Questões do ENEM: Linguagens e Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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Resultados

5.815 questões encontradas. Mostrando a página 183 de 291.

  • 6E26957B-1D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Caligrafia (Arnaldo Antunes)
    Arte do desenho manual das letras e palavras.
    Território híbrido entre os códigos verbal e visual. A caligrafia está para a escrita como a voz está para a fala. A cor, o comprimento e espessura das linhas, a disposição espacial, a velocidade dos traços da escrita correspondem a timbre, ritmo, tom, cadência, melodia do discurso falado. Entonação gráfica.
    Assim como a voz apresenta a efetivação física do discurso (o ar nos pulmões, a vibração das cordas vocais, os movimentos da língua), a caligrafia também está intimamente ligada ao corpo, pois carrega em si os sinais de maior força ou delicadeza, rapidez ou lentidão, brutalidade ou leveza do momento de sua feitura.
    (Adaptado de https://www.arnaldoantunes.com.br. Acessado em 12/07/2016.)
    Em Caligrafia, o autor
    Escolha uma alternativa para a questão 6e26957b-1d
  • 6E20CE06-1D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2016, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 6e20ce06-1d
  • 6E186308-1D

    Português

    Gêneros Textuais
    UNICAMP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2016, Gêneros Textuais

    Na tira acima, o autor retoma um célebre lema retirado do Manifesto Comunista (1848), de Karl Marx e Friedrich Engels: “Operários do mundo, uni-vos!”.

    Considerando os sentidos produzidos pela tirinha, é correto afirmar que nela se lê

    Escolha uma alternativa para a questão 6e186308-1d
  • 0A8B4B71-0D

    Português

    Interpretação de Textos
    UECE · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    O texto 1 desta prova consta, como prefácio, da 2ª edição do romance Janelas Fechadas, do maranhense Josué Montello, publicado pela primeira vez em 1941. Foi escrito por Tristão de Athayde (Alceu Amoroso Lima), que compõe uma crítica na qual desenvolve ideias originais, como uma aproximação entre Benzinho, protagonista do romance de Montello, e Capitu.


    Imagem da questão de Português, UECE 2016, Interpretação de Textos

    Com base no que você aprendeu em seus estudos literários durante o Ensino Médio, assinale a afirmação verdadeira.
    Escolha uma alternativa para a questão 0a8b4b71-0d
  • D1B859A0-E4

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 8

                                                 IX

    Horas depois, teve Rubião um pensamento horrível. Podiam crer que ele próprio incitara o amigo à viagem, para o fim de o matar mais depressa, e entrar na posse do legado, se é que realmente estava incluso no testamento. Sentiu remorsos. Por que não empregou todas as forças, para contê-lo? Viu o cadáver do Quincas Borba, pálido, hediondo, fitando nele um olhar vingativo; resolveu, se acaso o fatal desfecho se desse em viagem, abrir mão do legado.

    Pela sua parte o cão vivia farejando, ganindo, querendo fugir; não podia dormir quieto, levantava-se muitas vezes, à noite, percorria a casa, e tornava ao seu canto. De manhã, Rubião chamava-o à cama, e o cão acudia alegre; imaginava que era o próprio dono; via depois que não era, mas aceitava as carícias, e fazia-lhe outras, como se Rubião tivesse de levar as suas ao amigo, ou trazê-lo para ali. Demais, havia-se-lhe afeiçoado também, e para ele era a ponte que o ligava à existência anterior. Não comeu durante os primeiros dias. Suportando menos a sede, Rubião pôde alcançar que bebesse leite; foi a única alimentação por algum tempo. Mais tarde, passava as horas, calado, triste, enrolado em si mesmo, ou então com o corpo estendido e a cabeça entre as mãos.

    Quando o médico voltou, ficou espantado da temeridade do doente; deviam tê-lo impedido de sair; a morte era certa.

    — Certa?

    — Mais tarde ou mais cedo. Levou o tal cachorro?

    — Não, senhor, está comigo; pediu que cuidasse dele, e chorou, olhe que chorou que foi um nunca acabar. Verdade é, disse ainda Rubião para defender o enfermo, verdade é que o cachorro merece a estima do dono; parece gente.

    O médico tirou o largo chapéu de palha para concertar a fita; depois sorriu. Gente? Com que então parecia gente? Rubião insistia, depois explicava; não era gente como a outra gente, mas tinha coisas de sentimento, e até de juízo. Olhe, ia contar-lhe uma...

    — Não, homem, não, logo, logo, vou a um doente de erisipela... Se vierem cartas dele, e não forem reservadas, desejo vê-las, ouviu? E lembranças ao cachorro, concluiu saindo.

    Algumas pessoas começaram a mofar do Rubião e da singular incumbência de guardar um cão em vez de ser o cão que o guardasse a ele. Vinha a risota, choviam as alcunhas. Em que havia de dar o professor! sentinela de cachorro! Rubião tinha medo da opinião pública. Com efeito, parecia-lhe ridículo; fugia aos olhos estranhos, olhava com fastio para o animal, dava-se ao diabo, arrenegava da vida. Não tivesse a esperança de um legado, pequeno que fosse. Era impossível que lhe não deixasse uma lembrança.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 30-31.)

    Desenvolvido incialmente como um folhetim, o romance Quincas Borba, de Machado de Assis, utiliza a ironia e o pessimismo para retratar e questionar os costumes da época. Sobre essa obra é possível afirmar que (assinale a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão d1b859a0-e4
  • D1873702-E4

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 6

    Arandir — Posso ir?

    Comissário Barros — Pode.

    Arandir (recuando, com sofrida humildade) — Então, boa tarde, boa tarde.

    Cunha — Um minutinho.

    Arandir (incerto) — Comigo?

    Cunha — Um momento.

    Barros — Já prestou declarações.

    Cunha (entre divertido e ameaçador) — Sei. Agora vai conversar comigo.

    Aruba (baixo e veemente para Arandir) — O delegado.

    Amado — Senta.

    Arandir (sentindo a pressão de novo ambiente) — Mas é que eu estou com um pouquinho de pressa. (Arandir começa a ter medo. Ele próprio não sabe de quê.)

    Cunha (com o riso ofegante) — Rapaz, a polícia não tem pressa.

    Amado — Mas senta. (Arandir olha em torno, como um bicho apavorado. Senta-se, finalmente.)

    Arandir (sem ter de quê) — Obrigado.

    Barros (baixo e reverente, para o delegado) — Ele é apenas testemunha.

    Cunha — Não te mete.

    (Arandir ergue-se, sôfrego.)

    Arandir — Posso telefonar?

    Cunha — Mais tarde.

    (Amado cutuca o fotógrafo.)

    Amado — Bate agora! (flash estoura. Arandir toma um choque.)

    Arandir — Retrato?

    Amado — Nervoso, rapaz?

    (Arandir senta-se, une os joelhos.)

    Arandir — Absolutamente!

    Cunha (lançando a pergunta como uma chicotada)

    — Você é casado, rapaz?

    Arandir — Não ouvi.

    Cunha (num berro) — Tira a cera dos ouvidos!

    Amado (inclinando-se para o rapaz) — Casado ou solteiro?

    Arandir — Casado.

    Cunha — Casado. Muito bem. (vira-se para Amado, com segunda intenção) O homem é casado. (para o Comissário Barros) Casado.

    Barros — Eu sabia.

    Arandir (com sofrida humildade) — O senhor deixa dar um telefonema rápido para minha mulher?

    Cunha (rápido e incisivo) — Gosta de sua mulher, rapaz?

    (Arandir, por um momento, acompanha o movimento do fotógrafo que se prepara para bater uma nova fotografia.)

    Arandir — Naturalmente!

    Cunha (com agressividade policial) — E não usa nada no dedo, por quê?

    Arandir (atarantado) — Um dia, no banheiro, caiu. Caiu a aliança. No ralo do banheiro.

    Amado — O que é que você estava fazendo na praça da Bandeira?

    Arandir — Bem. Fui lá e...

    Cunha (num berro) — Não gagueja, rapaz!

    Arandir (falando rápido) — Fui levar uma joia.

    Cunha (alto) — Joia!

    Arandir — Joia. Aliás, empenhar uma joia na Caixa Econômica. (Amado e Cunha cruzam as perguntas para confundir e levar Arandir ao desespero.)

    Amado — Casado há quanto tempo?

    Arandir — Eu?

    Cunha — Gosta de mulher, rapaz?

    ARANDIR (desesperado) — Quase um ano!

    Cunha (mais forte) — Gosta de mulher?

    Arandir (quase chorando) — Casado há um ano. (Cunha muda de voz, sem transição. Põe a mão no joelho do rapaz.)

    Cunha (caricioso e ignóbil) — Escuta. O que significa para ti. Sim, o que significa para “você” uma mulher!?

    Arandir (lento e olhando em torno) — Mas eu estou preso?

    Cunha (sem ouvi-lo e sempre melífluo) — Rapaz, escuta! Uma hipótese. Se aparecesse, aqui, agora, uma mulher, uma “boa”. Nua. Completamente nua. Qual seria. É uma curiosidade. Seria a tua reação? (Arandir olha, ora o Cunha, ora o Amado. Silêncio.)

    (RODRIGUES, Nelson. O beijo no asfalto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 23-27.)

    No Texto 6, o personagem Cunha enuncia as seguintes sentenças em momentos distintos: “gosta de sua mulher, rapaz?” e “gosta de mulher, rapaz?” Assinale a alternativa que manifesta, respectivamente, o pressuposto correto extraído de cada uma delas:
    Escolha uma alternativa para a questão d1873702-e4
  • D15A8A09-E4

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 4

    Não desejei a morte de minha filha. Ou desejei? Aí é que reside a dúvida, é onde habita o nó que nada nem ninguém no mundo tem o poder de desatar. O inconsciente, desculpe-me a vulgaridade do termo, minha filha, é uma merda. Sendo autônomo, o inconsciente age por si, sem pedir licença nem se revelar. Desejei ou não a morte de minha filha, hein? Você pode responder a essa pergunta? Alguém pode? Eu não posso. Busquei na fonte a resposta e ela não veio. Como minha filha havia feito, busquei nas águas do Cristal a cura imediata para uma dor que parecia infinda. A ferida tinha sido cavada pelas águas, então elas que tratassem de cicatrizá-la. O rio recusou meu corpo, mas não a dor. Nem o aconselhamento. Pediu tempo, apenas. Permaneci plantada no barranco, juntando ao seu caudal minhas lágrimas secas. Disseram que eu tinha enlouquecido, talvez tivesse mesmo. Em diálogo profundo, as águas me fizeram compreender verdades para as quais eu nunca havia me atinado. Todo rio tem seu leito, suas margens, seu limite, toda vez que ele avança além de seu leito original provoca estragos, descalabros. O rio de nossa vida não é diferente. Ele também está sujeito a limitações intransponíveis. Existe você e você; seu campo de visão, a capacidade de administrar o próprio caudal. Tem a hora de abrir e a hora de fechar as comportas. Felicidade ou dor, a escolha é sua, depende do grau de intensidade que você der a cada coisa. Hoje posso dizer que me conheço um pouquinho, mesmo assim, perguntas continuam sem resposta.

    (BARROS, Adelice da Silveira. Mesa dos inocentes. Goiânia: Kelps, 2010. p. 23.)

    Em determinado momento do Texto 4, a narrativa ganha contornos argumentativos visíveis quando o enunciador (assinale a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão d15a8a09-e4
  • D14539A0-E4

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 3

                              Escalada para o inferno

    Iniciava-se ali, meu estágio no inferno. A ardida solidão corroía cada passo que eu dava. Via crucis vivida aos seis anos de idade, ao sol das duas horas. Vermelhidão por todos os lados daquela rua íngreme e poeirenta. Meus olhos pediam socorro mas só encontravam uma infinitude de terra e desolação. Tentava acompanhar os passos de meu pai. E eles eram enormes. Não só os passos mas as pernas. Meus olhos olhavam duplamente: para os passos e para as pernas e não alcançavam nem um nem outro. Apenas se defrontavam com um vazio empoeirado que entrava no meu ser inteiro. Eu queria chorar mas tinha medo. Tropeçava a cada tentativa de correr para alcançar meu pai. E eu tinha medo de ter medo. E eu tinha medo de chorar. E era um sofrimento com todos os vórtices de agonia. À minha frente, até onde meus olhos conseguiram enxergar, estavam os pés e as pernas de meu pai que iam firmes subindo subindo subindo sem cessar. À minha volta eu podia ver e sentir a terra vermelha e minha vida envolta num turbilhão de desespero. Na verdade eu não sabia muito bem para onde estava indo. Eu era bestializado nos meus próprios passos. Nas minhas próprias pernas. Tinha a impressão que o ponto de chegada era aquele redemoinho em que me encontrava e que dele nunca mais sairia. Na ânsia de ir sem querer ir eu gaguejava no caminhar. E olhava com sofreguidão para os meus pés e via ainda com mais aflição que os bicos de meus sapatos novos estavam sujos daquela poeira impregnante, vasculhante, suja. Eu sempre gostei de sapatos. Eu sempre gostei de sapatos novos. Novos e luzidios. E eles estavam sujos. Cobertos de poeira. E a subida prosseguia inalterada. Tentava olhar para o alto e só conseguia ver os enormes joelhos de meu pai que dobravam num ritmo compassado. Via suas pernas e seus pés. E só. Sentia, lá no fundo, um desejo calado de dizer alguma coisa. De dizer-lhe que parasse. Que fosse mais devagar. Que me amparasse. Mas esse desejo era um calo na minha pequenina garganta que jamais seria curado. E eu prossegui ao extremo de meus limites. Tinha de acontecer: desamarrou o cadarço de meu sapato. A loucura do sol das duas horas parece ter se engraçado pelo meu desatino. Tudo ficou muito mais quente. Tudo ficou mais empoeirado e muito mais vermelho. O desatino me levou ao choro. Não sei se chorei ou se choraminguei. Só sei que dei índices de que eu precisava de meu pai. E ele atendeu. Voltou-se para mim e viu que estava pisando no cadarço. Que estava prestes a cair. Então me socorreu. Olhou-me nos olhos com a expressão casmurra. Levou suas enormes mãos aos meus pés e amarrou o cadarço firmemente com um intrincado nó. A cena me levou a um estado de cegueira anestésica tão intensa que sofri uma espécie de amnésia passageira. Estado de torpor. Quando dei por mim, já tinha chegado ao meu destino: cadeira do barbeiro. Alta, prepotente e giratória. Ele, o barbeiro, cabeça enorme, mãos enormes, enormes unhas, sorriso nos lábios dos quais surgiam grandes caninos. Ele portava enorme máquina que apontava em minha direção. E ouvi a voz do pai: pode tirar quase tudo! deixa só um pouco em cima! Ali, finalmente, para lembrar Rimbaud, ia se encerrar meu estágio no inferno.

    (GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 45-46.)

    Que aspecto linguístico é responsável por criar, no Texto 3, uma atmosfera dramática e misteriosa? Assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão d14539a0-e4
  • D1428330-E4

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 2

                                    O milagre de viajar

    Quisera eu, então, decifrar

    os dias repletos de sombras moventes,

    à exaltação do que, insalubre, vaga

    pelos olhos dos homens.


    Quisera, enfim,

    saber por que das causas e quilhas

    de barco nenhum

    flui das tinas

    dos dias

    o fumo

    o rum(o)


    do que se foi e nunca mais será,

    como da via o milagre

    de viajar!

    (VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 142.)

    A poesia é uma expressão artística que permite associar imagens, palavras e ritmos. Sobre ela, podemos afirmar que (assinale a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão d1428330-e4
  • D11ADC4E-E4

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-GO · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Democracia

    Punhos de redes embalaram o meu canto

    para adoçar o meu país, ó Whitman.

    Jenipapo coloriu o meu corpo contra os maus-                                                                                

                                                         [olhados,

    catecismo me ensinou a abraçar os hóspedes,

    carumã me alimentou quando eu era criança,

    Mãe-negra me contou histórias de bicho,

    moleque me ensinou safadezas,

    massoca, tapioca, pipoca, tudo comi,

    bebi cachaça com caju para limpar-me,

    tive maleita, catapora e ínguas,

    bicho-de-pé, saudade, poesia;

    fiquei aluado, mal-assombrado, tocando maracá,

    dizendo coisas, brincando com as crioulas,

    vendo espíritos, abusões, mães-d’água,

    conversando com os malucos, conversando sozinho,

    emprenhando tudo que encontrava,

    abraçando as cobras pelos matos,

    me misturando, me sumindo, me acabando,

    para salvar a minha alma benzida

    e meu corpo pintado de urucu,

    tatuado de cruzes de corações, de mãos-ligadas,

    de nomes de amor em todas as línguas de branco, de                                                          

                                                     [mouro ou de pagão.

    (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 74.)

    O título “Democracia”, do Texto 1, deve-se ao fato de que (assinale a alternativa correta):
    Escolha uma alternativa para a questão d11adc4e-e4
  • FFA35B8D-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Mas o pecado maior contra a Civilização e o Progresso, contra o Bom Senso e o Bom Gosto e até os Bons Costumes, que estaria sendo cometido pelo grupo de regionalistas a quem se deve a ideia ou a organização deste Congresso, estaria em procurar reanimar não só a arte arcaica dos quitutes finos e caros em que se esmeraram, nas velhas casas patriarcais, algumas senhoras das mais ilustres famílias da região, e que está sendo esquecida pelos doces dos confeiteiros franceses e italianos, como a arte - popular como a do barro, a do cesto, a da palha de Ouricuri, a de piaçava, a dos cachimbos e dos santos de pau, a das esteiras, a dos ex-votos, a das redes, a das rendas e bicos, a dos brinquedos de meninos feitos de sabugo de milho, de canudo de mamão, de lata de doce de goiaba, de quenga de coco, de cabaça - que é, no Nordeste, o preparado do doce, do bolo, do quitute de tabuleiro, feito por mãos negras e pardas com uma perícia que iguala, e às vezes excede, a das sinhás brancas.

    Gilberto Freyre. Manifesto regionalista (7ª ed.). Recife: FUNDAJ, Ed. Massangana, 1996.

    De acordo com o texto de Gilberto Freyre, o Manifesto regionalista, publicado em 1926,

    Escolha uma alternativa para a questão ffa35b8d-e1
  • FF7B8FCD-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Considere as imagens e o texto, para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, USP 2016, Interpretação de Textos


    II / São Francisco de Assis*

    Senhor, não mereço isto.

    Não creio em vós para vos amar.

    Trouxestes-me a São Francisco

    e me fazeis vosso escravo.


    Não entrarei, senhor, no templo,

    seu frontispício me basta.

    Vossas flores e querubins

    são matéria de muito amar.


    Dai-me, senhor, a só beleza

    destes ornatos. E não a alma.

    Pressente-se dor de homem,

    paralela à das cinco chagas.


    Mas entro e, senhor, me perco

    na rósea nave triunfal.

    Por que tanto baixar o céu?

    por que esta nova cilada?


    Senhor, os púlpitos mudos

    entretanto me sorriem.

    Mais que vossa igreja, esta

    sabe a voz de me embalar.


    Perdão, senhor, por não amar-vos.


    *O texto faz parte do conjunto de poemas “Estampas de Vila Rica”, que integra a edição crítica de Claro enigma. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

    Um aspecto do poema em que se manifesta a persistência de um valor afirmado também no Modernismo da década de 1920 é o
    Escolha uma alternativa para a questão ff7b8fcd-e1
  • FF790CB0-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere as imagens e o texto, para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, USP 2016, Interpretação de Textos


    II / São Francisco de Assis*

    Senhor, não mereço isto.

    Não creio em vós para vos amar.

    Trouxestes-me a São Francisco

    e me fazeis vosso escravo.


    Não entrarei, senhor, no templo,

    seu frontispício me basta.

    Vossas flores e querubins

    são matéria de muito amar.


    Dai-me, senhor, a só beleza

    destes ornatos. E não a alma.

    Pressente-se dor de homem,

    paralela à das cinco chagas.


    Mas entro e, senhor, me perco

    na rósea nave triunfal.

    Por que tanto baixar o céu?

    por que esta nova cilada?


    Senhor, os púlpitos mudos

    entretanto me sorriem.

    Mais que vossa igreja, esta

    sabe a voz de me embalar.


    Perdão, senhor, por não amar-vos.


    *O texto faz parte do conjunto de poemas “Estampas de Vila Rica”, que integra a edição crítica de Claro enigma. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

    Analise as seguintes afirmações relativas à arquitetura das igrejas sob a estética do Barroco:
    I. Unem-se, no edifício, diferentes artes, para assaltar de uma vez os sentidos, de modo que o público não possa escapar.
    II. O arquiteto procurava surpreender o observador, suscitando nele uma reação forte de maravilhamento.
    III. A arquitetura e a ornamentação dos templos deviam encenar, entre outras coisas, a preeminência da Igreja.
    A experiência que se expressa no poema de Drummond registra, em boa medida, as reações do eu lírico ao que se encontra registrado em
    Escolha uma alternativa para a questão ff790cb0-e1
  • FF742570-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o texto, para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, USP 2016, Interpretação de Textos

        O Comissário apertou-lhe mais a mão, querendo transmitir-lhe o sopro de vida. Mas a vida de Sem Medo esvaía-se para o solo do Mayombe, misturando-se às folhas em decomposição.

        [...]

        Mas o Comissário não ouviu o que o Comandante disse. Os lábios já mal se moviam.

        A amoreira gigante à sua frente. O tronco destaca-se do sincretismo da mata, mas se eu percorrer com os olhos o tronco para cima, a folhagem dele mistura-se à folhagem geral e é de novo o sincretismo. Só o tronco se destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe, os gigantes só o são em parte, ao nível do tronco, o resto confunde-se na massa. Tal o homem. As impressões visuais são menos nítidas e a mancha verde predominante faz esbater progressivamente a claridade do tronco da amoreira gigante. As manchas verdes são cada vez mais sobrepostas, mas, num sobressalto, o tronco da amoreira ainda se afirma, debatendo-se. Tal é a vida.

        [...]

        Os olhos de Sem Medo ficaram abertos, contemplando o tronco já invisível do gigante que para sempre desaparecera no seu elemento verde.

    Pepetela, Mayombe.

    Consideradas no âmbito dos valores que são postos em jogo em Mayombe, as relações entre a árvore e a floresta, tal como concebidas e expressas no excerto, ensejam a valorização de uma conduta que corresponde à da personagem
    Escolha uma alternativa para a questão ff742570-e1
  • FF715B07-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o texto, para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, USP 2016, Interpretação de Textos

        O Comissário apertou-lhe mais a mão, querendo transmitir-lhe o sopro de vida. Mas a vida de Sem Medo esvaía-se para o solo do Mayombe, misturando-se às folhas em decomposição.

        [...]

        Mas o Comissário não ouviu o que o Comandante disse. Os lábios já mal se moviam.

        A amoreira gigante à sua frente. O tronco destaca-se do sincretismo da mata, mas se eu percorrer com os olhos o tronco para cima, a folhagem dele mistura-se à folhagem geral e é de novo o sincretismo. Só o tronco se destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe, os gigantes só o são em parte, ao nível do tronco, o resto confunde-se na massa. Tal o homem. As impressões visuais são menos nítidas e a mancha verde predominante faz esbater progressivamente a claridade do tronco da amoreira gigante. As manchas verdes são cada vez mais sobrepostas, mas, num sobressalto, o tronco da amoreira ainda se afirma, debatendo-se. Tal é a vida.

        [...]

        Os olhos de Sem Medo ficaram abertos, contemplando o tronco já invisível do gigante que para sempre desaparecera no seu elemento verde.

    Pepetela, Mayombe.

    Considerando-se o excerto no contexto de Mayombe, os paralelos que nele são estabelecidos entre aspectos da natureza e da vida humana podem ser interpretados como uma
    Escolha uma alternativa para a questão ff715b07-e1
  • FF6ED892-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Se pudesse mudar-se, gritaria bem alto que o roubavam. Aparentemente resignado, sentia um ódio imenso a qualquer coisa que era ao mesmo tempo a campina seca, o patrão, os soldados e os agentes da prefeitura. Tudo na verdade era contra ele. Estava acostumado, tinha a casca muito grossa, mas às vezes se arreliava. Não havia paciência que suportasse tanta coisa.

    - Um dia um homem faz besteira e se desgraça.

    Graciliano Ramos, Vidas secas.

    Tendo em vista as causas que a provocam, a revolta que vem à consciência de Fabiano, apresentada no texto como ainda contida e genérica, encontrará foco e uma expressão coletiva militante e organizada, em época posterior à publicação de Vidas secas, no movimento

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  • FF66A097-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO PARA A QUESTÃO

    Imagem da questão de Português, USP 2016, Interpretação de Textos

    No último período do texto, o ritmo que o narrador imprime ao relato de seus amores corresponde sobretudo ao que se encontra expresso em
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  • FF5C180D-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO PARA A QUESTÃO

        Evidentemente, não se pode esperar que Dostoiévski seja traduzido por outro Dostoiévski, mas desde que o tradutor procure penetrar nas peculiaridades da linguagem primeira, aplique-se com afinco e faça com que sua criatividade orientada pelo original permita, paradoxalmente, afastar-se do texto para ficar mais próximo deste, um passo importante será dado. Deixando de lado a fidelidade mecânica, frase por frase, tratando o original como um conjunto de blocos a serem transpostos, e transgredindo sem receio, quando necessário, as normas do “escrever bem”, o tradutor poderá trazê-lo com boa margem de fidelidade para a língua com a qual está trabalhando.

    Boris Schnaiderman, Dostoiévski Prosa Poesia.

    De acordo com o texto, a boa tradução precisa
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  • FF59408F-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO PARA A QUESTÃO

        Nasceu o dia e expirou.

        Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente.

        Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores.

        Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro.

    José de Alencar, Iracema.

    É correto afirmar que, no texto, o narrador
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  • FF567982-E1

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO PARA A QUESTÃO

        Nasceu o dia e expirou.

        Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente.

        Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores.

        Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro.

    José de Alencar, Iracema.

    No texto, corresponde a uma das convenções com que o Indianismo construía suas representações do indígena
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