Questões do ENEM: Linguagens e Modernismo
Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
Resultados
484 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 25.
3EB752C6-F9 Considere as seguintes afirmações sobre os romances abaixo.I - A personagem Bertoleza, de O cortiço, representa um entrave as ambições de Joao Romão de ascender socialmente, razão pela qual ele planeja devolve-la ao seu antigo senhor, na condição de escrava que era.II - Euclides da Cunha narra, em "A luta", terceira parte de Os sertões, as formas de organização e as estratégias de combate dos sertanejos, liderados por Antonio Conselheiro, que derrotam o Exercito Republicano.III- O personagem Ricardo Coração dos Outros, em Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, e um musico popular, que goza da estima da mais alta sociedade carioca, por ser a expressão característica da alma nacional.Quais estão corretas?71967508-33 Literatura
Escolas LiteráriasIF-PE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosO Modernismo brasileiro costuma ser dividido em três fases: a Geração de 22, a de 30 e a de 45. Essas Gerações têm como um de seus representantes, respectivamente,7192EA9E-33 Literatura
Escolas LiteráriasIF-PE · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosA Semana de Arte Moderna trouxe para a sociedade experiências distintas em relação ao contato com a leitura, através da literatura, e com a arte em geral. Dos excertos a seguir, assinale aquele que, com o advento do Modernismo, nos proporcionou a experiência da narrativa por meio do fluxo de consciência.211DB66B-32 Literatura
Escolas LiteráriasUEL · 2019Muito difícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto extraído do segundo ato de O demônio familiar e responda à questãoEDUARDO (Rindo-se) -– Eis um corretor de casamentos, que seria um achado precioso para certos indivíduos do meu conhecimento! Vou tratar de vender-te a algum deles para que possas aproveitar teu gênio industrioso.PEDRO -– Oh! Não! Pedro quer servir a meu senhor! Vosmecê perdoa; foi para ver senhor rico!EDUARDO -– E o que lucras tu com isto?! Sou tão pobre que te falte com aquilo de que precisas? Não te trato mais como um amigo do que como um escravo?PEDRO — Oh! Trata muito bem, mas Pedro queria que o senhor tivesse muito dinheiro e comprasse carro bem bonito para... EDUARDO -– Para... Dize!PEDRO -– Para Pedro ser cocheiro de senhor!EDUARDO -– Então a razão única de tudo isto é o desejo que tens de ser cocheiro?PEDRO — Sim, senhor!EDUARDO — (Rindo-se) -– Muito bem! Assim, pouco te importava que eu ficasse mal com a pessoa que estimava; que me casasse com uma velha ridícula, que vivesse maçado e aborrecido, contanto que governasses dois cavalos em um carro! Tens razão!... E eu ainda devo dar-me por muito feliz, que fosse esse motivo frívolo, mas inocente, que te obrigasse a trair a minha confiança. (Eduardo sai.)ALENCAR, José de. O demônio familiar. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2013. p. 54-55.
A fala de Eduardo a respeito de ser pobre em O demônio familiar levanta a questão da representação dos pobres em textos literários. Assinale a alternativa que contém a correta correlação entre a obra referida e a temática da pobreza.AF64A8B8-00 Literatura
Escolas LiteráriasUDESC · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, Paulo Leminsky, e ao Texto – SUJEITO INDIRETO.
I. A leitura do poema evidencia uma metalinguagem com duplicidade irônica, pois apresenta uma contestação aos elementos da construção gramatical, e, em consequência desta contestação, desvela um eu poético desiludido.
II. A obra de Leminsky está entre a oralidade e o rigor da construção formal, pois utiliza vários recursos estilísticos, provérbios, humor, trocadilhos da cultura popular, recursos visuais de publicidade, entre outros. No entanto, o poeta também valoriza recursos do poema tradicional – as rimas, essência para a estrutura rítmica dos seus poemas.
III. O poeta faz um jogo de palavras em relação ao título e à inversão do título, no verso 12, como forma de recuperar o sentido mais amplo que o poeta tenciona dar ao poema – uma tentativa de resgatar a essência do poema – a poesia.
IV. Da leitura dos versos “Quem dera eu visse o outro lado, / o lado de lá, lado meio” deduz-se que o poeta está se referindo a um enigma, ou seja, a incógnita que a vida representa.
V. A repetição da estrutura “Quem dera”, nos versos um, cinco e nove, reflete o probabilismo de contestação e o descontentamento do eu-poético no mundo atual, razão pela qual o poeta usa o verbo no pretérito mais que perfeito.
Assinale a alternativa correta.
AF60FFFE-00 Literatura
Escolas LiteráriasUDESC · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, Paulo Leminsky, ao Texto – SUJEITO INDIRETO, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) O poeta Leminski desenvolveu apurada sensibilidade para o haicai – poema de origem japonesa, demarcado pela concisão e objetividade; a obra Melhores poemas também está pinçada por este tipo de poema.
( ) Na obra de Leminsky também se identificam características da poesia brasileira da segunda fase do Modernismo, a exemplo, o discurso poético com versos livres ou metrificação em oposição à sintaxe normativa.
( ) O poeta Leminsky, poeta de vanguarda, criou poemas dentro dos princípios que norteiam o Concretismo – movimento poético brasileiro da década de 50; pois sua produção poética é marcada apenas pelo apelo à comunicação não-verbal.
( ) Da leitura do poema, depreende-se a ironia do poeta em relação à gramática, pois ele questiona a funcionalidade do conhecimento da gramática e a aplicabilidade dela, em especial, quanto às nomenclaturas.
( ) O poema comprova que o poeta está dividido entre a subjetividade e a objetividade, no momento em que leva o eu poético à reflexão da própria existência, baseando-se em termos gramaticais e matemáticos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
AF5D97CA-00 Literatura
Escolas LiteráriasUDESC · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
Analise as proposições em relação à obra O cemitério dos vivos e ao autor Lima Barreto.
I. A obra é considerada pré-modernista, pois procura ressaltar a valorização da escrita e da leitura, porém de forma cotidiana; rompe com toda a estrutura do romance tradicional, apresenta capítulos curtos, independentes e perde a visão crítica da realidade brasileira.
II. O traço autobiográfico é uma característica marcante na obra, principalmente o relato das experiências transpostas para o personagem-narrador, refletindo o preconceito, os traços de mestiçagens ou negros, o vício, a loucura, enfim, reflexos da miséria humana.
III. Dentro do panorama literário, considera-se Lima Barreto da corrente pré-modernista por vários motivos: por sua produção literária ter ocorrido no período que antecedeu a Semana de Arte Moderna; suas obras apresentarem a ruptura com a cultura acadêmica, defesa das classes marginalizadas; linguagem jornalística e retratar a realidade brasileira, em especial, a população e os subúrbios cariocas.
IV. Lima Barreto retrata, na obra, o dia-a-dia, os hábitos e o tratamento recebido pelos internos de um manicômio, revelando o mundo tão estigmatizado dos insanos, por meio de uma linguagem aguçada e sensível, pois ele não está louco, encontra-se no local devido a alguns surtos pelo alcoolismo. O fato de não estar louco faz com que sua estada ali seja, ainda, mais sofrida, pois ele tem consciência e pondera a forma como os internos são tratados. Assim, da leitura da obra, entende-se, também, a crítica ao tratamento do sistema carcerário dos manicômios, à época.
V. Por insistência de sua esposa, Efigênia, Mascarenhas consegue realizar o sonho do pai dele, que era vê-lo doutor. Após concluir a escola politécnica, vai para o curso de engenharia, formando-se engenheiro civil, no entanto, não abandona o seu lado escritor, continuando a sua produção literária, o que viria integrá-lo ao conjunto dos mais destacados escritores do Pré-Modernismo.
Assinale a alternativa correta.
AF5A55A8-00 Literatura
Escolas LiteráriasUDESC · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
Analise as proposições em relação à obra O cemitério dos vivos, Lima Barreto, e ao Texto .
I. A leitura da estrutura “Seriam como que exercícios para bem escrever, com fluidez, claro, simples, atraente” (linhas 2 e 3) leva o leitor a inferir que o autor refere-se às características do bom uso da linguagem, logo diz-se que há referência à função metalinguística.
II. Da Leitura do fragmento “de modo a dirigir-me à massa comum dos leitores” (linhas 3 e 4), infere-se que o autor, personagem-narrador, está se referindo à camada popular de leitores, ou seja, àquela sem formação acadêmica, não habituada à leitura.
III. Na leitura do final do parágrafo é possível estabelecer, também, uma característica bastante comum ao escritor Machado de Assis – a ironia; pois se infere, a ironia de Mascarenhas, à crítica aos autores com títulos acadêmicos, bagagem europeia, porém medíocres quanto à produção literária.
IV. A palavra “este” (linha 7) é anafórico da expressão “Todo o homem” (linha 6), enquanto “daquele” (linha 7) é catafórico de “me” (linha 7), assim tanto este quanto daquele são elementos que estabelecem coesão na estrutura textual.
V. A leitura da obra leva o leitor à dedução de que os fatos e os detalhes narrados, por Mascarenhas, evidenciam uma questão de acomodação, a partir do casamento dele com Efigênia. Além das muitas dificuldades e dívidas, permeia na obra, também, por parte de Mascarenhas, a não valorização da esposa, enquanto viva.
Assinale a alternativa correta
AF560923-00 Literatura
Escolas LiteráriasUDESC · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
Analise as proposições em relação à obra O Cemitério dos vivos, Lima Barreto, ao Texto 2, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) Nos períodos “Certo dia em que me pus a pensar nisso, veio-me a reflexão” (linha 1) o pronome me, quanto à colocação pronominal, sequencialmente, está proclítico, devido à presença da partícula que, pronome relativo que é atrativo; e enclítico o que se justifica pela manifestação da ordem natural – verbo/objeto, além de não haver justificativa para o uso da próclise ou da mesóclise.
( ) Da leitura da obra, deduz-se que há dois momentos marcantes na narrativa, o primeiro tragédia familiar, demência, doenças, morte; seguido de tragédia pessoal, alcoolismo o que leva o personagem narrador à vivência em hospital psiquiátrico, razão pela qual sua produção literária é classificada pessimista pelos críticos literários.
( ) Nas estruturas “a pensar” (linha 1), “a escrever” (linha 2) e “a dirigir-me” (linha 3) a partícula destacada, quanto à morfologia, é preposição; isto ocorre por estarem os verbos no infinitivo, e, quanto à transitividade, serem transitivo direto.
( ) As orações destacadas em “veio-me a reflexão de que não era mau” (linha 1) e “de modo a dirigir-me à massa comum dos leitores, quando tentasse a grande obra” (linhas 3 e 4), em relação à sintaxe, são classificadas, na sequência, oração subordinada substantiva completiva nominal e oração subordinada adverbial temporal.
( ) Na estrutura “que me pus a pensar nisso, veio-me a reflexão” (linha 1), os pronomes destacados são classificados, morfossintaticamente, pronome pessoal oblíquo/sujeito, e pronome pessoal oblíquo com valor de pronome demonstrativo, logo exercendo a função sintática de adjunto adnominal, na sequência.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
C2D51DD9-FF Literatura
Escolas LiteráriasUNICENTRO · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLegado
Que lembrança darei ao país que me deu
tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?
Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu
minha incerta medalha, e a meu nome se ri.
E mereço esperar mais do que os outros, eu?
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.
Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.
Não deixarei de mim nenhum canto radioso,
uma voz matinal palpitando na bruma
e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.
De tudo quanto foi meu passo caprichoso
na vida, restará, pois o resto se esfuma,
uma pedra que havia em meio do caminho.
Disponível em:<https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13225.pdf> . Acesso em: 20 ago. 2019.
Considerando-se a obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, no contexto histórico em que foi escrita, e o poema Legado, marque com V as afirmativas verdadeiras e com F, as demais.
( ) A obra Claro Enigma foi publicada durante o período da Guerra Fria, e alguns dos seus poemas fazem questionamentos sobre o futuro em tom pessimista.
( ) O poema Legado exemplifica uma fonte de inspiração comum aos poemas da obra Claro Enigma: foi inspirado pelas incertezas e angústias da época em que foram escritos.
( ) No poema Legado, pode-se constatar o tom melancólico do poeta.
( ) No poema Legado, fica claro que o sujeito poético passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de descoberta.
( ) No poema Legado, assim como na obra como um todo (Claro Enigma), o sujeito poético esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que o acompanharam durante toda a sua existência.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
647F476C-FD Literatura
Escolas LiteráriasUFT · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o fragmento para responder a QUESTÃO .Horácio não gostava de ser contestado, mas compreendeu não era bom tema de conversa. Voltou à literatura, aconselhando os outros a lerem Drummond de Andrade, na sua opinião o melhor poeta de língua portuguesa de sempre. Qual Camões, qual Pessoa, Drummond é que era, tudo estava nele, até a situação de Angola se podia inferir na sua poesia. Por isso vos digo, os portugueses passam a vida a querer-nos impingir a sua poesia, temos de a estudar na escola, e escondem-nos os brasileiros, nossos irmãos, poetas e prosadores sublimes, relatando os nossos problemas e numa linguagem bem mais próxima da que falamos nas cidades. Quem não leu Drummond é um analfabeto. Os outros iam comendo, trocando de vez em quando olhares cúmplices. Até que Malongo e Vítor terminaram a refeição. Malongo despediu-se, levantando-se, um analfabeto vos saúda. Vítor e Furtado riram, Horácio fingiu que não ouviu. Agarrou no braço de Furtado e continuou a cultivá-lo com versos de Drummond e os seus próprios, dedicados ao grande brasileiro.Fonte: PEPETELA. A geração da utopia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: 2000, p. 30-31 (fragmento).No fragmento do romance do escritor angolano Pepetela, Horácio aconselha seus amigos Malongo, Vítor e Furtado a lerem o poeta Drummond de Andrade.Analise as afirmativas a seguir.I. A poesia de Drummond é melhor que a de Camões e de Pessoa.II. Há uma aproximação entre a literatura de Drummond e a realidade angolana.III. Nas escolas portuguesas se estuda a poesia de Drummond.IV. A poesia de Drummond está sendo usada para alfabetizar nas escolas angolanas.V. As obras dos literatos brasileiros possuem uma linguagem próxima a dos angolanos nas cidades.Assinale a alternativa CORRETA.
F5AC73C1-FC Literatura
ArcadismoUNIFESP · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho do poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira.
O sapo-tanoeiro
[...]
Diz: — “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia
Mas há artes poéticas...”
(Estrela da vida inteira, 1993.)
No trecho, o “sapo-tanoeiro” representa uma sátira aosA69312AD-F4 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosSegundo Afrânio Coutinho, o fragmento “Notas de Teoria literária”:“A ficção distingue-se de história e da biografia, por estas serem narrativas de fatos reais. A ficção é produto da imaginação criadora, embora, como toda arte, suas raízes mergulhem na experiência humana. Mas o que a distingue das outras formas de narrativa é que ela é uma transfiguração ou transmutação da realidade, feita pelo espírito do artista, este imprevisível e inesgotável laboratório. A ficção não pretende fornecer um simples retrato da realidade, mas antes criar uma imagem da realidade, uma reinterpretação, uma revisão. É o espetáculo da vida através do olhar interpretativo do artista, a interpretação artística da realidade”.(Afrânio Coutinho. Notas de Teoria Literária).O fragmento apresentado acima confirma a concepção de que a narrativa de ficção, embora tenha origem na experiência real, seja uma transfiguração da realidade, a exemplo das seguintes criações do Romance brasileiro:1) Machado de Assis, em Memórias póstumas de Brás Cubas, que dá voz a um defunto, que narra, logo no primeiro capítulo, os pormenores de sua morte.2) Graciliano Ramos, em Vidas Secas, que pretendendo manter indícios do Simbolismo, afastou-se dos princípios literários românticos.3) Guimarães Rosa, em Grande Sertão Veredas, que optou por transfigurar não apenas traços da realidade, mas entrou pela área linguística e a reinterpretou também.4) Clarice Lispector, em A hora da Estrela, que, fiel à ficção, questiona sua própria habilidade para compor uma narração no gênero ‘romance’.Estão corretas
A6902371-F4 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosAnalise o fragmento de um poema, transcrito abaixo.
Procura da poesia
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
[...]
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
Tem mil faces secretas sob a face neutra
E te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou
terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
(Carlos Drummond de Andrade).
O ‘como fazer poesia’ constitui também um tema sobre o qual se debruçaram e se debruçam os autores. Cada poeta é cativo dos cânones de sua escola literária; uns mais, outros menos. No poema mostrado acima, Drummond:
A68D650D-F4 Literatura
Escolas LiteráriasCentro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosNova PoéticaEstou farto do lirismo comedidoDo lirismo bem comportadoDo lirismo funcionário público com livro de ponto expediente, protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor [...]Estou farto do lirismo namoradorPolítico,Raquítico, Sifilítico.(Manuel Bandeira)Este poema de Manuel Bandeira pode ser entendido como:1) aversão declarada aos cânones aceitos por escolas literárias que privilegiavam a perfeição da ‘forma poética’.2) manifestação dos novos ideais literários propostos pelas vanguardas do Modernismo brasileiro.3) expressão da reiterada aspiração de que voltassem os modelos poéticos defendidos pela produção da ‘Arte pela Arte’.4) demarcação da função estética do fazer poético, a qual se furta a se ajustar aos limites puristas impostos pelas normas linguísticas.5) anuência ao imaginário das escolas do Romantismo que enalteciam as expressões do lirismo e do envolvimento amoroso.Estão corretas
DFA20655-F4 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
MUNCH, Edvard. Kneeling Female Nude Crying, (1919).Disponível em:<https://br.pinterest.com/pin/256494141249676234/?lp=true>. Acesso em: 12 mar. 2019.Soneto da separaçãoDe repente do riso fez-se o prantoSilencioso e branco como a brumaE das bocas unidas fez-se a espumaE das mãos espalmadas fez-se o espanto.De repente da calma fez-se o ventoQue dos olhos desfez a última chamaE da paixão fez-se o pressentimentoE do momento imóvel fez-se o drama.De repente, não mais que de repenteFez-se de triste o que se fez amanteE de sozinho o que se fez contente.Fez-se do amigo próximo o distanteFez-se da vida uma aventura erranteDe repente, não mais que de repente.MORAES, Vinícius de. Soneto da separação. In: Antologia poética.São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p.177.O soneto, embora modernista, é modulado por um tom romântico, ao passo que a pintura éDF9E8E38-F4 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
MUNCH, Edvard. Kneeling Female Nude Crying, (1919).Disponível em:<https://br.pinterest.com/pin/256494141249676234/?lp=true>. Acesso em: 12 mar. 2019.Soneto da separaçãoDe repente do riso fez-se o prantoSilencioso e branco como a brumaE das bocas unidas fez-se a espumaE das mãos espalmadas fez-se o espanto.De repente da calma fez-se o ventoQue dos olhos desfez a última chamaE da paixão fez-se o pressentimentoE do momento imóvel fez-se o drama.De repente, não mais que de repenteFez-se de triste o que se fez amanteE de sozinho o que se fez contente.Fez-se do amigo próximo o distanteFez-se da vida uma aventura erranteDe repente, não mais que de repente.MORAES, Vinícius de. Soneto da separação. In: Antologia poética.São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p.177.Nota-se, tanto no poema quanto na pintura apresentados, o retrato de um sentimento deFF685B55-F0 Literatura
Escolas LiteráriasEscola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosFabiano, ao refletir sobre suas condições de trabalho, compara-se a um negro que trabalha e nunca recebe carta de alforria. A comparação é baseada na:
182F146B-E6 Literatura
BarrocoCentro universitário FAG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosConsiderando a inserção do Conto “O homem que sabia javanês” nos estilos de época da literatura brasileira, a obra de Lima Barreto pertence ao:181DF0E6-E6 Literatura
Escolas LiteráriasCentro universitário FAG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosA respeito do Romance “Dôra, Doralina” de Rachel de Queiroz, assinale a alternativa correta: