Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

8.516 questões encontradas. Mostrando a página 384 de 426.

  • 046148A3-8D

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão  toma por base uma passagem do romance regionalista Vidas secas, de Graciliano Ramos (1892-1953).

                                                                                   Contas

    Fabiano recebia na partilha a quarta parte dos bezerros e a terça dos cabritos. Mas como não tinha roça e apenas se limitava a semear na vazante uns punhados de feijão e milho, comia da feira, desfazia-se dos animais, não chegava a ferrar um bezerro ou assinar a orelha de um cabrito.
    Se pudesse economizar durante alguns meses, levantaria a cabeça. Forjara planos. Tolice, quem é do chão não se trepa.
    Consumidos os legumes, roídas as espigas de milho, recorria à gaveta do amo, cedia por preço baixo o produto das sortes. Resmungava, rezingava, numa aflição, tentando espichar os recursos minguados, engasgava-se, engolia em seco. Transigindo com outro, não seria roubado tão descaradamente. Mas receava ser expulso da fazenda. E rendia-se. Aceitava o cobre e ouvia conselhos. Era bom pensar no futuro, criar juízo. Ficava de boca aberta, vermelho, o pescoço inchando. De repende estourava:
    – Conversa. Dinheiro anda num cavalo e ninguém pode viver sem comer. Quem é do chão não se trepa.
    Pouco a pouco o ferro do proprietário queimava os bichos de Fabiano. E quando não tinha mais nada para vender, o sertanejo endividava-se. Ao chegar a partilha, estava encalacrado, e na hora das contas davam-lhe uma ninharia.
    Ora, daquela vez, como das outras, Fabiano ajustou o gado, arrependeu-se, enfim deixou a transação meio apalavrada e foi consultar a mulher. Sinha Vitória mandou os meninos para o barreiro, sentou-se na cozinha, concentrou-se, distribuiu no chão sementes de várias espécies, realizou somas e diminuições. No dia seguinte Fabiano voltou à cidade, mas ao fechar o negócio notou que as operações de Sinha Vitória, como de costume, diferiam das do patrão. Reclamou e obteve a explicação habitual: a diferença era proveniente de juros.
    Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha miolo. Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria!
    O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda.
    Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não. Se havia dito palavra à toa, pedia desculpa. Era bruto, não fora ensinado. Atrevimento não tinha, conhecia o seu lugar. Um cabra. Ia lá puxar questão com gente rica? Bruto, sim senhor, mas sabia respeitar os homens. Devia ser ignorância da mulher, provavelmente devia ser ignorância da mulher. Até estranhara as contas dela. Enfim, como não sabia ler (um bruto, sim senhor), acreditara na sua velha. Mas pedia desculpa e jurava não cair noutra.

                                                                   (Graciliano Ramos. Vidas secas. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1974.)
    No fragmento apresentado, de Vidas secas, as formas verbais mais frequentes se enquadram em dois tempos do modo indicativo. Marque a alternativa que indica, pela ordem, o tempo verbal predominante no segundo parágrafo e o que predomina no quinto parágrafo.
    Escolha uma alternativa para a questão 046148a3-8d
  • 044BB040-8D

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão toma por base duas passagens do livro A linguagem harmônica da Bossa Nova, do docente e pesquisador da Unesp José Estevam Gava.

                                                                     Momento Bossa Nova

    Nos anos 1940, o samba-canção já era uma alternativa para o samba tradicional, batucado, quadrado. Em sua gênese foram empregados recursos correntes na música erudita europeia e na música popular norte-americana. Já era algo mais sofisticado, praticado por compositores e arranjadores com maior preparo musical e sempre de ouvido aberto para as soluções propostas pela música estrangeira. O jazz, por exemplo, mais tarde permitiria fusões interessantes como o “samba-jazz” e o “samba moderno”, com arranjos grandiosos e com base nos instrumentos de sopro. Mas, em termos de poesia e expressividade, o samba-canção tendia a manter seu caráter escuro, sombrio, com muitos elementos que lembravam a atmosfera tensa e pessimista do tango argentino e do bolero, gêneros latinos por excelência.
    O samba-canção esteve desde logo ambientado em Copacabana, lugar de vida noturna intensa, boates enfumaçadas, mulheres adultas e fatais envoltas num clima de pecado e traição, enquanto a Bossa Nova ambientou-se mais para o Sul, em Ipanema, além de tornar-se representativa de um público mais passou a ser a garota da praia, a namorada. Deu-se um descanso às imagens de “amante proibida e vingativa, com uma navalha na liga. E as letras da Bossa Nova não tinham nada de enfumaçado. Eram uma saga oceânica: a nado, numa prancha ou num barquinho, seus compositores prestaram todas as homenagens possíveis ao mar e ao verão. Esse mar e esse verão eram os de Ipanema” (Castro, 1999, p. 59).
    A Bossa Nova levou aos extremos a tendência intimista de cantar sobre temas do cotidiano, sem muita complicação poética. Em vez da negatividade do samba-canção, explorou ao máximo a positividade expressiva e um otimismo sem precedentes. Esse foi o grande traço distintivo entre a Bossa Nova e o samba-canção. O otimismo diante do amor trouxe consigo imagens de paz e estabilidade possibilitadas por relacionamentos amorosos felizes e amores correspondidos, sem as cores patológicas e dramáticas que tanto marcavam os sambas-canções. Mesmo a dor, quando ocorria, era encarada como um estágio passageiro, deixando de assumir o antigo caráter terminal.
    Em plenos anos 1950, quando nas rádios predominava o derramamento vocal e sentimental, Tom Jobim já buscava um retraimento expressivo pautado por um discurso poético/musical mais sereno, mais em tom de conversa do que de súplica. Se os mais jovens identificavam-se com essas coisas novas, os mais velhos e tradicionalistas viam-nas com estranheza, sendo compreensível que as descrevessem como canções bobas e ingênuas, não obstante a sofisticação harmônica e rítmica.

    (José Estevam Gava. A linguagem harmônica da Bossa Nova.São Paulo: Editora Unesp, 2002.)

    Seguindo as lições do fragmento apresentado sobre as características temáticas de cada gênero musical, aponte quais dos
    quatro seguintes exemplos fazem parte de letras de sambas-canções.

    I. Não falem dessa mulher perto de mim, / Não falem pra não me lembrar minha dor.
                                             (Cabelos brancos, de Marino Pinto e Herivelto Martins.)

    II. Doce é sonhar / E pensar que você / Gosta de mim / Como eu de você.
                                                               (Este seu olhar, de A. C. Jobim.)

    III. Eu não seria essa mulher que chora / Eu não teria perdido você.
                                                             (Castigo, de Dolores Duran.)

    IV. Ah! se eu pudesse te mostrar as flores / Que cantam suas cores pra manhã que nasce.
                                              (Ah! se eu pudesse, de Roberto Menescal e Ronaldo Boscoli.)
    A alternativa correta é:
    Escolha uma alternativa para a questão 044bb040-8d
  • 04344948-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão  toma por base o seguinte fragmento do diálogo Fedro, de Platão (427-347 a.C.).
                                                   
                                                                            Fedro

    SÓCRATES: – Vamos então refletir sobre o que há pouco estávamos discutindo; examinaremos o que seja recitar ou escrever bem um discurso, e o que seja recitar ou escrever mal.

    FEDRO: – Isso mesmo.

    SÓCRATES: – Pois bem: não é necessário que o orador esteja bem instruído e realmente informado sobre a verdade do assunto de que vai tratar?

    FEDRO: – A esse respeito, Sócrates, ouvi o seguinte: para quem quer tornar-se orador consumado não é indispensável conhecer o que de fato é justo, mas sim o que parece justo para a maioria dos ouvintes, que são os que decidem; nem precisa saber tampouco o que é bom ou belo, mas apenas o que parece tal – pois é pela aparência que se consegue persuadir, e não pela verdade.

    SÓCRATES: – Não se deve desdenhar, caro Fedro, da palavra hábil, mas antes refletir no que ela significa. O que acabas de dizer merece toda a nossa atenção.

    FEDRO: – Tens razão.

    SÓCRATES: – Examinemos, pois, essa afirmação.

    FEDRO: – Sim.

    SÓCRATES: – Imagina que eu procuro persuadir-te a comprar um cavalo para defender-te dos inimigos, mas nenhum de nós sabe o que seja um cavalo; eu, porém, descobri por acaso uma coisa: “Para Fedro, o cavalo é o animal doméstico que tem as orelhas mais compridas”...

    FEDRO: – Isso seria ridículo, querido Sócrates.

    SÓCRATES: – Um momento. Ridículo seria se eu tratasse seriamente de persuadir-te a que escrevesses um panegírico do burro, chamando-o de cavalo e dizendo que é muitíssimo prático comprar esse animal para o uso doméstico, bem como para expedições militares; que ele serve para montaria de batalha, para transportar bagagens e para vários outros misteres.

    FEDRO: – Isso seria ainda ridículo.

    SÓCRATES: – Um amigo que se mostra ridículo não é preferível ao que se revela como perigoso e nocivo?

    FEDRO: – Não há dúvida.

    SÓCRATES: – Quando um orador, ignorando a natureza do bem e do mal, encontra os seus concidadãos na mesma ignorância e os persuade, não a tomar a sombra de um burro por um cavalo, mas o mal pelo bem; quando, conhecedor dos preconceitos da multidão, ele a impele para o mau caminho, – nesses casos, a teu ver, que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela semeou?

    FEDRO: – Não pode ser muito bom fruto.

    SÓCRATES: – Mas vejamos, meu caro: não nos teremos excedido em nossas censuras contra a arte retórica? Pode suceder que ela responda: “que estais a tagarelar, homens ridículos? Eu não obrigo ninguém – dirá ela – que ignore averdade a aprender a falar. Mas quem ouve o meu conselho tratará de adquirir primeiro esses conhecimentos acerca da verdade para, depois, se dedicar a mim. Mas uma coisa posso afirmar com orgulho: sem as minhas lições a posse da verdade de nada servirá para engendrar a persuasão”.

    FEDRO: – E não teria ela razão dizendo isso?

    SÓCRATES: – Reconheço que sim, se os argumentos usuais provarem que de fato a retórica é uma arte; mas, se não me engano, tenho ouvido algumas pessoas atacá-la e provar que ela não é isso, mas sim um negócio que nada tem que ver com a arte. O lacônio declara: “não existe arte retórica propriamente dita sem o conhecimento da verdade, nem haverá jamais tal coisa”.

    (Platão. Diálogos. Porto Alegre: Editora Globo, 1962.)
    Não se deve desdenhar, caro Fedro, da palavra hábil, mas antes refletir no que ela significa.

    Nesta frase, Sócrates, para rotular o tipo de discurso que acaba de ser sugerido por Fedro, emprega palavra hábil com o sentido de:
    Escolha uma alternativa para a questão 04344948-8d
  • 042EA826-8D

    Português

    Funções morfossintáticas da palavra QUE
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão  toma por base o seguinte fragmento do diálogo Fedro, de Platão (427-347 a.C.).

                                                                            Fedro

    SÓCRATES: – Vamos então refletir sobre o que há pouco estávamos discutindo; examinaremos o que seja recitar ou escrever bem um discurso, e o que seja recitar ou escrever mal.

    FEDRO: – Isso mesmo.

    SÓCRATES: – Pois bem: não é necessário que o orador esteja bem instruído e realmente informado sobre a verdade do assunto de que vai tratar?

    FEDRO: – A esse respeito, Sócrates, ouvi o seguinte: para quem quer tornar-se orador consumado não é indispensável conhecer o que de fato é justo, mas sim o que parece justo para a maioria dos ouvintes, que são os que decidem; nem precisa saber tampouco o que é bom ou belo, mas apenas o que parece tal – pois é pela aparência que se consegue persuadir, e não pela verdade.

    SÓCRATES: – Não se deve desdenhar, caro Fedro, da palavra hábil, mas antes refletir no que ela significa. O que acabas de dizer merece toda a nossa atenção.

    FEDRO: – Tens razão.

    SÓCRATES: – Examinemos, pois, essa afirmação.

    FEDRO: – Sim.

    SÓCRATES: – Imagina que eu procuro persuadir-te a comprar um cavalo para defender-te dos inimigos, mas nenhum de nós sabe o que seja um cavalo; eu, porém, descobri por acaso uma coisa: “Para Fedro, o cavalo é o animal doméstico que tem as orelhas mais compridas”...

    FEDRO: – Isso seria ridículo, querido Sócrates.

    SÓCRATES: – Um momento. Ridículo seria se eu tratasse seriamente de persuadir-te a que escrevesses um panegírico do burro, chamando-o de cavalo e dizendo que é muitíssimo prático comprar esse animal para o uso doméstico, bem como para expedições militares; que ele serve para montaria de batalha, para transportar bagagens e para vários outros misteres.

    FEDRO: – Isso seria ainda ridículo.

    SÓCRATES: – Um amigo que se mostra ridículo não é preferível ao que se revela como perigoso e nocivo?

    FEDRO: – Não há dúvida.

    SÓCRATES: – Quando um orador, ignorando a natureza do bem e do mal, encontra os seus concidadãos na mesma ignorância e os persuade, não a tomar a sombra de um burro por um cavalo, mas o mal pelo bem; quando, conhecedor dos preconceitos da multidão, ele a impele para o mau caminho,– nesses casos, a teu ver, que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela semeou?

    FEDRO: – Não pode ser muito bom fruto.

    SÓCRATES: – Mas vejamos, meu caro: não nos teremos excedido em nossas censuras contra a arte retórica? Pode suceder que ela responda: “que estais a tagarelar, homens ridículos? Eu não obrigo ninguém – dirá ela – que ignore a verdade a aprender a falar. Mas quem ouve o meu conselho tratará de adquirir primeiro esses conhecimentos acerca da verdade para, depois, se dedicar a mim. Mas uma coisa posso afirmar com orgulho: sem as minhas lições a posse da verdade de nada servirá para engendrar a persuasão”.

    FEDRO: – E não teria ela razão dizendo isso?

    SÓCRATES: – Reconheço que sim, se os argumentos usuais provarem que de fato a retórica é uma arte; mas, se não me engano, tenho ouvido algumas pessoas atacá-la e provar que ela não é isso, mas sim um negócio que nada tem que ver com a arte. O lacônio declara: “não existe arte retórica propriamente dita sem o conhecimento da verdade, nem haverá jamais tal coisa”.

    (Platão. Diálogos. Porto Alegre: Editora Globo, 1962.).

    ... para quem quer tornar-se orador consumado não é indispensável conhecer o que de fato é justo, mas sim o que parece justo para a maioria dos ouvintes, que são os que decidem; nem precisa saber tampouco o que é bom ou belo, mas apenas o que parece tal ...

    Neste trecho da tradução da segunda fala de Fedro, observa-se uma frase com estruturas oracionais recorrentes, e por isso plena de termos repetidos, sendo notável, a este respeito, a retomada do demonstrativo o e do pronome relativo que em que de fato é justo, o que parece justo, os que decidem, o que é bom ou belo, o que parece tal.
    Em todos esses contextos, o relativo que exerce a mesma função sintática nas orações de que faz parte. Indique-a.
    Escolha uma alternativa para a questão 042ea826-8d
  • 04295CED-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão  toma por base o seguinte fragmento do diálogo Fedro, de Platão (427-347 a.C.).
                                                   
                                                                            Fedro

    SÓCRATES: – Vamos então refletir sobre o que há pouco estávamos discutindo; examinaremos o que seja recitar ou escrever bem um discurso, e o que seja recitar ou escrever mal.

    FEDRO: – Isso mesmo.

    SÓCRATES: – Pois bem: não é necessário que o orador esteja bem instruído e realmente informado sobre a verdade do assunto de que vai tratar?

    FEDRO: – A esse respeito, Sócrates, ouvi o seguinte: para quem quer tornar-se orador consumado não é indispensável conhecer o que de fato é justo, mas sim o que parece justo para a maioria dos ouvintes, que são os que decidem; nem precisa saber tampouco o que é bom ou belo, mas apenas o que parece tal – pois é pela aparência que se consegue persuadir, e não pela verdade.

    SÓCRATES: – Não se deve desdenhar, caro Fedro, da palavra hábil, mas antes refletir no que ela significa. O que acabas de dizer merece toda a nossa atenção.

    FEDRO: – Tens razão.

    SÓCRATES: – Examinemos, pois, essa afirmação.

    FEDRO: – Sim.

    SÓCRATES: – Imagina que eu procuro persuadir-te a comprar um cavalo para defender-te dos inimigos, mas nenhum de nós sabe o que seja um cavalo; eu, porém, descobri por acaso uma coisa: “Para Fedro, o cavalo é o animal doméstico que tem as orelhas mais compridas”...

    FEDRO: – Isso seria ridículo, querido Sócrates.

    SÓCRATES: – Um momento. Ridículo seria se eu tratasse seriamente de persuadir-te a que escrevesses um panegírico do burro, chamando-o de cavalo e dizendo que é muitíssimo prático comprar esse animal para o uso doméstico, bem como para expedições militares; que ele serve para montaria de batalha, para transportar bagagens e para vários outros misteres.

    FEDRO: – Isso seria ainda ridículo.

    SÓCRATES: – Um amigo que se mostra ridículo não é preferível ao que se revela como perigoso e nocivo?

    FEDRO: – Não há dúvida.

    SÓCRATES: – Quando um orador, ignorando a natureza do bem e do mal, encontra os seus concidadãos na mesma ignorância e os persuade, não a tomar a sombra de um burro por um cavalo, mas o mal pelo bem; quando, conhecedor dos preconceitos da multidão, ele a impele para o mau caminho, – nesses casos, a teu ver, que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela semeou?

    FEDRO: – Não pode ser muito bom fruto.

    SÓCRATES: – Mas vejamos, meu caro: não nos teremos excedido em nossas censuras contra a arte retórica? Pode suceder que ela responda: “que estais a tagarelar, homens ridículos? Eu não obrigo ninguém – dirá ela – que ignore averdade a aprender a falar. Mas quem ouve o meu conselho tratará de adquirir primeiro esses conhecimentos acerca da verdade para, depois, se dedicar a mim. Mas uma coisa posso afirmar com orgulho: sem as minhas lições a posse da verdade de nada servirá para engendrar a persuasão”.

    FEDRO: – E não teria ela razão dizendo isso?

    SÓCRATES: – Reconheço que sim, se os argumentos usuais provarem que de fato a retórica é uma arte; mas, se não me engano, tenho ouvido algumas pessoas atacá-la e provar que ela não é isso, mas sim um negócio que nada tem que ver com a arte. O lacônio declara: “não existe arte retórica propriamente dita sem o conhecimento da verdade, nem haverá jamais tal coisa”.

    (Platão. Diálogos. Porto Alegre: Editora Globo, 1962.)
    Após uma leitura atenta do fragmento do diálogo Fedro, pode-se perceber que Sócrates combate, fundamentalmente, o argumento dos mestres sofistas, segundo o qual, para fazer bons discursos, é preciso,
    Escolha uma alternativa para a questão 04295ced-8d
  • 04225131-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: A questão  toma por base o seguinte fragmento do diálogo Fedro, de Platão (427-347 a.C.).
                                                   
                                                                            Fedro

    SÓCRATES: – Vamos então refletir sobre o que há pouco estávamos discutindo; examinaremos o que seja recitar ou escrever bem um discurso, e o que seja recitar ou escrever mal.

    FEDRO: – Isso mesmo.

    SÓCRATES: – Pois bem: não é necessário que o orador esteja bem instruído e realmente informado sobre a verdade do assunto de que vai tratar?

    FEDRO: – A esse respeito, Sócrates, ouvi o seguinte: para quem quer tornar-se orador consumado não é indispensável conhecer o que de fato é justo, mas sim o que parece justo para a maioria dos ouvintes, que são os que decidem; nem precisa saber tampouco o que é bom ou belo, mas apenas o que parece tal – pois é pela aparência que se consegue persuadir, e não pela verdade.

    SÓCRATES: – Não se deve desdenhar, caro Fedro, da palavra hábil, mas antes refletir no que ela significa. O que acabas de dizer merece toda a nossa atenção.

    FEDRO: – Tens razão.

    SÓCRATES: – Examinemos, pois, essa afirmação.

    FEDRO: – Sim.

    SÓCRATES: – Imagina que eu procuro persuadir-te a comprar um cavalo para defender-te dos inimigos, mas nenhum de nós sabe o que seja um cavalo; eu, porém, descobri por acaso uma coisa: “Para Fedro, o cavalo é o animal doméstico que tem as orelhas mais compridas”...

    FEDRO: – Isso seria ridículo, querido Sócrates.

    SÓCRATES: – Um momento. Ridículo seria se eu tratasse seriamente de persuadir-te a que escrevesses um panegírico do burro, chamando-o de cavalo e dizendo que é muitíssimo prático comprar esse animal para o uso doméstico, bem como para expedições militares; que ele serve para montaria de batalha, para transportar bagagens e para vários outros misteres.

    FEDRO: – Isso seria ainda ridículo.

    SÓCRATES: – Um amigo que se mostra ridículo não é preferível ao que se revela como perigoso e nocivo?

    FEDRO: – Não há dúvida.

    SÓCRATES: – Quando um orador, ignorando a natureza do bem e do mal, encontra os seus concidadãos na mesma ignorância e os persuade, não a tomar a sombra de um burro por um cavalo, mas o mal pelo bem; quando, conhecedor dos preconceitos da multidão, ele a impele para o mau caminho, – nesses casos, a teu ver, que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela semeou?

    FEDRO: – Não pode ser muito bom fruto.

    SÓCRATES: – Mas vejamos, meu caro: não nos teremos excedido em nossas censuras contra a arte retórica? Pode suceder que ela responda: “que estais a tagarelar, homens ridículos? Eu não obrigo ninguém – dirá ela – que ignore averdade a aprender a falar. Mas quem ouve o meu conselho tratará de adquirir primeiro esses conhecimentos acerca da verdade para, depois, se dedicar a mim. Mas uma coisa posso afirmar com orgulho: sem as minhas lições a posse da verdade de nada servirá para engendrar a persuasão”.

    FEDRO: – E não teria ela razão dizendo isso?

    SÓCRATES: – Reconheço que sim, se os argumentos usuais provarem que de fato a retórica é uma arte; mas, se não me engano, tenho ouvido algumas pessoas atacá-la e provar que ela não é isso, mas sim um negócio que nada tem que ver com a arte. O lacônio declara: “não existe arte retórica propriamente dita sem o conhecimento da verdade, nem haverá jamais tal coisa”.

    (Platão. Diálogos. Porto Alegre: Editora Globo, 1962.)
    Neste fragmento de um diálogo de Platão, as personagens Sócrates e Fedro discutem a respeito da relação entre a arte retórica, isto é, a arte de produzir discursos, e a expressão da verdade por meio de tais discursos. Trata-se de um tema ainda atual. Aponte a única alternativa que expressa um conteúdo não abordado pelas duas personagens no fragmento.
    Escolha uma alternativa para a questão 04225131-8d
  • 101A05E2-36

    Literatura

    Barroco
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    A cada canto um grande conselheiro,

    Que nos quer governar cabana, e vinha,

    Não sabem governar sua cozinha,

    E podem governar o mundo inteiro.

    (...)

    Estupendas usuras nos mercados,

    Todos, os que não furtam, muito pobres,

    E eis aqui a Cidade da Bahia.


    (Gregório de Matos. “Descreve o que era realmente naquelle tempo

    a cidade da Bahia de mais enredada por menos confusa”,

    in Obra poética (org. James Amado), 1990.)


    O poema, escrito por Gregório de Matos no século XVII,

    Escolha uma alternativa para a questão 101a05e2-36
  • 10065E05-36

    Inglês

    Tradução | Translation
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia a letra da música Calling occupants of interplanetary craft para responder a  questão.


                                            Calling occupants of interplanetary craft


    In your mind you have capacities you know

    To telepath messages through the vast unknown

    Please close your eyes and concentrate

    With every thought you think

    Upon the recitation we’re about to sing


    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary most extraordinary craft

    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary, most extraordinary craft


    You’ve been observing our earth

    And we’d like to make a contact with you

    We are your friends


    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary ultra-emissaries


    We’ve been observing your earth

    And one night we’ll make a contact with you

    We are your friends


    Calling occupants of interplanetary quite extraordinary craft

    And please come in peace, we beseech you

    Only a landing will teach them

    Our earth may never survive

    So do come, we beg you

    Please interstellar policeman

    Oh won’t you give us a sign

    Give us a sign that we’ve reached you


    With your mind you have ability to form

    And transmit thought energy far beyond the norm

    You close your eyes, you concentrate

    Together that’s the way

    To send the message

    We declare world contact day


    Calling occupants

    Calling occupants

    Calling occupants of interplanetary, anti-adversary craft

    We are your friends


                                                                                                    (http://www.lyricsfreak.com)

    As palavras unknown, beseech, survive e interstellar podem ser entendidas, respectivamente, como
    Escolha uma alternativa para a questão 10065e05-36
  • 10000801-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia a letra da música Calling occupants of interplanetary craft para responder a  questão.


                                            Calling occupants of interplanetary craft


    In your mind you have capacities you know

    To telepath messages through the vast unknown

    Please close your eyes and concentrate

    With every thought you think

    Upon the recitation we’re about to sing


    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary most extraordinary craft

    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary, most extraordinary craft


    You’ve been observing our earth

    And we’d like to make a contact with you

    We are your friends


    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary ultra-emissaries


    We’ve been observing your earth

    And one night we’ll make a contact with you

    We are your friends


    Calling occupants of interplanetary quite extraordinary craft

    And please come in peace, we beseech you

    Only a landing will teach them

    Our earth may never survive

    So do come, we beg you

    Please interstellar policeman

    Oh won’t you give us a sign

    Give us a sign that we’ve reached you


    With your mind you have ability to form

    And transmit thought energy far beyond the norm

    You close your eyes, you concentrate

    Together that’s the way

    To send the message

    We declare world contact day


    Calling occupants

    Calling occupants

    Calling occupants of interplanetary, anti-adversary craft

    We are your friends


                                                                                                    (http://www.lyricsfreak.com)

    De acordo com a letra da música, qual das seguintes afirmações é totalmente correta?
    Escolha uma alternativa para a questão 10000801-36
  • 0FFAE648-36

    Inglês

    Tradução | Translation
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia a letra da música Calling occupants of interplanetary craft para responder a  questão.


                                            Calling occupants of interplanetary craft


    In your mind you have capacities you know

    To telepath messages through the vast unknown

    Please close your eyes and concentrate

    With every thought you think

    Upon the recitation we’re about to sing


    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary most extraordinary craft

    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary, most extraordinary craft


    You’ve been observing our earth

    And we’d like to make a contact with you

    We are your friends


    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary ultra-emissaries


    We’ve been observing your earth

    And one night we’ll make a contact with you

    We are your friends


    Calling occupants of interplanetary quite extraordinary craft

    And please come in peace, we beseech you

    Only a landing will teach them

    Our earth may never survive

    So do come, we beg you

    Please interstellar policeman

    Oh won’t you give us a sign

    Give us a sign that we’ve reached you


    With your mind you have ability to form

    And transmit thought energy far beyond the norm

    You close your eyes, you concentrate

    Together that’s the way

    To send the message

    We declare world contact day


    Calling occupants

    Calling occupants

    Calling occupants of interplanetary, anti-adversary craft

    We are your friends


                                                                                                    (http://www.lyricsfreak.com)

    O verso Only a landing will teach them indica que
    Escolha uma alternativa para a questão 0ffae648-36
  • 0FF5B5AE-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia a letra da música Calling occupants of interplanetary craft para responder a  questão.


                                            Calling occupants of interplanetary craft


    In your mind you have capacities you know

    To telepath messages through the vast unknown

    Please close your eyes and concentrate

    With every thought you think

    Upon the recitation we’re about to sing


    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary most extraordinary craft

    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary, most extraordinary craft


    You’ve been observing our earth

    And we’d like to make a contact with you

    We are your friends


    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary ultra-emissaries


    We’ve been observing your earth

    And one night we’ll make a contact with you

    We are your friends


    Calling occupants of interplanetary quite extraordinary craft

    And please come in peace, we beseech you

    Only a landing will teach them

    Our earth may never survive

    So do come, we beg you

    Please interstellar policeman

    Oh won’t you give us a sign

    Give us a sign that we’ve reached you


    With your mind you have ability to form

    And transmit thought energy far beyond the norm

    You close your eyes, you concentrate

    Together that’s the way

    To send the message

    We declare world contact day


    Calling occupants

    Calling occupants

    Calling occupants of interplanetary, anti-adversary craft

    We are your friends


                                                                                                    (http://www.lyricsfreak.com)

    O verso que melhor se alinha, em termos de sentido, com We are your friends é:
    Escolha uma alternativa para a questão 0ff5b5ae-36
  • 0FEEC4E1-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia a letra da música Calling occupants of interplanetary craft para responder a  questão.


                                            Calling occupants of interplanetary craft


    In your mind you have capacities you know

    To telepath messages through the vast unknown

    Please close your eyes and concentrate

    With every thought you think

    Upon the recitation we’re about to sing


    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary most extraordinary craft

    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary, most extraordinary craft


    You’ve been observing our earth

    And we’d like to make a contact with you

    We are your friends


    Calling occupants of interplanetary craft

    Calling occupants of interplanetary ultra-emissaries


    We’ve been observing your earth

    And one night we’ll make a contact with you

    We are your friends


    Calling occupants of interplanetary quite extraordinary craft

    And please come in peace, we beseech you

    Only a landing will teach them

    Our earth may never survive

    So do come, we beg you

    Please interstellar policeman

    Oh won’t you give us a sign

    Give us a sign that we’ve reached you


    With your mind you have ability to form

    And transmit thought energy far beyond the norm

    You close your eyes, you concentrate

    Together that’s the way

    To send the message

    We declare world contact day


    Calling occupants

    Calling occupants

    Calling occupants of interplanetary, anti-adversary craft

    We are your friends


                                                                                                    (http://www.lyricsfreak.com)

    Em qual alternativa todas as palavras se relacionam à ideia de “comunicação”?
    Escolha uma alternativa para a questão 0feec4e1-36
  • 0FE9BED5-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia o texto Is there life on other planets? para responder a  questão.


                                                  Is there life on other planets?


                                                                                                                  Hans Bodlaender


          There are many science fiction movies, television series and books about creatures from other planets. In most of these books and movies, aliens have spaceships that allow them to travel between different star systems, and on planets in these other systems, intelligent creatures live and look like people, but are different. We all know that reality is different from books. Physics tells us that strange things happen when we travel with a speed somewhat close to the speed of light – and, if modern physics is correct, it is impossible for humans to travel between star systems. If other creatures live on other planets, then they have to face the same type of problems, so it seems impossible for them to travel from their planets to ours. If there are intelligent creatures living on planets in other star systems, it seems, according to modern science, that we won’t meet them.

          If there is life on other planets, how did it originate? I see three hypotheses:


    1. On the other planet, life started in the same way as the evolution theory says that it started here. Apart from the fact that the evolution theory is not the well-rounded and totally scientifically proven theory that people want us to believe, in general, followers of the theory tell that the chance of life starting on a planet is rather small. A term sometimes used is: A magnificent accident. I believe the probability is even smaller than they say, too small to assume that it actually can have happened by accident, but even if you believe life on earth was such a magnificent accident, the chances that this has happened more than once are too small to assume that it may have happened.


    2. Life on different planets has a common origin. Say, some very primitive form of life originated somewhere travels to another planet, developing there into an intelligent form of life. There are quite a lot of questions to be asked of such a theory, and, again, calculating the probabilities seems to make it unlikely.


    3. Life on earth has been created by God. Possibly, God has also created life on other planets. If God has created life on earth, he may have created life on other planets too. As far as I can tell, the Bible does not say anything about this, so this remains possible. If there are intelligent beings on other planets, I would assume they would know God. Would they also have a fall to sin, like the humans? Would we meet them in heaven? Would there be atheists and religious extraterrestrials? We cannot know.


          So, if there are extra-terrestrial intelligent beings, or, even, other types of life on planets outside our solar system, then to me, that would be a new proof of the existence of God. But I cannot understand atheists that sincerely state they follow standard evolution theory and are at the same moment on a search for intelligent life on other planets.


          Finally, is there life on other planets in our solar system? Well, I guess, yes: probably on Mars, there now will be bacteria brought to the planet from earth by one of the Mars-expeditions that were recently carried out.


                                                                    (http://people.cs.uu.nl/hansb/religion. Adaptado.)


    Qual dos fatos listados constitui, segundo o texto, uma experiência científica sobre a possibilidade de vida em outros planetas?
    Escolha uma alternativa para a questão 0fe9bed5-36
  • 0FDF1105-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia o texto Is there life on other planets? para responder a  questão.


                                                  Is there life on other planets?


                                                                                                                  Hans Bodlaender


          There are many science fiction movies, television series and books about creatures from other planets. In most of these books and movies, aliens have spaceships that allow them to travel between different star systems, and on planets in these other systems, intelligent creatures live and look like people, but are different. We all know that reality is different from books. Physics tells us that strange things happen when we travel with a speed somewhat close to the speed of light – and, if modern physics is correct, it is impossible for humans to travel between star systems. If other creatures live on other planets, then they have to face the same type of problems, so it seems impossible for them to travel from their planets to ours. If there are intelligent creatures living on planets in other star systems, it seems, according to modern science, that we won’t meet them.

          If there is life on other planets, how did it originate? I see three hypotheses:


    1. On the other planet, life started in the same way as the evolution theory says that it started here. Apart from the fact that the evolution theory is not the well-rounded and totally scientifically proven theory that people want us to believe, in general, followers of the theory tell that the chance of life starting on a planet is rather small. A term sometimes used is: A magnificent accident. I believe the probability is even smaller than they say, too small to assume that it actually can have happened by accident, but even if you believe life on earth was such a magnificent accident, the chances that this has happened more than once are too small to assume that it may have happened.


    2. Life on different planets has a common origin. Say, some very primitive form of life originated somewhere travels to another planet, developing there into an intelligent form of life. There are quite a lot of questions to be asked of such a theory, and, again, calculating the probabilities seems to make it unlikely.


    3. Life on earth has been created by God. Possibly, God has also created life on other planets. If God has created life on earth, he may have created life on other planets too. As far as I can tell, the Bible does not say anything about this, so this remains possible. If there are intelligent beings on other planets, I would assume they would know God. Would they also have a fall to sin, like the humans? Would we meet them in heaven? Would there be atheists and religious extraterrestrials? We cannot know.


          So, if there are extra-terrestrial intelligent beings, or, even, other types of life on planets outside our solar system, then to me, that would be a new proof of the existence of God. But I cannot understand atheists that sincerely state they follow standard evolution theory and are at the same moment on a search for intelligent life on other planets.


          Finally, is there life on other planets in our solar system? Well, I guess, yes: probably on Mars, there now will be bacteria brought to the planet from earth by one of the Mars-expeditions that were recently carried out.


                                                                    (http://people.cs.uu.nl/hansb/religion. Adaptado.)


    Na terceira hipótese sobre vida em outros planetas, afirma-se que,
    Escolha uma alternativa para a questão 0fdf1105-36
  • 0FCE6BF5-36

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A   questão  toma  por base uma matéria assinada por Danilo Albergaria na revista eletrônica COMCIÊNCIA:


               Cinema e Telejornalismo: Convergência de Linguagens para Divulgar Ciência


          Encampando um ponto de vista em que um vídeo de divulgação científica não deve apenas ensinar e informar, mas também entreter, motivar e gerar curiosidade, Iara Cardoso defendeu a convergência das linguagens telejornalística e cinematográfica para incrementar as produções de vídeo voltadas para a ciência: “A convergência é possível, é necessária, e cada vez mais acessível com as novas tecnologias digitais”, disse a jornalista em apresentação durante o Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica, que ocorreu na Unicamp entre os dias 23 e 25 de novembro.

          A ideia de mesclar linguagens aparentemente distantes surgiu quando Cardoso começou a produzir o vídeo SitRaios, encomendado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para divulgar a ciência por trás de um software que localizava mais facilmente descargas elétricas atmosféricas nas linhas de energia e possibilitava um religamento mais rápido da eletricidade. “Seria maçante produzir esse vídeo da maneira tradicional. Então, introduzimos, num vídeo que usualmente estaria destinado a ser muito próximo do telejornalismo, a linguagem do cinema. Utilizamos conceitos como o de revelação e de aumento de expectativa – introduzimos uma narrativa, enfim”, afirma Cardoso. Além da roteirista e diretora, a equipe, enxuta, teve apenas mais um editor e um cinegrafista. “Esse tipo de convergência não demanda mais recursos do que uma produção tradicional”, defende.

          As produções de cinema são tradicionalmente mais dispendiosas do que vídeos jornalísticos. Porém, contrariando o que o senso comum pensa sobre os custos dos vídeos que incorporam linguagens cinematográficas, Cardoso esclarece que os custos de  produção tornaram-se mais acessíveis com o surgimento das novas tecnologias digitais. Ela aponta, por exemplo, que tornaram-se amplamente acessíveis as câmeras digitais, hoje largamente utilizadas tanto no cinema quanto na produção jornalística. “Os próprios cineastas estão, cada vez mais, filmando com o suporte digital”, afirma. Outra facilidade está na edição digital: “Mesmo quem ainda não aderiu ao suporte digital nas filmagens nunca deixa de utilizar a edição digital, que se tornou imprescindível. Perto da edição em computadores, os antigos métodos tornaram-se inviáveis”, avalia.

          Enquanto o suporte tecnológico facilita a convergência e aproxima linguagens, o que é realmente fundamental, na visão da jornalista, são as ideias por trás do vídeo: são elas, as concepções, que vão formar um roteiro interessante, as bases do apelo dos vídeos de ciência para o grande público. Segundo a diretora, a incorporação da dramaticidade, do suspense – ferramentas usuais na narrativa ficcional – ajudam um vídeo a tornar mais atraente uma teoria ou explicação científica. Ao mesmo tempo, se feita com o devido preparo e seriedade, não compromete a qualidade da informação transmitida — pelo contrário, a potencializa.


    (Danilo Albergaria. Cinema e telejornalismo: convergência de linguagens para divulgar ciência. COMCIÊNCIA, www.comciencia.br, 26.11.2009.)

    O vocábulo suspense, que o português tomou emprestado da língua inglesa (e esta, por sua vez, da língua francesa), é empregado no último parágrafo do texto no sentido de:
    Escolha uma alternativa para a questão 0fce6bf5-36
  • 0FC98B59-36

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A   questão  toma  por base uma matéria assinada por Danilo Albergaria na revista eletrônica COMCIÊNCIA:


               Cinema e Telejornalismo: Convergência de Linguagens para Divulgar Ciência


          Encampando um ponto de vista em que um vídeo de divulgação científica não deve apenas ensinar e informar, mas também entreter, motivar e gerar curiosidade, Iara Cardoso defendeu a convergência das linguagens telejornalística e cinematográfica para incrementar as produções de vídeo voltadas para a ciência: “A convergência é possível, é necessária, e cada vez mais acessível com as novas tecnologias digitais”, disse a jornalista em apresentação durante o Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica, que ocorreu na Unicamp entre os dias 23 e 25 de novembro.

          A ideia de mesclar linguagens aparentemente distantes surgiu quando Cardoso começou a produzir o vídeo SitRaios, encomendado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para divulgar a ciência por trás de um software que localizava mais facilmente descargas elétricas atmosféricas nas linhas de energia e possibilitava um religamento mais rápido da eletricidade. “Seria maçante produzir esse vídeo da maneira tradicional. Então, introduzimos, num vídeo que usualmente estaria destinado a ser muito próximo do telejornalismo, a linguagem do cinema. Utilizamos conceitos como o de revelação e de aumento de expectativa – introduzimos uma narrativa, enfim”, afirma Cardoso. Além da roteirista e diretora, a equipe, enxuta, teve apenas mais um editor e um cinegrafista. “Esse tipo de convergência não demanda mais recursos do que uma produção tradicional”, defende.

          As produções de cinema são tradicionalmente mais dispendiosas do que vídeos jornalísticos. Porém, contrariando o que o senso comum pensa sobre os custos dos vídeos que incorporam linguagens cinematográficas, Cardoso esclarece que os custos de  produção tornaram-se mais acessíveis com o surgimento das novas tecnologias digitais. Ela aponta, por exemplo, que tornaram-se amplamente acessíveis as câmeras digitais, hoje largamente utilizadas tanto no cinema quanto na produção jornalística. “Os próprios cineastas estão, cada vez mais, filmando com o suporte digital”, afirma. Outra facilidade está na edição digital: “Mesmo quem ainda não aderiu ao suporte digital nas filmagens nunca deixa de utilizar a edição digital, que se tornou imprescindível. Perto da edição em computadores, os antigos métodos tornaram-se inviáveis”, avalia.

          Enquanto o suporte tecnológico facilita a convergência e aproxima linguagens, o que é realmente fundamental, na visão da jornalista, são as ideias por trás do vídeo: são elas, as concepções, que vão formar um roteiro interessante, as bases do apelo dos vídeos de ciência para o grande público. Segundo a diretora, a incorporação da dramaticidade, do suspense – ferramentas usuais na narrativa ficcional – ajudam um vídeo a tornar mais atraente uma teoria ou explicação científica. Ao mesmo tempo, se feita com o devido preparo e seriedade, não compromete a qualidade da informação transmitida — pelo contrário, a potencializa.


    (Danilo Albergaria. Cinema e telejornalismo: convergência de linguagens para divulgar ciência. COMCIÊNCIA, www.comciencia.br, 26.11.2009.)

    Numerosas palavras da língua inglesa tornaram-se comuns em nosso idioma em virtude da tecnologia da comunicação e da computação. No segundo parágrafo do texto apresentado, encontra-se a palavra inglesa software, que o jornalista não colocou em itálico, como é praxe no caso das palavras de origem estrangeira. Indique a alternativa que descreve corretamente a abrangência do significado atribuído a essa palavra no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 0fc98b59-36
  • 0FC587BC-36

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A   questão  toma  por base uma matéria assinada por Danilo Albergaria na revista eletrônica COMCIÊNCIA:


               Cinema e Telejornalismo: Convergência de Linguagens para Divulgar Ciência


          Encampando um ponto de vista em que um vídeo de divulgação científica não deve apenas ensinar e informar, mas também entreter, motivar e gerar curiosidade, Iara Cardoso defendeu a convergência das linguagens telejornalística e cinematográfica para incrementar as produções de vídeo voltadas para a ciência: “A convergência é possível, é necessária, e cada vez mais acessível com as novas tecnologias digitais”, disse a jornalista em apresentação durante o Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica, que ocorreu na Unicamp entre os dias 23 e 25 de novembro.

          A ideia de mesclar linguagens aparentemente distantes surgiu quando Cardoso começou a produzir o vídeo SitRaios, encomendado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para divulgar a ciência por trás de um software que localizava mais facilmente descargas elétricas atmosféricas nas linhas de energia e possibilitava um religamento mais rápido da eletricidade. “Seria maçante produzir esse vídeo da maneira tradicional. Então, introduzimos, num vídeo que usualmente estaria destinado a ser muito próximo do telejornalismo, a linguagem do cinema. Utilizamos conceitos como o de revelação e de aumento de expectativa – introduzimos uma narrativa, enfim”, afirma Cardoso. Além da roteirista e diretora, a equipe, enxuta, teve apenas mais um editor e um cinegrafista. “Esse tipo de convergência não demanda mais recursos do que uma produção tradicional”, defende.

          As produções de cinema são tradicionalmente mais dispendiosas do que vídeos jornalísticos. Porém, contrariando o que o senso comum pensa sobre os custos dos vídeos que incorporam linguagens cinematográficas, Cardoso esclarece que os custos de  produção tornaram-se mais acessíveis com o surgimento das novas tecnologias digitais. Ela aponta, por exemplo, que tornaram-se amplamente acessíveis as câmeras digitais, hoje largamente utilizadas tanto no cinema quanto na produção jornalística. “Os próprios cineastas estão, cada vez mais, filmando com o suporte digital”, afirma. Outra facilidade está na edição digital: “Mesmo quem ainda não aderiu ao suporte digital nas filmagens nunca deixa de utilizar a edição digital, que se tornou imprescindível. Perto da edição em computadores, os antigos métodos tornaram-se inviáveis”, avalia.

          Enquanto o suporte tecnológico facilita a convergência e aproxima linguagens, o que é realmente fundamental, na visão da jornalista, são as ideias por trás do vídeo: são elas, as concepções, que vão formar um roteiro interessante, as bases do apelo dos vídeos de ciência para o grande público. Segundo a diretora, a incorporação da dramaticidade, do suspense – ferramentas usuais na narrativa ficcional – ajudam um vídeo a tornar mais atraente uma teoria ou explicação científica. Ao mesmo tempo, se feita com o devido preparo e seriedade, não compromete a qualidade da informação transmitida — pelo contrário, a potencializa.


    (Danilo Albergaria. Cinema e telejornalismo: convergência de linguagens para divulgar ciência. COMCIÊNCIA, www.comciencia.br, 26.11.2009.)

    Examine as seguintes opiniões sobre a tecnologia digital:


    I. A tecnologia digital encarece os custos de produção.


    II. A tecnologia digital torna mais acessíveis os custos de produção.


    III. É preferível continuar empregando a tecnologia analógica para a produção de vídeos.


    IV. A edição digital tornou-se imprescindível.


    Indique quais dessas opiniões são assumidas pela jornalista entrevistada:

    Escolha uma alternativa para a questão 0fc587bc-36
  • 0FBFBA6E-36

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A   questão  toma  por base uma matéria assinada por Danilo Albergaria na revista eletrônica COMCIÊNCIA:


               Cinema e Telejornalismo: Convergência de Linguagens para Divulgar Ciência


          Encampando um ponto de vista em que um vídeo de divulgação científica não deve apenas ensinar e informar, mas também entreter, motivar e gerar curiosidade, Iara Cardoso defendeu a convergência das linguagens telejornalística e cinematográfica para incrementar as produções de vídeo voltadas para a ciência: “A convergência é possível, é necessária, e cada vez mais acessível com as novas tecnologias digitais”, disse a jornalista em apresentação durante o Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica, que ocorreu na Unicamp entre os dias 23 e 25 de novembro.

          A ideia de mesclar linguagens aparentemente distantes surgiu quando Cardoso começou a produzir o vídeo SitRaios, encomendado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para divulgar a ciência por trás de um software que localizava mais facilmente descargas elétricas atmosféricas nas linhas de energia e possibilitava um religamento mais rápido da eletricidade. “Seria maçante produzir esse vídeo da maneira tradicional. Então, introduzimos, num vídeo que usualmente estaria destinado a ser muito próximo do telejornalismo, a linguagem do cinema. Utilizamos conceitos como o de revelação e de aumento de expectativa – introduzimos uma narrativa, enfim”, afirma Cardoso. Além da roteirista e diretora, a equipe, enxuta, teve apenas mais um editor e um cinegrafista. “Esse tipo de convergência não demanda mais recursos do que uma produção tradicional”, defende.

          As produções de cinema são tradicionalmente mais dispendiosas do que vídeos jornalísticos. Porém, contrariando o que o senso comum pensa sobre os custos dos vídeos que incorporam linguagens cinematográficas, Cardoso esclarece que os custos de  produção tornaram-se mais acessíveis com o surgimento das novas tecnologias digitais. Ela aponta, por exemplo, que tornaram-se amplamente acessíveis as câmeras digitais, hoje largamente utilizadas tanto no cinema quanto na produção jornalística. “Os próprios cineastas estão, cada vez mais, filmando com o suporte digital”, afirma. Outra facilidade está na edição digital: “Mesmo quem ainda não aderiu ao suporte digital nas filmagens nunca deixa de utilizar a edição digital, que se tornou imprescindível. Perto da edição em computadores, os antigos métodos tornaram-se inviáveis”, avalia.

          Enquanto o suporte tecnológico facilita a convergência e aproxima linguagens, o que é realmente fundamental, na visão da jornalista, são as ideias por trás do vídeo: são elas, as concepções, que vão formar um roteiro interessante, as bases do apelo dos vídeos de ciência para o grande público. Segundo a diretora, a incorporação da dramaticidade, do suspense – ferramentas usuais na narrativa ficcional – ajudam um vídeo a tornar mais atraente uma teoria ou explicação científica. Ao mesmo tempo, se feita com o devido preparo e seriedade, não compromete a qualidade da informação transmitida — pelo contrário, a potencializa.


    (Danilo Albergaria. Cinema e telejornalismo: convergência de linguagens para divulgar ciência. COMCIÊNCIA, www.comciencia.br, 26.11.2009.)

    Para a jornalista entrevistada, a divulgação de ciência
    Escolha uma alternativa para a questão 0fbfba6e-36
  • 0FBB673B-36

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A   questão  toma  por base uma matéria assinada por Danilo Albergaria na revista eletrônica COMCIÊNCIA:


               Cinema e Telejornalismo: Convergência de Linguagens para Divulgar Ciência


          Encampando um ponto de vista em que um vídeo de divulgação científica não deve apenas ensinar e informar, mas também entreter, motivar e gerar curiosidade, Iara Cardoso defendeu a convergência das linguagens telejornalística e cinematográfica para incrementar as produções de vídeo voltadas para a ciência: “A convergência é possível, é necessária, e cada vez mais acessível com as novas tecnologias digitais”, disse a jornalista em apresentação durante o Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica, que ocorreu na Unicamp entre os dias 23 e 25 de novembro.

          A ideia de mesclar linguagens aparentemente distantes surgiu quando Cardoso começou a produzir o vídeo SitRaios, encomendado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para divulgar a ciência por trás de um software que localizava mais facilmente descargas elétricas atmosféricas nas linhas de energia e possibilitava um religamento mais rápido da eletricidade. “Seria maçante produzir esse vídeo da maneira tradicional. Então, introduzimos, num vídeo que usualmente estaria destinado a ser muito próximo do telejornalismo, a linguagem do cinema. Utilizamos conceitos como o de revelação e de aumento de expectativa – introduzimos uma narrativa, enfim”, afirma Cardoso. Além da roteirista e diretora, a equipe, enxuta, teve apenas mais um editor e um cinegrafista. “Esse tipo de convergência não demanda mais recursos do que uma produção tradicional”, defende.

          As produções de cinema são tradicionalmente mais dispendiosas do que vídeos jornalísticos. Porém, contrariando o que o senso comum pensa sobre os custos dos vídeos que incorporam linguagens cinematográficas, Cardoso esclarece que os custos de  produção tornaram-se mais acessíveis com o surgimento das novas tecnologias digitais. Ela aponta, por exemplo, que tornaram-se amplamente acessíveis as câmeras digitais, hoje largamente utilizadas tanto no cinema quanto na produção jornalística. “Os próprios cineastas estão, cada vez mais, filmando com o suporte digital”, afirma. Outra facilidade está na edição digital: “Mesmo quem ainda não aderiu ao suporte digital nas filmagens nunca deixa de utilizar a edição digital, que se tornou imprescindível. Perto da edição em computadores, os antigos métodos tornaram-se inviáveis”, avalia.

          Enquanto o suporte tecnológico facilita a convergência e aproxima linguagens, o que é realmente fundamental, na visão da jornalista, são as ideias por trás do vídeo: são elas, as concepções, que vão formar um roteiro interessante, as bases do apelo dos vídeos de ciência para o grande público. Segundo a diretora, a incorporação da dramaticidade, do suspense – ferramentas usuais na narrativa ficcional – ajudam um vídeo a tornar mais atraente uma teoria ou explicação científica. Ao mesmo tempo, se feita com o devido preparo e seriedade, não compromete a qualidade da informação transmitida — pelo contrário, a potencializa.


    (Danilo Albergaria. Cinema e telejornalismo: convergência de linguagens para divulgar ciência. COMCIÊNCIA, www.comciencia.br, 26.11.2009.)

    O texto apresentado se encontra em uma conceituada revista eletrônica de divulgação científica e revela como tema central:
    Escolha uma alternativa para a questão 0fbb673b-36
  • 0FAC397D-36

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: A  questão  toma  por base o soneto Acrobata da dor, do poeta simbolista brasileiro Cruz e Sousa (1861-1898):


                                                 Acrobata da Dor


                                 Gargalha, ri, num riso de tormenta,

                                 como um palhaço, que desengonçado,

                                 nervoso, ri, num riso absurdo, inflado

                                 de uma ironia e de uma dor violenta.


                                 Da gargalhada atroz, sanguinolenta,

                                 agita os guizos, e convulsionado

                                 Salta, gavroche, salta clown, varado

                                 pelo estertor dessa agonia lenta...


                                 Pedem-te bis e um bis não se despreza!

                                 Vamos! retesa os músculos, retesa,

                                 nessas macabras piruetas d’aço...


                                 E embora caias sobre o chão, fremente,

                                 afogado em teu sangue estuoso e quente,

                                 ri! Coração, tristíssimo palhaço.


                    (João da Cruz e Sousa. Obra completa. Rio de Janeiro: Editora Aguilar, 1961.)

    No poema, os conceitos relacionados com a alegria e o riso, característicos da imagem dos palhaços, são aproximados de conceitos como dor, tristeza, agonia, sangue. Aponte a alternativa que melhor justifica essa aproximação de conceitos contraditórios:
    Escolha uma alternativa para a questão 0fac397d-36