Questões do ENEM: Linguagens e Escolas Literárias
Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
Resultados
1.143 questões encontradas. Mostrando a página 19 de 58.
8E1C37A6-D5 TEXTO 3Durante séculos, os jornais impressos eram o único meio regular de divulgação de notícias. Com o avanço das tecnologias de transmissão de informação (rádio, televisão, internet), o contexto de circulação das notícias foi radicalmente alterado.Um exemplo ilustra bem essa transformação. Em 11 de setembro de 2001, quando terroristas lançaram aviões contra alvos americanos, matando milhares de pessoas, a opinião pública acompanhou, pelas telas de computador e televisão, os dramáticos acontecimentos.Jornais impressos não teriam condições de levar as notícias a milhões de pessoas em todo o mundo à medida que os fatos iam acontecendo.Essa constatação nos obriga a concluir algo importante: a depender do meio em que circulam as notícias, elas assumem configurações diferentes. Uma notícia redigida para ser postada em um portal da internet provavelmente contará com menos informações do que a notícia equivalente que será publicada na edição do jornal no dia seguinte. Isso ocorre porque, com a necessidade de informar os fatos no exato instante em que acontecem, os portais da internet não têm como garantir o tempo necessário para a apuração mais minuciosa dos detalhesdo fato noticiado.É comum, inclusive, algumas das notícias veiculadas nesses portais serem atualizadas ao longo do dia, para acréscimo de detalhes e correção das informações iniciais que se mostram inexatas. Os jornais impressos não enfrentam essas dificuldades, porque dispõem de mais tempo e podem, assim, trazer informações mais completas e bem elaboradas.Maria Luiza Abaurre e Maria Bernadete Abaurre. Produção de Texto – interlocução e gêneros. São Paulo: Editora Moderna, 2007, p. 69. (Adaptado).
Podemos relacionar os períodos literários com marcos históricos de nossa trajetória política e social. É natural que possamos juntar os dois itens, pois a produção literária, como outras de caráter cultural, assume as formas que predominam no contexto político-social em que acontecem. Assim:9C459162-C5 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosA fotografia, como produção artística, serviu de inspiração aos artistas da seguinte estética:9C426B5D-C5 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosObserve a imagem a seguir para responder à questão.
O que a alternância de elementos visuais verticais, cujo formato lembra bumerangues, confere à pintura apresentada?9C3E2F8D-C5 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosObserve a imagem a seguir para responder à questão.
Considerando-se a configuração dos pássaros na pintura apresentada, verifica-se que sua disposição na tela plasma a imagem de um9C3A92A2-C5 Literatura
BarrocoUEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosObserve a imagem a seguir para responder às questão.
A pintura apresentada filia-se ao Barroco, o que esteticamente se evidencia pelo
9C379F63-C5 Literatura
BarrocoUEG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosObserve a imagem a seguir para responder às questão.
Embora seja uma obra pertencente ao Barroco, a pintura apresentada possui conotação
3F1BDBBE-C4 Literatura
ArcadismoUEG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosObserve a imagem e leia o texto a seguir para responder à questão.

AMARAL, Tarsila do. Os operários, 1931. Disponível em: <http://www.arteeartistas.com.br/operarios-tarsila-do-amaral/>. Acesso em: 01 out. 2018.
Mulher proletária – única fábrica que o operário tem, (fabrica filhos)
tu
na tua superprodução de máquina humana
forneces anjos para o Senhor Jesus,
forneces braços para o senhor burguês.
Mulher proletária,
o operário, teu proprietário
há de ver, há de ver:
a tua produção ao contrário das máquinas burguesas
salvar o teu proprietário.
LIMA, Jorge de. Mulher proletária. In: Antologia poética. São Paulo: José Olympio, 1978, p. 21.
Em termos de periodização, tanto a pintura quanto o poema pertencem ao8A009678-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
Ela desatinouEla desatinou, viu chegar quarta-feiraAcabar brincadeira, bandeiras se desmanchandoE ela inda está sambandoEla desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasiasOs dias sem sol raiando e ela inda está sambandoEla não vê que toda genteJá está sofrendo normalmenteToda a cidade anda esquecida, da falsa vida, daavenidaOnde Ela desatinou, viu chegar quarta-feiraAcabar brincadeira, bandeiras se desmanchandoE ela inda está sambandoEla desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasiasOs dias sem sol raiando e ela inda está sambandoQuem não inveja a infeliz, felizNo seu mundo de cetim, assimDebochando da dor, do pecadoDo tempo perdido, do jogo acabado.BUARQUE, Chico. Ela desatinou. In: Todas as canções. Rio de Janeiro:Record, 2004. p. 210.Embora tanto o poema-canção quanto a pintura apresentados se enquadrem como produções modernas, a pintura se constrói sob uma perspectivaA7D354ED-B6 Literatura
ArcadismoInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosAnalise as seguintes proposições a respeito do Arcadismo.I. Pode-se dizer que o pastor convida sua amada a gozar o quanto antes os prazeres do amor, porque a vida é breve, e o futuro é incerto.II. Pode-se dizer que o eu-lírico idealiza uma paisagem agradável e propícia aos encontros amorosos.III. Pode-se dizer que se trata de uma época de lutas e polêmicas religiosas que valorizou muito a arte da oratória, tendo como um de seus maiores expoentes Gregório de Matos.IV. Pode-se dizer que, contrariamente à arte do Renascimento, o Arcadismo pregava uma exaltação dos sentimentos, e a religiosidade é expressa de forma dramática, intensa, envolvendo emocionalmente os ouvintes.Marque a alternativa CORRETA.A7D00822-B6 Literatura
Escolas LiteráriasInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia atentamente o fragmento I-Juca-Pirama.
Em fundos vasos d'alvacenta argila
Ferve o cauim;
Enche-se as copas, o prazer começa,
Reina o festim.
O prisioneiro, cuja morte anseia,
Sentado está,
O prisioneiro, que outro sol no ocaso
Jamais verá!
A dura corda, que lhe enlaça o colo,
Mostra-lhe o fim
Da vida escura, que será mais breve
Do que o festim!
Contudo os olhos d'ignóbil pranto
Secos estão;
Mudos os lábios não descerram queixas
Do coração.
Mais um martírio, que encobrir não pode
Em rugas faz
A mentirosa placidez do rosto
Na fronte audaz!
Que tens, guerreiro? Que temor te assalta
No passo horrendo?
Honra das tabas que nascer te viram,
Folga morrendo.
Folga morrendo; porque além dos Andes
Revive o forte,
Que soube ufano contrastar os medos
Da fria morte.
GONÇALVES, Dias. Poesia e Prosa Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998, p. 380-381.
Considerando o poema como um todo e seu conhecimento sobre o Romantismo brasileiro, assinale a alternativa CORRETA.
72E3FFD6-B5 Literatura
Escolas LiteráriasIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosMarque a opção que NÃO se aplica à obra Olhos D’água, de Conceição Evaristo.72E07DC5-B5 Literatura
Escolas LiteráriasIFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosSobre o conto de título homônimo ao livro Olhos D’água, de Conceição Evaristo, só NÃO podemos afirmar que:72DCB2AA-B5 Literatura
Escolas LiteráriasIFN-MG · 2018Muito difícilEntre para guardar nos favoritosA obra Nossos Ossos, de Marcelino Freire, é classificada como literatura contemporânea, uma vez que traz problematizações do nosso momento, sobretudo os embates do meio urbano. Da mesma forma,Capão Pecado, de Ferréz, traz um retrato contemporâneo do espaço urbano, a partir de uma trama narrativa que tem como cenário a favela Capão Redondo.Leia as considerações que se seguem.I. A obra Nossos Ossos centraliza a narrativa na personagem protagonista Heleno, um dramaturgo. A forma como os fatos são narrados não são lineares, surgem como quadros de cenas de um teatro, reclamando um leitor que se desdobra em espectador e coautor, uma vez que lhe cabe ordenar a narrativa.II. Em Nossos Ossos, São Paulo se afigura como uma cidade marcada pela dureza, para a qual as personagens principais do livro, oriundas do nordeste brasileiro, se direcionam em busca de oportunidades. Nesse aspecto, o autor do livro empresta esse elemento autobiográfico à narrativa.III. A obra Nossos Ossos explora elementos do macabro, assassinato, suicídio, prostituição e pornografia, de modo que problematiza a relação vida e morte; esta seria equivalente ao ―baixar as cortinas de um teatro‖ e aquela corresponde ao curso da encenação.IV. Em Capão Pecado, Ferréz apresenta os desafios da cidade grande e denuncia a injusta distribuição de rendas e ainda a ineficácia do Estado que não consegue promover justiça social, sobretudo para aqueles que vivem nas favelas.Marque a opção correta.A4A3B62C-B5 Literatura
BarrocoUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 5:
“A inconstância dos bens do mundo”, de Gregório de Matos
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
(MATOS, Gregório de. Poesias selecionadas. São Paulo: FTD, 1998. p. 60.)
Ainda no poema de Gregório de Matos (Texto 5), a 2ª estrofe expressa, através de perguntas retóricas, o sentimento do eu-lírico. Qual opção expressa melhor este sentimento?A49E8C99-B5 Literatura
BarrocoUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 5:
“A inconstância dos bens do mundo”, de Gregório de Matos
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
(MATOS, Gregório de. Poesias selecionadas. São Paulo: FTD, 1998. p. 60.)
No Texto 5, poema de Gregório de Matos, podemos certificar a seguinte característica barroca:A49AF062-B5 Literatura
ArcadismoUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 4:
“Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga
SONETOS - 4
Ainda que de Laura esteja ausente,
Há de a chama durar no peito amante;
Que existe retratado o seu semblante,
Se não nos olhos meus, na minha mente.
Mil vezes finjo vê-la, e eternamente
Abraço a sombra vã; só neste instante
Conheço que ela está de mim distante,
Que tudo é ilusão que esta alma sente.
Talvez que ao bem de a ver amor resista;
Porque minha paixão, que aos céus é grata
Por inocente assim melhor persista;
Pois quando só na ideia ma retrata,
Debuxa os dotes com que prende a vista,
Esconde as obras com que ofende, ingrata.
(PROENÇA FILHO, Domício (Org.). A poesia dos inconfidentes: poesia completa de Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 701-702.)
A leitura do soneto de Tomás Antônio Gonzaga, o Texto 4, apresenta o amor como tema. São atributos deste amor:E171C933-B4 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual de Montes Claros - MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho destacado do Auto de São Lourenço, de José de Anchieta.
GUAIXARÁ
Esta virtude estrangeira
Me irrita sobremaneira.
Quem a teria trazido,
com seus hábitos polidos
estragando a terra inteira?
Só eu
permaneço nesta aldeia
como chefe guardião.
Minha lei é a inspiração
que lhe dou, daqui vou longe
visitar outro torrão.
Quem é forte como eu?
Como eu, conceituado?
Sou diabo bem assado.
A fama me precedeu;
Guaixará sou chamado
Meu sistema é o bem viver.
Que não seja constrangido
o prazer, nem abolido.
Quero as tabas acender
com meu fogo preferido
Boa medida é beber
cauim até vomitar.
Isto é jeito de gozar
a vida, e se recomenda
a quem queira aproveitar.
Partindo do trecho acima e da leitura da obra, todas as alternativas estão corretas, EXCETO
E16EF177-B4 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual de Montes Claros - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia os trechos destacados da obra Boca do Inferno, de Ana Miranda:
“Ah, aquela desgraçada cidade, notável desventura de um povo néscio e sandeu. Gregório de Matos foi informado sobre a morte do alcaide. Sofria ao ver os maus modos de obrar da governança, mas reconhecia que não apenas aos governantes, mas a toda a cidade, o demo se expunha. Não era difícil assinalar os vícios em que alguns moradores se depravavam. Pegou sua pena e começou a anotar” (p. 33).
“– Acho que acabou para sempre tua carreira na Relação Eclesiástica, disse Gonçalo Ravasco, rindo.
– Isso ainda veremos. Tratarei de mandar algumas adulações ao arcebispo. Dos meus versos será templo frequente, onde glórias lhe cante de contino, declarou Gregório de Matos fazendo pantominas.
– Quanta lacônica eloquência!
– Esta é uma grande virtude. Quae fuerant vitia mores sunt. Sim, sim, creio que há vícios que se tornam virtudes. Tudo depende de quando, como e por que se faz a coisa.
– Para ti tudo são vícios, e por isso vives atormentado com medo do inferno.
– Mas tudo hoje são vícios. E vícios hoje são virtudes” (p. 123-124)”
“A CIDADE DA BAHIA cresceu, modificou-se. Mas haveria de ser sempre um cenário de prazer e pecado, que encantava a todos os que viviam ou a visitavam, fossem seres humanos, anjos ou demônios. Não deixaria de ser, nunca, a cidade onde viveu o Boca do Inferno” (p. 331).
Com base na leitura dos trechos e de outros episódios da obra, todas as afirmativas são corretas, EXCETO
DC41181E-B2 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosA obra Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus é escrita na forma de diário, que se inicia em 15 de julho de 1955 e termina em 1º de janeiro de 1960.
Sobre essa forma, assinale a alternativa correta.
DC3D75D0-B2 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema a seguir.
não vai dar tempo
de viver outra vida
posso perder o trem
pegar a viagem errada
ficar parada
não muda nada
também
pode nunca chegar
a passagem de volta
e meia vamos dar
(RUIZ S., Alice. Dois em um. São Paulo: Iluminuras, 2018. p. 171.)
Com base no poema, considere as afirmativas a seguir.
I. O sujeito lírico defende uma concepção de amor avessa a aventuras e ímpetos.
II. O sujeito lírico deposita ênfase na ideia de aceleração, segundo a qual, é preciso fazer tudo funcionar satisfatoriamente no presente.
III. O terceiro e o quarto versos apontam imagens que remetem a riscos e insucessos.
IV. O sujeito lírico no feminino assume a condição de uma mulher que rejeita a passividade.
Assinale a alternativa correta.