Questões do ENEM: Linguagens e Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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5.815 questões encontradas. Mostrando a página 185 de 291.

  • 84B11FC2-C0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - PR · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Quando estava na escola, uma professora pedia relatórios gigantescos e os avaliava mais pela quantidade de páginas escritas que pela qualidade delas. Como a turma era bastante numerosa, sabíamos que ela não conseguiria ler toda nossa produção, então escrevíamos com capricho o início e o final do trabalho e o resto preenchíamos com geradores de texto falso. Ninguém nunca foi reprovado por isso, mas, mesmo que tenha lido, a professora não deve ter entendido as reflexões criadas por computador. 

    Essa trapaça (da qual não me orgulho) aconteceu no início dos anos 2000, nos primórdios dos geradores de texto. Hoje, com o avanço da tecnologia, não seria tanta enganação assim. Contos já foram escritos por inteligência artificial e é possível programar matérias jornalísticas com algoritmos - algumas agências de notícias fazem isso com publicações que têm estruturas previsíveis, como esporte e mercado financeiro. [...]  

    Disponível em:<http://super.abril.com.br/tecnologia/leitores-confiam-mais-em-textos-gerados-por-maquina> . Acesso em: 05/05/2016.

    Da leitura desse trecho, é possível afirmar que o segundo parágrafo, em relação ao primeiro,
    Escolha uma alternativa para a questão 84b11fc2-c0
  • 84AE428E-C0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - PR · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe a charge.

    Imagem da questão de Português, PUC - PR 2016, Interpretação de Textos

    A linguagem não verbal usada pelo chargista nessa ilustração deixa clara certa atitude dos personagens que se soma às palavras da vassoura. Assim, cria-se o efeito de humor, centrado no fato de

    Escolha uma alternativa para a questão 84ae428e-c0
  • 4299EC66-BE

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

                        Imagem da questão de Português, ENEM 2016, Interpretação de Textos

    Entre as funções de um cartaz, está a divulgação de campanhas. Para cumprir essa função, as palavras e as imagens desse cartaz estão combinadas de maneira a 

    Escolha uma alternativa para a questão 4299ec66-be
  • 42630E46-BE

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Esaú e Jacó

    Ora, aí está justamente a epígrafe do livro, se eu lhe quisesse pôr alguma, e não me ocorresse outra. Não é somente um meio de completar as pessoas da narração com as ideias que deixarem, mas ainda um par de lunetas para que o leitor do livro penetre o que for menos claro ou totalmente escuro.

    Por outro lado, há proveito em irem as pessoas da minha história colaborando nela, ajudando o autor, por uma lei de solidariedade, espécie de troca de serviços, entre o enxadrista e os seus trebelhos.

    Se aceitas a comparação, distinguirás o rei e a dama, o bispo e o cavalo, sem que o cavalo possa fazer de torre, nem a torre de peão. Há ainda a diferença da cor, branca e preta, mas esta não tira o poder da marcha de cada peça, e afinal umas e outras podem ganhar a partida, e assim vai o mundo.

    ASSIS, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1964 (fragmento). O fragmento do romance Esaú e Jacó mostra como o narrador concebe a leitura de um texto literário. Com base nesse trecho, tal leitura deve levar em conta

    O fragmento do romance Esaú e Jacó mostra como o narrador concebe a leitura de um texto literário. Com base nesse trecho, tal leitura deve levar em conta

    Escolha uma alternativa para a questão 42630e46-be
  • D80A3870-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, FGV 2016, Interpretação de Textos

    Segundo o texto, na visão do Banco Mundial, as “tecnologias digitais”
    Escolha uma alternativa para a questão d80a3870-b0
  • D804234D-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Examine esta tirinha:

    Imagem da questão de Português, FGV 2016, Interpretação de Textos

    O efeito de humor que se obtém na tirinha decorre, principalmente,

    Escolha uma alternativa para a questão d804234d-b0
  • 0AF1090C-AA

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

                                      Contra a mera “tolerância” das diferenças 

                                                                                                                 Renan Quintanilha 

          “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.

           “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.

         “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.

        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.

         Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.

         Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.

        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.

        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.

       Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2 .

         Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.

         O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/> Acesso em: 03mai 2016.

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.

    Sobre o texto, são feitas as seguintes afirmações:

    I. Tolerar aquele que é diferente significa aquiescer a sua existência.

    II. Não há tolerância em relação à existência autônoma do que é diferente dos padrões sociais.

    III. Tolerar não basta; é preciso admitir a existência do outro como membro da comunidade política.

    IV. Não existe consonância entre o argumento liberal sobre a tolerância e o sentido recorrente nos discursos da política.

    Está (ão) correta (s) apenas a (s) afirmativa (s) 
    Escolha uma alternativa para a questão 0af1090c-aa
  • 83D99660-A7

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, FGV 2016, Interpretação de Textos

    Tendo em vista que, na sociedade representada nas Memórias de um sargento de milícias, o catolicismo era a religião oficial, as práticas ditas de “feitiçaria”, presentes no excerto, dão testemunho de que
    Escolha uma alternativa para a questão 83d99660-a7
  • 83D2F262-A7

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, FGV 2016, Interpretação de Textos

    Para realizar seu propósito evidente de ironizar e até de desmerecer os ideais do amor romântico, o narrador valeu-se de vários recursos expressivos, alguns dos quais se encontram relacionados nas alternativas abaixo. A ÚNICA alternativa que registra um recurso de expressão que NÃO se prestou a essa finalidade é
    Escolha uma alternativa para a questão 83d2f262-a7
  • 83BA4F9C-A7

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Examine esta tirinha:

    Imagem da questão de Português, FGV 2016, Interpretação de Textos
    O Estado de S.Paulo , 13/04/2016.

    O efeito de humor que se obtém na tirinha decorre, principalmente,
    Escolha uma alternativa para a questão 83ba4f9c-a7
  • D9A7B5ED-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    A obra de Túlio Piva poderia ser objeto de estudo nos bancos escolares, ao lado de Noel, Ataulfo e Lupicínio. Se o criador optou por permanecer em sua querência — Santiago, e depois Porto Alegre, a obra alçou voos mais altos, com passagens na Rússia, Estados Unidos e Venezuela. Tem que ter mulata, seu samba maior, é coisa de craque. Um retrato feito de ritmo e poesia, uma ode ao gênero que amou desde sempre. E o paradoxo: misto de gaúcho e italiano, nascido na fronteira com a Argentina, falando de samba, morro e mulata, com categoria. E que categoria! Uma batida de violão que fez história. O tango transmudado em samba.

    RAMIREZ, H.; PIVA, R. (Org.). Túlio Piva: pra ser samba brasileiro. Porto Alegre: Programa Petrobras Cultural, 2005 (adaptado).

    O texto é um trecho da crítica musical sobre a obra de Túlio Piva. Para enfatizar a qualidade do artista, usou-se como recurso argumentativo o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d9a7b5ed-a6
  • D99CFE6B-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    BONS DIAS!

    14 de junho de 1889

    Ó doce, ó longa, ó inexprimível melancolia dos jornais velhos! Conhece-se um homem diante de um deles. Pessoa que não sentir alguma coisa ao ler folhas de meio século, bem pode crer que não terá nunca uma das mais profundas sensações da vida, — igual ou quase igual à que dá a vista das ruínas de uma civilização. Não é a saudade piegas, mas a recomposição do extinto, a revivescência do passado.

    ASSIS, M. Bons dias! (Crônicas 1888-1889). Campinas: Editora da Unicamp; São Paulo: Hucitec, 1990.

    O jornal impresso é parte integrante do que hoje se compreende por tecnologias de informação e comunicação. Nesse texto, o jornal é reconhecido como

    Escolha uma alternativa para a questão d99cfe6b-a6
  • D9960EB1-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Entrevista com Terezinha Guilhermina

    Terezinha Guilhermina é uma das atletas mais premiadas da história paraolímpica do Brasil e um dos principais nomes do atletismo mundial. Está no Guinness Book de 2013/2014 como a “cega” mais rápida do mundo.

    Observatório: Quais os desafios você teve que superar para se consagrar como atleta profissional?

    Terezinha Guilhermina: Considero a ausência de recursos financeiros, nos três primeiros anos da minha carreira, como meu principal desafio. A falta de um atleta-guia, para me auxiliar nos treinamentos, me obrigava a treinar sozinha e, por não enxergar bem, acabava sofrendo alguns acidentes como trombadas e quedas.

    Observatório: Como está a preparação para os Jogos Paraolímpicos de 2016?

    Terezinha Guilhermina: Estou trabalhando intensamente, com vistas a chegar lá bem melhor do que estive em Londres. E, por isso, posso me dedicar a treinos diários, trabalhos preventivos de lesões e acompanhamento psicológico e nutricional da melhor qualidade.

    Revista do Observatório Brasil de Igualdade de Gênero, n. 6, dez. 2014 (adaptado).

    O texto permite relacionar uma prática corporal com uma visão ampliada de saúde. O fator que possibilita identificar essa perspectiva é o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d9960eb1-a6
  • D991E69E-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

          O filme Menina de ouro conta a história de Maggie Fitzgerald, uma garçonete de 31 anos que vive sozinha em condições humildes e sonha em se tornar uma boxeadora profissional treinada por Frankie Dunn.

          Em uma cena, assim que o treinador atravessa a porta do corredor onde ela se encontra, Maggie o aborda e, a caminho da saída, pergunta a ele se está interessado em treiná-la. Frankie responde: “Eu não treino garotas”. Após essa fala, ele vira as costas e vai embora. Aqui, percebemos, em Frankie, um comportamento ancorado na representação de que boxe é esporte de homem e, em Maggie, a superação da concepção de que os ringues são tradicionalmente masculinos.

          Historicamente construída, a feminilidade dominante atribui a submissão, a fragilidade e a passividade a uma “natureza feminina”. Numa concepção hegemônica dos gêneros, feminilidades e masculinidades encontram-se em extremidades opostas.

          No entanto, algumas mulheres, indiferentes às convenções sociais, sentem-se seduzidas e desafiadas a aderirem à prática das modalidades consideradas masculinas. É o que observamos em Maggie, que se mostra determinada e insiste em seu objetivo de ser treinada por Frankie.

    FERNANDES, V; MOURÃO, L. Menina de ouro e a representação de feminilidades plurais. Movimento, n. 4, out.-dez. 2014 (adaptado).

    A inserção da personagem Maggie na prática corporal do boxe indica a possibilidade da construção de uma feminilidade marcada pela
    Escolha uma alternativa para a questão d991e69e-a6
  • D98E5E78-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    O humor e a língua

    Há algum tempo, venho estudando as piadas, com ênfase em sua constituição linguística. Por isso, embora a afirmação a seguir possa parecer surpreendente, creio que posso garantir que se trata de uma verdade quase banal: as piadas fornecem simultaneamente um dos melhores retratos dos valores e problemas de uma sociedade, por um lado, e uma coleção de fatos e dados impressionantes para quem quer saber o que é e como funciona uma língua, por outro. Se se quiser descobrir os problemas com os quais uma sociedade se debate, uma coleção de piadas fornecerá excelente pista: sexualidade, etnia/raça e outras diferenças, instituições (igreja, escola, casamento, política), morte, tudo isso está sempre presente nas piadas que circulam anonimamente e que são ouvidas e contadas por todo mundo em todo o mundo. Os antropólogos ainda não prestaram a devida atenção a esse material, que poderia substituir com vantagem muitas entrevistas e pesquisas participantes. Saberemos mais a quantas andam o machismo e o racismo, por exemplo, se pesquisarmos uma coleção de piadas do que qualquer outro corpus.

    POSSENTI, S. Ciência Hoje, n. 176, out. 2001 (adaptado).

    A piada é um gênero textual que figura entre os mais recorrentes na cultura brasileira, sobretudo na tradição oral. Nessa reflexão, a piada é enfatizada por

    Escolha uma alternativa para a questão d98e5e78-a6
  • D983EF04-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

                             De domingo

    — Outrossim...

    — O quê?

    — O que o quê?

    — O que você disse.

    — Outrossim?

    — É.

    — O que é que tem?

    — Nada. Só achei engraçado.

    — Não vejo a graça.

    — Você vai concordar que não é uma palavra de todos os dias.

    — Ah, não é. Aliás, eu só uso domingo.

    — Se bem que parece mais uma palavra de segunda-feira.

    — Não. Palavra de segunda-feira é “óbice”.

    — “Ônus”.

    — “Ônus” também. “Desiderato”. “Resquício”.

    — “Resquício” é de domingo.

    — Não, não. Segunda. No máximo terça.

    — Mas “outrossim”, francamente...

    — Qual o problema?

    — Retira o “outrossim”.

    — Não retiro. É uma ótima palavra. Aliás é uma palavra difícil de usar. Não é qualquer um que usa “outrossim”.

    VERISSIMO, L. F Comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996 (fragmento)

    No texto, há uma discussão sobre o uso de algumas palavras da língua portuguesa. Esse uso promove o(a)
    Escolha uma alternativa para a questão d983ef04-a6
  • D97D2C61-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Qual é a segurança do sangue?

    Para que o sangue esteja disponível para aqueles que necessitam, os indivíduos saudáveis devem criar o hábito de doar sangue e encorajar amigos e familiares saudáveis a praticarem o mesmo ato.

    A prática de selecionar criteriosamente os doadores, bem como as rígidas normas aplicadas para testar, transportar, estocar e transfundir o sangue doado fizeram dele um produto muito mais seguro do que já foi anteriormente.

    Apenas pessoas saudáveis e que não sejam de risco para adquirir doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como hepatites B e C, HIV, sífilis e Chagas, podem doar sangue.

    Se você acha que sua saúde ou comportamento pode colocar em risco a vida de quem for receber seu sangue, ou tem a real intenção de apenas realizar o teste para o vírus HIV, NÃO DOE SANGUE.

    Cumpre destacar que apesar de o sangue doado ser testado para as doenças transmissíveis conhecidas no momento, existe um período chamado de janela imunológica em que um doador contaminado por um determinado vírus pode transmitir a doença através do seu sangue.

    DA SUA HONESTIDADE DEPENDE A VIDA DE QUEM VAI RECEBER SEU SANGUE.

    Disponível em: www.prosangue.sp.gov.br. Acesso em: 24 abr. 2015 (adaptado).

    Nessa campanha, as informações apresentadas têm como objetivo principal

    Escolha uma alternativa para a questão d97d2c61-a6
  • D9768193-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

                               Esses chopes dourados

    [...]

    quando a geração de meu pai

    batia na minha

    a minha achava que era normal

    que a geração de cima

    só podia educar a de baixo

    batendo

    quando a minha geração batia na de vocês

    ainda não sabia que estava errado

    mas a geração de vocês já sabia

    e cresceu odiando a geração de cima

    aí chegou esta hora

    em que todas as gerações já sabem de tudo

    e é péssimo

    ter pertencido à geração do meio

    tendo errado quando apanhou da de cima

    e errado quando bateu na de baixo

    e sabendo que apesar de amaldiçoados

    éramos todos inocentes.

    WANDERLEY, J. In: MORICONI, I. (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001 (fragmento). 

    Ao expressar uma percepção de atitudes e valores situados na passagem do tempo, o eu lírico manifesta uma angústia sintetizada na
    Escolha uma alternativa para a questão d9768193-a6
  • D96FCE7E-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

          O livro A fórmula secreta conta a história de um episódio fundamental para o nascimento da matemática moderna e retrata uma das disputas mais virulentas ciência renascentista. Fórmulas misteriosas, duelos públicos, traições, genialidade, ambição — e matemática! Esse é o instigante universo apresentado no livro, que resgata a história dos italianos Tartaglia e Cardano e da fórmula revolucionária para resolução de equações de terceiro grau.  A obra reconstitui um episódio polêmico que marca, para muitos, o início do período moderno da matemática.

    Em última análise, A fórmula secreta apresenta-se como uma ótima opção para conhecer um pouco mais sobre a história da matemática e acompanhar um dos debates científicos mais inflamados do século XVI no campo. Mais do que isso, é uma obra de fácil leitura e uma boa mostra de que é possível abordar temas como álgebra de forma interessante, inteligente e acessível ao grande público.

    GARCIA, M. Duelos, segredos e matemática. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 6 out. 2015 (adaptado).

    Na construção textual, o autor realiza escolhas para cumprir determinados objetivos. Nesse sentido, a função social desse texto é
    Escolha uma alternativa para a questão d96fce7e-a6
  • D96C6DB3-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

                              Você pode não acreditar

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os leiteiros deixavam as garrafinhas de leite do lado de fora das casas, seja ao pé da porta, seja na janela.

          A gente ia de uniforme azul e branco para o grupo, de manhãzinha, passava pelas casas e não ocorria que alguém pudesse roubar aquilo.

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os padeiros deixavam o pão na soleira da porta ou na janela que dava para a rua. A gente passava e via aquilo como uma coisa normal.

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que você saía à noite para namorar e voltava andando pelas ruas da cidade, caminhando displicentemente, sentindo cheiro de jasmim e de alecrim, sem olhar para trás, sem temer as sombras.

          Você pode não acreditar: houve um tempo em que as pessoas se visitavam airosamente. Chegavam no meio da tarde ou à noite, contavam casos, tomavam café, falavam da saúde, tricotavam sobre a vida alheia e voltavam de bonde às suas casas.

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que o namorado primeiro ficava andando com a moça numa rua perto da casa dela, depois passava a namorar no portão, depois tinha ingresso na sala da família. Era sinal de que já estava praticamente noivo e seguro.

          Houve um tempo em que havia tempo.

          Houve um tempo.

                               SANT’ANNA, A. R. Estado de Minas, 5 maio 2013 (fragmento).

    Nessa crônica, a repetição do trecho “Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que...” configura-se como uma estratégia argumentativa que visa
    Escolha uma alternativa para a questão d96c6db3-a6