Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 247 de 426.

  • 77677445-DE

    Inglês

    Adjetivos | Adjectives
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere o excerto a seguir, retirado do site do jornal britânico The Guardian, para responder à questão.


        Homeopaths believe that illness-causing substances can, in minute doses, treat people who are unwell. By diluting these substances in water or alcohol, homeopaths claim the resulting mixture retains a “memory” of the original substance that triggers a healing response in the body.

        These claims have been widely disproven by multiple studies, but the National Health and Medical Research Council (NHMRC) has for the first time thoroughly reviewed 225 research papers on homeopathy to come up with its position statement, released on Wednesday: Homeopathy is not effective for treating any health condition.

    (Adaptado de www.theguardian.com - acesso em 12/03/2015)

    Considere o segundo parágrafo do texto. As palavras claims, studies, thoroughly, effective são classificadas, respectivamente, como
    Escolha uma alternativa para a questão 77677445-de
  • 76E8326B-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    Analisando uma cena do presente, o enunciador do texto levanta hipóteses sobre as futuras consequências do que vê. Sobre tais projeções, é falso o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão 76e8326b-de
  • 76E53ADA-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    Ainda no segundo parágrafo, a expressão “foi mal”:
    Escolha uma alternativa para a questão 76e53ada-de
  • 76E207A7-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde

    Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa.

    por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 27/01/2015 15:08, última modificação 27/01/2015 15:44


         Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saía da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.
         Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.
         No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino "invadido", pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.
         É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.
    (Adaptado de , 27/01/2015. Disponível em Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/sociedade/marginalzinho-asocializacao-de-uma-elite-vazia-e-covarde-3514.html)
    Os sentidos atribuídos às expressões “invadiu” e “invadido”, no segundo e no terceiro parágrafos, estão relacionados, respectivamente, à dimensão:
    Escolha uma alternativa para a questão 76e207a7-de
  • 03352065-DE

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A obra de Graciliano Ramos encerra vários temas, espaços geográficos e gêneros textuais, a exemplo da memória, do diário, do conto, da crítica literária, do romance e das estórias infanto-juvenis. Dentre as estórias infanto-juvenis, qual foi escrita por Graciliano?
    Escolha uma alternativa para a questão 03352065-de
  • 032E6EA3-DE

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    O escritor paraibano José Lins do Rego narrou em sua obra romanesca a decadência dos engenhos de açúcar do Nordeste, em obras que ficaram conhecidas como o “Ciclo da cana-de-açúcar”. Este “Ciclo” foi concluído com Fogo Morto, romance de 1943, que encerra três narrativas interdependentes sobre personagens que estavam presentes nas demais obras do “Ciclo”. Quais eram esses personagens?
    Escolha uma alternativa para a questão 032e6ea3-de
  • 032B3426-DE

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Carlos Drummond de Andrade tratou em sua obra de vários temas do homem contemporâneo, a exemplo da solidão, do amor perdido, da saudade das coisas vividas, dos conflitos bélicos. Dentre os versos abaixo, qual é da sua autoria?
    Escolha uma alternativa para a questão 032b3426-de
  • 03281D7D-DE

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Lima Barreto e a sua obra estão inseridos na chamada literatura pré-modernistas. Crítico da sociedade do seu tempo e dos descaminhos que o projeto republicano foi tomando no Brasil, Lima Barreto também abordou em sua obra outros temas como:

    1) o racismo e a herança da escravidão.
    2) a herança armorial na cultura brasileira.
    3) o nacionalismo xenofóbico.
    4) a defesa da nobreza agrária.
    5) a vida intelectual carioca.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 03281d7d-de
  • 03252276-DE

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Autor de nove romances, Machado de Assis é considerado não apenas o ponto mais alto da prosa literária dos oitocentos brasileiro, mas também o autor de personagens que estão entre os mais conhecidos e marcantes da nossa literatura. Dentre os nomes abaixo, quais personagens foram frutos da criação de Machado de Assis?
    Escolha uma alternativa para a questão 03252276-de
  • 03211A54-DE

    Literatura

    Escolas Literárias
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Uma significativa produção do Romantismo brasileiro — seja na prosa, seja na poesia — se inscreve na chamada vertente indianista. De Gonçalves Dias, passando por José de Alencar, Visconde de Taunay e Machado de Assis, o indianismo esteve presente em várias obras dos oitocentos. Dentre outras fontes, o indianismo vai beber os seus fundamentos literários em qual princípio filosófico?
    Escolha uma alternativa para a questão 03211a54-de
  • 031CF1BF-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 2

    Imagem da questão de Português, Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário 2015, Interpretação de Textos
    A compreensão do Texto 2 exige que:
    Escolha uma alternativa para a questão 031cf1bf-de
  • 0319598B-DE

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considerando as normas do português contemporâneo, quanto à concordância e a regência verbal, a alternativa que se conforma à norma-padrão é:
    Escolha uma alternativa para a questão 0319598b-de
  • 030DBF14-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
        TEXTO 1


    Português, a língua mais difícil do mundo? 

    Conta outra! . Alguns mitos resistentes rondam como mosquitos chatos a língua portuguesa falada no Brasil. Diante deles, argumentações fundadas em fatos e um mínimo de racionalidade são tão inúteis quanto tapas desferidos às cegas no escuro do quarto em pernilongos zumbidores. Os tapas acertam o vazio, os zumbidos continuam lá.

    A lenda de que se fala no estado do Maranhão o português mais “correto” do Brasil é uma dessas balelas aceitas por aí como verdades reveladas – e nem os tristíssimos índices educacionais maranhenses podem fazer nada contra isso. Tapas no vazio.

    Outra bobagem de grande prestígio é aquela que sustenta ser o português “a língua mais difícil do mundo”. Baseada, talvez, na dor de cabeça real que acomete estrangeiros confrontados com a arquitetura barroca de nossos verbos, a afirmação é categórica o bastante para dispensar a necessidade de uma prova.

    O sujeito erra o gênero da palavra alface e pronto, lá vem a desculpa universal: “Ah, também, como é difícil a porcaria dessa língua! Ah, se tivéssemos sido colonizados pelos holandeses!” Não, claro que isso não quer dizer que o queixoso saiba falar holandês. É justamente na imensa parcela monoglota da população que a crença na dificuldade insuperável da língua portuguesa encontra solo mais fértil.

    Não é uma conclusão a que se chegue depois de estudar judiciosamente latim, alemão, húngaro, russo e japonês. Ninguém precisa ter encarado um idioma em que se use declinação – vespeiro do qual a gramática portuguesa nos poupou – para sair deplorando em altos brados o desafio invencível da crase. Não há dúvida de que o mito das agruras superlativas do português diz muito sobre a falência educacional brasileira, cupim que rói as fundações de qualquer projeto de desenvolvimento social que vá além da promoção de um maior acesso da população a shopping centers.

    Temo, porém, que suas raízes sejam mais profundas. Percebe-se aí uma mistura tóxica de autocomplacência, autodepreciação, ufanismo, fuga da realidade e desculpa esfarrapada que pode ser ainda mais difícil de derrotar do que nosso vicejante semianalfabetismo.

    http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/cronica/portugues-a-lingua-mais-dificil-do-mundo-conta-outra/ 
    Observe o seguinte trecho: “Não há dúvida de que o mito das agruras superlativas do português diz muito sobre a falência educacional brasileira, cupim que rói as fundações de qualquer projeto de desenvolvimento social que vá além da promoção de um maior acesso da população a shopping centers”. Nesse trecho, o foco da observação principal cai sobre:
    Escolha uma alternativa para a questão 030dbf14-de
  • 030609F4-DE

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
        TEXTO 1


    Português, a língua mais difícil do mundo? 

    Conta outra! . Alguns mitos resistentes rondam como mosquitos chatos a língua portuguesa falada no Brasil. Diante deles, argumentações fundadas em fatos e um mínimo de racionalidade são tão inúteis quanto tapas desferidos às cegas no escuro do quarto em pernilongos zumbidores. Os tapas acertam o vazio, os zumbidos continuam lá.

    A lenda de que se fala no estado do Maranhão o português mais “correto” do Brasil é uma dessas balelas aceitas por aí como verdades reveladas – e nem os tristíssimos índices educacionais maranhenses podem fazer nada contra isso. Tapas no vazio.

    Outra bobagem de grande prestígio é aquela que sustenta ser o português “a língua mais difícil do mundo”. Baseada, talvez, na dor de cabeça real que acomete estrangeiros confrontados com a arquitetura barroca de nossos verbos, a afirmação é categórica o bastante para dispensar a necessidade de uma prova.

    O sujeito erra o gênero da palavra alface e pronto, lá vem a desculpa universal: “Ah, também, como é difícil a porcaria dessa língua! Ah, se tivéssemos sido colonizados pelos holandeses!” Não, claro que isso não quer dizer que o queixoso saiba falar holandês. É justamente na imensa parcela monoglota da população que a crença na dificuldade insuperável da língua portuguesa encontra solo mais fértil.

    Não é uma conclusão a que se chegue depois de estudar judiciosamente latim, alemão, húngaro, russo e japonês. Ninguém precisa ter encarado um idioma em que se use declinação – vespeiro do qual a gramática portuguesa nos poupou – para sair deplorando em altos brados o desafio invencível da crase. Não há dúvida de que o mito das agruras superlativas do português diz muito sobre a falência educacional brasileira, cupim que rói as fundações de qualquer projeto de desenvolvimento social que vá além da promoção de um maior acesso da população a shopping centers.

    Temo, porém, que suas raízes sejam mais profundas. Percebe-se aí uma mistura tóxica de autocomplacência, autodepreciação, ufanismo, fuga da realidade e desculpa esfarrapada que pode ser ainda mais difícil de derrotar do que nosso vicejante semianalfabetismo.

    http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/cronica/portugues-a-lingua-mais-dificil-do-mundo-conta-outra/ 
    O Texto 1, em suas ideias centrais, pretende argumentar a favor:
    Escolha uma alternativa para a questão 030609f4-de
  • B246BA21-DD

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    GLOBALISATION, HUMANISM, MODERNITY: IN SEARCH OF EQUILIBRIUM
    Monica Grigorescu*
    Our time has proved to be amazingly effective in gropingly building up a civilization which it has proved amazingly inept at putting in order. (André Maliaux)

        After so many crises which have followed each other in as many areas, we ought to admit that industrial and technological civilization is creating as many problems as it is capable of resolving. The myth of progress, one of the founding myths of our civilization, also appears to have collapsed as a myth. The development of modern society, spectacular as it is from an economist’s angle of vision, has not been able to society; stop a slide into human and moral underdevelopment. A deterioration of quality in relation to quantity makes only those things that can be actually measured appear to be real; unfortunately, things like poetry, suffering, or love are hardly quantifiable.

        Towards the end of his eventful life, Jean Monnet, a remarkable figure of the twentieth century, reasoned that, had he been able to start all over again, he would have begun with culture. A founding father of what was later to become the European Union, he expressed that belated belief in the pre-eminent role of culture as a part of greater civilization after he had tried for several decades to build a prosperous Europe in economic terms in the aftermath of a devastating war.

    *Director of the House of Latin America of the Ministry of Foreign Affair of Romania.
    Revista Direito Mackenzie
    Na sentença, “…he expressed that belated belief in the pre-eminent role of culture…” a palavra grifada pode ser substituída por
    Escolha uma alternativa para a questão b246ba21-dd
  • B23A7A83-DD

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    SIESTA TIME
        Finally, vindication for power nappers. Far from being lazy louts, siesta-takers are actually doing their bit for the firm. According to Sara Mednick and her colleagues at Harvard, just 60 minutes of shut-eye in the middle of the day can make you perform like the fresh daisy you were first thing in the morning. But it has to be bona fide sleep; a mere rest, they found, has no effect.
        Dr. Mednick, whose results have just been published in Nature Neuroscience, wanted to know what effect power napping would have on people’s visual perception. She asked 30 student volunteers to come into her laboratory. Four times on the same day, at 9am, noon, 4pm and 7pm, they were required to stare at a computer screen for an hour. Their task was to pick out a vertical or horizontal bar from a striped background - an established test of visual perceptiveness. The more quickly they picked out the bar, the more acute their perception.
        All the volunteers had slept well in the days before the test, and had been warned off alcohol. During the test day, nicotine addicts were allowed to indulge their habits, but everyone had to remain uncaffeinated. Despite this cosseting, the performance of the ten volunteers who went straight through the day without a nap deteriorated rapidly. Their best scores were first thing in the morning, and it was downhill from there on. By the last session, they were taking 52% longer, on average, to identify the orientation of the bar than they had in the first.
    The Economist
    A alternativa que melhor expressa a idéia da frase All the volunteers had slept well in the days before the test, and had been warned off alcohol é:
    Escolha uma alternativa para a questão b23a7a83-dd
  • B2326A93-DD

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension

    SIESTA TIME
        Finally, vindication for power nappers. Far from being lazy louts, siesta-takers are actually doing their bit for the firm. According to Sara Mednick and her colleagues at Harvard, just 60 minutes of shut-eye in the middle of the day can make you perform like the fresh daisy you were first thing in the morning. But it has to be bona fide sleep; a mere rest, they found, has no effect.
        Dr. Mednick, whose results have just been published in Nature Neuroscience, wanted to know what effect power napping would have on people’s visual perception. She asked 30 student volunteers to come into her laboratory. Four times on the same day, at 9am, noon, 4pm and 7pm, they were required to stare at a computer screen for an hour. Their task was to pick out a vertical or horizontal bar from a striped background - an established test of visual perceptiveness. The more quickly they picked out the bar, the more acute their perception.
        All the volunteers had slept well in the days before the test, and had been warned off alcohol. During the test day, nicotine addicts were allowed to indulge their habits, but everyone had to remain uncaffeinated. Despite this cosseting, the performance of the ten volunteers who went straight through the day without a nap deteriorated rapidly. Their best scores were first thing in the morning, and it was downhill from there on. By the last session, they were taking 52% longer, on average, to identify the orientation of the bar than they had in the first.
    The Economist
    “Bona Fide” in the text is the same as
    Escolha uma alternativa para a questão b2326a93-dd
  • B229A51F-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2015, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2015, Interpretação de Textos
    Monteiro Lobato, “Urupês”.

    Vocabulário:
    boré (linha 15): trombeta de bambu usada pelos índios.
    inambu (linha 16): ave desprovida completamente ou quase completamente de cauda.
    ocara (linha 14): choupana de índios do Brasil.
    sorna (linha 29): indolente, inerte.
    trochada (linha 15): cano de espingarda que foi torcido para tornar-se reforçado.
    Assinale a alternativa que não pode ser relacionada a Monteiro Lobato e sua obra:
    Escolha uma alternativa para a questão b229a51f-dd
  • B2222757-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2015, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2015, Interpretação de Textos
    Monteiro Lobato, “Urupês”.

    Vocabulário:
    boré (linha 15): trombeta de bambu usada pelos índios.
    inambu (linha 16): ave desprovida completamente ou quase completamente de cauda.
    ocara (linha 14): choupana de índios do Brasil.
    sorna (linha 29): indolente, inerte.
    trochada (linha 15): cano de espingarda que foi torcido para tornar-se reforçado.
    Tendo como base o recorte do conto “Urupês”, pode-se afirmar que é condizente com a personagem criada por Monteiro Lobato APENAS o fragmento a seguir:
    Escolha uma alternativa para a questão b2222757-dd
  • B21E8A4C-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2015, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2015, Interpretação de Textos
    Monteiro Lobato, “Urupês”.

    Vocabulário:
    boré (linha 15): trombeta de bambu usada pelos índios.
    inambu (linha 16): ave desprovida completamente ou quase completamente de cauda.
    ocara (linha 14): choupana de índios do Brasil.
    sorna (linha 29): indolente, inerte.
    trochada (linha 15): cano de espingarda que foi torcido para tornar-se reforçado.
    Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da produção literária de Monteiro Lobato:
    Escolha uma alternativa para a questão b21e8a4c-dd