Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

8.516 questões encontradas. Mostrando a página 37 de 426.

  • D8913981-05

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2 / Parte 2
    A importância do ato de ler2
    Paulo Freire

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.

    Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala. 

    Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que realmente lidas ou estudadas. [...] 

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia... 

    Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes. 
    Atente para os sinônimos indicados. Assinale a opção em que a correlação esteja INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão d8913981-05
  • D88C8E1D-05

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2 / Parte 2
    A importância do ato de ler2
    Paulo Freire

    Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.

    Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala. 

    Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que realmente lidas ou estudadas. [...] 

    A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia... 

    Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes. 
    Para Paulo Freire, um processo de aprendizagem da leitura pressupõe:

    I. acesso a um grande e variado conjunto de textos para leitura e memorização dos preceitos e informações ali contidos.
    II. aprendizagem de aspectos como concordância, regência verbal e nominal, uso da crase, enfim, conhecimentos linguísticos aplicados à compreensão textual.
    III. acesso a textos autorais dos próprios professores e alunos, cuja interpretação se dá, de forma viva e dinâmica, para detecção dos expedientes utilizados para construção textual.
    IV. compreensão de textos de qualidade, usualmente, aqueles de maior extensão e complexidade, por pressuporem pesquisa e análise.

    Estão CORRETAS as afirmativas:
    Escolha uma alternativa para a questão d88c8e1d-05
  • D8701007-05

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1 / Parte 1 
    A importância do ato de ler1
    Paulo Freire 

    Rara tem sido a vez, ao longo de tantos anos de prática pedagógica, por isso política, em que me tenho permitido a tarefa de abrir, de inaugurar ou de encerrar encontros ou congressos. Aceitei fazê-la agora, da maneira, porém, menos formal possível. Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler. 

    Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado - e até gostosamente - a "reler" momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo. 

    Ao ir escrevendo este texto, ia "tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”. 

    A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia - e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e revivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós - à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.

    A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço - o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. [...] Os "textos", as "palavras”, as "letras” daquele contexto - em cuja percepção experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber - se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais. 

    Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros - o do sanhaçu, o do olha-pro-caminho-quem-vem, o do bem-te-vi, o do sabiá; na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; as águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas cores, nos seus movimentos; na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores - das rosas, dos jasmins -, no corpo das árvores, na casca dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos.
    [...] 

    Daquele contexto faziam parte igualmente os animais: os gatos da família, a sua maneira manhosa de enroscar-se nas pernas da gente, o seu miado, de súplica ou de raiva; Joli, o velho cachorro negro de meu pai, o seu mau humor toda vez que um dos gatos incautamente se aproximava demasiado do lugar em que se achava comendo [...]. 

    Daquele contexto - o do meu mundo imediato - fazia parte, por outro lado, o universo da linguagem dos mais velhos, expressando as suas crenças, os seus gostos, os seus receios, os seus valores. Tudo isso ligado a contextos mais amplos que o do meu mundo imediato e de cuja existência eu não podia sequer suspeitar. No esforço de re-tomar a infância distante, a que já me referi, buscando a compreensão do meu ato de ler o mundo particular em que me movia, permitam-me repetir, re-crio, re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. E algo que me parece importante, no contexto geral de que venho falando, emerge agora insinuando a sua presença no corpo destas reflexões. [...] 

    Mas, é importante dizer, a “leitura” do meu mundo, que me foi sempre fundamental, não fez de mim um menino antecipado em homem, um racionalista de calças curtas. A curiosidade do menino não iria distorcer-se pelo simples fato de ser exercida, no que fui mais ajudado do que desajudado por meus pais. E foi com eles, precisamente, em certo momento dessa rica experiência de compreensão do meu mundo imediato, sem que tal compreensão tivesse significado malquerenças ao que ele tinha de encantadoramente misterioso, que eu comecei a ser introduzido na leitura da palavra. 

    A decifração da palavra fluía naturalmente da “leitura” do mundo particular. Não era algo que se estivesse dando superpostamente a ele. Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo e não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu quadro-negro; gravetos, o meu giz. Por isso é que, ao chegar à escolinha particular de Eunice Vasconcelos [...] já estava alfabetizado. Eunice continuou e aprofundou o trabalho de meus pais. Com ela, a leitura da palavra, da frase, da sentença, jamais significou uma ruptura com a "leitura" do mundo. Com ela, a leitura da palavra foi a leitura da “palavramundo”. 
    Sobre o texto de Paulo Freire, em destaque, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d8701007-05
  • 242CEE5F-04

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Empathy


    Empathy is the ability to recognize, understand, and share the thoughts and feelings of another person, animal, or fictional character. Developing empathy is crucial for establishing relationships and behaving compassionately. It involves experiencing another person’s point of view, rather than just one’s own, and enables prosocial or helping behaviors that come from within, rather than being forced.

    Some surveys indicate that empathy is on the decline in the United States and elsewhere, findings that motivate parents, schools, and communities to support programs that help people of all ages enhance and maintain their ability to walk in each other’s shoes.


    https://www.psychologytoday.com/us/basics/empathy

    Empathy can be defined as ...
    Escolha uma alternativa para a questão 242cee5f-04
  • 242654A9-04

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    CEDERJ · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    NAMATALE, Uganda — Dr. Eva Kabwongera’s job is to make sure life-saving Covid-19 vaccines reach Uganda’s 45 million people. On a recent morning, that journey took her to a tiny island that is home to less than 2,000 people.
    The 40 doses Kabwongera brought with her to Namatale had traveled more than 3,000 miles via plane, truck, ferry and boat from Pune, India, to get to the outcrop in Africa’s vast Lake Victoria.
    “We are delivering hope,” said Kabwongera, who is UNICEF’s immunization chief for Uganda, as she stepped into shallow water and walked to shore soaking wet. Dozens of small, smiling children greeted her. “The people there are waiting for it,” she added.
    Dr. Eva Kabwongera says the country is struggling to finance deliveries to remote locations, such as Namatale. But hope does not defeat a pandemic — vaccines do. And Uganda doesn’t have enough to vaccinate even a tiny portion of its population. With the severe international shortage, Uganda and countries like it look set to have to wait to inoculate even its front-line health workers and most vulnerable groups to help stop Covid-19 and prevent the development of dangerous vaccine-resistant variants.
    The result has been an extreme gap in vaccine distribution, with almost 1 in 4 people receiving a vaccine in high-income countries and a staggering 1 in more than 500 in low-income ones, according to the World Health Organization. Uganda, for example, has so far received only 864,000 vaccine doses — enough to fully vaccinate 400,000 people with two doses, or less than 1 percent of the country’s 45 million population. It wasn’t supposed to be like this.

     In https://www.nbcnews.com/specials/uganda-covid-vaccine-
    struggle/index.html 
    According to the text, it is incorrect to state that
    Escolha uma alternativa para a questão 242654a9-04
  • 2396F44D-04

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    A diferença entre ciência e fé é a seguinte: em ciência, a gente tem que ver para crer. Você observa a natureza, você observa o mundo, obtém dados sobre como o mundo funciona, analisa esses dados e entende. Pela fé, você crê para ver. A crença vem antes da visão. Você acredita naquilo, nem precisa ver nada, acredita naquilo e esse, essencialmente, é o cerne da fé, que é uma outra maneira de se relacionar com a realidade, muito diferente da ciência.
    Infelizmente, hoje em dia, parece que essa questão está novamente a mil com a chamada ‘guerra’ entre a ciência e a religião. Na verdade, essa é uma guerra fabricada, porque, por exemplo, se você pergunta aos cientistas, mais ou menos 40% deles, ao menos nos Estados Unidos — não sei se existe essa estatística no Brasil, talvez seja até maior aqui —, acreditam em alguma forma de divindade, de Deus.
    (...)
    Para esses cientistas, existe um compromisso, uma complementaridade entre o seu trabalho e a sua fé. Não existe nenhum problema nesse caso. Mas, infelizmente, existe conflito em outras situações. 
    (...)
    A criança aprende numa aula que houve toda uma evolução da vida, os fósseis etc., 3,5 bilhões de anos de evolução da vida aqui na Terra enquanto, na outra aula, o professor diz que não. Que em seis dias Deus fez o mundo, que nós somos todos descendentes de Adão e Eva e o mundo tem apenas dez mil anos.
    Note que a proposta é que isso seja ensinado em pé de igualdade. São duas versões da mesma história e nenhuma é melhor do que a outra. Mas são, sim, duas histórias muito diferentes, com um objetivo muito diferente. Então, a questão é como é construída a informação na ciência.
    (...) Não existe a possibilidade de um cientista afirmar: eu acho que esse pedaço de osso aqui tem três milhões de anos. Você sabe que tem três milhões de anos, com grande precisão.
    (...)

    Disponível em https://www.fronteiras.com/artigos/21-ideias-marcelo-gleiser-e-
    a-complementaridade-entre-religiao-e-ciencia - adaptado. Acesso em: 05 de
    maio de 2021.
    O texto I estabelece uma relação entre ciência e religião. De acordo com o autor, é possível afirmar que tanto a ciência quanto a religião são
    Escolha uma alternativa para a questão 2396f44d-04
  • 6AB4FCC0-E9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UERJ · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, UERJ 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    PAUL SIMON and ART GARFUNKEL

    Adaptado de genius.com.

    In the last stanza, there is a change in perspective, suggesting a less subjective look at what happened. This change is signaled by:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ab4fcc0-e9
  • 6AB19FD7-E9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UERJ · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, UERJ 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    PAUL SIMON and ART GARFUNKEL

    Adaptado de genius.com.

    Nor is it strange (l. 20)
    The inversion observed in the line above emphasizes what is being said.
    Another way of expressing emphasis is exemplified in the fragment below:
    Escolha uma alternativa para a questão 6ab19fd7-e9
  • 6A9DE95D-E9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UERJ · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

            Morro velho

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, UERJ 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    MILTON NASCIMENTO

    Adaptado de miltonnascimento.com.br.


    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, UERJ 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    PAUL SIMON and ART GARFUNKEL

    Adaptado de genius.com.

    The lyrics to the songs The boxer and Morro velho mention characters who move to other cities. A common feature concerning these characters’ lives is:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a9de95d-e9
  • 6A85EE2C-E9

    Literatura

    Escolas Literárias
    UERJ · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

    O romance põe em questão a ideia de patriotismo, apresentando diferentes visões de seus personagens sobre a noção de pátria. Isso se observa no confronto entre a noção idealizada de Policarpo Quaresma e aquela manifestada pelas elites militar e política do país.
    A apropriação da noção de pátria por essas elites se caracteriza como:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a85ee2c-e9
  • 6A7E9100-E9

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, UERJ 2021, Interpretação de Textos
    LILIA MORITZ SCHWARCZ
    Adaptado de nexojornal.com.br, 31/07/2017.
    Palavras de um mesmo campo de significados podem indicar diferentes valores, como o de definição de um elemento e o de resultado de um processo.
    Esses dois valores estão exemplificados, respectivamente, no seguinte par de palavras:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a7e9100-e9
  • 6A7B727C-E9

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, UERJ 2021, Interpretação de Textos
    LILIA MORITZ SCHWARCZ
    Adaptado de nexojornal.com.br, 31/07/2017.
    um “lugar de memória”, ao lado de outros, como o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, ou a cidade de Hiroshima, no Japão. (l. 3-4)
    A comparação acima inclui o Cais do Valongo no conjunto de lugares de memória pelo reconhecimento do seguinte atributo comum:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a7b727c-e9
  • 4B82EE3A-8F

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNICAMP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, UNICAMP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (Disponível em https://www.who.int/reproductive health/publications/covid-19-vaw-infographics/en/. Acessado em 01/08/2020.)


    O cartaz anterior, divulgado pela Organização Mundial da Saúde no contexto da atual pandemia, destaca o papel dos governos em
    Escolha uma alternativa para a questão 4b82ee3a-8f
  • 4B800ED7-8F

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNICAMP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    All aboard the flat earth cruise – just don’t tell them
    about nautical navigation

    A group of people who believe the Earth is flat have announced their “boldest adventure yet”: a Flat Earth cruise scheduled for 2020. Flat earthers will enjoy swimming pools and perhaps even an artificial surf wave. There’s just one problem for those celebrating the flatness of the Earth. The navigational systems cruise ships, and other vessels, use rely on the fact that the Earth is not flat. “Nautical charts are designed with that in mind: that the Earth is round. GPS relies on 24 main satellites which orbit the Earth to provide positional and navigational information. The reason why 24 satellites were used is because of the curvature of the Earth,” said Henk Keijer, a former cruise ship captain who sailed all over the globe during a 23-year career. “At least three satellites are required to determine a position. But someone located on the other side of the Earth would also like to know their position, so they also require a certain number of satellites. Had the Earth been flat, a total of three satellites would have been enough to provide this information to everyone on Earth. But it is not enough, because the Earth is round.”

    (Adaptado de https://www.theguardian.com/science/2019/jan/09/flat-earth-cruisenautical-navigation. Acessado em 20/08/2020.)

    A respeito do fato noticiado, o autor do texto ressalta
    Escolha uma alternativa para a questão 4b800ed7-8f
  • 4B77A45E-8F

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNICAMP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    A página Greengo Dictionary apresenta, em inglês, interpretações bem-humoradas de expressões do português do Brasil.

    Imagem da questão de Inglês, UNICAMP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    (Disponível em https://www.instagram.com/greengodictionary. Acessado em 26/05/2020.)


    Pode-se dizer que a expressão “little lecture” 
    Escolha uma alternativa para a questão 4b77a45e-8f
  • 4B74D57F-8F

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNICAMP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, UNICAMP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    (Disponível em https://toonhole.com/comic/what-would-you-like-for-christmas. Acessado em 30/07/2020.) 


    Ao reformular a sua pergunta, o Papai Noel 
    Escolha uma alternativa para a questão 4b74d57f-8f
  • 4B6F404B-8F

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    UNICAMP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Entre todas as palavras do momento, a mais flamejante talvez seja desigualdade. E nem é uma boa palavra, incomoda. Começa com des. Des de desalento, des de desespero, des de desesperança. Des, definitivamente, não é um bom prefixo.
    Desigualdade. A palavra do ano, talvez da década, não importa em que dicionário. Doravante ouviremos falar muito nela. 
    De-si-gual-da-de. Há quem não veja nem soletre, mas está escrita no destino de todos os busões da cidade, sentido centro/subúrbio, na linha reta de um trem. Solano Trindade, no sinal fechado, fez seu primeiro rap, “tem gente com fome, tem gente com fome, tem gente com fome”, somente com esses substantivos. Você ainda não conhece o Solano? Corra, dá tempo. Dá tempo para você entender que vivemos essa desigualdade. Pegue um busão da Avenida Paulista para a Cidade Tiradentes, passe o valetransporte na catraca e simbora – mais de 30 quilômetros. O patrão jardinesco vive 23 anos a mais, em média, do que um humaníssimo habitante da Cidade Tiradentes, por todas as razões sociais que a gente bem conhece. 
    Evitei as estatísticas nessa crônica. Podia matar de desesperança os leitores, os números rendem manchete, mas carecem de rostos humanos. Pega a visão, imprensa, só há uma possibilidade de fazer a grande cobertura: mirese na desigualdade, talvez não haja mais jeito de achar que os pontos da bolsa de valores signifiquem a ideia de fazer um país.

    (Adaptado de Xico Sá, A vidinha sururu da desigualdade brasileira. Em El País, 28/10/2019. Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/28/opinion/1572287747_637859.html?fbclid=IwAR1VPA7qDYs1Q0Ilcdy6UGAJTwBO_snM DUAw4yZpZ3zyA1ExQx_XB9Kq2qU. Acessado em 25/05/2020.)

    Assinale a alternativa que identifica corretamente recursos linguísticos explorados pelo autor nessa crônica.
    Escolha uma alternativa para a questão 4b6f404b-8f
  • 4B69E9AD-8F

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    A Equipe AzMina fez um experimento buscando no Google “frases para o Dia das Mães”. E o resultado foi um festival de frases que romantizam a maternidade. Ativaram, então, “sua caneta desromantizadora” para “corrigir” essas frases que estamos tão acostumados a ouvir, e muitas vezes reproduzir.

    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2021, Interpretação de Textos

    (Adaptado de Equipe AzMina, Caneta desromantizadora de mensagens de dia das mães. Disponível em https://azmina.com.br/reportagens/caneta-desroman tizadora-de-mensagens-de-dia-das-maes/. Acessado em 09/05/2020.)

    As frases são “desromantizadas” porque a Equipe AzMina reconhece 
    Escolha uma alternativa para a questão 4b69e9ad-8f
  • 4B64B570-8F

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    De acordo com Heloísa Starling, “Sertão é uma palavra carregada de ambiguidade. Sertão pode indicar a formação de um espaço interno, a fronteira aberta, ou um pedaço da geografia brasileira onde a terra se torna mais árida, o clima é seco, a vegetação escassa. Mas a palavra é igualmente utilizada para apontar uma realidade política: a inexistência de limites, o território do vazio, a ausência de leis, a precariedade dos direitos. Sertão é, paradoxalmente, o potencial de liberdade e o risco da barbárie – além de ser também uma paisagem fadada a desaparecer.

    (Adaptado de Heloisa Murgel Starling, A palavra “sertão” e uma história pouco edificante sobre o Brasil. Disponível em https://www.suplementopernambuco. com.br/artigos/2243-a-palavra-sert%C3%A3o-e-uma-hist%C3%B3ria-pouco-edifi cante-sobre-o-brasil.html. Acessado em 06/08/2020.)

    Assinale o excerto que corresponde à ideia de sertão desenvolvida pela autora.
    Escolha uma alternativa para a questão 4b64b570-8f