma obscura. Com base nessa perspectiva, o desafio também reside na compreensão de uma tendência que precede e ultrapassa as plataformas digitais, relacionada ao elemento central da uberização, qual seja, a consolidação e gerenciamento de multidões de trabalhadores como trabalhadores just-in-time. Essa condição do trabalho envolve um novo tipo generalizável de remuneração por peça que conserva sua centralidade nas formas de exploração capitalistas, mas atualiza seus elementos, demandando a compreensão das permanências, transformações e tendências que se desenham no presente ou como futuro possível e provável do trabalho.


    ABÍLIO, L. C. et al. “Uberização e plataformização do trabalho no Brasil: conceitos, processos e formas”. Sociologias, v. 23, n. 57, 2021.
    A expressão just-in-time, destacada no texto, refere-se, no contexto da discussão, a uma modalidade de trabalho 
    Escolha uma alternativa para a questão 931f858f-23
  • 931C95F7-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    A uberização nomeia um novo tipo de gestão e controle da força de trabalho. Resultando das formas contemporâneas de eliminação de direitos, transferência de riscos e custos para os trabalhadores e novos arranjos produtivos, ela em alguma medida sintetiza processos em curso há décadas, ao mesmo tempo em que se apresenta como tendência para o futuro do trabalho. O tema ganha visibilidade com a formação de enormes contingentes de trabalhadores controlados por empresas que operam por meio de plataformas digitais. O desafio contemporâneo frente a esse novo tipo de organização envolve elementos complexos e armadilhas teórico-políticas. Reside em compreender as plataformas digitais como um novo meio poderoso pelo qual as relações de trabalho vêm se reestruturando, sem, entretanto, incorrer em um determinismo tecnológico que mistifique os processos sociais que envolvem décadas de flexibilização e transformação no trabalho, e que se materializam nas plataformas digitais, embora de forma obscura. Com base nessa perspectiva, o desafio também reside na compreensão de uma tendência que precede e ultrapassa as plataformas digitais, relacionada ao elemento central da uberização, qual seja, a consolidação e gerenciamento de multidões de trabalhadores como trabalhadores just-in-time. Essa condição do trabalho envolve um novo tipo generalizável de remuneração por peça que conserva sua centralidade nas formas de exploração capitalistas, mas atualiza seus elementos, demandando a compreensão das permanências, transformações e tendências que se desenham no presente ou como futuro possível e provável do trabalho.


    ABÍLIO, L. C. et al. “Uberização e plataformização do trabalho no Brasil: conceitos, processos e formas”. Sociologias, v. 23, n. 57, 2021.
    Segundo o texto, a uberização é um processo que
    Escolha uma alternativa para a questão 931c95f7-23
  • 9311697C-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Sempre que brilha um novo dia, e que nos bate à porta o jornal, apoderamo-nos com solicitude dessa folha e avidamente percorremos a sessão das Câmaras do dia antecedente em procura do assunto que temos escrito no coração e no espírito - a educação da mulher brasileira -, e dobramos a folha desconsolados e aguardamos o dia seguinte, que se escoa na mesma expectativa, no mesmo desengano!

    (...)

    Um dia raiará mais propício para nós, em que os escolhidos da nação brasileira se dignem de achar a educação da mulher um objeto importante para dele ocuparem-se, com a circunspecção que merece.

    Nísia Floresta. Opúsculo Humanitário.


    Sonhando ser mestra, eu não imaginava o descanso, o repouso ameno que daria à minha mãe como recompensa dos grandes sacrifícios feitos por ela para meu bem-estar, eu não pensava em ser útil, em tornar-me necessária, imprescindível. Eu queria ser mestra para não morar em um cortiço malalumiado, infecto, úmido, nesta terra onde há tantas flores, tanta luz e tantas alegrias. O caso é que fosse qual fosse a mão que me escreveu no pensamento a resolução de vir a ser professora – pertencesse ela à tentação diabólica do luxo ou à compreensão de um dever –, fosse qual fosse, eu a abençoo.

    Julia Lopes de Almeida. Memórias de Martha.



    A partir da leitura dos excertos e das obras citadas, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 9311697c-23