Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil

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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 68 de 237.

  • 48AA2F6F-F9

    Português

    Coesão e coerência
    UNIVILLE Universidade · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Marque com V as afirmações verdadeiras e com F as falsas.



    ( ) Na peça de teatro original, escrita por Ariano Suassuna, o romance da história é vivido por Rosinha e Chicó, cujo casamento foi realizado pelo Padre João, logo após o enterro do cachorro.


    ( ) A mendiga Duzu-Querença é uma personagem da obra Olhos d’Água que teima em "enfeitar a vida", alegrando-se em visões e sonhos que ficaram perdidos no meio do caminho. Isso pode ser observado no fragmento a seguir: “Ela, ali no meio, se sentia como um pássaro que ia por cima de tudo e de todos. Sobrevoava o morro, o mar, a cidade. As pernas doíam, mas possuía asas para voar. Duzu voava no alto do morro. Voava quando perambulava pela cidade. Voava quando estava ali sentada à porta da igreja. Duzu estava feliz. Havia se agarrado aos delírios, entorpecendo a dor. E foi se misturando às roupas do varal que ela ganhara asas e assim viajava, voava, distanciando-se o mais possível do real”.


    ( ) O conselheiro Aires é uma espécie de alter ego de Machado de Assis mesmo, não só pelo fato de ser o “autor” de Esaú e Jacó, mas também por encarnar em si, como narrador, todos os pensamentos acerca da literatura do escritor carioca nos vários trechos e capítulos mínimos.


    ( ) Na obra Quarenta Dias, de Maria Valéria Rezende, a protagonista descreve em um caderno os diálogos com sua filha recém-nascida, como em: “Oi, boneca, bom dia. Acabo de folhear seu caderno e dar uma lida em diagonal nas últimas páginas. Reparou que muitas folhas atrás parei de falar com minha filha? É bom ou mau sinal?”


    A sequência correta, de cima para baixo, é: 

    Escolha uma alternativa para a questão 48aa2f6f-f9
  • 4887B7B0-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIVILLE Universidade · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 2: Quando a carne é fraca!


         A polêmica e controversa operação no complexo da carne, que rendeu muita dor de cabeça às autoridades e aos envolvidos, além de muito falatório, de certa forma até desproporcional, revela um problema maior que ainda persiste nas ações de alguns gestores e entes públicos: o uso de estratagemas, amplamente questionáveis, para se alcançar os objetivos empresariais.

         Desde os primórdios da administração moderna de Henry Ford, no início do século 20 na indústria automotiva americana, um arcabouço tecnológico, repleto de estratégias, práticas e técnicas de gestão está à disposição de administradores para melhorarem suas performances e, assim, galgarem posicionamentos competitivos para seus produtos e empresas. Das moderníssimas máquinas robotizadas à psicologia organizacional, o repertório é farto e facilmente acessível!

         Respeitando-se as proporções dadas ao episódio, que vem à tona com o aprofundamento da análise da operação como um todo, infelizmente, e, principalmente, ao confrontar o que é fato real, passível de punição ao rigor da Lei, ao que se pode caracterizar como especulação no imaginário popular, a pergunta que vale um milhão de dólares, ou bilhões, no caso em questão é: o que leva um gestor ou empresa a procurar o caminho mais curto e rápido?

        Encheria uma centena de páginas se tentasse decifrar os devaneios da mente humana ao buscar respostas para a pergunta acima. Mas tenho apenas a pretensão de chamar atenção a um aspecto: até que ponto, colocar a reputação e imagem de uma empresa e setor como um todo compensa? É realmente necessário usar estratagemas questionáveis para alcançar resultados superiores?

        Na história corporativa recente, os exemplos são mais que suficientes para tomarmos consciência, em definitivo, que perpetuar o negócio de maneira sustentável não é somente uma questão de sobrevivência, mas de inteligência do executivo.

         Essa mesma história tem nos mostrado que décadas de construção de uma imagem e reputação vertem rio abaixo, como uma lama, diante de práticas discutíveis, para ser leve com as palavras. É chegado o momento de as práticas corporativas sustentáveis ocuparem um lugar, na agenda dos gestores, de forma tão ou até mais essenciais que o lucro.

         Práticas sustentáveis, como o uso racional dos bens de produção, de energias limpas e renováveis, manejo respeitoso e pacífico à fauna e flora, relações institucionais pautadas pela transparência e apreço às leis, dentre tantas outras, hão que fazer parte de uma agenda maior, de Educação para a Sustentabilidade Empresarial. Mais que uma postura, é um anseio da sociedade, que fica evidente pela tamanha repercussão alcançada deste episódio. Há que se refletir seriamente: não serão essas práticas que, no futuro, proporcionarão os tão almejados lucros? Há que se inverter essa ordem! 

    DALTO, Carlos Eduardo. Disponível em: https://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/188928-quando-a-carne-e-fraca-por-carlos-eduardo-dalto.html#.WRnux-srKM8>. Acesso em: 15 de mai. 2017. Adaptado. 

    Considerando o que consta no texto 2, infere-se que:
    Escolha uma alternativa para a questão 4887b7b0-f9
  • F9186F8A-F9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Após a leitura das tiras cômicas, infere-se que
    Escolha uma alternativa para a questão f9186f8a-f9
  • F90AC2AD-F9

    Inglês

    Análise sintática | Syntax Parsing
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 3


    Imagem da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2017, Análise sintática | Syntax Parsing


    Dinner and a movie. A walk in a park after a picnic for two. They might not be original, but these are classic date ideas.

    Do people your age go out on dates? Or are you more likely to hang out with a big group of people that includes people who are seeing each other exclusively?

    In "The End of Courtship?" Alex Williams writes about Shani Silver, who recently waited to hear from the guy who had asked her on a "date" that evening: at 10 p.m., he texted to ask if she wanted to join him and "a bunch of friends from college" at the place where they were hanging out:

    Turned off, she fired back a text message, politely declining. But in retrospect, she might have adjusted her expectations. "The word 'date‘ should almost be stricken from the dictionary," Ms. Silver said. "Dating culture has evolved to a cycle of text messages, each one requiring the code-breaking skills of a cold war spy to interpret."

    "It‘s one step below a date, and one step above a high-five," she added. Dinner at a romantic new bistro? Forget it. Women in their 20s these days are lucky to get a last-minute text to tag along. Raised in the age of so-called "hookup culture," millennials — who are reaching an age where they are starting to think about settling down — are subverting the rules of courtship.

    Instead of dinner and a movie, which seems as obsolete as a rotary phone, they rendezvous over phone texts, Facebook posts, instant messages and other "non-dates" that are leaving a generation confused about how to land a boyfriend or girlfriend.

    "The new date is 'hanging out,' " said Denise Hewett, 24, an associate television producer in Manhattan, who is currently developing a show about this frustrating new romantic landscape. As one male friend recently told her: "I don‘t like to take girls out. I like to have them join in on what I‘m doing — going to an event, a concert." 

    (…) Relationship experts point to technology as another factor in the upending of dating culture.

    Traditional courtship — picking up the telephone and asking someone on a date — required courage, strategic planning and a considerable investment of ego (by telephone, rejection stings). Not so with texting, e-mail, Twitter or other forms of "asynchronous communication," as techies call it. In the context of dating, it removes much of the need for charm; it‘s more like dropping a line in the water and hoping for a nibble.

    "I‘ve seen men put more effort into finding a movie to watch on Netflix Instant than composing a coherent message to ask a woman out," said Anna Goldfarb, 34, an author and blogger in Moorestown, N.J. A typical, annoying query is the last-minute: "Is anything fun going on tonight?" (…)

    BY SHANNON DOYNE Disponível em: https://mobile.nytimes.com/blogs/learning/2013/01/14/ is-the-date-a-thing-of-the-past/? Adaptado.

    Observe o parágrafo 4: “Instead of dinner and a movie, which seems as obsolete as a rotary phone, they rendezvous over phone texts, Facebook posts, instant messages and other “non-dates” that are leaving a generation confused about how to land a boyfriend or girlfriend.”


    As partes sublinhadas contêm, respectivamente,

    Escolha uma alternativa para a questão f90ac2ad-f9
  • F906DCF2-F9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 3


    Imagem da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Dinner and a movie. A walk in a park after a picnic for two. They might not be original, but these are classic date ideas.

    Do people your age go out on dates? Or are you more likely to hang out with a big group of people that includes people who are seeing each other exclusively?

    In "The End of Courtship?" Alex Williams writes about Shani Silver, who recently waited to hear from the guy who had asked her on a "date" that evening: at 10 p.m., he texted to ask if she wanted to join him and "a bunch of friends from college" at the place where they were hanging out:

    Turned off, she fired back a text message, politely declining. But in retrospect, she might have adjusted her expectations. "The word 'date‘ should almost be stricken from the dictionary," Ms. Silver said. "Dating culture has evolved to a cycle of text messages, each one requiring the code-breaking skills of a cold war spy to interpret."

    "It‘s one step below a date, and one step above a high-five," she added. Dinner at a romantic new bistro? Forget it. Women in their 20s these days are lucky to get a last-minute text to tag along. Raised in the age of so-called "hookup culture," millennials — who are reaching an age where they are starting to think about settling down — are subverting the rules of courtship.

    Instead of dinner and a movie, which seems as obsolete as a rotary phone, they rendezvous over phone texts, Facebook posts, instant messages and other "non-dates" that are leaving a generation confused about how to land a boyfriend or girlfriend.

    "The new date is 'hanging out,' " said Denise Hewett, 24, an associate television producer in Manhattan, who is currently developing a show about this frustrating new romantic landscape. As one male friend recently told her: "I don‘t like to take girls out. I like to have them join in on what I‘m doing — going to an event, a concert." 

    (…) Relationship experts point to technology as another factor in the upending of dating culture.

    Traditional courtship — picking up the telephone and asking someone on a date — required courage, strategic planning and a considerable investment of ego (by telephone, rejection stings). Not so with texting, e-mail, Twitter or other forms of "asynchronous communication," as techies call it. In the context of dating, it removes much of the need for charm; it‘s more like dropping a line in the water and hoping for a nibble.

    "I‘ve seen men put more effort into finding a movie to watch on Netflix Instant than composing a coherent message to ask a woman out," said Anna Goldfarb, 34, an author and blogger in Moorestown, N.J. A typical, annoying query is the last-minute: "Is anything fun going on tonight?" (…)

    BY SHANNON DOYNE Disponível em: https://mobile.nytimes.com/blogs/learning/2013/01/14/ is-the-date-a-thing-of-the-past/? Adaptado.

    Observe as falas do texto e a análise atribuída a cada uma delas; em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão f906dcf2-f9
  • F8F69D5F-F9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1


    Imagem da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension


    US President Donald Trump has defended his use of social media in a series of tweets, following a row over comments he made about two MSNBC TV presenters.


    "My use of social media is not presidential – it's modern day presidential," he tweeted on Saturday.

    His tweets are condemned by Democrats and Republicans alike, despite the White House springing to his defence.

    Mr Trump's aides have previously expressed concern over his tweets.

    But the president said on Saturday that social media gave him the opportunity to connect directly to the public, bypassing the mainstream media, whose content Mr Trump regularly labels as "fake news".

    "The FAKE & FRAUDULENT NEWS MEDIA is working hard to convince Republicans and others I should not use social media," he tweeted, adding: "But remember, I won the 2016 election with interviews, speeches and social media."

    Mr Trump also stepped up his attack on CNN after the US news network retracted an article alleging that one of the president's aides was under investigation by Congress.

    "I am extremely pleased to see that @CNN has finally been exposed as #FakeNews and garbage journalism. It's about time!"

    The story that caused the upset, which was later removed from the website following an internal investigation, resulted in the resignations of three CNN journalists: Thomas Frank, investigative unit editor and Pulitzer Prize winner Eric Lictblau and Lex Harris, who oversaw the investigations unit.

    Disponível em: http://www.bbc.com/news/world-us-canada-40471536. 

    According to the text, Mr. Trump likes to use the social media because
    Escolha uma alternativa para a questão f8f69d5f-f9
  • F8F25027-F9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Texto 1


    Imagem da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension


    US President Donald Trump has defended his use of social media in a series of tweets, following a row over comments he made about two MSNBC TV presenters.


    "My use of social media is not presidential – it's modern day presidential," he tweeted on Saturday.

    His tweets are condemned by Democrats and Republicans alike, despite the White House springing to his defence.

    Mr Trump's aides have previously expressed concern over his tweets.

    But the president said on Saturday that social media gave him the opportunity to connect directly to the public, bypassing the mainstream media, whose content Mr Trump regularly labels as "fake news".

    "The FAKE & FRAUDULENT NEWS MEDIA is working hard to convince Republicans and others I should not use social media," he tweeted, adding: "But remember, I won the 2016 election with interviews, speeches and social media."

    Mr Trump also stepped up his attack on CNN after the US news network retracted an article alleging that one of the president's aides was under investigation by Congress.

    "I am extremely pleased to see that @CNN has finally been exposed as #FakeNews and garbage journalism. It's about time!"

    The story that caused the upset, which was later removed from the website following an internal investigation, resulted in the resignations of three CNN journalists: Thomas Frank, investigative unit editor and Pulitzer Prize winner Eric Lictblau and Lex Harris, who oversaw the investigations unit.

    Disponível em: http://www.bbc.com/news/world-us-canada-40471536. 

    What does Mr. Trump call "the fake and fraudulent news media"?
    Escolha uma alternativa para a questão f8f25027-f9
  • F8A73C96-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Paulo Leminski, Décio Pignatari e os irmãos Campos, Haroldo e Augusto, conseguiram desenvolver poemas visuais, que associam o lirismo a um tom plurissignificativo e, às vezes, crítico leve. Observe os poemas a seguir:


    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos

    Analise as afirmativas a seguir e coloque V nas verdadeiras e F nas falsas.


    ( ) No poema 4, a linguagem visual e a verbal criam um todo inseparável, uma vez que as próprias palavras formam o símbolo de infinito, sendo possível realizar a leitura em, pelo menos, duas direções.

    ( ) Há duas possibilidades de leitura no poema 4, o que caracteriza a plurissignificação da poesia concreta.

    ( ) Trata-se de dois poemas concretos em que, no primeiro, predomina a linguagem verbal e, no segundo, a linguagem visual.

    ( ) No poema 5, o título repete o primeiro verso, razão pela qual se deduz tratar-se de prática exclusivamente do Concretismo.

    ( ) Há certa ironia no tema do poema 5, quando o eu lírico admite, no último dístico, que, só aos setenta, vai chegar à consciência plena.


    Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão f8a73c96-f9
  • F8A3191C-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A infância é um dos temas presentes na poesia lírica da maioria dos poetas. Bandeira, Drummond e João Cabral não são exceções. Cada um deles tratou do tema, obedecendo às suas concepções de lirismo. Leia os três poemas a seguir:


    Figura 1 de 4 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos

    Disponível: http://www.sabrio.org.br/wp-content/uploads/2011/09/antiga_brincadeira_crianca_19.jpg


    Poema 1

    Profundamente

    Manuel Bandeira


    Quando ontem adormeci

    Na noite de São João

    Havia alegria e rumor

    Estrondos de bombas luzes de Bengala

    Vozes, cantigas e risos

    Ao pé das fogueiras acesas.


    No meio da noite despertei

    Não ouvi mais vozes nem risos

    Apenas balões

    Passavam errantes

    Silenciosamente

    Apenas de vez em quando

    O ruído de um bonde

    Cortava o silêncio

    Como um túnel.

    Onde estavam os que há pouco

    Dançavam

    Cantavam

    E riam

    Ao pé das fogueiras acesas?

    — Estavam todos dormindo

    Estavam todos deitados

    Dormindo

    Profundamente 


    Figura 2 de 4 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos


                     *

    Quando eu tinha seis anos

    Não pude ver o fim da festa de São João

    Porque adormeci


    Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo

    Minha avó Meu avô

    Totônio Rodrigues

    Tomásia

    Rosa

    Onde estão todos eles?


    — Estão todos dormindo

    Estão todos deitados

    Dormindo

    Profundamente. 


    Figura 3 de 4 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos


    Poema 2

    Infância

    Carlos Drummond de Andrade


    Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.

    Minha mãe ficava sentada cosendo.

    Meu irmão pequeno dormia.

    Eu sozinho menino entre mangueiras

    lia a história de Robinson Crusoé,

    comprida história que não acaba mais.


    No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu

    a ninar nos longes da senzala - e nunca se esqueceu

    chamava para o café.

    Café preto que nem a preta velha

    café gostoso

    café bom.


    Minha mãe ficava sentada cosendo

    olhando para mim:

    - Psiu... Não acorde o menino.

    Para o berço onde pousou um mosquito.

    E dava um suspiro... que fundo!


    Lá longe meu pai campeava

    no mato sem fim da fazenda.


    E eu não sabia que minha história

    era mais bonita que a de Robinson Crusoé.


    Poema 3

    Figura 4 de 4 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos


    Infância

    João Cabral de Melo Neto

    Sobre o lado ímpar da memória

    o anjo da guarda esqueceu

    perguntas que não se respondem.

    Seriam hélices

    aviões locomotivas

    timidamente precocidade

    balões-cativos si-bemol?

    Mas meus dez anos indiferentes

    rodaram mais uma vez

    nos mesmos intermináveis carrosséis. 

    Sobre eles, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão f8a3191c-f9
  • F89B8D84-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos

    Acerca do papel dos elementos verbais e não verbais na leitura e interpretação do Texto 2, analise as afirmativas a seguir.


    I. A citação do famoso verso de Carlos Drummond de Andrade serve para sustentar o ponto de vista de que o analfabetismo constitui, de fato, um empecilho na vida das pessoas.


    II. Após a citação totalmente legível do verso de Drummond, a reunião aleatória de letras (BCEPE) bem como o uso de letras desconhecidas tornam o citado verso parcialmente – e depois, totalmente – ilegível, um recurso que alude aos diferentes graus de (an)alfabetismo.


    III. A figura humana segura uma folha na mão direita, abaixo da linha de visão, indicando que não lê o texto; na mão esquerda, a folha está erguida na altura da linha de visão e o olhar se volta para ela, numa evidente atitude de busca. A montagem da cena procura contrastar visualmente os termos "analfabeto absoluto", à direita da figura humana, e "analfabeto funcional", à sua esquerda.


    IV. Recursos multimodais como mapas, contrastes de cor, destaques por meio do tipo e tamanho da fonte, etc. poderiam ser dispensados em favor de um texto verbal em que predominassem os recursos da coesão referencial, mais adequados aos textos de teor informativo.


    Estão CORRETAS

    Escolha uma alternativa para a questão f89b8d84-f9
  • F8931FAB-F9

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Como o Facebook nos transformou em leitores desatentos 


    (1)     Sinto que venho me tornando um leitor menos atento. Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem. Para ganhar concentração, muitas vezes tenho de me isolar, abrir um livro físico (com o digital fica mais difícil ter foco), respirar fundo e, então, curtir a história. Situação preocupante, principalmente para um leitor voraz como eu. Só que se torna ainda mais alarmante quando noto que amigos, colegas de escrita, repetem essa reclamação em tom uniforme. O que ocorre? Será que há algum mal universal que nos faz ler cada vez pior? (

    2)     Não chamaria de "mal", mas de "cenário". Trata-se do mundo das redes sociais. Se antes nos acostumamos a livros e revistas, a mergulhar em cada informação (e era tão pouca!) que surgia à nossa frente, agora surfamos pelos dados (e são tantos!), preocupando-nos mais com a próxima onda do que com a que passou. Vamos de um lado para outro, freneticamente, lendo status no Twitter, no Facebook; vendo fotos no Instagram (imagens, afinal, são uma espécie de "leitura"), matérias em revistas, jornais e sites; acessando blogs; assistindo a séries no Netflix. Corremos os olhos do computador para o notebook, para o Kindle, para o smartphone, para o tablet, para um livro impresso… Para a próxima invenção que colar, seja um relógio com mais informações vindas de seu pulso, seja um par de óculos mostrando tudo bem à frente. Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas – e tenha isso como elogio e crítica ao mesmo tempo.

    (3)     Sim, há vantagens: agora também somos ligeiros. Viramos craques em consumir informações com rapidez. Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador e conferimos mensagens no WhatsApp. Nossas mentes estão ágeis.

    (4)     Pelo bem, pelo mal, há uma mutação em curso. Somos leitores diferentes. Algo tem ocorrido em nosso cérebro que mudou nossos processos cognitivos. Enquanto os mais velhos podem até ter dificuldades para lidar com o universo do touch, da comunicação instantânea, uma criança de poucos anos sabe navegar com talento pelo iPad. Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas.

    (5)     Uma série de trabalhos científicos tem sido publicada sobre essa transformação do hábito de ler. Um dos estudiosos do tema é o escritor americano Nicholas Carr. Em um agora já clássico artigo para a revista The Atlantic, ele diz: "Nos últimos anos, tenho a sensação desconfortável de que alguém ou algo tem pregado peças com meu cérebro (…). Sinto isso ainda mais forte quando leio. Imergir em um livro ou em um longo artigo era fácil (…). Agora, minha concentração se perde frequentemente depois de duas ou três páginas (…). Acho que sei o que está ocorrendo. Por mais de uma década, tenho gastado tempo demais on-line."

    (6) Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado. A neurocientista Maryanne Wolf, do Centro de Pesquisas de Leitura e Linguagem da Universidade Tufts, de Boston, vai ainda mais fundo na análise. Para ela, a era da internet tem moldado o cérebro, capaz de se adaptar, de repaginar a rede de sinapses dos neurônios, de acordo com o tipo de leitura que faz. Em um de seus livros, avisa: "Livros sempre foram uma forma de se aventurar, trabalhar a imaginação e crescer intelectualmente. Porém, na era da internet, passou-se a ler rapidamente, sem análise nem crítica." Segundo a autora, isso faz com que os jovens de hoje desenvolvam menos conexões neurais. Ou seja, tenham cérebros menos eficazes.

    (7) Não faltam estudos sobre o tema, na maioria muito ácidos e críticos, como os realizados por Maryanne Wolf. Mas vale uma pausa. Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma.

    (8) Há milênios, ocorreu a mesma reação a uma inovação tão disruptora quanto é a internet para esta época: a escrita. Sócrates, nos idos da Grécia Antiga, irritou-se com a chegada de tal tecnologia. Para ele, a leitura faria da mente, que não mais precisaria memorizar tudo, um ente preguiçoso. 

    (9) Reações contrárias, por vezes contendo premonições apocalípticas, surgem sempre junto à chegada de novidades tecnológicas — em relação à escrita, à prensa de Gutenberg, à física de partículas, à internet ou aos aplicativos de tablets e smartphones. Mas o que nossa história, a da humanidade, tem provado é que os avanços têm vindo para o bem. Sim, muda o quê e quem somos. Há, porém, um balanço, usualmente positivo. No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações. Talvez saibamos juntar com proficiência o mergulho e o surfe. Neste momento, contudo, não vislumbramos a chegada de tal equilíbrio. Por isso, estamos confusos como um animal em adaptação a um novo habitat. A garantia de sobrevivência: leia, sempre, o que for, o que lhe der prazer. E não deixe seu cérebro estacionar.

    Filipe Vilicic. Disponível em: http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/08/como-o-facebook-nos-transformou-em-leitores-desatentos. Acesso em: 03/06/2017. Adaptado. 

    Acerca de alguns aspectos formais do Texto 1, analise o que se afirma abaixo.


    I. No trecho: "Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas." (4º parágrafo), evidenciamos um caso de sujeito composto, o que justifica a forma verbal destacada no plural.


    II. No trecho: "Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador" (3º parágrafo), o autor opta por seguir a norma-padrão em relação à regência da forma verbal destacada, ainda que, em muitos registros do português brasileiro atual, a preposição 'a‘ não se verifique.


    III. No que se refere à colocação dos pronomes, no trecho: "Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado." (6º parágrafo), observamos que o autor optou por seguir a norma-padrão apenas no primeiro caso ("Trata-se").


    IV. Se o autor quisesse escrever que "os jovens desta geração não leem com atenção", deveria grafar a forma verbal destacada sem acento, como orienta o Acordo Ortográfico atualmente em vigor em nosso país.


    Estão CORRETAS:

    Escolha uma alternativa para a questão f8931fab-f9
  • F889743F-F9

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Como o Facebook nos transformou em leitores desatentos 


    (1)     Sinto que venho me tornando um leitor menos atento. Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem. Para ganhar concentração, muitas vezes tenho de me isolar, abrir um livro físico (com o digital fica mais difícil ter foco), respirar fundo e, então, curtir a história. Situação preocupante, principalmente para um leitor voraz como eu. Só que se torna ainda mais alarmante quando noto que amigos, colegas de escrita, repetem essa reclamação em tom uniforme. O que ocorre? Será que há algum mal universal que nos faz ler cada vez pior? (

    2)     Não chamaria de "mal", mas de "cenário". Trata-se do mundo das redes sociais. Se antes nos acostumamos a livros e revistas, a mergulhar em cada informação (e era tão pouca!) que surgia à nossa frente, agora surfamos pelos dados (e são tantos!), preocupando-nos mais com a próxima onda do que com a que passou. Vamos de um lado para outro, freneticamente, lendo status no Twitter, no Facebook; vendo fotos no Instagram (imagens, afinal, são uma espécie de "leitura"), matérias em revistas, jornais e sites; acessando blogs; assistindo a séries no Netflix. Corremos os olhos do computador para o notebook, para o Kindle, para o smartphone, para o tablet, para um livro impresso… Para a próxima invenção que colar, seja um relógio com mais informações vindas de seu pulso, seja um par de óculos mostrando tudo bem à frente. Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas – e tenha isso como elogio e crítica ao mesmo tempo.

    (3)     Sim, há vantagens: agora também somos ligeiros. Viramos craques em consumir informações com rapidez. Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador e conferimos mensagens no WhatsApp. Nossas mentes estão ágeis.

    (4)     Pelo bem, pelo mal, há uma mutação em curso. Somos leitores diferentes. Algo tem ocorrido em nosso cérebro que mudou nossos processos cognitivos. Enquanto os mais velhos podem até ter dificuldades para lidar com o universo do touch, da comunicação instantânea, uma criança de poucos anos sabe navegar com talento pelo iPad. Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas.

    (5)     Uma série de trabalhos científicos tem sido publicada sobre essa transformação do hábito de ler. Um dos estudiosos do tema é o escritor americano Nicholas Carr. Em um agora já clássico artigo para a revista The Atlantic, ele diz: "Nos últimos anos, tenho a sensação desconfortável de que alguém ou algo tem pregado peças com meu cérebro (…). Sinto isso ainda mais forte quando leio. Imergir em um livro ou em um longo artigo era fácil (…). Agora, minha concentração se perde frequentemente depois de duas ou três páginas (…). Acho que sei o que está ocorrendo. Por mais de uma década, tenho gastado tempo demais on-line."

    (6) Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado. A neurocientista Maryanne Wolf, do Centro de Pesquisas de Leitura e Linguagem da Universidade Tufts, de Boston, vai ainda mais fundo na análise. Para ela, a era da internet tem moldado o cérebro, capaz de se adaptar, de repaginar a rede de sinapses dos neurônios, de acordo com o tipo de leitura que faz. Em um de seus livros, avisa: "Livros sempre foram uma forma de se aventurar, trabalhar a imaginação e crescer intelectualmente. Porém, na era da internet, passou-se a ler rapidamente, sem análise nem crítica." Segundo a autora, isso faz com que os jovens de hoje desenvolvam menos conexões neurais. Ou seja, tenham cérebros menos eficazes.

    (7) Não faltam estudos sobre o tema, na maioria muito ácidos e críticos, como os realizados por Maryanne Wolf. Mas vale uma pausa. Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma.

    (8) Há milênios, ocorreu a mesma reação a uma inovação tão disruptora quanto é a internet para esta época: a escrita. Sócrates, nos idos da Grécia Antiga, irritou-se com a chegada de tal tecnologia. Para ele, a leitura faria da mente, que não mais precisaria memorizar tudo, um ente preguiçoso. 

    (9) Reações contrárias, por vezes contendo premonições apocalípticas, surgem sempre junto à chegada de novidades tecnológicas — em relação à escrita, à prensa de Gutenberg, à física de partículas, à internet ou aos aplicativos de tablets e smartphones. Mas o que nossa história, a da humanidade, tem provado é que os avanços têm vindo para o bem. Sim, muda o quê e quem somos. Há, porém, um balanço, usualmente positivo. No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações. Talvez saibamos juntar com proficiência o mergulho e o surfe. Neste momento, contudo, não vislumbramos a chegada de tal equilíbrio. Por isso, estamos confusos como um animal em adaptação a um novo habitat. A garantia de sobrevivência: leia, sempre, o que for, o que lhe der prazer. E não deixe seu cérebro estacionar.

    Filipe Vilicic. Disponível em: http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/08/como-o-facebook-nos-transformou-em-leitores-desatentos. Acesso em: 03/06/2017. Adaptado. 

    Considerando os aspectos de construção linguística no Texto 1, particularmente no que se refere à progressão temática e à sequencialização dos parágrafos, assinale a afirmativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão f889743f-f9
  • F880A057-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Como o Facebook nos transformou em leitores desatentos 


    (1)     Sinto que venho me tornando um leitor menos atento. Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem. Para ganhar concentração, muitas vezes tenho de me isolar, abrir um livro físico (com o digital fica mais difícil ter foco), respirar fundo e, então, curtir a história. Situação preocupante, principalmente para um leitor voraz como eu. Só que se torna ainda mais alarmante quando noto que amigos, colegas de escrita, repetem essa reclamação em tom uniforme. O que ocorre? Será que há algum mal universal que nos faz ler cada vez pior? (

    2)     Não chamaria de "mal", mas de "cenário". Trata-se do mundo das redes sociais. Se antes nos acostumamos a livros e revistas, a mergulhar em cada informação (e era tão pouca!) que surgia à nossa frente, agora surfamos pelos dados (e são tantos!), preocupando-nos mais com a próxima onda do que com a que passou. Vamos de um lado para outro, freneticamente, lendo status no Twitter, no Facebook; vendo fotos no Instagram (imagens, afinal, são uma espécie de "leitura"), matérias em revistas, jornais e sites; acessando blogs; assistindo a séries no Netflix. Corremos os olhos do computador para o notebook, para o Kindle, para o smartphone, para o tablet, para um livro impresso… Para a próxima invenção que colar, seja um relógio com mais informações vindas de seu pulso, seja um par de óculos mostrando tudo bem à frente. Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas – e tenha isso como elogio e crítica ao mesmo tempo.

    (3)     Sim, há vantagens: agora também somos ligeiros. Viramos craques em consumir informações com rapidez. Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador e conferimos mensagens no WhatsApp. Nossas mentes estão ágeis.

    (4)     Pelo bem, pelo mal, há uma mutação em curso. Somos leitores diferentes. Algo tem ocorrido em nosso cérebro que mudou nossos processos cognitivos. Enquanto os mais velhos podem até ter dificuldades para lidar com o universo do touch, da comunicação instantânea, uma criança de poucos anos sabe navegar com talento pelo iPad. Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas.

    (5)     Uma série de trabalhos científicos tem sido publicada sobre essa transformação do hábito de ler. Um dos estudiosos do tema é o escritor americano Nicholas Carr. Em um agora já clássico artigo para a revista The Atlantic, ele diz: "Nos últimos anos, tenho a sensação desconfortável de que alguém ou algo tem pregado peças com meu cérebro (…). Sinto isso ainda mais forte quando leio. Imergir em um livro ou em um longo artigo era fácil (…). Agora, minha concentração se perde frequentemente depois de duas ou três páginas (…). Acho que sei o que está ocorrendo. Por mais de uma década, tenho gastado tempo demais on-line."

    (6) Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado. A neurocientista Maryanne Wolf, do Centro de Pesquisas de Leitura e Linguagem da Universidade Tufts, de Boston, vai ainda mais fundo na análise. Para ela, a era da internet tem moldado o cérebro, capaz de se adaptar, de repaginar a rede de sinapses dos neurônios, de acordo com o tipo de leitura que faz. Em um de seus livros, avisa: "Livros sempre foram uma forma de se aventurar, trabalhar a imaginação e crescer intelectualmente. Porém, na era da internet, passou-se a ler rapidamente, sem análise nem crítica." Segundo a autora, isso faz com que os jovens de hoje desenvolvam menos conexões neurais. Ou seja, tenham cérebros menos eficazes.

    (7) Não faltam estudos sobre o tema, na maioria muito ácidos e críticos, como os realizados por Maryanne Wolf. Mas vale uma pausa. Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma.

    (8) Há milênios, ocorreu a mesma reação a uma inovação tão disruptora quanto é a internet para esta época: a escrita. Sócrates, nos idos da Grécia Antiga, irritou-se com a chegada de tal tecnologia. Para ele, a leitura faria da mente, que não mais precisaria memorizar tudo, um ente preguiçoso. 

    (9) Reações contrárias, por vezes contendo premonições apocalípticas, surgem sempre junto à chegada de novidades tecnológicas — em relação à escrita, à prensa de Gutenberg, à física de partículas, à internet ou aos aplicativos de tablets e smartphones. Mas o que nossa história, a da humanidade, tem provado é que os avanços têm vindo para o bem. Sim, muda o quê e quem somos. Há, porém, um balanço, usualmente positivo. No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações. Talvez saibamos juntar com proficiência o mergulho e o surfe. Neste momento, contudo, não vislumbramos a chegada de tal equilíbrio. Por isso, estamos confusos como um animal em adaptação a um novo habitat. A garantia de sobrevivência: leia, sempre, o que for, o que lhe der prazer. E não deixe seu cérebro estacionar.

    Filipe Vilicic. Disponível em: http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/08/como-o-facebook-nos-transformou-em-leitores-desatentos. Acesso em: 03/06/2017. Adaptado. 

    Compreender um texto envolve o acionamento de diversas habilidades e competências, dentre as quais está a apreensão de sentidos que ficam "escondidos" nas entrelinhas. No caso do Texto 1, por exemplo, o leitor deve compreender que:


    I. com a comparação presente no trecho: "Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem." (1º parágrafo), o autor pretendeu transmitir como percebe a superficialidade da sua atividade de leitura.


    II. ao afirmar: "Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas" (2º parágrafo), o autor corrobora sua opinião de que, atualmente, as pessoas têm lido apressadamente, com pouca ou nenhuma reflexão sobre os sentidos veiculados nos textos.


    III. o autor se identifica e concorda com a crítica feita por Maryanne Wolf, posição que está claramente expressa no trecho: "Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma." (7º parágrafo).


    IV. no trecho: "No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações." (9º parágrafo), o autor faz projeções otimistas para o que acredita ser o futuro da leitura.


    Estão CORRETAS:

    Escolha uma alternativa para a questão f880a057-f9
  • F87C3C52-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

    Como o Facebook nos transformou em leitores desatentos 


    (1)     Sinto que venho me tornando um leitor menos atento. Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem. Para ganhar concentração, muitas vezes tenho de me isolar, abrir um livro físico (com o digital fica mais difícil ter foco), respirar fundo e, então, curtir a história. Situação preocupante, principalmente para um leitor voraz como eu. Só que se torna ainda mais alarmante quando noto que amigos, colegas de escrita, repetem essa reclamação em tom uniforme. O que ocorre? Será que há algum mal universal que nos faz ler cada vez pior? (

    2)     Não chamaria de "mal", mas de "cenário". Trata-se do mundo das redes sociais. Se antes nos acostumamos a livros e revistas, a mergulhar em cada informação (e era tão pouca!) que surgia à nossa frente, agora surfamos pelos dados (e são tantos!), preocupando-nos mais com a próxima onda do que com a que passou. Vamos de um lado para outro, freneticamente, lendo status no Twitter, no Facebook; vendo fotos no Instagram (imagens, afinal, são uma espécie de "leitura"), matérias em revistas, jornais e sites; acessando blogs; assistindo a séries no Netflix. Corremos os olhos do computador para o notebook, para o Kindle, para o smartphone, para o tablet, para um livro impresso… Para a próxima invenção que colar, seja um relógio com mais informações vindas de seu pulso, seja um par de óculos mostrando tudo bem à frente. Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas – e tenha isso como elogio e crítica ao mesmo tempo.

    (3)     Sim, há vantagens: agora também somos ligeiros. Viramos craques em consumir informações com rapidez. Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador e conferimos mensagens no WhatsApp. Nossas mentes estão ágeis.

    (4)     Pelo bem, pelo mal, há uma mutação em curso. Somos leitores diferentes. Algo tem ocorrido em nosso cérebro que mudou nossos processos cognitivos. Enquanto os mais velhos podem até ter dificuldades para lidar com o universo do touch, da comunicação instantânea, uma criança de poucos anos sabe navegar com talento pelo iPad. Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas.

    (5)     Uma série de trabalhos científicos tem sido publicada sobre essa transformação do hábito de ler. Um dos estudiosos do tema é o escritor americano Nicholas Carr. Em um agora já clássico artigo para a revista The Atlantic, ele diz: "Nos últimos anos, tenho a sensação desconfortável de que alguém ou algo tem pregado peças com meu cérebro (…). Sinto isso ainda mais forte quando leio. Imergir em um livro ou em um longo artigo era fácil (…). Agora, minha concentração se perde frequentemente depois de duas ou três páginas (…). Acho que sei o que está ocorrendo. Por mais de uma década, tenho gastado tempo demais on-line."

    (6) Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado. A neurocientista Maryanne Wolf, do Centro de Pesquisas de Leitura e Linguagem da Universidade Tufts, de Boston, vai ainda mais fundo na análise. Para ela, a era da internet tem moldado o cérebro, capaz de se adaptar, de repaginar a rede de sinapses dos neurônios, de acordo com o tipo de leitura que faz. Em um de seus livros, avisa: "Livros sempre foram uma forma de se aventurar, trabalhar a imaginação e crescer intelectualmente. Porém, na era da internet, passou-se a ler rapidamente, sem análise nem crítica." Segundo a autora, isso faz com que os jovens de hoje desenvolvam menos conexões neurais. Ou seja, tenham cérebros menos eficazes.

    (7) Não faltam estudos sobre o tema, na maioria muito ácidos e críticos, como os realizados por Maryanne Wolf. Mas vale uma pausa. Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma.

    (8) Há milênios, ocorreu a mesma reação a uma inovação tão disruptora quanto é a internet para esta época: a escrita. Sócrates, nos idos da Grécia Antiga, irritou-se com a chegada de tal tecnologia. Para ele, a leitura faria da mente, que não mais precisaria memorizar tudo, um ente preguiçoso. 

    (9) Reações contrárias, por vezes contendo premonições apocalípticas, surgem sempre junto à chegada de novidades tecnológicas — em relação à escrita, à prensa de Gutenberg, à física de partículas, à internet ou aos aplicativos de tablets e smartphones. Mas o que nossa história, a da humanidade, tem provado é que os avanços têm vindo para o bem. Sim, muda o quê e quem somos. Há, porém, um balanço, usualmente positivo. No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações. Talvez saibamos juntar com proficiência o mergulho e o surfe. Neste momento, contudo, não vislumbramos a chegada de tal equilíbrio. Por isso, estamos confusos como um animal em adaptação a um novo habitat. A garantia de sobrevivência: leia, sempre, o que for, o que lhe der prazer. E não deixe seu cérebro estacionar.

    Filipe Vilicic. Disponível em: http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/08/como-o-facebook-nos-transformou-em-leitores-desatentos. Acesso em: 03/06/2017. Adaptado. 

    O tema de um texto pode ser indicado pelo seu título. Outro título para o Texto 1 que sintetiza as ideias nele apresentadas é:

    Escolha uma alternativa para a questão f87c3c52-f9
  • F2559174-F9

    Português

    Coesão e coerência
    PUC - SP · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    • Estão destacados, no próprio texto, elementos coesivos com os quais há a interconexão entre ideias. Assinale a alternativa que contempla a relação de sentido que eles estabelecem, de acordo com a ordem em que aparecem.
    Escolha uma alternativa para a questão f2559174-f9
  • F2513809-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - SP · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos
    • Ainda em relação ao trecho mencionado na questão anterior, feminino e feminista remetem-se, respectivamente, a um blog
    Escolha uma alternativa para a questão f2513809-f9
  • F222DC0F-F9

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - SP · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Entre o Ser e as Coisas


    Onda e amor, onde amor, ando indagando

    ao largo vento e à rocha imperativa,

    e a tudo me arremesso, nesse quando

    amanhece frescor de coisa viva.


    Às almas, não, as almas vão pairando,

    e, esquecendo a lição que já se esquiva,

    tornam amor humor, e vago e brando

    o que é de natureza corrosiva.


    N’água e na pedra amor deixa gravados

    seus hieróglifos e mensagens, suas

    verdades mais secretas e mais nuas.


    E nem os elementos encantados

    sabem do amor que os punge e que é, pungindo,

    uma fogueira a arder no dia findo. 

    • O poema acima é de Carlos Drummond de Andrade e integra a obra Claro Enigma. Da leitura dele não se pode concluir que

    Escolha uma alternativa para a questão f222dc0f-f9
  • ED51BFD1-F9

    Inglês

    Sinônimos | Synonyms
    PUC - RJ · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 3 da questão de Inglês, PUC - RJ 2017, Sinônimos | Synonyms

    Figura 2 de 3 da questão de Inglês, PUC - RJ 2017, Sinônimos | Synonyms

    Figura 3 de 3 da questão de Inglês, PUC - RJ 2017, Sinônimos | Synonyms

    By Dr. Joel Fuhrman

    Retrieved and adapted from https://www.drfuhrman.com/learn/library/articles/46/weight-watchers-focuses-onweight-not-health

    Access on April 26, 2017.

    The word “tragic” in “tragic outcomes” (lines 51-52) can be replaced, with no change in meaning, by
    Escolha uma alternativa para a questão ed51bfd1-f9
  • ED48AA5C-F9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RJ · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 3 da questão de Inglês, PUC - RJ 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 3 da questão de Inglês, PUC - RJ 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 3 de 3 da questão de Inglês, PUC - RJ 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    By Dr. Joel Fuhrman

    Retrieved and adapted from https://www.drfuhrman.com/learn/library/articles/46/weight-watchers-focuses-onweight-not-health

    Access on April 26, 2017.

    Health-promoting (line 5) is to disease-causing (line 49) as:
    Escolha uma alternativa para a questão ed48aa5c-f9