Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil

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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 172 de 237.

  • FC740785-DC

    Espanhol

    Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Espanhol, Universidade Estadual do Pará 2011, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    De acordo com a Carta, porque Lolita pede perdão?
    Escolha uma alternativa para a questão fc740785-dc
  • DBE1874A-DC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Federal do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Water Availability and Access


    Water availability and access are key constraints to poverty reduction and food security. Maintaining enough water for agriculture of reasonable quality will be increasingly difficult due to climate change, competition for water with industries, urban uses and the environment, and the need to produce biofuels. Much of the world is faced with a situation where water supplies for various uses are overallocated, with river flows much reduced, groundwater levels dropping, and important ecosystems threatened - a situation of physical water scarcity. Much of this is driven by agricultural water use. In other parts of the world, availability of water in rivers, wetlands, and aquifers is ample, but access is difficult because people have not found means to develop the water resource - a situation of economic water scarcity. Adaptive management strategies are required to balance decreasing availability with increasing demand, while coping with uncertainties. These include water allocation strategies, development of appropriate types of water storage ranging from small ponds to large reservoirs and from surface structures to managed aquifers, and adopting policies that provide incentives to use water differently. As new water infrastructure is a key strategy for improving secure access for agriculture, the theme considers various benefits and costs of infrastructural development. The overall aim is to maintain equity in water access, agricultural productivity, human health and environmental quality in the face of increasing water scarcity at local, basin and transboundary scales via development of adaptive management strategies, policy responses and tradeoffs.

    Source: http://www.iwmi.cgiar.org/research_impacts/Research_Themes/Theme_1/index.aspx 
    Com referência ao texto, pode-se concluir que a única opção correta relacionada ao tema é:
    Escolha uma alternativa para a questão dbe1874a-dc
  • DB852E8A-DC

    Literatura

    Estilística
    Universidade Federal do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
    Muda-se o ser, muda-se a confiança;
    Todo o Mundo é composto de mudança,
    Tomando sempre novas qualidades.

    Continuamente vemos novidades,
    Diferentes em tudo da esperança;
    Do mal ficam as mágoas na lembrança,
    E do bem, se algum houve, as saudades.

    O tempo cobre o chão de verde manto.
    Que já coberto foi de neve fria,
    E em mim converte em choro o doce canto.

    E, afora este mudar-se cada dia,
    Outra mudança faz de amor espanto,
    Que não se muda já como soía*.
    (*) Soía: costumava


    (Soneto, Luís Vaz de Camões. In: Literatura Comentada)


    Com base no poema acima e nas características da poesia lírica de Camões, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão db852e8a-dc
  • DB71CDBE-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Federal do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    CARTA DE RECLAMAÇÃO


    São Paulo, 22 de março de 2007.

    Prezados Senhores,

    Esta é a oitava carta jurídica de cobrança que recebo de Vossas Senhorias ... Sei que não estou em dia com meus pagamentos. Acontece que eu estou devendo também em outras lojas e todas esperam que eu lhes pague. Contudo, meus rendimentos mensais não permitem que eu pague mais do que duas prestações no fim de cada mês. As outras ficam para o mês seguinte. Estou ciente de que não sou injusto, daquele tipo que prefere pagar esta ou aquela empresa em detrimento das demais. Ocorre o seguinte ... todo mês, quando recebo meu salário, escrevo o nome dos meus credores em pequenos pedaços de papel, que enrolo e coloco dentro de uma caixinha. Depois, olhando para o outro lado, retiro dois papéis, que são os dois “sortudos” que irão receber o meu rico dinheirinho. Os outros, paciência. Ficam para o mês seguinte. Afirmo aos senhores, com toda certeza, que sua empresa vem constando todos os meses na minha caixinha. Se não os paguei ainda, é porque os senhores estão com pouca sorte. Finalmente, faço-lhes uma advertência: se os senhores continuarem com essa mania de me enviar cartas de cobrança ameaçadoras e insolentes, como a última que recebi, serei obrigado a excluir o nome de Vossa Senhoria dos meus sorteios mensais.

    Sem mais,

    Obrigado.


    (Texto adaptado; divulgado pelo Clube de Diretores Lojistas e publicado, em 2007, na Folha do Estado de São Paulo)  
    Pode-se dizer que o efeito de humor do texto acima é construído, principalmente, a partir
    Escolha uma alternativa para a questão db71cdbe-dc
  • 70AE1020-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    When stars disappear…


    One of the negative effects of industrialization on human activity and the environment is the production of excessive light. Most people do not consider the surplus of artificial light as a form of pollution because it is not permanent; all we must do is collectively turn out our lights to make it disappear. In reality, however, such a solution is unrealistic because our society needs artificial light to function. Light pollution is mainly caused by lighting systems that are misdirected, excessive, inefficient or unnecessary. The negative effects of light pollution on human activity are numerous. From an economic point of view, for example, the use of excessive lighting or unnecessary lighting constitutes a waste of energy that is costly to both the individual and to industries. On a larger scale, excessive lighting can have an impact on global climate change if the required electricity was generated by burning fossil fuels. Wildlife and plants are also affected. For example, nighttime lighting can confuse animals that migrate (like migratory birds), can modify predator-prey relationships, and can even alter competitiveness within the same species.

    It is even possible for entire ecosystems to be affected. In lakes, for example, zooplankton may stop feeding on algae if nighttime lighting is too strong. The result is excessive algae growth that eventually decomposes and causes an increase in bacterial activity. This leads to oxygen depletion in the lake, and many species of invertebrates and fish then die by asphyxiation. In astronomy, light pollution is a real and pressing problem. It diminishes the contrast between the dark sky and celestial sources of light, which makes it harder to see the stars. For professional astronomers, artificial light is undesirable because it interferes with the collection of data. This is why new observatories are built in isolated regions.

    Programs to reduce light pollution have been started up by several astronomical centres across Canada, including ASTROLab and the Mont-Mégantic Observatory, the David Dunlap Observatory in Toronto. A number of amateur astronomy associations are also involved in protecting our endangered legacy, the starry night sky. The focus of light pollution abatement programs is to change the habits of the general population, companies and urban planners so that less artificial light will be wasted or misdirected.
    Source: http://astro-canada.ca/_en/a3800.html
    Com referência ao texto, pode-se concluir que a única opção correta relacionada ao tema é:
    Escolha uma alternativa para a questão 70ae1020-d8
  • 70A943B4-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    When stars disappear…


    One of the negative effects of industrialization on human activity and the environment is the production of excessive light. Most people do not consider the surplus of artificial light as a form of pollution because it is not permanent; all we must do is collectively turn out our lights to make it disappear. In reality, however, such a solution is unrealistic because our society needs artificial light to function. Light pollution is mainly caused by lighting systems that are misdirected, excessive, inefficient or unnecessary. The negative effects of light pollution on human activity are numerous. From an economic point of view, for example, the use of excessive lighting or unnecessary lighting constitutes a waste of energy that is costly to both the individual and to industries. On a larger scale, excessive lighting can have an impact on global climate change if the required electricity was generated by burning fossil fuels. Wildlife and plants are also affected. For example, nighttime lighting can confuse animals that migrate (like migratory birds), can modify predator-prey relationships, and can even alter competitiveness within the same species.

    It is even possible for entire ecosystems to be affected. In lakes, for example, zooplankton may stop feeding on algae if nighttime lighting is too strong. The result is excessive algae growth that eventually decomposes and causes an increase in bacterial activity. This leads to oxygen depletion in the lake, and many species of invertebrates and fish then die by asphyxiation. In astronomy, light pollution is a real and pressing problem. It diminishes the contrast between the dark sky and celestial sources of light, which makes it harder to see the stars. For professional astronomers, artificial light is undesirable because it interferes with the collection of data. This is why new observatories are built in isolated regions.

    Programs to reduce light pollution have been started up by several astronomical centres across Canada, including ASTROLab and the Mont-Mégantic Observatory, the David Dunlap Observatory in Toronto. A number of amateur astronomy associations are also involved in protecting our endangered legacy, the starry night sky. The focus of light pollution abatement programs is to change the habits of the general population, companies and urban planners so that less artificial light will be wasted or misdirected.
    Source: http://astro-canada.ca/_en/a3800.html
    Qual é a única alternativa mencionada, no texto, como um dos efeitos negativos do excesso de luz artificial no planeta?
    Escolha uma alternativa para a questão 70a943b4-d8
  • 70A5378B-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    When stars disappear…


    One of the negative effects of industrialization on human activity and the environment is the production of excessive light. Most people do not consider the surplus of artificial light as a form of pollution because it is not permanent; all we must do is collectively turn out our lights to make it disappear. In reality, however, such a solution is unrealistic because our society needs artificial light to function. Light pollution is mainly caused by lighting systems that are misdirected, excessive, inefficient or unnecessary. The negative effects of light pollution on human activity are numerous. From an economic point of view, for example, the use of excessive lighting or unnecessary lighting constitutes a waste of energy that is costly to both the individual and to industries. On a larger scale, excessive lighting can have an impact on global climate change if the required electricity was generated by burning fossil fuels. Wildlife and plants are also affected. For example, nighttime lighting can confuse animals that migrate (like migratory birds), can modify predator-prey relationships, and can even alter competitiveness within the same species.

    It is even possible for entire ecosystems to be affected. In lakes, for example, zooplankton may stop feeding on algae if nighttime lighting is too strong. The result is excessive algae growth that eventually decomposes and causes an increase in bacterial activity. This leads to oxygen depletion in the lake, and many species of invertebrates and fish then die by asphyxiation. In astronomy, light pollution is a real and pressing problem. It diminishes the contrast between the dark sky and celestial sources of light, which makes it harder to see the stars. For professional astronomers, artificial light is undesirable because it interferes with the collection of data. This is why new observatories are built in isolated regions.

    Programs to reduce light pollution have been started up by several astronomical centres across Canada, including ASTROLab and the Mont-Mégantic Observatory, the David Dunlap Observatory in Toronto. A number of amateur astronomy associations are also involved in protecting our endangered legacy, the starry night sky. The focus of light pollution abatement programs is to change the habits of the general population, companies and urban planners so that less artificial light will be wasted or misdirected.
    Source: http://astro-canada.ca/_en/a3800.html
    Analisando o texto, pode-se afirmar que a única alternativa correta relacionada ao tema é:
    Escolha uma alternativa para a questão 70a5378b-d8
  • 6FEA79C3-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema abaixo, de Manoel de Barros, e, sobre ele, assinale a alternativa incorreta.


    Deus disse: Vou ajeitar a você um dom:
    Vou pertencer você para uma árvore.
    E pertenceu-me.
    Escuto o perfume dos rios.
    Sei que a voz das águas tem sotaque azul.
    Sei botar cílio nos silêncios.
    Para encontrar o azul eu uso pássaros.
    Só não desejo cair em sensatez.
    Não quero a boa razão das coisas.
    Quero o feitiço das palavras.

    (O retrato do artista quando coisa, 5. ed., Editora Record, Rio de Janeiro: 2007, p.61)
    Escolha uma alternativa para a questão 6fea79c3-d8
  • 6FE635D8-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O faz-pés, que dá título ao conto de Rui Guilherme, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 6fe635d8-d8
  • 6FD97C06-D8

    Português

    Funções morfossintáticas da palavra QUE
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    A alternativa, em cujo vocábulo o que se equivale morfossintaticamente ao utilizado em "Acho que foi um professor de cursinho ...” (1º parágrafo), é:
    Escolha uma alternativa para a questão 6fd97c06-d8
  • 6FCBAD77-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    Sobre as informações contidas no 1º parágrafo do texto, pode-se afirmar:


    I. Uma das causas da ira de Zeus veio em consequência da felicidade dos andróginos.

    II. A expressão patriarca do Olimpo substitui o vocábulo Zeus.

    III. Os andróginos eram criaturas perfeitas por serem parte homem e parte mulher.

    IV. Os andróginos são retratados no texto em dois momentos distintos: um momento antes e um momento depois da ira de Zeus.
    Escolha uma alternativa para a questão 6fcbad77-d8
  • 6FC59404-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    Ao ler o texto, pode-se inferir que:

    I. Nem sempre, segundo a opinião do autor, encontrar alguém que se acredita parceiro ideal resolve os problemas de toda vida.

    II. Segundo o mito dos andróginos, na vida, só seremos felizes após encontrarmos nossa carametade.

    III. Todos acreditamos na necessidade de se encontrar um parceiro.
    Escolha uma alternativa para a questão 6fc59404-d8
  • F83208E4-D8

    Inglês

    Verbos | Verbs
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    THE P I L O T ’S W A T C H
    No other watch is engineered quite like a Rolex. The GMT-Master, introduced in 1955, __( I )__ in collaboration with Pan Am to meet the needs of their international pilots. The GMT-Master II __( II )__ to be even more invaluable as it features a rotatable 24-hour graduated bezel that allows those who travel the world to read three different time zones. Two simultaneously. The 40 mm GMT-Master II __( III )__ with a virtually scratch-resistant black Cerachrom disc and is presented here in Rolex signature Rolesor, a unique combination of 904L steel and 18 ct yellow gold.
    ________ THE G M T – M A S T E R I I _________

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Verbos | Verbs
    The right forms of the verbs develop, prove and fit which appropriately complete blanks I, II and III in the advertisement are:
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  • F8224918-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Interpretação de texto | Reading comprehension

    HOW EFFECTIVE IS YOUR TEACHERESE?
    By Stephan Hughes
        Why is it that most of our students whine that they are able to almost fully understand what we say in the classroom but when faced with English in a real-life situation, the level of comprehension falls to near bottom, leading to their puzzlement, frustration and despair (in that order)?
        Some reasons for the phenomenon: teachers use a special language called teacherese. It is tailored form of the English language, which allows students to follow and obtain at least a global comprehension of what is being uttered. The speed is toned down somewhat, the lexis is full of Portuguese-like cognates so as to help students make necessary associations and/or simultaneous translations. Its linguistic variation is limited, especially at lower proficiency levels.
        __( I )__ what is most noteworthy of teacherese is that its inability to stretch students’ listening skills may lie more in the fact that teachers, non-native in particular, barely use the rich idiomatic language that is used in magazines, newspapers, TV shows, movies, songs – in short, in real life situations that they usually face. The lexis may not necessarily be second nature to ELT professionals, __( II )__ its absence in everyday use in the classroom.
        Another reason: apart from using teacherese, most teachers don’t have any legitimate speaking opportunities outside of the classroom, __( III )__ reducing their oral skills to instructional and explanatory phrases or typical fixed expressions prescribed in the course book. Giving these educators opportunities to use the language naturally – be it in conversational settings arranged by the institutions or with native speakers in loco or online – may be crucial to whittle away at the problem.
        A third and final reason: familiarity breeds ease, which in turn breeds comprehension. The more time students stay with a said teacher, the easier it might be for them to understand them and get used to their accent, intonation, lexical choice and pace. This is a point that cannot be ignored and is worth looking into.
        __( IV )__ the question we need to ask ourselves is: how effective is the language we use in the classroom and to what extent this effectiveness plays a vital role in helping our students understand the world around them in English? __( V )__, in a communicative context, the teacher is but should not be the ultimate language model for the students, so students should not gauge their listening competence by the teacher. The catch is exposing students to more and more real language in the classroom and fostering effective listening strategies.
    Braz-Tesol Newsletter
    According to teacher Stephan Hughes,
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  • F81E8A28-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    The Murders in the Rue Morgue 
    By Edgar Allan Poe
    Imagem da questão de Inglês, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Interpretação de texto | Reading comprehension
        “…The apartment was in the wildest disorder - the furniture broken and thrown about in all directions. There was only one bedstead; and from this the bed had been removed, and thrown into the middle of the floor. On a chair lay a razor, besmeared with blood. On the hearth were two or three long and thick tresses of grey human hair, also dabbled in blood, and seeming to have been pulled out by the roots. Upon the floor were found four Napoleons, an ear-ring of topaz, three large silver spoons, three smaller of métal d’Alger, and two bags, containing nearly four thousand francs in gold. The drawers of a bureau, which stood in one corner, were open, and had been, apparently, rifled, although many articles still remained in them. A small iron safe was discovered under the bed (not under the bedstead). It was open, with the key still in the door. It had no contents beyond a few old letters, and other papers of little consequence.
        Of Madame L’Espanaye no traces were here seen; but an unusual quantity of soot being observed in the fire-place, a search was made in the chimney, and (horrible to relate!) the corpse of the daughter, head downward, was dragged therefrom; it having been thus forced up the narrow aperture for a considerable distance. The body was quite warm. Upon examining it, many excoriations were perceived, no doubt occasioned by the violence with which it had been thrust up and disengaged. Upon the face were many severe scratches, and, upon the throat, dark bruises, and deep indentations of finger nails, as if the deceased had been throttled to death.
        After a thorough investigation of every portion of the house, without farther discovery, the party made its way into a small paved yard in the rear of the building, where lay the corpse of the old lady, with her throat so entirely cut that, upon an attempt to raise her, the head fell off. The body, as well as the head, was fearfully mutilated - the former so much so as scarcely to retain any semblance of humanity.
        To this horrible mystery there is not as yet, we believe, the slightest clew…”
    Edgar Allan Poe – The Murders in the Rue Morgue
    The bodies found in the Rue Morgue,
    Escolha uma alternativa para a questão f81e8a28-d8
  • F81A31E9-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    The Murders in the Rue Morgue 
    By Edgar Allan Poe
    Imagem da questão de Inglês, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Interpretação de texto | Reading comprehension
        “…The apartment was in the wildest disorder - the furniture broken and thrown about in all directions. There was only one bedstead; and from this the bed had been removed, and thrown into the middle of the floor. On a chair lay a razor, besmeared with blood. On the hearth were two or three long and thick tresses of grey human hair, also dabbled in blood, and seeming to have been pulled out by the roots. Upon the floor were found four Napoleons, an ear-ring of topaz, three large silver spoons, three smaller of métal d’Alger, and two bags, containing nearly four thousand francs in gold. The drawers of a bureau, which stood in one corner, were open, and had been, apparently, rifled, although many articles still remained in them. A small iron safe was discovered under the bed (not under the bedstead). It was open, with the key still in the door. It had no contents beyond a few old letters, and other papers of little consequence.
        Of Madame L’Espanaye no traces were here seen; but an unusual quantity of soot being observed in the fire-place, a search was made in the chimney, and (horrible to relate!) the corpse of the daughter, head downward, was dragged therefrom; it having been thus forced up the narrow aperture for a considerable distance. The body was quite warm. Upon examining it, many excoriations were perceived, no doubt occasioned by the violence with which it had been thrust up and disengaged. Upon the face were many severe scratches, and, upon the throat, dark bruises, and deep indentations of finger nails, as if the deceased had been throttled to death.
        After a thorough investigation of every portion of the house, without farther discovery, the party made its way into a small paved yard in the rear of the building, where lay the corpse of the old lady, with her throat so entirely cut that, upon an attempt to raise her, the head fell off. The body, as well as the head, was fearfully mutilated - the former so much so as scarcely to retain any semblance of humanity.
        To this horrible mystery there is not as yet, we believe, the slightest clew…”
    Edgar Allan Poe – The Murders in the Rue Morgue
    The excerpt, from The Murders in the Rue Morgue by Edgar Allan Poe, is describing
    Escolha uma alternativa para a questão f81a31e9-d8
  • F81603F7-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    01 O essencial é saber ver,
    02 Saber ver sem estar a pensar,
    03 Saber ver quando se vê,
    04 E nem pensar quando se vê,
    05 Nem ver quando se pensa.

    06 Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)
    07 Isso exige um estudo profundo,
    08 Uma aprendizagem de desaprender [...].
    Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa
    Considere os seguintes aspectos da poesia de Caeiro: a liberdade formal, o vocabulário simples e a tendência ao discurso redundante. No contexto da obra do poeta esses traços
    Escolha uma alternativa para a questão f81603f7-d8
  • F811527C-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    01 O essencial é saber ver,
    02 Saber ver sem estar a pensar,
    03 Saber ver quando se vê,
    04 E nem pensar quando se vê,
    05 Nem ver quando se pensa.

    06 Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)
    07 Isso exige um estudo profundo,
    08 Uma aprendizagem de desaprender [...].
    Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa
    As estrofes confirmam a ideia de que, para Caeiro, o homem deve estabelecer com o mundo uma relação eminentemente
    Escolha uma alternativa para a questão f811527c-d8
  • F7FD54E3-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto para a questão

    Imagem da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Interpretação de Textos
    Adaptado de Roberto Soares Garcia, Folha de S.Paulo, 27/02/2011 
    Considere as seguintes afirmações:

    I. A compreensão do texto se articula ao necessário conhecimento do leitor de comportamentos contemporâneos, como o hábito de enviar mensagens instantâneas e assistir a determinados programas de televisão.
    II. O desconhecimento da possibilidade de o poder público estabelecer leis que possam controlar a vida dos cidadãos pode prejudicar a compreensão da principal tese exposta.
    III. Os exemplos apresentados na conclusão apontam contradições nos hábitos dos cidadãos e funcionam como argumento para a hipótese defendida pelo autor.

    Assinale:
    Escolha uma alternativa para a questão f7fd54e3-d8