Questões do ENEM: Linguagens e Universidade de São Paulo (USP)

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315 questões encontradas. Mostrando a página 7 de 16.

  • D15CA6D1-F2

    Português

    Figuras de Linguagem
    USP · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    O oxímoro é uma “figura em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir‐se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão” (HOUAISS, 2001). No poema “Sonetilho do falso Fernando Pessoa”, o emprego dessa figura de linguagem ocorre em:
    Escolha uma alternativa para a questão d15ca6d1-f2
  • D158EEB7-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Considerando os poemas, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão d158eeb7-f2
  • D1551A12-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pera, o damasco e a nêspera?  

                      José de Alencar. Bênção Paterna. Prefácio a Sonhos d’ouro.


    A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome, outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda e as tintas de que matiza o algodão.

                                                                               José de Alencar. Iracema.


    Glossário:

    “ará”: periquito; “uru”: cesto; “crautá”: espécie de bromélia; “juçara”: tipo de palmeira espinhosa. 

    No trecho “outras remexe o uru de palha matizada”, a palavra sublinhada expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão d1551a12-f2
  • D1519199-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pera, o damasco e a nêspera?  

                      José de Alencar. Bênção Paterna. Prefácio a Sonhos d’ouro.


    A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome, outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda e as tintas de que matiza o algodão.

                                                                               José de Alencar. Iracema.


    Glossário:

    “ará”: periquito; “uru”: cesto; “crautá”: espécie de bromélia; “juçara”: tipo de palmeira espinhosa. 

    Com base nos trechos acima, é adequado afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d1519199-f2
  • D14E23CD-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Atente para as seguintes afirmações relativas ao desfecho do romance A Relíquia, de Eça de Queirós:


    I. O autor revela, por meio de Teodorico, sua descrença num Jesus divinizado, imagem que é substituída pela ideia de Consciência.

    II. Ao ser sincero com Crispim, Teodorico conquista a vida de burguês que sempre almejou.

    III. Teodorico dá ouvidos à mensagem de Cristo, arrepende‐se de sua hipocrisia beata e abraça a fé católica.


    Está correto o que se afirma apenas em

    Escolha uma alternativa para a questão d14e23cd-f2
  • D14ACC0C-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    I. Surge então a pergunta: se a fantasia funciona como realidade; se não conseguimos agir senão mutilando o nosso eu; se o que há de mais profundo em nós é no fim de contas a opinião dos outros; se estamos condenados a não atingir o que nos parece realmente valioso –, qual a diferença entre o bem e o mal, o justo e o injusto, o certo e o errado? O autor passou a vida a ilustrar esta pergunta, que é modulada de maneira exemplar no primeiro e mais conhecido dos seus grandes romances de maturidade.


    II. É preciso todavia lembrar que essa ligação com o problema geográfico e social só adquire significado pleno, isto é, só atua sobre o leitor, graças à elevada qualidade artística do livro. O seu autor soube transpor o ritmo mesológico para a própria estrutura da narrativa, mobilizando recursos que a fazem parecer movida pela mesma fatalidade sem saída. (...) Da consciência mortiça da personagem podem emergir ostranses periódicos em que se estorce o homem esmagado pela paisagem e pelos outros homens.


    Nos fragmentosI e II, aqui adaptados, o crítico Antonio Candido avalia duas obras literárias, que são, respectivamente,

    Escolha uma alternativa para a questão d14acc0c-f2
  • D14736C4-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    I. Diante da dificuldade, municípios de diferentes regiões do país realizaram um segundo “dia D” neste sábado. O primeiro ocorreu em 18 de agosto. A adesão, no entanto, ainda ficou abaixo do esperado. Agora, a recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que todo o público‐alvo da campanha seja vacinado.

    Folha de S. Paulo. São Paulo. 03/09/2018.


    II. Pensar sobre a vaga, buscar conhecer a empresa e o que ela busca já faz de você alguém especial. Muitos que procuram o balcão de emprego não compreendem que os detalhessão fundamentais para conseguir a recolocação. Agora, não pense que você vai conseguir na primeira investida, a busca por um novo emprego requer paciência e persistência, tenha você 20 anos ou 50.

    Balcão de Emprego. Disponível em: <https://empregabrasil.com.br/>


    O termo “Agora” pode ser substituído, respectivamente, em I e II e sem prejuízo de sentidos nos dois textos, por

    Escolha uma alternativa para a questão d14736c4-f2
  • D14336CE-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Examine o anúncio.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2018


    No contexto do anúncio, a frase “A diferença tem que ser só uma letra” pressupõe a

    Escolha uma alternativa para a questão d14336ce-f2
  • D13FEA5F-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Seria difícil encontrar hoje um crítico literário respeitável que gostasse de ser apanhado defendendo como uma ideia a velha antítese estilo e conteúdo. A esse respeito prevalece um religioso consenso. Todos estão prontos a reconhecer que estilo e conteúdo são indissolúveis, que o estilo fortemente individual de cada escritor importante é um elemento orgânico de sua obra e jamais algo meramente “decorativo”. Na prática da crítica, entretanto, a velha antítese persiste praticamente inexpugnada.

                                        Susan Sontag. “Do estilo”. Contra a interpretação.


    Consideradas no contexto, as expressões “religioso consenso”, “orgânico” e “inexpugnada”, sublinhadas no texto, podem ser substituídas, sem alteração de sentido, respectivamente, por:

    Escolha uma alternativa para a questão d13fea5f-f2
  • D13BE034-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018


    Com base no texto, é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão d13be034-f2
  • D137ACAC-F2

    Português

    Sintaxe
    USP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

          Mito, na acepção aqui empregada, não significa mentira, falsidade ou mistificação. Tomo de empréstimo a formulação de Hans Blumenberg do mito político como um processo contínuo de trabalho de uma narrativa que responde a uma necessidade prática de uma sociedade em determinado período. Narrativa simbólica que é, o mito político coloca em suspenso o problema da verdade. Seu discurso não pretende ter validade factual, mas também não pode ser percebido como mentira (do contrário, não seria mito). O mito político confere um sentido às circunstâncias que envolvem os indivíduos: ao fazê‐los ver sua condição presente como parte de uma história em curso, ajuda a compreender e suportar o mundo em que vivem.

            ENGELKE, Antonio. O anjo redentor. Piauí, ago. 2018, ed. 143, p. 24

    Sobre o sujeito da oração “em que vivem” (L. 12‐13), é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d137acac-f2
  • D1343A96-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

          Mito, na acepção aqui empregada, não significa mentira, falsidade ou mistificação. Tomo de empréstimo a formulação de Hans Blumenberg do mito político como um processo contínuo de trabalho de uma narrativa que responde a uma necessidade prática de uma sociedade em determinado período. Narrativa simbólica que é, o mito político coloca em suspenso o problema da verdade. Seu discurso não pretende ter validade factual, mas também não pode ser percebido como mentira (do contrário, não seria mito). O mito político confere um sentido às circunstâncias que envolvem os indivíduos: ao fazê‐los ver sua condição presente como parte de uma história em curso, ajuda a compreender e suportar o mundo em que vivem.

            ENGELKE, Antonio. O anjo redentor. Piauí, ago. 2018, ed. 143, p. 24

    De acordo com o texto, o “mito político”
    Escolha uma alternativa para a questão d1343a96-f2
  • D1306940-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Examine o cartum.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2018


    O efeito de humor que se obtém no cartum decorre, principalmente,

    Escolha uma alternativa para a questão d1306940-f2
  • 34040732-D4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          Algorithms are everywhere. They play the stockmarket, decide whether you can have a mortgage and may one day drive your car for you. They search the internet when commanded, stick carefully chosen advertisements into the sites you visit and decide what prices to show you in online shops. (…) But what exactly are algorithms, and what makes them so powerful?

          An algorithm is, essentially, a brainless way of doing clever things. It is a set of precise steps that need no great mental effort to follow but which, if obeyed exactly and mechanically, will lead to some desirable outcome. Long division and column addition are examples that everyone is familiar with — if you follow the procedure, you are guaranteed to get the right answer. So is the strategy, rediscovered thousands of times every year by schoolchildren bored with learning mathematical algorithms, for playing a perfect game of noughts and crosses. The brainlessness is key: each step should be as simple and as free from ambiguity as possible. Cooking recipes and driving directions are algorithms of a sort. But instructions like “stew the meat until tender” or “it’s a few miles down the road” are too vague to follow without at least some interpretation.

          (…)

                                                                                                              The Economist, August 30, 2017.

    Segundo o texto, a execução de um algoritmo consiste em um processo que
    Escolha uma alternativa para a questão 34040732-d4
  • 340160BE-D4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

          Algorithms are everywhere. They play the stockmarket, decide whether you can have a mortgage and may one day drive your car for you. They search the internet when commanded, stick carefully chosen advertisements into the sites you visit and decide what prices to show you in online shops. (…) But what exactly are algorithms, and what makes them so powerful?

          An algorithm is, essentially, a brainless way of doing clever things. It is a set of precise steps that need no great mental effort to follow but which, if obeyed exactly and mechanically, will lead to some desirable outcome. Long division and column addition are examples that everyone is familiar with — if you follow the procedure, you are guaranteed to get the right answer. So is the strategy, rediscovered thousands of times every year by schoolchildren bored with learning mathematical algorithms, for playing a perfect game of noughts and crosses. The brainlessness is key: each step should be as simple and as free from ambiguity as possible. Cooking recipes and driving directions are algorithms of a sort. But instructions like “stew the meat until tender” or “it’s a few miles down the road” are too vague to follow without at least some interpretation.

          (…)

                                                                                                              The Economist, August 30, 2017.

    No texto, um exemplo associado ao fato de algoritmos estarem por toda parte é
    Escolha uma alternativa para a questão 340160be-d4
  • 33FE8FB7-D4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

                                           Imagem da questão de Inglês, da prova de 2017


          It’s a perilous time to be a statue. Not that it has ever been a particularly secure occupation, exposed as statues are to the elements, bird droppings and political winds.

          Just ask Queen Victoria, whose rounded frame perches atop hundreds of plinths across the Commonwealth, with an air of solemn, severe solidity. But in 1963 in Quebec, members of a separatist paramilitary group stuck dynamite under the dress of her local statue. It exploded with a force so great that her head was found 100 yards away.

          Today, the head is on display in a museum, with her body preserved in a room some miles away. The art historian Vincent Giguère said that “the fact it’s damaged is what makes it so important.”

          There’s another reason to conserve the beheaded Victoria. Statues of women, standing alone and demanding attention in a public space, are extremely rare.

          To be made a statue, a woman had to be a naked muse, royalty or the mother of God. Or occasionally, an icon of war, justice or virtue: Boadicea in her chariot in London, the Statue of Liberty in New York.

          Still, of 925 public statues in Britain, only 158 are women standing on their own. Of those, 110 are allegorical or mythical, and 29 are of Queen Victoria.

                                                             Julia Baird, The New York Times. September 4, 2017. Adaptado. 

    No texto, a referência ao número de estátuas expostas em espaços públicos na Grã-Bretanha indica
    Escolha uma alternativa para a questão 33fe8fb7-d4
  • 33FBB8C5-D4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    USP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

                                           Imagem da questão de Inglês, da prova de 2017


          It’s a perilous time to be a statue. Not that it has ever been a particularly secure occupation, exposed as statues are to the elements, bird droppings and political winds.

          Just ask Queen Victoria, whose rounded frame perches atop hundreds of plinths across the Commonwealth, with an air of solemn, severe solidity. But in 1963 in Quebec, members of a separatist paramilitary group stuck dynamite under the dress of her local statue. It exploded with a force so great that her head was found 100 yards away.

          Today, the head is on display in a museum, with her body preserved in a room some miles away. The art historian Vincent Giguère said that “the fact it’s damaged is what makes it so important.”

          There’s another reason to conserve the beheaded Victoria. Statues of women, standing alone and demanding attention in a public space, are extremely rare.

          To be made a statue, a woman had to be a naked muse, royalty or the mother of God. Or occasionally, an icon of war, justice or virtue: Boadicea in her chariot in London, the Statue of Liberty in New York.

          Still, of 925 public statues in Britain, only 158 are women standing on their own. Of those, 110 are allegorical or mythical, and 29 are of Queen Victoria.

                                                             Julia Baird, The New York Times. September 4, 2017. Adaptado. 

    No texto, a figura da rainha Vitória é associada ao conceito de
    Escolha uma alternativa para a questão 33fbb8c5-d4
  • 33F8CC3A-D4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    USP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

                                           Imagem da questão de Inglês, da prova de 2017


          It’s a perilous time to be a statue. Not that it has ever been a particularly secure occupation, exposed as statues are to the elements, bird droppings and political winds.

          Just ask Queen Victoria, whose rounded frame perches atop hundreds of plinths across the Commonwealth, with an air of solemn, severe solidity. But in 1963 in Quebec, members of a separatist paramilitary group stuck dynamite under the dress of her local statue. It exploded with a force so great that her head was found 100 yards away.

          Today, the head is on display in a museum, with her body preserved in a room some miles away. The art historian Vincent Giguère said that “the fact it’s damaged is what makes it so important.”

          There’s another reason to conserve the beheaded Victoria. Statues of women, standing alone and demanding attention in a public space, are extremely rare.

          To be made a statue, a woman had to be a naked muse, royalty or the mother of God. Or occasionally, an icon of war, justice or virtue: Boadicea in her chariot in London, the Statue of Liberty in New York.

          Still, of 925 public statues in Britain, only 158 are women standing on their own. Of those, 110 are allegorical or mythical, and 29 are of Queen Victoria.

                                                             Julia Baird, The New York Times. September 4, 2017. Adaptado. 

    Conforme o texto, o grau de importância atribuído à estátua da rainha Vitória, em Québec, reside no fato de a escultura
    Escolha uma alternativa para a questão 33f8cc3a-d4
  • 33F2CE88-D4

    Português

    Morfologia
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                                                 Os bens e o sangue

                                                               VIII

          (...)

          Ó filho pobre, e descorçoado*, e finito

          ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais

          com a faca, o formão, o couro... Ó tal como quiséramos

          para tristeza nossa e consumação das eras,

          para o fim de tudo que foi grande!

                                                              Ó desejado,

          ó poeta de uma poesia que se furta e se expande

          à maneira de um lago de pez** e resíduos letais...

          És nosso fim natural e somos teu adubo,

          tua explicação e tua mais singela virtude...

          Pois carecia que um de nós nos recusasse

          para melhor servirnos. Face a face

          te contemplamos, e é teu esse primeiro

          e úmido beijo em nossa boca de barro e de sarro.

                                                                                         Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.


    * “descorçoado”: assim como “desacorçoado”, é uma variante de uso popular da palavra “desacoroçoado”, que significa “desanimado”.

    ** “pez”: piche.

    Considere o tipo de relação estabelecida pela preposição “para” nos seguintes trechos do poema:


    I. “ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais”.

    II. “Ó tal como quiséramos para tristeza nossa e consumação das eras”.

    III. “para o fim de tudo que foi grande”.

    IV. “para melhor servirnos”.


    A preposição “para” introduz uma oração com ideia de finalidade apenas em

    Escolha uma alternativa para a questão 33f2ce88-d4
  • 33F0003F-D4

    Português

    Interpretação de Textos
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                                                 Os bens e o sangue

                                                               VIII

          (...)

          Ó filho pobre, e descorçoado*, e finito

          ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais

          com a faca, o formão, o couro... Ó tal como quiséramos

          para tristeza nossa e consumação das eras,

          para o fim de tudo que foi grande!

                                                              Ó desejado,

          ó poeta de uma poesia que se furta e se expande

          à maneira de um lago de pez** e resíduos letais...

          És nosso fim natural e somos teu adubo,

          tua explicação e tua mais singela virtude...

          Pois carecia que um de nós nos recusasse

          para melhor servirnos. Face a face

          te contemplamos, e é teu esse primeiro

          e úmido beijo em nossa boca de barro e de sarro.

                                                                                         Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.


    * “descorçoado”: assim como “desacorçoado”, é uma variante de uso popular da palavra “desacoroçoado”, que significa “desanimado”.

    ** “pez”: piche.

    Considere as seguintes afirmações:


    I. Os familiares, que falam no poema, ironizam a condição frágil do poeta.

    II. O passado é uma maldição da qual o poeta, como revela o título do poema, não consegue se desvencilhar.

    III. O trecho “o fim de tudo que foi grande” remete à ruína das oligarquias, das quais Drummond é tributário.

    IV. A imagem de uma “poesia que se furta e se expande/à maneira de um lago de pez e resíduos letais...” sintetiza o pessimismo dos poemas de Claro enigma.


    Estão corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão 33f0003f-d4