Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 180 de 426.

  • 12719BEB-B6

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    IF-RR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Assinale a sequência que completa corretamente estes períodos:


    I. Ela _____________ disse que não faria a prova de proficiência.

    II. Vão _____________ os livros. solicitados pela biblioteca.

    III. A reitora estava ______________ aborrecida com a falta de recursos financeiros.

    IV. É ________________ muita atenção para atravessar a rua.

    V. É ________________ a entrada de animais neste estabelecimento.

    Escolha uma alternativa para a questão 12719beb-b6
  • 126B4581-B6

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-RR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre os contos de Várias Histórias, de Machado de Assim, é incorreto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 126b4581-b6
  • 1267EBB1-B6

    Português

    Análise sintática
    IF-RR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema “Velho Lucas”, de Eli Macuxi, e responda à questão :

    Assim que por gente me entendi
    por sua causa acreditei
    que namorava um bem-te-vi
    e pelo amor me apaixonei

    Você tirou meus dentes de leite
    e dizia à ‘sua menina’
    que deveria jogá-los no telhado
    declamando uma rima ...
    ...
    Quantas vezes cortou minha franja?
    Quantas vezes fingiu brincar de manja?
    Quantas vezes me fez ler um mapa?
    Quantas vezes me educou no tapa?

    Num doze de março você veio ao mundo
    sem saber como seria profundo
    o sulco na alma da filha mais velha
    que tanto temeu ser analfabeta

    Acho que deu certo, meu velho pai
    você atingiu a sua meta ...
    e a ninguém, mais do que a você
    responsabilizo hoje
    por eu pretender ser poeta.

    Amor para quem odeia, 2ª ed. 2016, p. 23-24.


    Aponte a alternativa que contém erro de análise:
    Escolha uma alternativa para a questão 1267ebb1-b6
  • 6B813C47-B5

    Português

    Análise sintática
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2017, Análise sintática

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2017, Análise sintática

    Releia:


    As gírias são neologismos empregados por grupos que têm em comum a profissão, a idade, a classe social ou a região, com o objetivo de criar uma identidade linguística, facilitando a comunicação entre os pares e excluindo os que não pertencem àquela comunidade.


    No trecho acima, os verbos facilitar e excluir estão: 

    Escolha uma alternativa para a questão 6b813c47-b5
  • 6B7D2FE9-B5

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2017, Figuras de Linguagem

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2017, Figuras de Linguagem

    O eufemismo é uma figura de linguagem em que se emprega um termo de sentido mais “leve” para falar de algo cujo significado é mais pejorativo. Qual das gírias abaixo foi formada a partir dessa estratégia?
    Escolha uma alternativa para a questão 6b7d2fe9-b5
  • 5F7D6057-B5

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    August 16, 2017 / 10:00 AM

    Four years without Big Ben’s bongs? It can’t be right, says UK PM May

        LONDON (Reuters) - Prime Minister Theresa May said on Wednesday it could not be right for “Big Ben”, the bell in the British parliament’s clock tower whose bongs (1)_______, to fall silent for four years during renovations. May joined other politicians who have protested at the news that the great bell, which has rung every hour for most of the past 157 years, would cease its bongs to ensure the safety of workers carrying out renovations on the tower.

        “Of course we want to ensure that people are safe at work, but it can’t be right for Big Ben to be silent for four years,” May told reporters.

        “I hope that the Speaker (of the House of Commons) ... will urgently look into this and ensure that we can hear Big Ben through those four years.”

        Big Ben’s bongs, which are heard marking the start of some of the BBC’s flagship news bulletins, are part of the soundtrack of daily life in the British capital and beyond.

        Officially known as the Elizabeth Tower, the clock tower that houses Big Ben is believed to be the most photographed building in the United Kingdom. May’s comments were more restrained than those of her Brexit minister, David Davis, who said on Tuesday that (2)_____.

        Another Conservative politician, member of parliament Nigel Evans, suggested earlier on Wednesday that the bongs could be switched back on every evening when the workers carrying out the renovations of the clock tower finished for the day.

        Steve Jaggs, parliament’s Keeper of the Great Clock, had announced this week that Big Ben would stop its regular chimes at midday (1100 GMT) on Monday, Aug. 21, inviting members of the public to gather nearby to hear the final bongs.

        The bell will still toll for important (3)_____ but will otherwise remain silent until 2021.

    Reporting by Estelle Shirbon; editing by Michael Holden (Adaptado de Acesso em 16/08/2017) 

    When will the bongs begin again regularly?
    Escolha uma alternativa para a questão 5f7d6057-b5
  • 5F686A3B-B5

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    O texto a seguir servirá de base para a questão.

        Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança ([Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo] SBPE) totalizaram R$ 20,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, montante 9,1% inferior ao registrado em igual intervalo de 2016, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

        Foram financiadas, com recursos das cadernetas de poupança, 82,5 mil unidades entre aquisições e construções no período, recuo de 17,9% em relação à primeira metade de 2016, quando 100,5 mil imóveis foram financiados.

        Apenas em junho, conforme a Abecip, o montante de financiamento imobiliário alcançou R$ 3,8 bilhões, alta de 6,5% em relação a maio, mas retração de 11,1% no período de um ano. A quantidade de imóveis financiados no mês passado subiu 5,7% e recuou 22%, nas mesmas bases de comparações, para 15,4 mil unidades.

        “O primeiro semestre foi ruim. Esperamos decrescimento menor ou ao menos empate com o ano passado e isso não aconteceu, mas o patamar de empréstimos continuou interessante”, disse o presidente da Abecip, Gilberto Abreu, em coletiva de imprensa, lembrando que as empresas estão em um ritmo menor de construção de novos empreendimentos após um ciclo de elevados estoques (Estadão, 26/07/2017).

    Analise o último parágrafo do texto, transcrito a seguir, e depois escolha a alternativa correta.
    O primeiro semestre foi ruim. Esperamos (1) decrescimento (2) menor ou ao menos empate (3) com o ano passado e (4) isso não aconteceu, mas o patamar de empréstimos continuou interessante”, disse o presidente da Abecip, Gilberto Abreu, em coletiva de imprensa, lembrando que as empresas estão em um ritmo menor de construção de novos empreendimentos após um ciclo de elevados estoques.
    Há uma inadequação:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f686a3b-b5
  • 5F651E87-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    O texto a seguir servirá de base para a questão.

        Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança ([Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo] SBPE) totalizaram R$ 20,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, montante 9,1% inferior ao registrado em igual intervalo de 2016, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

        Foram financiadas, com recursos das cadernetas de poupança, 82,5 mil unidades entre aquisições e construções no período, recuo de 17,9% em relação à primeira metade de 2016, quando 100,5 mil imóveis foram financiados.

        Apenas em junho, conforme a Abecip, o montante de financiamento imobiliário alcançou R$ 3,8 bilhões, alta de 6,5% em relação a maio, mas retração de 11,1% no período de um ano. A quantidade de imóveis financiados no mês passado subiu 5,7% e recuou 22%, nas mesmas bases de comparações, para 15,4 mil unidades.

        “O primeiro semestre foi ruim. Esperamos decrescimento menor ou ao menos empate com o ano passado e isso não aconteceu, mas o patamar de empréstimos continuou interessante”, disse o presidente da Abecip, Gilberto Abreu, em coletiva de imprensa, lembrando que as empresas estão em um ritmo menor de construção de novos empreendimentos após um ciclo de elevados estoques (Estadão, 26/07/2017).

    Estratégias argumentativas são mecanismos utilizados em um texto, com o objetivo de convencer o leitor a respeito do assunto que desenvolve. Elas podem ser de diversos tipos, entre os quais:
    I) apresentação de argumentos concretos, como dados estatísticos, por exemplo;
    II) utilização de raciocínio lógico, que apresente comparação, por exemplo;
    III) exemplificação, relacionada ao assunto que se desenvolve;
    IV) alusão histórica, em que se busca a intertextualidade;
    V) argumento de autoridade, com a opinião de especialistas, para dar credibilidade ao texto.

    Indique, pela numeração acima, as estratégias presentes no artigo do Estadão:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f651e87-b5
  • 5F5BFB28-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema Açúcar, de Ferreira Gullar, com atenção.


    Em lugares distantes, onde não há hospital

    nem escola homens que não sabem ler e morrem de fome

    aos 27 anos

    plantaram e colheram a cana

    que viraria açúcar.


    Em usinas escuras,

    homens de vida amarga

    e dura

    produziram este açúcar

    branco e puro

    com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.



    Os recursos expressivos e o enfoque do tema, oferecem ao texto um caráter:

    Escolha uma alternativa para a questão 5f5bfb28-b5
  • 5F569655-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.

    E se o oceano incendiar

    E se cair neve no sertão

    E se o urubu cocorocar

    E se o botafogo for campeão

    E se o meu dinheiro não faltar

    E se o delegado for gentil

    E se tiver bife no jantar

    E se o carnaval cair em abril

    E se o telefone funcionar

    (...)

    E se tiver sopa pro peão (Francis Hime)


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 5f569655-b5
  • 5F4F139C-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IF-PR 2017, Interpretação de Textos

    Sobre a tirinha, é possível afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f4f139c-b5
  • 5F48DFD0-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF-PR · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IF-PR 2017, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa que melhor registra a mensagem que a tirinha pretende veicular.
    Escolha uma alternativa para a questão 5f48dfd0-b5
  • 3C6DFA34-B5

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    AI Picks Up Racial and Gender Biases When Learning from What Humans Write

    AI1 picks up racial and gender biases2 when learning language from text, researchers say. Without any supervision, a machine learning algorithm learns to associate female names more with family words than career words, and black names as being more unpleasant than white names.

    For a study published today in Science, researchers tested the bias of a common AI model, and then matched the results against a well-known psychological test that measures bias in humans. The team replicated in the algorithm all the psychological biases they tested, according to a study from co-author Aylin Caliskan, a post-doc at Princeton University. Because machine learning algorithms are so common, influencing everything from translation to scanning names on resumes, this research shows that the biases are pervasive, too. 

    An algorithm is a set of instructions that humans write to help computers learn. Think of it like a recipe, says Zachary Lipton, an AI researcher at UC San Diego who was not involved in the study. Because algorithms use existing materials — like books or text on the internet — it’s obvious that AI can pick up biases if the materials themselves are biased. (For example, Google Photos tagged black users as gorillas.) We’ve known for a while, for instance, that language algorithms learn to associate the word “man” with “professor” and the word “woman” with “assistant professor.” But this paper is interesting because it incorporates previous work done in psychology on human biases, Lipton says.

    For today’s study, Caliskan’s team created a test that resembles the Implicit Association Test (IAT), which is commonly used in psychology to measure how biased people are (though there has been some controversy over its accuracy). In the IAT, subjects are presented with two images — say, a white man and a black man — and words like “pleasant” or “unpleasant.” The IAT calculates how quickly you match up “white man” and “pleasant” versus “black man” and “pleasant,” and vice versa. The idea is that the longer it takes you to match up two concepts, the more trouble you have associating them.

    The test developed by the researchers also calculates bias, but instead of measuring “response time”, it measures the mathematical distance between two words. In other words, if there’s a bigger numerical distance between a black name and the concept of “pleasant” than a white name and “pleasant”, the model’s association between the two isn’t as strong. The further apart the words are, the less the algorithm associates them together.

    Caliskan’s team then tested their method on one particular algorithm: Global Vectors for Word Representation (GLoVe) from Stanford University. GLoVe basically crawls the web to find data and learns associations between billions of words. The researchers found that, in GLoVe, female words are more associated with arts than with math or science, and black names are seen as more unpleasant than white names. That doesn’t mean there’s anything wrong with the AI system, per se, or how the AI is learning — there’s something wrong with the material.

    1AI: Artificial Intelligence
    2bias: prejudice; preconception

    Disponível em <http://www.theverge.com/>. Acesso em: 18/04/2017.
    Assinale a alternativa que está de acordo com o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c6dfa34-b5
  • 3C646179-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o romance “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, é INCORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 3c646179-b5
  • 3C61085C-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa INCORRETA sobre a obra “Dois Irmãos” de Miltom Hatoum.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c61085c-b5
  • 3C5AEDBF-B5

    Português

    Denotação e Conotação
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    O texto abaixo é poético. Leia-o com atenção e resolva as questões.

    “A lua,
    tal qual a dona de um bordel,
    pedia a cada estrela fria
    um brilho de aluguel.
    E nuvens,
    lá no mata-borrão do céu
    chupavam manchas torturadas
    – que sufoco!”

    (João Bosco e Aldir Blanc, “O bêbado e a equilibrista”)

    I – No fragmento há predomínio da linguagem denotativa, característica máxima do texto literário.
    II – A função referencial, presente no texto, transmite dados da realidade de forma subjetiva.
    III – Nos textos literários, o autor explora determinadas construções com a intenção deliberada de reforçar a mensagem.
    IV – No fragmento a figura de linguagem evidente é a prosopopeia.

    Assinale a alternativa correta após análise completa.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c5aedbf-b5
  • 3C57A1B0-B5

    Literatura

    Arcadismo
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa INCORRETA a respeito dos movimentos literários brasileiros abaixo.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c57a1b0-b5
  • 3C52B4C2-B5

    Português

    Análise sintática
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Nós, os brasileiros

    Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil. Como sempre, eles falam da Floresta Amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores, [...]”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos.

    Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade. Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi, sobretudo, com escritores ou professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta – eu fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos. – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma universidade americana famosa. – Mas a senhora é loira!

    Depois de ler, num congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um dos meus romances traduzido em inglês, ouvi de um senhor elegante, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos: – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas! Pior ainda, no Canadá alguém exclamou incrédulo: – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos”. 

    Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico. 

    Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e mato. E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos, senti-me tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, fazem-me menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa.

    (Luft, Lya. Pensar e transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005, pág. 49 – 51) 
    Analise as passagens extraídas do texto e as afirmações feitas sobre cada uma delas e, em seguida, assinale a alternativa que contém a afirmação INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c52b4c2-b5
  • 3C4F2FE9-B5

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Nós, os brasileiros

    Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil. Como sempre, eles falam da Floresta Amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores, [...]”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos.

    Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade. Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi, sobretudo, com escritores ou professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta – eu fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos. – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma universidade americana famosa. – Mas a senhora é loira!

    Depois de ler, num congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um dos meus romances traduzido em inglês, ouvi de um senhor elegante, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos: – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas! Pior ainda, no Canadá alguém exclamou incrédulo: – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos”. 

    Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico. 

    Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e mato. E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos, senti-me tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, fazem-me menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa.

    (Luft, Lya. Pensar e transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005, pág. 49 – 51) 
    O emprego dos tempos e modos verbais desempenha um papel fundamental na construção da coerência textual. Partindo dessa constatação, é CORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 3c4f2fe9-b5
  • 3C4938A3-B5

    Português

    Interpretação de Textos
    IF Sul - MG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    Nós, os brasileiros

    Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil. Como sempre, eles falam da Floresta Amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores, [...]”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos.

    Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade. Nas minhas idas (nem tantas) ao exterior, onde convivi, sobretudo, com escritores ou professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta – eu fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos. – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma universidade americana famosa. – Mas a senhora é loira!

    Depois de ler, num congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um dos meus romances traduzido em inglês, ouvi de um senhor elegante, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos: – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas! Pior ainda, no Canadá alguém exclamou incrédulo: – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece um livro brasileiro, pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos”. 

    Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico. 

    Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa e televisões mostrando carnaval, futebol, praia e mato. E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos, senti-me tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, fazem-me menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa.

    (Luft, Lya. Pensar e transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005, pág. 49 – 51) 
    Assinale a alternativa em que o significado da palavra em destaque está INCORRETAMENTE interpretado.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c4938a3-b5