Questões do ENEM: Linguagens e Coesão e coerência
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771 questões encontradas. Mostrando a página 38 de 39.
6CB6B570-EB Leia o texto a seguir e responda à questão.Na linguagem cotidiana a palavra trabalho tem muitos significados. Embora pareça compreensível, como uma das formas elementares de ação dos homens, o seu conteúdo oscila. Às vezes, carregada de emoção, lembra dor, tortura, suor do rosto, fadiga. Noutras, mais que aflição e fardo, designa a operação humana de transformação da matéria natural em objeto de cultura. É o homem em ação para sobreviver e realizar-se, criando instrumentos, e com esses, todo um novo universo cujas vinculações com a natureza, embora inegáveis, se tornam opacas.Em quase todas as línguas da cultura europeia, trabalhar tem mais de uma significação. (...) Em português, apesar de haver labor e trabalho, é possível achar na mesma palavra trabalho ambas as significações: a de realizar uma obra que expresse o indivíduo, que lhe dê reconhecimento social e permaneça além de sua vida; e a de esforço rotineiro e repetitivo, sem liberdade, de resultado consumível e incômodo inevitável.No dicionário aparece em primeiro lugar o significado de aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar determinado fim; atividade coordenada de caráter físico ou intelectual, necessária a qualquer tarefa, serviço ou empreendimento; exercício dessa atividade como ocupação permanente, ofício, profissão.Mas trabalho tem outros significados mais particulares, como o de esforço aplicado à produção de utilidades ou obras de arte, mesmo dissertação ou discurso. Pode significar o conjunto das discussões e deliberações de uma sociedade ou assembleia convocada para tratar de interesse público, coletivo ou particular: “Os trabalhos da assembleia do sindicato tiveram como resultado a greve”. Pode significar o serviço de uma repartição burocrática, e ainda os deveres escolares dos alunos a serem verificados pelos professores. Como pode indicar o processo do nascimento da criança: “a mulher entrou em trabalho de parto”.Além de atividade e exercício, trabalho também significa dificuldade e incômodo: “aqui vieram passar trabalho”; “a última enchente deu muito trabalho”. Pois junto a todas as suas significações ativas, trabalho em português, e no plural, quer dizer preocupações, desgostos e aflições. É o conteúdo que predomina em labor, mas ainda está presente em trabalho.Isso se compreende melhor ao descobrir que em nossa língua a palavra trabalho se origina do latim tripalium, embora outras hipóteses a associem a trabaculum. Tripalium era um instrumento feito de três paus aguçados, algumas vezes ainda munidos de pontas de ferro, usado pelos agricultores para bater o trigo, as espigas de milho, o linho, para rasgá-los e esfiapá-los. A maioria dos dicionários, contudo, registra tripalium apenas como instrumento de tortura, o que teria sido originalmente, ou se tornado depois. A tripalium se liga o verbo do latim vulgar tripaliare, que significa justamente torturar.Ainda que originalmente o tripalium fosse usado no trabalho do agricultor, no trato do cereal, é do uso desse instrumento como meio de tortura que a palavra trabalho significou por muito tempo – e ainda conota – algo como padecimento e cativeiro. Desse conteúdo semântico de sofrer passou-se ao de esforçar-se, laborar e obrar. O primeiro sentido teria perdurado até o início do século XV; essa evolução de sentido teria ocorrido ao mesmo tempo em outras línguas latinas, como trabajo em espanhol, traballo em catalão, travail em francês e travaglio em italiano.No dicionário filosófico você poderá encontrar que o homem trabalha quando põe em atividade suas forças espirituais ou corporais, tendo em mira um fim sério que deve ser realizado ou alcançado. Assim, mesmo que não se produza nada imediatamente visível com o esforço do estudo, o trabalho de ordem intelectual corresponde àquela definição tanto quanto o trabalho corporal, embora seja este que leve a um resultado exteriormente perceptível, a um produto concreto ou a uma mudança de estado ou situação.Todo trabalho supõe tendência para um fim e esforço. Para alguns trabalhos, esse esforço será preponderantemente físico; para outros, preponderantemente intelectual. Contudo, parece míope e interesseira essa classificação que divide trabalho intelectual e trabalho corporal. A maioria dos esforços intelectuais se faz acompanhar de esforço corporal; uso minhas mãos e os músculos do braço quando datilografo estas páginas, que vou pensando. E o pedreiro usa sua inteligência ao empilhar com equilíbrio os tijolos sobre o cimento ainda não solidificado.O trabalho do homem aparece cada vez mais nítido quanto mais clara for a intenção e a direção de seu esforço. Trabalho, nesse sentido, possui o significado ativo de um esforço afirmado e desejado para a realização de objetivos; até mesmo o objetivo realizado, a obra, passa a ser chamado trabalho. Trabalho é o esforço e também seu resultado: a construção como processo e ação, e o edifício pronto. (Suzana Albornoz. Texto adaptado).Assinale a alternativa que indica adequadamente um título para o texto de Suzana Albornoz, tomando por base o aproveitamento de suas principais ideias.6C93C320-EB Português
Coesão e coerênciaFaculdade Cásper Líbero · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto e responda à questão.A maior estrela da Festa Literária Internacional de Paraty é uma figura anacrônica. Se você não conhece o jornalista e escritor Gay Talese, pode chegar a essa conclusão apenas pela observação de suas roupas e sua postura altiva. Está sol e faz calor em Paraty, mas Gay Talese só anda de terno. (...) O homem consegue ser a referência, mesmo para os que não sabem nada sobre sua importância. Ele passa, e todos olham.Ler sobre Talese apenas aumenta a impressão de que ele não pertence ao mundo atual. Ele foi um dos fundadores de uma maneira de reportar fatos chamada new journalism (novo jornalismo). Nada mais é do que contar a realidade com o cuidado e o talento de quem escreve um romance. Mesmo que o espaço seja um pequeno artigo de jornal. Em seu perfil mais famoso, sobre o cantor Frank Sinatra, não falou com o personagem principal. Observou-o durante uma noite inteira e ouviu todas as pessoas comuns, anônimas, que o cercavam. Contou a história como quem descreve uma cena. Como ficção.Talese não entende a internet e abomina o fato de que jovens jornalistas achem possível exercer a profissão diante da tela de um computador. “Quando eles querem saber algo, perguntam ao Google. Estão comprometidos apenas com as perguntas que fazem. Não se chocam acidentalmente com nada que estimule a pensar ou a imaginar”, diz. Sua doutrina é quem escuta muito e pergunta pouco. “Em nossa profissão, você não precisa fazer perguntas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. É aí que você descobre a vida como ela realmente é”, afirma. Para isso precisamos de tempo. E a internet não tem tempo a perder.(...)A cidade de Paraty olha para Gay Talese com espanto. Mas o ponto de vista dele, de dentro de seu terno com corte fino, embaixo de seu chapéu, é de quem acha que o mundo é que está diferente do que deveria ser. Em nenhum momento ele se sente estranho, ou fora de moda, principalmente quando fala de sua maior paixão: escrever sobre a realidade. (Época, 6/7/2009).Assinale a alternativa correta quanto ao sentido, à coerência e à coesão.4085F82F-E7 Português
Coesão e coerênciaUniversidade Estadual de Feira de Santana · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos

No último parágrafo do texto40749DFB-E7 Português
Coesão e coerênciaUniversidade Estadual de Feira de Santana · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos

A alternativa em que o termo transcrito é um elemento sequenciador do discurso é406DA538-E7 Português
AdvérbiosUniversidade Estadual de Feira de Santana · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos

Analise o fragmento “Isso é comumente interpretado como se significasse que a apreciação estética fosse puramente formal, desprezando conteúdo ou significado.” (l. 5-7) e indique a afirmação correta sobre ele7ED3A061-E7 Português
Coesão e coerênciaUniversidade do Estado do Amapá · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
Tomando por base o texto, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta.7EC8CDE9-E7 Português
Coesão e coerênciaUniversidade do Estado do Amapá · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
Com base no texto e em seus conhecimentos sobre morfossintaxe, analise as proposições abaixo, assinalando a alternativa correta.ED74B16C-DF Português
Análise sintáticaUFRN · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
Corresponde a uma forma desenvolvida da oração reduzida “Atravessando-o certa tarde [...]” (linha 5):
ED6D1150-DF Português
Coesão e coerênciaUFRN · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos
“[...] vi formar-se ali um bolo de gente [...]” (linha 5)
O segmento textual em destaque está reescrito corretamente, mantendo-se a informação original, na opção:
E2840177-D9 Português
Análise sintáticaUniversidade Estadual do Pará · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos
Autor: S.I. Revista Língua Portuguesa (2005), nº 2, p.: 10.
Tomando por base o texto, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta.07521627-B6 Português
Coesão e coerênciaUECE · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritos
Sobre o uso dos elementos referenciais, assinale com V ou F, conforme as assertivas sejam verdadeiras ou falsas.
( ) O termo pássaros (linha 2) introduz um referente que é retomado e transformado pela expressão esses migrantes (linha 4).
( ) A expressão (d)os bandos e manadas (linhas 9- 10), que remete a pássaros (linha 2) e introduz um novo referente, é retomada pelo termo genérico (d)os bichos (linha 14).
( ) O elemento referencial a vida (linha 37), foi antecipado metaforicamente, no texto, por a rua (linha 24) e por nosso habitat (linha 26).
( ) Em apesar de tudo (linha 58) a expressão referencial tudo tem um referente pontual, isto é, pode-se indicar um termo específico para o qual ela aponta.
A sequência correta de cima para baixo é a seguinte:
442EA241-C3 Português
Coesão e coerênciaUFCG · 2009DifícilEntre para guardar nos favoritosAs três estrofes, a seguir, constituem um excerto do poema Crianças Negras, de Cruz e Sousa:
As pequeninas, tristes criaturas ei-las, caminham por desertos vagos, sob o aguilhão de todas as torturas, na sede atroz de todos os afagos.
Vai, coração! Na imensa cordilheira da Dor, florindo como um loiro fruto, partindo toda a horrível gargalheira da chorosa falange cor do luto.
As crianças negras, vermes da matéria, colhidas do suplício à estranha rede, arranca-as do presídio da miséria e com teu sangue mata-lhes a sede!
Sobre o uso de pronomes e seu funcionamento sintático, nessas estrofes, é CORRETO afirmar:E508465E-6E Português
Coesão e coerênciaUEPB · 2009MédioEntre para guardar nos favoritos

Com base na leitura dos excertos da entrevista, responda às questões de 1 a 7.
O termo em destaque em “E este é um processo de aprendizagem.” (linhas 5-6) faz referência509333E6-49 Português
Coesão e coerênciaUNIFESP · 2009MédioEntre para guardar nos favoritosInstrução: Leia o texto, para responder às questões de números 14 a 19

O último parágrafo retoma a ideia contida no título do texto, mostrando33E66F15-F6 Português
Análise sintáticaUniversidade Federal do Ceará · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos
Composição de Roberto Carlos e Erasmo Carlos (1982), disponível em http://www.terra.com.brCom base no TEXTO, responda à questãoNa frase “Eu sei, o coração perdoa” (verso 16), a vírgula marca a elipse de:
3714DC62-E6 Português
Coesão e coerênciaUFMT · 2008DifícilEntre para guardar nos favoritos
(CIPRO NETO, P. e INFANTE, U. Gramática da língua portuguesa. São Paulo: Scipione, 2003, p. 406.)
Sobre os recursos linguísticos e textuais, assinale a afirmativa correta.80B374B2-DF Português
Coesão e coerênciaUFMT · 2008DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia a tira abaixo e responda à questão.
Em relação aos recursos lingüísticos e textuais, assinale a afirmativa correta.
809DF416-DF Português
Coesão e coerênciaUFMT · 2008DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia trecho da crônica O moleque e a bola, de F. B. de Hollanda, e responda à questão.

Em relação aos recursos expressivos, analise as afirmativas.
I - Os conectores Daí (linha 06), E quando (linha 07), Por isso mesmo (linha 10), além de cumprir sua função de estabelecer relação de sentido, contribuem para imprimir informalidade ao texto.
II - Períodos como O que conta mesmo é a bola e o moleque, o moleque e a bola, e por bola pode-se entender um coco, uma laranja ou um ovo, pois já vi fazerem embaixada com ovo., essencialmente coordenados, ao contrário dos subordinados, conferem às idéias um plano não hierárquico.
III - Em É a bola e o moleque, o moleque e a bola., elementos fônicos e sintáticos, como ritmo, sonoridade e frase curta, recriam o toque de bola e o movimento do jogo.
IV - A expressão como se sabe (linha 02) é usada no texto para recuperar uma informação que o leitor não detém, mas o produtor espera que seja tomada como verdadeira.
Estão corretas as afirmativas
808550A2-DF Português
Coesão e coerênciaUFMT · 2008DifícilEntre para guardar nos favoritos
Sobre os Textos I e II, pode-se afirmar:
A697DD8B-6E Português
Coesão e coerênciaUEPB · 2008MédioEntre para guardar nos favoritos


Entre as expressões “bancos de dados” (linha 16) do texto 01 e “banco de dados” do segundo quadrinho da história “Navegar é preciso”, pode-se inferir que:
( ) A articulação intertextual promovida pela interação entre tema e figura compõe um todo significativo.
( ) A coerência discursiva ocasionada pela ruptura aparentemente existente entre figura e tema se justifica por conta do humor criado pelo autor.
( ) A relação de incongruência entre as expressões “bancos de dados” e “banco de dados” se estabelece pela contradição das figuras em relação ao tema, ocasionando uma ambigüidade.
( ) O uso de “banco de dados” no segundo quadrinho estabelece uma relação dialógica entre os enunciados, produzindo o efeito de sentido.
Analise as proposições acima, coloque V para a verdadeira e F para a falsa a alternativa correta.