Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil
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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 53 de 237.
E17AA019-B4 Leia o trecho extraído do conto “Depois do dilúvio”, presente no livro Contos indígenas brasileiros, de Daniel Munduruku:“Os Kaiurucré continuavam a fazer, com as cinzas, outros animais. Faziam isso sempre de noite. Num certo dia, estando a esculpir um outro bicho, começou a amanhecer e isso era muito perigoso para eles. Para que este bicho ficasse perfeito, faltava apenas a língua, os dentes e algumas unhas. Mas eles não teriam tempo de completar. A solução foi colocar varinhas na boca do animal. – Como vocês não têm dentes – disse o ancestral – comerão apenas formigas. E é por isso que o tamanduá é um animal inacabado, incompleto e imperfeito.”Tendo o episódio do tamanduá como referência e outros mitos Kaigang semelhantes que compõem o conto de Daniel Munduruku, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO
E1749D6E-B4 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual de Montes Claros - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosVeja a reprodução da tela A primeira missa no Brasil, obra de Victor Meirelles, representando a primeira celebração cristã em nossas terras realizada pelo padre lusitano Henrique de Coimbra, em 26 de abril de 1500.

Fazendo uma leitura dos elementos que compõem a tela, todas as alternativas estão corretas, EXCETO
E16EF177-B4 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual de Montes Claros - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia os trechos destacados da obra Boca do Inferno, de Ana Miranda:
“Ah, aquela desgraçada cidade, notável desventura de um povo néscio e sandeu. Gregório de Matos foi informado sobre a morte do alcaide. Sofria ao ver os maus modos de obrar da governança, mas reconhecia que não apenas aos governantes, mas a toda a cidade, o demo se expunha. Não era difícil assinalar os vícios em que alguns moradores se depravavam. Pegou sua pena e começou a anotar” (p. 33).
“– Acho que acabou para sempre tua carreira na Relação Eclesiástica, disse Gonçalo Ravasco, rindo.
– Isso ainda veremos. Tratarei de mandar algumas adulações ao arcebispo. Dos meus versos será templo frequente, onde glórias lhe cante de contino, declarou Gregório de Matos fazendo pantominas.
– Quanta lacônica eloquência!
– Esta é uma grande virtude. Quae fuerant vitia mores sunt. Sim, sim, creio que há vícios que se tornam virtudes. Tudo depende de quando, como e por que se faz a coisa.
– Para ti tudo são vícios, e por isso vives atormentado com medo do inferno.
– Mas tudo hoje são vícios. E vícios hoje são virtudes” (p. 123-124)”
“A CIDADE DA BAHIA cresceu, modificou-se. Mas haveria de ser sempre um cenário de prazer e pecado, que encantava a todos os que viviam ou a visitavam, fossem seres humanos, anjos ou demônios. Não deixaria de ser, nunca, a cidade onde viveu o Boca do Inferno” (p. 331).
Com base na leitura dos trechos e de outros episódios da obra, todas as afirmativas são corretas, EXCETO
E1599696-B4 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual de Montes Claros - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir e responda à questão de que a ele se referem ou que o tomam como ponto de partida.

Assinale a alternativa CORRETA a respeito da “geração canguru” de que fala o texto.
;7C644778-B3 Português
Interpretação de TextosIF Sul - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosA questão se refere ao conto “Maria do Rosário Imaculada dos Santos”, de Conceição Evaristo.Leia o trecho abaixo, retirado do conto “Maria do Rosário Imaculada dos Santos”“A lembrança do dia em que fui roubada voltava incessantemente. Às vezes, com todos os detalhes, ora grosseiramente modificada. Na versão modificada, eu-menina era jogada no porão de um navio pelo casal que tinha me roubado de casa”.EVARISTO, Conceição. “Maria do Rosário Imaculada dos Santos”. p.4Apesar de se tratar de uma reconstrução dos fatos, por meio do sonho ou da imaginação, a nova versão para o rapto mostra-se coerente com algumas experiências vividas por Maria do Rosário, EXCETO:
7C60EE4B-B3 Português
Interpretação de TextosIF Sul - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosA questão se refere ao conto “Maria do Rosário Imaculada dos Santos”, de Conceição Evaristo.Leia as afirmações abaixo sobre a estruturação do enredo do conto “Maria do Rosário Imaculada dos Santos”, de Conceição Evaristo.I - a situação inicial do enredo caracteriza-se por uma cena cotidiana: Maria do Rosário, criança, encontra-se sentada à porta de sua casa junto com sua família.II - o contexto da vida pacata é quebrado pela chegada de um jipe, comandado por um casal de estrangeiros que se aproxima da família dos Santos e dos Reis e que, apesar da dificuldade linguística, consegue convencer os adultos a levar as crianças para um passeio no automóvel.III - o conflito se estabelece com a partida do casal, levando consigo, para outro país, duas crianças: Maria do Rosário e um dos seus irmãos, que, raptados, passarão anos de suas vidas junto aos raptores.IV - o clímax da história, como ponto alto da narrativa, ilustra-se pela angústia internalizada de Maria do Rosário a partir do momento em que toma consciência de que havia sido roubada dos seus.V - a vida apartada de sua origem desencadeia na protagonista o medo de constituir família e a necessidade de se deslocar rumo à cidade natal.VI - a resolução do conflito ocorre com a chegada da protagonista à cidade Flor de Mim, onde, finalmente, reencontra parte de sua família.Mostra-se INCOERENTE com a narrativa o que se afirma em:
7C57587B-B3 Português
Interpretação de TextosIF Sul - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosAs questão se refere ao texto IITexto IILeia o trecho da entrevista ao Le Diplomatique, concedida pelo rapper brasileiro Emicida, quando questionado sobre o seu papel como artista:EMICIDA - Talvez minha cruz seja a liberdade. Tenho um bagulho selvagem. Livre e selvagem, e não estou contando com a compreensão dos outros. No momento que precisávamos romper com a tradição, rompemos, sem medo de ser feliz ou triste.[...]Não chamo a liberdade de cruz por ser ruim, mas a atmosfera do nosso país faz com que a liberdade seja uma parada amaldiçoada quando um preto é livre. Quando você é preto, precisa cumprir com alguns requisitos básicos para ser interpretado como ser humano. As pessoas têm um estereótipo, e se você quebra isso, elas se julgam no direito de colocar o dedo na sua cara.[...]A vida inteira estamos cantando sobre ascensão, quebrar as barreiras e mostrar como a vitória também pode ser possível. Corta para 2017. Um bando de cabaço do MBL (Movimento Brasil Livre) pega uma foto minha em um evento de gala e coloca: “usa um terno de R$ 15 mil e isso é uma grande contradição no discurso dele”. No imaginário dessas e de várias pessoas que corroboram com essa palhaçada, o lugar do preto está definido. Eles nunca se incomodam ao ver um preto na calçada, jogado no lixo, andando pelado, louco na rua ou amontoado em cadeia. Mas quando vê um preto ganhando troféu de “Homem do ano”, com um terno foda, nesse momento consigo ler claramente que a liberdade ofende. Quando damos um passo rumo ao SP Fashion Week, com pretos em toda cadeia de produção, da costureira da Vila Brasilândia a modelo que desfilou, move toda estrutura, e no momento que colocamos esses pretos vivos na capa de todos os jornais do Brasil, as pessoas falam que estamos cobrando caro nas roupas da Laboratório Fantasma… É gente que não faz a menor ideia do que é a nossa história, do que nós falamos, da cadeia que movemos. Na cabeça delas, nosso destino é ser miserável. Não temos o direito de cobrar o que achamos que nosso trabalho vale. Mas aí eu me apego à minha liberdade. Eu quero é que se foda.Disponível em: https://diplomatique.org.br/me-preocupa-o-fato-de-a-poesia-precisar-ser-obvia-pra-caralho-emicida/
De acordo com a entrevista, são exemplos da quebra de paradigma que envolve o negro na sociedade brasileira, EXCETO:
7C4D3746-B3 Português
Interpretação de TextosIF Sul - MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: http://cdn.atividadesparaprofessores.com.br/uploads/preconceito.jpeg Acesso em: 30.10.18
Para a produção de sua crítica, o cartunista faz uso de diferentes recursos, EXCETO o(a):
DC62BA4A-B2 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o infográfico a seguir e responda à questão.

De acordo com o infográfico, considere as afirmativas a seguir.
I. Os pobres e os marginalizados são maioria quando se trata de falta de habilidade de leitura e escrita.
II. Mais da metade dos analfabetos em idade adulta são mulheres.
III. 30% das crianças não completam o ensino primário em países desenvolvidos.
IV. 250 milhões de crianças frequentam a escola primária.
Assinale a alternativa correta.
DC545CE7-B2 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir e responda à questão.’Hitting women isn’t normal’: tackling male violence in BrazilA rehabilitation programme for violent men in Espírito Santo is cutting reoffending rates In the state of Espírito Santo, violence against women is rampant. From 2005 to 2012, the state had the highest rate of murders of women in the country. In the years since, it has been in the top five. Nationwide, almost a third of girls and women said in a 2017 survey that they had suffered violence -– ranging from threats and beatings to attempted murder – during the previous year.The problem permeates all levels of society and it is a huge challenge, says Gracimeri Gaviorno, chief officer of the civil police in Espírito Santo. Gaviorno saw many men reoffend while they waited -– in some cases for years — for their trial, so she decided to do something about it. “You can’t just wait with your arms folded while the justice system takes its time to do something,” she says. In 2016, she worked with psychologists, social workers and other police departments to develop the Homem que é Homem programme to rehabilitate aggressive men.The programme is voluntary and offered to all men who come into contact with the police for violence against women. For those who complete it, there is no reduction in sentencing, but it can be presented to the judge as a kind of character witness. There are seven courses a year, with four 90-minute sessions a week for five weeks. Everyone arrested for violence against women must attend an introductory lecture.Ana Paula Milani, a police psychologist involved in running the programme, says: “I start off explaining that hitting a woman isn’t normal and is a crime, and that there is a programme to help them. The majority of men don’t know why they are there, and even after my lecture, some still think it was the woman’s fault.” For every course, around 60 men will come to the first lecture; around 20 agree to participate in the programme and 15 complete it.Group sessions are run like an AA group. Participants sit in a circle and discussions revolve around gender roles in society. They examine the concept of masculinity -– machismo is rife in Brazil -– and talk about why men are more likely to take drugs and why the male suicide rate is higher. They then discuss how to manage and resolve conflict without resorting to violence. The last meeting is about how to return to having a relationship and how to regain trust. The programme, run by police professionals, has been successful. In its first year, 6% of attendees reoffended; the number fell to 3% in its second year and in 2017, when 73 men completed the course, 2% reoffended. The project has been replicated in three other areas of the state, and there are plans to launch it in two other municipalities.Gaviorno, who was a finalist in the first awards in Brazil to recognise outstanding contributions to the public sector, is aware that the project plays only a small part in tackling violence against women, which she says continues to be “a huge challenge”. “From the female lawyer who asks for something from the judge and gets it because she is pretty, to the woman who is murdered by her husband, there are a lot of layers of sexism in Brazil,” she says. Until this changes, Gaviorno and her colleagues will have their work cut out.(Adaptado de: https://www.theguardian.com/society/2018/aug/23/hitting-women-isnt-normal-tackling-male-violence-brazil. Acesso em: 19 jul. 2018.)Com relação às informações trazidas pelo texto, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Um quinto das mulheres relatam ter sofrido algum tipo de violência no ano de 2017.
( ) A definição de violência restringe-se a tentativas de assassinato.
( ) Outras ações são desnecessárias já que o projeto está sendo bem sucedido.
( ) A violência no Estado do Espírito Santo vem aumentando desde 2005.
( ) O programa tem um papel pequeno no enfrentamento da violência contra a mulher
DC4CA74F-B2 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir e responda à questão.’Hitting women isn’t normal’: tackling male violence in BrazilA rehabilitation programme for violent men in Espírito Santo is cutting reoffending rates In the state of Espírito Santo, violence against women is rampant. From 2005 to 2012, the state had the highest rate of murders of women in the country. In the years since, it has been in the top five. Nationwide, almost a third of girls and women said in a 2017 survey that they had suffered violence -– ranging from threats and beatings to attempted murder – during the previous year.The problem permeates all levels of society and it is a huge challenge, says Gracimeri Gaviorno, chief officer of the civil police in Espírito Santo. Gaviorno saw many men reoffend while they waited -– in some cases for years — for their trial, so she decided to do something about it. “You can’t just wait with your arms folded while the justice system takes its time to do something,” she says. In 2016, she worked with psychologists, social workers and other police departments to develop the Homem que é Homem programme to rehabilitate aggressive men.The programme is voluntary and offered to all men who come into contact with the police for violence against women. For those who complete it, there is no reduction in sentencing, but it can be presented to the judge as a kind of character witness. There are seven courses a year, with four 90-minute sessions a week for five weeks. Everyone arrested for violence against women must attend an introductory lecture.Ana Paula Milani, a police psychologist involved in running the programme, says: “I start off explaining that hitting a woman isn’t normal and is a crime, and that there is a programme to help them. The majority of men don’t know why they are there, and even after my lecture, some still think it was the woman’s fault.” For every course, around 60 men will come to the first lecture; around 20 agree to participate in the programme and 15 complete it.Group sessions are run like an AA group. Participants sit in a circle and discussions revolve around gender roles in society. They examine the concept of masculinity -– machismo is rife in Brazil -– and talk about why men are more likely to take drugs and why the male suicide rate is higher. They then discuss how to manage and resolve conflict without resorting to violence. The last meeting is about how to return to having a relationship and how to regain trust. The programme, run by police professionals, has been successful. In its first year, 6% of attendees reoffended; the number fell to 3% in its second year and in 2017, when 73 men completed the course, 2% reoffended. The project has been replicated in three other areas of the state, and there are plans to launch it in two other municipalities.Gaviorno, who was a finalist in the first awards in Brazil to recognise outstanding contributions to the public sector, is aware that the project plays only a small part in tackling violence against women, which she says continues to be “a huge challenge”. “From the female lawyer who asks for something from the judge and gets it because she is pretty, to the woman who is murdered by her husband, there are a lot of layers of sexism in Brazil,” she says. Until this changes, Gaviorno and her colleagues will have their work cut out.(Adaptado de: https://www.theguardian.com/society/2018/aug/23/hitting-women-isnt-normal-tackling-male-violence-brazil. Acesso em: 19 jul. 2018.)O principal resultado do programa anunciado pela reportagem é que ele estáDC4795CF-B2 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir e responda à questão.’Hitting women isn’t normal’: tackling male violence in BrazilA rehabilitation programme for violent men in Espírito Santo is cutting reoffending rates In the state of Espírito Santo, violence against women is rampant. From 2005 to 2012, the state had the highest rate of murders of women in the country. In the years since, it has been in the top five. Nationwide, almost a third of girls and women said in a 2017 survey that they had suffered violence -– ranging from threats and beatings to attempted murder – during the previous year.The problem permeates all levels of society and it is a huge challenge, says Gracimeri Gaviorno, chief officer of the civil police in Espírito Santo. Gaviorno saw many men reoffend while they waited -– in some cases for years — for their trial, so she decided to do something about it. “You can’t just wait with your arms folded while the justice system takes its time to do something,” she says. In 2016, she worked with psychologists, social workers and other police departments to develop the Homem que é Homem programme to rehabilitate aggressive men.The programme is voluntary and offered to all men who come into contact with the police for violence against women. For those who complete it, there is no reduction in sentencing, but it can be presented to the judge as a kind of character witness. There are seven courses a year, with four 90-minute sessions a week for five weeks. Everyone arrested for violence against women must attend an introductory lecture.Ana Paula Milani, a police psychologist involved in running the programme, says: “I start off explaining that hitting a woman isn’t normal and is a crime, and that there is a programme to help them. The majority of men don’t know why they are there, and even after my lecture, some still think it was the woman’s fault.” For every course, around 60 men will come to the first lecture; around 20 agree to participate in the programme and 15 complete it.Group sessions are run like an AA group. Participants sit in a circle and discussions revolve around gender roles in society. They examine the concept of masculinity -– machismo is rife in Brazil -– and talk about why men are more likely to take drugs and why the male suicide rate is higher. They then discuss how to manage and resolve conflict without resorting to violence. The last meeting is about how to return to having a relationship and how to regain trust. The programme, run by police professionals, has been successful. In its first year, 6% of attendees reoffended; the number fell to 3% in its second year and in 2017, when 73 men completed the course, 2% reoffended. The project has been replicated in three other areas of the state, and there are plans to launch it in two other municipalities.Gaviorno, who was a finalist in the first awards in Brazil to recognise outstanding contributions to the public sector, is aware that the project plays only a small part in tackling violence against women, which she says continues to be “a huge challenge”. “From the female lawyer who asks for something from the judge and gets it because she is pretty, to the woman who is murdered by her husband, there are a lot of layers of sexism in Brazil,” she says. Until this changes, Gaviorno and her colleagues will have their work cut out.(Adaptado de: https://www.theguardian.com/society/2018/aug/23/hitting-women-isnt-normal-tackling-male-violence-brazil. Acesso em: 19 jul. 2018.)Sobre o texto, assinale a alternativa correta.DC3D75D0-B2 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema a seguir.
não vai dar tempo
de viver outra vida
posso perder o trem
pegar a viagem errada
ficar parada
não muda nada
também
pode nunca chegar
a passagem de volta
e meia vamos dar
(RUIZ S., Alice. Dois em um. São Paulo: Iluminuras, 2018. p. 171.)
Com base no poema, considere as afirmativas a seguir.
I. O sujeito lírico defende uma concepção de amor avessa a aventuras e ímpetos.
II. O sujeito lírico deposita ênfase na ideia de aceleração, segundo a qual, é preciso fazer tudo funcionar satisfatoriamente no presente.
III. O terceiro e o quarto versos apontam imagens que remetem a riscos e insucessos.
IV. O sujeito lírico no feminino assume a condição de uma mulher que rejeita a passividade.
Assinale a alternativa correta.
DC395DCE-B2 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema a seguir.primeiro verso do anoé pra vocêbrisa que passadeixando marca de brasa(RUIZ S., Alice. Dois em um. São Paulo: Iluminuras, 2018. p. 83.)Com base no poema, considere as afirmativas a seguir.I. A referência ao termo “verso” constitui a inclinação metalinguística, traço bastante comum nos poemas da autora.II. O tempo aparece como apego ao sentido de renovação, que se valoriza em detrimento de experiências permanentes e intensas.III. O terceiro verso registra a noção de compromisso que coexiste paradoxalmente com a fugacidade.IV. O termo “brasa” estabelece um jogo de palavras com o verso anterior, evidenciando sentidos como leveza e força.Assinale a alternativa correta.DC2C0E42-B2 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir, extraído do conto “Os laços de família”, do livro Laços de família, e responda à questão.Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso. A velha guardara o espelho na bolsa, e fitava-a sorrindo. O rosto usado e ainda bem esperto parecia esforçar-se por dar aos outros alguma impressão da qual o chapéu faria parte. A campainha da Estação tocou de súbito, houve um movimento geral de ansiedade, várias pessoas correram pensando que o trem já partia: mamãe! disse a mulher. Catarina! disse a velha. Ambas se olhavam espantadas, a mala na cabeça de um carregador interrompeu-lhes a visão e um rapaz correndo segurou de passagem o braço de Catarina, deslocando-lhe a gola do vestido. Quando puderam ver-se de novo, Catarina estava sob a iminência de lhe perguntar se não esquecera de nada...– ... Não esqueci de nada? perguntou a mãe.Também a Catarina parecia que haviam esquecido de alguma coisa, e ambas se olhavam atônitas – porque se realmente haviam esquecido, agora era tarde demais. Uma mulher arrastava uma criança, a criança chorava, novamente a campainha da Estação soou... Mamãe, disse a mulher. Que coisa tinham esquecido de dizer uma a outra, e agora era tarde demais. Parecia-lhe que deveriam um dia ter dito assim: sou tua mãe, Catarina. E ela deveria ter respondido: e eu sou tua filha.– Não vá pegar corrente de ar! Gritou Catarina.– Ora menina, sou lá criança, disse a mãe sem deixar porém de se preocupar com a própria aparência.(LISPECTOR, C. Laços de família. 11. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. p. 112-113.)Sobre a frase “Sua mãe lhe doía, era isso.”, na primeira linha do trecho, assinale a alternativa correta.DC238112-B2 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir, extraído do conto “Preciosidade”, do livro Laços de família, e responda à questão.
Não, ela não estava sozinha. Com os olhos franzidos pela incredulidade, no fim longínquo de sua rua, de dentro do vapor, viu dois homens. Dois rapazes vindo. Olhou ao redor como se pudesse ter errado de rua ou de cidade. Mas errara os minutos: saíra de casa antes que a estrela e dois homens tivessem tempo de sumir. Seu coração se espantou.
O primeiro impulso, diante de seu erro, foi o de refazer para trás os passos dados e entrar em casa até que eles passassem: “Eles vão olhar para mim, eu sei, não há mais ninguém para eles olharem e eles vão me olhar muito!” Mas como voltar e fugir, se nascera para a dificuldade. Se toda a sua lenta preparação tinha o destino ignorado a que ela, por culto, tinha que aderir. Como recuar, e depois nunca esquecer a vergonha de ter esperado em miséria atrás de uma porta?
(LISPECTOR, C. Laços de família. 11. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. p. 101-102.)
Com base no trecho, assinale a alternativa correta.DBD3A070-B2 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir e responda à questão.Racismo em tempos modernosDemocracia racial costuma ser um termo utilizado no Brasil por quem, infelizmente, acredita na inexistência de preconceito de cor. Atualmente, as redes sociais são, por excelência, uma amostragem da presença dessa crença muito debatida no século anterior. Dentro da lenda da democracia racial, seus adeptos, consciente ou inconscientemente, reclamam que a ausência de preconceito é justificada pela atmosfera pacífica da convivência social, sem guerras civis, onde quem diz ter um “amigo negro” é absolvido automaticamente após qualquer piada racista ou comentário degradante. E assim foi argumentada por homens como Florestan Fernandes, décadas atrás, ao responder a muitas das questões postas hoje, mas que aparentemente são ignoradas pelos paladinos da negação do racismo sob os interesses dos mais obscuros.No habitat virtual emerge um antigo modelo de discurso que, se antes estava reservado a lugares próprios e passíveis de camuflagens, agora está despido para quem quiser ver. Basta uma notícia de constatação de preconceito racial, que uma burricada surge para reafirmar que o racismo é uma ilusão confeccionada por elementos X ou Y. Isso, é claro, quando não sentenciam os próprios negros por sofrerem racismo. É como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio extermínio. Mas há quem faça.Em suas mastodônticas moralidades, acham que cotas raciais, por exemplo, legitimam o preconceito. Ignoram a estrutura das relações do pós-Abolição, que fortificou uma sociedade desigual não apenas socioeconômica, mas pela cor, como subterfúgio da manutenção das divisões sociais. Divisões que sobrevivem.Em uma sociedade em que, segundo o IBGE (2014), mais de 53% se declaram negros ou pardos, as tentativas de destacar as exceções confirmam o grau de disparidade. Enquanto o acesso profissional e universitário não representar o cotidiano, qualquer discurso de meritocracia é vazio. Não tão distante, ainda sobrevive a frase de George Bernard Shaw: “Faz-se o negro passar a vida a engraxar sapatos e depois prova-se a inferioridade do negro pelo fato de ele ser engraxate”.(Adaptado de: <https://oglobo.globo.com/opiniao/racismo-em-tempos-modernos-18605034. Acesso em: 22 jun. 2018.)Com base no texto, assinale a alternativa correta.88F26B07-B2 Português
Interpretação de TextosFATEC · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder à questão.
13 de maio Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos.
...Nas prisões os negros eram os bodes espiatorios. [....]
Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair.
..Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles brada:
– Viva a mamãe!
A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim:
– “Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina.”
...Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetaculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.
E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome!
29 de maio [....]
...Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá...isto é mentira! Mas, as miserias são reais.
MARIA DE JESUS, Carolina. Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática, 2017. Adaptado.
Assinale a alternativa em que o trecho do diário foi reescrito, mantendo-se as correlações semânticas originais e respeitando-se a variedade culta da língua portuguesa.3ACBF625-B2 Português
Funções morfossintáticas da palavra QUEFATEC · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder à questão.Temple Grandin empacou diante da porteira. Alguns parafusos cravados na madeira lhe saltaram aos olhos. “Tem que limar a cabeça desses parafusos, se não o gado pode se machucar”, aconselhou à dona da fazenda, Carmen Perez, que ao lembrar a cena comentou: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto.”.Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar dos bichos. Professora de ciência animal, ela é autista e dona de uma hipersensibilidade visual e auditiva. Tocada pelas angústias do gado desde a juventude, ela compreendia por que a rês recuava na hora da vacinação, por que atacava um vaqueiro, por que tropeçava, por que mugia. Grandin traduziu esse entendimento em projetos que propunham mudanças no manejo. Hoje, instalações criadas por ela são familiares a quase metade dos bovinos nos Estados Unidos. O Brasil, com seus quase 172 milhões de cabeças de gado, segundo o Censo Agropecuário de 2017, vem aos poucos fazendo ajustes alinhados com as propostas da americana.Em julho passado, Grandin, hoje com 71 anos, veio ao Brasil pela sexta vez. Na fazenda Orvalho das Flores, localizada em Barra do Garças (MT), ela testemunhou como a equipe de Perez conduz suas 2 980 cabeças de Nelore, raça predominante no país. Os vaqueiros massageiam os bezerros, não gritam com os bois, tampouco deixam capas de chuva, correntes ou chapéus no caminho dos animais.A engenheira agrônoma Maria Lucia Pereira Lima foi aluna de pós-doutorado de Grandin na Universidade do Estado do Colorado, em Fort Collins, em 2013. Viajara aos Estados Unidos para aprender como medir o bem-estar dos bovinos e se inteirar de inovações que pudessem ser implantadas em currais brasileiros. Uma delas, por exemplo, tranquiliza o animal conduzido à vacinação: o gado em geral se via obrigado a passar espremido por espaços afunilados. Grandin projetou um acesso em curva, sem cantos, que dá à rês a ilusão de que voltará ao ponto de partida. Outra: uma lâmpada acesa na entrada do tronco de contenção – o equipamento que permite o manejo individual do boi – a indicar o trajeto reduziu em até 90% o uso de choque elétrico durante o processo.[...]No auditório da universidade, outros pesquisadores se revezavam no palco discutindo aspectos econômicos e sociais relacionados ao bem-estar animal. O tempo de manejo cai pela metade nos estabelecimentos agropecuários que seguem os manuais de Grandin. De ovos transportados com cuidado nascem pintinhos sadios. Sem falar na melhor qualidade de vida de quem lida com esses bichos. Vaqueiros bem treinados sofrem menos acidentes no trabalho e desenvolvem uma relação mais harmoniosa nos casamentos. “A melhoria do bem-estar animal melhora o bem-estar humano”, afirmou o zootecnista Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista.Monica Manin <https://tinyurl.com/y8xeoqul> Acesso em: 12.10.2018. Adaptado.
Observe os elementos destacados na passagem: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto”, presente no primeiro parágrafo.As palavras destacadas exercemB8EA26D5-B1 Português
Interpretação de TextosFATEC · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosMemorial de Aires é o último romance escrito por Machado de Assis, tendo sido publicado em 1908, ano da morte do autor. Obra de caráter autobiográfico, apresenta-se como diversas entradas em uma espécie de diário, em que a relação com a velhice, as dificuldades dos relacionamentos amorosos e a futilidade da elite brasileira no final do século XIX são retratadas por meio de um série de episódios que se intercalam.O trecho a seguir foi retirado do prefácio Advertência, que introduz a obra.Quem me leu Esaú e Jacó talvez reconheça estas palavras do prefácio: “Nos lazeres do ofício escrevia o Memorial, que, apesar das páginas mortas ou escuras, apenas daria (e talvez dê) para matar o tempo da barca de Petrópolis”. Referia-me ao Conselheiro Aires. Tratando-se agora de imprimir o Memorial, achou-se que a parte relativa a uns dois anos (1888-1889), se for decotada de algumas circunstâncias, anedotas, descrições e reflexões, — pode dar uma narração seguida, que talvez interesse, apesar da forma de diário que tem. Não houve pachorra de a redigir à maneira daquela outra, — nem pachorra, nem habilidade. Vai como estava, mas desbastada e estreita, conservando só o que liga o mesmo assunto. O resto aparecerá um dia, se aparecer algum dia.ASSIS, Machado de. Memorial de Aires. In:______. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. p. 1096Com base na leitura dos textos e nas obras de Machado de Assis, é correto afirmar que