Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil

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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 104 de 237.

  • 8ED2ED5D-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    UEL · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.

    O homem ocidental nem sempre se comportou da maneira que estamos acostumados a considerar como típica ou como sinal característico do homem “civilizado”. Se um homem da atual sociedade civilizada ocidental fosse, de repente, transportado para uma época remota de sua própria sociedade, tal como o período medievo-feudal, descobriria nele muito do que julga “incivilizado” em outras sociedades modernas. Sua reação em pouco diferiria da que nele é despertada no presente pelo comportamento de pessoas que vivem em sociedades feudais fora do Mundo Ocidental. Dependendo de sua situação e de suas inclinações, sentir-se-ia atraído pela vida mais desregrada, mais descontraída e aventurosa das classes superiores dessa sociedade ou repelido pelos costumes “bárbaros”, pela pobreza e rudeza que nele encontraria. E como quer que entendesse sua própria “civilização”, ele concluiria, da maneira a mais inequívoca, que a sociedade existente nesses tempos pretéritos da história ocidental não era “civilizada” no mesmo sentido e no mesmo grau que a sociedade ocidental moderna.

    (Adaptado de: ELIAS, N. O processo civilizador. v.1. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. p.13.)

    Com base no texto e nos conhecimentos de Norbert Elias sobre as normas e as emoções disseminadas nas práticas cotidianas, especialmente no tocante à formação da civilização na sociedade moderna ocidental, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8ed2ed5d-b0
  • 58E40E0B-AF

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIOESTE · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa INCORRETA, tendo em vista as citações dos contos de Machado de Assis e o que se declara a respeito.
    Escolha uma alternativa para a questão 58e40e0b-af
  • 58E00B1A-AF

    Literatura

    Arcadismo
    UNIOESTE · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: para responder a questão, leia o texto abaixo.

    De ficção e realidade: diálogo possível

    – Literatura é fuga do real, cara! Veja o Brasil que temos: propina, tráfico de influência, delações, politicalha, trapaças...  
    – Quem disse que a Literatura não tem os pés fincados na realidade? Para o momento brasileiro, valem os versos: “Começa o mundo enfim pela ignorância,/ e tem qualquer dos bens por natureza”.
    – Que bens? A rifa das licitações? O propinoduto?  
    – É isso mesmo, cara! Diferente do fantasma romântico, parece que o dinheiro virou uma “febre que nunca descansa,/ O delírio que te há de matar!...”. 
     – O que nós temos é uma safra de corruptos e corrompidos.
    – Verdade! Sujeito assim safado mereceria “ser das gentes o espectro execrado”. O tal “Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre” corrompeu muito político. “De cada ribeirão trepidante e de cada recosto/ de montanha, o metal rolou na cascalhada/ Para o fausto d’El-Rei”. Que vergonha!
    – É! Mas, certamente, esse não é o “Ouro nativo que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela...”.
    – Sei lá! O que mais nos reserva a Lava-Jato?
    – Veja só, cara! Ouvindo os noticiários, tenho a impressão que o assalto do vampiro tem mais equidade: “
    – Cê vem com a gente. É uma loja. Nós roubamos e dividimos o dinheiro. Em partes iguais”
    – Então, ainda há o que cantar neste país?
    – Claro! Vai o legado das Olimpíadas e das Paralimpíadas: “Entre o laboratório de erros/ e o labirinto de surpresas,/ canta o conhecimento do limite,/ a madura experiência a brotar da rota esperança”.  
    Assinale a alternativa INCORRETA, considerando os poemas originais de onde os versos foram extraídos.
    Escolha uma alternativa para a questão 58e00b1a-af
  • 58DA6147-AF

    Inglês

    Aspectos linguísticos | Linguistic aspects
    UNIOESTE · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O texto a seguir se refere a questão.


    Challenges concerning multiculturalism in Canada

       The official Canadian policy of multiculturalism has been updated twice since its introduction in 1971. It was originally created as a policy based on the logic of ethnicity, modified to deal with racism and amended to include freedom of religion. In 1988 the Canadian Multiculturalism Act was passed. 

       Canada is considered a nation of immigrants such that cultural diversity is often presented as the essence of national identity. However, it is difficult to negotiate social and political policy when trying to speak for such a varied populace. Two very real challenges that Canada faces in regard to multiculturalism are the clash of cultures and the socioeconomic position of immigrants.

        An example of clash of cultures is the one between English and French-Canada. The province of Quebec has always asserted a distinct identity and an inclination towards separatism from the rest of the country. In 1995, there was a referendum in the province of Quebec concerning separation in which 49% of the voting population voted “yes” and 51% voted “no”. The clash between French and English-Canada is primarily a cultural clash with Quebec concerned with preserving its own history, language and values; fearing these things are apt to become lost within English-Canada. Since the referendum, tensions have cooled a bit and Canada’s national administration has increased their efforts to accommodate Quebec identity within a Canadian identity.

         Another challenge of multiculturalism is the socioeconomic position of immigrants. Diversity is supported by governmental policy but Canada is still a society where racist interactions and poor-bashing are severely detrimental to minorities (especially recent arrivals). There are many barriers to equal integration, especially in education, housing and employment. For example, in the workforce it is very difficult to get a job when the potential employer feels you are not speaking “proper” English or you do not have any Canadian work experience on your resumé. This often leads to overqualified people in full-time minimum wage positions with little or no benefits and no access, time or funds for language classes or other training programs. These sorts of circumstances lead to isolation, alienation, poverty and unsafe environments where a new immigrant does not feel safe to report or act against harassment or abuse.

    Source: Adapted from http://globalcitizens.pbworks.com/w/page/9036226/Challenges%20Concerning%20Multiculturalism%20in%20Canada.


    Mark the CORRECT alternative.
    Escolha uma alternativa para a questão 58da6147-af
  • 58D379FA-AF

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNIOESTE · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O texto a seguir se refere a questão.


    Challenges concerning multiculturalism in Canada

       The official Canadian policy of multiculturalism has been updated twice since its introduction in 1971. It was originally created as a policy based on the logic of ethnicity, modified to deal with racism and amended to include freedom of religion. In 1988 the Canadian Multiculturalism Act was passed. 

       Canada is considered a nation of immigrants such that cultural diversity is often presented as the essence of national identity. However, it is difficult to negotiate social and political policy when trying to speak for such a varied populace. Two very real challenges that Canada faces in regard to multiculturalism are the clash of cultures and the socioeconomic position of immigrants.

        An example of clash of cultures is the one between English and French-Canada. The province of Quebec has always asserted a distinct identity and an inclination towards separatism from the rest of the country. In 1995, there was a referendum in the province of Quebec concerning separation in which 49% of the voting population voted “yes” and 51% voted “no”. The clash between French and English-Canada is primarily a cultural clash with Quebec concerned with preserving its own history, language and values; fearing these things are apt to become lost within English-Canada. Since the referendum, tensions have cooled a bit and Canada’s national administration has increased their efforts to accommodate Quebec identity within a Canadian identity.

         Another challenge of multiculturalism is the socioeconomic position of immigrants. Diversity is supported by governmental policy but Canada is still a society where racist interactions and poor-bashing are severely detrimental to minorities (especially recent arrivals). There are many barriers to equal integration, especially in education, housing and employment. For example, in the workforce it is very difficult to get a job when the potential employer feels you are not speaking “proper” English or you do not have any Canadian work experience on your resumé. This often leads to overqualified people in full-time minimum wage positions with little or no benefits and no access, time or funds for language classes or other training programs. These sorts of circumstances lead to isolation, alienation, poverty and unsafe environments where a new immigrant does not feel safe to report or act against harassment or abuse.

    Source: Adapted from http://globalcitizens.pbworks.com/w/page/9036226/Challenges%20Concerning%20Multiculturalism%20in%20Canada.


    Assinale a alternativa que contém a ideia central do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 58d379fa-af
  • 58BCD7AE-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIOESTE · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    PALAVRAS CARREGAM RECORTES DO MUNDO

         Um termo pode revelar mais de quem o usa do que daquilo que deveria nomear. É por essas e por outras que nunca se pode tratar a língua como uma ciência exata.
        Aquele que, para alguns, é teimoso ou obsessivo, para outros, pode ser apenas determinado; o que é enfadonho para uns é meticuloso para outros; o irresponsável de uns pode ser o ousado de outros; o que uns chamam de pessimismo outros chamam de realismo. Impeachment ou golpe, eis uma questão do momento (vale lembrar que o que houve em 1964 no Brasil, embora seja comumente chamado de golpe militar, ainda tem quem o chame de revolução).
        Como vemos, as palavras carregam uma espécie de recorte da realidade, portanto, a escolha de cada uma delas revela o modo como a pessoa vê o mundo.
       Não faz muito tempo, era comum usarem a expressão “de cor” em referência a pessoas negras. Tratar uma característica natural de uma pessoa (como a cor de sua pele) com um eufemismo faz parecer que a característica é, de alguma forma, um traço negativo, algo a ser disfarçado. Em geral, quem usava “de cor” no lugar de “negro” o fazia em tom de cochicho, quase como se pedisse ao interlocutor permissão para dizer um palavrão. 

       POLITICAMENTE CORRETO
        Nos Estados Unidos da América, a palavra “nigger” é que é pejorativa, altamente ofensiva. Por lá, usam-se os termos “afro-american” e “afrodescendant”, fruto de ações afirmativas. No Brasil, o termo “afrodescendente” aparece sobretudo em traduções do inglês, mas, salvo engano, não é um termo disseminado entre os falantes.
        Entre as ações afirmativas, que visam a dar voz às minorias, está o estímulo ao emprego de termos chamados de politicamente corretos, uma forma de introduzir um recorte livre de preconceitos arraigados. O uso dessas palavras é, portanto, parte de um processo de reeducação.
         As pessoas que têm algum tipo de deficiência física ou intelectual costumam ser chamadas de “portadores de necessidades especiais”. Embora essa expressão, que tenta abranger num só grupo pessoas com quaisquer tipos de deficiência, seja usada como politicamente correta, aqueles que ela procura nomear pensam de modo diverso, pois repelem o termo “portador”. Vejamos por quê.
          Uma consulta ao verbete “portador” do dicionário “Houaiss” traz-nos, entre vários outros significados, estes dois: que ou aquele que apresenta certa característica diferencial [vagas para (pessoas) portadoras de deficiência].
    1.   infectologia – que ou aquele que se encontra infectado por germes de doença [são (crianças) portadoras de malária].
        Já que se buscam formas politicamente corretas (ou afirmativas) de denominar pessoas com deficiência, seria melhor escolher um termo que não servisse também a algo negativo, associado à ideia de doença, sobretudo porque ainda é comum na sociedade a ideia (falsa!) de que a deficiência é uma doença.
       O termo “especial”, usado não só na locução “necessidades especiais” como também na alusão a certas síndromes (fulano tem um filho especial), substituiu o antigo “excepcional”, relativo à ideia de “exceção”, que aparece definido no “Houaiss”, entre outras acepções, assim:
       1. diz-se de ou indivíduo que tem deficiência mental [baixo QI (quociente de inteligência)], física [deformação do corpo] ou sensorial [cegueira, surdez etc.]
       “Especial”, naturalmente, é um termo mais adequado, pois substitui a ideia de exceção pela de especificidade. Como sabemos, no entanto, “especial” carrega fortemente a noção de superioridade (excelente, fora de série, capaz de evocar coisas boas, aquilo que tem vantagens extras etc.), o que pode fazer parecer que se está empregando um eufemismo. O emprego de “necessidades específicas” talvez fosse mais adequado.
        “Específico”, todavia, não resolve o emprego genérico pretendido por quem diz ter um “filho especial” (não se diria “específico” nesse caso, em que se faz alusão, geralmente, a alguma síndrome). Não é difícil perceber que estamos num terreno delicado, portanto sujeitos a errar na tentativa de acertar. 

    UM NOVO OLHAR, UMA NOVA ATITUDE

         Certamente mais importante que os termos é a atitude que os acompanha. Embora seja bem-intencionado (e importante), o vocabulário politicamente correto, por si só, não basta. É preciso reeducar o olhar a fim de ver o outro como outra possibilidade, outra condição, outro modo de estar no mundo. Isso significa não ver o outro filtrado pelo déficit, pelo sinal negativo, mas apenas como diferente, se tanto.
        Não poderia aqui deixar de indicar a leitura do comovente texto de Gregório Duvivier, publicado na Folha, em que, em seu habitual estilo descontraído, trata dessa questão com muita sensibilidade. 

       “MALACABADO”
          Menos ainda poderia deixar de citar todos os textos do blog Assim Como Você, de Jairo Marques, colunista da Folha, que, há vários anos, vem trabalhando nesse processo de reeducação do olhar das pessoas.
        Jairo, ora provocador em sua linguagem, ora comovente em suas descrições, mas, sobretudo destemido, porque não teme mostrar suas emoções, acaba de publicar seu primeiro livro.
        Desde o título, “Malacabado”, o autor desafia o esforço da linguagem politicamente correta. Não quer, no entanto, dizer que esse empenho não seja válido. Ao dizer “malacabado”, engolindo o hífen da palavra e dando a ela um tom jocoso, Jairo provoca o leitor (eu sei que é assim que você me vê). Paraplégico desde os seis meses de idade, em decorrência da poliomielite, o autor vai narrando histórias de sua vida, que fazem chorar, mas também fazem rir ou, mais que isso, fazem refletir.
       Quem estiver em São Paulo na próxima terça-feira, 28 de junho, poderá, a partir das 18h30, trocar um dedo de prosa com o Jairo Marques, que lançará o seu “Malacabado” na Livraria Martins Fontes, da avenida Paulista (a loja fica no número 509).
    (por Thaís Nicoleti, Folha de São Paulo, 22 de junho de 2016).
    Segundo o texto, marque a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 58bcd7ae-af
  • 58AB738C-AF

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIOESTE · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    PALAVRAS CARREGAM RECORTES DO MUNDO

         Um termo pode revelar mais de quem o usa do que daquilo que deveria nomear. É por essas e por outras que nunca se pode tratar a língua como uma ciência exata.
        Aquele que, para alguns, é teimoso ou obsessivo, para outros, pode ser apenas determinado; o que é enfadonho para uns é meticuloso para outros; o irresponsável de uns pode ser o ousado de outros; o que uns chamam de pessimismo outros chamam de realismo. Impeachment ou golpe, eis uma questão do momento (vale lembrar que o que houve em 1964 no Brasil, embora seja comumente chamado de golpe militar, ainda tem quem o chame de revolução).
        Como vemos, as palavras carregam uma espécie de recorte da realidade, portanto, a escolha de cada uma delas revela o modo como a pessoa vê o mundo.
       Não faz muito tempo, era comum usarem a expressão “de cor” em referência a pessoas negras. Tratar uma característica natural de uma pessoa (como a cor de sua pele) com um eufemismo faz parecer que a característica é, de alguma forma, um traço negativo, algo a ser disfarçado. Em geral, quem usava “de cor” no lugar de “negro” o fazia em tom de cochicho, quase como se pedisse ao interlocutor permissão para dizer um palavrão. 

       POLITICAMENTE CORRETO
        Nos Estados Unidos da América, a palavra “nigger” é que é pejorativa, altamente ofensiva. Por lá, usam-se os termos “afro-american” e “afrodescendant”, fruto de ações afirmativas. No Brasil, o termo “afrodescendente” aparece sobretudo em traduções do inglês, mas, salvo engano, não é um termo disseminado entre os falantes.
        Entre as ações afirmativas, que visam a dar voz às minorias, está o estímulo ao emprego de termos chamados de politicamente corretos, uma forma de introduzir um recorte livre de preconceitos arraigados. O uso dessas palavras é, portanto, parte de um processo de reeducação.
         As pessoas que têm algum tipo de deficiência física ou intelectual costumam ser chamadas de “portadores de necessidades especiais”. Embora essa expressão, que tenta abranger num só grupo pessoas com quaisquer tipos de deficiência, seja usada como politicamente correta, aqueles que ela procura nomear pensam de modo diverso, pois repelem o termo “portador”. Vejamos por quê.
          Uma consulta ao verbete “portador” do dicionário “Houaiss” traz-nos, entre vários outros significados, estes dois: que ou aquele que apresenta certa característica diferencial [vagas para (pessoas) portadoras de deficiência].
    1.   infectologia – que ou aquele que se encontra infectado por germes de doença [são (crianças) portadoras de malária].
        Já que se buscam formas politicamente corretas (ou afirmativas) de denominar pessoas com deficiência, seria melhor escolher um termo que não servisse também a algo negativo, associado à ideia de doença, sobretudo porque ainda é comum na sociedade a ideia (falsa!) de que a deficiência é uma doença.
       O termo “especial”, usado não só na locução “necessidades especiais” como também na alusão a certas síndromes (fulano tem um filho especial), substituiu o antigo “excepcional”, relativo à ideia de “exceção”, que aparece definido no “Houaiss”, entre outras acepções, assim:
       1. diz-se de ou indivíduo que tem deficiência mental [baixo QI (quociente de inteligência)], física [deformação do corpo] ou sensorial [cegueira, surdez etc.]
       “Especial”, naturalmente, é um termo mais adequado, pois substitui a ideia de exceção pela de especificidade. Como sabemos, no entanto, “especial” carrega fortemente a noção de superioridade (excelente, fora de série, capaz de evocar coisas boas, aquilo que tem vantagens extras etc.), o que pode fazer parecer que se está empregando um eufemismo. O emprego de “necessidades específicas” talvez fosse mais adequado.
        “Específico”, todavia, não resolve o emprego genérico pretendido por quem diz ter um “filho especial” (não se diria “específico” nesse caso, em que se faz alusão, geralmente, a alguma síndrome). Não é difícil perceber que estamos num terreno delicado, portanto sujeitos a errar na tentativa de acertar. 

    UM NOVO OLHAR, UMA NOVA ATITUDE

         Certamente mais importante que os termos é a atitude que os acompanha. Embora seja bem-intencionado (e importante), o vocabulário politicamente correto, por si só, não basta. É preciso reeducar o olhar a fim de ver o outro como outra possibilidade, outra condição, outro modo de estar no mundo. Isso significa não ver o outro filtrado pelo déficit, pelo sinal negativo, mas apenas como diferente, se tanto.
        Não poderia aqui deixar de indicar a leitura do comovente texto de Gregório Duvivier, publicado na Folha, em que, em seu habitual estilo descontraído, trata dessa questão com muita sensibilidade. 

       “MALACABADO”
          Menos ainda poderia deixar de citar todos os textos do blog Assim Como Você, de Jairo Marques, colunista da Folha, que, há vários anos, vem trabalhando nesse processo de reeducação do olhar das pessoas.
        Jairo, ora provocador em sua linguagem, ora comovente em suas descrições, mas, sobretudo destemido, porque não teme mostrar suas emoções, acaba de publicar seu primeiro livro.
        Desde o título, “Malacabado”, o autor desafia o esforço da linguagem politicamente correta. Não quer, no entanto, dizer que esse empenho não seja válido. Ao dizer “malacabado”, engolindo o hífen da palavra e dando a ela um tom jocoso, Jairo provoca o leitor (eu sei que é assim que você me vê). Paraplégico desde os seis meses de idade, em decorrência da poliomielite, o autor vai narrando histórias de sua vida, que fazem chorar, mas também fazem rir ou, mais que isso, fazem refletir.
       Quem estiver em São Paulo na próxima terça-feira, 28 de junho, poderá, a partir das 18h30, trocar um dedo de prosa com o Jairo Marques, que lançará o seu “Malacabado” na Livraria Martins Fontes, da avenida Paulista (a loja fica no número 509).
    (por Thaís Nicoleti, Folha de São Paulo, 22 de junho de 2016).
    Qual dos pares abaixo, segundo o texto, NÃO indica modos opositivos de conceber o mundo?
    Escolha uma alternativa para a questão 58ab738c-af
  • 2A30429F-1C

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, FGV 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension According to the information in the article, which of the following is most likely a belief held by both Amnesty International and Human Rights Watch?
    Escolha uma alternativa para a questão 2a30429f-1c
  • 2A253DFA-1C

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, FGV 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension At the beginning of paragraph 2, the phrase “The development of drone warfare has put these distinctions under stress” most likely refers to which of the following?
    Escolha uma alternativa para a questão 2a253dfa-1c
  • 2A217C9D-1C

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, FGV 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension The article contains information that would most support which of the following ideas?
    Escolha uma alternativa para a questão 2a217c9d-1c
  • 2A1A7A9F-1C

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, FGV 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension

    The article provides information to support all of the following except

    Escolha uma alternativa para a questão 2a1a7a9f-1c
  • 2A17B0C6-1C

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, FGV 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension In the last paragraph, when Rachel Collin says, “That was kind of a surprise,” she is most likely referring to the discovery that
    Escolha uma alternativa para a questão 2a17b0c6-1c
  • 2A096283-1C

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, FGV 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension The “social influence” mentioned in paragraph 2 most likely refers to the
    Escolha uma alternativa para a questão 2a096283-1c
  • 2A05D4DF-1C

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, FGV 2016, Interpretação de texto | Reading comprehension According to the information in the article,
    Escolha uma alternativa para a questão 2a05d4df-1c
  • 29FB98A6-1C

    Português

    Gêneros Textuais
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Oficina Irritada

    Eu quero compor um soneto duro
    como poeta algum ousara escrever.
    Eu quero pintar um soneto escuro,
    seco, abafado, difícil de ler.

    Quero que meu soneto, no futuro,
    não desperte em ninguém nenhum prazer.
    E que, no seu maligno ar imaturo,
    ao mesmo tempo saiba ser, não ser.

    Esse meu verbo antipático e impuro
    há de pungir, há de fazer sofrer,
    tendão de Vênus sob o pedicuro.

    Ninguém o lembrará: tiro no muro,
    cão mijando no caos, enquanto Arcturo,
    claro enigma, se deixa surpreender.

    Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.

    Considere as seguintes afirmações referentes ao texto:

    I Ao adotar a forma tradicional do soneto e veicular conteúdo negativo, o poema expressa o conformismo do poeta em relação à sociedade em que vive.

    II O poema é, em boa medida, a realização do projeto poético que nele próprio se encontra formulado.

    III A mescla de linguagem elevada, citações da cultura clássica e referências de caráter prosaico e até vulgar configura, no poema, a busca caracteristicamente moderna da dissonância como efeito poético.

    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 29fb98a6-1c
  • 29EE20A5-1C

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

           Passaram-se assim algumas semanas: Leonardo, depois de acabadas todas as cerimônias, foi declarado agregado à casa de Tomás da Sé, e aí continuou convenientemente arranjado. Ninguém se admire da facilidade com que se faziam semelhantes coisas; no tempo em que se passavam os fatos que vamos narrando nada havia mais comum do que ter cada casa um, dois e às vezes mais agregados. 

          Em certas casas os agregados eram muito úteis, porque a família tirava grande proveito de seus serviços, e já tivemos ocasião de dar exemplo disso quando contamos a história do finado padrinho de Leonardo; outras vezes porém, e estas eram em maior número, o agregado, refinado vadio, era uma verdadeira parasita que se prendia à árvore familiar, que lhe participava da seiva sem ajudá-la a dar os frutos, e o que é mais ainda, chegava mesmo a dar cabo dela. E o caso é que, apesar de tudo, se na primeira hipótese o esmagavam com o peso de mil exigências, se lhe batiam a cada passo com os favores na cara, se o filho mais velho da casa, por exemplo, o tomava por seu divertimento, e à menor e mais justa queixa saltavam-lhe os pais em cima tomando o partido de seu filho, no segundo aturavam quanto desconcerto havia com paciência de mártir, o agregado tornava-se quase rei em casa, punha, dispunha, castigava os escravos, ralhava com os filhos, intervinha enfim nos mais particulares negócios.  

    Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um sargento de milícias

    Considere as seguintes afirmações referentes ao narrador do texto:

    I Mostra-se, no excerto, desinteressado de interrogar-se quanto às causas da existência dos agregados.

    II Quando critica o comportamento de certos agregados, pressupõe uma atitude de valorização do trabalho, que não era predominante nem, muito menos, efetiva, na sociedade de seu tempo.

    III Avalia a condição social e o comportamento dos agregados a partir do ponto de vista deles próprios.

    Está correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 29ee20a5-1c
  • 29EA373B-1C

    Português

    Morfologia - Pronomes
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A única frase em que o emprego do pronome “lhe” está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa é:
    Escolha uma alternativa para a questão 29ea373b-1c
  • 29E1289E-1C

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Na crise, viramos fantoches na rede

           Quando um fato de grande repercussão social ocorre, o primeiro impacto é o congestionamento. Todos buscam se comunicar, gerando sobrecarga nas linhas de celular, tornando o acesso à internet móvel lento ou inexistente.

         Logo a seguir vem a onda de incerteza e desinformação. No anseio da busca por notícias rápidas, começam a circular na rede vários dados falsos ou imprecisos, que são replicados massivamente. Estudos mostram que as informações falsas circulam três vezes mais que as corretas, publicadas depois. O dano é enorme.

           A recomendação nesses casos é contraintuitiva: não replicar qualquer informação sem checá-la antes. Evitar o desejo de "participar" do acontecimento retuitando ou compartilhando informações vindas de fontes não confiáveis, por maior que seja o número de pessoas fazendo o mesmo. Nesses momentos de grande comoção e agitação, extremistas com agendas políticas deletérias aproveitam para fazer circular suas mensagens. Esse é um dos principais efeitos desejados pelo terrorismo contemporâneo: criar uma situação de grande agitação na internet e pegar carona nela para disseminar sua mensagem.

          Situações como essas transformam as pessoas em veículos. Viramos agentes de disseminação ampla de mensagens pré-fabricadas, produzidas intencionalmente por algumas poucas fontes que sabem exatamente o que estão fazendo.

          O objetivo não é o debate, mas mera ocupação de espaço. São teses e antíteses incapazes de produzir qualquer síntese. Não passam de narrativas pré-concebidas com o objetivo de ocupar espaço.

    Ronaldo Lemos, Folha de S. Paulo, 28/03/2016. Adaptado. 

    Referem-se de forma crítica a um mesmo conceito desenvolvido no texto as expressões dispostas em gradação ascendente em:
    Escolha uma alternativa para a questão 29e1289e-1c
  • 29D87544-1C

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, FGV 2016, Interpretação de Textos

    A visão crítica, marcadamente cética, dos diferentes sistemas de governo, que se pode subentender na tirinha, só NÃO está presente na seguinte citação:
    Escolha uma alternativa para a questão 29d87544-1c
  • 2D742048-A6

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEMG · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    How a young student’s innovative idea hopes to boost response times for EMTs

    By Woody Brown on June 1, 2015

        Drones have been at the forefront of the national conversation for years now. As the components needed to create them grow smaller and more affordable, many companies and organizations have started exploring the potential that drones could have to improve our daily lives. Whether by delivering a product with unprecedented speed or taking photographs and video from new heights, drones have many capabilities, most of which we have yet to discover. One young man, however, has envisioned a new way to use drones that could save thousands of lives.
        One of the greatest obstacles facing first responders and emergency medical technicians [EMTs] when it comes to the difficult business of saving lives is time. Think of your daily commute: people in the United States spend an average of 25.5 minutes traveling one-way to work every day. In bumperto-bumper traffic, blaring sirens and flashing lights are often not enough to clear a fast path for an ambulance to reach someone in need. During cardiac arrest, there are, at most, a few minutes to save a person’s life. After that, the mortality rate rises steeply. With stakes this high, every second counts.
        Alec Momont, a graduate student in engineering at Delft University of Technology in the Netherlands, recognized this problem and saw a way to significantly reduce deaths that result from delayed emergency care. What if ambulances could fly? Or rather, what if we could make a drone that functioned like a stripped-down, lightweight automatic external defibrillator [AED]? AEDs, which can be found in schools, sports arenas and many government buildings, are significantly more effective than cardiopulmonary resuscitation [CPR] at preventing fatalities resulting from cardiac arrest. CPR can be helpful, but an AED is better, and very few people have AEDs in their cars or homes.
        As his master’s degree project, Momont built a prototype of this lifesaving drone. It contained an AED, a microphone and speakers. The average travel time, according to him, could be cut by 90 percent. Here’s how it works: In the event of cardiac arrest, a paramedic would respond to a call by flying the drone at a speed of 60 mph to the scene of the emergency. The paramedic would then give instructions to someone near the victim, who would position the AED. Once in place, the AED would operate automatically. The paramedic would be able to see through the camera whether or not the pads on the AED have been correctly positioned, and how the victim responds.
        A dramatized video released by Momont’s university demonstrates all of this functionality. In it, a young woman calls emergency services in a panic because her father has had a heart attack. A calm-voiced EMT answers and guides her through the surprisingly simple process of finding and using the drone. Fewer than two minutes after she makes the call, her father sits up and hugs her.
        The ambulance drone can increase the chances of surviving cardiac arrest from eight percent to 80 percent, Momont says in the video. The drone’s ability to travel as the crow flies frees it from infrastructural limitations that currently impede road-bound ambulances. “Using advanced production techniques such as 3D printed microstructures and carbon fiber frame construction, we were able to achieve a very lightweight design,” Momont says. “The result is an integrated solution that is clear in its orientation and friendly in appearance.”
        Momont’s aim is to rapidly expand the existing framework of emergency services by constructing many of these drones over the next five years. Expenses are low: each drone is relatively cheap to make, about $18,600. By comparison, a typical ambulance costs more than $100,000, and a ride in one usually costs more than $1,000.
        The ambulance drones can even fly autonomously (though legislation in many countries does not permit this yet). Several emergency service providers have already expressed interest. If the technology continues to receive financial support from other parties in the healthcare industry, Momont’s dream could very easily become a reality.
        We live in a world where drones have, so far, been used mostly in armed conflict. Momont, however, has a different vision. In the near future that he describes, tens of thousands of needless deaths will be prevented with his ingenious invention. That is certainly welcome news, especially in the United States, which deals with skyrocketing numbers of heart-related ailments and disabilities. “Let’s use drones for a good purpose,” Momont says. “Let us use drones to save lives.”

    Adapted from: <http://www.verizonwireless.com/news/article/2015/05/ambulance-dronescould-save-thousands-of-lives.html>. Access on: 03 Oct. 2016.
    The word which is used as a modifier in the correspondent paragraphs is
    Escolha uma alternativa para a questão 2d742048-a6