Questões do ENEM: Linguagens e Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

688 questões encontradas. Mostrando a página 18 de 35.

  • C5E57417-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos
    A veia satírica do poeta português Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805) está bem exemplificada nos seguintes versos:
    Escolha uma alternativa para a questão c5e57417-3b
  • C5E27650-3B

    Português

    Funções morfossintáticas da palavra QUE
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto “Alma minha gentil, que te partiste”, do poeta português Luís de Camões (1525?-1580), para responder à questão.

                                Alma minha gentil, que te partiste

                                tão cedo desta vida descontente,

                                repousa lá no Céu eternamente,

                                e viva eu cá na terra sempre triste.

                                Se lá no assento etéreo, onde subiste,

                                memória desta vida se consente,

                                não te esqueças daquele amor ardente

                                que já nos olhos meus tão puro viste.

                                E se vires que pode merecer-te

                                alguma coisa a dor que me ficou

                                da mágoa, sem remédio, de perder-te,

                                roga a Deus, que teus anos encurtou,

                                que tão cedo de cá me leve a ver-te,

                                quão cedo de meus olhos te levou.

                                                                         (Sonetos, 2001.)

    Se lá no assento etéreo, onde subiste,

    memória desta vida se consente,” (2ª estrofe)

    Os termos destacados constituem

    Escolha uma alternativa para a questão c5e27650-3b
  • C5DF4CD0-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto “Alma minha gentil, que te partiste”, do poeta português Luís de Camões (1525?-1580), para responder à questão.

                                Alma minha gentil, que te partiste

                                tão cedo desta vida descontente,

                                repousa lá no Céu eternamente,

                                e viva eu cá na terra sempre triste.

                                Se lá no assento etéreo, onde subiste,

                                memória desta vida se consente,

                                não te esqueças daquele amor ardente

                                que já nos olhos meus tão puro viste.

                                E se vires que pode merecer-te

                                alguma coisa a dor que me ficou

                                da mágoa, sem remédio, de perder-te,

                                roga a Deus, que teus anos encurtou,

                                que tão cedo de cá me leve a ver-te,

                                quão cedo de meus olhos te levou.

                                                                         (Sonetos, 2001.)

    De modo indireto, o soneto camoniano acaba também por explorar o tema da
    Escolha uma alternativa para a questão c5df4cd0-3b
  • C5D6A6A4-3B

    Português

    Sintaxe
    UNESP · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Em “Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou [...]” (12° parágrafo), a conjunção destacada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão c5d6a6a4-3b
  • C5D3A0F9-3B

    Português

    Colocação Pronominal
    UNESP · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Observa-se no texto um desvio quanto às normas gramaticais referentes à colocação pronominal em:
    Escolha uma alternativa para a questão c5d3a0f9-3b
  • C5D0A44B-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    “[Seu Afredo] perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

    – Onde vais assim tão elegante?” (2° parágrafo/3° parágrafo)

    Ao se adaptar este trecho para o discurso indireto, o verbo “vais” assume a seguinte forma:

    Escolha uma alternativa para a questão c5d0a44b-3b
  • C5CDA618-3B

    Português

    Gêneros Textuais
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Um traço característico do gênero crônica, visível no texto de Vinicius de Moraes, é
    Escolha uma alternativa para a questão c5cda618-3b
  • C5CAC997-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Em “Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.” (1° parágrafo), o cronista sugere que seu Afredo
    Escolha uma alternativa para a questão c5cac997-3b
  • C5C82ADA-3B

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, leia a crônica “Seu ‘Afredo’”, de Vinicius de Moraes (1913-1980), publicada originalmente em setembro de 1953.

          Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo¹e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.

          Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada2 quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

          – Onde vais assim tão elegante?

          Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide3 caseira, queixou-se do fatigante ramerrão4 do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

          – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

          De outra feita, minha tia Graziela, recém-chegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

          – Cantas? Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

          – É, canto às vezes, de brincadeira...

          Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

           – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

          Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

          – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, ‘tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

          E, a seguir, ponderou:

          – Agora, piano é diferente. Pianista ela é!

          E acrescentou:

          – Eximinista pianista!

                                                                               (Para uma menina com uma flor, 2009.)


    1 vernáculo: a língua própria de um país; língua nacional.

    2 ressabiado: desconfiado.

    3 lide: trabalho penoso, labuta.

    4 ramerrão: rotina.

    Na crônica, o personagem seu Afredo é descrito como uma pessoa
    Escolha uma alternativa para a questão c5c82ada-3b
  • 1AA7F8FE-30

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe o cartum.

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

    A alternativa que completa corretamente a lacuna do número 4 do cartum, sem prejuízo de sentido, é

    Escolha uma alternativa para a questão 1aa7f8fe-30
  • 1AA4FA75-30

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Question: Is there anything I can do to train my body to need less sleep?

    Karen Weintraub

    June 17, 2016

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

       Many people think they can teach themselves to need less sleep, but they’re wrong, said Dr. Sigrid Veasey, a professor at the Center for Sleep and Circadian Neurobiology at the University of Pennsylvania’s Perelman School of Medicine. We might feel that we’re getting by fine on less sleep, but we’re deluding ourselves, Dr. Veasey said, largely because lack of sleep skews our self-awareness. “The more you deprive yourself of sleep over long periods of time, the less accurate you are of judging your own sleep perception,” she said.

       Multiple studies have shown that people don’t functionally adapt to less sleep than their bodies need. There is a range of normal sleep times, with most healthy adults naturally needing seven to nine hours of sleep per night, according to the National Sleep Foundation. Those over 65 need about seven to eight hours, on average, while teenagers need eight to 10 hours, and school-age children nine to 11 hours. People’s performance continues to be poor while they are sleep deprived, Dr. Veasey said.

       Health issues like pain, sleep apnea or autoimmune disease can increase people’s need for sleep, said Andrea Meredith, a neuroscientist at the University of Maryland School of Medicine. A misalignment of the clock that governs our sleep-wake cycle can also drive up the need for sleep, Dr. Meredith said. The brain’s clock can get misaligned by being stimulated at the wrong time of day, she said, such as from caffeine in the afternoon or evening, digital screen use too close to bedtime, or even exercise at a time of day when the body wants to be winding down.

    (http://well.blogs.nytimes.com. Adaptado.)

    De acordo com o terceiro parágrafo, o relógio cerebral que regula o ciclo de sono e de vigília pode ficar alterado devido
    Escolha uma alternativa para a questão 1aa4fa75-30
  • 1AA1EFAF-30

    Inglês

    Tradução | Translation
    UNESP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Question: Is there anything I can do to train my body to need less sleep?

    Karen Weintraub

    June 17, 2016

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

       Many people think they can teach themselves to need less sleep, but they’re wrong, said Dr. Sigrid Veasey, a professor at the Center for Sleep and Circadian Neurobiology at the University of Pennsylvania’s Perelman School of Medicine. We might feel that we’re getting by fine on less sleep, but we’re deluding ourselves, Dr. Veasey said, largely because lack of sleep skews our self-awareness. “The more you deprive yourself of sleep over long periods of time, the less accurate you are of judging your own sleep perception,” she said.

       Multiple studies have shown that people don’t functionally adapt to less sleep than their bodies need. There is a range of normal sleep times, with most healthy adults naturally needing seven to nine hours of sleep per night, according to the National Sleep Foundation. Those over 65 need about seven to eight hours, on average, while teenagers need eight to 10 hours, and school-age children nine to 11 hours. People’s performance continues to be poor while they are sleep deprived, Dr. Veasey said.

       Health issues like pain, sleep apnea or autoimmune disease can increase people’s need for sleep, said Andrea Meredith, a neuroscientist at the University of Maryland School of Medicine. A misalignment of the clock that governs our sleep-wake cycle can also drive up the need for sleep, Dr. Meredith said. The brain’s clock can get misaligned by being stimulated at the wrong time of day, she said, such as from caffeine in the afternoon or evening, digital screen use too close to bedtime, or even exercise at a time of day when the body wants to be winding down.

    (http://well.blogs.nytimes.com. Adaptado.)

    No trecho do segundo parágrafo “Those over 65 need about seven to eight hours, on average, while teenagers need eight to 10 hours”, o termo em destaque tem sentido de
    Escolha uma alternativa para a questão 1aa1efaf-30
  • 1A9EE5DB-30

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Question: Is there anything I can do to train my body to need less sleep?

    Karen Weintraub

    June 17, 2016

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

       Many people think they can teach themselves to need less sleep, but they’re wrong, said Dr. Sigrid Veasey, a professor at the Center for Sleep and Circadian Neurobiology at the University of Pennsylvania’s Perelman School of Medicine. We might feel that we’re getting by fine on less sleep, but we’re deluding ourselves, Dr. Veasey said, largely because lack of sleep skews our self-awareness. “The more you deprive yourself of sleep over long periods of time, the less accurate you are of judging your own sleep perception,” she said.

       Multiple studies have shown that people don’t functionally adapt to less sleep than their bodies need. There is a range of normal sleep times, with most healthy adults naturally needing seven to nine hours of sleep per night, according to the National Sleep Foundation. Those over 65 need about seven to eight hours, on average, while teenagers need eight to 10 hours, and school-age children nine to 11 hours. People’s performance continues to be poor while they are sleep deprived, Dr. Veasey said.

       Health issues like pain, sleep apnea or autoimmune disease can increase people’s need for sleep, said Andrea Meredith, a neuroscientist at the University of Maryland School of Medicine. A misalignment of the clock that governs our sleep-wake cycle can also drive up the need for sleep, Dr. Meredith said. The brain’s clock can get misaligned by being stimulated at the wrong time of day, she said, such as from caffeine in the afternoon or evening, digital screen use too close to bedtime, or even exercise at a time of day when the body wants to be winding down.

    (http://well.blogs.nytimes.com. Adaptado.)

    According to the information presented in the second paragraph, one can say that
    Escolha uma alternativa para a questão 1a9ee5db-30
  • 1A98D884-30

    Inglês

    Sinônimos | Synonyms
    UNESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Question: Is there anything I can do to train my body to need less sleep?

    Karen Weintraub

    June 17, 2016

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

       Many people think they can teach themselves to need less sleep, but they’re wrong, said Dr. Sigrid Veasey, a professor at the Center for Sleep and Circadian Neurobiology at the University of Pennsylvania’s Perelman School of Medicine. We might feel that we’re getting by fine on less sleep, but we’re deluding ourselves, Dr. Veasey said, largely because lack of sleep skews our self-awareness. “The more you deprive yourself of sleep over long periods of time, the less accurate you are of judging your own sleep perception,” she said.

       Multiple studies have shown that people don’t functionally adapt to less sleep than their bodies need. There is a range of normal sleep times, with most healthy adults naturally needing seven to nine hours of sleep per night, according to the National Sleep Foundation. Those over 65 need about seven to eight hours, on average, while teenagers need eight to 10 hours, and school-age children nine to 11 hours. People’s performance continues to be poor while they are sleep deprived, Dr. Veasey said.

       Health issues like pain, sleep apnea or autoimmune disease can increase people’s need for sleep, said Andrea Meredith, a neuroscientist at the University of Maryland School of Medicine. A misalignment of the clock that governs our sleep-wake cycle can also drive up the need for sleep, Dr. Meredith said. The brain’s clock can get misaligned by being stimulated at the wrong time of day, she said, such as from caffeine in the afternoon or evening, digital screen use too close to bedtime, or even exercise at a time of day when the body wants to be winding down.

    (http://well.blogs.nytimes.com. Adaptado.)

    No trecho do primeiro parágrafo “We might feel that we’re getting by fine on less sleep”, o termo em destaque pode ser substituído, sem alteração de sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão 1a98d884-30
  • 1A960E0E-30

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Question: Is there anything I can do to train my body to need less sleep?

    Karen Weintraub

    June 17, 2016

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

       Many people think they can teach themselves to need less sleep, but they’re wrong, said Dr. Sigrid Veasey, a professor at the Center for Sleep and Circadian Neurobiology at the University of Pennsylvania’s Perelman School of Medicine. We might feel that we’re getting by fine on less sleep, but we’re deluding ourselves, Dr. Veasey said, largely because lack of sleep skews our self-awareness. “The more you deprive yourself of sleep over long periods of time, the less accurate you are of judging your own sleep perception,” she said.

       Multiple studies have shown that people don’t functionally adapt to less sleep than their bodies need. There is a range of normal sleep times, with most healthy adults naturally needing seven to nine hours of sleep per night, according to the National Sleep Foundation. Those over 65 need about seven to eight hours, on average, while teenagers need eight to 10 hours, and school-age children nine to 11 hours. People’s performance continues to be poor while they are sleep deprived, Dr. Veasey said.

       Health issues like pain, sleep apnea or autoimmune disease can increase people’s need for sleep, said Andrea Meredith, a neuroscientist at the University of Maryland School of Medicine. A misalignment of the clock that governs our sleep-wake cycle can also drive up the need for sleep, Dr. Meredith said. The brain’s clock can get misaligned by being stimulated at the wrong time of day, she said, such as from caffeine in the afternoon or evening, digital screen use too close to bedtime, or even exercise at a time of day when the body wants to be winding down.

    (http://well.blogs.nytimes.com. Adaptado.)

    No primeiro parágrafo, a resposta da Dra. Sigrid Veasey à questão “Is there anything I can do to train my body to need less sleep?” indica que
    Escolha uma alternativa para a questão 1a960e0e-30
  • 1A9046FD-30

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2016

    Lola thinks that
    Escolha uma alternativa para a questão 1a9046fd-30
  • 1A87395E-30

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Carpe diem: Esse conhecido lema, extraído das Odes do poeta latino Horácio (65 a.C.- 8 a.C.), sintetiza expressivamente o seguinte motivo: saber aproveitar tudo o que se apresente de positivo (mesmo que pouco) e transitório.
    (Renzo Tosi. Dicionário de sentenças latinas e gregas, 2010. Adaptado.)
    Das estrofes extraídas da produção poética de Fernando Pessoa (1888-1935), aquela em que tal motivo se manifesta mais explicitamente é:
    Escolha uma alternativa para a questão 1a87395e-30