Questões do ENEM: Linguagens e nível médio

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

8.516 questões encontradas. Mostrando a página 9 de 426.

  • C9E83AD1-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder a questão.


    TEXTO III


    O operário em construção


    Vinicius de Moraes


    Era ele que erguia casas

    Onde antes só havia chão.

    Como um pássaro sem asas

    Ele subia com as casas

    Que lhe brotavam da mão.

    Mas tudo desconhecia

    De sua grande missão:

    Não sabia, por exemplo

    Que a casa de um homem é um templo


    Um templo sem religião

    Como tampouco sabia

    Que a casa que ele fazia

    Sendo a sua liberdade

    Era a sua escravidão.

    De fato, como podia

    Um operário em construção

    Compreender por que um tijolo

    Valia mais do que um pão?


    [...] Mas ele desconhecia

    Esse fato extraordinário:

    Que o operário faz a coisa

    E a coisa faz o operário.

    De forma que, certo dia

    A mesa, ao cortar o pão 

    O operário foi tomado

    De uma súbita emoção

    Ao constatar assombrado


    Que tudo naquela mesa

    – Garrafa, prato, facão –

    Era ele quem os fazia

    Ele, um humilde operário,

    Um operário em construção.


    [...] E foi assim que o operário

    Do edifício em construção

    Que sempre dizia sim

    Começou a dizer não

    E aprendeu a notar coisas

    A que não dava atenção:

    Notou que sua marmita

    Era o prato do patrão

    Que sua cerveja preta

    Era o uísque do patrão

    Que seu macacão de zuarte

    Era o terno do patrão

    Que o casebre onde morava

    Era a mansão do patrão


    [...] Que sua imensa fadiga

    Era amiga do patrão.

    E o operário disse: Não!

    E o operário fez-se forte

    Na sua resolução.

    Como era de se esperar

    As bocas da delação

    Começaram a dizer coisas

    Aos ouvidos do patrão.


    [...] Dia seguinte, o operário

    Ao sair da construção

    Viu-se súbito cercado

    Dos homens da delação

    E sofreu, por destinado

    Sua primeira agressão.

    Teve seu rosto cuspido

    Teve seu braço quebrado

    Mas quando foi perguntado

    O operário disse: Não! 


    [...] Sentindo que a violência

    Não dobraria o operário

    Um dia tentou o patrão

    Dobrá-lo de modo vário.

    De sorte que o foi levando

    Ao alto da construção

    E num momento de tempo

    Mostrou-lhe toda a região

    E apontando-a ao operário

    Fez-lhe esta declaração:

    — Dar-te-ei todo esse poder

    E a sua satisfação


    [...] E o operário disse: Não!

    — Loucura! – gritou o patrão

    Não vês o que te dou eu?

    — Mentira! – disse o operário

    Não podes dar-me o que é meu.

    [...]


    Fonte: https://edisciplina.usp.br/mod/resource/view.php?id=5229060. Acesso em: 08 jul. 2024. (adaptado).



    Embora os textos I, II e III sejam de gêneros de texto diferentes, eles relacionam-se quanto à temática e à crítica presentes.

    Por isso, ao comparar os textos I, II e III, pode-se afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão c9e83ad1-cc
  • C9DF6EA3-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Capitalismo com tração Sanguínea

    Emiliano Gullo foi trabalhar no Rappi por dez dias: ganhava 2300 pesos. Da ansiedade das primeiras ordens ao ódio a um emprego que paga mal e que mostra o pior do capitalismo: a exploração com cara boa. Entre GPS e algoritmos, uma crônica em primeira pessoa da aplicação mais selvagem da economia de plataformas.

    Por: Emiliano Gullo

            Espero que você seja pego por um feroz.

            Esperançosamente. Esperançosamente. Esperançosamente.

            Repito o desejo silencioso como um mantra de suportar a chuva e a raiva enquanto vejo como o cliente da rua Boulogne Sur Mer retorna ao elevador com seu nhoque estilo bolonhesa. Volta rápido e seco. Dou um passo em direção à calçada e fico encharcado de novo. As gotas chocalham muito na minha jaqueta de borracha. Ainda não tenho o piloto laranja. Isso vai acontecer em poucos dias, quando eu cumprir os 15 pedidos entregues. Agora fecho a caixa-mochila de telgopor e o último suspiro quente que a massa deixou antes de sair escapa. Quente e pontual.

            Em algumas semanas, o Rappi vai me pagar 50 pesos por essa remessa. O cliente não me deixou um centavo na ponta.

            No Rappi não há tempo para fúria. Ou sim: na bicicleta. [...]

            Antes da chuva, diante das ordens e das pedaladas frenéticas, as promessas de um emprego livre, sem patrões ou horários, de ganhos imediatos, me levam a um escritório em Villa Crespo, na Rua Castillo, 1200. É a primeira inaugurada pela empresa colombiana Rappi na Argentina, que chegou em março e está crescendo mais rápido que a inflação. [...] No final de agosto, já havia 9 mil rappitenderos na Argentina. Ou melhor, 9 mil trabalhadores não reconhecidos.Hoje já são mais de 12 mil sem assistência social, sem ART, nem férias, nem seguro, nem benefícios de qualquer natureza. [...] O diretor-presidente local da Rappi, Matías Casoy, diz que os rappintenderos não são trabalhadores formais, mas “microempreendedores porque têm seu tempo”. [...]

            Para treinar como rappitendero existem três horários, três dias por semana. Entre 40 e 50 pessoas estão amontoadas em cada fila; quase todos homens com menos de 40 anos de idade.[...] Há duas filas aqui. Uma para nós, os novos. Outra para ativos. [...]

            Sem caixa, não há trabalho. [...]

            As conversas na porta de Castillo giram em torno do labirinto burocrático. O segundo passo é a monotaxa. O Rappi dá 15 dias para que eles apresentem. Durante esse tempo, você pode trabalhar e acumular dinheiro para pedidos. Mas se o trabalhador não conseguir, a empresa bloqueia o usuário e não pode recolher seus ganhos. [...] Eu também vou ter que voltar várias vezes para resolver problemas cotidianos como um trabalhador para esta empresa. Faltam mochilas, pagamentos que não chegam, pedidos que não saem, usuários bloqueados ou recursos não ativados. [...]

            Agora estamos na clandestinidade. Somos cerca de 40 meninos e 1 menina. Não há cadeiras livres. Alguns de nós sentaram-se no chão. A palestra é ministrada por Viviana. Começa a operação de sedução. Viviana projeta um powerpoint. Ela promete que não pedalaremos mais do que 3 quilômetros, explica o comportamento do bom rappitendero, nos mostra os possíveis ganhos e, acima de tudo, vai nos empolgar com os principais benefícios. Trabalhar sem patrões, o número de horas que queremos e, como se não bastasse, temos os “benefícios de ser monotributista”. [...]

            Viviana diz para não nos preocuparmos com a caixa. Se quisermos, podemos alugá-la. Senão, faze-mos pedidos menores. [...]

            A única oportunidade em que o véu da falsa liberdade será transparente será quando Viviana falar da “taxa de aceitabilidade”. Assim que o pedido aparecer no aplicativo SoyRappi, são 30 segundos para decidir se aceita ou não a corrida. Quanto menos pedidos forem aceitos, menor será a taxa de aceitabilidade. E, quanto menor a taxa, menos pedidos aparecerão. [...] Também temos que aproveitar os horários de pico. De 12h às 16h e de 19h/20h às 24h/1h. Os ganhos para cada entrega variam de 40 a 60 pesos, dependendo - sempre em teoria - do número de quilômetros. [...]

            No Rappi há uma diferença entre dois grupos não antagônicos. Os venezuelanos, que representam mais de 90% da tropa da Rappitenda e costumam dedicar o dia inteiro a essa atividade. E os argentinos, uma clara minoria que costuma usar o aplicativo porque não se sustenta com seu trabalho formal. A etapa final é a ativação do usuário. Eu sou Id 9133. [...]

            Viajei 9 quilômetros. Fiz 125 pesos, que vou recolher quando o Rappi acertar os ganhos e fizer a transferência para a minha conta. [...]

            Eu, enquanto isso, continuo circulando sem um destino fixo. Tento horários diferentes, dias diferentes. É sexta-feira à noite. Estou indo pela ciclovia Billinghurst. Estou com o celular na mão. [...]

            Eu tenho que pegar algumas empanadas venezuelanas em El Salvador em 4400 e levá-los para Recoleta. O aplicativo me orienta através de uma série de etapas para que todos saibam onde estou e o que estou fazendo. Aviso primeiro que estou a caminho. Para o restaurante quando eu chegar. Ao cliente quando já tenho os produtos. Por fim, aviso que dei tudo. Estou pronto para mais. [...]

            Sou controlado por satélites, sou designado e não atribuído tarefas de um telefone, sou suspenso ou disparado de um tablet, mas pedalo uma bicicleta para o trabalho. Os novos modos de exploração parecem evoluir de forma bastante singular. O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19. O capital viaja no tempo. Pode ser o último filme de “De Volta para o Futuro”. O mais sinistro. O capitalismo moderno se move com tração de sangue. Economia de plataforma, dizem economistas e sociólogos. A uberização da economia, dizem outros. [...]

            Como cheguei depois de 35 minutos no último pedido, o Rappi vai premiar a entrega. O telefone toca novamente. “Temos uma ordem perfeita para você.” Tenho sorte hoje. [...]

            Mudança de dias. Trabalho ao meio-dia. Trabalho noturno. Trabalho dia e noite. Com e sem chuva. Não importa se há uma tempestade ou um sol brilhante. [...]

            O Rappi se alimenta, por um lado, de duas fragilidades muito específicas e complementares: a necessidade do imigrante e o desespero dos desempregados. De outro, a fetichização do imediatismo.[...]

    Fonte:

    https://www.revistaanfibia.com/capitalismo-traccion-sangre/. Acesso em: 05 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.

    GLOSSÁRIO:

    Monotributista: Uma forma de pagar impostos simplificada e de baixo custo utilizada por trabalhadores independentes da Argentina.

    Peso: Moeda argentina, como o Real no Brasil

    Telgopor: Material térmico semelhante a isopor.
    De acordo com o linguista José Luiz Fiorin (2010, p. 194): “Quando se atenua aquilo que de fato teria uma intensidade maior, ocorre um eufemismo”. Sabendo disso, responda:

    Em qual trecho do texto foi utilizado um eufemismo com a intenção discursiva de atenuar “o pior do capitalismo: a exploração com cara boa”?
    Escolha uma alternativa para a questão c9df6ea3-cc
  • C9DAD510-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Capitalismo com tração Sanguínea

    Emiliano Gullo foi trabalhar no Rappi por dez dias: ganhava 2300 pesos. Da ansiedade das primeiras ordens ao ódio a um emprego que paga mal e que mostra o pior do capitalismo: a exploração com cara boa. Entre GPS e algoritmos, uma crônica em primeira pessoa da aplicação mais selvagem da economia de plataformas.

    Por: Emiliano Gullo

            Espero que você seja pego por um feroz.

            Esperançosamente. Esperançosamente. Esperançosamente.

            Repito o desejo silencioso como um mantra de suportar a chuva e a raiva enquanto vejo como o cliente da rua Boulogne Sur Mer retorna ao elevador com seu nhoque estilo bolonhesa. Volta rápido e seco. Dou um passo em direção à calçada e fico encharcado de novo. As gotas chocalham muito na minha jaqueta de borracha. Ainda não tenho o piloto laranja. Isso vai acontecer em poucos dias, quando eu cumprir os 15 pedidos entregues. Agora fecho a caixa-mochila de telgopor e o último suspiro quente que a massa deixou antes de sair escapa. Quente e pontual.

            Em algumas semanas, o Rappi vai me pagar 50 pesos por essa remessa. O cliente não me deixou um centavo na ponta.

            No Rappi não há tempo para fúria. Ou sim: na bicicleta. [...]

            Antes da chuva, diante das ordens e das pedaladas frenéticas, as promessas de um emprego livre, sem patrões ou horários, de ganhos imediatos, me levam a um escritório em Villa Crespo, na Rua Castillo, 1200. É a primeira inaugurada pela empresa colombiana Rappi na Argentina, que chegou em março e está crescendo mais rápido que a inflação. [...] No final de agosto, já havia 9 mil rappitenderos na Argentina. Ou melhor, 9 mil trabalhadores não reconhecidos.Hoje já são mais de 12 mil sem assistência social, sem ART, nem férias, nem seguro, nem benefícios de qualquer natureza. [...] O diretor-presidente local da Rappi, Matías Casoy, diz que os rappintenderos não são trabalhadores formais, mas “microempreendedores porque têm seu tempo”. [...]

            Para treinar como rappitendero existem três horários, três dias por semana. Entre 40 e 50 pessoas estão amontoadas em cada fila; quase todos homens com menos de 40 anos de idade.[...] Há duas filas aqui. Uma para nós, os novos. Outra para ativos. [...]

            Sem caixa, não há trabalho. [...]

            As conversas na porta de Castillo giram em torno do labirinto burocrático. O segundo passo é a monotaxa. O Rappi dá 15 dias para que eles apresentem. Durante esse tempo, você pode trabalhar e acumular dinheiro para pedidos. Mas se o trabalhador não conseguir, a empresa bloqueia o usuário e não pode recolher seus ganhos. [...] Eu também vou ter que voltar várias vezes para resolver problemas cotidianos como um trabalhador para esta empresa. Faltam mochilas, pagamentos que não chegam, pedidos que não saem, usuários bloqueados ou recursos não ativados. [...]

            Agora estamos na clandestinidade. Somos cerca de 40 meninos e 1 menina. Não há cadeiras livres. Alguns de nós sentaram-se no chão. A palestra é ministrada por Viviana. Começa a operação de sedução. Viviana projeta um powerpoint. Ela promete que não pedalaremos mais do que 3 quilômetros, explica o comportamento do bom rappitendero, nos mostra os possíveis ganhos e, acima de tudo, vai nos empolgar com os principais benefícios. Trabalhar sem patrões, o número de horas que queremos e, como se não bastasse, temos os “benefícios de ser monotributista”. [...]

            Viviana diz para não nos preocuparmos com a caixa. Se quisermos, podemos alugá-la. Senão, faze-mos pedidos menores. [...]

            A única oportunidade em que o véu da falsa liberdade será transparente será quando Viviana falar da “taxa de aceitabilidade”. Assim que o pedido aparecer no aplicativo SoyRappi, são 30 segundos para decidir se aceita ou não a corrida. Quanto menos pedidos forem aceitos, menor será a taxa de aceitabilidade. E, quanto menor a taxa, menos pedidos aparecerão. [...] Também temos que aproveitar os horários de pico. De 12h às 16h e de 19h/20h às 24h/1h. Os ganhos para cada entrega variam de 40 a 60 pesos, dependendo - sempre em teoria - do número de quilômetros. [...]

            No Rappi há uma diferença entre dois grupos não antagônicos. Os venezuelanos, que representam mais de 90% da tropa da Rappitenda e costumam dedicar o dia inteiro a essa atividade. E os argentinos, uma clara minoria que costuma usar o aplicativo porque não se sustenta com seu trabalho formal. A etapa final é a ativação do usuário. Eu sou Id 9133. [...]

            Viajei 9 quilômetros. Fiz 125 pesos, que vou recolher quando o Rappi acertar os ganhos e fizer a transferência para a minha conta. [...]

            Eu, enquanto isso, continuo circulando sem um destino fixo. Tento horários diferentes, dias diferentes. É sexta-feira à noite. Estou indo pela ciclovia Billinghurst. Estou com o celular na mão. [...]

            Eu tenho que pegar algumas empanadas venezuelanas em El Salvador em 4400 e levá-los para Recoleta. O aplicativo me orienta através de uma série de etapas para que todos saibam onde estou e o que estou fazendo. Aviso primeiro que estou a caminho. Para o restaurante quando eu chegar. Ao cliente quando já tenho os produtos. Por fim, aviso que dei tudo. Estou pronto para mais. [...]

            Sou controlado por satélites, sou designado e não atribuído tarefas de um telefone, sou suspenso ou disparado de um tablet, mas pedalo uma bicicleta para o trabalho. Os novos modos de exploração parecem evoluir de forma bastante singular. O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19. O capital viaja no tempo. Pode ser o último filme de “De Volta para o Futuro”. O mais sinistro. O capitalismo moderno se move com tração de sangue. Economia de plataforma, dizem economistas e sociólogos. A uberização da economia, dizem outros. [...]

            Como cheguei depois de 35 minutos no último pedido, o Rappi vai premiar a entrega. O telefone toca novamente. “Temos uma ordem perfeita para você.” Tenho sorte hoje. [...]

            Mudança de dias. Trabalho ao meio-dia. Trabalho noturno. Trabalho dia e noite. Com e sem chuva. Não importa se há uma tempestade ou um sol brilhante. [...]

            O Rappi se alimenta, por um lado, de duas fragilidades muito específicas e complementares: a necessidade do imigrante e o desespero dos desempregados. De outro, a fetichização do imediatismo.[...]

    Fonte:

    https://www.revistaanfibia.com/capitalismo-traccion-sangre/. Acesso em: 05 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.

    GLOSSÁRIO:

    Monotributista: Uma forma de pagar impostos simplificada e de baixo custo utilizada por trabalhadores independentes da Argentina.

    Peso: Moeda argentina, como o Real no Brasil

    Telgopor: Material térmico semelhante a isopor.
    O texto lido apresenta uma série de críticas ao trabalho de entregas por aplicativos.

    Para tanto, por meio da narrativa, o autor elaborou o seguinte percurso argumentativo:
    Escolha uma alternativa para a questão c9dad510-cc
  • D2AEE18D-CC

    Inglês

    Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions
    Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

     Leia o texto a seguir para responder à questão.


    What links Sir Isaac Newton, alien solar systems, and a new multi-million dollar TV show? The answer is “the three-body problem”: a conundrum in astronomy and mathematics that describes why it’s often difficult to predict the long-term trajectory of planets, moons and stars. So, what exactly is the problem? And how did it end up becoming the title of a TV series?


    To understand, you first need to know a bit about the background to the TV show and its premise. The story is based on Liu Cixin’s epic sci-fi trilogy, The Remembrance of Earth’s Past, of which The Three-Body Problem is the first book. The original trilogy is characterised by the author’s attention to scientific detail. The adaptation is less so, but still crammed with scientific ideas.


    The TV series focuses on the “Oxford Five”, who all studied under the same professor at the University of Oxford. Some have gone on to become scientists themselves (a postdoctoral physics researcher, a founder and chief scientific officer of a nano-tech company, and a theoretical physics academic), one has become a school physics teacher, while the fifth is now a snack-food entrepreneur. Scientific credentials abound.


    The crux of the story is that an alien race — called the Trisolarans or San-Ti Ren — is headed to Earth to colonise it. Through intergalactic communication, these travellers attempt to intimidate human scientists into slowing down our rapid technological advancement, making Earth easier to conquer. But why are these aliens so hell-bent on taking over our planet in the first place? This is where the three-body problem comes in.


    Bodies, in this context, is a scientific byword for planets, moons, suns or any other massive astronomical object. The extraterrestrials’ home planet is situated in a solar system with three suns, hence their name in the English translation of the book — the Trisolarans. This three-sun system can be highly unstable, making conditions difficult for life, hence the desire to travel across the Universe in order to inhabit our relatively stable Solar System. We only have one Sun, so Earth’s future is relatively predictable — at least for the next few million years.


    Fonte: YATES, Kit. What is the three-body problem? The chaotic, cosmic mathematics behind the Netflix TV show. BBC, 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/future/article/20240328-the-science-astronomy-and-mathematics-of-netflixs-3-body-problem-tv-show. Adaptado.

    “The extraterrestrials’ home planet is situated in a solar system with three suns, hence their name in the English translation of the book – the Trisolarans. This three-sun system can be highly unstable, making conditions difficult for life, hence the desire to travel across the Universe in order to inhabit our relatively stable Solar System.”, retirado do 5º parágrafo, o termo HENCE pode ser substituído, em ambas as ocorrências e sem alteração de sentido, por:


    Escolha uma alternativa para a questão d2aee18d-cc
  • D2A9BD9B-CC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

     Leia o texto a seguir para responder à questão.


    What links Sir Isaac Newton, alien solar systems, and a new multi-million dollar TV show? The answer is “the three-body problem”: a conundrum in astronomy and mathematics that describes why it’s often difficult to predict the long-term trajectory of planets, moons and stars. So, what exactly is the problem? And how did it end up becoming the title of a TV series?


    To understand, you first need to know a bit about the background to the TV show and its premise. The story is based on Liu Cixin’s epic sci-fi trilogy, The Remembrance of Earth’s Past, of which The Three-Body Problem is the first book. The original trilogy is characterised by the author’s attention to scientific detail. The adaptation is less so, but still crammed with scientific ideas.


    The TV series focuses on the “Oxford Five”, who all studied under the same professor at the University of Oxford. Some have gone on to become scientists themselves (a postdoctoral physics researcher, a founder and chief scientific officer of a nano-tech company, and a theoretical physics academic), one has become a school physics teacher, while the fifth is now a snack-food entrepreneur. Scientific credentials abound.


    The crux of the story is that an alien race — called the Trisolarans or San-Ti Ren — is headed to Earth to colonise it. Through intergalactic communication, these travellers attempt to intimidate human scientists into slowing down our rapid technological advancement, making Earth easier to conquer. But why are these aliens so hell-bent on taking over our planet in the first place? This is where the three-body problem comes in.


    Bodies, in this context, is a scientific byword for planets, moons, suns or any other massive astronomical object. The extraterrestrials’ home planet is situated in a solar system with three suns, hence their name in the English translation of the book — the Trisolarans. This three-sun system can be highly unstable, making conditions difficult for life, hence the desire to travel across the Universe in order to inhabit our relatively stable Solar System. We only have one Sun, so Earth’s future is relatively predictable — at least for the next few million years.


    Fonte: YATES, Kit. What is the three-body problem? The chaotic, cosmic mathematics behind the Netflix TV show. BBC, 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/future/article/20240328-the-science-astronomy-and-mathematics-of-netflixs-3-body-problem-tv-show. Adaptado.

    According to the text, “the three-body problem” in astronomy and mathematics can be described as
    Escolha uma alternativa para a questão d2a9bd9b-cc
  • 7D8FDF24-68

    Português

    Gêneros Textuais
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Considerando os textos, verifica-se que os Parangolés constituem experiências estéticas que convocam a pessoa a
    Escolha uma alternativa para a questão 7d8fdf24-68
  • 7D8D5963-68

    Português

    Coesão e coerência
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Considere os seguintes versos recortados dos textos 02, 03 e 04.


    Q17.png (850×214)


    A expressividade poética presente nos versos recortados se caracteriza por uma versificação curta, em que predomina um/uma 

    Escolha uma alternativa para a questão 7d8d5963-68
  • 7D8AED58-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Nota-se, nos textos 02 e 03, uma construção poética baseada em três elementos comuns, quais sejam:
    Escolha uma alternativa para a questão 7d8aed58-68
  • 7D88807E-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Os Parangolés de Hélio Oiticica podem ser considerados obras antiartísticas. A partir deles, podia-se questionar o status quo dos suportes das obras de arte, como a escultura e a pintura, tendo em vista seu ato transgressor de criar uma “nova condição estrutural” da “arte ambiental”, conforme texto 1. Portanto, uma exposição de Parangolés neutralizaria sua própria natureza: essa nova estrutura buscava recriar a ambiência e a atmosfera das favelas, numa específica fusão de espaçotempo, que desafiava as noções de duração, suporte e experiência estética.



    As três fontes de influência que levaram Oiticica a conceber o Parangolé como uma síntese são:

    Escolha uma alternativa para a questão 7d88807e-68
  • 7D6A8F04-68

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Making family medicine a more attractive specialty: strategies to address the shortage of primary care specialists in Brazil



    Primary Health Care (PHC) is often the first level of the health system and is responsible for the coordination of medical and interdisciplinary care. As the preferred entry point to the Brazilian Unified Health System (SUS), PHC is of fundamental importance and is present in all regions of the country. It aims to enable access to health care and ensures the coordination and completeness of care. This structure can treat approximately 80% of the overall need related to diseases presented in the Basic Health Units.


    Despite its importance, the valorization of PHC and Family Medicine (FM) as a discipline and a public policy has not been prioritized in most Brazilian educational institutions. According to the study on medical demography carried out by the Regional Medical Council of São Paulo (CREMESP), Brazil had 500,000 physicians in 2020, but with unequal distribution among the nation’s five regions, and a concentration of professionals in the capital cities compared to the countryside.


     This issue is faced by many countries. In the United States (US) of 8,116 primary care postgraduate training positions (which includes pediatrics, internal medicine, and family doctors), 42 percent were filled by graduates of U.S. medical schools and the American Association of Medical Colleges (AAMC) projects a shortage of 21,100 to 55,200 primary care physicians (PCP) by 2034. In Europe, where PCP was traditionally respected and recognized, the lack of General Practitioners (GP) is also increasing and is a matter of concern. Workload and a lack of perceived prestige associated with the PCP track can make primary care less attractive. These sorts of misconceptions, along with lower salaries, burnout, and difficult career advancement makes primary care a difficult specialty to attract and retain doctors.


    For Feuerwerker, vacancies in Brazilian institutions are the result of several elements: the encouragement of distinctive specialties and institutions, the historical misunderstanding and importance of the practice, and the increased incentive of specialization in medical education. The lack of investments in supplies and infrastructure in primary care, career development concerns, and low salaries, and the valorization of the formation of FM doctors in the work of the EFS also contribute to difficulty in retaining these positions in Brazil.


    With the aim to reduce the vacancy rate in the medical residency programs for FM, some Brazilian health departments introduced reforms and additional financing for FM training. In 2020, the region of Campinas, where we work, introduced a program called “More Doctors for the City of Campinas” (PMMC), which established a partnership between public and private higher education institutions, hospitals, and Urgency/Emergency Units with a novel post-graduation proposal for FM. It created a program to support the training of specialists in family medicine, stimulate research, and expand care in Basic Health Units, and has since resulted in a 50% decrease in vacancies.


    One of the successful elements of the Campinas program, together with quality of medical training, is that it helps bring medical classroom training closer to the community and everyday social reality. PMMC-trained physicians are aware of how their work impacts the local community and its particular health needs. The program has resulted in care that is more responsive to community needs, especially from the perspective of adopting a care model that prioritizes health promotion, disease prevention, diagnosis, and treatment in an integrated manner. However, for the EFS to continue to innovate and improve its response capacity to contemporary health problems, it must invest heavily in professional training, the rational incorporation of information and communication technologies, and the creation of appropriate working conditions for multidisciplinary teams.


    Disponível em: https://speakingofmedicine.plos.org/2023/01/13/. Acesso em: 4 mar. 2024. [Adaptado]. 

    The Campinas program
    Escolha uma alternativa para a questão 7d6a8f04-68
  • 69A7BADC-5E

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Captura_de tela 2025-07-13 124850.png (452×291)


    Araetá – A Literatura dos Povos Originários é uma experiência de exuberante diversidade manifestada por escritoras e escritores que propiciam um rico diálogo intercultural. O curador Ademario Ribeiro Payayá explica a gênese do nome da exposição. “Ara e etá são termos da língua Tupi. Ara é o dia, o que está no alto, o fruto, o mundo. Etá é o plural dessa língua. Araetá, assim, nos remete aos frutos, aos dias, aos mundos da literatura dos povos originários que, nessa exposição, são percorríveis através das histórias criadas por 114 autores. Como numa espécie de Caminho de Peabiru – antiga rota que conectava diferentes povos indígenas do continente SulAmericano –, Araetá traça um percurso que abrange a diversidade étnica, geográfica e temática de escritoras e escritores indígenas. Nas bordas desse percurso, há o convite para um diálogo intercultural”. (Adaptado de Exposição “Araetá: A Literatura Dos Povos Originários”. 24/08/2023. Sesc Ipiranga. Sesc Ipiranga.) 

    Quais palavras melhor sintetizam o conteúdo da exposição?
    Escolha uma alternativa para a questão 69a7badc-5e
  • 77AC6926-5A

    Inglês

    Pronomes | Pronouns
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Captura_de tela 2025-07-06 190939.png (313×823)

    Captura_de tela 2025-07-06 190950.png (314×417)

    Mark the statements about the use of the word which with T (true) or F (false) according to the text.



    ( ) The word which (l. 03) could well be omitted with no significant change in meaning.


    ( ) Replacing which (l. 15) with that would, with no further changes, result in a grammatically accurate sentence.


    ( ) The removal of the word which from line 35 would require no further change to the sentence.



    How should the sequence read from top to bottom? 

    Escolha uma alternativa para a questão 77ac6926-5a
  • 77A26DD2-5A

    Inglês

    Preposições | Prepositions
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Captura_de tela 2025-07-06 190939.png (313×823)

    Captura_de tela 2025-07-06 190950.png (314×417)

    Choose the option which fills in the blanks on lines 60, 62, 63 and 66, respectively.
    Escolha uma alternativa para a questão 77a26dd2-5a
  • 77A00736-5A

    Inglês

    Análise sintática | Syntax Parsing
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Captura_de tela 2025-07-06 190849.png (324×803)

    Captura_de tela 2025-07-06 190902.png (310×267)

    Considere as seguintes propostas de alteração de segmentos do texto.



    I - Substituição de they all saw nothing (l. 11) por none off them didn’t see nothing.


    II - Substituição de have no light perception whatsoever (l. 18-19) por do not have any light perception whatsoever.


    III - Substituição de doesn’t have a transformative impact (l. 65) por has no transformative impact.



    Quais resultariam gramaticalmente corretas, se aplicadas ao texto?

    Escolha uma alternativa para a questão 77a00736-5a
  • 779D7545-5A

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Captura_de tela 2025-07-06 190849.png (324×803)

    Captura_de tela 2025-07-06 190902.png (310×267)

    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, acerca do texto.



    ( ) O pronome those (l. 10) refere-se a war veterans (l. 09).


    ( ) As palavras Most (l. 19), some (l. 23) others (l. 24) those (l. 25) referem-se a blind people.


    ( ) O pronome whose (l. 30) refere-se a nerve (l. 30).


    ( ) O pronome which (l. 35) refere-se a blindness (l. 35).



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão 779d7545-5a
  • 779B0E39-5A

    Inglês

    Vocabulário | Vocabulary
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Captura_de tela 2025-07-06 190849.png (324×803)

    Captura_de tela 2025-07-06 190902.png (310×267)

    1. Associe as palavras da coluna da esquerda às suas respectivas traduções na coluna da direita, de acordo com o sentido que têm no texto.



    ( ) toddlers (l. 09) 


    ( ) encroachment (l. 42)


    ( ) disingenuous (l. 64)


    1. crianças


    2. usurpação


    3. invasão


    4. genuíno


    5. pacifistas


    6. hipócrita



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 

    Escolha uma alternativa para a questão 779b0e39-5a
  • 7796416D-5A

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Captura_de tela 2025-07-06 190849.png (324×803)

    Captura_de tela 2025-07-06 190902.png (310×267)

    Considere as seguintes afirmações acerca do segundo parágrafo do texto.



    I - O impulso a equiparar a cegueira à escuridão é exemplificado através da ideia do mundo coberto por um véu negro.


    II - Duas pessoas comparam a cegueira a situações diferentes, quais sejam, o “zumbido visual” e o “mundo de névoa”.


    III - A cegueira pode ser comparável, para algumas pessoas, a enxergar o mundo através de um buraco de botão de camisa, enquanto para outras a luz produz um efeito semelhante a agulhas brilhantes.



    Quais estão corretas?

    Escolha uma alternativa para a questão 7796416d-5a
  • CA2F60CD-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Para responder a questão 30, leia os excertos abaixo, retirados respectivamente de A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé, e de “A fonte”, parte inicial de O continente, de Erico Verissimo.



    Tiaraju – o santo guerreiro


    Tiaraju é um nome épico. Alguns historiadores chegam a dizer que graças a ele o Rio Grande do Sul é parte do Brasil. Foi um líder nascido em 1723 e que morreu na batalha no dia 7 de fevereiro de 1756. É considerado herói guarani missioneiro rio-grandense. Chefe dos Sete Povos das Missões Jesuíticas de São Miguel.



    A fonte


    — Vi o combate. O alferes foi derrubado do cavalo por um golpe de lança. Vi quando ele quis erguer-se e um homem... um general... de cima do cavalo varou-lhe o peito com uma bala.


    Alonzo segurou a cabeça do menino com ambas as mãos e aproximou-a de seu rosto como se quisesse ler-lhe os pensamentos no fundo dos olhos.


     — Como podias ter visto isso tudo se o combate foi travado tão longe daqui?


     Pedro respondeu simplesmente:


     — Eu vi.


     — Disseste que estavas conversando com o corregedor.


     — Estava.


     — E que te dizia ele?


     — Dizia que seu corpo tinha sido atirado num mato perto dum rio. E que a batalha estava perdida.


     — Onde estava ele quando te falou?


     — Lá em cima. A alma de Sepé subiu ao céu e virou estrela.


    Alonzo largou a cabeça do menino, que fez meia-volta e se encaminhou para a janela, puxando o padre docemente pela manga da sobretúnica. Ergueu o dedo e mostrou o crescente:


    — Deus botou também na testa da noite um lunar como o de são Sepé.


    — São Sepé? — repetiu o padre, meio estonteado.


    Sem dizer palavra e sem fazer o menor gesto, Alonzo viu o menino guardar o punhal entre a camisa e o peito, e sair da cela em silêncio.



    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esses excertos, considerando, também, a leitura integral da obra A terra dos mil povos.



    ( ) Como se observa, a visão dos dois autores é oposta sobre Sepé Tiaraju. No segundo caso, é um homem derrotado e morto.


    ( ) No primeiro excerto, Jecupé traz a primeiro plano um herói do enfrentamento “O Brasil de pindorama versus o Brasil das capitanias”.


    ( ) No segundo excerto, o menino Pedro Alonzo conta ao padre sua visão e que Sepé “virou estrela”.


    ( ) Nos dois trechos, de Jecupé e de Verissimo, Sepé tem a força de um herói fundacional.



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão ca2f60cd-5a
  • CA1D1BAC-5A

    Português

    Interpretação de Textos
    UFRGS · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado do capítulo 40, de Niketche, de Paulina Chiziane.


    — Diz-me, Tony para quê enganar mulheres e deixá-las com filhos nos braços? O querias tu com elas?


    — Nada de sério, confesso. Orgulho, simples orgulho. Ter uma mulher aqui, um filho acolá, dá vaidade a qualquer macho. Não sou o único. Muitos homens fazem isso.


    Ele mergulha as mãos no meu peito e me destrói o coração como quem arranca uma planta do chão. Sinto uma dor imensa, ele mata-me, eu morro, quantas vezes me matam por dia, neste lar, eu, que sou a primeira esposa?


    — Não me culpes, Rami. Não fui eu quem inventou o mundo e as suas tradições. Muito antes de eu nascer os homens já eram assim.


    Como ele tem razão, meu Deus! Esta situação nasce do ventre do passado e desde sempre que as mulheres são peixe na banca do mercado: um quilo deste, dois quilos daquele, fico com este, largo aquele, gosto deste, agora pego, agora pago, agora uso, agora asso, agora como.


    — A ideia de juntar essas mulheres foi tua, Rami. Surpreendeste-me. Superaste-me. Conduziste todo esse rebanho com uma mestria incrível. Eu só iria usar e largar sem pensar sequer nas consequências. De vendedeiras de rua conseguiste transformá-las em empresárias. 


    — Meu Tony cansaste-te de mim e amaste a elas. Cansaste-te delas e agora voltas para mim. Daqui a pouco te cansas de mim outra vez. Não acredito em ti.



    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esse excerto, considerando, também, a leitura integral da obra Niketche.


    ( ) Tony, depois do doloroso aprendizado, mostra-se arrependido e assume a responsabilidade por tudo que ocorreu.


    ( ) Rami, quando diz que as mulheres são peixes, percebe que elas são como mercadorias a serem compradas, eventualmente largadas e usadas ao bel-prazer do cliente.


    ( ) Rami, de fato, organizou um sistema poligâmico com ela e as demais amantes. ( ) Rami não acredita nas declarações de Tony, movidas pela perda de poder sobre as mulheres.



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão ca1d1bac-5a