Questões do ENEM: Linguagens e nível médio
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8.516 questões encontradas. Mostrando a página 49 de 426.
8BB088F2-05 Read the text to answer question.The image depicts a nearly naked man amid a vast area of rainforest, spear pointed at the helicopter hovering above him – a man defending his territory and people from outside influence. This very scene made front-page news some years ago in the UK. It instantly highlighted the loss of ancestral homelands some tribal communities round the world face.Bad news has a way of dominating the headlines, so we're of the opinion that all indigenous communities and their culture are in decline – and that's not true. But the allure of propagating the "disappearing tribe" narrative is strong. It’s frustrating to see journalists who go on assignment with a set story in mind and then seek out quotes, experiences or interviews to fit their predetermined angle.(Jonny Bealby. www.newsweek.com, 27.08.2019. Adapted.)
. In the text the author expresses his opinion that662E5D30-05 Português
Interpretação de TextosFGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosLeia a fábula "O gato e a barata", de Millôr Fernandes, para responder à questão.A baratinha velha subiu pelo pé do copo que, ainda com um pouco de vinho, tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, do alto do copo.– Gatinho, meu gatinho –, pediu ela – me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair daqui eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva.– Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato.– Me saaaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo.O gato então virou o copo com uma pata, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada.– Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixaria eu comer você inteira.– Ah, ah, ah – riu então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?Moral: Às vezes a autodepreciação nos livra do pelotão.(Diana Luz Pessoa de Barros. Teoria semiótica do texto, 2005.)
Assinale a alternativa que ilustra um momento em que, em situação de evidente desigualdade, um personagem zomba (tem uma atitude sarcástica) da situação do outro.662ACCF6-05 Português
Gêneros TextuaisFGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosLeia a fábula "O gato e a barata", de Millôr Fernandes, para responder à questão.A baratinha velha subiu pelo pé do copo que, ainda com um pouco de vinho, tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, do alto do copo.– Gatinho, meu gatinho –, pediu ela – me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair daqui eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva.– Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato.– Me saaaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo.O gato então virou o copo com uma pata, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada.– Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixaria eu comer você inteira.– Ah, ah, ah – riu então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?Moral: Às vezes a autodepreciação nos livra do pelotão.(Diana Luz Pessoa de Barros. Teoria semiótica do texto, 2005.)
A função do texto, considerado o gênero a que pertence, é sobretudo66272EE8-05 Português
Interpretação de TextosFGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosConsidere o trecho inicial do conto "Uns sábados, uns agostos", de Caio Fernando Abreu, para responder à questão.Eles vinham aos sábados, sem telefonar. Não lembro desde quando criou-se o hábito de virem aos sábados, sem telefonar – e de vez em quando isso me irritava, pensando que se quisesse sair para, por exemplo, passear pelo parque ou tomar uma dessas lanchas de turismo que fazem excursões pelas ilhas, não poderia porque eles bateriam com as caras na porta fechada e ficariam ofendidos (eles eram sensíveis) e talvez não voltassem nunca mais. E como, aos sábados, eu jamais faria coisas como ir ao parque ou andar nessas tais lanchas que fazem excursões pelas ilhas, era obrigado a esperá-los, trancado em casa. Certamente os odiava um pouco enquanto não chegavam: um ódio de ter meus sábados totalmente dependentes deles, que não eram eu, e que não viveriam a minha vida por mim – embora eu nunca tivesse conseguido aprender como se vive aos sábados, se é que existe uma maneira específica de atravessá-los.[...]E afinal, chovesse ou fizesse sol, sagradamente lá estavam eles, aos sábados. Naturalmente chovesse-ou-fizesse-sol é apenas isso que se convencionou chamar força de expressão, já que há muito tempo não fazia sol, talvez por ser agosto − mas de certa forma é sempre agosto nesta cidade, principalmente aos sábados.Não é que fossem chatos. Na verdade, eu nunca soube que critérios de julgamento se pode usar para julgar alguém definitivamente chato, irremediavelmente burro ou irrecuperavelmente desinteressante. Sempre tive uma dificuldade absurda para arrumar prateleiras. Acontece que não tínhamos nada em comum, não que isso tenha importância, mas nossas famílias não se conheciam, então não podíamos falar sobre os meus pais ou os avós deles, sobre os meus tios ou os seus sobrinhos ou qualquer outra dessas combinações genealógicas. Também não sabia que tipo de trabalho faziam, se é que faziam alguma coisa, nem sequer se liam, se estudavam, iam ao cinema, assistiam à televisão ou com que se ocupavam, enfim, além de me visitar aos sábados.(Caio Fernando Abreu. Mel e girassóis, 1988. Adaptado.)
"[...] para julgar alguém definitivamente chato, irremediavelmente burro ou irrecuperavelmente desinteressante. Sempre tive uma dificuldade absurda para arrumar prateleiras. Acontece que não tínhamos nada em comum, não que [...]" (3° parágrafo).Considerado o contexto, a expressão sublinhada pode ser entendida como:662350D5-05 Português
Análise sintáticaFGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosConsidere o trecho inicial do conto "Uns sábados, uns agostos", de Caio Fernando Abreu, para responder à questão.Eles vinham aos sábados, sem telefonar. Não lembro desde quando criou-se o hábito de virem aos sábados, sem telefonar – e de vez em quando isso me irritava, pensando que se quisesse sair para, por exemplo, passear pelo parque ou tomar uma dessas lanchas de turismo que fazem excursões pelas ilhas, não poderia porque eles bateriam com as caras na porta fechada e ficariam ofendidos (eles eram sensíveis) e talvez não voltassem nunca mais. E como, aos sábados, eu jamais faria coisas como ir ao parque ou andar nessas tais lanchas que fazem excursões pelas ilhas, era obrigado a esperá-los, trancado em casa. Certamente os odiava um pouco enquanto não chegavam: um ódio de ter meus sábados totalmente dependentes deles, que não eram eu, e que não viveriam a minha vida por mim – embora eu nunca tivesse conseguido aprender como se vive aos sábados, se é que existe uma maneira específica de atravessá-los.[...]E afinal, chovesse ou fizesse sol, sagradamente lá estavam eles, aos sábados. Naturalmente chovesse-ou-fizesse-sol é apenas isso que se convencionou chamar força de expressão, já que há muito tempo não fazia sol, talvez por ser agosto − mas de certa forma é sempre agosto nesta cidade, principalmente aos sábados.Não é que fossem chatos. Na verdade, eu nunca soube que critérios de julgamento se pode usar para julgar alguém definitivamente chato, irremediavelmente burro ou irrecuperavelmente desinteressante. Sempre tive uma dificuldade absurda para arrumar prateleiras. Acontece que não tínhamos nada em comum, não que isso tenha importância, mas nossas famílias não se conheciam, então não podíamos falar sobre os meus pais ou os avós deles, sobre os meus tios ou os seus sobrinhos ou qualquer outra dessas combinações genealógicas. Também não sabia que tipo de trabalho faziam, se é que faziam alguma coisa, nem sequer se liam, se estudavam, iam ao cinema, assistiam à televisão ou com que se ocupavam, enfim, além de me visitar aos sábados.(Caio Fernando Abreu. Mel e girassóis, 1988. Adaptado.)
"E como, aos sábados, eu jamais faria coisas como ir ao parque ou andar nessas tais lanchas que fazem excursões pelas ilhas, era obrigado a esperá-los, trancado em casa" (1° parágrafo).No contexto em que está inserida, a conjunção sublinhada introduz uma oração com sentido de66168106-05 Português
ArtigosFGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto de Teresinha Costa para responder à questão.Em História social da criança e da família, Philippe Ariès faz um estudo na Europa, no período compreendido entre a Idade Média e o século XX, para demonstrar como a definição de criança se modificou no decorrer do tempo de acordo com parâmetros ideológicos. Pela análise de pinturas, diários, esculturas e vitrais produzidos na Europa no período anterior aos ideais da Revolução Francesa, Ariès forja a expressão "sentimento da infância" para designar "a consciência da particularidade infantil, essa particularidade que distingue essencialmente a criança do adulto". Esse sentimento vai aparecer a partir apenas do século XVII.Na Idade Média, a criança era vista como um pequeno adulto, sem características que a diferenciassem, e desconsiderada como alguém merecedor de cuidados especiais. Isso não significava que as crianças fossem até então desprezadas ou negligenciadas, mas sim que não se tinha consciência de uma série de particularidades intelectuais, comportamentais e emocionais que passaram, então, a ser consideradas como inerentes ou até mesmo naturais às crianças. Ariès comenta, inclusive, que os pintores ocidentais reproduziam crianças vestidas como pequenos adultos, e que somente percebemos se tratar de uma criança devido ao seu tamanho reduzido. Nas sociedades agrárias, a infância era um período rapidamente superado e, tão logo a criança adquiria alguma independência, passava a participar da vida dos adultos e de seus trabalhos, jogos e festas.(Psicanálise com crianças, 2010.)
"entre a Idade Média e o século XX" (1º parágrafo)"Ariès forja a expressão 'sentimento da infância'" (1º parágrafo)"sem características que a diferenciassem" (2º parágrafo)As três ocorrências do vocábulo "a" sublinhadas correspondem, respectivamente, a:660F606C-05 Português
Coesão e coerênciaFGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o poema de Alberto Caeiro para responder à questão.Não basta abrir a janelaPara ver os campos e o rio.Não é bastante não ser cegoPara ver as árvores e as flores.É preciso também não ter filosofia nenhuma.Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.Há só cada um de nós, como uma cave1 .Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.(Obra poética, 1992.)1cave: pavimento de uma construção que fica abaixo do nível do solo.
Considere os versos:"Não basta abrir a janelaPara ver os campos e o rio.""E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse"No contexto, os termos sublinhados podem ser corretamente substituídos por:660C35FE-05 Português
SintaxeFGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o poema de Alberto Caeiro para responder à questão.Não basta abrir a janelaPara ver os campos e o rio.Não é bastante não ser cegoPara ver as árvores e as flores.É preciso também não ter filosofia nenhuma.Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.Há só cada um de nós, como uma cave1 .Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.(Obra poética, 1992.)1cave: pavimento de uma construção que fica abaixo do nível do solo.
No verso "Não basta abrir a janela", a oração sublinhada funciona como sujeito do verbo "basta". Um sujeito oracional ocorre também no verso:6607D3F4-05 Português
Interpretação de TextosFGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o poema de Alberto Caeiro para responder à questão.Não basta abrir a janelaPara ver os campos e o rio.Não é bastante não ser cegoPara ver as árvores e as flores.É preciso também não ter filosofia nenhuma.Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.Há só cada um de nós, como uma cave1 .Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.(Obra poética, 1992.)1cave: pavimento de uma construção que fica abaixo do nível do solo.
De acordo com o poema,63043F53-8E Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosWhat about the artists?
The Guardian - Wed 14 Oct 2020
The government is deaf to the plight of freelance musicians and othercreatives
On Monday, a number of British arts organisations finally heard whether they had received grants from the £1.57bn bailout fund announced in July by the chancellor, Rishi Sunak. Not a moment too soon, institutions such as Wigmore Hall in London, Bristol Old Vic and the City of Birmingham Symphony Orchestra have been given a cash bufferthatshould keep them alive until March.
The welcome announcement has been marred, though, by the failure of the government to address the question of freelancers and self-employed people in the arts. In an interview with ITV last week, Mr. Sunak was asked what he thought professional musicians ought to do, given that they can’t earn enough to live. He answered that up to 3 million people in the country qualified for help under the self-employed support scheme. Pressed on whether musicians oughttofind differentwork, he mentioned retraining schemes that are "providing new and fresh opportunity”. People must adapt, he said. He added that it was untrue that there was no work for musicians. Music lessons, in his own household at least, were still going on.
The interviewer’s question was specifically about musicians - a third of whom have been ineligible for the selfemployed support scheme. So even if, as he later asserted, Mr Sunak was talking about the workforce as a whole rather than cultural workers in particular when he spoke of the need to retrain, he certainly gave a strong impression of indifference to and ignorance of musicians’ plight. This was reinforced on Monday when a government-backed advertisement went viral, launching hundreds of derisive parodies. Aiming to recruit workers into cybersecurity roles, it showed a dancer doing up her ballet shoes. It read: "Fatima’s next job could be in cyber (she just doesn’t know it yet)”.The culture secretary, Oliver Dowden, was forced to condemn the advertisement as "crass” as his day of good news descended into farce and contumely. The government seems unable to grasp that putting money into the arts infrastructure is only part of the solution; creatives themselves need to be helped to survive economically too. Though some institutions are putting work on stage - and will be helped to do so in the months to come by the rescue package - these events will necessarily be small-scale, representing a drop in the ocean compared with the industry working at full tilt.New digital business models are being explored, but they are in their infancy and are not going to pay next month’s rent. Moreover, performance dates in the diary - that is, employment opportunities for freelancers - amount to perilous bets against the future course of the virus. As infections soar, organisations are bound, quite rightly, to be cautious, particularly in the face of the catastrophic failure of the government’s test-and-trace scheme.Meanwhile, musicians and others are certainly "adapting” - often to unskilled, low-paid work, though there is not much of that to go around. The government’s continued implication that musicians and other creative workers - many of whom have trained since childhood for some of the most demanding, competitive and highly skilled work in the economy - are somehow not "viable” is both insulting and ignorant. Underlying Mr Sunak’s remarks was the tired old Tory notion that creative jobs are not "real jobs”, and are undertaken by some fantastical species who are not, in fact, real people. Perhaps the chancellor should ask his family’s music teacher what it’s really like for artists right now - and actually listen to the answer.Source: The Guardian, available at https://www.theguardian. com/commentisfree/2020/oct/14/the-guardian-view-on-saving-thearts-what-about-the-artists, accessed on October21st, 2020.
The second and first paragraphs are linked by a notion of contrast, which is explicitly conveyed by the linking word "though” (2nd paragraph). The contrast refers to the difference in treatment between::63019382-8E Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosWhat about the artists?
The Guardian - Wed 14 Oct 2020
The government is deaf to the plight of freelance musicians and othercreatives
On Monday, a number of British arts organisations finally heard whether they had received grants from the £1.57bn bailout fund announced in July by the chancellor, Rishi Sunak. Not a moment too soon, institutions such as Wigmore Hall in London, Bristol Old Vic and the City of Birmingham Symphony Orchestra have been given a cash bufferthatshould keep them alive until March.
The welcome announcement has been marred, though, by the failure of the government to address the question of freelancers and self-employed people in the arts. In an interview with ITV last week, Mr. Sunak was asked what he thought professional musicians ought to do, given that they can’t earn enough to live. He answered that up to 3 million people in the country qualified for help under the self-employed support scheme. Pressed on whether musicians oughttofind differentwork, he mentioned retraining schemes that are "providing new and fresh opportunity”. People must adapt, he said. He added that it was untrue that there was no work for musicians. Music lessons, in his own household at least, were still going on.
The interviewer’s question was specifically about musicians - a third of whom have been ineligible for the selfemployed support scheme. So even if, as he later asserted, Mr Sunak was talking about the workforce as a whole rather than cultural workers in particular when he spoke of the need to retrain, he certainly gave a strong impression of indifference to and ignorance of musicians’ plight. This was reinforced on Monday when a government-backed advertisement went viral, launching hundreds of derisive parodies. Aiming to recruit workers into cybersecurity roles, it showed a dancer doing up her ballet shoes. It read: "Fatima’s next job could be in cyber (she just doesn’t know it yet)”.The culture secretary, Oliver Dowden, was forced to condemn the advertisement as "crass” as his day of good news descended into farce and contumely. The government seems unable to grasp that putting money into the arts infrastructure is only part of the solution; creatives themselves need to be helped to survive economically too. Though some institutions are putting work on stage - and will be helped to do so in the months to come by the rescue package - these events will necessarily be small-scale, representing a drop in the ocean compared with the industry working at full tilt.New digital business models are being explored, but they are in their infancy and are not going to pay next month’s rent. Moreover, performance dates in the diary - that is, employment opportunities for freelancers - amount to perilous bets against the future course of the virus. As infections soar, organisations are bound, quite rightly, to be cautious, particularly in the face of the catastrophic failure of the government’s test-and-trace scheme.Meanwhile, musicians and others are certainly "adapting” - often to unskilled, low-paid work, though there is not much of that to go around. The government’s continued implication that musicians and other creative workers - many of whom have trained since childhood for some of the most demanding, competitive and highly skilled work in the economy - are somehow not "viable” is both insulting and ignorant. Underlying Mr Sunak’s remarks was the tired old Tory notion that creative jobs are not "real jobs”, and are undertaken by some fantastical species who are not, in fact, real people. Perhaps the chancellor should ask his family’s music teacher what it’s really like for artists right now - and actually listen to the answer.Source: The Guardian, available at https://www.theguardian. com/commentisfree/2020/oct/14/the-guardian-view-on-saving-thearts-what-about-the-artists, accessed on October21st, 2020.
The "3 million people in the country qualified for help under the self-employed support scheme” (2nd paragraph) includes the following group of people:62729B79-8E Português
Interpretação de TextosCEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosNÃO SE COME DINHEIROAilton KrenakQuando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos a baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele. Além da matança de todos os outros humanos que nós achamos que não tinham nada, que estavam aí só para nos suprir com roupa, comida, abrigo. Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade - que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições -, foram devastando tudo ao seu redor. É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são as sub-humanidades. Não são só os caiçaras, quilombolas e os povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo o que não interessa; o que sobra, a sub-humanidade - alguns de nós fazemos parte dela.É incrível que esse vírus que está aí agora esteja atingindo só as pessoas. Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver.” [...] Estamos sendo lembrados de que somos tão vulneráveis que, se cortarem nosso ar poralguns minutos, nós morremos. Não é preciso nenhum sistema bélico complexo para apagar essa tal humanidade: se extingue com a mesma facilidade que os mosquitos de uma sala depois de aplicado um aerossol. Nós não estamos com nada: essa é a declaração da Terra.E, se nós não estamos com nada, deveríamos ter contato com a experiência de estar vivos para além dos aparatos tecnológicos que podemos inventar. A ideia da economia, por exemplo, essa coisa invisível a não ser por aquele emblema de cifrão. Pode ser uma ficção afirmar que se a economia não estiver funcionando plenamente nós morremos. Nós poderíamos colocar todos os dirigentes do banco central em um cofre gigante e deixá-los vivendo lá, qual economia deles. Ninguém come dinheiro.Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciãos do povo lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Um Manee, também conhecido como Vernon Foster.(Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: "quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da Terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.KRENAK, Ailton. Não se come dinheiro. In: Avida não é útil.SP: Companhia das Letras, 2020. Adaptado.Texto II
A história da literatura brasileira é em grande parte a história de uma imposição cultural que foi aos poucos gerando expressão literária diferente, embora em correlação estreita com os centros civilizadores da Europa. Esta imposição atuou também no sentido mais forte da palavra, isto é, como instrumento colonizador, destinado a impor e manter a ordem política e social estabelecida pela Metrópole, através inclusive das classes dominantes locais.CANDIDO, Antonio. Iniciação à Literatura Brasileira. Rio deJaneiro: Outro sobre Azul, 2015.A relação entre os textos I e II pode ser evidenciada no seguinte trecho:
0C437E67-88 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosSocial Distancing, Without the PoliceLetting members of the community enforce social distancing is the better way.Of the 125 people arrested over offenses that law enforcement officials described as related to the coronavirus pandemic, 113 were black or Hispanic. Of the 374 summonses from March 16 to May 5, a vast majority — 300 — were given to black and Hispanic New Yorkers.Videos of some of the arrests are hard to watch. In one posted to Facebook last week, a group of some six police officers are seen tackling a black woman in a subway station as heryoung child looks on. “She's got a baby with her!” a bystander shouts. Police officials told The Daily News the woman had refused to comply when officers directed her to put the mask she was wearing over her nose and mouth.Contrast that with photographs across social media showing crowds of sun-seekers packed into parks in wealthy, whiter areas of the city, lounging undisturbed as police officers hand out masks.So it is obvious that the city needs a different approach to enforcing public health measures during the pandemic. Mayor Bill de Blasio seems to understand this, and he has promised to hire 2,300 people to serve as social distancing “ambassadors.”Hopefully, the mayor will think bigger.One promising idea , promoted by City Councilman Brad Lander and others, is to build quickly a kind of “public health corps" to enforce social-distancing measures.In this approach, specially trained civilians could fan out across the neighborhoods and parks, helping with pedestrian traffic control and politely encouraging New Yorkers entering parks to protect one another by wearing masks and keeping their distance. Police Department school safety agents, who are not armed, could help. Such a program could also provide muchneeded employment for young people, especially with New York's summer jobs program, which serves people 14 to 24, threatened by budget cuts.Another method to help social-distancing efforts may be the community-based groups that have been effective in reducing gun violence in some of the city's toughest neighborhoods.The Police Department would play only a minimal role in this approach, stepping in to help with crowd control, for example, something it does extremely well.Without a significant course correction, the department's role in the pandemic may look more and more like stop-and-frisk, the policing tactic that led to the harassment of hundreds of thousands of innocent people, most of them black and Hispanic, while rarely touching white New Yorkers. Mr. de Blasio has scoffed at the comparison, though it's not clear why.Aggressive police enforcement of socialdistancing measures is nearly certain to harm the health and dignity of the city's black and Hispanic residents.It could also diminish respect for the Police Department. Which is why it makes sense that the city's largest police union has said that its members want little to do with social-distancing enforcement. “The N.Y.P.D. needs to get cops out of the socialdistancing-enforcement business altogether,” Patrick Lynch, president of the Police Benevolent Association, said in a statement on May 4. On this issue, Mr. Lynch gets it.New York is facing a public health crisis, not a spike in crime. Black and Hispanic New Yorkers are already suffering disproportionately from the coronavirus. They don't need more policing. They need more help.Available at https://www.nytimes.com/2020/05/18/opinion/nypdcoronavirus-arrests-nyc.html. Accessed May 18,2020.One of the main objectives of the text is to discuss:
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Interpretação de texto | Reading comprehensionCEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosSocial Distancing, Without the PoliceLetting members of the community enforce social distancing is the better way.Of the 125 people arrested over offenses that law enforcement officials described as related to the coronavirus pandemic, 113 were black or Hispanic. Of the 374 summonses from March 16 to May 5, a vast majority — 300 — were given to black and Hispanic New Yorkers.Videos of some of the arrests are hard to watch. In one posted to Facebook last week, a group of some six police officers are seen tackling a black woman in a subway station as heryoung child looks on. “She's got a baby with her!” a bystander shouts. Police officials told The Daily News the woman had refused to comply when officers directed her to put the mask she was wearing over her nose and mouth.Contrast that with photographs across social media showing crowds of sun-seekers packed into parks in wealthy, whiter areas of the city, lounging undisturbed as police officers hand out masks.So it is obvious that the city needs a different approach to enforcing public health measures during the pandemic. Mayor Bill de Blasio seems to understand this, and he has promised to hire 2,300 people to serve as social distancing “ambassadors.”Hopefully, the mayor will think bigger.One promising idea , promoted by City Councilman Brad Lander and others, is to build quickly a kind of “public health corps" to enforce social-distancing measures.In this approach, specially trained civilians could fan out across the neighborhoods and parks, helping with pedestrian traffic control and politely encouraging New Yorkers entering parks to protect one another by wearing masks and keeping their distance. Police Department school safety agents, who are not armed, could help. Such a program could also provide muchneeded employment for young people, especially with New York's summer jobs program, which serves people 14 to 24, threatened by budget cuts.Another method to help social-distancing efforts may be the community-based groups that have been effective in reducing gun violence in some of the city's toughest neighborhoods.The Police Department would play only a minimal role in this approach, stepping in to help with crowd control, for example, something it does extremely well.Without a significant course correction, the department's role in the pandemic may look more and more like stop-and-frisk, the policing tactic that led to the harassment of hundreds of thousands of innocent people, most of them black and Hispanic, while rarely touching white New Yorkers. Mr. de Blasio has scoffed at the comparison, though it's not clear why.Aggressive police enforcement of socialdistancing measures is nearly certain to harm the health and dignity of the city's black and Hispanic residents.It could also diminish respect for the Police Department. Which is why it makes sense that the city's largest police union has said that its members want little to do with social-distancing enforcement. “The N.Y.P.D. needs to get cops out of the socialdistancing-enforcement business altogether,” Patrick Lynch, president of the Police Benevolent Association, said in a statement on May 4. On this issue, Mr. Lynch gets it.New York is facing a public health crisis, not a spike in crime. Black and Hispanic New Yorkers are already suffering disproportionately from the coronavirus. They don't need more policing. They need more help.Available at https://www.nytimes.com/2020/05/18/opinion/nypdcoronavirus-arrests-nyc.html. Accessed May 18,2020.According to the text it is true that:
0C2B87ED-88 Português
Concordância verbal, Concordância nominalCEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosA Covid-19 e a desigualdadeConforme o coronavírus se espalha, vemos mais diferenças ressaltadas. Em grande parte dos EUA, outro grupo de risco surgiu. Morrem proporcionalmente bem mais negros e latinos. O que não parece ser obra do vírus, mas sim das pessoas. Alguns índices de saúde dos EUA sempre foram os piores dos países de primeiro mundo, como a maior mortalidade infantil de filhos de mães jovens. Isso é uma média entre famílias brancas com números próximos dos outros países mais desenvolvidos e famílias negras e latinas que ficam próximas de países bem mais pobres.Além disso, negros e latinos exercem mais trabalhos essenciais, têm menos condições financeiras de ficar em casa, vivem em densidades maiores, têm mais diabetes, hipertensão, obesidade e outros complicadores da Covid-19.O mesmo deve acontecer no Brasil. Pesquisadores do grupo M ave, da Fiocruz, calcularam o índice de vulnerabilidade de brasileiros considerando acesso à saúde, esgoto tratado, eletricidade, IDH e outros indicadores de qualidade de vida. Todos são fatores necessários para as medidas mais importantes para barrar a pandemia e promover o distanciamento e higiene constante.Difícil ficar em casa quando é preciso andar quilômetros para ter água para lavar as mãos. E as regiões onde já vemos os sinais vermelhos, como partes do Amazonas e do Ceará, em que o sistema de saúde já está entrando em colapso, estão entre as regiões mais vulneráveis que observaram.Atila lamarino (Trecho extraído e adaptado de: Folha de São Paulo, 19/04/2020)
Em “estão entre as regiões mais vulneráveis que observaram” (4° parágrafo), o verbo observaram encontra-se no plural por concordar com a seguinte expressão mencionada no texto:56C3A052-81 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUNICAMP · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosRobot priests can bless you, advise you, and even perform your funeral
By Sigal Samuel Updated Jan 13, 2020, 11:25am EST
A new priest named Mindar is holding forth at Kodaiji, a 400-year-old Buddhist temple in Kyoto, Japan. Like other clergy members, this priest can deliver sermons and move around to interface with worshippers. Mindar is a robot, designed to look like Kannon, the Buddhist deity of mercy, and cost $1 million.
As more religious communities begin to incorporate robotics — in some cases, AI-powered — questions arise about how technology could change our religious experiences. Traditionally, those experiences are valuable in part because they leave room for the spontaneous and surprising, the emotional and even the mystical. That could be lost if we mechanize them.
Another risk has to do with how an AI priest would handle ethical queries. Robots whose algorithms learn from previous data may nudge us toward decisions based on what people have done in the past, incrementally homogenizing answers and narrowing the scope of our spiritual imagination. One could argue, however, that risk also exists with human clergy, since the clergy is bounded too — there’s already a built-in nudging or limiting factor.
AI systems can be particularly problematic in that they often function as black boxes. We typically don’t know what sorts of biases are coded into them or what sorts of human nuance and context they’re failing to understand. A human priest who knows your broader context as a whole person may gather this and give you the right recommendation.
Human clergy members serve as the anchor for a community, bringing people together. They provide human contact, which is in danger of becoming a luxury good as we create robots to more cheaply do the work of people. Robots, notwithstanding, might be able to transcend some social divides, such as race and gender, to enhance community in a way that’s more liberating.
Ultimately, in religion as in other domains, robots and humans are perhaps best understood not as competitors but as collaborators. Each offers something the other lacks.
(S. Samuel, Robot priests can bless you, advise you, and even perform your funeral. Vox, 9/9/2019. Disponível em https://www.vox.com/ future-perfect/2019/9/9/20851753/ai-religionrobot-priest-mindar-budd hism-christianity. Acessado em 05/08/2020.)Qual das afirmações abaixo sintetiza corretamente a discussão sobre os riscos do uso de robôs na função de clérigos, tal como exposta no texto?56BE2B7C-81 Inglês
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Injured ape
Nisha Gaind (Bureau chief, Europe). This X-ray shows a baby Sumatran orangutan (Pongo abelii) with a fractured arm. Conservation workers rescued the animal, named Brenda, from a village on the Indonesian island where she had reportedly been kept illegally as a pet. As editors, we see lots of photographs of conservation, but this image struck me for many reasons: the ‘humanness’ of Brenda’s shape, her innocence and the dedication of the conservation centre, which flew in a surgeon to operate on the animal.
(N. Gaind e E. Callaway. The best science images of the year: 2019 in pictures. Nature, v. 576, n. 7787, p. 354–359, 16/12/2019.)
Sobre o texto “The best science images of the year: 2019 in pictures”, considerando a imagem radiográfica que ele traz, é correto dizer:
56AC4ADA-81 Português
Interpretação de TextosUNICAMP · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 4
Os dados da PNAD, de 1995 a 2015, não indicam que tenha aumentado a correlação entre a escolaridade do marido e a da esposa. Pelo contrário, todas as medidas de associação calculadas são menores em 2015 do que em 1995, coerentemente com resultados anteriores de Silva (2003) e Ribeiro e Silva (2009). Se, para períodos mais longos, for verdade que essa correlação cresceu, isso não permite afirmar que os casamentos, no Brasil, estão ocorrendo cada vez mais entre pessoas de status socioeconômico semelhante, pois há um século os preconceitos então vigentes determinavam que as mulheres, em geral, não demandassem escolarização. Apenas mais recentemente é que se pode considerar que a escolaridade das mulheres reflete melhor seu status socioeconômico. Ao longo das décadas, a escolaridade média das mulheres cresceu mais do que a dos homens e, no Brasil, a partir da década de 1990, as mulheres passaram a ter escolaridade superior à dos homens. Durante todo o período 1995-2015, a razão de concentração do rendimento de esposas permaneceu substancialmente acima do índice de Gini, mostrando que essa parcela da RDPC [renda domiciliar per capita] é regressiva, isto é, contribui, em cada ano, para elevar a desigualdade da RDPC. Mas ao longo do período essa razão de concentração diminuiu, de maneira que o rendimento das esposas contribuiu para a redução da desigualdade da RDPC observada nos dados da PNAD. Verifica-se que esse efeito positivo do rendimento das esposas, contribuindo para reduzir a desigualdade, é resultado de um efeito composição negativo e um efeito concentração positivo e de maior valor absoluto. O efeito composição é negativo porque essa parcela é regressiva e sua participação na RDPC aumentou. O forte efeito concentração positivo resulta da soma de dois efeitos positivos: o efeito desigualdade (devido à redução do índice de Gini da distribuição do valor per capita do rendimento das esposas) e o efeito correlação (graças à redução da correlação de Gini do valor per capita do rendimento das esposas em relação à RDPC).
(Rodolfo Hoffmann, Como mulheres e homens contribuem para a desigualdade da renda domiciliar per capita no Brasil. Economia e sociedade, v. 28, n. 3, p. 821-854, set. 2019.)
Ainda sobre o texto 4, assinale a alternativa que melhor explica o uso das palavras marido e esposa no trecho: “(...) não indicam que tenha aumentado a correlação entre a escolaridade do marido e a da esposa.”56A800DE-81 Português
Interpretação de TextosUNICAMP · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 4
Os dados da PNAD, de 1995 a 2015, não indicam que tenha aumentado a correlação entre a escolaridade do marido e a da esposa. Pelo contrário, todas as medidas de associação calculadas são menores em 2015 do que em 1995, coerentemente com resultados anteriores de Silva (2003) e Ribeiro e Silva (2009). Se, para períodos mais longos, for verdade que essa correlação cresceu, isso não permite afirmar que os casamentos, no Brasil, estão ocorrendo cada vez mais entre pessoas de status socioeconômico semelhante, pois há um século os preconceitos então vigentes determinavam que as mulheres, em geral, não demandassem escolarização. Apenas mais recentemente é que se pode considerar que a escolaridade das mulheres reflete melhor seu status socioeconômico. Ao longo das décadas, a escolaridade média das mulheres cresceu mais do que a dos homens e, no Brasil, a partir da década de 1990, as mulheres passaram a ter escolaridade superior à dos homens. Durante todo o período 1995-2015, a razão de concentração do rendimento de esposas permaneceu substancialmente acima do índice de Gini, mostrando que essa parcela da RDPC [renda domiciliar per capita] é regressiva, isto é, contribui, em cada ano, para elevar a desigualdade da RDPC. Mas ao longo do período essa razão de concentração diminuiu, de maneira que o rendimento das esposas contribuiu para a redução da desigualdade da RDPC observada nos dados da PNAD. Verifica-se que esse efeito positivo do rendimento das esposas, contribuindo para reduzir a desigualdade, é resultado de um efeito composição negativo e um efeito concentração positivo e de maior valor absoluto. O efeito composição é negativo porque essa parcela é regressiva e sua participação na RDPC aumentou. O forte efeito concentração positivo resulta da soma de dois efeitos positivos: o efeito desigualdade (devido à redução do índice de Gini da distribuição do valor per capita do rendimento das esposas) e o efeito correlação (graças à redução da correlação de Gini do valor per capita do rendimento das esposas em relação à RDPC).
(Rodolfo Hoffmann, Como mulheres e homens contribuem para a desigualdade da renda domiciliar per capita no Brasil. Economia e sociedade, v. 28, n. 3, p. 821-854, set. 2019.)
O texto 4 apresenta os parágrafos conclusivos de um artigo científico da área de Ciências Econômicas. Indique a alternativa mais adequada para interpretar a conclusão do estudo.56A54F85-81 Português
Interpretação de TextosUNICAMP · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 3
Um dos destinos que se tem dado ao esgoto urbano é o uso nos solos agrícolas. O emprego do lodo de esgoto como adubo orgânico é uma alternativa segura para a disposição final desse resíduo. Objetiva-se com este projeto avaliar o efeito da aplicação de diferentes doses de composto de lodo de esgoto (CLE) nos atributos físicos de um Latossolo Vermelho Distrófico argiloso sob as culturas de arroz e feijão em diferentes safras agrícolas. Será instalado um experimento em condições de campo, em Selvíria (MS), tendo como cultura de verão o arroz, seguido do feijão na safrinha, nos anos agrícolas de 2017/2018 e 2018/2019. O delineamento experimental utilizado será em blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos serão originados de esquema fatorial 4 x 1 + 1, sendo: quatro doses de CLE (5,0; 7,5; 10,0 e 12,5 t ha-1), um modo de aplicação (nas entrelinhas das culturas) e um tratamento controle (sem aplicação do composto). Para a análise dos atributos do solo, será feita a coleta em três profundidades (0,00 a 0,05 m; 0,05 a 0,10 m; 0,10 a 0,20 m), para avaliação da densidade do solo (DS), resistência à penetração (RP), macroporosidade (Ma), microporosidade (Mi), porosidade total (PT), diâmetro médio ponderado (DMP), Índice de Estabilidade dos Agregados (IEA), intervalo hídrico ótimo (IHO), curva de retenção de água no solo, infiltração acumulada de água, matéria orgânica (MO), carbono orgânico (CO) e estoque de carbono orgânico (EstC). Para cada atributo do solo estudado, será efetuada a análise descritiva clássica, com auxílio do software estatístico SAS 9.4 (2016). Também será realizada a análise de fatorial para comparação dos tratamentos.
(Adaptado de resumo extraído da Biblioteca Virtual da FAPESP. Disponível em https://bv.fapesp.br. Acessado em 05/11/2020.)
O texto 3 é o resumo de um projeto de pesquisa da área de Ciências Agrárias. Com base nesse resumo, assinale a alternativa correta.