Questões do ENEM: Concordância verbal, Concordância nominal
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234 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 12.
E2A01CC9-64 O dicionário Michaelis assevera que concordância é o “processo linguístico emque ocorre flexão de pessoa, gênero e número entre termos relacionados sintaticamente”. A partir dessa concepção, assinale a alternativa em que a concordância verbal atende plenamente à norma-padrão.1F78B0D6-76 Português
Concordância verbal, Concordância nominalUEA · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.
O chamado da arte
Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.
As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.
Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?
Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.
A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”
(A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)
“Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão” (3o parágrafo)
Ao se transpor a oração centrada no verbo sublinhado para a voz passiva, esse verbo assume a forma:
D1B10B98-74 Português
Concordância verbal, Concordância nominalUEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.
O chamado da arte
Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.
As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.
Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?
Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.
A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”
(A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)
“Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão” (3o parágrafo)
Ao se transpor a oração centrada no verbo sublinhado para a voz passiva, esse verbo assume a forma:
F602458A-6E Português
Concordância verbal, Concordância nominalUFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.


Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhos… mas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-naovao-derreter-o-cerebro-de-seus-filhos-mas-quase/>.Acesso em: 25 ago. 2025.Se a expressão um raio (l. 58) fosse substituída por raios, quantas outras palavras na frase deveriam ser alteradas para fins de concordância?38F49F67-03 Português
Análise sintáticaUECE · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosTEXTO 181% dos adolescentes têm dois ou mais fatores de risco para saúde, aponta pesquisa da UFMG e Unifesp

Do HOJE EM DIA - portal@hojeemdia.com.br em 18/07/2024 . Adaptado.Assinale com V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.( ) Em “81% dos adolescentes têm dois ou mais fatores de risco para saúde [...]” (título), o verbo destacado concorda com o numeral.( ) Em “Há uma necessidade urgente de abordagens dinâmicas e proativas que capacitem os adolescentes a assumir a corresponsabilidade por sua saúde.” (linhas 28-31), o termo destacado se refere a toda a população.( ) No trecho “É o que mostra trabalho feito por pesquisadores das universidades federais de Minas (UFMG) e de São Paulo (Unifesp).” (linhas 06-09), entende-se, pela construção sintática, que há mais de uma universidade federal em cada um dos estados mencionados, Minas e São Paulo.A sequência correta, de cima para baixo, éEE37C7EB-7B Português
Concordância verbal, Concordância nominalUFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritos


Se a palavra versos (l. 63) estivesse no singular, quantas outras palavras na frase (l. 63-69) deveriam ser alteradas para fins de concordância?297008BF-7A Português
Concordância verbal, Concordância nominalUFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se ao Texto 2.Texto 2

Adaptado de: OLIVEIRA JR., M. O que é entonação? In: OTHERO, G. A.; FLORES, V. N. O que sabemos sobre a linguagem? São Paulo: Parábola, 2022.Se a palavra propriedades (l. 42) estivesse no singular, quantas outras palavras na frase deveriam ser alteradas para fins de concordância?7277480E-7B Português
Concordância verbal, Concordância nominalUFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritosInstrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Se a palavra relações (l. 25) fosse para o singular, quantas outras palavras na frase teriam de ser modificadas para fins de concordância?259B2B73-7A Português
Concordância verbal, Concordância nominalENEM · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosPiquititim
Se eu fosse um passarim
Destes bem avoadô
Destes bem piquititim
Assim que nem beija-flor
Avoava do gaim e assentava sem assombro
Nas grimpinha do seu ombro
Mode beijá seus beicim
E se ocê deixasse as veiz
Com um fio do seu cabelim
No prazo de quaiz um mês
Eu fazia nosso nin
Aí sei que dessa veiz
Em poquim tempo dispoiz
Nóis largava de ser dois
Pra ser quatro, cinco ou seis
CARNEIRO, H.; MORAIS, J. E. Disponível em: www.palcomp3.com.br.
Acesso em: 3 jul. 2019.
A estratégia linguística predominante na configuração regional da linguagem representada na letra de canção é o(a)
C718C8B7-74 Português
Coesão e coerênciaCEDERJ · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
Em “Israel, capturado pelo olhar da professora, nunca mais o abandonou” (linhas 38-39), a forma sublinhada recuperaD8A0C869-05 Português
Coesão e coerênciaPUC-MINAS · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto 2 / Parte 2A importância do ato de ler2Paulo FreireContinuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada” e realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa.Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala.Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a serem muito mais “devoradas" do que realmente lidas ou estudadas. [...]A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia...Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável de minha parte com relação à necessidade que temos, educadores e educandos, de ler, sempre e seriamente, os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática enquanto professores e estudantes.
Analise o excerto dado e os itens lexicais nele destacados:A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas.Sobre esse fragmento, é INCORRETO afirmar:DF5E0248-7B Português
Coesão e coerênciaUSP · 2021FácilEntre para guardar nos favoritosPsicanálise do açúcar
O açúcar cristal, ou açúcar de usina,
mostra a mais instável das brancuras:
quem do Recife sabe direito o quanto,
e o pouco desse quanto, que ela dura.
Sabe o mínimo do pouco que o cristal
se estabiliza cristal sobre o açúcar,
por cima do fundo antigo, de mascavo,
do mascavo barrento que se incuba;
e sabe que tudo pode romper o mínimo
em que o cristal é capaz de censura:
pois o tal fundo mascavo logo aflora
quer inverno ou verão mele o açúcar.
Só os banguês* que-ainda purgam ainda
o açúcar bruto com barro, de mistura;
a usina já não o purga: da infância,
não de depois de adulto, ela o educa;
em enfermarias, com vácuos e turbinas,
em mãos de metal de gente indústria,
a usina o leva a sublimar em cristal
o pardo do xarope: não o purga, cura.
Mas como a cana se cria ainda hoje,
em mãos de barro de gente agricultura,
o barrento da pré-infância logo aflora
quer inverno ou verão mele o açúcar.
João Cabral de Melo Neto, A Educação pela Pedra.
*banguê: engenho de açúcar primitivo movido a força animal.
Na oração "que ela dura" (v. 4), o pronome sublinhadoDF3AA985-7B Português
Concordância verbal, Concordância nominalUSP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosRomance LIII ou Das Palavras Aéreas
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Ai, palavras, ai, palavras,
sois de vento, ides no vento,
no vento que não retorna,
e, em tão rápida existência,
tudo se forma e transforma!
Sois de vento, ides no vento,
e quedais, com sorte nova! (...)
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Perdão podieis ter sido!
- sois madeira que se corta,
- sois vinte degraus de escada,
- sois um pedaço de corda...
- sois povo pelas janelas,
cortejo, bandeiras, tropa...
Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Éreis um sopro na aragem...
- sois um homem que se enforca!
Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência
Ao substituir a pessoa verbal utilizada para se referir ao substantivo "palavras" pela 3ª pessoa do plural, os verbos dos versos "sois de vento, ides no vento," (v. 4) / "Perdão podieis ter sido!" (v. 12) / "Éreis um sopro na aragem..." (v. 20) seriam conjugados conforme apresentado na alternativa:A7645935-70 Português
Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e HiatosUniversidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosO Texto serve de base para a questão.
Texto

Disponível em: https://redeglobo.globo.com/sp/eptv/eptv-na-escola-ribeirao/noticia/a-leitura-como-aliada-da-boa-redacao.ghtml
Prevalece, na parte verbal do Texto, o emprego da norma culta da língua. Nesse contexto, é CORRETO afirmar que
DBF734CB-6E Português
Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e HiatosUniversidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritosTexto 15
PRISÃOCecília MeirelesNesta cidadequatro mulheres estão no cárcere.Apenas quatro.Uma na cela que dá para o rio,outra na cela que dá para o monte,outra na cela que dá para a igrejae a última na do cemitérioali embaixo.[...]Quatrocentas mulheresquatrocentas, digo, estão presas:cem por ódio, cem por amor,cem por orgulho, cem por desprezoem celas de ferro, em celas de fogo,em celas sem ferro nem fogo, somentede dor e silêncio,quatrocentas mulheres, numa outra cidade,quatrocentas, digo, estão presas.Quatro mil mulheres, no cárcere,e quatro milhões – e já nem sei a conta,em cidades que não se dizem,em lugares que ninguém sabe,estão presas, estão para sempre –sem janela e sem esperança,umas voltadas para o presente,outras para o passado, e as outraspara o futuro, e o resto – o resto,sem futuro, passado ou presente,presas em prisão giratória,presas em delírio, na sombra,presas por outros e por si mesmas,tão presas que ninguém as solta,e nem o rubro galo do solnem a andorinha azul da luapodem levar qualquer recadoà prisão por onde as mulheresse convertem em sal e muro.MEIRELES, Cecília. Prisão. Excertos. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104- 83332006000200013&script=sci_arttext Acesso em: 08/08/2020.Texto 16GRANDE DESEJO
Adélia PradoNão sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia,sou é mulher do povo, mãe de filhos, Adélia.Faço comida e como.Aos domingos bato o osso no prato pra chamaro cachorroe atiro os restos.Quando dói, grito ai,quando é bom, fico bruta,as sensibilidades sem governo.Mas tenho meus prantos,claridades atrás do meu estômago humildee fortíssima voz pra cânticos de festa.Quando escrever o livro com o meu nomee o nome que eu vou pôr nele, vou com ele a umaigreja,a uma lápide, a um descampado,para chorar, chorar e chorar,requintada e esquisita como uma dama.Disponível em: https://www.tudoepoema.com.br/adelia-prado-grande-desejo/ Acesso em: 08/08/2020.Texto 17
"Estou consciente de que tudo o que sei não posso dizer, só sei pintando ou pronunciando, sílabas cegas de sentido. [...] Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu."LISPECTOR, Clarice. Água viva. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993. Excertos. pp.15-25. (Adaptado)
Nos textos literários, os aspectos formais podem ser analisados como elementos que colaboram para a expressividade. Acerca de aspectos formais dos Textos 15, 16 e 17, analise as proposições abaixo.1) No que se refere ao nível de formalidade, podemos dizer que o Texto 17 tende para a informalidade. Apesar disso, sua autora segue as normas de regência nominal, o que se observa, por exemplo, no trecho ―Estou consciente de que tudo o que sei não posso dizer‖. A regência estaria igualmente atendida se a autora tivesse escrito: "Não faço alusão a tudo o que sei".2) Observe a concordância feita no seguinte trecho do Texto 15: "e nem o rubro galo do sol / nem a andorinha azul da lua / podem levar qualquer recado [...]". O plural empregado na primeira forma verbal (podem) indica que a ação expressa por ―podem levar‖ é praticada, concomitantemente, pelo "rubro galo do sol" e pela "andorinha azul da lua".3) O sinal indicativo de crase presente no trecho "podem levar qualquer recado / à prisão por onde as mulheres / se convertem em sal e muro" (Texto 15) deveria manter-se se o termo "prisão" fosse substituído pelo termo "cárcere".4) Para indicar que o Texto 16 tematiza o cotidiano do século passado, nele está preservada a norma ortográfica que era vigente nesse século, a exemplo de "Adélia", "dói" e "pôr", formas que, após o último Acordo Ortográfico, devem ser grafadas sem acento.Estão CORRETAS:0C2B87ED-88 Português
Concordância verbal, Concordância nominalCEDERJ · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosA Covid-19 e a desigualdadeConforme o coronavírus se espalha, vemos mais diferenças ressaltadas. Em grande parte dos EUA, outro grupo de risco surgiu. Morrem proporcionalmente bem mais negros e latinos. O que não parece ser obra do vírus, mas sim das pessoas. Alguns índices de saúde dos EUA sempre foram os piores dos países de primeiro mundo, como a maior mortalidade infantil de filhos de mães jovens. Isso é uma média entre famílias brancas com números próximos dos outros países mais desenvolvidos e famílias negras e latinas que ficam próximas de países bem mais pobres.Além disso, negros e latinos exercem mais trabalhos essenciais, têm menos condições financeiras de ficar em casa, vivem em densidades maiores, têm mais diabetes, hipertensão, obesidade e outros complicadores da Covid-19.O mesmo deve acontecer no Brasil. Pesquisadores do grupo M ave, da Fiocruz, calcularam o índice de vulnerabilidade de brasileiros considerando acesso à saúde, esgoto tratado, eletricidade, IDH e outros indicadores de qualidade de vida. Todos são fatores necessários para as medidas mais importantes para barrar a pandemia e promover o distanciamento e higiene constante.Difícil ficar em casa quando é preciso andar quilômetros para ter água para lavar as mãos. E as regiões onde já vemos os sinais vermelhos, como partes do Amazonas e do Ceará, em que o sistema de saúde já está entrando em colapso, estão entre as regiões mais vulneráveis que observaram.Atila lamarino (Trecho extraído e adaptado de: Folha de São Paulo, 19/04/2020)
Em “estão entre as regiões mais vulneráveis que observaram” (4° parágrafo), o verbo observaram encontra-se no plural por concordar com a seguinte expressão mencionada no texto:C2A19261-7F Português
Concordância verbal, Concordância nominalInstituto Mauá de Tecnologia - SP · 2020Muito fácilEntre para guardar nos favoritosConheci que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez. Ela se revelou pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente. A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste.
E, falando assim, compreendo que perco o tempo. Com efeito, se me escapa o retrato moral de minha mulher, para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever.
Quando os grilos cantam, sento-me aqui à mesa da sala de jantar, bebo café, acendo o cachimbo. Às vezes as ideias não vêm, ou vêm muito numerosas - e a folha permanece meio escrita, como estava na véspera. Releio algumas linhas, que me desagradam. Não vale a pena tentar corrigi-las. Afasto o papel.
Emoções indefiníveis me agitam - inquietação terrível, desejo doido de voltar, tagarelar novamente com Madalena, como fazíamos todos os dias, a esta hora. Saudade? Não, não é isto: desespero, raiva, um peso enorme no coração.
Procuro recordar o que dizíamos. Impossível. As minhas palavras eram apenas palavras, reprodução imperfeita de fatos exteriores, e as dela tinham alguma coisa que não consigo exprimir. Para senti-las melhor, eu apagava as luzes, deixava que a sombra nos envolvesse até ficarmos dois vultos indistintos na escuridão.
(Graciliano Ramos)
Passando para o singular o termo destacado em Emoções indefiníveis me agitam, ficaráEAE0F37B-7F Português
Coesão e coerênciaInstituto Mauá de Tecnologia - SP · 2020FácilEntre para guardar nos favoritosPapéis Velhos
Vou ocupar o tempo em reler uns papéis velhos que o meu criado José achou dentro de uma velha mala e me trouxe agora. A cara dele tinha a expressão de prazer que dá o serviço inesperado; aquele gosto de descobrir papéis que podem ser importantes fazia-o risonho, olhos escancarados, quase comovidos.
- Vossa Excelência talvez os procure há muito tempo.
Eram cartas, apontamentos, minutas, contas, um inferno de lembranças que era melhor não se terem achado. Que perdia eu sem elas? Já não curava delas; provavelmente não me fariam falta. Agora estou entre estes dois extremos, ou lê-las, primeiro, ou queimá-las já. Inclino-me ao segundo. Ante mim continuava o meu José com a mesma expressão de gosto que lhe deu o achado. Naturalmente agradecia à sua boa Fortuna que lhe deparou; contará que é mais um elo que nos prende. Talvez a ideia que o levou à mala fosse a esperança de algum valor extraviado, uma joia, por exemplo, ou ainda menos, uma camisa, um colete, e sendo assim o silêncio era mui possível. Achou papéis velhos, veio fielmente entregar-mos.
Não lhe quero mal por isso. Não lhe quis no dia em que descobri que ele me levava dos coletes, ao escová-los, dois ou três tostões por dia. Foi há dois meses, e possivelmente já o faria antes, desde que entrou cá em casa. Não me zanguei com ele; tratei de acautelar os níqueis, isso sim; mas, para que não se creia descoberto, lá deixei alguns, uma vez ou outra, que ele pontualmente diminui; não me vendo zangar é provável que me chame nomes feios, descuidado, tonto, papalvo que seja... Não lhe quero mal do furto nem dos nomes.
Ele serve bem e gosta de mim; podia levar mais e chamar-me pior.
Resolvo mandar queimar os papéis, ainda que dê grande mágoa ao José que imaginou haver achado recordações grandes e saudades. Poderia dizer-lhe que a gente traz na cabeça outros papéis velhos que não ardem nunca nem se perdem por malas antigas; não me entenderia.
(Machado de Assis)
Para ______, disse o patrão, o criado visava ____ tostões______ vários anos.Completa-se corretamente a frase acima com as palavras da alternativa3EA4D08E-FC Português
Concordância verbal, Concordância nominalFGV · 2020MédioEntre para guardar nos favoritosTexto para a pergunta
UMA MULHER, DA PORTA DE ONDE SAIU O HOMEM,
ANUNCIA-LHE O QUE SE VERÁ
– Compadre José, compadre,
que na relva estais deitado:
conversais e não sabeis
que vosso filho é chegado?
Estais aí conversando
em vossa prosa entretida:
não sabeis que vosso filho
saltou para dentro da vida?
Saltou para dentro da vida
ao dar o primeiro grito;
e estais aí conversando;
pois sabei que ele é nascido.
João Cabral de Melo Neto, Morte e vida severina.
Se, no texto, em lugar de “vosso”, fosse usado o pronome “teu” ou “seu”, a concordância nos quatro primeiros versos estaria correta apenas em:
9A8D0CD5-F6 Português
Concordância verbal, Concordância nominalUniversidade Federal do Ceará · 2020MédioEntre para guardar nos favoritos
Adaptado de: ARIAS, Juan. O mundo das mulheres tem que fazer a revolução da linguagem. El país.
Disponível em: . Acesso em: 06 jan. 2020. Com base no texto 02, responda à questão.
A forma feminina do adjetivo “restrita” (linha 14) se justifica por: