Questões do ENEM: Linguagens e Morfologia - Verbos

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Resultados

396 questões encontradas. Mostrando a página 16 de 20.

  • 861093A4-C6

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO II

    PORTÃO

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Carlos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilar:1988. p. 506-507.
    Observe a metáfora que inicia o poema — “O portão fica bocejando” — e o que se diz sobre ela.


    I. Essa metáfora empresta ao portão faculdades humanas, constituindo, também uma prosopopeia ou personificação. Por outro lado, essa expressão aceita, ainda, a seguinte leitura: o portão representa metonimicamente a escola, com seus valores criticáveis e seus preconceitos.

    II. O emprego da locução verbal de gerúndio “fica bocejando”, no lugar da forma simples boceja, dá à ação expressa pelo verbo bocejar um caráter de continuidade, de duração.

    III. O gerúndio realça a própria semântica do verbo bocejar.


    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 861093a4-c6
  • 104F3C11-B6

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    UFAL · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Prática de Exercícios Físicos

    Pratique exercícios físicos e emagreça mais rápido! Conte com o suporte do nosso Personal Trainer. [...]

    Disponível em: http://www.dietasaude.com.br. Acesso em: 19 nov. 2013 (fragmento).

    O fragmento do texto é instrucional e apresenta elementos persuasivos. Isso se explica

    I. em razão da linguagem, que visa influenciar e modificar o comportamento do público leitor.

    II. pelo emprego dos verbos no imperativo, que soam como uma ordem.

    III. porque qualquer problema de saúde acarretado pela má alimentação é mais combatido com dietas.

    IV. porque todos devem preferir os alimentos crus aos cozidos.

    Quais das explicações estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 104f3c11-b6
  • 102634CC-B6

    Português

    Formação do imperativo
    UFAL · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    Disponível em: http://mensagensdeamorparacelular.com. Acesso em: 02 dez. 2013.


    O enunciado do cartaz acima traz as formas verbais no imperativo afirmativo. Como ficaria o mesmo enunciado, ao mudar o tempo verbal para o imperativo negativo?

    Escolha uma alternativa para a questão 102634cc-b6
  • 2CD250A5-B0

    Português

    Coesão e coerência
    FATEC · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder a questão.

    Aptidão
    – Bom dia, Senhor Pacheco. Sente-se, por favor. Temos uma ótima notícia. Como o senhor deve saber, contratamos uma firma de psicomputocratas para fazer testes de aptidão nos dez mil empregados desta firma. Precisamos nos atualizar. Acompanhar os tempos.
     – Sim, senhor.
    – Os dez mil testes foram submetidos a um computador, e os resultados estão aqui. O senhor é o primeiro a ser chamado porque o computador nos forneceu os resultados em rigorosa ordem alfabética.
    – Mas o meu nome começa com P.
    – Hum, sim, deixa ver. Pacheco. Sim, sim. Deve ser por ordem alfabética do primeiro nome, então. Este computador é de última geração. Nunca erra. Como é seu primeiro nome?
    – Xisto.
    – Bom, isso não tem importância. Vamos adiante. Vejo aqui pela sua ficha que o senhor está conosco há vinte e oito anos. Sempre na seção de entorte de fresos. O senhor nunca falhou no serviço, nunca tirou férias e já recebeu várias vezes nosso prêmio de produção.
    – Sim, senhor.
    – O senhor começou na seção de entorte de fresos como faxineiro, depois passou a assistente de entortador, depois entortador, e hoje é o chefe de entorte. Me diga uma coisa, o senhor nunca se sentiu atraído para outra função, além do entorte de fresos? Nunca achou que entortar não era bem sua vocação?
    – Nunca, não senhor.
    – Pois veja só! O computador nos revela que a sua verdadeira vocação não é o entorte de fresos e sim o bistoque de tronas! O senhor é um bistocador de tronas nato, segundo o computador. Não é fantástico? E ainda tem gente que critica a tecnologia. O senhor era um homem deslocado no entorte de fresos e não sabia. Se não fosse o teste, nunca ficaria sabendo. Claro que essa situação vai ser corrigida. O senhor, a partir deste minuto, deixa de entortar.
    – Sim, senhor.
    – Só tem uma coisa, Senhor Pacheco. Nossa firma não trabalha com tronas. Pensando bem, ninguém trabalha com tronas, hoje em dia.
    – Olha, tanto faz. Eu estou perfeitamente satisfeito no entorte e faltam só vinte anos pra me aposentar...
     – Então a firma gasta um dinheirão para descobrir a sua verdadeira vocação e o senhor quer jogá-la fora? Reconheço que o senhor tem sido um chefe de entorte perfeito. Aliás, o computador não descobriu ninguém com aptidão para o entorte. Vai ser um problema substituí-lo. Mas não podemos contestar a tecnologia. O senhor está despedido. Por favor, mande entrar o seguinte e passe bem.
    (VERÍSSIMO, Luís Fernando. O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado)
    Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta sobre o trecho selecionado do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 2cd250a5-b0
  • 3FAE117E-B0

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Pneumotórax

    Manuel Bandeira
    Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
    A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
    Tosse, tosse, tosse.

    Mandou chamar o médico:

    – Diga trinta e três.
    – Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
    – Respire.

    ...............................................................................................................................

    – O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
    – Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
    – Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

    BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 30.
    I. O verbo “poder”, embora formalmente no imperfeito do indicativo, indica hipótese, possibilidade.
    II. O uso do discurso direto tem como efeito conferir ao poema um tom prosaico.
    III. A conjunção “e”, no segundo verso, tem valor adversativo.


    Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3fae117e-b0
  • 9B3D228B-B0

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    PUC-MINAS · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto abaixo e responda, em seguida, a questão.

    O xadrez de Marina

    SÃO PAULO — Eduardo Campos não é um "zero", como Ciro Gomes o chamou na sua tola e habitual verborragia, tampouco é o estrategista político formidável, tal qual passou a ser pintado em Brasília após a surpreendente filiação da ex-senadora Marina Silva ao seu PSB.
    O governador de Pernambuco é um construtor de pontes, paciente e habilidoso, que consegue se manter como interlocutor de quase todo o mundo, de Lula a Serra, de Bornhausen e Ronaldo Caiado a Marina. É um conciliador que parece mais mineiro do que o próprio Aécio Neves.
    É evidente que esses traços o ajudaram a se posicionar no momento em que Marina precisava achar uma saída para o imbróglio em que se meteu ao não conseguir oficializar a tal Rede Sustentabilidade -- não se filiar a um partido significaria abdicar totalmente da eleição presidencial; entrar numa sigla qualquer apenas para ser candidata seria um gesto personalista que poderia arranhar a imagem da nova política, que Marina tanto cultiva.
    Mas, na prática, o governador pernambucano foi um agente passivo nessa história toda. Se alguém anteviu alguma coisa, foi Marina. A ex-senadora criou o principal fato político desde a eleição de Dilma e ainda jogou sobre Campos a responsabilidade de crescer nas pesquisas em pouco tempo, ao deixar claro que, se o governador não se viabilizar, ela pode concorrer.
    No cenário anterior, Campos seria um vitorioso se terminasse a eleição presidencial do ano que vem com cerca de 15% dos votos. Atingiria seu objetivo de tornar-se um nome nacionalmente conhecido a fim de, quatro anos depois, disputar a sucessão para valer.
    Agora, após o empurrão da ex-senadora, se Campos não atingir esse patamar nos próximos meses, antes mesmo de a campanha eleitoral começar, poderá ser forçado a abdicar da candidatura em favor de Marina. 

    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/rogeriogentile/2013/10/1354262-o-xadrez-de-marina.shtml. Acesso em: 10 out. 2013. 
    Todos os excertos a seguir trazem considerações que pertencem ao campo da suposição ou hipótese, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b3d228b-b0
  • 91BB1292-AF

    Português

    Coesão e coerência
    UNESP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o folclore nacional.



    Curupira


           Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, destinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
          Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura. O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o rosto e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a certeza de ficar infeliz e de ser mal sucedido em tudo que intentar. Dele se originaram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus batedores, alumiando o caminho”.
         Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identidade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos convergem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul, aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada longínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está batendo nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques, sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”. Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e circunstâncias diferentes.

    (O Brasil no folclore, 1970.)



    (*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
    Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o risco de ver Anhangá [...].


    Se a frase apresentada for reescrita trocando-se perseguisse, que está no pretérito imperfeito do modo subjuntivo, por perseguir, futuro do mesmo modo, as formas estivesse e corria assumirão, por correlação de modos e tempos, as seguintes flexões:
    Escolha uma alternativa para a questão 91bb1292-af
  • 59410809-42

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    UFAL · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    O enunciado do cartaz acima traz as formas verbais no imperativo afirmativo. Como ficaria o mesmo enunciado, ao mudar o tempo verbal para o imperativo negativo?
    Escolha uma alternativa para a questão 59410809-42
  • 5933C01B-42

    Português

    Classificação dos verbos (Regulares, Irregulares, Defectivos, Abundantes, Unipessoais, Pronominais)
    UFAL · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    BICHO-CARPINTEIRO
    Há mais de um século a expressão “ter (ou estar com) bicho-carpinteiro” significa “ser muito inquieto, não parar no lugar”. Faz pouco tempo, porém, os reformadores da fraseologia começaram a espalhar a seguinte tese fraudulenta: “O certo é ter bicho no corpo inteiro”. Errado. O dislate parte assumidamente da ignorância de um fato básico da língua: o de que existe uma criatura chamada bicho-carpinteiro. Segundo o Houaiss, ele é o nome popular e genérico de “diversas espécies de besouro, especialmente das famílias dos buprestídeos e cerambicídeos, que durante o estágio larvar brocam troncos e cascas de árvores”. Como se vê, a ideia da velha expressão é propor uma metáfora: a de que, como as árvores sob a casca, a pessoa irrequieta tem sob a pele as larvas desses insetos a se remexer constantemente, fazendo cócegas e não a deixando sossegada.
    Sobre palavras. Revista Veja. Edição 2.347/ Ano 46/ Nº 46. 13 nov. 2013. 
    A impessoalidade que ocorre na forma verbal da oração “Há mais de um século [...]” é também percebida em
    Escolha uma alternativa para a questão 5933c01b-42
  • D45B0AFC-96

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    Leia o trecho:

    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim.

    As formas verbais assinaladas indicam, respectivamente, os seguintes aspectos do passado:
    Escolha uma alternativa para a questão d45b0afc-96
  • DDE48721-24

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    SENAC-SP · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                                       
                                                     CÓDIGOS E LINGUAGENS
    Atenção: Para responder a questão, considere o texto abaixo.

                Em 1876, os Estados Unidos comemoraram o centenário de sua independência com um evento de encher os olhos. Realizada na Filadélfia, a “Exposição internacional de arte, manufatura e produtos do solo e das minas" ocupava uma área quase do tamanho do parque do Ibirapuera, em São Paulo.
                 Nesse ambiente de excitação e curiosidade, o professor escocês Alexandre Graham Bell, de 29 anos, parecia deslocado.Seus primeiros dias na feira foram de desânimo e frustração. Ele trazia de Boston, cidade em que morava, uma engenhoca chamada de “novo aparato acionado pela voz humana". A organização da feira lhe destinara uma pequena mesa escondida no fundo de um corredor. Era um espaço fora do roteiro dos juízes encarregados de avaliar e premiar as invenções. Como se inscrevera na última hora, seu nome nem sequer aparecia na programação oficial.
                 Tudo isso mudou devido a uma extraordinária coincidência. Em um final de tarde, uma voz fina e esganiçada chamou-lhe a atenção:
                 − Mr. Graham Bell?
                 Ao se virar, ele deparou-se com o imperador do Brasil, dom Pedro II. Os dois tinham se conhecido semanas antes, em Boston, onde Graham Bell criara uma escola para surdos-mudos.
                − O que o sr. está fazendo aqui? − perguntou dom Pedro.
                Graham Bell contou-lhe que acabara de patentear um mecanismo capaz de transmitir a voz humana. A cena que se seguiu é hoje parte dos grandes momentos da história da ciência. Escoltado pelo imperador do Brasil, por um batalhão de repórteres e pelos juízes, que, àquela altura, estavam por perto, Graham Bell pediu que dom Pedro II se postasse a cerca de cem metros e mantivesse junto aos ouvidos uma pequena concha metálica conectada a um fio de cobre. No extremo oposto da fiação, pronunciou as seguintes palavras, da peça Hamlet, de William Shakespeare:
                 − To be or not to be (ser ou não ser).
                 − Meu Deus, isso fala! Exclamou dom Pedro II.
                 Mais tarde rebatizado como telefone, o aparato seria considerado um dos marcos do século XIX, chamado de “Século das luzes" devido às inovações científicas que mudaram radicalmente a vida das pessoas. Encomendado por dom Pedro II pessoalmente a Graham Bell, o telefone chegou ao Rio de Janeiro antes mesmo de ser adotado em alguns países europeus supostamente mais desenvolvidos do que o Brasil.
                               (Adaptado de Laurentino Gomes. 1889. São Paulo, Editora Globo, 2013, formato ebook)
    “Emprega-se esse tempo verbal quando nos transportamos mentalmente a uma época passada e descrevemos o que então era presente".
                                                      (BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. Rio de Janeiro: 
                                                                                                                                            Nova Fronteira, 2009)


    O verbo empregado nos tempo e modo descritos acima está sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão dde48721-24
  • E8348002-96

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Novas tecnologias

           Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas ás atividades de telecomunicações. Expressões freqüentes como “o futuro já chegou", "maravilhas tecnológicas" e “conexão total com o mundo” “fetichizam’' novos produtos, transformando-os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o "futuro” tão festejado.
            Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, ou de um aparelho capitalista controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem sombra de dúvida. Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua com os veículos de comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê pessoal transformado em objeto público de entretenimento.
           Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar por espontânea vontade a esta relação sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados.

    SAMPAIO, A. S. A microfísica do espetáculo. Disponível em http://observatoriodaimprensa.com.br.
    Acesso em: 1 mar. 2013 (adaptado).
    Ao escrever um artigo de opinião, o produtor precisa criar uma base de orientação lingüística que permita alcançar os leitores e convencê-los com relação ao ponto da vista defendido. Diante disso, nesse texto, a escolha das formas verbais em destaque objetiva

    Escolha uma alternativa para a questão e8348002-96
  • 0C4B5C7F-64

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    UNEAL · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    O texto a seguir é referência para as questões.

    XI
    Aquela senhora tem um piano
    Que é agradável, mas não é o correr dos rios
    Nem o murmúrio que as árvores fazem...
    Para que é preciso ter um piano?
    O melhor é ter ouvidos
    E amar a Natureza.

    PESSOA, Fernando. O guardador de rebanhos. Poemas completos de Alberto Caeiro.
    In:GALHOZ, Maria Aliete. Fernando Pessoa: obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1999. p. 213 (Fragmento).

    Entre as análises abaixo, acerca do texto,

    I. Caso trocássemos o verbo “fazer” (3º verso, 1ª estrofe) para o pretérito perfeito do indicativo composto (Nem o murmúrio que as árvores têm feito), haveria mudança de sentido, uma vez que expressa uma ação habitual, que se repete.

    II. A forma nominal que aparece no 2º verso da 1ª estrofe (“o correr”) é infinitivo impessoal, equivale a um substantivo (corrida).

    III. Há, no poema, três formas nominais no infinitivo (correr, ter e amar); entretanto, duas delas equivalem a substantivo.

    IV. No verso “Aquela senhora tem um piano”, o verbo “ter” ficaria no futuro do pretérito do indicativo, se o fato fosse uma suposição ou hipótese (Aquela mulher teria um piano).

    V. No 2º verso (1ª estrofe), aparecem dois conectores, os quais servem de elementos articuladores entre as orações. Um deles, expressa ideia de adversidade, oposição.

    estão corretos os itens

    Escolha uma alternativa para a questão 0c4b5c7f-64
  • FD1588E0-64

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    UNEAL · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
    Nos versos abaixo, o espaço pontilhado pode ser preenchido com a seguinte forma verbal:

    “Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus já ................... partido, uma outra gente possa te redimir da terra que te abraça” (Lord Byron).

    Escolha uma alternativa para a questão fd1588e0-64
  • 4C918EAD-2B

    Português

    Colocação Pronominal
    Universidade do Contestado - Santa Catarina · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos
    A alternativa que apresenta redação mais adequada às normas da língua padrão escrita é:
    Escolha uma alternativa para a questão 4c918ead-2b
  • BA3CAD6E-FB

    Português

    Adjetivos
    FGV · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    Tendo em vista o contexto, sobre os seguintes trechos, só NÃO é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão ba3cad6e-fb
  • 41F1B727-EA

    Português

    Adjetivos
    Universidade Luterana do Brasil · 2012FácilEntre para guardar nos favoritos

    A questão refere-se ao fragmento da reportagem Aids: tendência de aumento entre jovens, de Flavia Bemfica, disponível no site: http://www.sinprors.org.br/extraclasse/set12/ imprimir.asp?id_conteudo=436.  


    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    Qual a função morfológica dos termos sublinhados, na ordem em que se encontram, no trecho abaixo?


    “As campanhas (1) de (2) prevenção (3) não se (4) comparam àquelas realizadas no decorrer dos anos 90”. (l. 12-13)
    Escolha uma alternativa para a questão 41f1b727-ea
  • 4A9CBB10-DF

    Português

    Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
    UFRN · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O TRAPICHE


    SOB A LUA, NUM VELHO TRAPICHE ABANDONADO, as crianças dormem. Antigamente aqui era o mar. Nas grandes e negras pedras dos alicerces do trapiche as ondas ora se rebentavam fragorosas, ora vinham se bater mansamente. A água passava por baixo da ponte sob a qual muitas crianças repousam agora, iluminadas por uma réstia amarela de lua. Desta ponte saíram inúmeros veleiros carregados, alguns eram enormes e pintados de estranhas cores, para a aventura das travessias marítimas. Aqui vinham encher os porões e atracavam nesta ponte de tábuas, hoje comidas. Antigamente diante do trapiche se estendia o mistério do mar oceano, as noites diante dele eram de um verde escuro, quase negras, daquela cor misteriosa que é a cor do mar à noite. Hoje a noite é alva em frente ao trapiche. É que na sua frente se estende agora o areal do cais do porto. Por baixo da ponte não há mais rumor de ondas. A areia invadiu tudo, fez o mar recuar de muitos metros. Aos poucos, lentamente, a areia foi conquistando a frente do trapiche. Não mais atracaram na sua ponte os veleiros que iam partir carregados. Não mais trabalharam ali os negros musculosos que vieram da escravatura. Não mais cantou na velha ponte uma canção um marinheiro nostálgico. A areia se estendeu muito alva em frente ao trapiche. E nunca mais encheram de fardos, de sacos, de caixões, o imenso casarão. Ficou abandonado em meio ao areal, mancha negra na brancura do cais.


    AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 25

    Em relação aos tempos verbais presentes no fragmento, o narrador emprega
    Escolha uma alternativa para a questão 4a9cbb10-df
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    Português

    Artigos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012
    Adaptado de Chega de saudade, de Ruy Castro
    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 02afe737-db