Questões do ENEM: Linguagens e Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

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5.815 questões encontradas. Mostrando a página 224 de 291.

  • F098ACB9-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    “Recriamos a língua na medida em que somos capazes de produzir um pensamento novo, um pensamento nosso. O idioma, afinal, o que é senão o ovo das galinhas de ouro?

    Estamos, sim, amando o indomesticável, aderindo ao invisível, procurando os outros tempos deste tempo.

    Precisamos, sim, de senso incomum. Pois, das leis da língua, alguém sabe as certezas delas? Ponho as minhas irreticências. Veja-se, num sumário exemplo, perguntas que se podem colocar à língua:

    Se pode dizer de um careca que tenha couro cabeludo?

    No caso de alguém dormir com homem de raça branca é então que se aplica a expressão: passar a noite em branco?

    A diferença entre um ás no volante ou um asno volante é apenas de ordem fonética?

    O mato desconhecido é que é o anonimato?

    O pequeno viaduto é um abreviaduto? [...]”

    (COUTO, Mia. Perguntas à língua portuguesa. Disponível em: http://ciberduvidas.sapo.pt/antologia.php?rid=118. Acesso: 7 de março de 2007).


    Mia Couto é um importante escritor da literatura moçambicana. No trecho em análise, seus questionamentos à língua portuguesa

    Escolha uma alternativa para a questão f098acb9-b0
  • F090D2B9-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    “À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica

    Tenho febre e escrevo.

    Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,

    Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.


    Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!

    Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!”

    (PESSOA, Fernando Pessoa. “Ode Triunfal” [Trecho]. Poesias de Álvaro de Campos. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003, p. 306).


    O poema de Fernando Pessoa foi publicado em Portugal na década de 1910. A referência a aspectos da vida urbana, como fábricas, engrenagens, motores etc., indica um diálogo intertextual com a proposta estética do

    Escolha uma alternativa para a questão f090d2b9-b0
  • F0881A3F-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    “No meio das tabas de amenos verdores,

    Cercadas de troncos — cobertos de flores,

    Alteiam-se os tetos d’altiva nação;

    São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,

    Temíveis na guerra, que em densas coortes

    Assombram das matas a imensa extensão.

    São rudes, severos, sedentos de glória,

    Já prélios incitam, já cantam vitória,

    Já meigos atendem à voz do cantor:

    São todos Timbiras, guerreiros valentes!

    Seu nome lá voa na boca das gentes,

    Condão de prodígios, de glória e terror!”

    (Dias, Gonçalves. I-Juca-Pirama. [Trecho] [1851]. In: Fundação Biblioteca Nacional. Departamento Nacional do Livro. Disponível em: objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/jucapirama.pdf. Acesso: 21 ago. 2013).  


    TEXTO 2

    No meio das tabas há menos verdores,
    Não há gentes brabas nem campos de flores.

    No meio das tabas cercadas de insetos,
    Pensando nas babas dos analfabetos,
    Vou chamando as tribos dos sertões gerais,
    Passando recibos nos vãos de Goiás.

    Venham os xerentes, craôs e crixás,
    Bororos doentes e xicriabás.
    E os apinajés, os carajás roídos,
    E os tapirapés e os inás perdidos

    [...]

    No meio das tabas não quero ver dores,
    Mas morubixabas e altivos senhores.

    Quero a rebeldia das tribos na aldeia.
    Nada de “poesia”. Quero cara feia:
    Cor de jenipapo e urucum no peito,
    Não índio de trapo falando sem jeito.

    (TELES, Gilberto M. “Aldeia global”. In: Os melhores poemas de Gilberto Mendonça Teles. Seleção Luís Busatto. São Paulo: Global, 2001.p. 91-92).  

    Comparando-se os versos iniciais de ambos os poemas, a diferença entre os termos “amenos”, no texto 1, e “há menos”, no texto 2, caracteriza a ocorrência de
    Escolha uma alternativa para a questão f0881a3f-b0
  • F079FCA9-B0

    Português

    Gêneros Textuais
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    “No meio das tabas de amenos verdores,

    Cercadas de troncos — cobertos de flores,

    Alteiam-se os tetos d’altiva nação;

    São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,

    Temíveis na guerra, que em densas coortes

    Assombram das matas a imensa extensão.

    São rudes, severos, sedentos de glória,

    Já prélios incitam, já cantam vitória,

    Já meigos atendem à voz do cantor:

    São todos Timbiras, guerreiros valentes!

    Seu nome lá voa na boca das gentes,

    Condão de prodígios, de glória e terror!”

    (Dias, Gonçalves. I-Juca-Pirama. [Trecho] [1851]. In: Fundação Biblioteca Nacional. Departamento Nacional do Livro. Disponível em: objdigital.bn.br/Acervo_Digital/livros_eletronicos/jucapirama.pdf. Acesso: 21 ago. 2013).  


    TEXTO 2

    No meio das tabas há menos verdores,
    Não há gentes brabas nem campos de flores.

    No meio das tabas cercadas de insetos,
    Pensando nas babas dos analfabetos,
    Vou chamando as tribos dos sertões gerais,
    Passando recibos nos vãos de Goiás.

    Venham os xerentes, craôs e crixás,
    Bororos doentes e xicriabás.
    E os apinajés, os carajás roídos,
    E os tapirapés e os inás perdidos

    [...]

    No meio das tabas não quero ver dores,
    Mas morubixabas e altivos senhores.

    Quero a rebeldia das tribos na aldeia.
    Nada de “poesia”. Quero cara feia:
    Cor de jenipapo e urucum no peito,
    Não índio de trapo falando sem jeito.

    (TELES, Gilberto M. “Aldeia global”. In: Os melhores poemas de Gilberto Mendonça Teles. Seleção Luís Busatto. São Paulo: Global, 2001.p. 91-92).  

    Produzidos em contextos sociais e históricos distintos, os poemas apresentam semelhanças temáticas. A leitura comparativa indica
    Escolha uma alternativa para a questão f079fca9-b0
  • F0734FF9-B0

    Português

    Coesão e coerência
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Coesão e coerência

    Assinale a afirmativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão f0734ff9-b0
  • 3FB6605E-B0

    Português

    Coesão e coerência
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A questão esta relacionada com a charge a seguir. Examine-a atentamente antes de responder a ela.  

    Imagem da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Coesão e coerência
                    Disponível em: <http://www2.uol.com.br/angeli/chargeangeli/chargeangeli.htm>.
                     Acesso em: 29 ago. 2013. 
    Assinale a afirmativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3fb6605e-b0
  • 3FB1F95F-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A questão esta relacionada com a charge a seguir. Examine-a atentamente antes de responder a ela.  

    Imagem da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos
                    Disponível em: <http://www2.uol.com.br/angeli/chargeangeli/chargeangeli.htm>.
                     Acesso em: 29 ago. 2013. 
    Assinale a afirmativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3fb1f95f-b0
  • 3FA8E1F4-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Pneumotórax

    Manuel Bandeira
    Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
    A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
    Tosse, tosse, tosse.

    Mandou chamar o médico:

    – Diga trinta e três.
    – Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
    – Respire.

    ...............................................................................................................................

    – O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
    – Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
    – Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

    BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 30.
    I. A linha pontilhada pode ser lida como sinalizadora de tempo de espera, suspense.
    II. A resposta final do médico, enigmática, tenta encobrir sua impotência diante do mal.
    III. O paciente dá mostras de conviver com a doença há longo tempo.



    Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 3fa8e1f4-b0
  • 3FA412A5-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    I. A mídia leva a transformações na sociedade tanto quanto a sociedade leva a transformações na mídia.

    II. “Tostines vende mais porque é fresquinho; ou é fresquinho porque vende mais?”

    III. As coisas não andam porque ninguém confia no governo. E porque ninguém confia no governo as coisas não andam.



    “Círculo vicioso é a sucessão de períodos em que a troca entre causa e consequência resulta em continuação ininterrupta do enunciado. Para que se efetive o círculo, é preciso que a causa de um período passe a ser a consequência no outro, e vice-versa.”

    (Revista Língua Portuguesa, n. 95, set. 2013, p. 65.)


    Tendo em conta as três frases acima e a descrição de círculo vicioso, pode-se dizer que tal situação está caracterizada em:
    Escolha uma alternativa para a questão 3fa412a5-b0
  • 3F976F1C-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A questão esta relacionada com a tabela e o gráfico a seguir, que tratam dos óbitos, no Brasil, segundo as causas mais comuns. Examine-os atentamente antes de responder a elas. 

    Tabela 1 – Número absoluto (N) e proporção* (%) de óbitos segundo causas básicas – 2009  
    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos

    Gráfico 1 — Óbitos por 100.000 habitantes segundo causas básicas  
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos
    Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/2884/162/taxade-mortalidade-por-doencas-croni-cas-cai-26.html>. Acesso em: 28 ago. 2013. 
    I. A mortalidade por doenças cardiovasculares teve, no período total, uma redução de menos de 50%.

    II. Ao final da primeira década do século XXI, o diabetes e as doenças respiratórias têm a mesma letalidade.

    III. Em 2009, o número total de óbitos por doenças crônicas não transmissíveis e por outras causas situa-se próximo de um milhão.


    Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3f976f1c-b0
  • 3F8F8226-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: A questão esta relacionada com a tabela e o gráfico a seguir, que tratam dos óbitos, no Brasil, segundo as causas mais comuns. Examine-os atentamente antes de responder a elas. 

    Tabela 1 – Número absoluto (N) e proporção* (%) de óbitos segundo causas básicas – 2009  
    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos

    Gráfico 1 — Óbitos por 100.000 habitantes segundo causas básicas  
    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos
    Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/2884/162/taxade-mortalidade-por-doencas-croni-cas-cai-26.html>. Acesso em: 28 ago. 2013. 
    I. No último ano do levantamento, diabetes e doenças respiratórias são responsáveis, em conjunto, por mais de cem mil óbitos.

    II. A tabela mostra que cerca de três em cada dez óbitos no Brasil em 2009 se deveram a doenças cardiovasculares.

    III. Durante a última década do século XX e a primeira do século XXI, o câncer matou quatro vezes mais que o diabetes.


    Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3f8f8226-b0
  • 3F8C5213-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Tendo em conta a tirinha a seguir, assinale a afirmativa INCORRETA.


    Imagem da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos

    Disponível em: <http://temtudobr.blogspot.com.br/2008/12/tirinhas-muito-engraadas.html>.

    Acesso em 12 set. 2013.

    Escolha uma alternativa para a questão 3f8c5213-b0
  • 3F8708CD-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    O FASCÍNIO DO ÃO
    Roberto Pompeu de Toledo

    1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.
    2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.
    3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.
    4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...
    5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.
    6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.
    (Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)
    I. O emprego do itálico no texto atende a finalidades distintas.
    II. Os parênteses são usados pelo autor com funções diversas.
    III. As aspas são sistematicamente utilizadas pelo autor para indicar menções.


    Dentre as afirmativas acima, são VERDADEIRAS:

    Escolha uma alternativa para a questão 3f8708cd-b0
  • 3F749861-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    O FASCÍNIO DO ÃO
    Roberto Pompeu de Toledo

    1º § O novo estádio do Corinthians, em São Paulo, em tese destinado à abertura da Copa do Mundo de 2014, é por enquanto um rasgo de imaginação sobre um terreno baldio, mas já tem nome de guerra. O leitor adivinha qual é? Aí vai uma pista: o local escolhido é o bairro de Itaquera. Agora ficou fácil. O nome é Itaquerão, claro. Antes, os estádios precisavam ao menos ser construídos, para receber o enobrecimento do “ão” na última sílaba do apelido. Não mais. Não se sabe sequer quem vai pagar a conta do estádio, ou suposto estádio, do Corinthians, nem existe projeto definido. Mas o nome já lhe foi pespegado.
    2º § O uso do aumentativo para designar estádios de futebol começou com a inauguração, em 1965, do Mineirão, em Belo Horizonte – oficialmente Estádio Magalhães Pinto, mas desde o primeiro momento, e para sempre, Mineirão. Fazia sentido. O majestoso Mineirão, com capacidade para 130000 pessoas, nascia como o segundo estádio brasileiro, só atrás do Maracanã, “o maior do mundo”. Dali em diante, a moda pegou, e a febre de construção de estádios que assolou o país, a partir do “milagre brasileiro” [...], espalhou ãos pelo país afora.
    3º § Era uma questão de honra, para os governadores, construir estádios na capital do estado. A exemplo do caso mineiro, o governador que iniciasse as obras ganhava, por direito divino, o mimo de ter o nome emprestado ao do colosso. Mas as homenagens devidas ao governador, à cidade, ao estado e ao estádio não estariam completas se ao nome não se juntasse um apelido em que se engatasse um ão. Seguiu-se uma floração da qual constaram, entre outros, o Batistão de Aracaju (Estádio Lourival Batista, 1969), o Castelão de Fortaleza (Estádio Plácido Castelo, 1973), o Albertão de Teresina (Estádio Alberto Silva, 1976) e o Castelão de São Luís (Estádio João Castelo, 1982). Os estádios, assim como o próprio campeonato brasileiro de futebol, que chegou a abrigar quarenta clubes, em 1973, para agradar ao maior número de praças possível, integravam a estratégia panem et circenses do regime. Sendo que, no caso dos estádios, o circenses incluía um ão que convenientemente espelhava a grandeza da Pátria Grande concebida para embalar a fantasia dos brasileiros.
    4º § Tal era sua força que o ão se disseminou por cidades do interior. Em Presidente Prudente, interior de São Paulo, surgiu o Prudentão (1982), um entre muitos exemplos. Com o fim do regime militar, ou, antes, com o fim do milagre econômico e de sua contrapartida de Pátria Grande, transcorreram mais de duas décadas de seca na construção de estádios. Mesmo porque, nos centros mais óbvios, ou mais vistosos, sob o ponto de vista político, já tinham sido todos construídos. Mas não desapareceu a memória do ão. Quando, para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Estádio João Havelange, que apelido ganhou? O leitor não adivinha? Pista: fica no bairro de Engenho de Dentro. Claro: é Engenhão. No caso do eventual e futuro estádio do Corinthians, o apelido de ltaquerão prova que o ão sobrevive mesmo à moda recente de chamar estádio de “arena” (Arena da Baixada, Arena Barueri). E no entanto...
    5º § No entanto, o inho é que melhor caracterizaria o brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda escreveu, no clássico Raízes do Brasil (um pouco de erudição faz bem, especialmente ao autor, que se convence de estar falando coisa séria): “A terminação inho, aposta às palavras, serve para nos familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de aproximá-los do coração”. A passagem está no famoso capítulo do “homem cordial”, isto é, o homem regido pelo coração, que seria o brasileiro.
    6º § [...] Somos a terra do jeitinho, do favorzinho e do probleminha, invocados sobretudo quando o jeito é complicado, o favor é grande e o problema insolúvel. Por esse caminho, para melhor se aninhar no coração dos brasileiros, o Mineirão deveria ser Mineirinho, o Castelão, Castelinho e o Batistão, Batistinha. Ocorre que estádios pertencem a outra esfera. Não foram feitos para cativar, mas para impressionar. Não pedem carinho, mas reverência, a si mesmos e a seus criadores. Cumprem no Brasil o que há de mais próximo ao papel das catedrais e das pirâmides, em outras épocas e lugares. Mesmo no caso de uma entidade que é puro espírito, como o propalado estádio do Corinthians, o brasileiro é levado a considerar uma indelicadeza não chamá-lo de ão.
    (Veja, 9 mar. 2011, p. 102.)
    Assinale a alternativa que traz consideração analítica adequada sobre o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 3f749861-b0
  • 9B74295D-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    “Se eu pudesse forçar meu coração,
    obrigá-lo, senhora, a vos dizer
    quanta amargura me fazeis sofrer,
    posso jurar – dê-me Deus seu perdão! –
    que sentiríeis compaixão de mim.

    Pois, senhora, conquanto apenas dor
    e nenhuma alegria me causeis,
    se soubésseis o mal que me fazeis,
    posso jurar – perdoa-me, Senhor! –
    que sentiríeis compaixão de mim.

    Não me querendo nenhum bem, embora,
    se soubésseis a pena que dais,
    e quanta dor há nos meus tristes ais,
    posso jurar – de boa fé, senhora! –
    que sentiríeis compaixão de mim.

    E mal seria, se não fosse assim.”

    (D. Dinis. In: BERARDINELLI, Cleonice. Cantigas de trovadores medievais em português moderno, Rio de Janeiro: Organizações Simões,1953. p. 21).


    A cantiga de D. Dinis é representativa do trovadorismo português e, como ocorre em outras produções literárias do período, enfatiza:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b74295d-b0
  • 9B700835-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    “Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
    Do que os homens! Morder como quem beija!
    É ser mendigo e dar como quem seja
    Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!”
    (Florbela Espanca, “Ser poeta”).

    “Com a máscara da palavra
    reinventamos
    o som da voz amada
    que nos inunda
    com seu luar de espuma.”
    (Ana Hatherly, “A máscara da palavra”).

    “O poeta é um fingidor.
    Finge tão completamente
    Que chega a fingir que é dor
    A dor que deveras sente.”
    (Fernando Pessoa, “Autopsicografia”).

    Os textos têm em comum:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b700835-b0
  • 9B5FBF40-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    “Sem programa estético definido, a Semana de Arte Moderna de 1922 desempenha na história da arte brasileira muito mais uma etapa destrutiva de rejeição ao conservadorismo vigente na produção literária, musical e visual do que um acontecimento construtivo de propostas e criação de novas linguagens.”
    (In: Semana de Arte Moderna. Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia. Acesso: 19 ago. 2013).

    O trecho em que uma rejeição ao conservadorismo literário se manifesta é:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b5fbf40-b0
  • 9B59E3DE-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Erro de português

    Quando o português chegou
    Debaixo de uma bruta chuva
    Vestiu o índio
    Que pena!
    Fosse uma manhã de sol
    O índio tinha despido
    O português.
    (Oswald de Andrade. “Erro de português” [1925]. In: O santeiro do mangue e outros poemas. São Paulo: Globo: Secretaria de Estado da Cultura, 1991).

    No poema de Oswald de Andrade, importante nome do movimento modernista no Brasil, destaca-se:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b59e3de-b0
  • 9B4A343B-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder a questão, leia, com atenção, o texto abaixo.  


    Imagem da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos

    Disponível em: http://artur-moritz.blogspot.com.br/2013_01_01_archive.html. Acesso em: 20 set. 2013. 

    A imagem no texto em exame pode ser interpretada:

    I. como um recurso metonímico: o livro aberto evoca a ideia de leitura.
    II. como um recurso estético, que promove uma ambivalência de sentidos e objetos; livro e boca se confundem e se fundem.
    III. como um elemento não verbal que, articulado com os elementos verbais, contribui para promover o efeito de sentido desejado.

    Assinale a alternativa que registre as considerações CORRETAS sobre a imagem do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 9b4a343b-b0
  • 9B46CF50-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder a questão, leia, com atenção, o texto abaixo.  


    Imagem da questão de Português, PUC-MINAS 2013, Interpretação de Textos

    Disponível em: http://artur-moritz.blogspot.com.br/2013_01_01_archive.html. Acesso em: 20 set. 2013. 

    Sobre o texto, apresentam-se adequadas todas as considerações, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b46cf50-b0