Questões do ENEM: Linguagens e Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos.

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Resultados

955 questões encontradas. Mostrando a página 16 de 48.

  • 4C39CC05-B1

    Português

    Coesão e coerência
    IFF · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    “A saúde é um estado de bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou enfermidade.” (l. 4,5)

    O deslocamento de um termo pode alterar semanticamente um enunciado.


    Em qual alternativa, o deslocamento da palavra em destaque mantém o sentido do enunciado original? 

    Escolha uma alternativa para a questão 4c39cc05-b1
  • A36D7730-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema a seguir.


    choveu

    na carta que você mandou

    quem mandou?


    (LEMINSKI, P. Toda Poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 237.)



    Sobre os verbos usados no poema de Paulo Leminski, considere as afirmativas a seguir.


    I. As formas verbais utilizadas nos dois últimos versos possuem o mesmo sentido figurado.
    II. A forma verbal utilizada no segundo verso possui ali o único sentido literal do verbo.
    III. A forma verbal empregada no segundo verso tem o sentido de “enviar”.
    IV. A forma verbal empregada no último verso compõe uma expressão com uso e sentido informais.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão a36d7730-b1
  • A359886A-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    (Disponível em: <coisasdamiroca.centerblog.net/6775-tirinha-adoramos-cestas-sestas-sextas-74>. Acesso em: 18 jul. 2017.)

    Com relação às palavras “cestas” e “sextas”, considere as afirmativas a seguir.


    I. As duas palavras pertencem à mesma classe gramatical.
    II. São paroxítonas e pronunciadas com “e” fechado.
    III. Apresentam a mesma pronúncia, mas grafia e significado diferentes.
    IV. A substituição de uma palavra pela outra não altera o significado.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a359886a-b1
  • A352FA7D-B1

    Português

    Denotação e Conotação
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    (Disponível em: <coisasdamiroca.centerblog.net/6775-tirinha-adoramos-cestas-sestas-sextas-74>. Acesso em: 18 jul. 2017.)

    Entre os termos “cestas” e “sextas”, é correto afirmar que ocorre:
    Escolha uma alternativa para a questão a352fa7d-b1
  • A344358A-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Cópia rara de textos de Shakespeare é encontrada na Escócia

    Uma cópia rara, de quase 400 anos, de um volume da primeira edição das peças de teatro reunidas de William Shakespeare foi encontrada em uma mansão na Ilha de Bute, na Escócia. Especialistas consideram o Primeiro Fólio, como o volume é conhecido, a versão mais confiável das 36 peças escritas pelo homem que muitos apontam como o maior dramaturgo do mundo. Entre os textos presentes na edição estão Macbeth e Do Jeito que Você Gosta.
    A edição encontrada na Mount Stuart House foi autenticada por Emma Smith, professora de Estudos de Shakespeare, da Universidade de Oxford. "Os administradores das coleções entraram em contato para dizer que tinham um Primeiro Fólio de Shakespeare, e minha reação irônica foi ‘sim, claro, com certeza’. Mas acontece que, após uma inspeção bem mais atenta, vi que estavam certos", disse Emma, em entrevista à rede BBC.
    As obras do Primeiro Fólio foram ordenadas e publicadas pela primeira vez em 1623, sete anos após a morte do escritor, de acordo com a Biblioteca Britânica. Os detalhes das mãos pelas quais a cópia passou foram documentados em uma carta do responsável pela edição do século XVIII da obra, Isaac Reed, que acompanhava o livro, o que ajudou o processo de autenticação. 
    (Adaptado de: <veja.abril.com.br/entretenimento/copia-rara-de-textos-de-shakespeare-e-encontrada-na-escocia/>. Acesso em: 12 jul. 2017.)
    Em relação às expressões “sim, claro, com certeza”, presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.


    I. Observa-se entre as expressões uma convergência de sentidos.
    II. Apenas a primeira e a terceira expressões fazem parte do mesmo campo semântico.
    III. As expressões são classificadas, respectivamente, como advérbio, substantivo e locução .
    IV. As expressões, embora afirmativas, trazem uma conotação negativa, no texto.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a344358a-b1
  • A33B1224-B1

    Português

    Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Não deu certo: escola sofre linchamento virtual
    Com a repercussão negativa da atividade “se nada der certo” dos alunos do terceiro ano do ensino médio, as páginas da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH) nas redes sociais têm recebido diversos comentários ofensivos. Segundo a mãe de uma aluna da instituição que preferiu não se identificar, usuários chegaram a criticar a escola até mesmo em posts com fotografias de crianças do ensino básico acusando-a de “indução subliminar para formar crianças preconceituosas”. A responsável disse ainda estar com “medo até de sair com a filha de uniforme na rua”. O “linchamento” virtual começou na segunda-feira. O alvo da ira: uma atividade em que estudantes se fantasiaram de faxineiros, ambulantes, vendedores e moradores de rua, suas supostas alternativas “se nada der certo”, ou seja, se não passarem no vestibular. Para milhares de usuários, a ação, que aconteceu em 17 de maio e foi divulgada na página do Facebook da instituição, é um desrespeito aos diversos profissionais
    (Disponível em: <veja.abril.com.br/educação/não-deu-certo-escola-sofre-linchamento-virtual/>. Acesso em: 8 jul. 2017.)
    Sobre os recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.


    I. Em “Segundo a mãe de uma aluna da instituição que preferiu não se identificar”, a preposição grifada pode ser substituída por “consoante”, sem prejuízo do sentido original.

    II. Em “O alvo da ira: uma atividade em que estudantes se fantasiaram”, a palavra destacada pode ser substituída por “indignação”.

    III. Em “‘se nada der certo’, ou seja, se não passarem no vestibular”, a expressão “ou seja” enfatiza o enunciado que a sucede.

    IV. Em “a ação, que aconteceu em 17 de maio e foi divulgada na página do Facebook da Instituição, é um desrespeito aos diversos profissionais”, o prefixo des-, na palavra destacada, indica distância, afastamento.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a33b1224-b1
  • A315D3B3-B1

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    O combate ao spam nas mãos dos usuários
    Pode não parecer, mas cerca de 90% dos e-mails que chegam aos provedores é spam e deixam de ser enviados aos usuários finais. Apenas os 10% restantes vão para a caixa de entrada dos usuários, sendo que metade é enviada sob suspeição e acaba caindo na pasta de “lixo eletrônico”. Essa é a afirmação da Abrahosting (Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura e Hospedagem na Internet). No final, sobram apenas 5% de mensagens genuínas e, ainda assim, parece que o problema do spam (mensagens não solicitadas) não tem fim, nem para os usuários, nem para os provedores. “Nós, que somos provedores, nunca sentimos os números de spam cair”, diz Vicente Neto, presidente da entidade.
    A associação deu início na semana passada a uma campanha educativa para aumentar o engajamento dos usuários finais no combate ao spam. Os serviços de e-mail já contam com recursos que permitem ao usuário sinalizá-los como spam e bloqueá-los. A atitude pode beneficiar a todos os usuários ao ajudar os provedores a identificar e bloquear remetentes de mensagens indesejadas. Em sua campanha, a Abrahosting sugere que seus associados orientem os usuários a fazerem uso das ferramentas de bloqueio e denúncia. “O usuário pode ajudar com isso, pois existem sistemas para bloquear. Se o usuário só apagar o e-mail, ele não consegue ajudar. O sistema funciona com a ajuda do usuário”.
    Para Vicente Neto, o agravante do problema são as empresas de “marketing de performance”, que enviam e-mails de marketing em massa. “Esses são os maiores spammers”. De acordo com ele, além de transtornos aos usuários, o spam traz custos às empresas de hospedagem, que invariavelmente têm uma equipe dedicada só a monitorar esse problema e pagam caro por licenças de softwares para bloquear os e-mails não solicitados. “É um prejuízo muito grande”.
    (Adaptado de: CHIBA, M. F. O combate ao spam nas mãos dos usuários. Folha de Londrina. 15 jun. 2017. Economia e Negócios. p. 4.) 
    Sobre os recursos linguístico-semânticos sublinhados no primeiro parágrafo, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a315d3b3-b1
  • BA558D7D-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    O termo “pena”, utilizado no segundo verso de “Poesia”, tem o significado de peça que se adapta à caneta, ou é a própria caneta, ou ainda corresponde ao instrumento com que se escreve. A palavra, porém, tem outros sentidos dicionarizados.

    Assinale a alternativa em que se estabelece a correta correlação entre a palavra empregada no poema e os demais sentidos.

    Escolha uma alternativa para a questão ba558d7d-b1
  • BA4BFB3C-B1

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia os poemas a seguir, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.


    Sentimental

    Ponho-me a escrever teu nome

    com letras de macarrão.

    No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

    e debruçados na mesa todos contemplam

    esse romântico trabalho.

    Desgraçadamente falta uma letra,

    uma letra somente

    para acabar teu nome!

    – Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

    Eu estava sonhando...

    E há em todas as consciências um cartaz amarelo:

    “Neste país é proibido sonhar”.


    Poema do jornal

    O fato ainda não acabou de acontecer

    e já a mão nervosa do repórter

    o transforma em notícia.

    O marido está matando a mulher.

    A mulher ensanguentada grita.

    Ladrões arrombam o cofre.

    A polícia dissolve o meeting.

    A pena escreve.

    Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.


    Poesia

    Gastei uma hora pensando um verso

    que a pena não quer escrever.

    No entanto ele está cá dentro

    inquieto, vivo.

    Ele está cá dentro

    e não quer sair.

    Mas a poesia deste momento

    inunda minha vida inteira.

    (ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 35; 41; 45).

    Sobre os termos “já” e “nervosa”, presentes no segundo verso de “Poema do jornal”, considere as afirmativas a seguir.


    I. O termo “já” é ligeiramente antecipado, pois se refere à transformação em notícia, mas essa antecipação garante maior ênfase à questão do tempo como marca expressiva do poema.

    II. O termo “nervosa” contém, a princípio, um significado divergente do adjetivo “doce”, mas ambos os termos são associados com a agitação e a aceleração do cotidiano moderno.

    III. O termo “já” é empregado como contraponto ao termo “ainda”, utilizado no verso anterior, embora ambos estejam subordinados ao fato citado no verso inicial.

    IV. O termo “nervosa” indica que o repórter, assim como o poeta e como o sujeito lírico, exibe o desconforto para administrar emoções no acompanhamento da vida moderna.

    Escolha uma alternativa para a questão ba4bfb3c-b1
  • CBC1B4CE-B0

    Português

    Análise sintática
    Universidade do Estado da Bahia · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO:


    Senhora Dona Bahia,   

       nobre e opulenta cidade,

     madrasta dos naturais,

           e dos estrangeiros madre:

    5 dizei-me por vida vossa

         em que fundais o ditame

             de exaltar os que aqui vêm

                  e abater os que aqui nascem?

    MATOS, Gregório de. Descreve como os estrangeiros arruínam a Bahia. In: MENDES, Cleise Furtado. Senhora Dona Bahia. Salvador, EDUFBA, 1996. p. 88.

    A análise de fragmento retirado do texto de Gregório de Matos está correta em


    I. Há um vocativo e um aposto nos versos: “Senhora Dona Bahia / nobre e opulenta cidade / madrasta dos naturais, / e dos estrangeiros madre” (v. 1-4).

    II. No verso ”e dos estrangeiros madre” (v. 4), há uma inversão no sintagma nominal.

    III. Em “dizei-me por vida vossa” (v. 5), verifica-se um tratamento em 2ª pessoa do singular.

    IV. “vêm” (v. 7) é uma forma do verbo ver, na 3ª pessoa do plural.

    V. O termo “ditame” (v. 6) significa comportamento diferenciado, consagrado pelo costume.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão cbc1b4ce-b0
  • CBB7AB33-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade do Estado da Bahia · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    ESPINHEIRA, Gey. A cidade invisível e a cidade dissimulada. In: LIMA, Paulo Costa (Org.) Quem faz Salvador? Salvador: UFBA, 2002. p. 24-34 (passim).

    Há uma afirmação correta sobre as expressões destacadas e seu uso no texto em


    I. Na linha 3, o termo “plenitude” significa originalidade, como atributo da cidade.

    II. “descarnados” (l. 16) refere-se às paredes das casas, destituídas de revestimento.

    III. “único ícone” (l. 29) é uma referência à impossibilidade de a cidade ser representada por um único signo.

    IV. “hegemônica” (l. 66) é uma qualidade atribuída à cultura, por seu poder de eliminar oposições entre manifestações culturais de épocas diferentes.

    V. A expressão “aos de fora” (l. 71) constitui uma remissão aos colonizadores portugueses que se apropriaram das manifestações culturais autóctones.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão cbb7ab33-b0
  • F3689EE8-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - SP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto I
    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2017


    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades

    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoeas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In: CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]

    Entre as várias acepções que o verbo mudar abarca, a resposta do homem, no Texto 2, contempla a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão f3689ee8-b0
  • 2451EF1C-AF

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2017
    Considere as possibilidades de reescrita apresentadas abaixo para a seguinte passagem do texto.

    Afinal, onde há gente, há grupos de pessoas que falam línguas. Em cada um desses grupos, há decisões, tácitas ou explícitas, sobre como proceder, sobre o que é aceitável ou não, e por aí afora. Vamos chamar essas escolhas – assim como as discussões que levam até elas e as ações que delas resultam – de políticas. (l. 31-38)

    I - Afinal, onde há gente, há grupos de pessoas que falam línguas, e em cada um desses grupos há decisões – tácitas ou explícitas – sobre como proceder, sobre o que é aceitável ou não, etc. Vamos chamar de políticas essas escolhas, assim como as discussões que levam até elas e as ações que delas resultam.
    II - Vamos chamar as discussões que levam às escolhas feitas por cada um dos grupos de pessoas que falam línguas, bem como as ações que resultam dessas discussões, as decisões, tácitas ou explícitas, sobre como proceder, sobre o que é aceitável ou não, de políticas. Afinal, onde há gente, há grupos de pessoas que falam línguas.
    III- Vamos chamar de políticas as decisões, tácitas ou explícitas, de grupos de línguas faladas por pessoas. Afinal, onde há gente, há escolhas sobre como proceder, sobre o que é aceitável ou não, e por aí afora, assim como as discussões que levam até elas e as ações delas resultantes.

    Quais estão corretas e preservam o sentido do trecho original? 
    Escolha uma alternativa para a questão 2451ef1c-af
  • 243D8502-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2017
    Assinale a alternativa em que a substituição proposta mantém o sentido da passagem do texto em que ocorre, considerando o contexto em que a palavra é empregada.
    Escolha uma alternativa para a questão 243d8502-af
  • 9BC5A725-DD

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    UNIFESP · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia um trecho do artigo “Reflexões sobre o tempo e a origem do Universo”, do físico brasileiro Marcelo Gleiser.


      Qualquer discussão sobre o tempo deve começar com uma análise de sua estrutura, que, por falta de melhor expressão, devemos chamar de “temporal”. É comum dividirmos o tempo em passado, presente e futuro. O passado é o que vem antes do presente e o futuro é o que vem depois. Já o presente é o “agora”, o instante atual.

      Isso tudo parece bastante óbvio, mas não é. Para definirmos passado e futuro, precisamos definir o presente. Mas, segundo nossa separação estrutural, o presente não pode ter duração no tempo, pois nesse caso poderíamos definir um período no seu passado e no seu futuro. Portanto, para sermos coerentes em nossas definições, o presente não pode ter duração no tempo. Ou seja, o presente não existe!

      A discussão acima nos leva a outra questão, a da origem do tempo. Se o tempo teve uma origem, então existiu um momento no passado em que ele passou a existir. Segundo nossas modernas teorias cosmogônicas, que visam explicar a origem do Universo, esse momento especial é o momento da origem do Universo “clássico”. A expressão “clássico” é usada em contraste com “quântico”, a área da física que lida com fenômenos atômicos e subatômicos.

       [...]

      As descobertas de Einstein mudaram profundamente nossa concepção do tempo. Em sua teoria da relatividade geral, ele mostrou que a presença de massa (ou de energia) também influencia a passagem do tempo, embora esse efeito seja irrelevante em nosso dia a dia. O tempo relativístico adquire uma plasticidade definida pela realidade física à sua volta. A coisa se complica quando usamos a relatividade geral para descrever a origem do Universo.

    (Folha de S.Paulo, 07.06.1998.)

    Em “[Einstein] mostrou que a presença de massa (ou de energia) também influencia a passagem do tempo, embora esse efeito seja irrelevante em nosso dia a dia.” (4o parágrafo), a conjunção destacada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 9bc5a725-dd
  • 9BA0D7B2-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Os sertões, de Euclides da Cunha (1866-1909), em que se narram eventos referentes a uma das expedições militares enviadas pelo governo federal para combater Antônio Conselheiro e seus seguidores sediados em Canudos.
       
          Oitocentos homens desapareciam em fuga, abandonando as espingardas; arriando as padiolas, em que se estorciam feridos; jogando fora as peças de equipamento; desarmando- -se; desapertando os cinturões, para a carreira desafogada; e correndo, correndo ao acaso, correndo em grupos, em bandos erradios, correndo pelas estradas e pelas trilhas que as recortam, correndo para o recesso das caatingas, tontos, apavorados, sem chefes...
       Entre os fardos atirados à beira do caminho ficara, logo ao desencadear-se o pânico – tristíssimo pormenor! – o cadáver do comandante. Não o defenderam. Não houve um breve simulacro de repulsa contra o inimigo, que não viam e adivinhavam no estrídulo dos gritos desafiadores e nos estampidos de um tiroteio irregular e escasso, como o de uma caçada. Aos primeiros tiros os batalhões diluíram-se.
          Apenas a artilharia, na extrema retaguarda, seguia vagarosa e unida, solene quase, na marcha habitual de uma revista, em que parava de quando em quando para varrer a disparos as macegas traiçoeiras; e prosseguindo depois, lentamente, rodando, inabordável, terrível...
           [...]
            Um a um tombavam os soldados da guarnição estoica. 
    Feridos ou espantados os muares da tração empacavam; torciam de rumo; impossibilitavam a marcha.
          A bateria afinal parou. Os canhões, emperrados, imobilizaram-se numa volta do caminho...
         O coronel Tamarindo, que volvera à retaguarda, agitando-se destemeroso e infatigável entre os fugitivos, penitenciando-se heroicamente, na hora da catástrofe, da tibieza anterior, ao deparar com aquele quadro estupendo, procurou debalde socorrer os únicos soldados que tinham ido a Canudos. Neste pressuposto ordenou toques repetidos de “meia-volta, alto!”. As notas das cornetas, convulsivas, emitidas pelos corneteiros sem fôlego, vibraram inutilmente. Ou melhor – aceleraram a fuga. Naquela desordem só havia uma determinação possível: “debandar!”.
        Debalde alguns oficiais, indignados, engatilhavam revólveres ao peito dos foragidos. Não havia contê-los. Passavam; corriam; corriam doudamente; corriam dos oficiais; corriam dos jagunços; e ao verem aqueles, que eram de preferência alvejados pelos últimos, caírem malferidos, não se comoviam. O capitão Vilarim batera-se valentemente quase só e ao baquear, morto, não encontrou entre os que comandava um braço que o sustivesse. Os próprios feridos e enfermos estropiados lá se iam, cambeteando, arrastando-se penosamente, imprecando os companheiros mais ágeis...
        As notas das cornetas vibravam em cima desse tumulto, imperceptíveis, inúteis...
        Por fim cessaram. Não tinham a quem chamar. A infantaria desaparecera...

    (Os sertões, 2016.)
    Em “O coronel Tamarindo [...] ao deparar com aquele quadro estupendo, procurou debalde socorrer os únicos soldados que tinham ido a Canudos.” (6o parágrafo), o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 9ba0d7b2-dd
  • D3517B49-B4

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    “Escuso contar o que se passou depois. Quem não sabe a história simples e eterna de um amor inocente, que começa por um olhar, passa ao sorriso, chega ao aperto de mão às escondidas e acaba afinal por um beijo e por um sim, palavras sinônimas no dicionário do coração? ” (linhas 17-22)


    De acordo com os costumes da época em que o romance foi escrito, “beijo” e “sim” serem “palavras sinônimas do dicionário do coração” significa que:

    Escolha uma alternativa para a questão d3517b49-b4
  • 3B4576E7-9B

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          Na inelutável necessidade do amor (era quase primavera) pombo e pomba marcaram um encontro galante quando voavam e revoavam no azul do Rio de Janeiro. Era bem de manhãzinha.

          – Às quatro em ponto me casarei contigo no mais alto beiral – disse o pombo.

          – Candelária? – perguntou a noiva.

          – Do lado norte – respondeu ele.

          – Tá – assentiu com alegria e pudor a pomba.

          Pois, às quatro azul em ponto, a pomba pontualíssima pousava pensativamente no beiral. O pombo? O pombo não.

          (...)

                                                                                   Paulo Mendes Campos.  

    Considerado o contexto em que ocorre, o adjetivo “inelutável” qualifica algo contra o que é ________________ lutar.


    A lacuna dessa frase pode ser corretamente preenchida por

    Escolha uma alternativa para a questão 3b4576e7-9b
  • CF1B1CD7-BE

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto A:


                                       A era dos memes na crise política atual


          Seria cômico, se não fosse trágico, o estado de irreverência do brasileiro frente à crise em que o país encontra-se imerso. A nossa capacidade de fazer piada de nós mesmos e da acentuada crise político-econômica atual nos instiga a refletir se estamos “jogando a toalha” ou se este é apenas um “jeitinho brasileiro” de encarar a realidade. A criatividade de produzir piadas, memes e áudios engraçados expõe um certo tipo de estratégia do brasileiro para lidar com situações de conflito: “Tira a Dilma. Tira o Aécio. Tira o Cunha. Tira o Temer. Tira a calça jeans e bota um fio dental, morena você é tão sensual”. Eis uma das milhares de piadas que circulam nas redes sociais e que, de forma irreverente, estimulam o debate. Não há aquele que não se divirta com essa piada ou outra congênere; que não gargalhe diante dos diversos textos engraçados que circulam por meio de postagens ou mensagens de celular, independentemente do grau de escolaridade de quem compartilha. Seja por meio do deboche e do riso, é de “notório saber” que todas as classes estão conscientes da gravidade da situação e que, por conseguinte, concordam que medidas enérgicas precisam ser tomadas. A diferença está na forma ideologicamente defendida para a tomada de medidas.

          A “memecrítica” é uma categoria de crítica social que tem causado desconforto nos políticos e membros dos poderes judiciário e executivo, estimulando, inclusive, tentativas frustradas de mapeamento e controle do uso da internet por parte dos internautas. [...]

          Por outro lado, questionar as contradições presentes apenas por meio da piada, em certo aspecto politizada, não garante mudanças sociais de grande impacto.

          Esses manifestos e/ou críticas de formas isoladas (ou uníssonas) podem, mesmo sem intenção, relegar os cidadãos brasileiros a um estado de inércia, a uma condição de estado permanente de sonolência eterna em “berço esplêndido”. Já os manifestos, protestos e/ou passeatas nas ruas e demais enfrentamentos em espaços de poder instituídos ainda são os mecanismos mais eloquentes e potenciais para contrapor discursos e práticas opressoras que contribuem para o caos social. É preciso o tête-à-tête, o diálogo crítico e reflexivo em casa, na comunidade e demais ambientes socioculturais. Entretanto, um diálogo respeitoso, cordial, que busca a alteridade. Que apresente discordâncias, entretanto respeite a opinião divergente, sem abrir mão da ética e do respeito aos direitos humanos.

     (Luciano Freitas Filho – Carta Capital (adaptado), junho/2017. Disponível em: <http://justificando.cartacapital.com.br/2017/06/07/era-dos-memes-na-crise-politica-atual/>.)

    Considere as afirmativas abaixo acerca dos usos de aspas presentes no texto:


    1. Em “Tira a Dilma, Tira o Aécio, Tira o Cunha, Tira o Temer. Tira a calça jeans e bota o fio dental, morena você é tão sensual”, as aspas cumprem o papel de demarcar citação.

    2. Em “jogando a toalha”, as aspas estão demarcando uma expressão idiomática.

    3. Em “memecrítica”, as aspas estão demarcando um deslocamento do sentido usual da palavra.

    4. Em “berço esplêndido” as aspas demarcam ironia pela via do recurso da intertextualidade.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão cf1b1cd7-be
  • D3BBD9C0-9C

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE A HORA DA ESTRELA , DE CLARICE LISPECTOR.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    Estrela é uma palavra que faz parte do título do romance, além de ser o símbolo do carro da marca Mercedes, decisivo para o final da história.


    Considerando esse final, o título do livro expressa o sentido de:

    Escolha uma alternativa para a questão d3bbd9c0-9c