Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 42 de 426.

  • A75158BE-70

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    O Texto serve de base à questão;

    Texto
    New Barroco: tudo sobre a moda

    Se nos últimos anos o minimalismo reinou pedindo looks mais cleans, contudo, o inverno de 2020 promete trazer uma trend que sugere exatamente o contrário: looks ricos, exagerados e elaborados farão parte dessa estação.
    Além disso, o barroco será uma das grandes influências da moda para a estação mais fria do ano. O espírito barroco é carregado de informações, dramaticidade e conflitos, assim como abundância e vitalidade, o que traduz perfeitamente a atmosfera da contemporaneidade em todas as suas contradições.
    Na moda, toda essa desordem também aparece refletida na sobrecarga de informações, por exemplo: texturas, mix de estampas, hibridismo, exagero nas proporções, sobreposições, peles, pelos, transparência, brilho e tudo mais, de preferência no mesmo look! 

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Coesão e coerência
    Disponível em: https://coracanela.com.br/new-barroco-tudo-sobre-a-moda-barroca-e-como-investir.
    Acesso em 13/10/20. Adaptado.
    Todo texto revela uma multiplicidade de relações semânticas, sendo algumas explicitadas por conectivos, outras não. Acerca dessas relações e dos conectivos que as explicitam no Texto, assinale a alternativa CORRETA.
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  • A74CE14F-70

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    O Texto serve de base à questão;

    Texto
    New Barroco: tudo sobre a moda

    Se nos últimos anos o minimalismo reinou pedindo looks mais cleans, contudo, o inverno de 2020 promete trazer uma trend que sugere exatamente o contrário: looks ricos, exagerados e elaborados farão parte dessa estação.
    Além disso, o barroco será uma das grandes influências da moda para a estação mais fria do ano. O espírito barroco é carregado de informações, dramaticidade e conflitos, assim como abundância e vitalidade, o que traduz perfeitamente a atmosfera da contemporaneidade em todas as suas contradições.
    Na moda, toda essa desordem também aparece refletida na sobrecarga de informações, por exemplo: texturas, mix de estampas, hibridismo, exagero nas proporções, sobreposições, peles, pelos, transparência, brilho e tudo mais, de preferência no mesmo look! 

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos
    Disponível em: https://coracanela.com.br/new-barroco-tudo-sobre-a-moda-barroca-e-como-investir.
    Acesso em 13/10/20. Adaptado.
    Considerando a organização do Texto, assinale a alternativa CORRETA.
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  • A744118C-70

    Literatura

    Barroco
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Os Textos 9, 10 e 11 servem de base à questão.

    Texto 9

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Barroco
    Aleijadinho. "O Salvador Carregando o Madeiro” (1796- 1799). Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra57561/ocarregamento-da-cruz-o-salvador-carregando-o-madeiro Acesso em: 05/09/2020.


    Texto 10

    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Barroco
    Caravaggio (1571-1610). “A inspiração de São Mateus” (1602). Disponível em: https://www.ifch.unicamp.br/eha/chaa/Imagens/neville/030.png Acesso em: 05/09/2020. 

    Texto 11

    Ao braço do Menino Jesus de Nossa
    Senhora das Maravilhas, a quem infiéis despedaçaram.

    O todo sem a parte não é todo;
    A parte sem o todo não é parte;
    Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
    Não se diga que é parte, sendo o todo.

    Em todo o Sacramento está Deus todo,
    E todo assiste inteiro em qualquer parte,
    E feito em partes todo em toda a parte,
    Em qualquer parte sempre fica todo.

    O braço de Jesus não seja parte,
    Pois que feito Jesus em partes todo,
    Assiste cada parte em sua parte.

    Não se sabendo parte deste todo,
    Um braço que lhe acharam, sendo parte,
    Nos diz as partes todas deste todo. 

    MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1997.
    O Barroco manifestou-se em várias expressões artísticas (arquitetura, pintura, escultura, música, literatura, teatro), por meio de um estilo próprio, com características estéticas marcantes. Analise os Textos 9, 10 e 11 e, considerando as características do Barroco em diferentes manifestações artísticas (escultura, pintura e literatura), assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a744118c-70
  • A73F18DB-70

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Os Textos 5, 6, 7 e 8 servem de base para a questão.

    Texto 5

    "A feição deles é parda, algo avermelhada; de bons rostos e bons narizes. Em geral são bem-feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Não fazem o menor caso de cobrir ou mostrar suas vergonhas, e nisso são tão inocentes como quando mostram o rosto. [...] Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta, mais que verdadeiramente de leve, de boa grandeza, e, todavia, raspado por cima das orelhas. [....] E estavam já mais mansos e seguros entre nós do que nós estávamos entre eles. [...] Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. [...] Ora veja, Vossa Alteza, quem em tal inocência vive, se se converterá, ou não, se lhe ensinarem o que pertence à sua salvação".

    CAMINHA, Pero Vaz de. "A carta". In: CASTRO, Silvio. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre; L&PM, 2015. Excertos.

    Texto 6

    DOS TUPINIQUINS
    "Do seu nome direi que são tupiniquins; da sua cor, que são pardos à maneira dos mouros; de seus braços, que são rijos, de modo que um deles pode carregar com folga três dos nossos; dos seus pelos nada conto porque não os têm, e dos seus cabelos direi que os cortam em forma de meia esfera, sendo muito parecidos com os frades".
    TORERO, José Roberto. Terra Papagalli. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. Excertos. 


    Texto 7

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Escolas Literárias
    Disponível em: https://2.bp.blogspot.com/- EUs2MX0aQ7o/WfuocMugdvI/AAAAAAAAFHw/EEeTeFt3eRUA6uFD0ea11 7gYRfyw0440ACLcBGAs/s640/3%2B-%2BDescobrimento%2B- %2BTerras.jpg Acesso em: 06/09/2020 

    Texto 8

    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Escolas Literárias
    "Índios e soldados da província de Curitiba escoltando prisioneiros nativos", tela de Jean-Baptiste Debret. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/povosindigenas-trabalho-brasil-colonial/ Acesso em: 06/09/2020.
    Podemos identificar, nos textos quinhentistas, alguns recursos linguísticos relacionados ao contexto de produção desses textos. A respeito desses recursos, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a73f18db-70
  • A733A531-70

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Os Textos 1, 2, 3 e 4 servem de base para a questão.

    Texto 1
    Anjo — Esta é; que demandais?
    Fildalgo — Que me deixeis embarcar;
     sou fidalgo de solar,
     é bem que me recolhais.
    Anjo — Não se embarca tirania
     neste batel divinal.
    Fildalgo — Não sei por que haveis por mal
     que entre a minha senhoria.
    Anjo — Para vossa fantasia
     mui pequena é esta barca.
    Fildalgo — Para senhor de tal marca
     Não há aqui mais cortesia?

    VICENTE, Gil. ―Auto da Barca do Inferno‖. In:______. Autos e farsas de Gil Vicente. São Paulo: Melhoramentos, 2012. Excertos.

    Texto 2

    Canto I

    As armas e os Barões assinalados
    Que, da Ocidental praia Lusitana,
    Por mares nunca de antes navegados,
    Passaram ainda além da Taprobana,
    Em perigos e guerras esforçados
    Mais do que prometia a força humana,
    E entre gente remota edificaram
    Novo Reino, que tanto sublimaram;

    E também as memórias gloriosas
    Daqueles Reis que foram dilatando
    A Fé, o Império, e as terras viciosas
    De África e de Ásia andaram devastando,
    E aqueles que por obras valerosas
    Se vão da lei da Morte libertando:
    Cantando espalharei por toda parte,
    Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

    CAMÕES, Luís de. Os Lusíadas. São Paulo: Martin Claret, 2001. Excertos.


    Texto 3

    Rompe o poeta com a primeira impaciência querendo declarar-se e temendo perder por ousado

    Anjo no nome, Angélica na cara!
    Isso é ser flor, e Anjo juntamente:
    Ser Angélica flor, e Anjo florente,
    Em quem, senão em vós, se uniformara:

    Quem vira uma tal flor, que a não cortara,
    Do verde pé, da rama fluorescente;
    E quem um Anjo vira tão luzente,
    Que por seu Deus o não idolatrara?

    Se pois como Anjo sois dos meus altares,
    Fôreis o meu Custódio, e a minha guarda,
    Livrara eu de diabólicos azares.

    Mas vejo, que por bela, e por galharda,
    Posto que os Anjos nunca dão pesares,
    Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

    MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1997. 

    Texto 4
    Lira XIX – 1ª parte

    Enquanto pasta alegre o manso gado,
    Minha bela Marília, nos sentemos
    À sombra deste cedro levantado.
     Um pouco meditemos
     Na regular beleza,
    Que em tudo quanto vive, nos descobre
     A sábia Natureza.

    GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: DCD, 2010. Excertos.

    Não apenas os textos literários se materializam em gêneros. Na verdade, hoje há um consenso de que qualquer texto se organiza em um gênero. Outro consenso é o de que o que define um gênero textual é menos o conjunto de suas características formais, e mais a sua função social. Isso porque todo texto é escrito (ou falado) com um propósito comunicativo. Considerando esse propósito, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão a733a531-70
  • A727439B-70

    Literatura

    Barroco
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Os Textos 1, 2, 3 e 4 servem de base para a questão.

    Texto 1
    Anjo — Esta é; que demandais?
    Fildalgo — Que me deixeis embarcar;
     sou fidalgo de solar,
     é bem que me recolhais.
    Anjo — Não se embarca tirania
     neste batel divinal.
    Fildalgo — Não sei por que haveis por mal
     que entre a minha senhoria.
    Anjo — Para vossa fantasia
     mui pequena é esta barca.
    Fildalgo — Para senhor de tal marca
     Não há aqui mais cortesia?

    VICENTE, Gil. ―Auto da Barca do Inferno‖. In:______. Autos e farsas de Gil Vicente. São Paulo: Melhoramentos, 2012. Excertos.

    Texto 2

    Canto I

    As armas e os Barões assinalados
    Que, da Ocidental praia Lusitana,
    Por mares nunca de antes navegados,
    Passaram ainda além da Taprobana,
    Em perigos e guerras esforçados
    Mais do que prometia a força humana,
    E entre gente remota edificaram
    Novo Reino, que tanto sublimaram;

    E também as memórias gloriosas
    Daqueles Reis que foram dilatando
    A Fé, o Império, e as terras viciosas
    De África e de Ásia andaram devastando,
    E aqueles que por obras valerosas
    Se vão da lei da Morte libertando:
    Cantando espalharei por toda parte,
    Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

    CAMÕES, Luís de. Os Lusíadas. São Paulo: Martin Claret, 2001. Excertos.


    Texto 3

    Rompe o poeta com a primeira impaciência querendo declarar-se e temendo perder por ousado

    Anjo no nome, Angélica na cara!
    Isso é ser flor, e Anjo juntamente:
    Ser Angélica flor, e Anjo florente,
    Em quem, senão em vós, se uniformara:

    Quem vira uma tal flor, que a não cortara,
    Do verde pé, da rama fluorescente;
    E quem um Anjo vira tão luzente,
    Que por seu Deus o não idolatrara?

    Se pois como Anjo sois dos meus altares,
    Fôreis o meu Custódio, e a minha guarda,
    Livrara eu de diabólicos azares.

    Mas vejo, que por bela, e por galharda,
    Posto que os Anjos nunca dão pesares,
    Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

    MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1997. 

    Texto 4
    Lira XIX – 1ª parte

    Enquanto pasta alegre o manso gado,
    Minha bela Marília, nos sentemos
    À sombra deste cedro levantado.
     Um pouco meditemos
     Na regular beleza,
    Que em tudo quanto vive, nos descobre
     A sábia Natureza.

    GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: DCD, 2010. Excertos.

    Diversos estudiosos buscam classificar as obras literárias em gêneros. A classificação aristotélica tem sido utilizada para traçar as características dos gêneros literários (épico, lírico, dramático). Conforme essa classificação, os textos literários são organizados em três gêneros: épico, lírico e dramático. Identifique o gênero literário dos Textos 1, 2, 3 e 4, numerando-os de acordo com a seguinte correspondência:
    (1) gênero épico;
    (2) gênero lírico;
    (3) gênero dramático.

    A sequência que identifica correta e respectivamente o gênero literário dos Textos 1, 2, 3 e 4 é:

    Escolha uma alternativa para a questão a727439b-70
  • DC5E8D6F-6E

    Inglês

    Falso Cognatos | False Cognates
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Falso Cognatos | False Cognates
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Falso Cognatos | False Cognates
    Considere a análise linguística elaborada para o texto e assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão dc5e8d6f-6e
  • DC597985-6E

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Observe as falas do texto e a análise atribuída a cada uma delas; em seguida, assinale a alternativa que está INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão dc597985-6e
  • DC549023-6E

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Com base nas informações do texto, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão dc549023-6e
  • DC4F691D-6E

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Considerando o conteúdo do texto, há apenas um título adequado entre os apresentados abaixo. Assinale-o!
    Escolha uma alternativa para a questão dc4f691d-6e
  • DC3C964E-6E

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    According to the text,
    Escolha uma alternativa para a questão dc3c964e-6e
  • DBF734CB-6E

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 15

    PRISÃO
    Cecília Meireles

    Nesta cidade
    quatro mulheres estão no cárcere.
    Apenas quatro.
    Uma na cela que dá para o rio,
    outra na cela que dá para o monte,
    outra na cela que dá para a igreja
    e a última na do cemitério
    ali embaixo.

    [...]

    Quatrocentas mulheres
    quatrocentas, digo, estão presas:
    cem por ódio, cem por amor,
    cem por orgulho, cem por desprezo
    em celas de ferro, em celas de fogo,
    em celas sem ferro nem fogo, somente
    de dor e silêncio,
    quatrocentas mulheres, numa outra cidade,
    quatrocentas, digo, estão presas. 

    Quatro mil mulheres, no cárcere,
    e quatro milhões – e já nem sei a conta,
    em cidades que não se dizem,
    em lugares que ninguém sabe,
    estão presas, estão para sempre –
    sem janela e sem esperança,
    umas voltadas para o presente,
    outras para o passado, e as outras
    para o futuro, e o resto – o resto,
    sem futuro, passado ou presente,
    presas em prisão giratória,
    presas em delírio, na sombra,
    presas por outros e por si mesmas,
    tão presas que ninguém as solta,
    e nem o rubro galo do sol
    nem a andorinha azul da lua
    podem levar qualquer recado
    à prisão por onde as mulheres
    se convertem em sal e muro.

    MEIRELES, Cecília. Prisão. Excertos. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104- 83332006000200013&script=sci_arttext Acesso em: 08/08/2020.


    Texto 16

    GRANDE DESEJO

    Adélia Prado

    Não sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia,
    sou é mulher do povo, mãe de filhos, Adélia.
    Faço comida e como.
    Aos domingos bato o osso no prato pra chamar
    o cachorro
    e atiro os restos.
    Quando dói, grito ai,
    quando é bom, fico bruta,
    as sensibilidades sem governo.
    Mas tenho meus prantos,
    claridades atrás do meu estômago humilde
    e fortíssima voz pra cânticos de festa.
    Quando escrever o livro com o meu nome
    e o nome que eu vou pôr nele, vou com ele a uma
    igreja,
    a uma lápide, a um descampado,
    para chorar, chorar e chorar,
    requintada e esquisita como uma dama.

    Disponível em: https://www.tudoepoema.com.br/adelia-prado-grande-desejo/ Acesso em: 08/08/2020.


    Texto 17

    "Estou consciente de que tudo o que sei não posso dizer, só sei pintando ou pronunciando, sílabas cegas de sentido. [...] Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu."

    LISPECTOR, Clarice. Água viva. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993. Excertos. pp.15-25. (Adaptado)

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    Nos textos literários, os aspectos formais podem ser analisados como elementos que colaboram para a expressividade. Acerca de aspectos formais dos Textos 15, 16 e 17, analise as proposições abaixo.


    1) No que se refere ao nível de formalidade, podemos dizer que o Texto 17 tende para a informalidade. Apesar disso, sua autora segue as normas de regência nominal, o que se observa, por exemplo, no trecho ―Estou consciente de que tudo o que sei não posso dizer‖. A regência estaria igualmente atendida se a autora tivesse escrito: "Não faço alusão a tudo o que sei".

    2) Observe a concordância feita no seguinte trecho do Texto 15: "e nem o rubro galo do sol / nem a andorinha azul da lua / podem levar qualquer recado [...]". O plural empregado na primeira forma verbal (podem) indica que a ação expressa por ―podem levar‖ é praticada, concomitantemente, pelo "rubro galo do sol" e pela "andorinha azul da lua".

    3) O sinal indicativo de crase presente no trecho "podem levar qualquer recado / à prisão por onde as mulheres / se convertem em sal e muro" (Texto 15) deveria manter-se se o termo "prisão" fosse substituído pelo termo "cárcere".

    4) Para indicar que o Texto 16 tematiza o cotidiano do século passado, nele está preservada a norma ortográfica que era vigente nesse século, a exemplo de "Adélia", "dói" e "pôr", formas que, após o último Acordo Ortográfico, devem ser grafadas sem acento.


    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão dbf734cb-6e
  • DBEDFC8D-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 11

    DE MÃOS DADAS
    Carlos Drummond de Andrade

    Não serei o poeta de um mundo caduco.
    Também não cantarei o mundo futuro.
    Estou preso à vida e olho meus companheiros.
    Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
    Entre eles, considero a enorme realidade.
    O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
    [...]
    O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens
    [presentes, a vida presente.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do Mundo. Rio de Janeiro, Record, 2000. Disponível em: https://www.passeiweb.com/estudos/livros/maos_dadas_poem a_drummond/ Acesso em: 08/08/2020.


    Texto 12

    OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO
    Carlos Drummond de Andrade

    Chega um tempo em que não se diz mais:
    meu Deus.
    Tempo de absoluta depuração.
    Tempo em que não se diz mais: meu amor.
    Porque o amor resultou inútil.
    E os olhos não choram.
    E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
    E o coração está seco.
    [...]
    Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
    Teus ombros suportam o mundo
    e ele não pesa mais que a mão de uma criança.[...]

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do Mundo. Rio de Janeiro, Record, 2000. Disponível em: http://www.releituras.com/drummond_osombros.asp Acesso em: 08/08/2020. 


    Texto 13

    SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS
    Mario Quintana

    A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
    Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
    Quando se vê, já é 6ª feira...
    Quando se vê, passaram 60 anos...
    Agora, é tarde demais para ser reprovado...
    E se me dessem — um dia — uma outra oportunidade,
    eu nem olhava o relógio seguia sempre, sempre em frente...
    E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

    QUINTANA, Mario. Esconderijos do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. Disponível em: http://cabana-on.com/Ler/wp-content/uploads/2017/09/Mario-QuintanaEsconderijos-do-Tempo.pdf Acesso em: 08/08/2020.

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos
    A preocupação com o tempo revela-se em expressões artístico-literárias a partir de diferentes perspectivas. Na literatura, vários poetas escreveram sobre a dimensão temporal, evidenciando preocupação com questões existenciais. Na pintura, Salvador Dalí representou o tempo com foco nos padrões estéticos do Surrealismo. Com base na leitura dos Textos 11, 12, 13 e 14, e considerando as características das produções poéticas de Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana, bem como a estética do Surrealismo, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão dbedfc8d-6e
  • DBE9781B-6E

    Português

    Análise sintática
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 7

    — O meu nome é Severino,
    como não tenho outro de pia.
    Como há muitos Severinos,
    que é santo de romaria,
    deram então de me chamar
    Severino de Maria;
    como há muitos Severinos
    com mães chamadas Maria,
    fiquei sendo o da Maria
    do finado Zacarias.
    [...]
    Somos muitos Severinos
    iguais em tudo na vida:
    na mesma cabeça grande
    que a custo é que se equilibra,
    no mesmo ventre crescido
    sobre as mesmas pernas finas
    e iguais também porque o sangue,
    que usamos tem pouca tinta.
    [...]
    Somos muitos Severinos
    iguais em tudo e na sina:
    a de abrandar estas pedras
    suando-se muito em cima,
    a de tentar despertar terra sempre mais extinta,
    [...]

    MELO NETO, João Cabral de. Morte e Vida Severina. Excertos. Disponível em: https://www.passeiweb.com/estudos/livros/morte_e_vida_severina/ Acesso em: 30/07/2020. 


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Análise sintática

    Texto 9

    A COMPADECIDA – João foi um pobre como nós, meu filho. Teve de suportar as maiores dificuldades, numa terra seca e pobre como a nossa. Não o condene, deixe João ir para o purgatório.

    JOÃO GRILO – Para o purgatório? Não, não faça isso assim não. [Chamando a Compadecida à parte]. Não repare eu dizer isso, mas é que o diabo é muito negociante e com esse povo a gente pede o mais para impressionar. A senhora pede o céu, porque aí o acordo fica mais fácil a respeito do purgatório. 

    A COMPADECIDA – Isso dá certo lá no sertão, João! Aqui se passa tudo de outro jeito! Que é isso? Não confia mais na sua advogada?

    JOÃO GRILO – Confio, Nossa Senhora, mas esse camarada enrolando nós dois.

    A COMPADECIDA – Deixe comigo. [a Manuel]. Peço-lhe então, muito simplesmente, que não condene João.

    SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida. Rio de Janeiro, Agir, 2005. Excertos. Disponível em: https://vermelho.org.br/2014/07/25/auto-dacompadecida/ Acesso em: 09/08/2020. 

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Análise sintática
    Também os textos literários são elaborados com enunciados nos quais geralmente podemos reconhecer algumas relações semânticas. Acerca dessas relações, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão dbe9781b-6e
  • DBE45342-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 7

    — O meu nome é Severino,
    como não tenho outro de pia.
    Como há muitos Severinos,
    que é santo de romaria,
    deram então de me chamar
    Severino de Maria;
    como há muitos Severinos
    com mães chamadas Maria,
    fiquei sendo o da Maria
    do finado Zacarias.
    [...]
    Somos muitos Severinos
    iguais em tudo na vida:
    na mesma cabeça grande
    que a custo é que se equilibra,
    no mesmo ventre crescido
    sobre as mesmas pernas finas
    e iguais também porque o sangue,
    que usamos tem pouca tinta.
    [...]
    Somos muitos Severinos
    iguais em tudo e na sina:
    a de abrandar estas pedras
    suando-se muito em cima,
    a de tentar despertar terra sempre mais extinta,
    [...]

    MELO NETO, João Cabral de. Morte e Vida Severina. Excertos. Disponível em: https://www.passeiweb.com/estudos/livros/morte_e_vida_severina/ Acesso em: 30/07/2020. 


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos

    Texto 9

    A COMPADECIDA – João foi um pobre como nós, meu filho. Teve de suportar as maiores dificuldades, numa terra seca e pobre como a nossa. Não o condene, deixe João ir para o purgatório.

    JOÃO GRILO – Para o purgatório? Não, não faça isso assim não. [Chamando a Compadecida à parte]. Não repare eu dizer isso, mas é que o diabo é muito negociante e com esse povo a gente pede o mais para impressionar. A senhora pede o céu, porque aí o acordo fica mais fácil a respeito do purgatório. 

    A COMPADECIDA – Isso dá certo lá no sertão, João! Aqui se passa tudo de outro jeito! Que é isso? Não confia mais na sua advogada?

    JOÃO GRILO – Confio, Nossa Senhora, mas esse camarada enrolando nós dois.

    A COMPADECIDA – Deixe comigo. [a Manuel]. Peço-lhe então, muito simplesmente, que não condene João.

    SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida. Rio de Janeiro, Agir, 2005. Excertos. Disponível em: https://vermelho.org.br/2014/07/25/auto-dacompadecida/ Acesso em: 09/08/2020. 

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos
    A literatura e a fotografia podem ser compreendidas como instrumentos de denúncia social. Na literatura, as obras Morte e Vida Severina e Auto da Compadecida destacam-se na representação de personagens que revelam seus conflitos no enfrentamento de questões sociais, como: fome, pobreza, desemprego e violência. Na fotografia, Sebastião Salgado imprime maior dramaticidade à cena, ao empregar o preto e o branco. Considerando a leitura dos Textos 7, 8, 9 e 10, as características estilísticas e o contexto de produção das obras de João Cabral de Melo Neto e de Ariano Suassuna, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão dbe45342-6e
  • DBDF83D5-6E

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 7

    — O meu nome é Severino,
    como não tenho outro de pia.
    Como há muitos Severinos,
    que é santo de romaria,
    deram então de me chamar
    Severino de Maria;
    como há muitos Severinos
    com mães chamadas Maria,
    fiquei sendo o da Maria
    do finado Zacarias.
    [...]
    Somos muitos Severinos
    iguais em tudo na vida:
    na mesma cabeça grande
    que a custo é que se equilibra,
    no mesmo ventre crescido
    sobre as mesmas pernas finas
    e iguais também porque o sangue,
    que usamos tem pouca tinta.
    [...]
    Somos muitos Severinos
    iguais em tudo e na sina:
    a de abrandar estas pedras
    suando-se muito em cima,
    a de tentar despertar terra sempre mais extinta,
    [...]

    MELO NETO, João Cabral de. Morte e Vida Severina. Excertos. Disponível em: https://www.passeiweb.com/estudos/livros/morte_e_vida_severina/ Acesso em: 30/07/2020. 


    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos

    Texto 9

    A COMPADECIDA – João foi um pobre como nós, meu filho. Teve de suportar as maiores dificuldades, numa terra seca e pobre como a nossa. Não o condene, deixe João ir para o purgatório.

    JOÃO GRILO – Para o purgatório? Não, não faça isso assim não. [Chamando a Compadecida à parte]. Não repare eu dizer isso, mas é que o diabo é muito negociante e com esse povo a gente pede o mais para impressionar. A senhora pede o céu, porque aí o acordo fica mais fácil a respeito do purgatório. 

    A COMPADECIDA – Isso dá certo lá no sertão, João! Aqui se passa tudo de outro jeito! Que é isso? Não confia mais na sua advogada?

    JOÃO GRILO – Confio, Nossa Senhora, mas esse camarada enrolando nós dois.

    A COMPADECIDA – Deixe comigo. [a Manuel]. Peço-lhe então, muito simplesmente, que não condene João.

    SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida. Rio de Janeiro, Agir, 2005. Excertos. Disponível em: https://vermelho.org.br/2014/07/25/auto-dacompadecida/ Acesso em: 09/08/2020. 

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos
    Acerca dos processos figurativos empregados no Texto 7 e de sua repercussão na interpretação desse poema, analise as afirmativas a seguir.


    1) A expressão ―vida severina‖ institui um conceito metafórico que pode ser associado a uma vida plena, porque profundamente identificada com o ambiente físico do Nordeste.

    2) Nos versos: ―Somos muitos Severinos/ iguais em tudo na vida/ iguais em tudo e na sina‖, opera-se uma metonímia em que o ―homem indivíduo‖, tomado como ―homem coletivo‖, perde sua singularidade, sua identidade.

    3) A metáfora do ―sangue com pouca tinta‖ alude ao estado de desnutrição dos muitos severinos que passam privações.

    4) A expressão ―abrandar estas pedras‖ pode ser interpretada como suavizar a luta cotidiana pela sobrevivência, em um meio físico bastante adverso.


    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão dbdf83d5-6e