Questões do ENEM: Linguagens e Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

688 questões encontradas. Mostrando a página 31 de 35.

  • E7C3FBF5-94

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

       Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes,
    poeta e cidadão

    A morte chegou pelo interurbano em longas espirais metálicas.
    Era de madrugada. Ouvi a voz de minha mãe, viúva.
    De repente não tinha pai.
    No escuro de minha casa em Los Angeles procurei recompor
        [tua lembrança
    Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância
    Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menino
    Correndo ao teu encontro. Na ilha noturna
    Tinham-se apenas acendido os lampiões a gás, e a clarineta
    De Augusto geralmente procrastinava a tarde.
    Era belo esperar-te, cidadão. O bondinho
    Rangia nos trilhos a muitas praias de distância...
    Dizíamos: “Ê-vem meu pai!”. Quando a curva
    Se acendia de luzes semoventes*, ah, corríamos
    Corríamos ao teu encontro. A grande coisa era chegar antes
    Mas ser marraio** em teus braços, sentir por último
    Os doces espinhos da tua barba.
    Trazias de então uma expressão indizível de fidelidade e
       [paciência
    Teu rosto tinha os sulcos fundamentais da doçura
    De quem se deixou ser. Teus ombros possantes
    Se curvavam como ao peso da enorme poesia
    Que não realizaste. O barbante cortava teus dedos
    Pesados de mil embrulhos: carne, pão, utensílios
    Para o cotidiano (e frequentemente o binóculo
    Que vivias comprando e com que te deixavas horas inteiras
    Mirando o mar). Dize-me, meu pai
    Que viste tantos anos através do teu óculo de alcance
    Que nunca revelaste a ninguém?
    Vencias o percurso entre a amendoeira e a casa como o atleta
        [exausto no último lance da maratona.

    Te grimpávamos. Eras penca de filho. Jamais
    Uma palavra dura, um rosnar paterno. Entravas a casa
    humilde

    A um gesto do mar. A noite se fechava
    Sobre o grupo familial como uma grande porta espessa.
    Muitas vezes te vi desejar. Desejavas. Deixavas-te olhando
       [o mar
    Com mirada de argonauta. Teus pequenos olhos feios
    Buscavam ilhas, outras ilhas... — as imaculadas, inacessíveis
    Ilhas do Tesouro. Querias. Querias um dia aportar
    E trazer — depositar aos pés da amada as joias fulgurantes
    Do teu amor. Sim, foste descobridor, e entre eles
    Dos mais provectos***. Muitas vezes te vi, comandante
    Comandar, batido de ventos, perdido na fosforência
    De vastos e noturnos oceanos
    Sem jamais.
    Deste-nos pobreza e amor. A mim me deste
    A suprema pobreza: o dom da poesia, e a capacidade de amar
    Em silêncio. Foste um pobre. Mendigavas nosso amor
    Em silêncio. Foste um no lado esquerdo. Mas
    Teu amor inventou. Financiaste uma lancha
    Movida a água: foi reta para o fundo. Partiste um dia
    Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.
    Doze luas voltaste. Tua primogênita — diz-se —
    Não te reconheceu. Trazias grandes barbas e pequenas
         [águas-marinhas.
        (Vinicius de Moraes. Antologia poética. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1974, p. 180-181.)


    (*) Semovente: “Que ou o que anda ou se move por si próprio.”
    (**) Marraio: “No gude e noutros jogos, palavra que dá, a quem
    primeiro a grita, o direito de ser o último a jogar.”
    (***) Provecto: “Que conhece muito um assunto ou uma ciência,
    experiente, versado, mestre.”
                 (Dicionário Eletrônico Houaiss)

    Quando a curva / Se acendia de luzes semoventes,

    Esta imagem significa, nos versos em que surge,

    Escolha uma alternativa para a questão e7c3fbf5-94
  • E7BEC741-94

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

       Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes,
    poeta e cidadão

    A morte chegou pelo interurbano em longas espirais metálicas.
    Era de madrugada. Ouvi a voz de minha mãe, viúva.
    De repente não tinha pai.
    No escuro de minha casa em Los Angeles procurei recompor
        [tua lembrança
    Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância
    Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menino
    Correndo ao teu encontro. Na ilha noturna
    Tinham-se apenas acendido os lampiões a gás, e a clarineta
    De Augusto geralmente procrastinava a tarde.
    Era belo esperar-te, cidadão. O bondinho
    Rangia nos trilhos a muitas praias de distância...
    Dizíamos: “Ê-vem meu pai!”. Quando a curva
    Se acendia de luzes semoventes*, ah, corríamos
    Corríamos ao teu encontro. A grande coisa era chegar antes
    Mas ser marraio** em teus braços, sentir por último
    Os doces espinhos da tua barba.
    Trazias de então uma expressão indizível de fidelidade e
       [paciência
    Teu rosto tinha os sulcos fundamentais da doçura
    De quem se deixou ser. Teus ombros possantes
    Se curvavam como ao peso da enorme poesia
    Que não realizaste. O barbante cortava teus dedos
    Pesados de mil embrulhos: carne, pão, utensílios
    Para o cotidiano (e frequentemente o binóculo
    Que vivias comprando e com que te deixavas horas inteiras
    Mirando o mar). Dize-me, meu pai
    Que viste tantos anos através do teu óculo de alcance
    Que nunca revelaste a ninguém?
    Vencias o percurso entre a amendoeira e a casa como o atleta
        [exausto no último lance da maratona.

    Te grimpávamos. Eras penca de filho. Jamais
    Uma palavra dura, um rosnar paterno. Entravas a casa
    humilde

    A um gesto do mar. A noite se fechava
    Sobre o grupo familial como uma grande porta espessa.
    Muitas vezes te vi desejar. Desejavas. Deixavas-te olhando
       [o mar
    Com mirada de argonauta. Teus pequenos olhos feios
    Buscavam ilhas, outras ilhas... — as imaculadas, inacessíveis
    Ilhas do Tesouro. Querias. Querias um dia aportar
    E trazer — depositar aos pés da amada as joias fulgurantes
    Do teu amor. Sim, foste descobridor, e entre eles
    Dos mais provectos***. Muitas vezes te vi, comandante
    Comandar, batido de ventos, perdido na fosforência
    De vastos e noturnos oceanos
    Sem jamais.
    Deste-nos pobreza e amor. A mim me deste
    A suprema pobreza: o dom da poesia, e a capacidade de amar
    Em silêncio. Foste um pobre. Mendigavas nosso amor
    Em silêncio. Foste um no lado esquerdo. Mas
    Teu amor inventou. Financiaste uma lancha
    Movida a água: foi reta para o fundo. Partiste um dia
    Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.
    Doze luas voltaste. Tua primogênita — diz-se —
    Não te reconheceu. Trazias grandes barbas e pequenas
         [águas-marinhas.
        (Vinicius de Moraes. Antologia poética. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1974, p. 180-181.)


    (*) Semovente: “Que ou o que anda ou se move por si próprio.”
    (**) Marraio: “No gude e noutros jogos, palavra que dá, a quem
    primeiro a grita, o direito de ser o último a jogar.”
    (***) Provecto: “Que conhece muito um assunto ou uma ciência,
    experiente, versado, mestre.”
                 (Dicionário Eletrônico Houaiss)

    Marque a alternativa cujo verso contém um pleonasmo, ou seja, uma redundância de termos com bom efeito estilístico.
    Escolha uma alternativa para a questão e7bec741-94
  • E7B3FB37-94

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

       Elegia na morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes,
    poeta e cidadão

    A morte chegou pelo interurbano em longas espirais metálicas.
    Era de madrugada. Ouvi a voz de minha mãe, viúva.
    De repente não tinha pai.
    No escuro de minha casa em Los Angeles procurei recompor
        [tua lembrança
    Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância
    Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menino
    Correndo ao teu encontro. Na ilha noturna
    Tinham-se apenas acendido os lampiões a gás, e a clarineta
    De Augusto geralmente procrastinava a tarde.
    Era belo esperar-te, cidadão. O bondinho
    Rangia nos trilhos a muitas praias de distância...
    Dizíamos: “Ê-vem meu pai!”. Quando a curva
    Se acendia de luzes semoventes*, ah, corríamos
    Corríamos ao teu encontro. A grande coisa era chegar antes
    Mas ser marraio** em teus braços, sentir por último
    Os doces espinhos da tua barba.
    Trazias de então uma expressão indizível de fidelidade e
       [paciência
    Teu rosto tinha os sulcos fundamentais da doçura
    De quem se deixou ser. Teus ombros possantes
    Se curvavam como ao peso da enorme poesia
    Que não realizaste. O barbante cortava teus dedos
    Pesados de mil embrulhos: carne, pão, utensílios
    Para o cotidiano (e frequentemente o binóculo
    Que vivias comprando e com que te deixavas horas inteiras
    Mirando o mar). Dize-me, meu pai
    Que viste tantos anos através do teu óculo de alcance
    Que nunca revelaste a ninguém?
    Vencias o percurso entre a amendoeira e a casa como o atleta
        [exausto no último lance da maratona.

    Te grimpávamos. Eras penca de filho. Jamais
    Uma palavra dura, um rosnar paterno. Entravas a casa
    humilde

    A um gesto do mar. A noite se fechava
    Sobre o grupo familial como uma grande porta espessa.
    Muitas vezes te vi desejar. Desejavas. Deixavas-te olhando
       [o mar
    Com mirada de argonauta. Teus pequenos olhos feios
    Buscavam ilhas, outras ilhas... — as imaculadas, inacessíveis
    Ilhas do Tesouro. Querias. Querias um dia aportar
    E trazer — depositar aos pés da amada as joias fulgurantes
    Do teu amor. Sim, foste descobridor, e entre eles
    Dos mais provectos***. Muitas vezes te vi, comandante
    Comandar, batido de ventos, perdido na fosforência
    De vastos e noturnos oceanos
    Sem jamais.
    Deste-nos pobreza e amor. A mim me deste
    A suprema pobreza: o dom da poesia, e a capacidade de amar
    Em silêncio. Foste um pobre. Mendigavas nosso amor
    Em silêncio. Foste um no lado esquerdo. Mas
    Teu amor inventou. Financiaste uma lancha
    Movida a água: foi reta para o fundo. Partiste um dia
    Para um brasil além, garimpeiro sem medo e sem mácula.
    Doze luas voltaste. Tua primogênita — diz-se —
    Não te reconheceu. Trazias grandes barbas e pequenas
         [águas-marinhas.
        (Vinicius de Moraes. Antologia poética. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1974, p. 180-181.)


    (*) Semovente: “Que ou o que anda ou se move por si próprio.”
    (**) Marraio: “No gude e noutros jogos, palavra que dá, a quem
    primeiro a grita, o direito de ser o último a jogar.”
    (***) Provecto: “Que conhece muito um assunto ou uma ciência,
    experiente, versado, mestre.”
                 (Dicionário Eletrônico Houaiss)

    Compare o conteúdo das frases a seguir com o que o eu-poemático afirma no poema.

    I. A notícia da morte do pai chegou por telefone.
    II. O falecimento foi informado pela primogênita.
    III. A morte do pai provocou reminiscências da infância.
    IV. Apesar de não ter sido um bom pai, o filho perdoa e sente
    saudades.

    As frases que correspondem ao que é efetivamente expresso no poema estão contidas apenas em
    Escolha uma alternativa para a questão e7b3fb37-94
  • E7AE6492-94

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

                       O fim do marketing
    A empresa vende ao consumidor
    — com a web não é mais assim


    Com a internet se tornando onipresente, os Quatro Ps do
    marketing — produto, praça, preço e promoção — não funcionam
    mais. O paradigma era simples e unidirecional: as
    empresas vendem aos consumidores. Nós criamos produtos;
    fixamos preços; definimos os locais onde vendê-los; e fazemos
    anúncios. Nós controlamos a mensagem. A internet transforma
    todas essas atividades.
    (...)
    Os produtos agora são customizados em massa, envolvem
    serviços e são marcados pelo conhecimento e os gostos dos
    consumidores. Por meio de comunidades online, os consumidores
    hoje participam do desenvolvimento do produto. Produtos
    estão se tornando experiências. Estão mortas as velhas
    concepções industriais na definição e marketing de produtos.
    (...)

    Graças às vendas online e à nova dinâmica do mercado,
    os preços fixados pelo fornecedor estão sendo cada vez mais
    desafiados. Hoje questionamos até o conceito de “preço”, à
    medida que os consumidores ganham acesso a ferramentas
    que lhes permitem determinar quanto querem pagar. Os consumidores
    vão oferecer vários preços por um produto, dependendo
    de condições específicas. Compradores e vendedores
    trocam mais informações e o preço se torna fluido. Os mercados,
    e não as empresas, decidem sobre os preços de produtos
    e serviços.
    (...)
    A empresa moderna compete em dois mundos: um físico
    (a praça, ou marketplace) e um mundo digital de informação
    (o espaço mercadológico, ou marketspace). As empresas não
    devem preocupar-se com a criação de um web site vistoso,
    mas sim de uma grande comunidade online e com o capital
    de relacionamento. Corações, e não olhos, são o que conta.
    Dentro de uma década, a maioria dos produtos será vendida
    no espaço mercadológico. Uma nova fronteira de comércio é a
    marketface — a interface entre o marketplace e o marketspace.
    (...)
    Publicidade, promoção, relações públicas etc. exploram
    “mensagens” unidirecionais, de um-para-muitos e de tamanho
    único, dirigidas a consumidores sem rosto e sem poder.
    As comunidades online perturbam drasticamente esse modelo.
    Os consumidores com frequência têm acesso a informações
    sobre os produtos, e o poder passa para o lado deles. São eles
    que controlam as regras do mercado, não você. Eles escolhem
    o meio e a mensagem. Em vez de receber mensagens enviadas
    por profissionais de relações públicas, eles criam a “opinião
    pública” online.
       Os marqueteiros estão perdendo o controle, e isso é muito bom.
    (Don Tapscott. O fim do marketing. INFO, São Paulo,Editora Abril, janeiro 2011, p. 22.)

    Os marqueteiros estão perdendo o controle, e isso é muito bom.

    O termo marqueteiro, presente nesta frase, foi formado em português por influência do inglês e tem como uma de suas acepções usuais:
    Escolha uma alternativa para a questão e7ae6492-94
  • E7A8D547-94

    Português

    Análise sintática
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

                       O fim do marketing
    A empresa vende ao consumidor
    — com a web não é mais assim


    Com a internet se tornando onipresente, os Quatro Ps do
    marketing — produto, praça, preço e promoção — não funcionam
    mais. O paradigma era simples e unidirecional: as
    empresas vendem aos consumidores. Nós criamos produtos;
    fixamos preços; definimos os locais onde vendê-los; e fazemos
    anúncios. Nós controlamos a mensagem. A internet transforma
    todas essas atividades.
    (...)
    Os produtos agora são customizados em massa, envolvem
    serviços e são marcados pelo conhecimento e os gostos dos
    consumidores. Por meio de comunidades online, os consumidores
    hoje participam do desenvolvimento do produto. Produtos
    estão se tornando experiências. Estão mortas as velhas
    concepções industriais na definição e marketing de produtos.
    (...)

    Graças às vendas online e à nova dinâmica do mercado,
    os preços fixados pelo fornecedor estão sendo cada vez mais
    desafiados. Hoje questionamos até o conceito de “preço”, à
    medida que os consumidores ganham acesso a ferramentas
    que lhes permitem determinar quanto querem pagar. Os consumidores
    vão oferecer vários preços por um produto, dependendo
    de condições específicas. Compradores e vendedores
    trocam mais informações e o preço se torna fluido. Os mercados,
    e não as empresas, decidem sobre os preços de produtos
    e serviços.
    (...)
    A empresa moderna compete em dois mundos: um físico
    (a praça, ou marketplace) e um mundo digital de informação
    (o espaço mercadológico, ou marketspace). As empresas não
    devem preocupar-se com a criação de um web site vistoso,
    mas sim de uma grande comunidade online e com o capital
    de relacionamento. Corações, e não olhos, são o que conta.
    Dentro de uma década, a maioria dos produtos será vendida
    no espaço mercadológico. Uma nova fronteira de comércio é a
    marketface — a interface entre o marketplace e o marketspace.
    (...)
    Publicidade, promoção, relações públicas etc. exploram
    “mensagens” unidirecionais, de um-para-muitos e de tamanho
    único, dirigidas a consumidores sem rosto e sem poder.
    As comunidades online perturbam drasticamente esse modelo.
    Os consumidores com frequência têm acesso a informações
    sobre os produtos, e o poder passa para o lado deles. São eles
    que controlam as regras do mercado, não você. Eles escolhem
    o meio e a mensagem. Em vez de receber mensagens enviadas
    por profissionais de relações públicas, eles criam a “opinião
    pública” online.
       Os marqueteiros estão perdendo o controle, e isso é muito bom.
    (Don Tapscott. O fim do marketing. INFO, São Paulo,Editora Abril, janeiro 2011, p. 22.)

    Nós criamos produtos; fixamos preços; definimos os locais onde vendê-los; e fazemos anúncios. Nós controlamos a mensagem.


    Nas orações que compõem os dois períodos transcritos, os termos destacados exercem a função de

    Escolha uma alternativa para a questão e7a8d547-94
  • E7A411E3-94

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

                       O fim do marketing
    A empresa vende ao consumidor
    — com a web não é mais assim


    Com a internet se tornando onipresente, os Quatro Ps do
    marketing — produto, praça, preço e promoção — não funcionam
    mais. O paradigma era simples e unidirecional: as
    empresas vendem aos consumidores. Nós criamos produtos;
    fixamos preços; definimos os locais onde vendê-los; e fazemos
    anúncios. Nós controlamos a mensagem. A internet transforma
    todas essas atividades.
    (...)
    Os produtos agora são customizados em massa, envolvem
    serviços e são marcados pelo conhecimento e os gostos dos
    consumidores. Por meio de comunidades online, os consumidores
    hoje participam do desenvolvimento do produto. Produtos
    estão se tornando experiências. Estão mortas as velhas
    concepções industriais na definição e marketing de produtos.
    (...)

    Graças às vendas online e à nova dinâmica do mercado,
    os preços fixados pelo fornecedor estão sendo cada vez mais
    desafiados. Hoje questionamos até o conceito de “preço”, à
    medida que os consumidores ganham acesso a ferramentas
    que lhes permitem determinar quanto querem pagar. Os consumidores
    vão oferecer vários preços por um produto, dependendo
    de condições específicas. Compradores e vendedores
    trocam mais informações e o preço se torna fluido. Os mercados,
    e não as empresas, decidem sobre os preços de produtos
    e serviços.
    (...)
    A empresa moderna compete em dois mundos: um físico
    (a praça, ou marketplace) e um mundo digital de informação
    (o espaço mercadológico, ou marketspace). As empresas não
    devem preocupar-se com a criação de um web site vistoso,
    mas sim de uma grande comunidade online e com o capital
    de relacionamento. Corações, e não olhos, são o que conta.
    Dentro de uma década, a maioria dos produtos será vendida
    no espaço mercadológico. Uma nova fronteira de comércio é a
    marketface — a interface entre o marketplace e o marketspace.
    (...)
    Publicidade, promoção, relações públicas etc. exploram
    “mensagens” unidirecionais, de um-para-muitos e de tamanho
    único, dirigidas a consumidores sem rosto e sem poder.
    As comunidades online perturbam drasticamente esse modelo.
    Os consumidores com frequência têm acesso a informações
    sobre os produtos, e o poder passa para o lado deles. São eles
    que controlam as regras do mercado, não você. Eles escolhem
    o meio e a mensagem. Em vez de receber mensagens enviadas
    por profissionais de relações públicas, eles criam a “opinião
    pública” online.
       Os marqueteiros estão perdendo o controle, e isso é muito bom.
    (Don Tapscott. O fim do marketing. INFO, São Paulo,Editora Abril, janeiro 2011, p. 22.)

    São eles que controlam as regras do mercado, não você. Eles escolhem o meio e a mensagem. Em vez de receber mensagens enviadas por profissionais de relações públicas, eles criam a “opinião pública" online.

    Nesta passagem do penúltimo parágrafo do texto, o autor repete por três vezes o pronome eles, para referir-se enfaticamente aos


    Escolha uma alternativa para a questão e7a411e3-94
  • E79FB738-94

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

                       O fim do marketing
    A empresa vende ao consumidor
    — com a web não é mais assim


    Com a internet se tornando onipresente, os Quatro Ps do
    marketing — produto, praça, preço e promoção — não funcionam
    mais. O paradigma era simples e unidirecional: as
    empresas vendem aos consumidores. Nós criamos produtos;
    fixamos preços; definimos os locais onde vendê-los; e fazemos
    anúncios. Nós controlamos a mensagem. A internet transforma
    todas essas atividades.
    (...)
    Os produtos agora são customizados em massa, envolvem
    serviços e são marcados pelo conhecimento e os gostos dos
    consumidores. Por meio de comunidades online, os consumidores
    hoje participam do desenvolvimento do produto. Produtos
    estão se tornando experiências. Estão mortas as velhas
    concepções industriais na definição e marketing de produtos.
    (...)

    Graças às vendas online e à nova dinâmica do mercado,
    os preços fixados pelo fornecedor estão sendo cada vez mais
    desafiados. Hoje questionamos até o conceito de “preço”, à
    medida que os consumidores ganham acesso a ferramentas
    que lhes permitem determinar quanto querem pagar. Os consumidores
    vão oferecer vários preços por um produto, dependendo
    de condições específicas. Compradores e vendedores
    trocam mais informações e o preço se torna fluido. Os mercados,
    e não as empresas, decidem sobre os preços de produtos
    e serviços.
    (...)
    A empresa moderna compete em dois mundos: um físico
    (a praça, ou marketplace) e um mundo digital de informação
    (o espaço mercadológico, ou marketspace). As empresas não
    devem preocupar-se com a criação de um web site vistoso,
    mas sim de uma grande comunidade online e com o capital
    de relacionamento. Corações, e não olhos, são o que conta.
    Dentro de uma década, a maioria dos produtos será vendida
    no espaço mercadológico. Uma nova fronteira de comércio é a
    marketface — a interface entre o marketplace e o marketspace.
    (...)
    Publicidade, promoção, relações públicas etc. exploram
    “mensagens” unidirecionais, de um-para-muitos e de tamanho
    único, dirigidas a consumidores sem rosto e sem poder.
    As comunidades online perturbam drasticamente esse modelo.
    Os consumidores com frequência têm acesso a informações
    sobre os produtos, e o poder passa para o lado deles. São eles
    que controlam as regras do mercado, não você. Eles escolhem
    o meio e a mensagem. Em vez de receber mensagens enviadas
    por profissionais de relações públicas, eles criam a “opinião
    pública” online.
       Os marqueteiros estão perdendo o controle, e isso é muito bom.
    (Don Tapscott. O fim do marketing. INFO, São Paulo,Editora Abril, janeiro 2011, p. 22.)

    Publicidade, promoção, relações públicas etc. exploram “mensagens" unidirecionais, de um-para-muitos e de tamanho único, dirigidas a consumidores sem rosto e sem poder.

    Nesta passagem do quinto parágrafo, ao empregar a expressão consumidores sem rosto e sem poder, o autor sugere que:
    Escolha uma alternativa para a questão e79fb738-94
  • E794AA2F-94

    Português

    Morfologia
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Assinale a alternativa cuja frase contém um numeral cardinal empregado como substantivo.
    Escolha uma alternativa para a questão e794aa2f-94
  • E78F9654-94

    Português

    Coesão e coerência
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações mais hostis...

    Com esta frase, o cronista afirma que
    Escolha uma alternativa para a questão e78f9654-94
  • E78A34F8-94

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Considerando que o último parágrafo do fragmento representa uma ironia do cronista, seu significado contextual é:
    Escolha uma alternativa para a questão e78a34f8-94
  • E784AC2E-94

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    ... cheios de fel e de tédio...
    Nesta passagem do sexto parágrafo, o cronista se utiliza figuradamente da palavra fel para significar
    Escolha uma alternativa para a questão e784ac2e-94
  • E77F5F76-94

    Português

    Interpretação de Textos
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma campanha alegre, IX
    Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este
    singular estado:
    Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente
    possuem o Poder, perdem o Poder, reconquistam o Poder,
    trocam o Poder... O Poder não sai duns certos grupos,
    como uma pela* que quatro crianças, aos quatro cantos de
    uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, num rumor de risos.
    Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no Poder,
    esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os
    outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da
    Fazenda, a ruína do País!
    Os outros, os que não estão no Poder, são, segundo a sua
    própria opinião e os seus jornais — os verdadeiros liberais, os
    salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses
    do País.
    Mas, coisa notável! — os cinco que estão no Poder fazem
    tudo o que podem para continuar a ser os esbanjadores da
    Fazenda e a ruína do País, durante o maior tempo possível! E
    os que não estão no Poder movem-se, conspiram, cansam-se,
    para deixar de ser o mais depressa que puderem — os verdadeiros
    liberais, e os interesses do País!
    Até que enfim caem os cinco do Poder, e os outros, os
    verdadeiros liberais, entram triunfantemente na designação
    herdada de esbanjadores da Fazenda e ruína do País; em tanto
    que os que caíram do Poder se resignam, cheios de fel e de tédio
    — a vir a ser os verdadeiros liberais e os interesses do País.
    Ora como todos os ministros são tirados deste grupo de
    doze ou quinze indivíduos, não há nenhum deles que não tenha
    sido por seu turno esbanjador da Fazenda e ruína do País...
    Não há nenhum que não tenha sido demitido, ou obrigado
    a pedir a demissão, pelas acusações mais graves e pelas votações
    mais hostis...
    Não há nenhum que não tenha sido julgado incapaz de
    dirigir as coisas públicas — pela Imprensa, pela palavra dos
    oradores, pelas incriminações da opinião, pela afirmativa
    constitucional do poder moderador...
    E todavia serão estes doze ou quinze indivíduos os que
    continuarão dirigindo o País, neste caminho em que ele vai,
    feliz, abundante, rico, forte, coroado de rosas, e num chouto**
    tão triunfante!
    (*) Pela: bola.
    (**) Chouto: trote miúdo.
                        (Eça de Queirós. Obras. Porto: Lello & Irmão-Editores, [s.d.].)
    Considere as frases com relação ao que se afirma na crônica de Eça de Queirós:

    I. Os que estão no poder não querem sair e os que não estão querem entrar.

    II. Quando um partido ético está no poder, tudo fica melhor.
    III. Os governantes são bons e éticos, mas vivem a trocar acusações infundadas.
    IV. Os políticos que estão fora do poder julgam-se os melhores eticamente para governar.


    As frases que representam a opinião do cronista estão contidas apenas em:


    Escolha uma alternativa para a questão e77f5f76-94
  • 3C60A473-8D

    Inglês

    Formação de palavras (prefixos e sufixos) | Word formation (prefix and suffix)
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia o texto para responder à questão.

          I started to run because I felt desperately unfit. But the biggest pay-off for me was – and still is – the deep relaxation that I achieve by taking exercise. It tires me out but I find that it does calm me down. When I started running seven years ago, I could manage only 400 meters before I had to stop. Breathless and aching, I walked the next quarter of a mile, alternating these two activities for a couple of kilometers.

          When I started to jog I never dreamt of running in a marathon, but a few years later I realized that if I trained for it, the London Marathon, one of the biggest British sporting events, would be within my reach. My story shows that an unfit 39-year-old, as I was when I started running, who had taken no serious exercise for twenty years, can do the marathon – and that this is a sport in which women can beat men. But is it crazy to do it? Does it make sense to run in the expectation of becoming healthier?

          My advice is: if you are under forty, healthy and feel well, you can begin as I did by jogging gently until you are out of breath, then walking, and alternating the two for about three kilometers. Build up the jogging in stages until you can do the whole distance comfortably.

                                              (Headway Intermediate – Student’s Book. Oxford University Press. Adaptado.)

    Indique a alternativa em que quatro adjetivos e um advérbio foram formados por sufixação.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c60a473-8d
  • 3C5B85A7-8D

    Inglês

    Formação de palavras (prefixos e sufixos) | Word formation (prefix and suffix)
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia o texto para responder à questão.

          I started to run because I felt desperately unfit. But the biggest pay-off for me was – and still is – the deep relaxation that I achieve by taking exercise. It tires me out but I find that it does calm me down. When I started running seven years ago, I could manage only 400 meters before I had to stop. Breathless and aching, I walked the next quarter of a mile, alternating these two activities for a couple of kilometers.

          When I started to jog I never dreamt of running in a marathon, but a few years later I realized that if I trained for it, the London Marathon, one of the biggest British sporting events, would be within my reach. My story shows that an unfit 39-year-old, as I was when I started running, who had taken no serious exercise for twenty years, can do the marathon – and that this is a sport in which women can beat men. But is it crazy to do it? Does it make sense to run in the expectation of becoming healthier?

          My advice is: if you are under forty, healthy and feel well, you can begin as I did by jogging gently until you are out of breath, then walking, and alternating the two for about three kilometers. Build up the jogging in stages until you can do the whole distance comfortably.

                                              (Headway Intermediate – Student’s Book. Oxford University Press. Adaptado.)

    No texto, as expressões pay-off (1.º parágrafo), a couple of (1.º parágrafo), my reach (2.° parágrafo) e becoming healthier (2.° parágrafo) significam, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 3c5b85a7-8d
  • 3C56E10D-8D

    Inglês

    Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia o texto para responder à questão.

          I started to run because I felt desperately unfit. But the biggest pay-off for me was – and still is – the deep relaxation that I achieve by taking exercise. It tires me out but I find that it does calm me down. When I started running seven years ago, I could manage only 400 meters before I had to stop. Breathless and aching, I walked the next quarter of a mile, alternating these two activities for a couple of kilometers.

          When I started to jog I never dreamt of running in a marathon, but a few years later I realized that if I trained for it, the London Marathon, one of the biggest British sporting events, would be within my reach. My story shows that an unfit 39-year-old, as I was when I started running, who had taken no serious exercise for twenty years, can do the marathon – and that this is a sport in which women can beat men. But is it crazy to do it? Does it make sense to run in the expectation of becoming healthier?

          My advice is: if you are under forty, healthy and feel well, you can begin as I did by jogging gently until you are out of breath, then walking, and alternating the two for about three kilometers. Build up the jogging in stages until you can do the whole distance comfortably.

                                              (Headway Intermediate – Student’s Book. Oxford University Press. Adaptado.)

    Indique a alternativa composta de duas orações cujas afirmações se opõem.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c56e10d-8d
  • 3C516FB8-8D

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia o texto para responder à questão.

          I started to run because I felt desperately unfit. But the biggest pay-off for me was – and still is – the deep relaxation that I achieve by taking exercise. It tires me out but I find that it does calm me down. When I started running seven years ago, I could manage only 400 meters before I had to stop. Breathless and aching, I walked the next quarter of a mile, alternating these two activities for a couple of kilometers.

          When I started to jog I never dreamt of running in a marathon, but a few years later I realized that if I trained for it, the London Marathon, one of the biggest British sporting events, would be within my reach. My story shows that an unfit 39-year-old, as I was when I started running, who had taken no serious exercise for twenty years, can do the marathon – and that this is a sport in which women can beat men. But is it crazy to do it? Does it make sense to run in the expectation of becoming healthier?

          My advice is: if you are under forty, healthy and feel well, you can begin as I did by jogging gently until you are out of breath, then walking, and alternating the two for about three kilometers. Build up the jogging in stages until you can do the whole distance comfortably.

                                              (Headway Intermediate – Student’s Book. Oxford University Press. Adaptado.)

    O parágrafo que melhor se encaixaria na sequência do texto, como um parágrafo adicional, seria
    Escolha uma alternativa para a questão 3c516fb8-8d
  • 3C4C323A-8D

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia o texto para responder à questão.

          I started to run because I felt desperately unfit. But the biggest pay-off for me was – and still is – the deep relaxation that I achieve by taking exercise. It tires me out but I find that it does calm me down. When I started running seven years ago, I could manage only 400 meters before I had to stop. Breathless and aching, I walked the next quarter of a mile, alternating these two activities for a couple of kilometers.

          When I started to jog I never dreamt of running in a marathon, but a few years later I realized that if I trained for it, the London Marathon, one of the biggest British sporting events, would be within my reach. My story shows that an unfit 39-year-old, as I was when I started running, who had taken no serious exercise for twenty years, can do the marathon – and that this is a sport in which women can beat men. But is it crazy to do it? Does it make sense to run in the expectation of becoming healthier?

          My advice is: if you are under forty, healthy and feel well, you can begin as I did by jogging gently until you are out of breath, then walking, and alternating the two for about three kilometers. Build up the jogging in stages until you can do the whole distance comfortably.

                                              (Headway Intermediate – Student’s Book. Oxford University Press. Adaptado.)

    De acordo com o texto,
    Escolha uma alternativa para a questão 3c4c323a-8d
  • 3C45A8F9-8D

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia o texto para responder à questão.

          I started to run because I felt desperately unfit. But the biggest pay-off for me was – and still is – the deep relaxation that I achieve by taking exercise. It tires me out but I find that it does calm me down. When I started running seven years ago, I could manage only 400 meters before I had to stop. Breathless and aching, I walked the next quarter of a mile, alternating these two activities for a couple of kilometers.

          When I started to jog I never dreamt of running in a marathon, but a few years later I realized that if I trained for it, the London Marathon, one of the biggest British sporting events, would be within my reach. My story shows that an unfit 39-year-old, as I was when I started running, who had taken no serious exercise for twenty years, can do the marathon – and that this is a sport in which women can beat men. But is it crazy to do it? Does it make sense to run in the expectation of becoming healthier?

          My advice is: if you are under forty, healthy and feel well, you can begin as I did by jogging gently until you are out of breath, then walking, and alternating the two for about three kilometers. Build up the jogging in stages until you can do the whole distance comfortably.

                                              (Headway Intermediate – Student’s Book. Oxford University Press. Adaptado.)

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c45a8f9-8d
  • 3C402AF9-8D

    Inglês

    Tradução | Translation
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia os quadrinhos para responder à questão.

                                 Imagem da questão de Inglês, da prova de 2011

    Os termos em português equivalentes às palavras alleys, lie, mice, neighborhood e scams na história são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 3c402af9-8d
  • 3C39F4D1-8D

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UNESP · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos

    Instrução: Leia os quadrinhos para responder à questão.

                                 Imagem da questão de Inglês, da prova de 2011

    Assinale a alternativa que contém, respectivamente, uma informação correta a respeito do cachorro e uma informação correta a respeito do gato.
    Escolha uma alternativa para a questão 3c39f4d1-8d