Questões do ENEM: Linguagens e Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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5.815 questões encontradas. Mostrando a página 114 de 291.

  • C80AC1F6-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto II para responder a questão.

    Texto II

    Marketing sonhático

    Produtos com ingredientes orgânicos e fabricados respeitando as tradições locais tendem a ganhar pontos. Por isso, um número crescente de empresas exagera um tantinho na hora de se "vender". A fabricante carioca de sucos Do Bem, criada em 2007, publica verdadeiros manifestos em suas caixinhas.

    A Do Bem não usa açúcar, corantes ou conservantes para fazer uma "bebida verdadeira". Um desses manifestos diz que suas laranjas, "colhidas fresquinhas todos os dias, vêm da fazenda do senhor Francesco do interior de São Paulo, um esconderijo tão secreto que nem o Capitão Nascimento poderia descobrir".

    Os sucos custam cerca de 10% mais do que os da concorrência. Mas as laranjas não são tão especiais assim. Na verdade, quem fornece o suco para a Do Bem não é seu Francesco, que jamais existiu, mas empresas como a Brasil Citrus, que vende o mesmo produto para as marcas próprias de supermercados.

    Em nota, a empresa disse que não comenta a política de fornecedores e que o personagem Francesco é "inspirado em pessoas reais". Até grandes empresas estão enveredando para esse marketing mais, digamos, sonhático. A Coca-Cola, por exemplo, lançou em 2011 no Brasil um suco chamado Limão & Nada. 

    A promessa, a julgar pelo nome, era que aquele fosse um suco natural de limão. Mas a bebida tinha outros ingredientes na formulação, açúcar entre eles, e acabou saindo de linha no ano passado [2013]. A Coca-Cola diz, em nota, que os ingredientes eram informados na embalagem e que o nome não pretendia confundir o consumidor.

    Nos Estados Unidos, uma reportagem desmascarou dezenas de destilarias de uísque ditas artesanais. Algumas delas, criadas há poucos anos, vendiam bebidas envelhecidas 15 anos, o que chamou a atenção de consumidores mais desconfiados. Descobriu-se que mais de 40 marcas compravam uísque de um mesmo fornecedor, a fábrica MGP, uma das maiores do país, localizada no estado de Indiana.

    Entre as desmascaradas está a Breaker Bourbon, que afirmava produzir sua bebida numa destilaria nas montanhas douradas da costa californiana. "Todo mundo tem uma história boa e verdadeira para contar. As empresas não precisam ser desonestas com seus clientes", diz Mauricio Mota, sócio da agência de conteúdo The Alchemists.

    Para o publicitário Washington Olivetto, presidente da WMcCann, que ajudou na criação da Diletto, "um lindo produto merece uma linda história". Se a história for verdadeira, tanto melhor.

    Fonte: Adaptado de: Leal, Ana Luiza. Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira.
    Revista Exame, 23/10/14.
    Acesso em: 23/10/17.
    Disponível em: https://exame.abril.com.br/revista-exame/marketing-ou-mentira/
    O trecho "Entre as desmascaradas está a Breaker Bourboun" faz referência a:
    Escolha uma alternativa para a questão c80ac1f6-b6
  • C8071D3A-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto II para responder a questão.

    Texto II

    Marketing sonhático

    Produtos com ingredientes orgânicos e fabricados respeitando as tradições locais tendem a ganhar pontos. Por isso, um número crescente de empresas exagera um tantinho na hora de se "vender". A fabricante carioca de sucos Do Bem, criada em 2007, publica verdadeiros manifestos em suas caixinhas.

    A Do Bem não usa açúcar, corantes ou conservantes para fazer uma "bebida verdadeira". Um desses manifestos diz que suas laranjas, "colhidas fresquinhas todos os dias, vêm da fazenda do senhor Francesco do interior de São Paulo, um esconderijo tão secreto que nem o Capitão Nascimento poderia descobrir".

    Os sucos custam cerca de 10% mais do que os da concorrência. Mas as laranjas não são tão especiais assim. Na verdade, quem fornece o suco para a Do Bem não é seu Francesco, que jamais existiu, mas empresas como a Brasil Citrus, que vende o mesmo produto para as marcas próprias de supermercados.

    Em nota, a empresa disse que não comenta a política de fornecedores e que o personagem Francesco é "inspirado em pessoas reais". Até grandes empresas estão enveredando para esse marketing mais, digamos, sonhático. A Coca-Cola, por exemplo, lançou em 2011 no Brasil um suco chamado Limão & Nada. 

    A promessa, a julgar pelo nome, era que aquele fosse um suco natural de limão. Mas a bebida tinha outros ingredientes na formulação, açúcar entre eles, e acabou saindo de linha no ano passado [2013]. A Coca-Cola diz, em nota, que os ingredientes eram informados na embalagem e que o nome não pretendia confundir o consumidor.

    Nos Estados Unidos, uma reportagem desmascarou dezenas de destilarias de uísque ditas artesanais. Algumas delas, criadas há poucos anos, vendiam bebidas envelhecidas 15 anos, o que chamou a atenção de consumidores mais desconfiados. Descobriu-se que mais de 40 marcas compravam uísque de um mesmo fornecedor, a fábrica MGP, uma das maiores do país, localizada no estado de Indiana.

    Entre as desmascaradas está a Breaker Bourbon, que afirmava produzir sua bebida numa destilaria nas montanhas douradas da costa californiana. "Todo mundo tem uma história boa e verdadeira para contar. As empresas não precisam ser desonestas com seus clientes", diz Mauricio Mota, sócio da agência de conteúdo The Alchemists.

    Para o publicitário Washington Olivetto, presidente da WMcCann, que ajudou na criação da Diletto, "um lindo produto merece uma linda história". Se a história for verdadeira, tanto melhor.

    Fonte: Adaptado de: Leal, Ana Luiza. Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira.
    Revista Exame, 23/10/14.
    Acesso em: 23/10/17.
    Disponível em: https://exame.abril.com.br/revista-exame/marketing-ou-mentira/
    Em relação ao termo sonhático, utilizado na frase "Até grandes empresas estão enveredando para esse marketing mais, digamos, sonhático", é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão c8071d3a-b6
  • C80343CA-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto II para responder a questão.

    Texto II

    Marketing sonhático

    Produtos com ingredientes orgânicos e fabricados respeitando as tradições locais tendem a ganhar pontos. Por isso, um número crescente de empresas exagera um tantinho na hora de se "vender". A fabricante carioca de sucos Do Bem, criada em 2007, publica verdadeiros manifestos em suas caixinhas.

    A Do Bem não usa açúcar, corantes ou conservantes para fazer uma "bebida verdadeira". Um desses manifestos diz que suas laranjas, "colhidas fresquinhas todos os dias, vêm da fazenda do senhor Francesco do interior de São Paulo, um esconderijo tão secreto que nem o Capitão Nascimento poderia descobrir".

    Os sucos custam cerca de 10% mais do que os da concorrência. Mas as laranjas não são tão especiais assim. Na verdade, quem fornece o suco para a Do Bem não é seu Francesco, que jamais existiu, mas empresas como a Brasil Citrus, que vende o mesmo produto para as marcas próprias de supermercados.

    Em nota, a empresa disse que não comenta a política de fornecedores e que o personagem Francesco é "inspirado em pessoas reais". Até grandes empresas estão enveredando para esse marketing mais, digamos, sonhático. A Coca-Cola, por exemplo, lançou em 2011 no Brasil um suco chamado Limão & Nada. 

    A promessa, a julgar pelo nome, era que aquele fosse um suco natural de limão. Mas a bebida tinha outros ingredientes na formulação, açúcar entre eles, e acabou saindo de linha no ano passado [2013]. A Coca-Cola diz, em nota, que os ingredientes eram informados na embalagem e que o nome não pretendia confundir o consumidor.

    Nos Estados Unidos, uma reportagem desmascarou dezenas de destilarias de uísque ditas artesanais. Algumas delas, criadas há poucos anos, vendiam bebidas envelhecidas 15 anos, o que chamou a atenção de consumidores mais desconfiados. Descobriu-se que mais de 40 marcas compravam uísque de um mesmo fornecedor, a fábrica MGP, uma das maiores do país, localizada no estado de Indiana.

    Entre as desmascaradas está a Breaker Bourbon, que afirmava produzir sua bebida numa destilaria nas montanhas douradas da costa californiana. "Todo mundo tem uma história boa e verdadeira para contar. As empresas não precisam ser desonestas com seus clientes", diz Mauricio Mota, sócio da agência de conteúdo The Alchemists.

    Para o publicitário Washington Olivetto, presidente da WMcCann, que ajudou na criação da Diletto, "um lindo produto merece uma linda história". Se a história for verdadeira, tanto melhor.

    Fonte: Adaptado de: Leal, Ana Luiza. Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira.
    Revista Exame, 23/10/14.
    Acesso em: 23/10/17.
    Disponível em: https://exame.abril.com.br/revista-exame/marketing-ou-mentira/
    Com base na leitura do texto II, é correto concluir que:
    Escolha uma alternativa para a questão c80343ca-b6
  • A7EBB650-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o seguinte fragmento de O filho eterno, de Cristovão Tezza:

    É, talvez, ele refletirá logo depois, ainda em pânico, dando corda à sua rara vocação dramática, que agora lhe toma por inteiro, a pior sensação imaginável na vida – quase a mesma sensação terrível do momento em que o filho se revelou ao mundo, da qual ele jamais se recuperará completamente, repete-se agora ao espelho, com intensidade semelhante, mas não se trata mais do acaso.

    TEZZA, Cristovão. O filho eterno. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 94.

    Marque a alternativa CORRETA que expressa o momento no qual o narrador descobre a dependência que sentia pelo filho.
    Escolha uma alternativa para a questão a7ebb650-b6
  • A7E809BB-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema e as afirmativas a seguir.

    O filho do século


    Nunca mais andarei de bicicleta

    Nem conversarei no portão

    Com meninas de cabelos cacheados

    Adeus valsa "Danúbio Azul"

    Adeus tardes preguiçosas

    Adeus cheiros do mundo sambas

    Adeus puro amor

    Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem

    Não tenho forças para gritar um grande grito

    Cairei no chão do século vinte

    Aguardem-me lá fora

    As multidões famintas justiceiras

    Sujeitos com gases venenosos

    É a hora das barricadas

    É a hora da fuzilamento, da raiva maior

    Os vivos pedem vingança

    Os mortos minerais vegetais pedem vingança

    É a hora do protesto geral

    É a hora dos vôos destruidores

    É a hora das barricadas, dos fuzilamentos

    Fomes desejos ânsias sonhos perdidos, M

    Misérias de todos os países uni-vos

    Fogem a galope os anjos-aviões

    Carregando o cálice da esperança

    Tempo espaço firmes porque me abandonastes.


    MENDES, Murilo. O Visionário. In: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 239-240.


    I. Pode-se dizer que o poema apresenta dois momentos distintos: o primeiro se refere à época anterior à chegada do novo século e o segundo, ao século XX.

    II. Todas as situações mencionadas no poema evocam um mundo em que a vida é simples e prazerosa, parecendo ser proveniente da inocência e da ingenuidade.

    III. O novo século é caracterizado ao longo do poema pela dor, pelo sofrimento, pela violência e pela morte e desmonta-se em cenas de desesperança.

    IV. No verso “Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem” representa-se a descrença espiritual ou o abandono da religião, já que a fé de nada adianta, considerando a realidade que se impõe.


    Marque a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão a7e809bb-b6
  • A7E4E846-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o excerto a seguir.


    O grande e o pequeno

        Todo o caso de amor tem sempre um grande e um pequeno. Essa não é uma ideia original, apenas uma adaptação da frase: “a chaque deux amoureux il y a toujours celui que aime et celui que se laisse aimer”. O pequeno ama, o grande se deixa amar, o grande fala, o pequeno escuta, o grande discorda, o pequeno concorda, o pequeno se preocupa, o grande divaga, o grande se atrasa, o pequeno se antecipa, o pequeno teme, o grande ameaça, o grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo.

        Às vezes o grande é um homem, às vezes é uma mulher. O grande pode ser o mais bonito e pode não ser. O pequeno pode ser o mais sensível, mas nem sempre é assim. Muitas vezes o grande é o mais esperto mas o pequeno também pode ser espertíssimo. Depende do caso. Ninguém descobriu até hoje nenhuma regra que permita determinar quem é o grande e quem é o pequeno de um casal. É necessária uma observação um pouco mais atenta. Numa festa, por exemplo, não é difícil identificar qual é qual. Geralmente o pequeno está torcendo para que a festa seja boa, principalmente se foi ele que sugeriu o programa. O grande se comportará de maneira mais blasé até se deixar embriagar pela música, pela bebida ou pelo ambiente, quando então ficará muito, mas muito mais entusiasmado do que o pequeno. O grande não se preocupa em conhecer pessoas, as pessoas é que sempre se aproximam dele, pelo menos na concepção do pequeno, mas mesmo que o pequeno atraia qualquer atenção, o fato vai passar desapercebido pelo grande. O pequeno evita o silêncio porque tem certeza de que a culpa é dele. Por isso tem sempre guardados na cabeça assuntos vários que possam ser úteis em diversas ocasiões. Mas se preocupa sempre em encaixá-los no momento mais apropriado, com cuidado, claro, para não perder a espontaneidade.

       A  calça nova do pequeno dificilmente lhe cai tão bem quanto a do grande, assim como o cabelo do grande sempre está melhor do que o pequeno, ainda que o resto do mundo pense exatamente o contrário. Mesmo que o pequeno dance bem, o grande sempre dançará melhor. O grande não é bom de decorar letras de músicas mas o pequeno sabe muitas decoradas, principalmente as mais românticas. O pequeno geralmente se comove com a lua calado enquanto o grande aponta, olha só que lua. No final da festa é sempre o pequeno que quer ir embora, a não ser que a festa seja ruim, neste caso o grande quis e eles já foram há muito tempo. Na saída, o pequeno sempre tem uma promessa nervosa e oculta para o resto da noite enquanto o grande se despede dos amigos displicentemente. Em casa, o pequeno faz tudo pra agradar, é macho, é gueixa, é incansável, e, se tocar o coração do grande, ainda deve comemorar com mais uma dose antes de cair no sono. No dia seguinte o pequeno estará inevitavelmente preocupado: será que eu fiz tudo certo? Será que eu devia ter dito aquilo? Por que será que toda vez sou eu que beijo primeiro? E provavelmente vai procurar o grande urgentemente apesar de ter se prometido que jamais faria isso.

        Não precisa nem ser um caso de amor. Mesmo entre dois irmãos, dois amigos, dois o que seja, sempre haverá um que quer mais e outro que quer menos, o generoso e o pedinte, o fascinante e o fascinado. O grande e o pequeno podem ser de qualquer espécie, inclusive bichos, com exceção dos gatos que são todos grandes.


    FALCÃO, Adriana. O doido da garrafa. São Paulo: Planeta, 2003, p. 11-13.


    Em relação ao excerto, marque a alternativa CORRETA. 

    Escolha uma alternativa para a questão a7e4e846-b6
  • A7E136FC-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto que se segue:

    Dialogando com o público leitor

    – Boa tarde, o senhor me desculpe eu estar interrompendo sua leitura, mas é só um minutinho.
    – Ah, pois não.
    – É o seguinte, não é o senhor que é o escritor? O menino ali me disse que o senhor é o escritor.
    – Bem, não sei se sou o escritor. Mas sou um escritor, sou, sim.
    – Madalena, venha cá, é ele! Madalena! Chame Rosalvo e os meninos, é ele?
    – O que foi que houve?
    – Madalena é minha esposa, ela estava com vergonha de perguntar se era o senhor mesmo o escritor.
    Ela me disse que já tinha ouvido muito falar no senhor. E Rosalvo é meu cunhado, que conhece sua obra, é gente boa.
    – Sim, eu...
    – Não vou interromper nada, pode ficar descansado, o senhor pode continuar com sua leitura.
    – Eu...
    – Madalena, é ele mesmo! Você tinha razão, é ele. É boa gente, você sabe? Estamos aqui numa prosa ótima, ele é a simplicidade em pessoa. Olha aí, Rosalvo, é ele. Pode sentar, rapaz, ele não morde, háhá!
    – Muito prazer, dá licença.
    – Eu...
    – Meu nome é Rosalvo Luiz da Anunciação Pereira, mas eu costumo assinar apenas Anunciação Pereira.
    – Ah, sim, interessante.
    – Admiro muito sua obra, O Sargento de Milícias.
    – Mas não fui eu quem escreveu esse, foi outro. Bem que podia ter sido eu, mas não fui eu.
    – Ah, então o senhor não é autor do “Sargento”?
    – Sou, mas de outro sargento, o Sargento Getúlio.

    RIBEIRO, João Ubaldo. Contos e crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010, p. 59-63.

    Assinale a alternativa CORRETA em relação ao texto lido.
    Escolha uma alternativa para a questão a7e136fc-b6
  • A7DDF2C4-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia atentamente a tirinha e as afirmativas a seguir.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2018, Interpretação de Textos

    WALKER, Greg Mort. Recruta Zero. O Estado de São Paulo. São Paulo, 11 mar. 2010 


    I. O uso do termo para determinar salva-vidas em oposição àquele utilizado por Quindim contribui para a construção do efeito de humor da tira.

    II. O jogo linguístico de que fazem uso na tira só se concretiza pela exploração das diferentes funções dos artigos indefinido e definido.

    III. A jovem da tira não está interessada em Quindim, visto que já conta com o próprio namorado para salvá-la.


    Marque a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão a7ddf2c4-b6
  • A7DA27DF-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia atentamente o poema a seguir.

    TRISTE HORIZONTE

    Por que não vais a Belo Horizonte? a saudade cicia
    e continua branda: Volta lá.
    Tudo é belo e cantante na coleção de perfumes
    das avenidas que levam ao amor,
    nos espelhos de luz e penumbra onde se projetam
    os puros jogos de viver.
    Anda! Volta lá, volta já.

    E eu respondo, carrancudo: Não.
    Não voltarei para ver o que não merece ser visto,
    o que merece ser esquecido, se revogado não pode ser.
    Não o passado cor-de-cores fantásticas,
    Belo Horizonte sorrindo púbere núbil sensual sem malícia,
    lugar de ler os clássicos e amar as artes novas,
    lugar muito especial pela graça do clima
    e pelo gosto, que não tem preço,
    de falar mal do Governo no lendário Bar do Ponto.
    Cidade aberta aos estudantes do mundo inteiro, inclusive Alagoas,
    "maravilha de milhares de brilhos vidrilhos"
    mariodeandrademente celebrada.
    Não, Mário, Belo Horizonte não era uma tolice como as outras.
    Era uma provinciana saudável, de carnes leves pesseguíneas.
    Era um remanso, era um remanso
    para fugir às partes agitadas do Brasil
    sorrindo do Rio de Janeiro e de São Paulo: tão prafentrex, as duas!
    e nós lá: macio-amesendados
    na calma e na verde brisa irônica. . .

    Esquecer, quero esquecer é a brutal Belo Horizonte
    que se empavonava sobre o corpo crucificado da primeira.
    Quero não saber da traição de seus santos.
    Eles a protegiam, agora protegem-se a si mesmos.
    São José, no centro mesmo da cidade, explora estacionamento de automóveis.
    São José dendroclasta não deixa de pé sequer um pé-de-pau
    onde amarrar o burrinho numa parada no caminho do Egito.
    São José vai entrar feio no comércio de imóveis,
    vendendo seus jardins reservados a Deus.
    São Pedro instala supermercado.
    Nossa Senhora das Dores,
    amizade da gente na Floresta,
    (vi crescer sua igreja à sombra do Padre Artur)
    abre caderneta de poupança,
    lojas de acessórios para carros,
    papelaria, aviários, pães-de-queijo.

    Terão endoidecido esses meus santos
    e a dolorida mãe de Deus?
    Ou foi em nome deles que pastores
    deixam de pastorear para faturar?
    Não escutem a voz de Jeremias
    (e é o Senhor que fala por sua boa de vergasta):
    "Eu vos introduzi numa terra fértil,
    e depois de lá entrardes a profanastes.
    Ai dos pastores que perdem e despedaçam
    o rebanho de minha pastagem!
    Eis que os visitarei para castigar a esperteza de seus desígnios".

    Fujo
    da ignóbil visão de tendas obstruindo as alamedas do Senhor.
    Tento fugir da própria cidade, reconfortar-me
    em seu austero píncaro serrano.
    De lá verei uma longínqua, purificada Belo Horizonte
    sem escutar os rumos dos negócios abafando a litania dos fiéis.
    Lá o imenso azul desenha ainda as mensagens
    de esperança nos homens pacificados - os doces mineiros
    que teimam em existir no caos e no tráfico.
    Em vão tento a escalada.
    Cassetetes e revólveres me barram
    a subida que era alegria dominical de minha gente.
    Proibido escalar. Proibido sentir
    o ar de liberdade destes cimos,
    proibido viver a selvagem intimidade destas pedras
    que se vão desfazendo em forma de dinheiro.
    Esta serra tem dono. Não mais a natureza
    a governa. Desfaz-se, com o minério
    uma antiga aliança , um rito da cidade. Desiste ou leva bala. Encurralado todos,
    a Serra do Curral, os moradores
    cá embaixo. Jeremias me avisa:
    "Foi assolada toda a serra; de improviso
    derrubaram minhas tendas, abateram meus pavilhões.
    Vi os montes, e eis que tremiam.
    E todos os outeiros estremeciam.
    Olhei a terra, e eis que estava vazia,
    sem nada nada nada".

    Sossega minha saudade. Não me cicies outra vez
    o impróprio convite.
    Não quero mais, não quero ver-te,
    meu Triste Horizonte e destroçado amor.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. “Triste horizonte”. In: Estado de Minas, 2o caderno, p. 1, 15 ago. 1976.

    Em relação ao poema, analise as assertivas a seguir.

    I. Carlos Drummond de Andrade lamenta as perdas sofridas e anseia esquecer as discrepâncias entre a cidade de que se lembra afetivamente e a que se ergue diante de seu olhar.
    II. Pode-se dizer que o pacato e o efêmero, a tradição e a modernidade são contradições que foram registradas por Carlos Drummond de Andrade.
    III. O receio de Carlos Drummond de Andrade em retornar a Belo Horizonte se relaciona à inconformidade com as transformações que atravessaram a cidade.
    IV. Carlos Drummond de Andrade demonstra um receio de aceitar o convite de seu alterego de retornar à cidade de Belo Horizonte.

    Marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a7da27df-b6
  • A7D74BA1-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia atentamente o poema que se segue.


    BUSCANDO A CRISTO


    A vós correndo vou, braços sagrados,

    Nessa cruz sacrossanta descobertos

    Que, para receber-me, estais abertos,

    E, por não castigar-me, estais cravados.


    A vós, divinos olhos, eclipsados

    De tanto sangue e lágrimas abertos,

    Pois, para perdoar-me, estais despertos,

    E, por não condenar-me, estais fechados.


    A vós, pregados pés, por não deixar-me,

    A vós, sangue vertido, para ungir-me,

    A vós, cabeça baixa, p'ra chamar-me.


    A vós, lado patente, quero unir-me,

    A vós, cravos preciosos, quero atar-me,

    Para ficar unido, atado e firme.


    MATOS, Gregório de. In: WISNIK, José Miguel (org.). Gregório de Matos: poemas escolhidos. São Paulo: Círculo do Livro/Cultrix, s.d., p. 282.


    Marque a alternativa CORRETA que melhor expressa o desejo do eu lírico no último terceto.

    Escolha uma alternativa para a questão a7d74ba1-b6
  • A7CBC368-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o seguinte soneto.

    RECORDO AINDA...

    Recordo ainda... e nada mais me importa...

    Aqueles dias de uma luz tão mansa

    Que me deixavam, sempre, de lembrança,

    Algum brinquedo novo à minha porta...


    Mas veio um vento de Desesperança

    Soprando cinzas pela noite morta!

    E eu pendurei na galharia torta

    Todos os meus brinquedos de criança...


    Estrada afora após segui... Mas, aí,

    Embora idade e senso eu aparente

    Não vos iludais o velho que aqui vai:


    Eu quero os meus brinquedos novamente!

    Sou um pobre menino... acreditai!...

    Que envelheceu, um dia, de repente!...


    QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. São Paulo: Moderna, 2003, p. 42.


    Marque a alternativa que identifica CORRETAMENTE o eu lírico do soneto.

    Escolha uma alternativa para a questão a7cbc368-b6
  • A7C4408B-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia atentamente o texto apresentados a seguir.

    TEXTO 1
    Saudosa Maloca

    Se o senhor não tá lembrado
    Dá licença de contá
    Que acá onde agora está
    Esse adifício arto
    Era uma casa véia
    Um palacete assobradado

    Foi aqui seu moço
    Que eu, Mato Grosso e o Joca
    Construímos nossa maloca
    Mas um dia, nós nem pode se alembrá
    Veio os homis c'as ferramentas
    O dono mandô derrubá

    Peguemos todas nossas coisas
    E fumos pro meio da rua
    Apreciá a demolição
    Que tristeza que nós sentia
    Cada táuba que caía
    Doía no coração

    Mato Grosso quis gritá
    Mas em cima eu falei:
    Os homis tá cá razão
    Nós arranja outro lugar
    Só se conformemo quando o Joca falou:
    "Deus dá o frio conforme o cobertor"

    E hoje nós pega páia nas gramas do jardim
    E prá esquecê, nós cantemos assim:
    Saudosa maloca, maloca querida
    Dim-dim donde nós passemos os dias feliz de nossa vida
    Saudosa maloca, maloca querida
    Dim-dim donde nós passemos os dias feliz de nossas vidas.

    BARBOSA, Adoniran. Saudosa maloca. Disponível em: <http://m.letras.mus.br/adoniranbarbosa> . Acesso em: 17 abr. 2018.


    Analise as seguintes proposições a respeito do texto I.
    I. A canção trata do processo de urbanização dos grandes centros urbanos que transforma as casas em edifícios.
    II. A canção trata de três homens expulsos da casa abandonada que haviam invadido porque em seu lugar será construído um edifício.
    III. A canção tematiza a moradia, mas pelo lado daqueles que não a possuem.

    Marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a7c4408b-b6
  • 72ED7370-B5

    Português

    Interpretação de Textos
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    Leia os TEXTOS 01 e 02, "O grito" e "Gueto‖, da obra Textos Urbanos, de Toni Vargas, e responda ao que se pede. 



    TEXTO 01


    O Grito


    Uma voz se levanta do silêncio e quebra a hipnose coletiva

    Na verdade é um grito de basta de ódio

    Ele nasceu fraco nos quilombos

    Foi gerado nas senzalas em ventres humilhados

    Tentaram abortá-lo, secá-lo na garganta

    Mas o grito se impôs à morte e, devagar, foi tateando a vida

    Ele cresceu franzino nos cortiços, correu nas palafitas, nas favelas

    E encontrou eco nas bocas vazias, sem dentes

    Embriagou-se nos prostíbulos, viciou-se nas prisões

    E conheceu o medo nas salas de tortura

    Arriscou-se em plena rua, em passeatas,

    E corajoso soou mais alto que os tiros

    Invadiu palácios, subiu em palanques e falou versos de mangue ao mais seleto público

    Entrou nas casas, acordou pessoas e, pela mão, levou-as aos comícios

    Fortificou-se nos hospícios bebendo a valentia dos dementes

    E aí ganhou o espaço e, como um braço, desceu sobre os ouvidos

    Agora ninguém mais desconhece o grito

    Só aqueles que por polidez não gritam

    E quando a dor é grande, quando a fome atrofia todos os sentidos

    O povo todo dá as mãos na rua aos gritos

    E os donos do povo se assustam e fazem leis para proibir o grito


    E ensinam as crianças bem pequenas 

    Mas como eu, existem outros adeptos do grito

    Ensinando o contrário às criancinhas

    Que gritam juntas e felizes nas pracinhas

    Reivindicando espaço e pirulitos 




    TEXTO 02



    Gueto



    O Brasil é um imenso gueto

    O Brasil é um gueto continental

    No Brasil, Portugais e Áfricas

    E o mundo inteiro toca berimbau

    O Brasil é um moleque de rua,

    Maluco de cola, que embola geral

    Ameaça de caco de vidro do subnutrido

    Fera de sinal

    É o não do seu dedo medroso

    O desprezo asqueroso, o finge que não vê

    O alívio do sinal abrindo, o medo vai fugindo

    Mas sobra você

    Muito pouco, enfim, quase nada

    Virando piada, tão fora do tom

    Esbarrando na idiotice, correndo na rua atrás de Pokémon

    Caçador de nada, cidadão de merda

    O Brasil é sede, o Brasil que pede nos sinais do mundo

    Prometendo praia, prometendo carnaval...

    O Brasil é um grande gueto

    O Brasil é um gueto CONTINENTAL.


    Marque a opção INADEQUADA, em relação à poética de Toni Vargas, em Textos Urbanos.

    Escolha uma alternativa para a questão 72ed7370-b5
  • 72CF10FC-B5

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
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    Leia o TEXTO 04 e responda à questão.

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.

    Sobre o TEXTO 04, só NÃO podemos afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 72cf10fc-b5
  • 72C982DB-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o TEXTO 03 e responda à questão.

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos

    (Disponível em http://arteemanhasdalingua.blogspot.com/2014/11/calvin-e-o-poder-da-midia.html.Acesso em: 24/09/2018) 

    Marque a opção em que o trecho do TEXTO 01 NÃO dialoga com o segundo quadrinho da tirinha (TEXTO 03).
    Escolha uma alternativa para a questão 72c982db-b5
  • 72C00A9B-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos

    TEXTO 2

    (Disponível em: : <https://www.google.com.br/search?q=propaganda+agro+%C3%A 9+tudo &tbm=isch & source =iu&ictx=1

    &fir=fxQCyTk7ucz8KM%253A%252CHf8drWD5nfz8VM%252C_&usg=AI4>- Acesso em: 17/09/2018 ) 

    Marque a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 72c00a9b-b5
  • 72B6F271-B5

    Português

    Coesão e coerência
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Figura 1 de 2 da questão de Português, IFN-MG 2018, Coesão e coerência

    Figura 2 de 2 da questão de Português, IFN-MG 2018, Coesão e coerência

    Leia o trecho do TEXTO 01.
    ''Além disso, os 26 grupos pesquisados possuem negócios em mais de um tipo de mídia, o que configura a propriedade cruzada dos meios de comunicação, uma das formas mais graves de controle monopólico do setor'' (Linhas 17 a 20)

    Sobre o termo em destaque no trecho, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 72b6f271-b5
  • 72B23605-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Figura 1 de 2 da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos

    Leia o trecho do TEXTO 01:
    ''Conhecendo melhor os interesses empresariais da mídia brasileira, é fundamental questionar: qual é a participação dos grupos com negócios imobiliários na produção do atual modelo de urbanização corporativa e mercantilização do espaço urbano? Que informações são dadas sobre a reforma agrária, o uso de agrotóxicos e a agricultura familiar, já que foram identificados tantos vínculos com o agronegócio? Que soluções para a educação pública são apresentadas nas pautas de veículos com investimentos na educação privada? Que política econômica os grupos com negócios no mercado financeiro defendem?'' (Linhas 108 a 113)

    Considerando as indagações que fecham o TEXTO 01, só NÃO podemos inferir que:
    Escolha uma alternativa para a questão 72b23605-b5
  • 72AE233D-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Figura 1 de 2 da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos

    Sobre as relações mídia/saúde e mídia/educação, é correto afirmar que o TEXTO 01:
    Escolha uma alternativa para a questão 72ae233d-b5