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Questões do ENEM: Linguagens e nível fácil

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Resultados

4.021 questões encontradas. Mostrando a página 135 de 202.

  • D9A41E86-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Lições de motim

    DONA COTINHA — É claro! Só gosta de solidão quem nasceu pra ser solitário. Só o solitário gosta de solidão. Quem vive só e não gosta da solidão não é um solitário, é só um desacompanhado. (A reflexão escorrega lá pro fundo da alma.) Solidão é vocação, besta de quem pensa que é sina. Por isso, tem de ser valorizada. E não é qualquer um que pode ser solitário, não. Ah, mas não é mesmo! É preciso ter competência pra isso. (De súbito, pedagógica, volta-se para o homem.) É como poesia, sabe, moço? Tem de ser recitada em voz alta, que é pra gente sentir o gosto. (FAZ UMA PAUSA.) Você gosta de poesia? (O HOMEM TORNA A SE DEBATER. A VELHA INTERROMPE O DISCURSO E VOLTA A LHE DAR AS COSTAS, COMO SEMPRE, IMPASSÍVEL. O HOMEM, MAIS UMA VEZ, CANSADO, DESISTE.) Bem, como eu ia dizendo, pra viver bem com a solidão temos de ser proprietários dela e não inquilinos, me entende? Quem é inquilino da solidão não passa de um abandonado. É isso aí.

    ZORZETTI, H. Lições de motim. Goiânia: Kelps, 2010 (adaptado).

    Nesse trecho, o que caracteriza Lições de motim como texto teatral?

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  • D99CFE6B-A6

    Português

    Interpretação de Textos
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    BONS DIAS!

    14 de junho de 1889

    Ó doce, ó longa, ó inexprimível melancolia dos jornais velhos! Conhece-se um homem diante de um deles. Pessoa que não sentir alguma coisa ao ler folhas de meio século, bem pode crer que não terá nunca uma das mais profundas sensações da vida, — igual ou quase igual à que dá a vista das ruínas de uma civilização. Não é a saudade piegas, mas a recomposição do extinto, a revivescência do passado.

    ASSIS, M. Bons dias! (Crônicas 1888-1889). Campinas: Editora da Unicamp; São Paulo: Hucitec, 1990.

    O jornal impresso é parte integrante do que hoje se compreende por tecnologias de informação e comunicação. Nesse texto, o jornal é reconhecido como

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  • D983EF04-A6

    Português

    Interpretação de Textos
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                             De domingo

    — Outrossim...

    — O quê?

    — O que o quê?

    — O que você disse.

    — Outrossim?

    — É.

    — O que é que tem?

    — Nada. Só achei engraçado.

    — Não vejo a graça.

    — Você vai concordar que não é uma palavra de todos os dias.

    — Ah, não é. Aliás, eu só uso domingo.

    — Se bem que parece mais uma palavra de segunda-feira.

    — Não. Palavra de segunda-feira é “óbice”.

    — “Ônus”.

    — “Ônus” também. “Desiderato”. “Resquício”.

    — “Resquício” é de domingo.

    — Não, não. Segunda. No máximo terça.

    — Mas “outrossim”, francamente...

    — Qual o problema?

    — Retira o “outrossim”.

    — Não retiro. É uma ótima palavra. Aliás é uma palavra difícil de usar. Não é qualquer um que usa “outrossim”.

    VERISSIMO, L. F Comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996 (fragmento)

    No texto, há uma discussão sobre o uso de algumas palavras da língua portuguesa. Esse uso promove o(a)
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  • D96FCE7E-A6

    Português

    Interpretação de Textos
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          O livro A fórmula secreta conta a história de um episódio fundamental para o nascimento da matemática moderna e retrata uma das disputas mais virulentas ciência renascentista. Fórmulas misteriosas, duelos públicos, traições, genialidade, ambição — e matemática! Esse é o instigante universo apresentado no livro, que resgata a história dos italianos Tartaglia e Cardano e da fórmula revolucionária para resolução de equações de terceiro grau.  A obra reconstitui um episódio polêmico que marca, para muitos, o início do período moderno da matemática.

    Em última análise, A fórmula secreta apresenta-se como uma ótima opção para conhecer um pouco mais sobre a história da matemática e acompanhar um dos debates científicos mais inflamados do século XVI no campo. Mais do que isso, é uma obra de fácil leitura e uma boa mostra de que é possível abordar temas como álgebra de forma interessante, inteligente e acessível ao grande público.

    GARCIA, M. Duelos, segredos e matemática. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 6 out. 2015 (adaptado).

    Na construção textual, o autor realiza escolhas para cumprir determinados objetivos. Nesse sentido, a função social desse texto é
    Escolha uma alternativa para a questão d96fce7e-a6
  • D9690820-A6

    Português

    Interpretação de Textos
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    Primeira lição

    Os gêneros de poesia são: lírico, satírico, didático, épico, ligeiro.

    O gênero lírico compreende o lirismo.

    Lirismo é a tradução de um sentimento subjetivo, sincero e pessoal.

    É a linguagem do coração, do amor.

    O lirismo é assim denominado porque em outros tempos os versos sentimentais eram declamados ao som da lira.

    O lirismo pode ser:

    a) Elegíaco, quando trata de assuntos tristes, quase sempre a morte.

    b) Bucólico, quando versa sobre assuntos campestres.

    c) Erótico, quando versa sobre o amor.

    O lirismo elegíaco compreende a elegia, a nênia, a endecha, o epitáfio e o epicédio.

    Elegia é uma poesia que trata de assuntos tristes.

    Nênia é uma poesia em homenagem a uma pessoa morta.

    Era declamada junto à fogueira onde o cadáver era incinerado.

    Endecha é uma poesia que revela as dores do coração.

    Epitáfio é um pequeno verso gravado em pedras tumulares.

    Epicédio é uma poesia onde o poeta relata a vida de uma pessoa morta.

    CESAR, A. C. Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

    No poema de Ana Cristina Cesar, a relação entre as definições apresentadas e o processo de construção do texto indica que o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d9690820-a6
  • D965D831-A6

    Português

    Interpretação de Textos
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    O nome do inseto pirilampo (vaga-lume) tem uma interessante certidão de nascimento. De repente, no fim do século XVII, os poetas de Lisboa repararam que não podiam cantar o inseto luminoso, apesar de ele ser um manancial de metáforas, pois possuía um nome “indecoroso” que não podia ser “usado em papéis sérios”: caga-lume. Foi então que o dicionarista Raphael Bluteau inventou a nova palavra, pirilampo, a partir do grego pyr, significando 'fogo’, e lampas, 'candeia’.

    FERREIRA, M. B. Caminhos do português: exposição comemorativa do Ano Europeu das Línguas. Portugal: Biblioteca Nacional, 2001 (adaptado).

    O texto descreve a mudança ocorrida na nomeação do inseto, por questões de tabu linguístico. Esse tabu diz respeito à

    Escolha uma alternativa para a questão d965d831-a6
  • D9573B32-A6

    Português

    Gêneros Textuais
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    Querido diário

    Hoje topei com alguns conhecidos meus

    Me dão bom-dia, cheios de carinho

    Dizem para eu ter muita luz, ficar com Deus

    Eles têm pena de eu viver sozinho [...]

    Hoje o inimigo veio me espreitar

    Armou tocaia lá na curva do rio

    Trouxe um porrete a mó de me quebrar

    Mas eu não quebro porque sou macio, viu

    HOLANDA, C. B. Chico. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2013 (fragmento).

    Uma característica do gênero diário que aparece na letra da canção de Chico Buarque é o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d9573b32-a6
  • D94D2AB4-A6

    Português

    Interpretação de Textos
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    Centro das atenções em um planeta cada vez mais interconectado, a Floresta Amazônica expõe inúmeros dilemas. Um dos mais candentes diz respeito à madeira e sua exploração econômica, uma saga que envolve os muitos desafios para a conservação dos recursos naturais às gerações futuras.

    Com o olhar jornalístico, crítico e ao mesmo tempo didático, adentramos a Amazônia em busca de histórias e sutilezas que os dados nem sempre revelam. Lapidamos estatísticas e estudos científicos para construir uma síntese útil a quem direciona esforços para conservar a floresta, seja no setor público, seja no setor privado, seja na sociedade civil.

    Guiada como uma reportagem, rica em informações ilustradas, a obra Madeira de ponta a ponta revela a diversidade de fraudes na cadeia de produção, transporte e comercialização da madeira, bem como as iniciativas de boas práticas que se disseminam e trazem esperança rumo a um modelo de convivência entre desenvolvimento e manutenção da floresta.

    VILLELA, M.; SPINK, P In: ADEODATO, S. et al. Madeira de ponta a ponta: o caminho desde a floresta até o consumo. São Paulo: FGV RAE, 2011 (adaptado).

    A fim de alcançar seus objetivos comunicativos, os autores escreveram esse texto para

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  • D949DD9B-A6

    Português

    Interpretação de Textos
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    Em casa, Hideo ainda podia seguir fiel ao imperador japonês e às tradições que trouxera no navio que aportara em Santos. [...] Por isso Hideo exigia que, aos domingos, todos estivessem juntos durante o almoço. Ele se sentava à cabeceira da mesa; à direita ficava Hanashiro, que era o primeiro filho, e Hitoshi, o segundo, e à esquerda, Haruo, depois Hiroshi, que era o mais novo. [...] A esposa, que também era mãe, e as filhas, que também eram irmãs, aguardavam de pé ao redor da mesa [...]. Haruo reclamava, não se cansava de reclamar: que se sentassem também as mulheres à mesa, que era um absurdo aquele costume. Quando se casasse, se sentariam à mesa a esposa e o marido, um em frente ao outro, porque não era o homem melhor que a mulher para ser o primeiro [...]. Elas seguiam de pé, a mãe um pouco cansada dos protestos do filho, pois o momento do almoço era sagrado, não era hora de levantar bandeiras inúteis [...].

    NAKASATO, O. Nihonjin. São Paulo: Benvirá, 2011 (fragmento).

    Referindo-se a práticas culturais de origem nipônica, o narrador registra as reações que elas provocam na família e mostra um contexto em que

    Escolha uma alternativa para a questão d949dd9b-a6
  • D93DE82C-A6

    Português

    Pontuação
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    Quem procura a essência de um conto no espaço que fica entre a obra e seu autor comete um erro: é muito melhor procurar não no terreno que fica entre o escritor e sua obra, mas justamente no terreno que fica entre o texto e seu leitor.

    OZ, A. De amor e trevas. São Paulo: Cia. das Letras, 2005 (fragmento).

    A progressão temática de um texto pode ser estruturada por meio de diferentes recursos coesivos, entre os quais se destaca a pontuação. Nesse texto, o emprego dos dois pontos caracteriza uma operação textual realizada com a finalidade de

    Escolha uma alternativa para a questão d93de82c-a6
  • D93A7C5D-A6

    Português

    Interpretação de Textos
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    TEXTO I

          Nesta época do ano, em que comprar compulsivamente é a principal preocupação de boa parte da população, é imprescindível refletirmos sobre a importância da mídia na propagação de determinados comportamentos que induzem ao consumismo exacerbado. No clássico livro O capital, Karl Marx aponta que no capitalismo os bens materiais, ao serem fetichizados, passam a assumir qualidades que vão além da mera materialidade. As coisas são personificadas e as pessoas são coisificadas. Em outros termos, um automóvel de luxo, uma mansão em um bairro nobre ou a ostentação de objetos de determinadas marcas famosas são alguns dos fatores que conferem maior valorização e visibilidade social a um indivíduo.

    LADEIRA, F. F. Reflexões sobre o consumismo. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 18 jan. 2015.


    TEXTO II

          Todos os dias, em algum nível, o consumo atinge nossa vida, modifica nossas relações, gera e rege sentimentos, engendra fantasias, aciona comportamentos, faz sofrer, faz gozar. Às vezes constrangendo-nos em nossas ações no mundo, humilhando e aprisionando, às vezes ampliando nossa imaginação e nossa capacidade de desejar, consumimos e somos consumidos. Numa época toda codificada como a nossa, o código da alma (o código do ser) virou código do consumidor! Fascínio pelo consumo, fascínio do consumo. Felicidade, luxo, bem-estar, boa forma, lazer, elevação espiritual, saúde, turismo, sexo, família e corpo são hoje reféns da engrenagem do consumo.

    BARCELLOS, G. A alma do consumo. Disponível em: www.diplomatique.org.br. Acesso em: 18 jan. 2015.

    Esses textos propõem uma reflexão crítica sobre o consumismo. Ambos partem do ponto de vista de que esse hábito
    Escolha uma alternativa para a questão d93a7c5d-a6
  • D936B0D2-A6

    Português

    Interpretação de Textos
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    Mandinga — Era a denominação que, no período das grandes navegações, os portugueses davam à costa ocidental da África. A palavra se tornou sinônimo de feitiçaria porque os exploradores lusitanos consideravam bruxos os africanos que ali habitavam — é que eles davam indicações sobre a existência de ouro na região. Em idioma nativo, manding designava terra de feiticeiros. A palavra acabou virando sinônimo de feitiço, sortilégio.

    COTRIM, M. O pulo do gato 3. São Paulo: Geração Editorial, 2009 (fragmento).

    No texto, evidencia-se que a construção do significado da palavra mandinga resulta de um(a)

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  • D92C96A7-A6

    Literatura

    Escolas Literárias
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    PINHÃO sai ao mesmo tempo que BENONA entra.

    BENONA: Eurico, Eudoro Vicente está lá fora e quer falar com você.

    EURICÃO: Benona, minha irmã, eu sei que ele está lá fora, mas não quero falar com ele.

    BENONA: Mas Eurico, nós lhe devemos certas atenções.

    EURICÃO: Você, que foi noiva dele. Eu, não!

    BENONA: Isso são coisas passadas.

    EURICÃO: Passadas para você, mas o prejuízo foi meu. Esperava que Eudoro, com todo aquele dinheiro, se tornasse meu cunhado. Era uma boca a menos e um patrimônio a mais. E o peste me traiu. Agora, parece que ouviu dizer que eu tenho um tesouro. E vem louco atrás dele, sedento, atacado de verdadeira hidrofobia. Vive farejando ouro, como um cachorro da molest'a, como um urubu, atrás do sangue dos outros. Mas ele está enganado. Santo Antônio há de proteger minha pobreza e minha devoção.

    SUASSUNA, A. O santo e a porca. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 (fragmento).

    Nesse texto teatral, o emprego das expressões “o peste” e “cachorro da molesta” contribui para

    Escolha uma alternativa para a questão d92c96a7-a6
  • D925F0D1-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    O hoax, como é chamado qualquer boato ou farsa I na internet, pode espalhar vírus entre os seus contatos. Falsos sorteios de celulares ou frases que Clarice Lispector nunca disse são exemplos de hoax. Trata-se de boatos recebidos por e-mail ou compartilhados em redes sociais. Em geral, são mensagens dramáticas ou alarmantes que acompanham imagens chocantes, falam de crianças doentes ou avisam sobre falsos vírus. O objetivo de quem cria esse tipo de mensagem pode ser apenas se divertir com a brincadeira (de mau gosto), prejudicar a imagem de uma empresa ou espalhar uma ideologia política.

    Se o hoax for do tipo phishing (derivado de fishing, pescaria, em inglês) o problema pode ser mais grave: o usuário que clicar pode ter seus dados pessoais ou bancários roubados por golpistas. Por isso é tão importante ficar atento.

    VIMERCATE, N. Disponível em: www.techtudo.com.br. Acesso em: 1 maio 2013

    Ao discorrer sobre os hoaxes, o texto sugere ao leitor, como estratégia para evitar essa ameaça,(adaptado)

    Escolha uma alternativa para a questão d925f0d1-a6
  • D922B9E7-A6

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Ler não é decifrar, como num jogo de adivinhações, o sentido de um texto. É, a partir do texto, ser capaz de atribuir-lhe significado, conseguir relacioná-lo a todos os outros textos significativos para cada um, reconhecer nele o tipo de leitura que o seu autor pretendia e, dono da própria vontade, entregar-se a essa leitura, ou rebelar-se contra ela, propondo uma outra não prevista.

    LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993.

    Nesse texto, a autora apresenta reflexões sobre o processo de produção de sentidos, valendo-se da metalinguagem. Essa função da linguagem torna-se evidente pelo fato de o texto

    Escolha uma alternativa para a questão d922b9e7-a6
  • D915BD1D-A6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, ENEM 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Orientações à população são encontradas também em sites oficiais. Ao clicar no endereço eletrônico mencionado no cartaz disponível na internet, o leitor tem acesso aos(às)

    Escolha uma alternativa para a questão d915bd1d-a6
  • 16F0630A-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Interpretação de Textos

    Esse tema do que passa por meio de, indiretamente, era importante para Barthes. (l. 29-30)
    Com base na compreensão do último parágrafo, a expressão que pode substituir o trecho sublinhado é:
    Escolha uma alternativa para a questão 16f0630a-a5
  • 16E71E91-A5

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Interpretação de Textos

    No primeiro parágrafo, o autor introduz uma discussão a respeito das redes sociais. Essa introdução está organizada a partir do seguinte procedimento:
    Escolha uma alternativa para a questão 16e71e91-a5
  • FFAEFE3E-86

    Português

    Coesão e coerência
    UECE · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

                                         Texto 1

                                Pessoas habitadas 

    Imagem da questão de Português, UECE 2016, Coesão e coerência

    MEDEIROS, Martha. In: Org. e Int. SANTOS, Joaquim Ferreira dos. As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Objetiva, 324-325.

    Dentre as expressões apresentadas a seguir, assinale a que NÃO tem correspondência, neste texto, com “pessoas habitadas”.
    Escolha uma alternativa para a questão ffaefe3e-86
  • 23002755-84

    Português

    Advérbios
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto, para responder à questão.

    Contra a mera “tolerância” das diferenças

    Renan Quintanilha

        “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.

        “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.

        “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.

        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.

        Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.

        Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.

        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.

        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.

        Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2. 

        Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.

        O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em:<http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/>  Acesso em: 03 mai 2016. 

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.

    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
    O elemento destacado nos trechos a seguir só NÃO é advérbio em
    Escolha uma alternativa para a questão 23002755-84