Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 241 de 426.

  • 6FCF133B-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o excerto da crônica “Mineirinho” de Clarice Lispector (1925-1977), publicada na revista Senhor em 1962, para responder à questão.

        

       É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora1. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinhodo que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”. Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não matou”.

      Por quê? No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim.

       Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me faz ouvir o primeiro e o segundo tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.

        Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos. Até que treze tiros nos acordam, e com horror digo tarde demais – vinte e oito anos depois que Mineirinho nasceu – que ao homem acuado, que a esse não nos matem. Porque sei que ele é o meu erro. E de uma vida inteira, por Deus, o que se salva às vezes é apenas o erro, e eu sei que não nos salvaremos enquanto nosso erro não nos for precioso. Meu erro é o meu espelho, onde vejo o que em silêncio eu fiz de um homem. Meu erro é o modo como vi a vida se abrir na sua carne e me espantei, e vi a matéria de vida, placenta e sangue, a lama viva. Em Mineirinho se rebentou o meu modo de viver.


    (Clarice Lispector. Para não esquecer, 1999.)


    1facínora: diz-se de ou indivíduo que executa um crime com crueldade ou perversidade acentuada.

    2Mineirinho: apelido pelo qual era conhecido o criminoso carioca José Miranda Rosa. Acuado pela polícia, acabou crivado de balas e seu corpo foi encontrado à margem da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

    O tom predominante no texto é de
    Escolha uma alternativa para a questão 6fcf133b-06
  • 6FCB4315-06

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIFESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Uma análise mais atenta do livro mostra que ele foi construído a partir da combinação de uma infinidade de textos preexistentes, elaborados pela tradição oral ou escrita, popular ou erudita, europeia ou brasileira. A originalidade estrutural deriva, deste modo, do fato de o livro não se basear na mímesis, isto é, na dependência constante que a arte estabelece entre o mundo objetivo e a ficção; mas em ligar-se quase sempre a outros mundos imaginários, a sistemas fechados de sinais, já regidos por significação autônoma. Esse processo, parasitário na aparência, é no entanto curiosamente inventivo; pois, em vez de recortar com neutralidade nos entrechos originais as partes de que necessita para reagrupá-las, intactas, numa ordem nova, atua quase sempre sobre cada fragmento, alterando-o em profundidade.

    (Gilda de Mello e Souza. O tupi e o alaúde, 1979. Adaptado.)

    Tal comentário aplica-se ao livro
    Escolha uma alternativa para a questão 6fcb4315-06
  • 6FC460EB-06

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIFESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    O Simbolismo é, antes de tudo, antipositivista, antinaturalista e anticientificista. Com esse movimento, nota-se o despontar de uma poesia nova, que ressuscitava o culto do vago em substituição ao culto da forma e do descritivo.

    (Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1994. Adaptado.)

    Considerando esta breve caracterização, assinale a alternativa em que se verifica o trecho de um poema simbolista.
    Escolha uma alternativa para a questão 6fc460eb-06
  • 6FA80CE3-06

    Literatura

    Arcadismo
    UNIFESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa na qual se pode detectar nos versos do poeta português Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805) uma ruptura com a convenção arcádica do locus amoenus (“lugar aprazível”).
    Escolha uma alternativa para a questão 6fa80ce3-06
  • 6FA4B866-06

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto do “Sermão de Santo Antônio aos peixes” de Antônio Vieira (1608-1697) para responder à questão.

         A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. [...] Santo Agostinho, que pregava aos homens, para encarecer a fealdade deste escândalo mostrou-lho nos peixes; e eu, que prego aos peixes, para que vejais quão feio e abominável é, quero que o vejais nos homens. Olhai, peixes, lá do mar para a terra. Não, não: não é isso o que vos digo. Vós virais os olhos para os matos e para o sertão? Para cá, para cá; para a cidade é que haveis de olhar. Cuidais que só os tapuias se comem uns aos outros, muito maior açougue é o de cá, muito mais se comem os brancos. Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças e cruzar as ruas: vedes aquele subir e descer as calçadas, vedes aquele entrar e sair sem quietação nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão de comer, e como se hão de comer.
         [...]
      Diz Deus que comem os homens não só o seu povo, senão declaradamente a sua plebe: Plebem meam, porque a plebe e os plebeus, que são os mais pequenos, os que menos podem, e os que menos avultam na república, estes são os comidos. E não só diz que os comem de qualquer modo, senão que os engolem e os devoram: Qui devorant. Porque os grandes que têm o mando das cidades e das províncias, não se contenta a sua fome de comer os pequenos um por um, poucos a poucos, senão que devoram e engolem os povos inteiros: Qui devorant plebem meam. E de que modo se devoram e comem? Ut cibum panis: não como os outros comeres, senão como pão. A diferença que há entre o pão e os outros comeres é que, para a carne, há dias de carne, e para o peixe, dias de peixe, e para as frutas, diferentes meses no ano; porém o pão é comer de todos os dias, que sempre e continuadamente se come: e isto é o que padecem os pequenos. São o pão cotidiano dos grandes: e assim como pão se come com tudo, assim com tudo, e em tudo são comidos os miseráveis pequenos, não tendo, nem fazendo ofício em que os não carreguem, em que os não multem, em que os não defraudem, em que os não comam, traguem e devorem: Qui devorant plebem meam, ut cibum panis. Parece-vos bem isto, peixes?

    (Antônio Vieira. Essencial, 2011.)
    “Diz Deus que comem os homens não só o seu povo, senão declaradamente a sua plebe” (2º parágrafo)

    Reescrito em ordem direta, tal trecho assume a seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 6fa4b866-06
  • 6F8ECE61-06

    Literatura

    Estilística
    UNIFESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o soneto do poeta Luís Vaz de Camões (1525?-1580) para responder à questão.

    Sete anos de pastor Jacob servia
    Labão, pai de Raquel, serrana bela;
    mas não servia ao pai, servia a ela,
    e a ela só por prêmio pretendia.

    Os dias, na esperança de um só dia,
    passava, contentando-se com vê-la;
    porém o pai, usando de cautela,
    em lugar de Raquel lhe dava Lia.

    Vendo o triste pastor que com enganos
    lhe fora assi negada a sua pastora,
    como se a não tivera merecida,

    começa de servir outros sete anos,
    dizendo: “Mais servira, se não fora
    para tão longo amor tão curta a vida”.

    (Luís Vaz de Camões. Sonetos, 2001.)
    Do ponto de vista formal, o tipo de verso e o esquema de rimas que caracterizam este soneto camoniano são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 6f8ece61-06
  • 6F8195FD-06

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNIFESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho inicial de um artigo do livro Bilhões e bilhões do astrônomo e divulgador científico Carl Sagan (1934-1996) para responder à questão.

    O tabuleiro de xadrez persa
        
      Segundo o modo como ouvi pela primeira vez a história, aconteceu na Pérsia antiga. Mas podia ter sido na Índia ou até na China. De qualquer forma, aconteceu há muito tempo. O grão-vizir, o principal conselheiro do rei, tinha inventado um novo jogo. Era jogado com peças móveis sobre um tabuleiro quadrado que consistia em 64 quadrados vermelhos e pretos. A peça mais importante era o rei. A segunda peça mais importante era o grão-vizir – exatamente o que se esperaria de um jogo inventado por um grão-vizir. O objetivo era capturar o rei inimigo e, por isso, o jogo era chamado, em persa, shahmat – shah para rei, mat para morto. Morte ao rei. Em russo, é ainda chamado shakhmat. Expressão que talvez transmita um remanescente sentimento revolucionário. Até em inglês, há um eco desse nome – o lance final é chamado checkmate (xeque-mate). O jogo, claro, é o xadrez. Ao longo do tempo, as peças, seus movimentos, as regras do jogo, tudo evoluiu. Por exemplo, já não existe um grão-vizir – que se metamorfoseou numa rainha, com poderes muito mais terríveis.
        A razão de um rei se deliciar com a invenção de um jogo chamado “Morte ao rei” é um mistério. Mas reza a história que ele ficou tão encantado que mandou o grão-vizir determinar sua própria recompensa por ter criado uma invenção tão magnífica. O grão-vizir tinha a resposta na ponta da língua: era um homem modesto, disse ao xá. Desejava apenas uma recompensa simples. Apontando as oito colunas e as oito filas de quadrados no tabuleiro que tinha inventado, pediu que lhe fosse dado um único grão de trigo no primeiro quadrado, o dobro dessa quantia no segundo, o dobro dessa quantia no terceiro e assim por diante, até que cada quadrado tivesse o seu complemento de trigo. Não, protestou o rei, era uma recompensa demasiado modesta para uma invenção tão importante. Ofereceu joias, dançarinas, palácios. Mas o grão-vizir, com os olhos apropriadamente baixos, recusou todas as ofertas. Só desejava pequenos montes de trigo. Assim, admirando-se secretamente da humildade e comedimento de seu conselheiro, o rei consentiu.
        No entanto, quando o mestre do Celeiro Real começou a contar os grãos, o rei se viu diante de uma surpresa desagradável. O número de grãos começa bem pequeno: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024... mas quando se chega ao 64o quadrado, o número se torna colossal, esmagador. Na realidade, o número é quase 18,5 quintilhões*. Talvez o grão-vizir estivesse fazendo uma dieta rica em fibras.
        Quanto pesam 18,5 quintilhões de grãos de trigo? Se cada grão tivesse o tamanho de um milímetro, todos os grãos juntos pesariam cerca de 75 bilhões de toneladas métricas, o que é muito mais do que poderia ser armazenado nos celeiros do xá. Na verdade, esse número equivale a cerca de 150 anos da produção de trigo mundial no presente. O relato do que aconteceu a seguir não chegou até nós. Se o rei, inadimplente, culpando-se pela falta de atenção nos seus estudos de aritmética, entregou o reino ao vizir, ou se o último experimentou as aflições de um novo jogo chamado vizirmat, não temos o privilégio de saber.

    *1 quintilhão = 1 000 000 000 000 000 000 = 1018. Para se contar esse número a partir de 0 (um número por segundo, dia e noite), seriam necessários 32 bilhões de anos (mais tempo do que a idade do universo).

    (Carl Sagan. Bilhões e bilhões, 2008. Adaptado.)
    O eufemismo (do grego euphemismós, que significava “emprego de uma palavra favorável no lugar de uma de mau augúrio”, vocábulo formado de eu, “bem” + femi, “dizer, falar”, designando, pois, “o ato de falar de uma maneira agradável”) é a figura de retórica em que há uma diminuição da intensidade semântica, com a utilização de uma expressão atenuada para dizer alguma coisa desagradável.

    (José Luiz Fiorin. Figuras de retórica, 2014. Adaptado.)

    Verifica-se a ocorrência desse recurso no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 6f8195fd-06
  • 6F7A2935-06

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    UNIFESP · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho inicial de um artigo do livro Bilhões e bilhões do astrônomo e divulgador científico Carl Sagan (1934-1996) para responder à questão.

    O tabuleiro de xadrez persa
        
      Segundo o modo como ouvi pela primeira vez a história, aconteceu na Pérsia antiga. Mas podia ter sido na Índia ou até na China. De qualquer forma, aconteceu há muito tempo. O grão-vizir, o principal conselheiro do rei, tinha inventado um novo jogo. Era jogado com peças móveis sobre um tabuleiro quadrado que consistia em 64 quadrados vermelhos e pretos. A peça mais importante era o rei. A segunda peça mais importante era o grão-vizir – exatamente o que se esperaria de um jogo inventado por um grão-vizir. O objetivo era capturar o rei inimigo e, por isso, o jogo era chamado, em persa, shahmat – shah para rei, mat para morto. Morte ao rei. Em russo, é ainda chamado shakhmat. Expressão que talvez transmita um remanescente sentimento revolucionário. Até em inglês, há um eco desse nome – o lance final é chamado checkmate (xeque-mate). O jogo, claro, é o xadrez. Ao longo do tempo, as peças, seus movimentos, as regras do jogo, tudo evoluiu. Por exemplo, já não existe um grão-vizir – que se metamorfoseou numa rainha, com poderes muito mais terríveis.
        A razão de um rei se deliciar com a invenção de um jogo chamado “Morte ao rei” é um mistério. Mas reza a história que ele ficou tão encantado que mandou o grão-vizir determinar sua própria recompensa por ter criado uma invenção tão magnífica. O grão-vizir tinha a resposta na ponta da língua: era um homem modesto, disse ao xá. Desejava apenas uma recompensa simples. Apontando as oito colunas e as oito filas de quadrados no tabuleiro que tinha inventado, pediu que lhe fosse dado um único grão de trigo no primeiro quadrado, o dobro dessa quantia no segundo, o dobro dessa quantia no terceiro e assim por diante, até que cada quadrado tivesse o seu complemento de trigo. Não, protestou o rei, era uma recompensa demasiado modesta para uma invenção tão importante. Ofereceu joias, dançarinas, palácios. Mas o grão-vizir, com os olhos apropriadamente baixos, recusou todas as ofertas. Só desejava pequenos montes de trigo. Assim, admirando-se secretamente da humildade e comedimento de seu conselheiro, o rei consentiu.
        No entanto, quando o mestre do Celeiro Real começou a contar os grãos, o rei se viu diante de uma surpresa desagradável. O número de grãos começa bem pequeno: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024... mas quando se chega ao 64o quadrado, o número se torna colossal, esmagador. Na realidade, o número é quase 18,5 quintilhões*. Talvez o grão-vizir estivesse fazendo uma dieta rica em fibras.
        Quanto pesam 18,5 quintilhões de grãos de trigo? Se cada grão tivesse o tamanho de um milímetro, todos os grãos juntos pesariam cerca de 75 bilhões de toneladas métricas, o que é muito mais do que poderia ser armazenado nos celeiros do xá. Na verdade, esse número equivale a cerca de 150 anos da produção de trigo mundial no presente. O relato do que aconteceu a seguir não chegou até nós. Se o rei, inadimplente, culpando-se pela falta de atenção nos seus estudos de aritmética, entregou o reino ao vizir, ou se o último experimentou as aflições de um novo jogo chamado vizirmat, não temos o privilégio de saber.

    *1 quintilhão = 1 000 000 000 000 000 000 = 1018. Para se contar esse número a partir de 0 (um número por segundo, dia e noite), seriam necessários 32 bilhões de anos (mais tempo do que a idade do universo).

    (Carl Sagan. Bilhões e bilhões, 2008. Adaptado.)
    O trecho “era um homem modesto, disse ao xá” (2º parágrafo) foi construído em discurso indireto. Ao se adaptar tal trecho para o discurso direto, o verbo “era” assume a seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 6f7a2935-06
  • 8C9DAA1B-F8

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Observe a pintura e leia o fragmento a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2015, Interpretação de Textos
    MEIRELLES, Victor. Batalha dos Guararapes. Disponível em:<https://www.museus.gov.br/tag/victor-meirelles/>. Acesso em: 24 mar. 2015.

    Vinha logo de guardas rodeado
    Fonte de crimes, militar tesouro,
    Por quem deixa no rego o curto arado
    O lavrador, que não conhece a glória;
    E vendendo a vil preço o sangue e a vida
    Move, e nem sabe por que move a guerra. 
    GAMA, Basílio. O Uraguai. In. BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 43. ed. São Paulo: Cultrix, 2006. p. 67.

    O fragmento e a pintura se aproximam por
    Escolha uma alternativa para a questão 8c9daa1b-f8
  • 8C9ADC34-F8

    Literatura

    Arcadismo
    UEG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Observe a pintura e leia o fragmento a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Literatura, UEG 2015, Arcadismo
    MEIRELLES, Victor. Batalha dos Guararapes. Disponível em:<https://www.museus.gov.br/tag/victor-meirelles/>. Acesso em: 24 mar. 2015.

    Vinha logo de guardas rodeado
    Fonte de crimes, militar tesouro,
    Por quem deixa no rego o curto arado
    O lavrador, que não conhece a glória;
    E vendendo a vil preço o sangue e a vida
    Move, e nem sabe por que move a guerra. 
    GAMA, Basílio. O Uraguai. In. BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 43. ed. São Paulo: Cultrix, 2006. p. 67.

    Embora O Uraguai seja considerado a melhor realização épica do Arcadismo brasileiro, nota-se, na obra, uma quebra do modelo da epopeia clássica. Em termos de conteúdo, tanto no trecho quanto na pintura apresentados, essa quebra se evidencia
    Escolha uma alternativa para a questão 8c9adc34-f8
  • 8C97D68F-F8

    Português

    Sintaxe
    UEG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, UEG 2015, Sintaxe
    RICKLEFS, Robert E. A economia da natureza. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. p. 15. (Adaptado).
    Comparando-se as frases “A população humana se aproxima da marca de 7 bilhões” (linha 13) e “Compreender os princípios ecológicos é um passo necessário para lidar com esses problemas” (linhas 18-19), verifica-se que os trechos sublinhados desempenham a função sintática de
    Escolha uma alternativa para a questão 8c97d68f-f8
  • 8C8BCAC5-F8

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, UEG 2015, Interpretação de Textos
    RICKLEFS, Robert E. A economia da natureza. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. p. 15. (Adaptado).
    Os elementos estilísticos, composicionais e temáticos indicam que o texto é predominantemente elaborado a partir de qual sequência textual?
    Escolha uma alternativa para a questão 8c8bcac5-f8
  • 2151447B-F7

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia a letra da canção e observe a pintura a seguir para responder à questão.

    Metamorfose ambulante

    Prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
    Quero dizer agora o oposto do que eu disse antes
    Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
    Sobre o que é o amor
    Sobre o que eu nem sei quem sou

    Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
    Se hoje eu lhe odeio amanhã lhe tenho amor
    Lhe tenho amor
    Lhe tenho horror
    Lhe faço amor
    Eu sou um ator

    É chato chegar a um objetivo num instante
    Quero viver nessa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

    Vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes
    Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

    Vivi a viver a vida no segundo e no instante
    Prefiro ser essa metamorfose ambulante
    Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

    SEIXAS, Raul. Metamorfose ambulante. Disponível em: <https://www.letras.com.br/#!raul-seixas/metamorfose-ambulante>.  Acesso em: 02 set. 2015.

    Imagem da questão de Português, UEG 2015, Interpretação de Textos
    Em relação à letra da música, a pintura retrata uma cena
    Escolha uma alternativa para a questão 2151447b-f7
  • 212C96C6-F7

    Inglês

    Presente perfeito progressivo | Present perfect continuous
    UEG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

     

    Migrant or Refugee? There Is a Difference, With Legal Implications

     

    In the first half of this year alone, at least 137,000 men, women and children crossed the Mediterranean Sea to reach the shores of Europe, according to the United Nations. Thousands are traveling across the Balkans now. However, are they refugee or migrants? Does it make any difference? In search for these answers, let’s read the interview.

     

    Q. Does it matter what you call them?

    A. Yes. The terms “migrant” and “refugee” are sometimes used interchangeably, but there is a crucial legal difference between the two.

     

    Q. Who is a refugee?

    A. Briefly, a refugee is a person who has fled his or her country to escape war or persecution, and can prove it.

     

    Q. What does the distinction mean for European countries?

    A. Refugees are entitled to basic protections under the 1951 convention and other international agreements. Once in Europe, refugees can apply for political asylum or another protected status, sometimes temporary. By law, refugees cannot be sent back to countries where their lives would be in danger. “One of the most fundamental principles laid down in international law is that refugees should not be expelled or returned to situations where their life and freedom would be under threat,” the refugee agency said in a statement on Thursday.

     

    Q. Who is a migrant?

    A. Anyone moving from one country to another is considered a migrant unless he or she is specifically fleeing war or persecution. Migrants may be fleeing dire poverty, or may be well-off and merely seeking better opportunities, or may be migrating to join relatives who have gone before them. There is an emerging debate about whether migrants fleeing their homes because of the effects of climate change – the desertification of the Sahel region, for example, or the sinking of coastal islands in Bangladesh – ought to be reclassified as refugees.

     

    Q. Are migrants treated differently from refugees?

    A. Countries are free to deport migrants who arrive without legal papers, which they cannot do with refugees under the 1951 convention. So it is not surprising that many politicians in Europe prefer to refer to everyone fleeing to the continent as migrants.

     

    Disponível em: <https://www.nytimes.com/2015/08/28/world/migrants-refugees-europe-syria.html?_r=0>.  Acesso em: 15 set. 2015.


    Considerando os aspectos estruturais do texto, tem-se o seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão 212c96c6-f7
  • 21296F72-F7

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEG · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

     

    Migrant or Refugee? There Is a Difference, With Legal Implications

     

    In the first half of this year alone, at least 137,000 men, women and children crossed the Mediterranean Sea to reach the shores of Europe, according to the United Nations. Thousands are traveling across the Balkans now. However, are they refugee or migrants? Does it make any difference? In search for these answers, let’s read the interview.

     

    Q. Does it matter what you call them?

    A. Yes. The terms “migrant” and “refugee” are sometimes used interchangeably, but there is a crucial legal difference between the two.

     

    Q. Who is a refugee?

    A. Briefly, a refugee is a person who has fled his or her country to escape war or persecution, and can prove it.

     

    Q. What does the distinction mean for European countries?

    A. Refugees are entitled to basic protections under the 1951 convention and other international agreements. Once in Europe, refugees can apply for political asylum or another protected status, sometimes temporary. By law, refugees cannot be sent back to countries where their lives would be in danger. “One of the most fundamental principles laid down in international law is that refugees should not be expelled or returned to situations where their life and freedom would be under threat,” the refugee agency said in a statement on Thursday.

     

    Q. Who is a migrant?

    A. Anyone moving from one country to another is considered a migrant unless he or she is specifically fleeing war or persecution. Migrants may be fleeing dire poverty, or may be well-off and merely seeking better opportunities, or may be migrating to join relatives who have gone before them. There is an emerging debate about whether migrants fleeing their homes because of the effects of climate change – the desertification of the Sahel region, for example, or the sinking of coastal islands in Bangladesh – ought to be reclassified as refugees.

     

    Q. Are migrants treated differently from refugees?

    A. Countries are free to deport migrants who arrive without legal papers, which they cannot do with refugees under the 1951 convention. So it is not surprising that many politicians in Europe prefer to refer to everyone fleeing to the continent as migrants.

     

    Disponível em: <https://www.nytimes.com/2015/08/28/world/migrants-refugees-europe-syria.html?_r=0>.  Acesso em: 15 set. 2015.


    The 1951 convention seeks to legally protect
    Escolha uma alternativa para a questão 21296f72-f7
  • 42A52660-F7

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNEMAT · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNEMAT 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNEMAT 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponível em: http://www.english-online.at. Acesso em: 08 nov. 2013.

    Com base no texto, analise as seguintes assertivas:

    I - O hambúrguer foi desenvolvido com células tronco retiradas do ombro de várias vacas.
    II - Especialistas disseram que o hambúrguer artificial parece de fato com carne.
    III - O hambúrguer produzido, apesar de artificial, era muito saboroso.
    IV - O método desenvolvido permitirá que diminua a criação de gado no mundo.
    V - De acordo com as marcas de Mark Post, o hambúrguer pode ser produzido em escala, a partir do ano que vem.

    Assinale uma alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 42a52660-f7
  • 42A1C359-F7

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNEMAT · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UNEMAT 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UNEMAT 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponível em: https://www.english-online.at/ Acesso em: 11 fev. 2014.

    Com relação às TVs Smart (TVs Inteligentes), o texto informa que:

    Escolha uma alternativa para a questão 42a1c359-f7
  • 42910603-F7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNEMAT · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    [...]

    Capitulo IX

    Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e trabalhava dedos dois de parati “pr'a cortar a friagem”.


    Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazer-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam agora os aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição, para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava-se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar. [...]


    (AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. 3ª ed. São Paulo: Martin Claret, 2010, p.90)


    No romance O Cortiço, o personagem português Jerônimo vai, segundo o narrador, aos poucos, “abrasileirando-se”, afrouxando seus trajes, o que confirma a filiação da obra a corrente filosófica em voga no mundo ocidental, na época (século XIX ), a qual defendia que o ser humano:

    Escolha uma alternativa para a questão 42910603-f7