Questões do ENEM: Linguagens e Vícios da linguagem
Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
Resultados
6 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 1.
39DD95F1-69 Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.(Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1 cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.Anacoluto é a mudança de construção sintática no meio do enunciado. Um fenômeno muito comum, especialmente na linguagem falada, que ocorre quando aquele que fala abstrai-se do começo do enunciado e continua a exprimir-se como se iniciasse uma nova frase.(Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo, 2007. Adaptado.)Um trecho do texto em que é possível identificar a presença de anacoluto é:7BF7F470-B4 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual de Montes Claros - MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir e responda a questão, que a ele se refere ou que o toma como ponto de partida.
Um guia para você se proteger sozinho das fake news
(Hélio Gurovitz)

Revista Época, n. 1049, 6 ago. 2018, p. 44. Adaptado.
De acordo com o contexto explorado pelo autor desse texto, há algumas menções a uma entidade genérica, representada por pronomes ou substantivos, que apontam para um “nós” ou um “todos”. Nesse sentido, pode-se dizer que há um aspecto genérico na(s) palavra(s) em negrito, em cada uma das alternativas a seguir, EXCETO em
E15F2662-B4 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual de Montes Claros - MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir e responda à questão de que a ele se referem ou que o tomam como ponto de partida.


;Se observarmos esse texto, encontramos nele um cacófato (a seguir, em negrito) em: “[...] a permanência por cada vez mais tempo [...]” (Linha 38).
Sobre a cacofonia, esta é classificada, de acordo com a gramática normativa, como um vício de linguagem, isto é, uma incorreção ou defeito na oralidade ou na escrita, resultante da contiguidade de duas palavras em um texto (CEGALLA, 2005, p. 634). No entanto, seu uso, na atualidade, tem sido observado com certa frequência – tal como ocorre nesse texto –, sobretudo com o advento da internet, das mídias online.
Nesse sentido, é importante refletir sobre a presença da cacofonia, ao escrever, fazendo a seguinte consideração:
4523B5FB-DF Português
Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTexto
Estas mensagens constam em algumas versões do sistema operacional Windows 10, e surgem na tela do usuário quando o programa detecta que a bateria do computador pessoal (PC) utilizado possui, respectivamente, 10% e 7% de carga.

Fonte: Windows 10
Ao comparar as duas mensagens, infere-se, corretamente, que:16DFB4DC-A5 Português
Interpretação de TextosUERJ · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
O íngreme, o desigual, o mal calçado da ladeira mortificavam os pés às duas pobres donas. (l. 8-9)Nessa frase, um recurso de linguagem é utilizado para reforçar o incômodo das personagens. Esse recurso é denominado:ABD2DF99-FE Português
Figuras de LinguagemFGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritosArgumento (Paulinho da Viola)
Tá legal
Eu aceito o argumento
Mas não me altere o samba tanto assim
Olha que a rapaziada está sentindo a falta
De um cavaco, de um pandeiro
Ou de um tamborim.
Sem preconceito
Ou mania de passado
Sem querer ficar do lado
De quem não quer navegar
Faça como um velho marinheiro
Que durante o nevoeiro
Leva o barco devagar.
Ao empregar, na letra da canção, o verbo “navegar" em sentido metafórico e desdobrar esse sentido nos versos seguintes, o compositor recorre ao seguinte recurso expressivo: