Questões do ENEM: Uso dos conectivos

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330 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 17.

  • E2963B46-64

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas · 2026FácilEntre para guardar nos favoritos
    Observe o trecho:

    "Se o Estado não garantir condições mínimas de funcionamento às escolas públicas, dificilmentequalquer política curricular surtirá efeito, pois faltará o suporte material indispensável."


    Deseja-se reescrever o período preservando o sentido original e mantendo adequadamente as relaçõesdecondição e consequência. Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão e2963b46-64
  • 1F5D0931-76

    Português

    Coesão e coerência
    UEA · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Considere a tirinha de Eduardo Arruda, publicada no perfil @eduardobarruda do Instagram em 25.01.2025, para responder à questão


    Q25-26.png (318×331)

    Na situação exposta na tirinha, a informação “nem começava” representa
    Escolha uma alternativa para a questão 1f5d0931-76
  • 02B7D1B3-74

    Português

    Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...
    UEA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder à questão.


    Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.

    — Está bom, hein?

    — indagou o major.

    — Magnífico

    — fez Ricardo, estalando os lábios. — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…

    E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

    Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.

    Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4.

    Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:

    — Vamos ver. Tire a escala, major.

    (Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)


    1 lutulento: lamacento, lodoso.

    2 olente: cheiroso, perfumado.

    3 dolente: lamentosa, queixosa.

    4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.
    No contexto em que está inserido, o trecho sublinhado expressa um tempo em:
    Escolha uma alternativa para a questão 02b7d1b3-74
  • 02ACA444-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Considere a tirinha de Eduardo Arruda, publicada no perfil @eduardobarruda do Instagram em 25.01.2025, para responder à questão. 

    Imagem da questão de Português, da prova de 2025
    Na situação exposta na tirinha, a informação “nem começava” representa
    Escolha uma alternativa para a questão 02aca444-74
  • E55C2965-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura.


    A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.

    Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos.

    Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema.

    O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução.

    A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.

    A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa.

    A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes.

    (www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)
    Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir” (6o parágrafo)


    Sem modificar o sentido da frase, a expressão sublinhada pode ser substituída por
    Escolha uma alternativa para a questão e55c2965-74
  • D194CCD6-74

    Português

    Coesão e coerência
    UEA · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Considere a tirinha de Eduardo Arruda, publicada no perfil @eduardobarruda do Instagram em 25.01.2025, para responder a questão


    Q25-26.png (321×353)

    Na situação exposta na tirinha, a informação “nem começava” representa
    Escolha uma alternativa para a questão d194ccd6-74
  • F605072A-6E

    Português

    Análise sintática
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Q9_15.png (309×405)
    Q9_15_.png (308×537)



    Adaptado de: FARACO, C. A. Apresentação. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
    Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 14, 18, 19 e 20, nesta ordem.
    Escolha uma alternativa para a questão f605072a-6e
  • F5FF8CCA-6E

    Português

    Orações coordenadas sindéticas: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas...
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.

    Q1_8.png (293×565)
    Q1_8_.png (292×224)
    Q1_8__.png (293×565)
    Q1_8___.png (296×209)


    Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhosmas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.
    Acesso em: 25 ago. 2025.
    Assinale a alternativa que apresenta relações de sentido, contextualmente adequadas, no texto, para os nexos de articulação Ou (l. 33), para (l. 45) e Porém (l. 61), nesta ordem.
    Escolha uma alternativa para a questão f5ff8cca-6e
  • 142155D3-69

    Português

    Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...
    Ensino Einstein · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance O cortiço, de Aluísio Azevedo (1857-1913), para responder à questão.

            Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e tragava dois dedos de parati1 “pra cortar a friagem”.

            Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição; para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava- -se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tamoio entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros. [...]

            E o curioso é que quanto mais ia ele caindo nos usos e costumes brasileiros, tanto mais os seus sentidos se apuravam, posto que em detrimento das suas forças físicas. Tinha agora o ouvido menos grosseiro para a música, compreendia até as intenções poéticas dos sertanejos, quando cantam à viola os seus amores infelizes; seus olhos, dantes só voltados para a esperança de tornar à terra, agora, como os olhos de um marujo, que se habituaram aos largos horizontes de céu e mar, já se não revoltavam com a turbulenta luz, selvagem e alegre, do Brasil, e abriam-se amplamente defronte dos maravilhosos despenhadeiros ilimitados e das cordilheiras sem fim, donde, de espaço a espaço, surge um monarca gigante, que o sol veste de ouro e ricas pedrarias refulgentes e as nuvens tocam de alvos turbantes de cambraia2 , num luxo oriental de arábicos príncipes voluptuosos.

    (O cortiço, 2011.)

    1parati: cachaça.
    2cambraia: tecido fino, branco, de algodão.
    Em “quanto mais ia ele caindo nos usos e costumes brasileiros, tanto mais os seus sentidos se apuravam” (3° parágrafo), há duas orações associadas de maneira que
    Escolha uma alternativa para a questão 142155d3-69
  • 02D623B9-D7

    Português

    Sintaxe
    UNICAMP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    O dia em que homens brancos de terno negociaram o futuro dos Indígenas



    Na manhã de segunda-feira, 5 de agosto, o governo brasileiro se preparava para enviar às pressas uma comitiva do Ministério dos Povos Indígenas a Mato Grosso do Sul para monitorar os ataques violentos de ruralistas aos Guarani Kaiowá na região de Douradina. Os mercados financeiros viviam mais um dia de pânico, temendo uma recessão nos Estados Unidos. A crise na Venezuela se arrastava (…). Era mais um dia em que o mundo exibia seu mosaico complexo de muitas urgências e profundas assimetrias. Mas nada seria tão relevante para decidir o futuro do planeta quanto uma audiência, naquela mesma data. Em uma pequena sala no 4º andar do prédio onde ministros definem se leis estão sendo aplicadas de acordo com a Constituição brasileira, homens de gravata iriam discutir com representantes dos povos indígenas se deles seria arrancado o direito às terras ocupadas por seus ancestrais desde antes da colonização. Demarcar terras indígenas é uma medida fundamental para garantir a conservação da Amazônia e de todos os biomas. ___________, decisiva para a existência de toda a humanidade.


    (Adaptado de DELGADO, Malu. Diário de Guerra. Sumaúma, Brasília, 26 ago. 2024. Disponível em https://sumauma.com/marco-temporal-stf-futuro-indigenas-novas-geracoes/. Acesso em 26/09/2024.)

    Diante dos argumentos apresentados ao longo do texto, a lacuna na penúltima linha deve ser preenchida com:
    Escolha uma alternativa para a questão 02d623b9-d7
  • C13B2209-8D

    Português

    Funções morfossintáticas da palavra QUE
    USP · 2024Entre para guardar nos favoritos
        “O que torna possível o surgimento de uma ‘cultura do cancelamento’ é um cenário em que os detentores de poder econômico e/ou político vislumbram a utilização de valores morais como valores de mercado, seja no campo da publicidade, seja no campo da responsabilidade social da empresa.
        O conjunto de valores defendidos pelos movimentos sociais que lutam por reconhecimento e respeito à diversidade tornam-se atributos exigidos por diversas empresas como elemento fundamental nas suas escolhas de investimento.
        Sendo assim, a sanção específica realizada pelos agentes do ‘cancelamento’ procura atingir não a liberdade do sujeito que supostamente ofende valores morais relevantes, que seria o instrumento coercitivo tradicionalmente previsto no direito penal, ou mesmo buscar reparações indenizatórias, instrumento de resposta a atos ilícitos no direito civil, mas sim impedir, restringir ou infligir danos na trajetória econômica e/ou profissional do sujeito ‘cancelado’.
         Nesse contexto, a ‘cultura do cancelamento’ representa um mecanismo de eliminação do mercado, em casos considerados graves, ou, em outros casos, de mera diminuição relativa do capital, de sujeitos ineficientes em fator competitivo específico, como inadequação de valores morais ostentados, por atos e/ou palavras, em determinados ambientes sociais.”


    MARTINS, Tamires de Assis Lima; CORDEIRO, Ana Paula. A cultura do cancelamento: contribuições de um olhar sociológico. Extraprensa, v.15, n. esp., p.39, mai.2022 (Adaptado).
    Em relação aos conectivos sublinhados no texto, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão c13b2209-8d
  • 1AB1D8EB-71

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2024Entre para guardar nos favoritos
    As frases a seguir mostram dois segmentos, separados por uma barra inclinada; assinale a frase em que essa relação não se enquadra entre as relações de diferenças.
    Escolha uma alternativa para a questão 1ab1d8eb-71
  • 1AA1C93A-71

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2024Entre para guardar nos favoritos
    A afirmação a seguir é de um escritor humorista:

    “O aborto é perigoso, porque, se malogra, pode produzir uma criança.”

    Sobre a estrutura e a significação desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta
    Escolha uma alternativa para a questão 1aa1c93a-71
  • 38F72C9E-03

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO 1


    81% dos adolescentes têm dois ou mais fatores de risco para saúde, aponta pesquisa da UFMG e Unifesp


    Q1_8.png (328×433)
    Q_1_8.png (325×392)
    Q__1_8.png (320×121)


    Do HOJE EM DIA - portal@hojeemdia.com.br em 18/07/2024 . Adaptado.
    Assinale a opção cuja correspondência está correta entre o conectivo destacado no enunciado e o sentido denotado.
    Escolha uma alternativa para a questão 38f72c9e-03
  • 5DB0F6A7-D8

    Português

    Coesão e coerência
    ENEM · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    As reações à sétima temporada foram o ápice do último estágio em Game of Thrones. De forma alguma, este que vos fala seria capaz de argumentar que a série é perfeita, mas os defeitos que existem aqui sempre existiram, de uma forma ou de outra, durante os sete anos em que ela esteve no ar. Os dois roteiristas foram brilhantes em traduzir os personagens intrincados e conflituosos da obra de George R. R. Martin, mas nunca souberam exatamente como fazer jus a eles (e especialmente a elas, as mulheres da trama).

    A verdade é que, com tudo isso e mais Ramin Djawadi evocando sentimentos e ambientes improváveis com sua trilha sonora magistral, a série não conseguiria ser ruim nem se tentasse, mas continua sendo uma pena que, ao buscar o seu final com tanta sede e tanta celeridade, Benioff e Weiss tenham tirado sua qualidade mais preciosa: o fôlego, a paciência e o detalhismo que faziam suas palavras se levantarem do papel e ganharem vida.

    Disponível em: https://observatoriodocinema.uol.com.br. Acesso em: 29 nov. 2017 (adaptado).


    Ainda que faça uma avaliação positiva da série, nessa resenha, o autor aponta aspectos negativos da obra ao utilizar
    Escolha uma alternativa para a questão 5db0f6a7-d8
  • 294CC052-7A

    Português

    Coesão e coerência
    UFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão está relacionada ao texto 1.


    Q1_8.png (312×528)
    Q1_8_.png (309×289)
    Q__8__.png (308×73)


    Adaptado de: ASSIS BRASIL, L. A. O pintor de retratos. Porto Alegre: L&PM, 2002.
    Considere as seguintes afirmações sobre os usos de mas (l. 02 e 06).


    I - Funcionam como conjunção que colocam em relação dois segmentos com orientações de sentido distintas.

    II - Mostram que o narrador apresenta o conflito do personagem Sandro entre seu desejo de seguir adiante e o de aceitar o convite do personagem Carducci.

    III- Funcionam como nexo, que, na relação entre segmentos, carregam a ideia de conformidade.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 294cc052-7a
  • 4ABD3A5F-75

    Português

    Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2023Entre para guardar nos favoritos
        O dentista me passou a receita de remédio para ajudar a cicatrizar melhor uma pequena cirurgia. Parei na primeira farmácia. Aliás, uma grande farmácia, pertencente a uma dessas redes. Farmácia se tornou supermercado. A gente entra, recebe cestinha, procura os remédios nas gôndolas. E importamos o costume norte-americano de drugstore. Tem de tudo, de remédios a bolachas, leite em pó, calcinha e sutiãs, refrigerantes. Aguardem: cachorro-quente!
        Pois o jovem que me serviu apanhou a receita, olhou, reolhou e perguntou:

       — O que está escrito aqui?
       — O nome do remédio.
       — Sei, mas qual é o remédio?
       — Você é quem tem de saber.
       — Mas como vou saber, se não entendo a letra?
       — Acho que deve ser... Periogard... Isto? Existe um remédio com esse nome?
       — Vou ver.
       Ele foi. Olhou o que foi possível no P. E voltou.
       — Não temos.
       — Acabou ou está em falta?
       — Está em falta.
       Deixei por isso mesmo e continuei. Parei na próxima. Também o jovem olhou, reolhou, cochichou com outro que deu uma vista na receita.
        — Não temos.
        — Que remédio mesmo é? — É esse que está escrito aí. — Sei. Mas não entendo letra de médico.     — Nem eu. Por que não escreveu à máquina?
      Continuei mais um pouco, mas desisti. E fui para casa, pensando naqueles tempos em que o farmacêutico lia qualquer letra. E os médicos pareciam fazer de propósito aqueles garranchos, para colocar à prova o pobre boticário. Que, por sua vez, não dava o braço a torcer. Olhava, e sabia o medicamento. Pode ser que muita gente tenha tomado aquilo que o farmacêutico entendeu e que nem sempre correspondia ao prescrito. Mas, era batata, não falhava. Em Araraquara, de vez em quando, a professora apanhava a prova de um aluno:
          — Que letrinha, hein? Vai ser médico? O que pensa? Que o professor é farmacêutico?
        Eram duas castas bem estabelecidas. Os médicos com as letras ruins e os farmacêuticos que decifravam tudo, champolions1 dedicados. Muitas vezes imaginei que houvesse um conluio, principalmente quando se deixava a receita para aviar2 . Na calada da noite, o farmacêutico batendo à porta do médico e pedindo: “Socorro, doutor. Pode me decifrar as receitas de hoje?” E lá ficavam os dois, labutando.
       Hoje, médicos usam computadores. E as farmácias têm tantos, mas tantos remédios, que é impossível se guardar o nome de todos. Há pilhas de listas, grossíssimas. Ou o povo anda muito doente ou o melhor negócio do mundo é montar um laboratório e em seguida uma farmácia.

    (Ignácio de Loyola Brandão. Crônicas para ler na escola, 2010.)

    1     champolion: Jean-François Champollion, principal responsável pela decifração dos hieróglifos egípcios.

    2    aviar: preparar um medicamento segundo uma prescrição.
    Em “E os médicos pareciam fazer de propósito aqueles garranchos, para colocar à prova o pobre boticário.” (20º parágrafo), o termo sublinhado introduz uma oração que expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 4abd3a5f-75
  • CA0F75E9-75

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2023Entre para guardar nos favoritos
    Para responder às questões de 02 a 06, leia a crônica “Médicos e monstros”, de Moacyr Scliar, publicada originalmente no jornal Zero Hora, em 20.08.1997.


       Sentenças judiciais nem sempre têm sido muito felizes no que diz respeito aos direitos humanos, mas este 20 de agosto marca o quinquagésimo aniversário de uma decisão jurídica que se tornaria um marco não apenas na história da justiça como na da ética médica. Naquela data o Tribunal de Nuremberg condenou 23 médicos nazistas por participação em atividades de genocídio.

        O número não chega a ser impressionante. E os réus eram, na verdade, figuras secundárias. Ali não estava, por exemplo, Adolf Eichmann, que injetava corante nos olhos de crianças para torná-los arianamente azuis, ou que matou uma criança com suas próprias mãos para confirmar o diagnóstico de tuberculose, posto em dúvida por colegas. Como outros, ele tinha escapado — para ser alcançado depois pelo longo braço da justiça israelense.

         Importante, contudo, foi a sentença. Porque, anexo a ela, estava um documento que depois se tornaria conhecido como o Código de Nuremberg. Em sua defesa, os médicos nazis haviam alegado que estavam agindo em nome da ciência; para evitar que essa afrontosa alegação servisse de desculpa em crimes posteriores, o Código de Nuremberg estabeleceu vários princípios. Que hoje nos parecem óbvios: um experimento médico só pode ser feito com o consentimento da pessoa; deve proporcionar resultados que beneficiem a humanidade; deve evitar qualquer sofrimento. Que os doutores nazistas tenham violado princípios tão básicos mostra a que ponto chegaram em sua degradação. Mas não só eles, obviamente; em Tuskegee, no Alabama, médicos deixaram de usar a penicilina em pacientes negros com sífilis para observar como evoluiria a doença não tratada (um conhecimento, diga-se de passagem, há muito registrado nos manuais clínicos).

        Robert Louis Stevenson criou as figuras de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, o médico e o monstro, para simbolizar o antagonismo entre o bem e o mal. Nos doutores nazistas esse antagonismo desapareceu: eram médicos e eram monstros. Diante da enorme quantidade de pessoas indefesas, a medicina optou pela extrema crueldade das experiências sem sentido, da tortura impiedosa, das câmaras de gás. Uma experiência que os médicos da ditadura, por exemplo, herdaram e que praticaram — inclusive aqui no Brasil — até há muito pouco tempo.

        Cinquenta anos depois da sentença do Tribunal de Nuremberg, é necessário lembrar, ainda uma vez, que a medicina surgiu, única e exclusivamente, para ajudar o ser humano. Qualquer ser humano.

    (Moacyr Scliar. A nossa frágil condição humana, 2017.)
    Em “Importante, contudo, foi a sentença.” (3o parágrafo), o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão ca0f75e9-75
  • D3171040-74

    Português

    Orações subordinadas adverbiais: Causal, Comparativa, Consecutiva, Concessiva, Condicional...
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2023Entre para guardar nos favoritos
    Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

            Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

            A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

            Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

    (Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
    “Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro.” (3° parágrafo)

    Em relação à oração que a antecede, a oração sublinhada expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão d3171040-74