Questões do ENEM: Linguagens e Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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Resultados

5.815 questões encontradas. Mostrando a página 152 de 291.

  • 0ED52384-B4

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO III

    SOMOS TODOS CANALHAS

    Imagem da questão de Português, IF-MT 2017, Interpretação de Textos

    (Adaptação Somos Todos Canalhas, BARROS FILHO, Clóvis de. 2016)

    O texto III apresenta diversas conceituações acerca do que sejam valores para a sociedade atual. Entre elas, NÃO se encontra a definição de valores como:
    Escolha uma alternativa para a questão 0ed52384-b4
  • 0ED13A9E-B4

    Português

    Artigos
    IF-MT · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO II:

    Imagem da questão de Português, IF-MT 2017, Artigos

         Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho. Acessado em mar.2017)

    Sobre a tirinha anterior, produzida em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 0ed13a9e-b4
  • 0EC6FDC1-B4

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I:

    Imagem da questão de Português, IF-MT 2017, Interpretação de Textos

    (Disponível em: https://www.litera.com.br. Acessado em mar.2017)


    A QUESTÃO REFERE-SE AO TEXTO I

    Sobre a escola literária mencionada no texto acima, NÃO se pode afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 0ec6fdc1-b4
  • 34B1B64D-B4

    Português

    Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A respeito do romance O Tronco, de Bernardo Élis, aponte as afirmações conforme sejam VERDADEIRAS ou FALSAS e assinale a alternativa CORRETA.


    I- Romance regionalista introspectivo que explora as angústias do sertanejo a partir da sondagem psicológica dos personagens, fazendo parte da primeira geração modernista, por seu caráter nacionalista.

    II – Romance regional com enfoque nos confrontos de forças das oligarquias políticas do interior do país, representada por coronéis, forças policiais públicas e jagunços. Situado, cronologicamente, na terceira fase modernista.

    III – Romance realista de transição entre o nacionalismo verde-amarelo e a consciência política das narrativas urbanas, que ajudou a forjar a Semana de Arte Moderna.

    IV – Romance pré-modernista, ainda sob forte influência do naturalismo oitocentista.
    Escolha uma alternativa para a questão 34b1b64d-b4
  • 34A77173-B4

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A partir das inferências texto-imagéticas da figura a seguir, aponte os itens conforme sejam VERDADEIROS ou FALSOS e assinale a alternativa CORRETA.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins 2017, Interpretação de Textos


    I – A forma de usar o megafone, pelo manifestante, denota que o mesmo não deve ser habituado em leitura de livros.

    II – A utilização de uma expressão própria das condutas policiais (“mãos para cima”), denota que, para os não-leitores, pessoas instruídas pelo estudo podem ser perigosas.

    III – A situação expressa na figura demonstra que há uma clara divergência político-partidária entre os manifestantes e o leitor de livros.

    IV – Caso fosse intenção do “ignorante” utilizar-se de uma linguagem figurada, a expressão “saia desse livro com as mãos para cima!!” poderia ser uma referência a um ato de imersão, de viagem introspectiva, que a leitura proporciona.

    Escolha uma alternativa para a questão 34a77173-b4
  • 3497ABBD-B4

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa.

    É o ponto culminante de uma campanha atípica, cheia de escândalos e guinadas inesperadas, uma eleição genuinamente francesa e ao mesmo tempo global, uma espécie de reedição do choque do Brexit e Donald Trump. A publicação de e-mails roubados do Em Marcha!, o partido do candidato Emmanuel Macron, contamina a votação deste domingo na França, onde o centrista disputa a presidência com Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional. Macron é o favorito. A operação é similar à que golpeou a candidata democrata Hillary Clinton nas eleições norte-americanas de novembro e pode ter contribuído para a vitória do republicano Donald Trump. Como nos EUA, os franceses escolhem entre dois programas antagônicos, que conduzem a França e seus parceiros europeus por caminhos opostos. Se for necessário lembrar que as eleições francesas são globais, e que a que se disputa neste 7 de maio, na França, terá ecos além de suas fronteiras, aí está a “ação de pirataria maciça e coordenada” que o Em Marcha! denunciou na sexta-feira à noite. Pouco antes, tinham começado a ser divulgadas em fóruns da internet e nas redes sociais, informações internas do partido em forma de e-mails, contratos e documentos contábeis.
    Durante todos os meses de longa campanha, a França temeu uma operação desse tipo. Como Clinton, Macron defende manter a política externa vigorosa diante da Rússia de Vladimir Putin. Como Trump – ou, pelo menos, o Trump da campanha –, Le Pen se declara próxima de Putin e defende uma guinada na política externa francesa para acomodar os interesses russos.
    (…)
    A eleição é feita como um referendo múltiplo. É um referendo sobre a Europa e o euro, e um segundo turno do referendo sobre a Constituição européia de 2005, que ganhou o não. Le Pen propõe em seu programa a saída da UE e do euro para voltar ao franco, posição que suavizou na reta final da campanha. Macron promove uma maior integração europeia, a partir de um relançamento da aliança franco-alemã, que foi o motor da construção da comunidade desde sua fundação depois da Segunda Guerra Mundial. Os franceses terão hoje duas opções muito contrastantes: UE e euro, sim ou não.
    (...)
    BASSETS, Marc. Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa. Disponível em:<http://www.caldeiraopolitico.com.br/materias/40076/17/Eleicao-naFrancca-neste-domingo determina-o-caminho-da-Europa>. Acesso em 09.05.2017.
    Sobre as inferências contidas no texto, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3497abbd-b4
  • 3492A2D6-B4

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Tocantins · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa.

    É o ponto culminante de uma campanha atípica, cheia de escândalos e guinadas inesperadas, uma eleição genuinamente francesa e ao mesmo tempo global, uma espécie de reedição do choque do Brexit e Donald Trump. A publicação de e-mails roubados do Em Marcha!, o partido do candidato Emmanuel Macron, contamina a votação deste domingo na França, onde o centrista disputa a presidência com Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional. Macron é o favorito. A operação é similar à que golpeou a candidata democrata Hillary Clinton nas eleições norte-americanas de novembro e pode ter contribuído para a vitória do republicano Donald Trump. Como nos EUA, os franceses escolhem entre dois programas antagônicos, que conduzem a França e seus parceiros europeus por caminhos opostos. Se for necessário lembrar que as eleições francesas são globais, e que a que se disputa neste 7 de maio, na França, terá ecos além de suas fronteiras, aí está a “ação de pirataria maciça e coordenada” que o Em Marcha! denunciou na sexta-feira à noite. Pouco antes, tinham começado a ser divulgadas em fóruns da internet e nas redes sociais, informações internas do partido em forma de e-mails, contratos e documentos contábeis.
    Durante todos os meses de longa campanha, a França temeu uma operação desse tipo. Como Clinton, Macron defende manter a política externa vigorosa diante da Rússia de Vladimir Putin. Como Trump – ou, pelo menos, o Trump da campanha –, Le Pen se declara próxima de Putin e defende uma guinada na política externa francesa para acomodar os interesses russos.
    (…)
    A eleição é feita como um referendo múltiplo. É um referendo sobre a Europa e o euro, e um segundo turno do referendo sobre a Constituição européia de 2005, que ganhou o não. Le Pen propõe em seu programa a saída da UE e do euro para voltar ao franco, posição que suavizou na reta final da campanha. Macron promove uma maior integração europeia, a partir de um relançamento da aliança franco-alemã, que foi o motor da construção da comunidade desde sua fundação depois da Segunda Guerra Mundial. Os franceses terão hoje duas opções muito contrastantes: UE e euro, sim ou não.
    (...)
    BASSETS, Marc. Eleição na França neste domingo determina o caminho da Europa. Disponível em:<http://www.caldeiraopolitico.com.br/materias/40076/17/Eleicao-naFrancca-neste-domingo determina-o-caminho-da-Europa>. Acesso em 09.05.2017.
    A compreensão de um texto exige correta identificação da relação entre referentes e referências. O trecho “A operação é similar à que golpeou a candidata democrata Hillary Clinton nas eleições norte-americanas...” (1° parágrafo), refere-se
    Escolha uma alternativa para a questão 3492a2d6-b4
  • 16EFD907-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, IF-MT 2017, Interpretação de Textos
    O poema Solida é parte do chamado movimento da Poesia Concreta no Brasil. Em se tratando desse estilo, do poema e do seu autor, leia atentamente as alternativas abaixo e assinale a única incorreta.
    Escolha uma alternativa para a questão 16efd907-b3
  • 16ECA15B-B3

    Português

    Figuras de Linguagem
    IF-MT · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Por onde passei,
    plantei a cerca farpada,
    plantei a queimada.
    Por onde passei,
    plantei a morte matada.
    Por onde passei,
    matei a tribo calada,
    a roça suada,
    a terra esperada...
    Por onde passei,
    tendo tudo em lei,
    eu plantei o nada.
    (D. Pedro Casaldáliga, Antologia Poética Mato-Grossense)

    Todas as alternativas abaixo, em relação ao poema, são verdadeiras, EXCETO em:
    Escolha uma alternativa para a questão 16eca15b-b3
  • 16E63BA3-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O Realismo em Portugal e no Brasil caracterizou-se como escola literária que buscou uma maior aproximação com a realidade ao descrever os costumes, os conflitos interiores do ser humano, as relações sociais, a crise das instituições, entre outras características. Essas questões eram tratadas à luz das correntes filosóficas em voga na época, sobretudo o positivismo, o determinismo e o darwinismo. Dois autores, um em Portugal, e outro, no Brasil, representam, de acordo com os cânones literários, essa escola: Eça de Queirós e Machado de Assis. Sobre o Realismo e estes autores, é possível afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 16e63ba3-b3
  • 16E38F25-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I:

    Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela (...) de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo, um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

    (Fragmento de “O último discurso de Charles Chaplin”, no filme “O Grande Ditador”, 1940, citado no ensaio Contributo para a Boa Governança Democrática em África e Moçambique, 2015, p. 16)


    TEXTO II:

    Figura 1 de 2 da questão de Português, IF-MT 2017, Interpretação de Textos


    TEXTO III:

    Figura 2 de 2 da questão de Português, IF-MT 2017, Interpretação de Textos

    O Texto I foi parte de discurso proferido em um filme na década de 1940. As duas tirinhas foram produzidas no século XXI. Apesar da diferença temporal, há convergências entre os textos. Dessa forma, podemos inferir, como ponto comum entre o texto do discurso e as duas tirinhas, EXCETO que:

    Escolha uma alternativa para a questão 16e38f25-b3
  • 16E0CC53-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IF-MT 2017, Interpretação de Textos

    Observe os dois quadrinhos acima. Leia, analise-os e escolha a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 16e0cc53-b3
  • 16DA49C0-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-MT · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Fragmento 1
    Eu canto porque o instante existe
    e a minha vida está completa.
    Não sou alegre nem sou triste:
    sou poeta.
    [...]
    Sei que canto. E a canção é tudo.
    Tem sangue eterno a asa ritmada.
    E um dia sei que estarei mudo:
    — mais nada.
    (“Motivo”, Cecília Meirelles, Viagem, 1939)

    Fragmento 2
    A gente quer um lugar pra gente
    A gente quer é de papel passado
    Com festa, bolo e brigadeiro
    A gente quer um canto sossegado
    A gente quer um canto de sossego.
    (O descobrimento do Brasil, Legião Urbana, 1993)

    Leia os fragmentos para responder a questão:


    Sobre Cecília Meireles, autora do Fragmento 1, NÃO podemos afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 16da49c0-b3
  • 6797745B-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Tendo como referência a obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, responda a questão.

    CAPÍTULO CXXIII – OLHOS DE RESSACA

    No enterro de Escobar, seu melhor amigo, Bentinho pensa ver nos olhos de Capitu as marcas da traição de que acredita ter sido vítima.
    …..........................................................

    Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas...

    As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora como se quisesse tragar também o nadador da manhã.

    Assis, Machado de. Dom Casmurro. 32. ed. São Paulo: Ática, 1997. p. 160-161. (Fragmento).
    Em diversas passagens da obra, o narrador menciona os olhos de Capitu como sendo “olhos de ressaca”, sendo isso uma referência clara:
    Escolha uma alternativa para a questão 6797745b-b3
  • 67946491-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Tendo como referência a obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, responda a questão.

    CAPÍTULO CXXIII – OLHOS DE RESSACA

    No enterro de Escobar, seu melhor amigo, Bentinho pensa ver nos olhos de Capitu as marcas da traição de que acredita ter sido vítima.
    …..........................................................

    Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas...

    As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora como se quisesse tragar também o nadador da manhã.

    Assis, Machado de. Dom Casmurro. 32. ed. São Paulo: Ática, 1997. p. 160-161. (Fragmento).
    Nesse trecho, apesar da grande amizade que nutria por Escobar, Bento Santiago tenta disfarçar a sua dor pela perda do amigo porque:
    Escolha uma alternativa para a questão 67946491-b3
  • 67903A0A-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Tendo como referência a leitura da obra Iracema, de José de Alencar, leia o trecho que segue e responda a questão:

    CAPÍTULO II

    Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
    Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.
    O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
    Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu onde campeava sua guerreira tribo da grande nação tabajara, o pé grácil e nu, mal roçando alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
    Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.
    Iracema saiu do banho; o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste
    A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.
    Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se.
    Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.
    Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.
    De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada, mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d'alma que da ferida.
    O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara.
    A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.
    O guerreiro falou:
    —Quebras comigo a flecha da paz?
    —Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu ?
    —Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.
    —Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras, senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de Iracema.

    ALENCAR, José de. “Iracema”. In: ALENCAR, José de.Obra Completa. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1959a, vol. III.
    O trecho lido apresenta a figura feminina sob o olhar do narrador, segundo ele a personagem:
    Escolha uma alternativa para a questão 67903a0a-b3
  • 678C2B8A-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Tendo como referência a leitura da obra Iracema, de José de Alencar, leia o trecho que segue e responda a questão:

    CAPÍTULO II

    Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
    Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.
    O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
    Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu onde campeava sua guerreira tribo da grande nação tabajara, o pé grácil e nu, mal roçando alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
    Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto.
    Iracema saiu do banho; o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste
    A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.
    Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se.
    Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.
    Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.
    De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada, mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d'alma que da ferida.
    O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara.
    A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.
    O guerreiro falou:
    —Quebras comigo a flecha da paz?
    —Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu ?
    —Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.
    —Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras, senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de Iracema.

    ALENCAR, José de. “Iracema”. In: ALENCAR, José de.Obra Completa. Rio de Janeiro: Editora José Aguilar, 1959a, vol. III.
    A caracterização da personagem Iracema, no trecho citado, é feita através do uso de elementos da natureza que a circundam. Nesse processo, evidencia-se que a personagem possui, em relação à natureza, um posicionamento:
    Escolha uma alternativa para a questão 678c2b8a-b3
  • 6777A499-B3

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    • A questão se refere ao Texto I

    Texto I

    Indígenas na cidade: pobreza e preconceito marcam condições de vida

    Há muito tempo, a floresta amazônica deixou de ser o lar de milhares de indígenas. A escassez de alimentos, o desmatamento e o avanço das cidades sobre as matas são alguns fatores que motivaram povos tradicionais a migrar para áreas urbanas. Em Manaus, no Amazonas, eles podem ser encontrados em todas as regiões da cidade. A Fundação Estadual do Índio estima que de 15 a 20 mil indígenas de diversas etnias vivam em áreas urbanas amazonenses, como os sateré-mawé, apurinã, kokama, miraña, dessana, tukano e piratapuia. “Acredito que 90% dos bairros de Manaus tenham indígenas morando”, informou o presidente da Fundação Estadual do Índio, Raimundo Atroari.


    Apesar de buscar melhores condições de vida na cidade, a maioria dos indígenas vive em situação de pobreza, tem dificuldade de conseguir emprego e a principal renda vem do artesanato. “Geralmente, as comunidades estão localizadas em área de risco. Nunca é numa área boa. A gente sente muita essa dificuldade de viver na cidade. A maioria dos Sateré daqui da aldeia está no trabalho informal, sem carteira assinada. A maior parte fica dentro da aldeia trabalhando com artesanato. A gente consegue gerar uma renda mais no mês de abril quando o público procura. Fora isso a gente fica dependendo de doações”, contou o tuxaua ou cacique Moisés Sateré, líder de uma comunidade no bairro da Paz, zona oeste de Manaus, onde vivem 14 famílias.


    A antropóloga Lúcia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, confirma que é comum os indígenas, mesmo em áreas urbanas, viverem em comunidade. “Conforme vai passando o tempo, vem um, vem outro e mais outros, as famílias acabam se juntando em determinado bairro, ou em uma periferia que ninguém morava, e os indígenas foram morar. Você vai ver que nas grandes cidades como Manaus, Campo Grande, Porto Alegre têm bairros eminentemente indígenas, ou segmentos de bairros, ressaltou a antropóloga.”


    [...]

    Morar em centros urbanos sem ocultar a ancestralidade e as próprias referências é ainda uma luta para mais de 315 mil indígenas, segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 49% do total da população indígena do país.


    “Há ainda forte preconceito e discriminação. E os indígenas que moram nas cidades são realmente os que enfrentam a situação assim no dia a dia, constantemente”, conta o presidente da Organização dos Índios da Cidade, de Boa Vista, Eliandro Pedro de Sousa, do povo Wapixana.


    Em todo o Brasil, São Paulo é a cidade com maior população indígena, com cerca de 12 mil habitantes; seguida de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, com pouco mais de 11 mil e Salvador, com mais de 7,5 mil índios.


    A antropóloga Lúcia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, destaca que desde a colonização, a presença indígena nas cidades é constante, mas, em décadas passadas, a cidade era um espaço proibido.


    “Eles iam pras cidades e não diziam que eram indígenas. Ocultavam a origem e também ocultavam as referências culturais, digamos assim”, explica. De acordo com ela, o medo da discriminação e de represálias do antigo Serviço de Proteção ao Índio impedia os indígenas de se apresentarem como tal.


    Foi na década de 50, com o desenvolvimento industrial, que o processo de migração para as cidades se intensificou. Moradores do campo seguiam em busca de emprego nas fábricas e, com os indígenas, não foi diferente, conta a professora.


    A própria Fundação Nacional do Índio (Funai), que tem como missão promover os direitos dos povos indígenas no Brasil, sofre o preconceito e percebe a situação dos indígenas que moram nas cidades. “Essa questão do preconceito é até com os servidores [da Funai]. Se é com o servidor, imagine para o próprio indígena”, indaga o coordenador regional da Funai em Roraima, Riley Mendes.

    Bianca Paiva, Maíra Heinen – repórteres do radiojornalismo – EBC – Agência Brasil, 19/04/2017.

    Fonte: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2017-04/indigenas-na-cidade-pobreza-e-preconceito-marcam-condicao-de-vida>. Acesso em: 10 set. 2017.

    De acordo com o texto, a presença dos índios nos centros urbanos NÃO se encontra marcada pela:
    Escolha uma alternativa para a questão 6777a499-b3
  • 29D59EEE-B3

    Português

    Gêneros Textuais
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em relação ao livro “Sinestesis versus vida”, de Edson Andrade, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 29d59eee-b3
  • 29D281F1-B3

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Estadual de Montes Claros - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    A respeito do filme “O carteiro e o poeta”, é INCORRETO afirmar:  

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2017, Figuras de Linguagem

    Escolha uma alternativa para a questão 29d281f1-b3