Questões do ENEM: Linguagens e Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
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5.815 questões encontradas. Mostrando a página 222 de 291.
49FF1059-DC Um olhar estrangeiroVanessa JurgenfeldHá anos, o americano James Green se dedica ao ensino de história do Brasil na Universidade Brown, nos Estados Unidos. Em junho, ele desembarcou no Rio de Janeiro para o que seria apenas mais um simpósio internacional, mas foi surpreendido pela magnitude das manifestações de rua que tornariam junho um mês histórico. Green não teve dúvidas: com as atividades da conferência suspensas um pouco mais cedo, decidiu ouvir de perto as vozes das ruas.Assim como Green, outros brasilianistas passaram pelo país nos últimos dias. O historiador Bryan McCann, da Universidade Georgetown, e o economista Werner Baer, da Universidade de Illinois. Aproveitando as férias de verão nos Estados Unidos e o recesso das aulas, visitaram o Brasil para tocar pesquisas sobre assuntos como favelas no Rio e infraestrutura. Depararam-se, porém, com as manifestações, e agora tentam interpretar suas causas e possíveis consequências.Green faz ressalvas a comparações internacionais. Para ele, os pesquisadores têm grande dificuldade para analisar os fatos de fora porque, muitas vezes, não entendem as complexidades internas dos países. “Achei inadequadas as análises que imediatamente fizeram analogias com o Oriente Médio. A única coisa em comum é que se usou o mesmo meio [o Facebook] para a mobilização.” Segundo ele, as ansiedades e as preocupações dos manifestantes são totalmente diferentes. “Não dá para comparar o regime autoritário que estava no Egito antes da “Primavera Árabe” com o Brasil, que antes das manifestações tinha um governo com 70% de aprovação.”Diferentemente de Green, McCann e Baer acreditam que a onda global recente de protestos indica que o Brasil pode não ser um caso único. Para McCann, comparações com os episódios na Turquia e mesmo com o movimento Occupy Wall Street, que ocorreu nos Estados Unidos em 2011, são pertinentes. “Certamente, as características brasileiras são um pouco diferentes. Mas as manifestações deixam claro que a mídia social e a comunicação instantânea ajudam a espalhar um modo de agir, ajudam a levantar pessoas.” Numa comparação com a Turquia, McCann diz que, embora o Brasil seja “muito mais democrático”, o perfil dos manifestantes é similar. “É uma faixa parecida da população - os jovens -, e o que se poderia chamar de nova classe média. São manifestações de consumidores e de cidadãos que estão exigindo um nível melhor de serviços do governo e de transparência.” Assim como no Occupy Wall Street, McCann identifica nas manifestações no Brasil uma insatisfação com a distribuição de renda e o entendimento de que o crescimento econômico em si não é bom para todo mundo. No Brasil, apesar de a desigualdade cair nos últimos 20 anos, o fato é que alguns enriquecem muito mais rapidamente e de forma mais expressiva do que a maioria, que continua com problemas cotidianos de saúde e transporte público, e não vai comprar mais a ideia de que tudo está ótimo porque tem as Olimpíadas e a Copa do Mundo.” Para o historiador Bryan McCann, as mobilizações acabaram com a utopia de que o Brasil tinha resolvido todos os seus problemas. Baer concorda que as manifestações no Brasil não devem ser vistas de maneira isolada. Mas diz que aqui parece existir insatisfação com questões específicas, como o reaparecimento da inflação e os atrasos em obras de infraestrutura. “É uma mistura de fatos que deixou a população insatisfeita. Não tenho uma teoria nova, são as mesmas especulações que todo mundo está fazendo. Combinando essas insatisfações em geral com o acesso à rede social, resulta esse tipo de acontecimento.” Mas o que o deixou um pouco surpreso é que, embora haja uma taxa de crescimento baixa da economia brasileira, o desemprego - que vem sendo objeto de manifestações em diversos países desenvolvidos - não aumentou. “Então, é muito difícil saber exatamente o que acontece. Acho que ninguém tem uma teoria certa. Nenhuma pessoa honesta pode dizer exatamente: “eu sei a causa de tudo isso””.Os brasilianistas observam diferenças nas atitudes dos governos dos diferentes países frente às manifestações. “De certa maneira, o governo brasileiro está reagindo”, diz Baer. “Parece que a presidente Dilma Rousseff sabe que alguma coisa precisa ser feita para atender às reivindicações. McCann concorda que o governo brasileiro procura responder aos protestos, diferentemente do que faz o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, “que está tapando os ouvidos”. A presidenta Dilma, segundo ele, está acenando para o movimento popular. “Se vai dar em alguma coisa, não sei. A reforma política é necessária e isso está claro há uns dez anos. Green argumenta que, para se compreender o encadeamento de protestos no Brasil, é preciso pensar na relação com “as promessas de uma social-democracia justa e ampla que não estão sendo cumpridas por um governo que diz que tudo está melhorando”. A energia política liberada nas ruas, em diferentes manifestações de insatisfação, precisaria, num processo de desdobramento natural, ser combinada com um vigor correspondente na realização das mudanças reclamadas. Os protestos poderão incentivar uma disputa mais acirrada na próxima eleição presidencial. “Acho que a percepção é de que vai haver mais competição política e que a reeleição de Dilma não está garantida. Agora há realmente um debate, o que também é algo positivo”, diz McCann.(Adaptado de Valor Econômico, 19/07/2013, pp. 11-13.)O título do texto “Um olhar estrangeiro” se refere:D1D5423C-DC Português
Coesão e coerênciaUniversidade Presbiteriana Mackenzie · 2013MédioEntre para guardar nos favoritosTexto para a questão
Texto IEsses Moços01 Esses moços, pobres moços
02 Ah! Se soubessem o que eu sei
03 Não amavam...
04 Não passavam aquilo que eu já passei
05 Por meus olhos
06 Por meus sonhos
07 Por meu sangue, tudo enfim
08 É que eu peço a esses moços
09 Que acreditem em mim
10 Se eles julgam
11 Que há um lindo futuro
12 Só o amor nesta vida conduz
13 Saibam que deixam o céu por ser escuro
14 E vão ao inferno
15 À procura de luz
16 Eu também tive nos meus belos dias
17 Essa mania que muito me custou
18 E só as mágoas eu trago hoje em dia
19 E essas rugas o amor me deixou!Lupicínio Rodrigues (1948)Assinale a alternativa correta.Texto II
Capítulo LXXIII / O contrarregra
Machado de Assis, Dom Casmurro (1899)
Obs.: dandy (dândi): homem elegante, que se traja com apuroD1D0DA24-DC Português
Interpretação de TextosUniversidade Presbiteriana Mackenzie · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto para a questão
Texto IEsses Moços01 Esses moços, pobres moços
02 Ah! Se soubessem o que eu sei
03 Não amavam...
04 Não passavam aquilo que eu já passei
05 Por meus olhos
06 Por meus sonhos
07 Por meu sangue, tudo enfim
08 É que eu peço a esses moços
09 Que acreditem em mim
10 Se eles julgam
11 Que há um lindo futuro
12 Só o amor nesta vida conduz
13 Saibam que deixam o céu por ser escuro
14 E vão ao inferno
15 À procura de luz
16 Eu também tive nos meus belos dias
17 Essa mania que muito me custou
18 E só as mágoas eu trago hoje em dia
19 E essas rugas o amor me deixou!Lupicínio Rodrigues (1948)Texto II
Capítulo LXXIII / O contrarregra
Machado de Assis, Dom Casmurro (1899)
Obs.: dandy (dândi): homem elegante, que se traja com apuroSobre o trecho do Texto II era a trombeta do juízo final e soou a tempo; assim faz o Destino, que é o seu próprio contrarregra (linhas 01-03), é correto afirmar queD1C26C84-DC Português
Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de TextoUniversidade Presbiteriana Mackenzie · 2013MédioEntre para guardar nos favoritosTexto para a questão
Assinale a alternativa correta.
Adaptação de carta de leitor publicada na Revista Bravo
D1BD7871-DC Português
Coesão e coerênciaUniversidade Presbiteriana Mackenzie · 2013MédioEntre para guardar nos favoritosTexto para a questãoDiário de bordoAssinale a alternativa correta.
Carlos Heitor Cony
E7FD8F02-D9 Português
Interpretação de TextosUFTM · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia a charge.

(www.acharge.com.br.)
A charge ironiza
E7F1E949-D9 Português
Interpretação de TextosUFTM · 2013FácilEntre para guardar nos favoritosInstrução: Leia a letra da canção de Falcão para responder à questão.HoróscopoÁries – Não subestime a sua incapacidadeTouro – Fique tranquilo em relação à sua própria infelicidade Gêmeos – Uma semana vem, outra semana vaiCâncer – Alguém telefonará e você atenderá e depois desligaráLeão – A solução dos seus problemas só lhe dará tranquilidadeVirgem – Nem que a tristeza lhe consuma, não morra, não esmoreça, sob hipótese nenhumaÉ ganhando que se ganhaÉ empatando que se empataÉ perdendo que se perdeÉ nascendo que se nasceÉ morrendo que se morreÉ vivendo que se “veve”Libra – A lua em Saturno quer dizer alguma coisaEscorpião – Não seja impertinente, você terá nas mãos os dez dedos de sempreSagitário – Uma pessoa idosa não fará nenhuma diferençaCapricórnio – No entanto, aquele alguém, que goza de saúde, poderá pegar uma doençaAquário – No mais será tudo igual, pois o período propiciaPeixes – E tudo se encaminha para um fim de semana com apenas dois dias.(www.vagalume.com.br)O efeito de humor na canção do compositor cearense Falcão decorre do emprego, entre outros recursos, deE7E3977A-D9 Português
Gêneros TextuaisUFTM · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritosInstrução: Leia o poema de Bocage para responder à questão.Oh retrato da morte, oh noite amigaPor cuja escuridão suspiro há tanto!Calada testemunha do meu pranto,De meus desgostos secretária antiga!Pois manda Amor, que a ti somente os diga,Dá-lhes pio agasalho no teu manto;Ouve-os, como costumas, ouve, enquantoDorme a cruel, que a delirar me obriga:E vós, oh cortesãos da escuridade,Fantasmas vagos, mochos piadores,Inimigos, como eu, da claridade!Em bandos acudi aos meus clamores;Quero a vossa medonha sociedade,Quero fartar meu coração de horrores.(Bocage. Sonetos, 1994.)
Nesse poema, predominaE7DF5B1E-D9 Português
Interpretação de TextosUFTM · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos
(www.acharge.com.br.)As informações contidas nos quadrinhos permitem concluir que4C40F73B-D7 Português
Interpretação de TextosFGV · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
Entre as técnicas narrativas que entram na composição do excerto encontra-se
I o emprego dos discursos direto, indireto e indireto livre;
II o foco da narração incidindo primeiramente sobre a vida mental e de relação, mas bem situado em contexto histórico-social determinado;
III o narrador onisciente, que, no entanto, constitui as personagens principalmente a partir da disseminação de indícios e de sugestões, demandando a perspicácia do leitor.
Está correto o que se afirma em
4C3CC928-D7 Português
Interpretação de TextosFGV · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
Manifesta-se, no excerto de Quincas Borba, um tema que, relativamente frequente na ficção dos dois últimos séculos, é central nesse romance, a saber, o tema4C2BA2CA-D7 Português
Coesão e coerênciaFGV · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
O pronome sublinhado no trecho “e o era em princípio” (último parágrafo) tem como referente o termo
4C27DD1C-D7 Português
AdvérbiosFGV · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
Dentre os comentários sobre as expressões sublinhadas nos seguintes trechos extraídos do texto, o único que NÃO está correto é:4C248617-D7 Português
Interpretação de TextosFGV · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
Considere as seguintes afirmações sobre o texto:I No primeiro parágrafo, o autor apresenta a teoria segundo a qual existem duas possibilidades de implantação de uma língua em um novo ambiente. Ao chamá-las de “extremas”, ele revela que não concorda com a referida teoria, por considerá-la exagerada.II No segundo parágrafo, introduzem-se informações novas referentes ao esquema exposto no primeiro, as quais têm a finalidade de relativizar a apresentação desse esquema.III No terceiro parágrafo, ao comparar a história do português com a do latim, o autor introduz uma terceira possibilidade de implantação de uma língua em um novo ambiente.IV No quarto parágrafo, o autor explica por que a implantação do português no Brasil se insere na segunda possibilidade apresentada no início do texto.Está correto apenas o que se afirma em8621D281-C6 Português
Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)UECE · 2013MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO IIPORTÃO
ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Carlos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilar:1988. p. 506-507.
Considere as seguintes afirmações sobre os dois versos finais.I. A separação desses dois versos em uma estrofe é um recurso que enfatiza as ideias de exclusão, parcialidade e preconceito presentes no poema.II. Os dois versos constituem um enunciado que expressa uma afirmação de valor individual ou particular.III. Esse enunciado apresenta a estrutura linguística do axioma (máxima, provérbio, anexim): é breve, expressa um conceito sobre a realidade, tem o objetivo de ensinar e emprega o presente do indicativo.Está correto o que se afirma apenas em
861CD6CA-C6 Português
Coesão e coerênciaUECE · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IIPORTÃO
ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Carlos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilar:1988. p. 506-507.
Atente para o que se afirma sobre os versos “ah, isso não: o vagabundo ficará mofando lá fora/ e leva no boletim uma galáxia de zeros” (linhas 55- 57).I. Eles são construídos sobre duas metáforas hiperbólicas, isto é, metáforas que contêm um exagero.II. O pronome isso em “ah, isso não”, aponta para um referente na cena enunciativa.III. O pronome isso, no poema, aponta para o que é dito nos dois primeiros versos, sintetizando-os.Está correto o que se diz em
8618B683-C6 Português
AdjetivosUECE · 2013FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IIPORTÃO
ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Carlos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilar:1988. p. 506-507.
Os dois superlativos (linhas 52-53) emprestam ao poema um tom de
86144AF1-C6 Português
AdjetivosUECE · 2013FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IIPORTÃO
ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Carlos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilar:1988. p. 506-507.
Atente ao que é dito sobre o vocábulo “insípida” (linha 50).I. Foi empregado na acepção de sem graça, desinteressante, monótono.II. Foi empregado no seu sentido literal, não figurado.III. A mudança da posição desse adjetivo para depois do substantivo não alteraria o significado do substantivo.Está correto o que se afirma somente em
861093A4-C6 Português
Figuras de LinguagemUECE · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IIPORTÃO
ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Carlos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilar:1988. p. 506-507.
Observe a metáfora que inicia o poema — “O portão fica bocejando” — e o que se diz sobre ela.I. Essa metáfora empresta ao portão faculdades humanas, constituindo, também uma prosopopeia ou personificação. Por outro lado, essa expressão aceita, ainda, a seguinte leitura: o portão representa metonimicamente a escola, com seus valores criticáveis e seus preconceitos.II. O emprego da locução verbal de gerúndio “fica bocejando”, no lugar da forma simples boceja, dá à ação expressa pelo verbo bocejar um caráter de continuidade, de duração.III. O gerúndio realça a própria semântica do verbo bocejar.Está correto o que se afirma em
860C0B4C-C6 Português
Interpretação de TextosUECE · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritosPrezado candidato, o texto 1 desta prova foi extraído de uma crônica de Affonso Romano de Sant’Anna, cronista e poeta mineiro. Professor universitário e jornalista, escreveu para os maiores jornais do País. “Com uma produção diversificada e consistente, pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca como teórico, como poeta, como cronista, como professor, como administrador cultural e como jornalista.”TEXTO IPorta de colégio
SANT’ANNA, Affonso Romano de. Affonso Romano de Sant’Anna: seleção e prefácio de Letícia Malard. Coleção Melhores Crônicas. p. 64-66.
Atente ao parágrafo quatro, que é constituído de assertivas do enunciador sobre os adolescentes que vê na porta do colégio, partindo de previsões feitas por ele mesmo.I. Poderíamos dividir o parágrafo em duas partes, considerando a oposição individual/coletivo.II. Em uma das assertivas, verifica-se quebra de paralelismo sintático-semântico.III. Todas as assertivas constituem previsões.Está correto o que se afirma em