Questões do ENEM: Linguagens e Vanguardas Europeias

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28 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 2.

  • 1419EE52-69

    Literatura

    Escolas Literárias
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    O __________ lançou-se contra o passado e sonhou uma superliteratura no século da “velocidade”; o __________ via a destruição do mundo, mas sabendo que do caos se organizaria uma estrutura superior, que era a verdadeira beleza. Para o __________ , entretanto, não havia passado, nem futuro: o que havia era a guerra, o nada; e a única coisa que restava ao artista era produzir uma antiarte, uma antiliteratura.

    (Gilberto Mendonça Telles. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 2022. Adaptado.)

    Os movimentos de vanguarda, com suas propostas de rompimento com o academicismo e busca por novas experiências artísticas, foram essenciais para a consolidação do Modernismo no Brasil.

    As lacunas do excerto são preenchidas, respectivamente, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 1419ee52-69
  • BFEBD0A6-68

    Literatura

    Escolas Literárias
    Ensino Einstein · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
        Essa vanguarda baseia-se na crença na realidade superior das formas específicas de associação, antes negligenciadas, na onipotência dos sonhos e no jogo desinteressado do pensamento. André Breton, seu principal teórico, afirmou que o propósito dessa vanguarda era “resolver a contradição até agora vigente entre sonho e realidade pela criação de uma realidade absoluta, uma supra-realidade.”

    (Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007. Adaptado.)

    O texto trata de uma vanguarda que influenciou inúmeros escritores do Modernismo brasileiro, qual seja,
    Escolha uma alternativa para a questão bfebd0a6-68
  • 372E79A8-63

    Literatura

    Escolas Literárias
    ENEM · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO I

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2022



    TEXTO II

            Embora não fosse um grupo ou um movimento organizado, o Minimalismo foi um dos muitos rótulos (incluindo estruturas primárias, objetos unitários, arte AB e Cool Art) aplicados pelos críticos para descrever estruturas aparentemente simples que alguns artistas estavam criando. Quando a arte minimalista começou a surgir, muitos críticos e um público opinativo julgaram-na fria, anônima e imperdoável. Os materiais industriais pré-fabricados frequentemente usados não pareciam "arte". 

    DEMPSEY, A. Estilos, escola e movimentos. São Paulo: Cosac & Naify. 2003 (Adaptado)

    De acordo com os textos I e II, compreende-se que a obra minimalista é uma
    Escolha uma alternativa para a questão 372e79a8-63
  • 041FDD3D-B3

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Estadual do Maranhão · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    O Surrealismo, movimento vanguardista, trazia como princípios a prevalência do automatismo psíquico em estado puro e a expressão do pensamento de maneira automática e espontânea, gerando, na escrita literária, imagens impulsionadas pelo inconsciente. 

    As poesias de Mario Quintana, não muito raro, trazem imagens que dialogam com a proposta surrealista, como se pode observar no seguinte conjunto de versos, extraído do livro de poemas Esconderijos do tempo:
    Escolha uma alternativa para a questão 041fdd3d-b3
  • D2153370-8C

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNICAMP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Tradicionalmente, o palco pode apresentar uma variedade de estilos cênicos, entre os quais se destacam o estilo realista (põe em evidência detalhes ambientais para sugerir sensações e emoções vividas pelas personagens), o estilo expressionista (os objetos são distorcidos ou estilizados, com o fim de sugerir, mais que mostrar, o ambiente de atuação das personagens), o estilo simbolista (os objetos concretos sugerem ideias abstratas, segundo associações sinestéticas tradicionais: o verde, vestido pelos mágicos, indica a esperança; o vermelho, a cor do demônio, sugere uma paixão violenta; a veste branca simboliza a candura, a castidade).
    (Adaptado de Salvatore D´Onofrio, Teoria do texto 2: Teoria da lírica e do drama. São Paulo: Ática, 1995, p. 138.)

    Sem identidade, hierarquias no chão, estilos misturados, a pós-modernidade é isto e aquilo, num presente aberto pelo e.
    (Jair Ferreira dos Santos, O que é o pós-moderno. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 110.)

    Com base nas indicações cênicas (as didascálias) que abrem e fecham a peça O marinheiro, de Fernando Pessoa, é correto afirmar que o seu estilo é
    Escolha uma alternativa para a questão d2153370-8c
  • C95AB0FF-32

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEL · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Algumas vanguardas artísticas europeias criadas na primeira metade do século XX foram manifestações artístico-literárias que criticavam uma concepção tradicional de museu, introduzindo uma estética marcada pela experimentação e pela subjetividade, que influenciaria fortemente diversas manifestações culturais em todo o mundo.

    Sobre as principais correntes vanguardistas e suas respectivas características, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão c95ab0ff-32
  • 647F476C-FD

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFT · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o fragmento para responder a QUESTÃO .


    Horácio não gostava de ser contestado, mas compreendeu não era bom tema de conversa. Voltou à literatura, aconselhando os outros a lerem Drummond de Andrade, na sua opinião o melhor poeta de língua portuguesa de sempre. Qual Camões, qual Pessoa, Drummond é que era, tudo estava nele, até a situação de Angola se podia inferir na sua poesia. Por isso vos digo, os portugueses passam a vida a querer-nos impingir a sua poesia, temos de a estudar na escola, e escondem-nos os brasileiros, nossos irmãos, poetas e prosadores sublimes, relatando os nossos problemas e numa linguagem bem mais próxima da que falamos nas cidades. Quem não leu Drummond é um analfabeto. Os outros iam comendo, trocando de vez em quando olhares cúmplices. Até que Malongo e Vítor terminaram a refeição. Malongo despediu-se, levantando-se, um analfabeto vos saúda. Vítor e Furtado riram, Horácio fingiu que não ouviu. Agarrou no braço de Furtado e continuou a cultivá-lo com versos de Drummond e os seus próprios, dedicados ao grande brasileiro.

    Fonte: PEPETELA. A geração da utopia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: 2000, p. 30-31 (fragmento).



    No fragmento do romance do escritor angolano Pepetela, Horácio aconselha seus amigos Malongo, Vítor e Furtado a lerem o poeta Drummond de Andrade.

    Analise as afirmativas a seguir.


    I. A poesia de Drummond é melhor que a de Camões e de Pessoa.

    II. Há uma aproximação entre a literatura de Drummond e a realidade angolana.

    III. Nas escolas portuguesas se estuda a poesia de Drummond.

    IV. A poesia de Drummond está sendo usada para alfabetizar nas escolas angolanas.

    V. As obras dos literatos brasileiros possuem uma linguagem próxima a dos angolanos nas cidades.



    Assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 647f476c-fd
  • DFA20655-F4

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEG · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2019

    MUNCH, Edvard. Kneeling Female Nude Crying, (1919).Disponível em:<https://br.pinterest.com/pin/256494141249676234/?lp=true>. Acesso em: 12 mar. 2019.




    Soneto da separação


    De repente do riso fez-se o pranto
    Silencioso e branco como a bruma
    E das bocas unidas fez-se a espuma
    E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


    De repente da calma fez-se o vento
    Que dos olhos desfez a última chama
    E da paixão fez-se o pressentimento
    E do momento imóvel fez-se o drama.


    De repente, não mais que de repente
    Fez-se de triste o que se fez amante
    E de sozinho o que se fez contente.


    Fez-se do amigo próximo o distante
    Fez-se da vida uma aventura errante
    De repente, não mais que de repente.


    MORAES, Vinícius de. Soneto da separação. In: Antologia poética.
    São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p.177.

    O soneto, embora modernista, é modulado por um tom romântico, ao passo que a pintura é
    Escolha uma alternativa para a questão dfa20655-f4
  • DF9E8E38-F4

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEG · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2019

    MUNCH, Edvard. Kneeling Female Nude Crying, (1919).Disponível em:<https://br.pinterest.com/pin/256494141249676234/?lp=true>. Acesso em: 12 mar. 2019.




    Soneto da separação


    De repente do riso fez-se o pranto
    Silencioso e branco como a bruma
    E das bocas unidas fez-se a espuma
    E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


    De repente da calma fez-se o vento
    Que dos olhos desfez a última chama
    E da paixão fez-se o pressentimento
    E do momento imóvel fez-se o drama.


    De repente, não mais que de repente
    Fez-se de triste o que se fez amante
    E de sozinho o que se fez contente.


    Fez-se do amigo próximo o distante
    Fez-se da vida uma aventura errante
    De repente, não mais que de repente.


    MORAES, Vinícius de. Soneto da separação. In: Antologia poética.
    São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p.177.

    Nota-se, tanto no poema quanto na pintura apresentados, o retrato de um sentimento de
    Escolha uma alternativa para a questão df9e8e38-f4
  • 1D936BD4-B9

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia as seguintes afirmações sobre as peças Hamlet, de Shakespeare, e Gota d’água, de Chico Buarque e Paulo Pontes.


    I - Hamlet e Joana caracterizam-se como heróis trágicos por sua retidão de caráter e pelo ímpeto de decisão.

    II - Os heróis são vítimas da situação corrupta em ambas as peças.

    III- A presença de narradores reforça o aspecto moderno das duas tragédias.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão 1d936bd4-b9
  • 1D4A03B4-B9

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão refere-se à peça Hamlet e a seu autor William Shakespeare.

    No bloco superior abaixo, estão listados os nomes de algumas personagens da tragédia; no inferior, sua função no drama. Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.


    1 - Cláudio

    2 - Fortimbrás

    3 - Horácio

    4 - Polônio

    5 - Laertes


    ( ) Príncipe da Noruega

    ( ) Amigo de Hamlet

    ( ) Irmão de Ofélia

    ( ) Lorde camareiro


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão 1d4a03b4-b9
  • 1D4645D1-B9

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFRGS · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A questão refere-se à peça Hamlet e a seu autor William Shakespeare.

    Leia as seguintes afirmações sobre William Shakespeare.


    I - Shakespeare escreveu tragédias, comédias, romances e poemas.

    II - Shakespeare foi o principal dramaturgo da Era Elisabetana, deixando um legado que ultrapassa a cultura inglesa.

    III- Shakespeare criou personagens que se tornaram exemplos da psiquê humana, como Hamlet, Rei Lear e o casal Macbeth.


    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão 1d4645d1-b9
  • 74E0F042-51

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIFESP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    É com base no mito da Arcádia que erguem suas doutrinas: destruindo a “hidra do mau gosto”, os árcades procuram realizar obra semelhante à dos clássicos antigos. Daí a imitação dos modelos greco-latinos ser a primeira característica a considerar na configuração da estética arcádica.

    (Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1992. Adaptado.)


    A “hidra do mau gosto” mencionada no texto refere-se ao estilo

    Escolha uma alternativa para a questão 74e0f042-51
  • B8667D55-10

    Literatura

    Escolas Literárias
    IF-MT · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto IV: base para a questão.


                              Um homem de consciência


          Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro.

          Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor.

          Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca.

          — Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bem bons - agora só um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está acabando...

          João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.

          — É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui.

          Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada...

          Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seríssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!...

        João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada, botou-as num burro, montou no seu cavalo magro e partiu.

         — Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens?

         — Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim.

    — Mas, como? Agora que você está delegado?

    — Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado, eu não moro. Adeus. E sumiu."

    (Monteiro Lobato, CIDADES MORTAS. 12a Edição. São Paulo, Editora Brasiliense, 1965)

    Podemos reconhecer no conto elementos que o inserem no:


    I - Modernismo, cujo projeto era o desejo de revelar o "verdadeiro" Brasil para o brasileiro, numa perspectiva não idealizada.

    II - Pré-modernismo, pois há um diálogo concomitante com as estruturas estéticas do passado (como o Realismo) e as de renovação que estavam para surgir (como o Modernismo).

    III - Romantismo, pois a descrição de Itaoca, cidade do interior de São Paulo, segue os parâmetros do regionalismo dessa estética literária.


    A partir das assertivas acima, julgue-as e marque a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão b8667d55-10
  • 41CAA586-CC

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFMS · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.


    [...]
    Coração, portal vermelho 
    Pedra, com plumagem de ave 
    Cobra, coral que arranha 
    E alisa 
    E é pele de sal

    Delírio ao olhar pras Cagarras

    Pupila, kajal tão verde
     Esmeralda, manchada de som 
    Onda, dedilhar que afoga
     E desaba 
    O meu temporal 

    Arrepio ao cantar das cigarras

    Cabelo, silêncio da noite 
    Negrume, cintura de raio 
    Bicho, seu dançar me engole 
    E desabotoa 
    O meu ato fina

    Deslizo ao chorar das guitarras
     (E ao cantar das cigarras) 
    Fumaça!
    Manchada de som 
    Fumaça!

    Na pista a luz de cigarros 
    Eu sou do tipo que também passa mal 
    Com ciúmes do sabor da fumaça
     Que penetra sua boca
     Esse amor marginal

    [...]

    NOPORN. Fumaça. In: NOPORN. Boca. São Paulo: Tratore Distribuidora dos Independentes, 2016. 1 CD. Faixa 3 (4’48”)

    A canção “Fumaça”, do duo NoPorn, composto por Liana Padilha e Luca Lauri, emprega dois recursos caros a duas poéticas da virada do século XIX para o século XX: primeiro, a aproximação de elementos distantes, criando novas realidades, por vezes oníricas, como a imagem de uma “pedra, com plumagem de ave”; segundo, a sinestesia, que promove o cruzamento de sensações, perceptível em construções como “manchada de som” e “sabor da fumaça”. O primeiro e o segundo recursos criativos expostos podem ser associados, respectivamente, ao: 

    Escolha uma alternativa para a questão 41caa586-cc
  • A85F7847-02

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2017
    PICASSO, Pablo. Guernica (1937). In: PROENÇA, Graça. História da Arte. 17. ed. São Paulo: Ática, 2008. p. 257.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2017
    ANDRADE, Carlos Drummond de. Disponível em:<http://trabalhohistoriagce.blogspot.com/p/poesias.html>. Acesso em: 24 mar. 2017.
    Em 2017, o quadro cubista “Guernica”, obra emblemática da carreira de Pablo Picasso, completa oitenta anos. A estética cubista
    Escolha uma alternativa para a questão a85f7847-02
  • A85C9B11-02

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEG · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.

    Um sonho

    Eu tive um sonho esta noite que não quero esquecer,
    por isso o escrevo tal qual se deu:
    era que me arrumava para uma festa onde eu ia falar.
    O meu cabelo limpo refletia vermelhos,
    o meu vestido era num tom de azul, cheio de panos, lindo,
    o meu corpo era jovem, as minhas pernas gostavam
    do contato da seda. Falava-se, ria-se, preparava-se.
    Todo movimento era de espera e aguardos, sendo
    que depois de vestida, vesti por cima um casaco
    e colhi do próprio sonho, pois de parte alguma
    eu a vira brotar, uma sempre-viva amarela,
    que me encantou por seu miolo azul, um azul
    de céu limpo sem as reverberações, de um azul
    sem o ‘z’, que o ‘z’ nesta palavra tisna.
    Não digo azul, digo bleu, a ideia exata
    de sua seca maciez. Pus a flor no casaco
    que só para isto existiu, assim como o sonho inteiro.
    Eu sonhei uma cor.
    Agora, sei.

    PRADO, Adélia. Bagagem. 26. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 75.

    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2017
    DALÍ, Salvador. Dalí, aos seis anos, quando acreditava que era uma garotinha, levantando a pele da água para ver um cão dormindo na água do mar (1950). Óleo sobre tela. In: PROENÇA, Graça. História da Arte. 17. ed. São Paulo: Ática, 2008. p. 270. 

    O poema de Adélia Prado é modernista, ao passo que a pintura de Salvador Dalí é
    Escolha uma alternativa para a questão a85c9b11-02