Questões do ENEM: Linguagens e Universidade Estadual de Goiás (UEG)

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392 questões encontradas. Mostrando a página 9 de 20.

  • 3E25F31B-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Observe a imagem e leia o fragmento para responder a questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018
    GOYA, Francisco de. El sueño de la razón produce monstruos, 1797 -79. Disponível em: <http://sarahsauvin.com/index.php?option=com_virtuemart&view=productdetails&virtuemart_product_id=184&virtuemart_category_id=5&lang=en>. Acesso em: 05 mar. 2018.


    O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não aguenta tinta.
    ASSIS, Machado. Dom Casmurro. São Paulo: Saraiva, 2006. p.14.
    Tem-se, na gravura de Goya, a personificação do abatimento humano, ao passo que, no fragmento de Dom Casmurro, o narrador-personagem se apresenta de modo melancólico porque
    Escolha uma alternativa para a questão 3e25f31b-c4
  • 3E231C16-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o fragmento para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018
    MARTINS, Aldemir. Gato vermelho, Gravura, 50cm X 70cm. s/d.
    Disponível em: <http://www.espacoarte.com.br/obras/6082-aldemir-martins>. Acesso em: 02 mar. 2018.


    História de uma gata

    Me alimentaram
    Me acariciaram
    Me aliciaram
    Me acostumaram

    O meu mundo era o apartamento
    Detefon, almofada e trato
    Todo dia filé-mignon
    Ou mesmo um bom filé...de gato

    Me diziam, todo momento
    Fique em casa, não tome vento
    Mas é duro ficar na sua
    Quando à luz da lua
    Tantos gatos pela rua
    Toda a noite vão cantando assim

    Nós, gatos, já nascemos pobres
    Porém, já nascemos livres
    Senhor, senhora ou senhorio
    Felino, não reconhecerás

    [...]

    De manhã eu voltei pra casa
    Fui barrada na portaria
    Sem filé e sem almofada
    Por causa da cantoria

    Mas agora o meu dia-a-dia
    É no meio da gataria
    Pela rua virando lata
    Eu sou mais eu, mais gata
    Numa louca serenata
    Que de noite sai cantando assim

    Nós, gatos, já nascemos pobres
    Porém, já nascemos livres
    Senhor, senhora ou senhorio
    Felino, não reconhecerás

    BUARQUE, Chico. História de uma gata. Disponível em: <http://www.letrasmusicais.mus.br/chico-buarque/historia-de-uma-gata>. Acesso em: 02 mar. 2018.

    Tanto a gravura quanto a letra da canção se referem aos gatos de uma maneira
    Escolha uma alternativa para a questão 3e231c16-c4
  • 3E1F9480-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o fragmento para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018
    MARTINS, Aldemir. Gato vermelho, Gravura, 50cm X 70cm. s/d.
    Disponível em: <http://www.espacoarte.com.br/obras/6082-aldemir-martins>. Acesso em: 02 mar. 2018.


    História de uma gata

    Me alimentaram
    Me acariciaram
    Me aliciaram
    Me acostumaram

    O meu mundo era o apartamento
    Detefon, almofada e trato
    Todo dia filé-mignon
    Ou mesmo um bom filé...de gato

    Me diziam, todo momento
    Fique em casa, não tome vento
    Mas é duro ficar na sua
    Quando à luz da lua
    Tantos gatos pela rua
    Toda a noite vão cantando assim

    Nós, gatos, já nascemos pobres
    Porém, já nascemos livres
    Senhor, senhora ou senhorio
    Felino, não reconhecerás

    [...]

    De manhã eu voltei pra casa
    Fui barrada na portaria
    Sem filé e sem almofada
    Por causa da cantoria

    Mas agora o meu dia-a-dia
    É no meio da gataria
    Pela rua virando lata
    Eu sou mais eu, mais gata
    Numa louca serenata
    Que de noite sai cantando assim

    Nós, gatos, já nascemos pobres
    Porém, já nascemos livres
    Senhor, senhora ou senhorio
    Felino, não reconhecerás

    BUARQUE, Chico. História de uma gata. Disponível em: <http://www.letrasmusicais.mus.br/chico-buarque/historia-de-uma-gata>. Acesso em: 02 mar. 2018.

    O gato representado na imagem se mostra estático e de olhar um tanto tristonho, ao passo que a gata da canção se mostra
    Escolha uma alternativa para a questão 3e1f9480-c4
  • 3E1C75DC-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Disponível em: <http://celeirodaleitura.blogspot.com.br/p/quadrinhos-inteligentes.html>. Acesso em: 12 mar. 2018.

    As falas das personagens dos quadrinhos estabelecem com os diversos textos de origem uma relação de 

    Escolha uma alternativa para a questão 3e1c75dc-c4
  • 3E19714A-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    KING, Stephen. Sobre a escrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p.151.
    Considerando-se o aspecto estilístico do texto, verifica-se que ele está escrito em um estilo mais próximo da linguagem
    Escolha uma alternativa para a questão 3e19714a-c4
  • 3E159051-C4

    Português

    Denotação e Conotação
    UEG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    KING, Stephen. Sobre a escrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p.151.
    No enunciado “Essa busca na memória será breve, porém intensa, um tipo de evocação hipnótica”, a palavra “evocação” pode ser substituída, sem prejuízo gramatical e semântico, por
    Escolha uma alternativa para a questão 3e159051-c4
  • 3E119E40-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    KING, Stephen. Sobre a escrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p.151.
    O autor defende no texto a ideia de que uma descrição bem-sucedida está baseada na
    Escolha uma alternativa para a questão 3e119e40-c4
  • 3E0E9038-C4

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UEG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    KING, Stephen. Sobre a escrita. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. p.151.
    No texto, o autor apresenta uma série de explicações e conselhos sobre as propriedades básicas da boa descrição. Para tanto, utiliza predominantemente a combinação das seguintes funções de linguagem: 
    Escolha uma alternativa para a questão 3e0e9038-c4
  • 3E0B6FFE-C4

    Inglês

    Tradução | Translation
    UEG · 2018Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Observe o infográfico a seguir e responda a questão.

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018

    Disponível em: <http://www.bosch-presse.de/pressportal/de/en/see-boschs-contribution-to-industry-4-0-42895.html>. Acesso em: 23 fev. 2018. (Adaptado)
    Em termos de sentido, verifica se que
    Escolha uma alternativa para a questão 3e0b6ffe-c4
  • 3E087069-C4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Observe o infográfico a seguir e responda a questão.

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018

    Disponível em: <http://www.bosch-presse.de/pressportal/de/en/see-boschs-contribution-to-industry-4-0-42895.html>. Acesso em: 23 fev. 2018. (Adaptado)
    According to the information expressed in the image and data, the industrial revolution
    Escolha uma alternativa para a questão 3e087069-c4
  • 3E05BC95-C4

    Inglês

    Aspectos linguísticos | Linguistic aspects
    UEG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Who's driving? Autonomous cars may be entering the most dangerous phase

        Autopilot controls are not yet fully capable of functioning without human intervention – but they’re good enough to lull us into a false sense of security.
        When California police officers approached a Tesla stopped in the centre of a five-lane highway outside San Francisco last week, they found a man asleep at the wheel. The driver, who was arrested on suspicion of drunk driving, told them his car was in “autopilot”, Tesla’s semi-autonomous driver assist system.
        In a separate incident, firefighters in Culver City reported that a Tesla vehicle parked at the rear of their fire truck as it attended an accident on the freeway. Again, the driver said the vehicle was in autopilot.
        The oft-repeated promise of driverless technology is that it will make the roads safer by reducing human error, the primary cause of accidents. However, those vehicles have a long way to go before they can eliminate the drivers. 
        However, research has shown that drivers get lulled into a false sense of security to the point where their minds and gazes start to wander away from the road. People become distracted or preoccupied with their smartphones. So when the car encounters a situation where the human needs to intervene, the driver can be slow to react.
        During tests the IIHS recorded a Mercedes having problems when the lane on the highway forked in two. The radar system locked onto the right-hand exit lane when the driver was trying to go straight.
        Concern over this new type of distracted driving is forcing engineers to introduce additional safety features to compensate. For example, GM has introduced eye-tracking technology to check the driver’s eyes are on the road while Tesla drivers can be locked out of autopilot if they ignore warnings to keep their hands on the steering wheel.
         In spite of these problems, Tesla’s CEO, Elon Musk, remains bullish about his company’s autonomous technology, even suggesting that by 2019 drivers would be able to sleep in their cars – presumably without being arrested by highway patrol officers.

    Disponível em: <https://www.theguardian.com/technology/2018/jan/24/self-driving-cars-dangerous-period-false-security>. Acesso em: 23 fev. 2018. (Adaptado).
    Analisando-se aspectos linguísticos e estruturais do texto, constata-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 3e05bc95-c4
  • 3E027536-C4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Who's driving? Autonomous cars may be entering the most dangerous phase

        Autopilot controls are not yet fully capable of functioning without human intervention – but they’re good enough to lull us into a false sense of security.
        When California police officers approached a Tesla stopped in the centre of a five-lane highway outside San Francisco last week, they found a man asleep at the wheel. The driver, who was arrested on suspicion of drunk driving, told them his car was in “autopilot”, Tesla’s semi-autonomous driver assist system.
        In a separate incident, firefighters in Culver City reported that a Tesla vehicle parked at the rear of their fire truck as it attended an accident on the freeway. Again, the driver said the vehicle was in autopilot.
        The oft-repeated promise of driverless technology is that it will make the roads safer by reducing human error, the primary cause of accidents. However, those vehicles have a long way to go before they can eliminate the drivers. 
        However, research has shown that drivers get lulled into a false sense of security to the point where their minds and gazes start to wander away from the road. People become distracted or preoccupied with their smartphones. So when the car encounters a situation where the human needs to intervene, the driver can be slow to react.
        During tests the IIHS recorded a Mercedes having problems when the lane on the highway forked in two. The radar system locked onto the right-hand exit lane when the driver was trying to go straight.
        Concern over this new type of distracted driving is forcing engineers to introduce additional safety features to compensate. For example, GM has introduced eye-tracking technology to check the driver’s eyes are on the road while Tesla drivers can be locked out of autopilot if they ignore warnings to keep their hands on the steering wheel.
         In spite of these problems, Tesla’s CEO, Elon Musk, remains bullish about his company’s autonomous technology, even suggesting that by 2019 drivers would be able to sleep in their cars – presumably without being arrested by highway patrol officers.

    Disponível em: <https://www.theguardian.com/technology/2018/jan/24/self-driving-cars-dangerous-period-false-security>. Acesso em: 23 fev. 2018. (Adaptado).
    Considering to the information expressed in the text, autonomous cars
    Escolha uma alternativa para a questão 3e027536-c4
  • A2AD2E91-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir.

    Era de jurema o bosque sagrado. Em torno corriam os troncos rugosos da árvore de Tupã; dos galhos pendiam ocultos pela rama escura os vasos do sacrifício; lastravam o chão as cinzas de extinto fogo, que servira à festa da última lua.

    Antes de penetrar o recôndito sítio, a virgem que conduzia o guerreiro pela mão hesitou, inclinando o ouvido sutil aos suspiros da brisa. Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão. Nada havia porém de suspeito no intenso respiro da floresta.

    Iracema fez ao estrangeiro um gesto de espera e silêncio, e depois desapareceu no mais sombrio do bosque. O Sol ainda pairava suspenso no viso da serrania; e já noite profunda enchia aquela solidão.

    Quando a virgem tornou, trazia numa folha gotas de verde e estranho licor vazadas da igaçaba, que ela tirara do seio da terra. Apresentou ao guerreiro a taça agreste.

    — Bebe!

    Martim sentiu perpassar nos olhos o sono da morte; porém logo a luz inundou-lhe os seios d’alma; a força exuberou em seu coração. Reviveu os dias passados melhor do que os tinha vivido: fruiu a realidade de suas mais belas esperanças.

    Ei-lo que volta à terra natal, abraça sua velha mãe, revê mais lindo e terno o anjo puro dos amores infantis.

    Mas por que, mal de volta ao berço da pátria, o jovem guerreiro de novo abandona o teto paterno e demanda o sertão?

    Já atravessa as florestas; já chega aos campos do Ipu. Busca na selva a filha do pajé. Segue o rastro ligeiro da virgem arisca, soltando à brisa com o crebro suspiro o doce nome:

    — Iracema! Iracema!...
    ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 28.

    O trecho apresentado é uma transcrição do livro Iracema, de José de Alencar, sobre o qual se verifica o seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão a2ad2e91-c4
  • A2613C28-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018
    Douglas Okada. Vida no sítio, Óleo sobre tela, 60X 80 cm.
    Disponível em: <http://4.bp.blogspot.com/-CY0BBy9AXBk/T72Upt0-luI/AAAAAAAAHKE/pWjrj8LWYlQ/s640/DOUGLAS+OKADA+- +Vida+no+s%C3%ADtio+-+%C3%93leo+sobre+tela+-+60+x+80.jpg>. Acesso em: 07 maio 2018.

        O que frouxo falava: de outras, diversas pessoas e coisas, da Serra, do São Ão, travados assuntos, insequentes, como dificultação. A conversa era para teias de aranha. Eu tinha de entender-lhe as mínimas entonações, seguir seus propósitos e silêncios. Assim no fechar-se com o jogo, sonso, no me iludir, ele enigmava: E, pá:
        — Vosmecê agora me faça a boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que é: fasmisgerado... faz-megerado...falmisgeraldo...familhas-gerado...?
        Disse, de golpe, trazia entre dentes aquela frase. Soara com riso seco. Mas, o gesto, que se seguiu, imperava-se de toda a rudez primitiva, de sua presença dilatada. Detinha minha resposta, não queria que eu a desse de imediato. E já aí outro susto vertiginoso suspendia-me: alguém podia ter feito intriga, invencionice de atribuir-me a palavra de ofensa àquele homem; que muito, pois, que aqui ele se famanasse, vindo para exigirme, rosto a rosto, o fatal, a vexatória satisfação?
    ROSA, Guimarães. Famigerado. In: Primeiras estórias. 12. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981. p. 9
    O último parágrafo do excerto apresentado veicula, por parte do narrador, um sentimento de
    Escolha uma alternativa para a questão a2613c28-c4
  • A25E4E4B-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o texto a seguir para responder à questão.


    Douglas Okada. Vida no sítio, Óleo sobre tela, 60X 80 cm.
    Disponível em: <http://4.bp.blogspot.com/-CY0BBy9AXBk/T72Upt0-luI/AAAAAAAAHKE/pWjrj8LWYlQ/s640/DOUGLAS+OKADA+- +Vida+no+s%C3%ADtio+-+%C3%93leo+sobre+tela+-+60+x+80.jpg>. Acesso em: 07 maio 2018.

        O que frouxo falava: de outras, diversas pessoas e coisas, da Serra, do São Ão, travados assuntos, insequentes, como dificultação. A conversa era para teias de aranha. Eu tinha de entender-lhe as mínimas entonações, seguir seus propósitos e silêncios. Assim no fechar-se com o jogo, sonso, no me iludir, ele enigmava: E, pá:
        — Vosmecê agora me faça a boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que é: fasmisgerado... faz-megerado...falmisgeraldo...familhas-gerado...?
        Disse, de golpe, trazia entre dentes aquela frase. Soara com riso seco. Mas, o gesto, que se seguiu, imperava-se de toda a rudez primitiva, de sua presença dilatada. Detinha minha resposta, não queria que eu a desse de imediato. E já aí outro susto vertiginoso suspendia-me: alguém podia ter feito intriga, invencionice de atribuir-me a palavra de ofensa àquele homem; que muito, pois, que aqui ele se famanasse, vindo para exigirme, rosto a rosto, o fatal, a vexatória satisfação?
    ROSA, Guimarães. Famigerado. In: Primeiras estórias. 12. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981. p. 9
    Tanto a pintura quanto o fragmento apresentados representam elementos de um espaço
    Escolha uma alternativa para a questão a25e4e4b-c4
  • A25B45B9-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018
    Sebastião Salgado. Éxodos. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/nucleos/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=67:sebastiaosalgado&catid=14:folios>. Acesso em: 25 abr. 2018.

    O bicho
    Vi ontem um bicho
    Na imundície do pátio
    Catando comida entre os detritos.
    Quando achava alguma coisa,
    Não examinava nem cheirava:
    Engolia com voracidade.
    O bicho não era um cão,
    Não era um gato,
    Não era um rato.
    O bicho, meu Deus,
    era um homem.
    BANDEIRA, Manuel. O bicho. In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986. p. 179.
    Tanto a fotografia quanto o poema estabelecem relações com um contexto de
    Escolha uma alternativa para a questão a25b45b9-c4
  • A2582D85-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018
    Sebastião Salgado. Éxodos. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/nucleos/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=67:sebastiaosalgado&catid=14:folios>. Acesso em: 25 abr. 2018.

    O bicho
    Vi ontem um bicho
    Na imundície do pátio
    Catando comida entre os detritos.
    Quando achava alguma coisa,
    Não examinava nem cheirava:
    Engolia com voracidade.
    O bicho não era um cão,
    Não era um gato,
    Não era um rato.
    O bicho, meu Deus,
    era um homem.
    BANDEIRA, Manuel. O bicho. In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986. p. 179.
    Tanto a fotografia quanto o poema apresentados veiculam uma preocupação de teor
    Escolha uma alternativa para a questão a2582d85-c4
  • A255261B-C4

    Português

    Análise sintática
    UEG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Não há para mim uma ruptura entre o saber empírico e o saber científico, mas uma superação. Essa superação se dá na medida em que a curiosidade ingênua, sem deixar de ser curiosidade, se torna crítica. Ao se fazer crítica, tornando-se então curiosidade epistemológica, metodicamente rigorosa na sua aproximação com o objeto, promove achados de maior exatidão.

    Na verdade, a curiosidade ingênua está associada ao saber do senso comum. É a mesma curiosidade que, se tornando crítica, passa a ser curiosidade epistemológica. Muda de qualidade, mas não de essência. A curiosidade de camponeses com quem tenho dialogado ao longo de minha experiência político-pedagógica é a mesma curiosidade com que cientistas ou filósofos acadêmicos admiram o mundo. Porém, os cientistas e os filósofos superam a ingenuidade da curiosidade do camponês ao aplicarem rigor metódico à sua curiosidade.

    A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de algo, como pergunta, como procura de esclarecimento, faz parte da vida. Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos.

    Como manifestação da vida, a curiosidade humana vem sendo histórica e socialmente construída e reconstruída, precisamente porque a passagem da ingenuidade para a criticidade não se dá automaticamente. Uma das tarefas precípuas da prática educativa-progressista é exatamente o desenvolvimento da curiosidade crítica, insatisfeita, indócil. Curiosidade com que podemos nos defender dos "irracionalismos" decorrentes do ou produzidos pelo excesso de "racionalidade" de nosso tempo altamente tecnologizado.

    FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 55. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2017. p. 32-33. (Adaptado). 
    Considere o seguinte enunciado:

    “A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de algo, como pergunta, como procura de esclarecimento, faz parte da vida”.

    As expressões destacadas, colocadas entre o sujeito e o verbo, têm como função argumentativa
    Escolha uma alternativa para a questão a255261b-c4
  • A251E227-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Não há para mim uma ruptura entre o saber empírico e o saber científico, mas uma superação. Essa superação se dá na medida em que a curiosidade ingênua, sem deixar de ser curiosidade, se torna crítica. Ao se fazer crítica, tornando-se então curiosidade epistemológica, metodicamente rigorosa na sua aproximação com o objeto, promove achados de maior exatidão.

    Na verdade, a curiosidade ingênua está associada ao saber do senso comum. É a mesma curiosidade que, se tornando crítica, passa a ser curiosidade epistemológica. Muda de qualidade, mas não de essência. A curiosidade de camponeses com quem tenho dialogado ao longo de minha experiência político-pedagógica é a mesma curiosidade com que cientistas ou filósofos acadêmicos admiram o mundo. Porém, os cientistas e os filósofos superam a ingenuidade da curiosidade do camponês ao aplicarem rigor metódico à sua curiosidade.

    A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de algo, como pergunta, como procura de esclarecimento, faz parte da vida. Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos.

    Como manifestação da vida, a curiosidade humana vem sendo histórica e socialmente construída e reconstruída, precisamente porque a passagem da ingenuidade para a criticidade não se dá automaticamente. Uma das tarefas precípuas da prática educativa-progressista é exatamente o desenvolvimento da curiosidade crítica, insatisfeita, indócil. Curiosidade com que podemos nos defender dos "irracionalismos" decorrentes do ou produzidos pelo excesso de "racionalidade" de nosso tempo altamente tecnologizado.

    FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 55. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2017. p. 32-33. (Adaptado). 
    Defende-se no texto a tese segundo a qual
    Escolha uma alternativa para a questão a251e227-c4
  • A24E5FC5-C4

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    O lobo e o cordeiro
    Vamos mostrar que a razão do mais forte é sempre a melhor. Um cordeiro matava sua sede numa corrente de água pura, quando chega um lobo cuja fome o levava a buscar caça.
    – Que atrevimento é esse de sujar a água que estou bebendo? – diz enfurecido o lobo. – Você será castigado por essa temeridade.
    – Senhor – responde o cordeiro –, que vossa majestade não se encolerize e leve em conta que estou bebendo vinte passos mais abaixo que o senhor. Não posso, pois, sujar a água que está bebendo.
    – Você a suja, sim – diz o cruel animal. – Sei que você falou mal de mim no ano passado.
    – Como eu poderia tê-lo feito, se não havia sequer nascido? – responde o cordeiro. – Eu ainda mamo.
    – Se não foi você, foi seu irmão.
    – Eu não tenho irmãos.
    – Então, foi alguém dos seus, porque todos vocês, inclusive pastores e cães, não me poupam. Fiquei sabendo disso e, portanto, preciso vingar-me.
    Sem fazer nenhuma outra forma de julgamento, o lobo pegou o cordeiro, estraçalhou-o e devorou-o.
    La Fontaine. O lobo e cordeiro. In: SAVIOLI, Francisco Platão; FIORIN, José Luiz. Lições de texto: leitura e redação. 5. ed. São Paulo: Ática, 2006. p. 125. (Adaptado).
    No enunciado “Você será castigado por essa temeridade”, o termo “temeridade” pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por
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