Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil
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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 64 de 237.
909D7154-6E Leia o poema para responder a questão.Meninos carvoeirosOs meninos carvoeirosPassam a caminho da cidade.– Eh, carvoero!E vão tocando os animais com um relho enorme.Os burros são magrinhos e velhos.Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.A aniagem é toda remendada.Os carvões caem. (Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe,[dobrando-se com um gemido.)– Eh, carvoero!Só mesmo estas crianças raquíticasVão bem com estes burrinhos descadeirados.A madrugada ingênua parece feita para eles...Pequenina, ingênua miséria!Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis! –Eh, carvoero!Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,Encarapitados nas alimáriasApostando corrida,Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos [desamparados!(Manuel Bandeira, Estrela da vida inteira, 1993)Vocabulário:• Relho: chicote• Aniagem: tecido grosseiro usado na confecção de sacos e fardos• Encarapitados: postos no alto• Alimárias: bestas de cargaIdentifica-se a função apelativa da linguagem em9099DA08-6E Português
Interpretação de TextosINSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema para responder a questão.Meninos carvoeirosOs meninos carvoeirosPassam a caminho da cidade.– Eh, carvoero!E vão tocando os animais com um relho enorme.Os burros são magrinhos e velhos.Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.A aniagem é toda remendada.Os carvões caem. (Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe,[dobrando-se com um gemido.)– Eh, carvoero!Só mesmo estas crianças raquíticasVão bem com estes burrinhos descadeirados.A madrugada ingênua parece feita para eles...Pequenina, ingênua miséria!Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis! –Eh, carvoero!Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,Encarapitados nas alimáriasApostando corrida,Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos [desamparados!(Manuel Bandeira, Estrela da vida inteira, 1993)Vocabulário:• Relho: chicote• Aniagem: tecido grosseiro usado na confecção de sacos e fardos• Encarapitados: postos no alto• Alimárias: bestas de cargaAnalisando a organização textual-discursiva do poema, conclui-se corretamente que o seu foco está na908FC336-6E Português
Interpretação de TextosINSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder a questão.
As redes sociais terão papel relevante no sentido de direcionar os temas em debate nas eleições, mas ainda é incerto se as plataformas digitais terão impacto a ponto de mudar o jogo eleitoral no Brasil. O risco de manipulação com notícias não factuais é um ponto importante, ainda mais em um país tão plugado em plataformas digitais, disseram Mirella Sampaio e Felipe Tâmega, economistas da Itaú Asset Management, em entrevista no escritório Bloomberg, na última quinta-feira.
Estudo elaborado pela equipe de Tâmega e Mirella mostrou que 57% do eleitorado brasileiro tem acesso à internet e não apenas os jovens. Com isso, o desafio das fake news é muito grande, tanto para os candidatos quanto para o próprio Tribunal Superior Eleitoral. “E os eleitores não sabem onde buscar para saber se notícias são verdadeiras ou falsas”, segundo Mirella.
“Brasileiro gosta de notícias, interage mais, compartilha com amigos. A impressão que nos dá, principalmente colocando WhatsApp na análise, é que o potencial para notícias falsas ou verdadeiras ecoarem mais fora das câmaras de ressonância parece maior no caso do Brasil”, disse Tâmega. O brasileiro está exposto a mais notícias e mais interações, mas, normalmente, com pessoas que pensam igual a eles, as chamadas câmaras de ressonância, disse Mirella.
Para as eleições de outubro, será importante monitorar o quanto das informações vai vazar das chamadas câmaras de ressonância, onde estão determinados grupos polarizados, para influenciar o chamado eleitor do meio, o que está no centro do espectro político e segue muito indeciso em meio a um quadro fragmentado de candidatos.
Economistas constataram ainda que pessoas extremistas têm mais interesse em política, considerando vários estudos analisados. Um dos estudos observados pelos economistas mostrou que as contas automatizadas motivam até 20% de debates em apoio a político no Twitter.
(https://tecnologia.uol.com.br. 12.04.2018. Adaptado)
Um título coerente com as informações apresentadas no texto é:908C5A8B-6E Português
Interpretação de TextosINSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder a questão.
As redes sociais terão papel relevante no sentido de direcionar os temas em debate nas eleições, mas ainda é incerto se as plataformas digitais terão impacto a ponto de mudar o jogo eleitoral no Brasil. O risco de manipulação com notícias não factuais é um ponto importante, ainda mais em um país tão plugado em plataformas digitais, disseram Mirella Sampaio e Felipe Tâmega, economistas da Itaú Asset Management, em entrevista no escritório Bloomberg, na última quinta-feira.
Estudo elaborado pela equipe de Tâmega e Mirella mostrou que 57% do eleitorado brasileiro tem acesso à internet e não apenas os jovens. Com isso, o desafio das fake news é muito grande, tanto para os candidatos quanto para o próprio Tribunal Superior Eleitoral. “E os eleitores não sabem onde buscar para saber se notícias são verdadeiras ou falsas”, segundo Mirella.
“Brasileiro gosta de notícias, interage mais, compartilha com amigos. A impressão que nos dá, principalmente colocando WhatsApp na análise, é que o potencial para notícias falsas ou verdadeiras ecoarem mais fora das câmaras de ressonância parece maior no caso do Brasil”, disse Tâmega. O brasileiro está exposto a mais notícias e mais interações, mas, normalmente, com pessoas que pensam igual a eles, as chamadas câmaras de ressonância, disse Mirella.
Para as eleições de outubro, será importante monitorar o quanto das informações vai vazar das chamadas câmaras de ressonância, onde estão determinados grupos polarizados, para influenciar o chamado eleitor do meio, o que está no centro do espectro político e segue muito indeciso em meio a um quadro fragmentado de candidatos.
Economistas constataram ainda que pessoas extremistas têm mais interesse em política, considerando vários estudos analisados. Um dos estudos observados pelos economistas mostrou que as contas automatizadas motivam até 20% de debates em apoio a político no Twitter.
(https://tecnologia.uol.com.br. 12.04.2018. Adaptado)
As informações do texto permitem concluir corretamente que9085DA8D-6E Português
PontuaçãoINSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia os textos I e II para responder a questão.
Texto I
A educação virtual é uma arma importante para detectar informações falsas no noticiário, segundo especialistas. Essa “alfabetização” deve contar com esforços de vários setores da sociedade, para evitar que as chamadas fake news tumultuem o debate público, como ocorreu na corrida eleitoral americana e na votação pela saída do Reino Unido da União Europeia.
A dificuldade de identificar notícias falsas afeta até países com melhores índices de escolaridade. Uma pesquisa da Universidade de Stanford apontou, em julho deste ano, que estudantes americanos tiveram problema para checar a credibilidade das informações divulgadas na internet. Dentre 7804 alunos dos ensinos fundamental, médio e superior, 40% não conseguiram detectar fake news.
(http://infograficos.estadao.com.br. Adaptado)
Texto II
“Se uma história é demasiadamente emocionante ou dramática, provavelmente não é real. A verdade é geralmente entediante”, disse a jornalista ucraniana Olga Yurkova durante a palestra inaugural do TED 2018, a série de conferências realizada neste mês em Vancouver, no Canadá.
Em sua apresentação, a ativista engajada no combate a notícias falsas – cofundadora do site StopFake – disse que as chamadas fake news são “uma ameaça à democracia e à sociedade”. Prossegue: “As pessoas já não sabem o que é real e o que é falso. Muitas deixaram de acreditar e isso é ainda mais perigoso.”
Yurkova lançou o StopFake em 2014 para abordar o problema na Ucrânia. Desde então, o grupo evoluiu até se transformar em uma sofisticada organização de comprovação de fatos em 11 idiomas.
Com esse trabalho, a organização revelou, até agora, mais de mil histórias mentirosas na Ucrânia e ensinou a mais de 10 mil pessoas de todo o mundo a reconhecer quando uma notícia é falsa.
(http://www.bbc.com. Adaptado)
Observe as passagens:• Essa “alfabetização” deve contar com esforços de vários setores da sociedade... (Texto I, 1o parágrafo);• ... as chamadas fake news são “uma ameaça à democracia e à sociedade”. (Texto II, 2o parágrafo).O uso das aspas nos dois textos reporta, correta e respectivamente,9082B28A-6E Português
Interpretação de TextosINSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia os textos I e II para responder a questão.
Texto I
A educação virtual é uma arma importante para detectar informações falsas no noticiário, segundo especialistas. Essa “alfabetização” deve contar com esforços de vários setores da sociedade, para evitar que as chamadas fake news tumultuem o debate público, como ocorreu na corrida eleitoral americana e na votação pela saída do Reino Unido da União Europeia.
A dificuldade de identificar notícias falsas afeta até países com melhores índices de escolaridade. Uma pesquisa da Universidade de Stanford apontou, em julho deste ano, que estudantes americanos tiveram problema para checar a credibilidade das informações divulgadas na internet. Dentre 7804 alunos dos ensinos fundamental, médio e superior, 40% não conseguiram detectar fake news.
(http://infograficos.estadao.com.br. Adaptado)
Texto II
“Se uma história é demasiadamente emocionante ou dramática, provavelmente não é real. A verdade é geralmente entediante”, disse a jornalista ucraniana Olga Yurkova durante a palestra inaugural do TED 2018, a série de conferências realizada neste mês em Vancouver, no Canadá.
Em sua apresentação, a ativista engajada no combate a notícias falsas – cofundadora do site StopFake – disse que as chamadas fake news são “uma ameaça à democracia e à sociedade”. Prossegue: “As pessoas já não sabem o que é real e o que é falso. Muitas deixaram de acreditar e isso é ainda mais perigoso.”
Yurkova lançou o StopFake em 2014 para abordar o problema na Ucrânia. Desde então, o grupo evoluiu até se transformar em uma sofisticada organização de comprovação de fatos em 11 idiomas.
Com esse trabalho, a organização revelou, até agora, mais de mil histórias mentirosas na Ucrânia e ensinou a mais de 10 mil pessoas de todo o mundo a reconhecer quando uma notícia é falsa.
(http://www.bbc.com. Adaptado)
A leitura comparativa dos textos permite concluir que907F1326-6E Português
Interpretação de TextosINSPER · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia os textos I e II para responder a questão.
Texto I
A educação virtual é uma arma importante para detectar informações falsas no noticiário, segundo especialistas. Essa “alfabetização” deve contar com esforços de vários setores da sociedade, para evitar que as chamadas fake news tumultuem o debate público, como ocorreu na corrida eleitoral americana e na votação pela saída do Reino Unido da União Europeia.
A dificuldade de identificar notícias falsas afeta até países com melhores índices de escolaridade. Uma pesquisa da Universidade de Stanford apontou, em julho deste ano, que estudantes americanos tiveram problema para checar a credibilidade das informações divulgadas na internet. Dentre 7804 alunos dos ensinos fundamental, médio e superior, 40% não conseguiram detectar fake news.
(http://infograficos.estadao.com.br. Adaptado)
Texto II
“Se uma história é demasiadamente emocionante ou dramática, provavelmente não é real. A verdade é geralmente entediante”, disse a jornalista ucraniana Olga Yurkova durante a palestra inaugural do TED 2018, a série de conferências realizada neste mês em Vancouver, no Canadá.
Em sua apresentação, a ativista engajada no combate a notícias falsas – cofundadora do site StopFake – disse que as chamadas fake news são “uma ameaça à democracia e à sociedade”. Prossegue: “As pessoas já não sabem o que é real e o que é falso. Muitas deixaram de acreditar e isso é ainda mais perigoso.”
Yurkova lançou o StopFake em 2014 para abordar o problema na Ucrânia. Desde então, o grupo evoluiu até se transformar em uma sofisticada organização de comprovação de fatos em 11 idiomas.
Com esse trabalho, a organização revelou, até agora, mais de mil histórias mentirosas na Ucrânia e ensinou a mais de 10 mil pessoas de todo o mundo a reconhecer quando uma notícia é falsa.
(http://www.bbc.com. Adaptado)
A informação comum aos dois textos diz respeito à74B7E005-6E Inglês
Sinônimos | SynonymsUERJ · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
The global health community has largely come to realize that public health preparedness is crucial (ℓ. 23-24)
Another word from the text that may replace the underlined one above without significant change in meaning is:
32651A38-58 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
In today’s political climate, it sometimes feels like we can’t even agree on basic facts. We bombard each other with statistics and figures, hoping that more data will make a difference. A progressive person might show you the same climate change graphs over and over while a conservative person might point to the trillions of dollars of growing national debt. We’re left wondering, “Why can’t they just see? It’s so obvious!”
Certain myths are so pervasive that no matter how many experts disprove them, they only seem to grow in popularity. There’s no shortage of serious studies showing no link between autism and vaccines, for example, but these are no match for an emotional appeal to parents worried for their young children.
Tali Sharot, a cognitive neuroscientist at University College London, studies how our minds work and how we process new information. In her upcoming book, The Influential Mind, she explores why we ignore facts and how we can get people to actually listen to the truth. Tali shows that we’re open to new information – but only if it confirms our existing beliefs. We find ways to ignore facts that challenge our ideals. And as neuroscientist Bahador Bahrami and colleagues have found, we weigh all opinions as equally valid, regardless of expertise.
So, having the data on your side is not always enough. For better or for worse, Sharot says, emotions may be the key to changing minds.
(Shankar Vedantam. www.npr.org. Adaptado.)
No trecho do segundo parágrafo “but these are no match for an emotional appeal to parents worried for their young children”, o termo sublinhado refere-se a325EB061-58 Inglês
Vocabulário | VocabularyUNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
In today’s political climate, it sometimes feels like we can’t even agree on basic facts. We bombard each other with statistics and figures, hoping that more data will make a difference. A progressive person might show you the same climate change graphs over and over while a conservative person might point to the trillions of dollars of growing national debt. We’re left wondering, “Why can’t they just see? It’s so obvious!”
Certain myths are so pervasive that no matter how many experts disprove them, they only seem to grow in popularity. There’s no shortage of serious studies showing no link between autism and vaccines, for example, but these are no match for an emotional appeal to parents worried for their young children.
Tali Sharot, a cognitive neuroscientist at University College London, studies how our minds work and how we process new information. In her upcoming book, The Influential Mind, she explores why we ignore facts and how we can get people to actually listen to the truth. Tali shows that we’re open to new information – but only if it confirms our existing beliefs. We find ways to ignore facts that challenge our ideals. And as neuroscientist Bahador Bahrami and colleagues have found, we weigh all opinions as equally valid, regardless of expertise.
So, having the data on your side is not always enough. For better or for worse, Sharot says, emotions may be the key to changing minds.
(Shankar Vedantam. www.npr.org. Adaptado.)
No trecho do primeiro parágrafo “A progressive person might show you the same climate change graphs over and over while a conservative person might point to the trillions of dollars of growing national debt”, o termo sublinhado indica sentido de325B76FE-58 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
In today’s political climate, it sometimes feels like we can’t even agree on basic facts. We bombard each other with statistics and figures, hoping that more data will make a difference. A progressive person might show you the same climate change graphs over and over while a conservative person might point to the trillions of dollars of growing national debt. We’re left wondering, “Why can’t they just see? It’s so obvious!”
Certain myths are so pervasive that no matter how many experts disprove them, they only seem to grow in popularity. There’s no shortage of serious studies showing no link between autism and vaccines, for example, but these are no match for an emotional appeal to parents worried for their young children.
Tali Sharot, a cognitive neuroscientist at University College London, studies how our minds work and how we process new information. In her upcoming book, The Influential Mind, she explores why we ignore facts and how we can get people to actually listen to the truth. Tali shows that we’re open to new information – but only if it confirms our existing beliefs. We find ways to ignore facts that challenge our ideals. And as neuroscientist Bahador Bahrami and colleagues have found, we weigh all opinions as equally valid, regardless of expertise.
So, having the data on your side is not always enough. For better or for worse, Sharot says, emotions may be the key to changing minds.
(Shankar Vedantam. www.npr.org. Adaptado.)
De acordo com o texto, as pessoas3248094C-58 Literatura
Classificação dos Gêneros LiteráriosUNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosRicardo Reis é, assim, o heterônimo clássico, ou melhor, neoclássico: sua visão da realidade deriva da Antiguidade greco-latina. Seus modelos de vida e de poesia, buscou-os na Grécia e em Roma.
(Massaud Moisés. “Introdução”. In: Fernando Pessoa. O guardador de rebanhos e outros poemas, 1997.)
Levando-se em consideração esse comentário, pertencem a Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa (1888-1935), os versos:
32324419-58 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
(Poemas escolhidos, 2010.)
Verifica-se a ocorrência de um termo subentendido, mas citado no verso anterior, em:321BA886-58 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.
A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.
Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.
Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.
Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.
E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.
De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.
Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.
Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.
(Os melhores contos, 1997.)
1 batelão: embarcação movida a remo.
2 rincho: relincho.
3 flaubert: um tipo de espingarda.
Ao se converter o trecho “Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela” (7° parágrafo) para o discurso direto, o verbo “confessara” assume a forma:56B55C3C-07 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCentro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder à questão.New crab species honors Harry PotterA recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.(Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
De acordo com o sexto parágrafo,56AC46F2-07 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCentro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder à questão.New crab species honors Harry PotterA recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.(Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
No trecho do quarto parágrafo “a new species and genus was only realized”, o termo em destaque pode ser substituído, sem alteração de sentido, por56A52636-07 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionCentro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto para responder à questão.New crab species honors Harry PotterA recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.(Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
No trecho do terceiro parágrafo “The latter species part of its name”, o termo em destaque refere-se a565190E0-07 Português
Interpretação de TextosCentro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto de Eliane Brum para responder à questão.Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana. O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possibilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o embate no campo da política muito mais democrático.Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto que me parece muito profundo e definidor de nossas relações atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indígenas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esvaziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contexto. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiência alterou nosso cotidiano para muito além da rede.(“A boçalidade do mal”. http://brasil.elpais.com, 02.03.2015. Adaptado.)
Segundo a autora, a “boçalidade do mal”56342486-07 Português
Interpretação de TextosCentro Universitário São Camilo · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o poema “pobre alimária” de Oswald de Andrade (1890-1954), publicado em 1925.pobre alimária1O cavalo e a carroçaEstavam atravancados nos trilhosE como o motorneiro² se impacientassePorque levava os advogados para os escritórios
Desatravancaram o veículoE o animal disparou Mas o lesto³ carroceiroTrepou na boleiaE castigou o fugitivo atreladoCom um grandioso chicote(Obras completas, vol 7, 1974.)¹ alimária: animal quadrúpede.² motorneiro: indivíduo que dirige bonde.³ lesto: ágil, ligeiro.
É correto afirmar que o poemaA84D1599-02 Português
Interpretação de TextosUEG · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia com atenção o texto a seguir para responder à questão.
SIBILIA, Paula. O homem pós-orgânico: a alquimia dos corpos e das almas à luz das tecnologias digitais. 2. ed. Rio de Janeiro:Contraponto, 2015. p. 34-36. (Adaptado).
O quarto parágrafo do texto desempenha a seguinte função argumentativa: