Questões do ENEM: Linguagens e Uso dos conectivos

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330 questões encontradas. Mostrando a página 5 de 17.

  • A6A7AA00-CD

    Português

    Sintaxe
    Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão pode referir-se ao texto abaixo; consulte-o, quando necessário. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

    Empreendedores e suas bolinhas de gude
    Por Romero Rodrigues
    Imagem da questão de Português, da prova de 2019
    (Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br – 25/09/19 – texto adaptado)

    “Quando” (l. 06) e “portanto” (l. 10) estabelecem, nos respectivos contextos de ocorrência, ideia de:
    Escolha uma alternativa para a questão a6a7aa00-cd
  • CBD86EB5-CB

    Português

    Artigos
    IF-PE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 4

    Procura-se algum lugar no planeta

    onde a vida seja sempre uma festa

    onde o homem não mate

    nem bicho nem homem

    e deixe em paz

    as árvores da floresta.


    Procura-se algum lugar no planeta

    onde a vida seja sempre uma dança

    e mesmo as pessoas mais graves

    tenham no rosto um olhar de criança.

    MURRAY, Roseana. Disponível em https://www.orelhadelivro.com.br/livros 

    Em relação ao TEXTO 4, analise as afirmativas que seguem.

    I. O TEXTO 4 permite inferir-se que, no mundo real, há violência com homens, animais e com o planeta, por isso a procura por um lugar onde haja alegria e harmonia entre os seres e o ambiente.

    II. No verso “Procura-se algum lugar no planeta”, o vocábulo “algum” pode ser substituído por “o”, visto que seria mantido tanto o sentido quanto a especificação do termo “lugar”.

    III. Em “e mesmo as pessoas mais graves tenham no rosto um olhar de criança”, o adjetivo “graves” significa “fortes”, ao passo que “um olhar de criança” expressa a ideia de fragilidade.

    IV. Dos versos “e deixe em paz” e “as árvores da floresta”, depreende-se que, no contexto apresentado pelo eu lírico, há desmatamento, portanto, desrespeito à natureza.

    V. A repetição do conectivo “nem”, no quarto verso da primeira estrofe do TEXTO 4, é intencional, pois enfatiza a ideia de que o homem não deve matar, seja bicho, seja outro homem.

    Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas

    Escolha uma alternativa para a questão cbd86eb5-cb
  • CBC7ADC2-CB

    Português

    Sintaxe
    IF-PE · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    AS CRÔNICAS DE NÁRNIA

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    (1) Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal – o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa”, escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí. Seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como “As Crônicas de Nárnia”.

    (2) Em um universo completamente mágico e original, C.S. Lewis conduz a terra de Nárnia desde a sua criação até o seu fim em sete livros incríveis. “As Crônicas de Nárnia” é um conjunto de histórias que abrangem diversas épocas dentro de um cenário repleto de castelos, membros da realeza, guerreiros, criaturas fantásticas, feiticeiras e uma mitologia bem extensa.

    (3) O autor buscou uma forma de elaborar a história da Bíblia em um contexto original e inspirado no livro sagrado, de modo que até mesmo quem não concorda com os seus preceitos e ensinamentos sinta interesse em iniciar a sua leitura. Além disso, há também referências claras às mitologias grega e nórdica e aos contos de fada, além da inserção de seres icônicos como o Papai Noel. Desde o Gênese ao Apocalipse, Nárnia vivencia muitos períodos, nos quais questões muito diferentes são abordadas. Entretanto, há um elemento comum em todos os livros: os papéis principais são dados a crianças. São esses pequenos heróis que se descobrem grandes salvadores e se sentem no dever de lutar para proteger a terra que tanto amam e que depende deles.

    (4) A oposição entre Aslam e Tash começa a ganhar força no decorrer da cronologia dos livros, sempre camuflada em um contexto de conflitos por terras e guerras entre reinos. Em “A Última Batalha”, é citado que Aslam remete ao bem e Tash, ao mal. Qualquer um que estiver seguindo a um dos dois e praticar o bem estará, na verdade, seguindo a Aslam. Se for o oposto, estará seguindo a Tash. Ambos são os contrastes de atitudes boas e ruins que podem ser cometidas de acordo com o caráter, o comportamento e as escolhas de cada um.

    (5) No geral, os personagens de mais destaque em toda a obra são: Aslam, Digory Kirke, Polly Plummer, A Feiticeira Branca, Pedro Pevensie, Susana Pevensie, Edmundo Pevensie, Lucy Pevensie, Sr. Tumnus, Os Castores, Caspian X, Ripchip, Trumpkin, Shasta, Aravis, Eustáquio Mísero, Jill Pole, Brejeiro, Rilian, Confuso, Manhoso, Tirian e Tash. Cada um possui uma personalidade bastante distinta do outro e todos apresentam características que os tornam originais e clássicos em uma obra que é considerada essencial na vida de uma criança, mas que também pode ser apreciada por pessoas de qualquer faixa etária.

    [...]

    LIMA, Victor. Disponível em:. Acesso em: 09 maio 2019 (adaptado)

    No que diz respeito a relações sintático-semânticas estabelecidas por conectivos no TEXTO 1, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão cbc7adc2-cb
  • 66838FC1-C3

    Português

    Análise sintática
    UEG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

     Leia o texto a seguir para responder à questão.Imagem da questão de Português, da prova de 2019


    Considere o seguinte enunciado:

    “Há quem, como Habermas, continue a apoiar o projeto, se bem que com forte dose de ceticismo quanto às suas metas, com muita angústia quanto à relação entre meios e fins e com certo pessimismo no tocante à possiblidade de realizar tal projeto nas condições econômicas e políticas contemporâneas”. (Linhas 30-33).

    O constituinte sintático introduzido por “se bem que” estabelece com o trecho anterior uma relação de
    Escolha uma alternativa para a questão 66838fc1-c3
  • 2B7E4776-C3

    Português

    Análise sintática
    UFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
            O número de voltas que a Terra deu ao redor do Sol desde que você nasceu é apenas uma das formas de medir a sua idade. O envelhecimento, afinal, é uma medida de quanto o seu organismo já se desenvolveu – e, depois de uma certa fase, de quanto ele já se deteriorou.
            Há quem envelheça num ritmo mais rápido que o normal, e quem mantenha um corpinho relativamente jovem, apesar de sua data de nascimento. Para calcular essa idade biológica, a ciência conta com truques como medir, por exemplo, as pontinhas dos cromossomos, chamados telômeros. Quanto mais curtos, em geral, maior o nível de envelhecimento celular de alguém. Agora, porém, cientistas acreditam que encontraram outra medida importante – no intestino. Usando Inteligência Artificial, eles descobriram que a coleção de bactérias que vive no intestino de cada pessoa (o microbioma) sofre variações típicas para cada faixa etária. Desse padrão, emerge também o fato de que algumas pessoas têm a “idade intestinal” incompatível com a data de nascimento – o microbioma pode estar numa fase mais “velha” ou mais “jovem” que o esperado para a idade do indivíduo.
            Essas descobertas são essenciais para cientistas que estudam a longevidade. Ao entender as características (inclusive microbióticas) das pessoas que envelhecem melhor, eles podem investigar como melhorar a velhice do mundo.

    Super interessante. Ed. 400, março 2019. p. 11.


            Com base nas relações que ocorrem entre os elementos internos ao texto, analise as afirmativas.

    I. As expressões Desse padrão e Essas descobertas além de retomarem o segmento anterior, qualificam, de acordo com a visão do produtor, a temática do texto.
    II. A partícula “que” presente em “[...] cientistas acreditam que encontraram outra medida importante – no intestino.” introduz um segmento como termo complementar a outro, funcionando como uma espécie de aposto em relação ao que foi afirmado antes.
    III. A expressão apesar de estabelece oposição em relação ao que foi explicitado no enunciado anterior.
    IV. O termo Agora tem por função encadear partes do texto de modo a expressar a ordem temporal de percepção dos acontecimentos do produtor textual.
    V. Em “Para calcular essa idade biológica, a ciência conta com truques como medir, por exemplo, as pontinhas dos cromossomos [...]”, o segmento em destaque aclarece a intenção anunciada na proposição anterior. 

    Assinale a alternativa que contém apenas afirmativas corretas.

    Escolha uma alternativa para a questão 2b7e4776-c3
  • 2B78170C-C3

    Português

    Coesão e coerência
    UFU-MG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Vício secreto

    Depois de vários assaltos, ela decidiu que estava na hora de mudar de vida. De nada adianta, dizia, andar de carro de luxo e morar em palacete se isso serve apenas para atrair assaltantes. De modo que comprou um automóvel usado, mudou-se para um apartamento menor e até começou a evitar os restaurantes da moda.
    Tudo isso resultou em inesperada economia e criou um problema: o que fazer com o dinheiro que ela já não gastava? Aplicar na Bolsa de Valores parecia-lhe uma solução temerária; não poucos tinham perdido muito dinheiro de uma hora para outra - quase como se fosse um assalto. Outras aplicações também não a atraíam. De modo que passou a comprar aquilo de que mais gostava: joias. Sobretudo relógios caros. Multiplicavam-se os Bulgari, os Breitling, os Rolex. Já que o tempo tem de passar, dizia, quero vê-lo passar num relógio de luxo.
    E aí veio a questão: onde usar todas essas joias? Na rua, nem pensar. Em festas? Tanta gente desconhecida vai a festas, não seria impossível que ali também houvesse um assaltante, ou pelo menos alguém capaz de ser tentado a um roubo ao ter a visão de um Breitling. Sua paranoia cresceu, e lá pelas tantas desconfiava até de seus familiares. De modo que decidiu: só usa as joias quando está absolutamente só.
    Uma vez por semana tranca-se no quarto, abre o cofre, tira as joias e as vai colocando: os colares, os anéis, os braceletes - os relógios, claro, os relógios. E admira-se longamente no espelho, murmurando: que tesouros eu tenho, que tesouros. O que lhe dá muito prazer. Melhor: lhe dava muito prazer. Porque ultimamente há algo que a incomoda. É o olhar no rosto que vê no espelho. Há uma expressão naquele olhar, uma expressão de sinistra cobiça que não lhe agrada nada, nada.

    https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff050115.htm. Acesso em 23.mar.2019. (Adaptado)


    De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 2b78170c-c3
  • 2B6AB538-C3

    Português

    Sintaxe
    UFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    A palavra "trabalho" não tem uma origem muito convidativa: em latim, tripalium era o nome dado a um instrumento utilizado pelos romanos para torturar escravos. Durante séculos, trabalhar era o mesmo que perder a liberdade — as sociedades eram divididas entre os "pensadores" e aqueles que realizavam atividades braçais.
    Quando o despertador o acorda em uma segunda-feira de manhã, é bem possível que você concorde com os gregos e os romanos sobre o significado original do trabalho. Não deveria ser assim: afinal, é justamente pela capacidade de materializar suas ideias que você é diferente de 99,99% das espécies do planeta. Em outras palavras, foi a capacidade humana de trabalhar e de produzir riquezas que permitiu tantos progressos: saímos das cavernas para conquistar o espaço.

    Galileu, Ed. 322, maio de 2018. p. 21. (Fragmento)

    Para manter a mesma relação de sentido com o período anterior, o termo em destaque pode ser substituído por
    Escolha uma alternativa para a questão 2b6ab538-c3
  • A37C21AB-B9

    Português

    Sintaxe
    Universidade Virtual de São Paulo · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder a questão.

    O apagamento da mulher na história e/ou a diminuição do seu papel eram tidos como “naturais” e só, e passaram a ser percebidos como problema há pouco tempo. Uma situação da qual nos damos conta aos poucos, percebendo que, nos relatos oficiais, nós, as mulheres, sumimos e, quando mencionadas, aparecemos apenas em papéis coadjuvantes – amantes, esposas, mães, enfim, como um detalhe pitoresco e de menor relevância da narrativa.
    [...]
    Mesmo em relação à Revolução Francesa, detalhada, descrita e narrada ad nauseam nos últimos duzentos anos, raramente se menciona a existência de Olympe de Gouges, que em 1791 escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, além de peças teatrais que explicavam os princípios da Revolução Francesa à enorme massa de analfabetos, nem Sophie de Condorcet e tantas outras.  Desse jeito ficamos sem acesso a uma parte importante da nossa memória, das origens que nos constituíram enquanto sociedade, porque pouco ou nada conhecemos sobre figuras como Dandara dos Palmares, Luísa Mahin, Mariana Crioula, Myrthes Campos, Alzira Soriano, Nísia da Silveira. Ou então são desqualificadas como figuras tristes, loucas ou más.
    Essa desqualificação, aliás, é uma constante. 
    Um país que nasceu de um decreto assinado por uma mulher, onde a escravidão foi extinta por lei assinada também por uma mulher, a primeira escola pública gratuita foi instituída por uma mulher, a primeira greve geral foi iniciada por mulheres, operárias da indústria têxtil de São Paulo, não tem como contar sua história por inteiro excluindo as mulheres da narrativa e dos registros oficiais.
    <https://tinyurl.com/y4jkkkou> Acesso em: 31.05.2019. Adaptado.
    Observe os termos destacados no primeiro parágrafo:

    “O apagamento da mulher na história e/ou a diminuição do seu papel eram tidos como ‘naturais’ e só, e passaram a ser percebidos como problema há pouco tempo. Uma situação da qual nos damos conta aos poucos, percebendo que, nos relatos oficiais, nós, as mulheres, sumimos e, quando mencionadas, aparecemos apenas em papéis coadjuvantes – amantes, esposas, mães, enfim, como um detalhe pitoresco e de menor relevância da narrativa.”

    Os termos destacados expressam, respectivamente, o sentido de
    Escolha uma alternativa para a questão a37c21ab-b9
  • 0DB2DE5F-99

    Português

    Coesão e coerência
    USP · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO PARA A QUESTÃO

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019
    Machado de Assis, Quincas Borba.
    Considerando o contexto, o trecho “E não se pense que este nome a alegrou, posto que a lisonjeasse” (L.10‐11) pode ser reescrito,sem prejuízo de sentido, da seguinte maneira: E não se pense que este nome a alegrou,
    Escolha uma alternativa para a questão 0db2de5f-99
  • DABF71F0-8C

    Português

    Coesão e coerência
    UERJ · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    O conto a seguir foi retirado do livro Hora de Alimentar Serpentes, de Marina Colasanti.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019

    Ausente para os outros, continuava docemente presente para si mesmo. (l. 7)

    Uma reformulação que mantém sentido equivalente ao da frase acima é:

    Escolha uma alternativa para a questão dabf71f0-8c
  • 60E7B09B-09

    Português

    Análise sintática
    UEA · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere o texto de Rodrigo Duarte para responder à questão.


        Um dos aspectos mais óbvios de nossa realidade – amplamente difundido em todo o mundo contemporâneo – é a divisão do tempo de cada um numa parte dedicada ao trabalho e noutra dedicada ao lazer. Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim: a divisão entre tempo de trabalho e tempo livre – inexistente na Idade Média e no período que a sucedeu imediatamente – se consolidou apenas com o amadurecimento do modo de produção capitalista, isto é, após a chamada Revolução Industrial, que eliminou o trabalho produtivo realizado nas próprias casas dos trabalhadores (quase sempre com o auxílio de suas famílias), limitando as atividades à grande indústria: um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos.

        Na Idade Média, por um lado, a aristocracia, mesmo não tendo necessidade de se dedicar a qualquer trabalho produtivo, reservava para si atividades que, não obstante seu caráter socialmente obrigatório, eram também consideradas prazerosas. Os bailes e jantares, as festas e os concertos, as caçadas e a frequência às óperas eram parte integrante da vida cortesã e nobre.

        Por outro lado, o horizonte vital das classes servis – e possivelmente também da burguesia em sua fase inicial – era dado pelo trabalho de sol a sol, com pouquíssimo tempo que extrapolasse a produção material. Esse exíguo período antes do sono preparador para a próxima jornada de trabalho, embora não deva ser entendido como tempo de lazer no sentido moderno do termo, provavelmente constituía o momento coletivo de se cantar e narrar, tempo que servia, ao mesmo tempo, como pretexto e elemento aglutinador para a comida e a bebida em comum.


    (Indústria cultural: uma introdução, 2010.)

    “Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim” (1º parágrafo)

    No contexto em que se encontra, a locução sublinhada indica uma
    Escolha uma alternativa para a questão 60e7b09b-09
  • 79BE2771-07

    Português

    Coesão e coerência
    Centro Universitário São Camilo · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para responder à questão.

         Na dedicatória de seu livro O progresso da sabedoria (1605) a Jaime I, sir Francis Bacon declara: “de todas as pessoas ainda vivas que conheci, sua Majestade é o melhor exemplo de um homem que representa a opinião de Platão, de que todo conhecimento é apenas memória”. Embora Platão tenha provavelmente escrito essas linhas como uma alegoria à sua crença na imortalidade da alma, e Bacon, como parte de um astuto plano para obter certos favores do rei, podemos nos referir a elas como uma alegoria à enorme importância que o pensamento grego exerceu e exerce no desenvolvimento da cultura ocidental.
          Após derrotar os persas em uma série de conflitos durante as primeiras décadas do século V a.C., a civilização grega viveu um século e meio de grande esplendor, inspirada pela liderança de Péricles, que governou Atenas por 32 anos, de 461 a 429. Nem mesmo as amargas disputas entre Atenas, Esparta e outros Estados, que acabaram resultando na Guerra do Peloponeso, entre 431 e 404, conseguiram ofuscar o incrível nível de sofisticação atingido durante esse período. Nas palavras de H. G. Wells, “durante esse período o pensamento e o impulso criativo e artístico dos gregos ascenderam a níveis que os transformaram numa fonte de luz para o resto da História”. Que essa luz tenha continuado a brilhar através dos tempos, sobrevivendo a séculos de intolerância religiosa e muitas guerras, é a prova concreta de coragem intelectual daqueles que acreditam que a busca do conhecimento é o antídoto contra a cegueira causada pela repressão e pelo medo.

    (A dança do universo, 2006. Adaptado.)
    Embora Platão tenha provavelmente escrito essas linhas como uma alegoria à sua crença na imortalidade da alma, e Bacon, como parte de um astuto plano para obter certos favores do rei, podemos nos referir a elas como uma alegoria à enorme importância que o pensamento grego exerceu e exerce no desenvolvimento da cultura ocidental.” (1° parágrafo)

    Tendo em vista as relações de sentido estabelecidas entre as orações que compõem esse período, a conjunção sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão 79be2771-07
  • 922F57DE-02

    Português

    Coesão e coerência
    Centro Universitário de Volta Redonda · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    A indiferença com a violência nas favelas do Rio de Janeiro

    O silêncio de autoridades e instituições revela o fatalismo de uma política de segurança pública falida

    Marcelo Baumann Burgo

     

    A rotina de tiroteios em diversas favelas do Rio de Janeiro tem por cenário um labirinto de casas recheadas de seres humanos, acuados e humilhados. O quadro ultrapassa as raias do absurdo, e nem os escritores do realismo mágico seriam capazes de imaginá-lo.

    O que mais surpreende, contudo, é o silêncio condescendente das autoridades e instituições cujo papel deveria ser o de, antes de qualquer outra coisa, zelar pelas garantias mínimas do direito à vida e integridade física dos cidadãos.

                Mas ao que tudo indica, para os moradores das favelas cariocas, nem mesmo esse aspecto elementar do pacto hobbesiano tem sido preservado, o que sugere que, para eles, a lei é a da barbárie. Na favela da Rocinha, por exemplo, desde setembro de 2017, a cada três dias pelo menos uma pessoa – incluindo policiais - morreu nesses confrontos.

    O primeiro e mais ensurdecedor silêncio é o do governador e das autoridades da segurança pública estaduais e federais. No máximo, se manifestam quando algum policial é morto no “campo de batalha”, para lamentar sua perda e reafirmar o “espírito de combate da tropa”.

    Diante desse silêncio deliberado, ficam no ar várias perguntas: como explicar o sentido de uma política de segurança que tem como efeito real a tortura diária da população das favelas, que se vê obrigada a conviver com um fogo cruzado intenso e aleatório? Quem realmente responde por ela, e pelas mortes e sofrimento que ela provoca? Onde se pretende chegar com isso? Quais as suas razões “técnicas”, se é que não é uma ofensa às vítimas formular essa pergunta? SILÊNCIO...

    Sob esse primeiro vácuo de respostas, há um segundo nível de silêncio, o das instituições que deveriam questionar as autoridades estaduais e federais. Cadê os poderes legislativos, que não criam um grupo suprapartidário de parlamentares para interpelar o governo? Neste caso, não vale alegar que estamos aguardando as próximas eleições para “fazer o debate”, pois o sofrimento é hoje, e a morte espreita diariamente a vida dessa população.

    E o Ministério Público, que não organiza uma força-tarefa para, tempestivamente, proteger a ordem jurídica escandalosamente violada, com a agressão de todo tipo aos direitos fundamentais dos cidadãos? SILÊNCIO...

    Sob essa segunda e espessa camada de silêncios, subsiste uma terceira igualmente decisiva, a da grande imprensa. Não que ela não faça a crônica diária dos tiroteios, mas em geral as faz descrevendo os fatos com aparente neutralidade, como se eles simplesmente fizessem parte da rotina, não dando sinais, portanto, de que reflete sobre o que significa informar, em uma mesma matéria, que três ou quatro pessoas morreram ou se feriram, e que a operação teve como saldo a apreensão de “um fuzil”, “dez trouxinhas de maconha”, e “alguns papelotes de cocaína”...

    Cadê os editoriais cobrando respostas das autoridades? Cadê o trabalho que, em outras áreas da vida pública, por exemplo na questão da corrupção, a grande imprensa faz com tanto zelo para mobilizar a opinião pública? No caso da rotina de tiroteios nas favelas o que parece resultar do trabalho da grande imprensa é o oposto da mobilização, ou seja, um efeito de resignação diante da violência ordinária.

    Restaria, ainda, a sociedade civil organizada. Cadê a OAB, CNBB, ABI, as universidades, associações de bairro, e tantas outras que se irmanaram na luta contra a ditadura? Para ser justo com elas, até esboçaram alguma reação, mas sem força para fazer diferença. Com isso, tudo se passa como se esse bangue-bangue diário e estúpido dissesse respeito apenas aos moradores das favelas. Será que devemos esperar que somente eles se mobilizem?

    Como se vê, para além de quaisquer outras razões de ordem econômica e social, o que se passa com a (in)segurança nos territórios populares do Rio de Janeiro deve ser creditado, antes de mais nada, aos silêncios e omissões de diferentes autoridades e instituições. Tal postura não deixa de revelar o quadro de fatalismo e perplexidade a que chegamos e não por acaso! Pois não há mesmo muito a se fazer com o modelo atual de segurança pública.

    Em face de uma trama social que se torna cada vez mais complexa, a verdade é que não há como insistir com respostas casuísticas, provisórias e crescentemente brutais, que sintomaticamente já não podem prescindir do apoio recorrente das Forças Armadas.

    Mas se é assim, que ao menos se reconheça, com honestidade, a necessidade de enfrentarmos um amplo debate sobre a reforma estrutural das instituições de segurança pública, a começar pelas polícias civil e militar. A cada dia, sua incompatibilidade com o projeto de democracia se mostra mais explícita.

    O sofrimento de quem convive diariamente sob a tortura da loteria dos tiroteios nos territórios populares não terá como ser reparado, mas ainda não é tarde demais para mobilizarmos energia para esse debate.

    No caso do Rio de Janeiro, o mínimo aceitável seria exigir que as autoridades, de um lado, contribuíssem para precipitar esta discussão e, de outro, interrompessem imediatamente a escalada do descalabro que elas vêm chancelando, movidas sabe-se lá por que tipo de cálculo.

     

    Adaptado a partir de: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-indiferenca-com-a-violencia-nasfavelas-do-rio-de-janeiro /. Acesso em 10 de maio de 2018.

    Em relação à coesão do TEXTO, não se pode afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 922f57de-02
  • C5FD8E60-9E

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade Luterana do Brasil · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão refere-se ao texto Você anda espalhando mentiras por aí, de Eugênio Bucci, disponível em https://epoca.globo.com/politica/eugenio-bucci/noticia/2017/08/voce-anda-espalhando-mentiras-por-ai.html

    2.png (664×697)

    Com base no fragmento abaixo, leia as afirmações e marque a alternativa correta.


    “Fique de olho. Antes de tudo, fique de olho no seu próprio comportamento nas redes sociais. Não basta checar as origens das mensagens, embora isso ajude. Não basta conferir se elas foram produzidas por órgãos de imprensa conhecidos e responsáveis. Mais do que isso, é preciso verificar os impulsos que levam cada um de nós a propagar histórias que não sabemos de onde vêm.” (l. 35-38)


    I – O termo sublinhado “embora” é um articulador de causalidade.

    II – A palavra sublinhada “isso” faz referência a checar as origens das mensagens.

    III – A palavra sublinhada “elas” faz referência a mensagens.

    IV – A palavra sublinhada “que” faz referência a histórias.


    Estão corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão c5fd8e60-9e
  • 8191AF3F-02

    Português

    Sintaxe
    UECE · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

     Imagem da questão de Português, da prova de 2018

     Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. Exigências da vida

    moderna. Disponível em:

    http://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-de-luis-fernando-verissimo. Acesso: 22.06.2018.

    Sobre o uso dos conectivos oracionais e os seus respectivos valores semânticos na crônica, é correto dizer que
    Escolha uma alternativa para a questão 8191af3f-02
  • 817887D0-02

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

     Imagem da questão de Português, da prova de 2018

     Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. Exigências da vida

    moderna. Disponível em:

    http://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-de-luis-fernando-verissimo. Acesso: 22.06.2018.

    No enunciado “Sobram três, desde que você não pegue trânsito” (linhas 43-44), o trecho em destaque poderia ser substituído, sem alteração do sentido do período, pelas orações abaixo, com EXCEÇÃO de
    Escolha uma alternativa para a questão 817887d0-02
  • 2A721E31-FF

    Português

    Coesão e coerência
    Centro Universitário Christus · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/-

    cegueira-noturna->.

    Acesso em: 4 ago. 2018.

    Em “Para diagnosticar a doença, é preciso fazer um exame de fundo de olho para avaliação da retina, já que a catarata, por exemplo, provoca sintomas parecidos.” (Ls. 21 a 23), a expressão em destaque pode ser substituída, mantendo o mesmo sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão 2a721e31-ff
  • C1564C2C-F2

    Português

    Sintaxe
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Releia o excerto abaixo para a questão.


        No bojo das ações referentes aos cortes gigantescos no orçamento de C&T, [...] o comunicado da Capes sobre a possível interrupção do pagamento das bolsas de pesquisa, a partir de 2019, causou estremecimento na comunidade científica brasileira. Apesar disso, o que presenciamos tem sido pouco ou nenhum posicionamento da mídia tradicional, a qual, pelo contrário, tem atacado sobremaneira a comunidade científica brasileira.

    A expressão “Apesar disso” é um operador linguístico de valor:
    Escolha uma alternativa para a questão c1564c2c-f2
  • 5A435643-DB

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Disponív l m: <http://www.r vista ducacao.com.br/um-pr mio-para-todos-qu -alfab tizam/>. c sso m: 16 mar. 2018.

    Observe as seguintes afirmações.


    I - “Emérita”, “árido”, “últimas”, “sinônimo”, “métodos”, “fônicos”, “analíticos” “sintéticos” são palavras acentuadas graficamente pela mesma regra.

    II - Se a palavra “tema” (l. 05) fosse substituída por “matéria”, o “ao” (l. 04) deveria ser substituído por “à”.

    III -A expressão “acerca de ” (l. 14) pode ser substituída por “sobre ” sem nenhuma perda do sentido original do período.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 5a435643-db