Questões do ENEM: Linguagens e Variação Linguística
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156 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 8.
AC261EB8-57 Os linguistas têm notado a expansão do tratamento informal. “Tenho 78 anos e devia ser tratado por senhor, mas meus alunos mais jovens me tratam por você", diz o professor Ataliba Castilho, aparentemente sem se incomodar com a informalidade, inconcebível em seus tempos de estudante. O você, porém, não reinará sozinho. O tu predomina em Porto Alegre e convive com o você no Rio de Janeiro e em Recife, enquanto você é o tratamento predominante em São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador. O tu já era mais próximo e menos formal que você nas quase 500 cartas do acervo on-line de uma instituição universitária, quase todas de poetas, políticos e outras personalidades do final do século XIX e início do XX.Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: 21 abr. 2015 (adaptado).No texto, constata-se que os usos de pronomes variaram ao longo do tempo e que atualmente têm empregos diversos pelas regiões do Brasil. Esse processo revela queAC0C411B-57 Português
Interpretação de TextosENEM · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
HENFIL.Disponível em: https:medium.com. Acesso em: 29 out.2018(adaptado).Nessa tirinha, produzida na década de 1970, os recursos verbais e não verbais sinalizam a finalidade de4B6F404B-8F Português
Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)UNICAMP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosEntre todas as palavras do momento, a mais flamejante talvez seja desigualdade. E nem é uma boa palavra, incomoda. Começa com des. Des de desalento, des de desespero, des de desesperança. Des, definitivamente, não é um bom prefixo.Desigualdade. A palavra do ano, talvez da década, não importa em que dicionário. Doravante ouviremos falar muito nela.De-si-gual-da-de. Há quem não veja nem soletre, mas está escrita no destino de todos os busões da cidade, sentido centro/subúrbio, na linha reta de um trem. Solano Trindade, no sinal fechado, fez seu primeiro rap, “tem gente com fome, tem gente com fome, tem gente com fome”, somente com esses substantivos. Você ainda não conhece o Solano? Corra, dá tempo. Dá tempo para você entender que vivemos essa desigualdade. Pegue um busão da Avenida Paulista para a Cidade Tiradentes, passe o valetransporte na catraca e simbora – mais de 30 quilômetros. O patrão jardinesco vive 23 anos a mais, em média, do que um humaníssimo habitante da Cidade Tiradentes, por todas as razões sociais que a gente bem conhece.Evitei as estatísticas nessa crônica. Podia matar de desesperança os leitores, os números rendem manchete, mas carecem de rostos humanos. Pega a visão, imprensa, só há uma possibilidade de fazer a grande cobertura: mirese na desigualdade, talvez não haja mais jeito de achar que os pontos da bolsa de valores signifiquem a ideia de fazer um país.(Adaptado de Xico Sá, A vidinha sururu da desigualdade brasileira. Em El País, 28/10/2019. Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/28/opinion/1572287747_637859.html?fbclid=IwAR1VPA7qDYs1Q0Ilcdy6UGAJTwBO_snM DUAw4yZpZ3zyA1ExQx_XB9Kq2qU. Acessado em 25/05/2020.)Assinale a alternativa que identifica corretamente recursos linguísticos explorados pelo autor nessa crônica.67286ADF-7C Português
Interpretação de TextosENEM · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
O Globo, 12 fev. 2012 (adaptado).
Considerando-se os contextos de uso de “Todas chora”, essa expressão é um exemplo de variante linguística
D74B3BFC-72 Português
Interpretação de TextosUNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosO entendimento dos contos
— Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.
— Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.
Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.
— Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.
— Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.(Contos plausíveis, 2012.)Observa-se o emprego de expressão própria da linguagem coloquial no trechoF9A19C7D-6B Português
Interpretação de TextosENEM · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosCaso pluvioso
A chuva me irritava. Até que um dia
descobri que maria é que chovia.
A chuva era maria. E cada pingo
de maria ensopava o meu domingo.
E meus ossos molhando, me deixava
como terra que a chuva lavra e lava.
E eu era todo barro, sem verdura...
maria, chuvosíssima criatura!
Ela chovia em mim, em cada gesto,
pensamento, desejo, sono, e o resto.
Era chuva fininha e chuva grossa,
Matinal e noturna, ativa... Nossa!
ANDRADE, C. D. Viola de bolso. Rio de Janeiro: José Olympio, 1952 (fragmento).
Considerando-se a exploração das palavras “maria” e “chuvosíssima” no poema, conclui-se que tal recurso expressivo é um(a)
803FF09B-92 Português
Interpretação de TextosUECE · 2020Muito fácilEntre para guardar nos favoritosO Poeta da Roça
Sou fio das mata, cantô da mão grosaTrabaio na roça, de inverno e de estioA minha chupana é tapada de barroSó fumo cigarro de paia de mioSou poeta das brenha, não faço o papéDe argum menestrê, ou errante cantôQue veve vagando, com sua violaCantando, pachola, à percura de amôNão tenho sabença, pois nunca estudeiApenas eu seio o meu nome assináMeu pai, coitadinho! vivia sem cobreE o fio do pobre não pode estudáMeu verso rastero, singelo e sem graçaNão entra na praça, no rico salãoMeu verso só entra no campo da roça e[dos eitoE às vezes, recordando feliz mocidadeCanto uma sodade que mora em meu peito.[...]Eu canto o mendigo de sujo farrapo,Coberto de trapo e mochila na mão,Que chora pedindo o socorro dos home,E tomba de fome, sem casa e sem pão.E assim, sem cobiça dos cofre luzente,Eu vivo contente e feliz com a sorte,Morando no campo, sem vê a cidade,Cantando as verdade das coisa do Norte.Adaptada de ASSARÉ, Patativa do.Cante lá que eu canto cá: Filosofia de um trovadornordestino. 2. Ed. Petrópolis: Vozes, 1978.As palavras “papé” (linha 164), “percura” (linha 167) e “sodade” (linha 177) extraídas do poema revelam uma variedade linguística do português brasileiro específica de um grupo social identificada em falantes803C7E46-92 Português
Denotação e ConotaçãoUECE · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosO Poeta da Roça
Sou fio das mata, cantô da mão grosaTrabaio na roça, de inverno e de estioA minha chupana é tapada de barroSó fumo cigarro de paia de mioSou poeta das brenha, não faço o papéDe argum menestrê, ou errante cantôQue veve vagando, com sua violaCantando, pachola, à percura de amôNão tenho sabença, pois nunca estudeiApenas eu seio o meu nome assináMeu pai, coitadinho! vivia sem cobreE o fio do pobre não pode estudáMeu verso rastero, singelo e sem graçaNão entra na praça, no rico salãoMeu verso só entra no campo da roça e[dos eitoE às vezes, recordando feliz mocidadeCanto uma sodade que mora em meu peito.[...]Eu canto o mendigo de sujo farrapo,Coberto de trapo e mochila na mão,Que chora pedindo o socorro dos home,E tomba de fome, sem casa e sem pão.E assim, sem cobiça dos cofre luzente,Eu vivo contente e feliz com a sorte,Morando no campo, sem vê a cidade,Cantando as verdade das coisa do Norte.Adaptada de ASSARÉ, Patativa do.Cante lá que eu canto cá: Filosofia de um trovadornordestino. 2. Ed. Petrópolis: Vozes, 1978.Patativa do Assaré, apesar de ter inúmeros poemas publicados, não escrevia nenhum deles. Com habilidade inacreditável de memorização, o poeta decorava todos seus poemas. Todos os versos que hoje podemos ver são graças ao trabalho de outras pessoas que se empenharam em transcrever os poemas do poeta, seja ouvindo diretamente do poeta, seja através de gravações. Deste modo, sua poesia é fortemente marcada pela oralidade. No texto de Patativa do Assaré, aparecem expressões da fala popular como “Sou fio das mata, cantô da mão grosa” (linha 160), “Trabaio na roça, de inverno e de estio”, (linha 161) “Cantando, pachola, à percura de amô” (linha 167). Considerando este aspecto da poesia de Patativa do Assaré, atente para as seguintes afirmações:I. Este tipo de linguagem revela, no texto, uma escrita de estilo coloquial marcada pelo uso consciente de palavras próprias da fala.II. As expressões coloquiais utilizadas no texto revelam o lugar de onde veio o poeta e sua história, deixando claro que a poesia que produz é sobre as coisas simples da vida.III. O emprego destes coloquialismos revela a cultura local em que o autor está inserido.Está correto o que se afirma em
801B8FC8-92 Português
Interpretação de TextosUECE · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 1PronominaisDê-me um cigarro
Diz a gramáticaDo professor e do alunoE do mulato sabidoMas o bom negro e o bom brancoDa Nação BrasileiraDizem todos os diasDeixa disso camaradaMe dá um cigarro.ANDRADE, Oswald. Obras completas.Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.TEXTO 2Samba do ArnestoO Arnesto nos convidô prum samba,[ele mora no BrásNóis fumo e não encontremos ninguémNóis vortemo cuma baita duma reivaDa outra veiz nóis num vai maisNóis não semos tatu!Outro dia encontremo com o ArnestoQue pidiu descurpa mais nóis não aceitemosIsso não se faz, Arnesto, nóis não se importaMais você devia ter ponhado um recado na[portaAnssim: “Ói, turma, num deu prá esperáA vez que isso num tem importância,[num faz máDepois que nóis vai, depois que nóis vortaAssinado em cruz porque não sei escreverArnesto"BARBOSA, Adoniran, Gravações ElétricasContinental S/A, 1953.A variação linguística pode revelar muitas informações acerca de quem a está utilizando. Valendo-se desse fenômeno, o autor do texto 2 apresenta o eu lírico como alguém que não domina a norma culta brasileira, por misturar traços da linguagem caipira com a fala de imigrantes italianos de conhecidos bairros paulistas para figurativizar o personagem. Atente para o que se diz a seguir sobre variação linguística:I. As línguas têm formas variáveis e há usos de determinada variedade em uma sociedade formada por uma heterogeneidade de falantes advindos de lugares distintos, a exemplo de São Paulo.II. Os aspectos mais perceptíveis da variação linguística são a pronúncia e o vocabulário, mas pode-se apontar, no texto 2, variações em todos os níveis da língua.III. O fenômeno da variação é complexo e o princípio de adequação à identidade de quem utiliza, a situação comunicativa e outros fatores podem intervir.É correto o que se afirma em9D219C7E-5F Português
Interpretação de TextosENEM · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosPolicarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro do nosso pais, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma — usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.BARRETO. L Triste fim de Policarpo Quaresma.Disponível em www.dominiopúblico.gov.br Acesso em 26 jun. 2012Nessa petição da pitoresca personagem do romance de Lima Barreto, o uso da norma-padrão justifica-se pela9CCE7383-5F Português
Interpretação de TextosENEM · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
A frase, titulo do filme, reproduz uma variedade linguística recorrente na fala de muitos brasileiros.
Essa estrutura caracteriza-se pelo(a)
C42EA353-3E Português
Interpretação de TextosUNCISAL · 2019Entre para guardar nos favoritosEnsinar gramática— Onde é que a gente vai agora, vó?— Lá na padaria da praça comprar um pão gostoso.Silêncio pensativo no banco de trás. E então:— Perto da minha casa também tem uma padaria. Os pão lá émuito bom.Momentos de indecisão. Ignorar ou corrigir? Compulsivamente:— Sabe, meu querido, a gente fala assim: OS PÃES SÃOMUITO BONS. Um pão, dois PÃES. O pão é bom, os PÃES sãobons.Novo silêncio pensativo no banco de trás. E então:— Quer dizer, vó, que PÃES é DOIS PÃO?CARONE, Flávia de Barros. Ensinar gramática.Linha d’Água, n.º 5, 1988, p. 52.Constitui exemplo de marca linguística característica da variedade coloquial do português presente no texto anterior o emprego8207C794-FF Português
Interpretação de TextosFaculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosO que é prevenção de suicídio, afinal?Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.(Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)Quanto à linguagem empregada no texto, assinale a afirmativa correta.AD0F6AD8-FA Português
Interpretação de TextosFaculdade da Saúde e Ecologia Humana · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritosVida pós-ZikaCom ajuda de mães, estudo descobre imunidade apóscontato com o vírus.Um estudo feito em parceria com 50 mães que tiveram Zika durante a gravidez concluiu que a maior parte delas — e de seus filhos — desenvolveu imunidade ao vírus. A descoberta, feita por pesquisadores da Fiocruz e do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, será apresentada hoje às mães.As mulheres, que participam da pesquisa voluntariamente, tiveram a infecção durante a gestação e são acompanhadas desde 2016, ao lado de seus filhos. Alguns deles nasceram com a síndrome da Zika Congênita, caracterizada principalmente pela microcefalia; outros têm alterações neurológicas, embora não possuam a síndrome; e o último grupo é assintomático.No Hospital Antônio Pedro, 36 profissionais fazem o acompanhamento clínico em que avaliam e estimulam o desenvolvimento das crianças, moradoras de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. Ali, coletam o sangue que é estudado por 22 cientistas da Fiocruz. Há três principais linhas de pesquisa, sendo a de maior impacto para a população a que resultou na descoberta sobre a imunidade.Segundo Luzia Maria de Oliveira Pinto, pesquisadora do Laboratório de Imunologia Viral do Instituto Oswaldo Cruz, que coordena os estudos, os dados finais ainda estão sendo concluídos, mas já se pode cravar que a maioria das pessoas pesquisadas desenvolveu, sim, imunidade ao vírus.Outros dois estudos estão sendo finalizados: um avalia se a intensidade da resposta inflamatória do organismo para combater o vírus na gravidez tem impacto no desfecho clínico do bebê; e o outro verifica se as células podem produzir proteínas e anticorpos contra o vírus.— Sem essas mães não conseguiríamos fazer as pesquisas. A consequência da infecção já aconteceu. Por isso é um ato que não vai ajudá-las diretamente, mas pode ajudar outras famílias, até porque podem ocorrer novas epidemias — enfatiza a pesquisadora.Mesmo sem poder se beneficiar diretamente do impacto das pesquisas, nenhuma mãe atendida pelo Hospital Antônio Pedro se recusou a colaborar com os cientistas.— Por isso quisemos dar uma resposta a elas, mostrar: “olha como vocês contribuíram para a ciência”. A maioria dessas mães era produtiva, tinha emprego, e tudo mudou completamente. A vida delas é dedicada às crianças. Levam os filhos de duas a três vezes por semana para estimulação com fisioterapia, psicologia, fonoaudióloga… São lutadoras — afirma a coordenadora do projeto, Claudete Araújo Cardoso, infectologista pediátrica da Faculdade de Medicina da UFF.A pesquisadora conta ainda que pretende acompanhar os casos até os bebês crescerem:— Essas crianças vão ter que continuar sendo estimuladas. Como protocolo de pesquisa, o Ministério da Saúde orienta acompanhá-las por três anos, e decidimos acompanhar por cinco. Mas vou acompanhá-las até virarem adultas.Na mesma semana em que descobriu que estava grávida, manchas vermelhas apareceram no corpo de Kamila Mitidieri, de 23 anos. Era Zika. Sophia nasceu com a síndrome. Agora tem 2 anos e 9 meses e faz fisioterapia motora e respiratória e frequenta a fonoaudióloga.— Ela está se desenvolvendo bem melhor. Aprendeu até a falar “mãe”. Eu sempre soube que ela precisaria de um cuidado maior do que uma criança que não tem nada. Há três meses consegui um emprego, mas tive que sair porque a dona do salão não aceitava que eu levasse minha filha ao médico.Apesar das dificuldades do dia a dia, ela não hesita em ajudar nas pesquisas e enfrenta seus temores:— Realmente eu odeio tirar sangue, mas toda vez que me pedem eu tiro. Tenho vontade de ter outro filho, mas tenho medo.Logo depois que Elisangela Patricia, de 37 anos, recebeu o diagnóstico de Zika, descobriu que estava grávida. Na hora, os médicos disseram que seu filho teria microcefalia, mas não foi o que aconteceu. Ele nasceu sem sintomas, mas, com o passar do tempo, alterações foram sendo descobertas. Samuel Travassos, de 2 anos e 10 meses, tem pequenos cistos no cérebro, atraso no desenvolvimento e suspeita de autismo.— Fico com ele o tempo todo, 24 horas por dia. É cansativo, não consigo cuidar de mim, tenho pressão alta e bronquite, mas ele precisa mais que eu. É grudado em mim, toma meu tempo todo, mas eu sempre participo de tudo. Se dizem que tem uma pesquisa, eu ajudo, mesmo não sabendo o que é. Tem que estudar, que pesquisar. Eles ajudam a gente, e a gente ajuda eles.(TATSCH, Constança. O Globo. 05 de outubro de 2019.)A expressão do discurso informal e suas características podem ser vistas em alguns trechos do texto. Indica-se um exemplo de construção representativa da linguagem coloquial em:CED5060C-00 Português
Interpretação de TextosUEMG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosAs gravações de “Cuitelinho”(Sírio Possenti)“Cuitelinho” é o título de belíssima canção “folclórica”, já gravada por dezenas de cantores. Sua letra é corpus muito interessante para quem quiser saber como é o português falado no Brasil. Sendo música do folclore, tem evidentemente muitas características da gramática do português popular. Ouvindo as diversas gravações, descobrem-se pelo menos duas coisas: a primeira é que há muita variação, especialmente de pronúncia ou sotaque; a segunda, bem mais curiosa, deixando os detalhes de lado, refere-se ao fato de que, quanto menos “letrados” são os cantores, mais eles corrigem a letra, confirmando a tese de que a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante.(http://goo.gl/QTUzd. Acesso: 28/03/2013. Adaptado.)O que as correções feitas pelos intérpretes na pronúncia da letra “Cuitelinho” revelam acerca da relação entre ideologia e variação linguística?
1BD70F1A-00 Português
Interpretação de TextosUEMG · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosCuitelinho
Cheguei na beira do portoOnde as onda se espaiaAs garça dá meia voltaE senta na beira da praiaE o cuitelinho não gostaQue o botão de rosa caia ai aiAi quando eu vimda minha terraDespedi da parentaiaEu entrei no Mato GrossoDei em terras paraguaiasLá tinha revoluçãoEnfrentei fortes bataia ai aiA tua saudade cortaComo aço de navaiaO coração fica aflitoBate uma a outra faiaE os óio se enche d’águaQue até a vista se atrapaia ai(http://goo.gl/vsUiC. Acesso: 14/03/2013. Adaptado.)Esse texto está expresso em uma variante linguística fundamentada em um fator1B4E5BC8-00 Português
Interpretação de TextosUEMG · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosO intérprete dos perdedores
(Antônio Gonçalves Filho)
No mundo de João Antônio, os personagens são os marginalizados e andam de um lado para outro, sem rumo. Os diálogos são secos e a narrativa é circular. A exclusão desses marginais é total numa cidade dividida, fragmentada e avessa ao diálogo entre diferentes classes sociais. Antonio Candido, num texto publicado no Estado por ocasião da morte do escritor João Antônio, ocorrida em outubro de 1996, evoca Lima Barreto para dizer que, assim como o ídolo do autor, João Antônio passou por cima das normas (também gramaticais) para criar um mundo de leis próprias, “transfigurando” a noite paulistana e fazendo da transgressão “um instrumento que nos humaniza”.
(http://goo.gl/BQVYD. Acesso: 14/03/2013. Adaptado.)
Com base na leitura do texto, qual a importância da variação linguística na obra do escritor João Antônio?
2485C362-00 Português
Interpretação de TextosUEMG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosA Bela e a Fera
Uma bela atriz reaparece em um famoso programa de auditório. Os telespectadores vibram com os olhos da musa, que responde às perguntas do apresentador.
Como está o seu relacionamento com a imprensa?, pergunta a fera. Há repórteres bons e maus. Eu prefiro muito mais me lembrar das pessoas sérias do que das outras.
(Luis Carlos Rocha. Norma culta escrita: tentativa de caracterização.)
O uso que a atriz fez do verbo preferir
2DADC5A6-FD Português
Interpretação de TextosExame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritosAssum preto
Tudo em vorta é só beleza
Sol de abril e a mata em frô
Mas Assum preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dô.
Tarvez por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum preto
Pra ele assim, ai, cantá mió.
Assum preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá.
Assum preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também robaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óio meu.
GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Disponível em:
www.vagalume.com.br. Acesso em: 17 jul. 2014.
O texto poético Assum preto apresenta uma variedade linguística caracterizada pela informalidade da situação de comunicação e pelo gênero letra de canção regional. Essa variedade de língua está marcada no texto pela18055F06-E6 Português
Interpretação de TextosCentro universitário FAG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 2Uma boa comunicação pode impulsionar a carreira corporativaNão se trata apenas de saber se vender no mercado; a capacidade de lidar com colegas e equipes é fundamental para estimular o desempenho e a produtividade.Que a comunicação é primordial, na vida particular e no mundo corporativo, não há a menor dúvida. A capacidade de expressar ideias e mobilizar outras pessoas é essencial para construir relacionamentos, educar filhos, formar equipes, superar concorrentes. Mas existem alguns mal-entendidos a respeito dessa competência tão importante.Um dos mais comuns é: comunicar-se bem significa falar bem. Não necessariamente. “Saber ouvir é uma qualidade indispensável e pouco encontrada no mundo corporativo”, afirma Mara Behlau, professora do Insper, especialista em voz e consultora em comunicação humana. “Muitas vezes, as pessoas falam sem parar e têm certeza de que o outro entendeu.”A professora lembra que, em diversos casos, a fala excessiva surge da necessidade que muitos profissionais sentem de se mostrar ativos. “Um gestor extrovertido parece muito participativo, mas também repetitivo. O introvertido é mais observador, porém parece desinteressado, sem opinião.” O ideal, diz ela, é ser ambivertido: “Há momentos para observar e momentos para se expor, trazer ideias”.Texto disponível em: https://exame.abril.com.br/geral/uma-boa-comunicacao-podeimpulsionar-a-carreiracorporativa (Adaptado).Dentre as considerações a seguir, acerca do vocábulo AMBIVERTIDO contido no texto 2, está CORRETO o que se afirma em: