Questões do ENEM: Linguagens e Escolas Literárias
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1.143 questões encontradas. Mostrando a página 40 de 58.
BC34570B-E0 No conto “O grande assalto” (Macho não ganha flor) de Dalton Trevisan, aparece a figura do pequeno criminoso típico dos grandes centros urbanos modernos gerado por vários problemas sociais. Assinale entre os trechos retirados do conto, abaixo, um que apresenta uma possível causa para a formação desse criminoso.AE54A6DB-E0 Literatura
ArcadismoCentro universitário FAG · 2014FácilEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que não se refere ao Arcadismo:13D25AE9-DE Literatura
Escolas LiteráriasFGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritosTexto para a questão
Consideração do poema

Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo.
Em sua consideração do poema, o poeta reivindica como traço de sua poética, entre outros,13CE3141-DE Literatura
Escolas LiteráriasFGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritosTexto para a questão
Consideração do poema

Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo.
Considere as seguintes afirmações:
I A liberdade com que o poeta compõe o poema tem, como contrapartida, a seriedade com que considera sua atividade.
II O poeta se abre para o mundo exterior, mas continua a examinar a si mesmo, de modo atento e exigente.
III O foco na subjetividade do poeta desdobra-se em uma poesia de vocação coletiva, com alcance social e tendências anticapitalistas.
É compatível com o teor deste poema e do livro no qual ele se insere o que se afirma em
13C10321-DE Literatura
Escolas LiteráriasFGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritosO período da literatura brasileira posterior ao clímax do chamado Modernismo “paulista” – período esse também conhecido como “Modernismo de 1930”, no qual surge, por exemplo, o chamado “romance nordestino”,
I beneficiou-se da liberdade de pesquisa estética conquistada pelo primeiro Modernismo, a qual incorporou e normalizou;
II procurou enraizar fortemente suas histórias e personagens em realidades bem determinadas e concretas e,
III com frequência, introjetou nas obras a radicalização político-ideológica característica do período.
Está correto o que se afirma em
13BDE008-DE Literatura
Escolas LiteráriasFGV · 2014MédioEntre para guardar nos favoritosNo romance Quincas Borba, evidencia-se a manipulação a que Palha submete Rubião, para melhor apropriar-se de seus bens, conforme se verifica ao longo da narrativa. Essa atitude já o indica como o tipo do arrivista, ou seja, alguém que quer vencer na vida (ou subir na escala social) a qualquer custo, mesmo em prejuízo de outrem. Considerando-se esses aspectos que caracterizam o tipo, configuram-se também como arrivistas as personagens citadas abaixo:1994DDEC-DC Literatura
Escolas LiteráriasFAME · 2014MédioEntre para guardar nos favoritosAnalise os versos a seguir.1. “As ondas são anjos que dormem no mar, Que tremem, palpitam, banhados de luz... São anjos que dormem, a rir e sonhar E em leito d'escuma revolvem-se nus!E quando de noite vem pálida a lua Seus raios incertos tremer, pratear, E a trança luzente da nuvem flutua, As ondas são anjos que dormem no mar!”2. “Era uma tarde triste, mas límpida e suave... Eu — pálido poeta — seguia triste e grave A estrada, que conduz ao campo solitário, Como um filho, que volta ao paternal sacrário,E ao longe abandonando o múrmur da cidade — Som vago, que gagueja em meio à imensidade,— No drama do crepúsculo eu escutava atento A surdina da tarde ao sol, que morre lento.”3. “Se sou pobre pastor, se não governo Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes; Se em frio, calma, e chuvas inclementes Passo o verão, outono, estio, inverno;Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça, em que vivo, coas enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento eterno.”4. “Eras na vida a pomba predileta Que sobre um mar de angústias conduzia O ramo da esperança. — Eras a estrela Que entre as névoas do inverno cintilavaApontando o caminho ao pegureiro. Eras a messe de um dourado estio. Eras o idílio de um amor sublime. Eras a glória, — a inspiração, — a pátria,”Assinale a alternativa que os classifica de forma CORRETA quanto ao seu estilo de época da literatura brasileira.6D9BEAA0-D9 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Santa Marcelina · 2014FácilEntre para guardar nos favoritosLeia um trecho do conto No Moinho, do escritor português Eça de Queirós, em que Maria da Piedade é a personagem central do enredo.Refugiava-se então naquele amor como uma compensação deliciosa. Julgando-o todo puro, todo de alma, deixava-se penetrar dele e da sua lenta influência. Adrião tornara-se, na sua imaginação, como um ser de proporções extraordinárias, tudo o que é forte, e que é belo, e que dá razão à vida. […] Leu todos os seus livros, sobretudo aquela Madalena que também amara, e morrera de um abandono. Estas leituras calmavam-na, davam-lhe como uma vaga satisfação ao desejo. Chorando as dores das heroínas de romance, parecia sentir alívio às suas.Lentamente, esta necessidade de encher a imaginação desses lances de amor, de dramas infelizes, apoderou-se dela. Foi durante meses um devorar constante de romances. Ia-se assim criando no seu espírito um mundo artificial e idealizado. A realidade tornava-se-lhe odiosa, sobretudo sob aquele aspecto da sua casa, onde encontrava sempre agarrado às saias um ser enfermo. Vieram as primeiras revoltas. Tornou-se impaciente e áspera. Não suportava ser arrancada aos episódios sentimentais do seu livro, para ir ajudar a voltar o marido e sentir-lhe o hálito mau. Veio-lhe o nojo das garrafadas, dos emplastros, das feridas dos pequenos a lavar. Começou a ler versos. Passava horas só, num mutismo, à janela, tendo sob o seu olhar de virgem loura toda a rebelião duma apaixonada. Acreditava nos amantes que escalam os balcões, entre o canto dos rouxinóis: e queria ser amada assim, possuída num mistério de noite romântica…(Eça de Queirós. Contos, s/d.)Nesse trecho do conto, evidencia-se a ligação do escritor à estética realista, pois ele6D97CDF2-D9 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Santa Marcelina · 2014FácilEntre para guardar nos favoritosObserve a pintura Os barqueiros do Volga, do artista ucraniano Ilia Repin.

(Andrew Graham-Dixon. Arte: o guia visual definitivo da arte, 2011.)
Pode-se relacionar corretamente essa pintura ao
6F81B6CF-B6 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cultura Inglesa · 2014FácilEntre para guardar nos favoritosLeia os versos de Camilo Pessanha para responder à questão.
De sob o cômoro1 quadrangular
Da terra fresca que me há-de inumar2 ,E depois de já muito ter chovido,
Quando a erva alastrar com o olvido3 ,Ainda, amigo, o mesmo meu olhar
Há-de ir humilde, atravessando o mar,Envolver-te de preito4 enternecido,
Como o de um pobre cão agradecido.(Clepsidra, 1987.)
1cômoro: elevação de terreno não muito alta.
2inumar: enterrar.
3olvido: esquecimento.
4preito: tributo, homenagem.
Uma das ideias presentes no texto diz respeito6F7DEA2C-B6 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cultura Inglesa · 2014FácilEntre para guardar nos favoritosLeia os versos de Camilo Pessanha para responder à questão.
De sob o cômoro1 quadrangular
Da terra fresca que me há-de inumar2 ,E depois de já muito ter chovido,
Quando a erva alastrar com o olvido3 ,Ainda, amigo, o mesmo meu olhar
Há-de ir humilde, atravessando o mar,Envolver-te de preito4 enternecido,
Como o de um pobre cão agradecido.(Clepsidra, 1987.)
1cômoro: elevação de terreno não muito alta.
2inumar: enterrar.
3olvido: esquecimento.
4preito: tributo, homenagem.
O eu lírico sugere que6F77C2CD-B6 Literatura
Escolas LiteráriasFaculdade Cultura Inglesa · 2014FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o final do conto A causa secreta, de Machado de Assis, para responder à questão.Fortunato saiu, foi deitar-se no sofá da saleta contígua, e adormeceu logo. Vinte minutos depois acordou, quis dormir outra vez, cochilou alguns minutos, até que se levantou e voltou à sala. Caminhava nas pontas dos pés para não acordar a parenta, que dormia perto. Chegando à porta, estacou assombrado.Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero. Não tinha ciúmes, note-se; a natureza compô-lo de maneira que lhe não deu ciúmes nem inveja, mas dera-lhe vaidade, que não é menos cativa ao ressentimento. Olhou assombrado, mordendo os beiços.Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.(Contos escolhidos, 1994.)Uma característica da literatura realista presente no conto éCEC28019-B5 Literatura
ArcadismoFundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros · 2014MédioEntre para guardar nos favoritosLeia atentamente o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão a seguir:Psicologia de um vencido
A linguagem orgânica, cientificista, com termos advindos da química, causou estranhamento na crítica da época. O estilo de Augusto dos Anjos não se enquadrou nem mesmo dentro das escolas às quais ele era contemporâneo, a saber:1A2B2F9E-4B Literatura
Escolas LiteráriasENEM · 2014FácilEntre para guardar nos favoritosO mulatoAna Rosa cresceu; aprendera de cor a gramática do Sotero dos Reis; lera alguma coisa; sabia rudimentos de francês e tocava modinhas sentimentais ao violão e ao piano. Não era estúpida; tinha a intuição perfeita da virtude, um modo bonito, e por vezes lamentara não ser mais instruída. Conhecia muitos trabalhos de agulha; bordava como poucas, e dispunha de uma gargantazinha de contralto que fazia gosto de ouvir.Uma só palavra boiava à superfície dos seus pensamentos: “Mulato”. E crescia, crescia, transformando-se em tenebrosa nuvem, que escondia todo o seu passado. Ideia parasita, que estrangulava todas as outras ideias.— Mulato!Esta só palavra explicava-lhe agora todos os mesquinhos escrúpulos, que a sociedade do Maranhão usara para com ele. Explicava tudo: a frieza de certas famílias a quem visitara; as reticências dos que lhe falavam de seus antepassados; a reserva e a cautela dos que, em sua presença, discutiam questões de raça e de sangue.AZEVEDO, A. O Mulato. São Paulo: Ática, 1996 (fragmento)O texto de Aluísio Azevedo é representativo do Naturalismo, vigente no final do século XIX. Nesse fragmento, o narrador expressa fidelidade ao discurso naturalista, pois
1A243ECA-4B Literatura
BarrocoENEM · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosSermão da SexagésimaNunca na Igreja de Deus houve tantas pregações, nem tantos pregadores como hoje. Pois se tanto se semeia a palavra de Deus, como é tão pouco o fruto? Não há um homem que em um sermão entre em si e se resolva, não há um moço que se arrependa, não há um velho que se desengane. Que é isto? Assim como Deus não é hoje menos onipotente, assim a sua palavra não é hoje menos poderosa do que dantes era. Pois se a palavra de Deus é tão poderosa; se a palavra de Deus tem hoje tantos pregadores, por que não vemos hoje nenhum fruto da palavra de Deus? Esta, tão grande e tão importante dúvida, será a matéria do sermão. Quero começar pregando-me a mim. A mim será, e também a vós; a mim, para aprender a pregar; a vós, que aprendais a ouvir.VIEIRA, A. Sermões Escolhidos, v. 2. São Paulo: Edameris, 1965No Sermão da sexagésima, padre Antônio Vieira questiona a eficácia das pregações. Para tanto, apresenta como estratégia discursiva sucessivas interrogações, as quais têm por objetivo principal
1A07BCE0-4B Literatura
Escolas LiteráriasENEM · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosCena
O canivete voou
E o negro comprado na cadeia
Estatelou de costas
E bateu coa cabeça na pedra
ANDRADE, O. Pau-brasil. São Paulo: Globo, 2001.
O Modernismo representou uma ruptura com os padrões formais e temáticos até então vigentes na literatura brasileira. Seguindo esses aspectos, o que caracteriza o poema Cena como modernista é o(a)
19D40095-4B Literatura
Escolas LiteráriasENEM · 2014FácilEntre para guardar nos favoritosSonetoOh! Páginas da vida que eu amava,Rompei-vos! nunca mais! tão desgraçado!...Ardei, lembranças doces do passado!Quero rir-me de tudo que eu amava!E que doido que eu fui! como eu pensavaEm mãe, amor de irmã! em sossegadoAdormecer na vida acalentadoPelos lábios que eu tímido beijava!Embora — é meu destino. Em treva densaDentro do peito a existência findaPressinto a morte na fatal doença!A mim a solidão da noite infinda!Possa dormir o trovador sem crença.Perdoa minha mãe — eu te amo ainda!AZEVEDO, A. Lira dos vinte anos. São Paulo: Martins Fontes, 1996A produção de Álvares de Azevedo situa-se na década de 1850, período conhecido na literatura brasileira como Ultrarromantismo. Nesse poema, a força expressiva da exacerbação romântica identifica-se com o(a)
227D7A4A-84 Literatura
BarrocoUFAL · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritosA Nosso Senhor Jesus Christo com actos de
arrependimento e suspiros de amor
Ofendi-vos, Meu Deus, bem é verdade,
É verdade, meu Deus, que hei delinquido,
Delinquido vos tenho, e ofendido,
Ofendido vos tem minha maldade.
Maldade, que encaminha à vaidade,
Vaidade, que todo me há vencido;
Vencido quero ver-me, e arrependido,
Arrependido a tanta enormidade.
Arrependido estou de coração,
De coração vos busco, dai-me os braços,
Abraços, que me rendem vossa luz.
Luz, que claro me mostra a salvação,
A salvação pretendo em tais abraços,
Misericórdia, Amor, Jesus, Jesus.
Disponível em: <http://pt.wikisource.org/wiki/Ofendi-vos,_Meu_Deus,_bem_%C3%A9_verdade> . Acesso em: 16 jun. 2014.
Da leitura do poema acima, de autoria de Gregório de Matos, é possível afirmar:
227AE877-84 Literatura
Escolas LiteráriasUFAL · 2014MédioEntre para guardar nos favoritosCom base nos conhecimentos acerca da produção indianista de José de Alencar, é possível afirmar:227862F3-84 Literatura
Escolas LiteráriasUFAL · 2014MédioEntre para guardar nos favoritosConsolo na praia
Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour
A injustiça não se resolve.
A sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 43.
Levando em conta as características próprias da poesia de Carlos Drummond de Andrade, a relação de pertença de sua obra ao movimento modernista estabelecida pela crítica e considerando o poema apresentado, é possível afirmar: