Questões do ENEM: Linguagens e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC - RS)

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412 questões encontradas. Mostrando a página 11 de 21.

  • 678E6DD8-36

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    Levando em conta o sentido original e a correção do texto, o trecho _________ pode ser substituído por _________.
    Escolha uma alternativa para a questão 678e6dd8-36
  • 67875000-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise as possibilidades de reescrita do trecho das linhas 04 a 08.

    I. Espalhados pelos ambientes coletivos da cidade, os moradores de rua vivem assim: fazem comida no asfalto, arrumam suas camas, limpam as calçadas, tal como dentro de uma casa.

    I. Ao se espalharem pelos ambientes coletivos da cidade, como se estivessem dentro de uma casa os moradores de rua vivem assim: a fazerem comida no asfalto, arrumando suas camas e limpam as calçadas.

    III. Os moradores de rua vivem assim: espalham-se pelos ambientes coletivos da cidade como dentro de uma casa, fazem comida no asfalto, arrumando suas camas e limpando as calçadas.

    A(s) possibilidade(s) de reescrita que mantém/mantêm o sentido e a correção do texto é/são apenas

    Escolha uma alternativa para a questão 67875000-36
  • 678201EA-36

    Português

    Morfologia - Verbos
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    Quanto ao emprego dos verbos no texto, NÃO é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 678201ea-36
  • 677D0D2B-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise as afirmações a seguir sobre a organização das ideias no texto, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

    ( ) A sequência descritiva do primeiro parágrafo confere concretude às ideias apresentadas.

    ( ) Há uma relação de oposição entre as duas últimas frases do primeiro parágrafo.

    ( ) O segundo parágrafo discorre sobre as causas da situação, apresentando argumentos baseados em dados históricos.

    ( ) A última frase do texto reforça o ponto de vista do autor e propõe uma solução para o problema discutido.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 677d0d2b-36
  • 6777A12C-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto


                   Entre o espaço público e o privado


    01         Excluídos da sociedade, os moradores de rua

    02  ressignificam o único espaço que lhes foi permitido

    03   ocupar, o espaço público, transformando-o em

    04  seu “lugar”, um espaço privado. Espalhados pelos

    05  ambientes coletivos da cidade, fazendo comida no

    06  asfalto, arrumando suas camas, limpando as calçadas

    07 como se estivessem dentro de uma casa: assim vivem

    08  os moradores de rua. Ao andar pelas ruas de São

    09  Paulo, vemos essas pessoas dormindo nas calçadas,

    10  passando por situações constrangedoras, pedindo

    11  esmolas para sobreviver. Essa é a realidade das

    12  pessoas que fazem da rua sua casa e nela constroem

    13  sua intimidade. Assim, a ideia de individualização que

    14 está nas casas, na separação das coisas por cômodos

    15  e quartos que servem para proteger a intimidade do

    16  indivíduo, ganha outro sentido. O viver nas ruas, um

    17 lugar aparentemente inabitável, tem sua própria lógica

    18  de funcionamento, que vai além das possibilidades.

    19                  A relação que o homem estabelece com o

    20  espaço que ocupa é uma das mais importantes para

    21  sua sobrevivência. As mudanças de comportamento

    22  social foram sempre precedidas de mudanças físicas

    23  de local. Por mais que a rua não seja um local para

    24  viver, já que se trata de um ambiente público, de

    25 passagem e não de permanência, ela acaba sendo,

    26 senão única, a mais viável opção. Alguns pensadores

    27  já apontam que a habitação é um ponto base e

    28  adquire uma importância para harmonizar a vida.

    29 O pensador Norberto Elias comenta que “o quarto

    30 de dormir tornou-se uma das áreas mais privadas

    31 e íntimas da vida humana. Suas paredes visíveis

    32  e invisíveis vedam os aspectos mais ‘privados’,

    33 ‘íntimos’, irrepreensivelmente ‘animais’ da nossa

    34  existência à vista de outras pessoas”.

    35         O modo como essas pessoas constituem o único

    36  espaço que lhes foi permitido indica que conseguiram

    37  transformá-lo em “seu lugar”, que aproximaram, cada

    38  um à sua maneira, dois mundos nos quais estamos

    39  inseridos: o público e o privado.


    RODRIGUES, Robson. Moradores de uma terra sem dono

    (fragmento adaptado) In: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/

    ESSO/edicoes/32/artigo194186-4.asp.

    Acesso em 21/8/2014.

    Pela leitura do texto, é possível concluir que
    Escolha uma alternativa para a questão 6777a12c-36
  • CF9F00B1-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

                             Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

    The best defi nition of the word “stature”, as it is used in line 24, is:
    Escolha uma alternativa para a questão cf9f00b1-36
  • CF98F7D4-36

    Inglês

    Infinitivo e gerúndio | Infinitive and gerund
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

                             Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

    The alternative which contains three words that play the same grammar role in the text is:
    Escolha uma alternativa para a questão cf98f7d4-36
  • CF8EF691-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                              Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

    A frase “But without high-resolution images from more areas, researchers cannot tell whether subduction might also be happening in other locations” (linhas 25 a 27) poderia ser assim compreendida:
    Escolha uma alternativa para a questão cf8ef691-36
  • CF7DBEA9-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                              Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

    According to the text,
    Escolha uma alternativa para a questão cf7dbea9-36
  • CF78BE47-36

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

                              Imagem da questão de Inglês, da prova de 2014

    INSTRUCTION: Answer question based on statements I to III.


    I. NASA is looking for ideas for instruments to research Europa.


    II. Researchers found that Europa’s ocean is habitable.


    III. A system of plate tectonics on Europa’s icy crust has been suggested.


    The correct statement(s) is/are

    Escolha uma alternativa para a questão cf78be47-36
  • CF3D2334-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , analise as afirmativas sobre algumas obras da Literatura Brasileira Contemporânea, confrontando-as com as estatísticas retiradas do Projeto de Pesquisa “Mapeamento do Personagem na Literatura Contemporânea”, coordenado pela Profa. Regina Dalcastgnè (UnB).


    I. O protagonismo das personagens indígenas na literatura brasileira contemporânea vai ao encontro da sua representatividade em obras românticas, como O guarani, de José de Alencar.


    II. Diferentemente do narrador negro de Lavoura arcaica, de Raduan Nassar, a personagem, na posição de narrador, na sua absoluta maioria, é de cor branca.


    III. É possível perceber nos romances As meninas, de Lygia Fagundes Telles, e As parceiras, de Lya Luft, uma representação literária que evidencia uma hegemonia branca quanto às personagens na posição de protagonista, coadjuvante e narrador.


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2014


    Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão cf3d2334-36
  • CF380363-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia a letra A mão da limpeza, de Gilberto Gil, também interpretada por Chico Buarque de Hollanda.


    O branco inventou que o negro

    Quando não suja na entrada

    Vai sujar na saída, ê

    Imagina só

    Vai sujar na saída,

    ê Imagina só

    Que mentira danada, ê


    Na verdade a mão escrava

    Passava a vida limpando

    O que o branco sujava, ê

    Imagina só

    O que o branco sujava, ê

    Imagina só

    O que o negro penava, ê


    Mesmo depois de abolida a escravidão

    Negra é a mão

    De quem faz a limpeza

    Lavando a roupa encardida, esfregando o chão

    Negra é a mão

    É a mão da pureza


    Negra é a vida consumida ao pé do fogão

    Negra é a mão

    Nos preparando a mesa

    Limpando as manchas do mundo com água e sabão

    Negra é a mão

    De imaculada nobreza


    Na verdade a mão escrava

    Passava a vida limpando

    O que o branco sujava, ê

    Imagina só

    O que o branco sujava, ê

    Imagina só

    Eta branco sujão


    Com base na letra de Gilberto Gil e na obra de Chico Buarque de Hollanda, preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).


    ( ) A letra de Gil denuncia o trabalho pesado a que os negros são submetidos.


    ( ) Ao mencionar um estereótipo racial, a letra propõe uma inversão dos papéis sociais, pois quem suja é o branco e quem limpa, desde a escravidão, é o negro.


    ( ) A letra propõe um final racial conciliatório, no qual o branco ajudará o negro a limpar as roupas encardidas, o chão e as manchas do mundo.


    ( ) A peça Gota d´Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, também tematiza a questão do oprimido, ao adaptar a tragédia Medeia, de Eurípedes, para um morro carioca.


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão cf380363-36
  • CF333D75-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do romance Jubiabá, de Jorge Amado.


    Foi quando o alemão voou para cima dele querendo acertar no outro olho de Balduíno. O negro livrou o corpo com um gesto rápido e como a mola de uma máquina que se houvesse partido distendeu o braço bem por baixo do queixo de Ergin, o alemão. O campeão da Europa central descreveu uma curva com o corpo e caiu com todo o peso.

    A multidão rouca aplaudia em coro:

    – BAL-DO... BAL-DO... BAL-DO...

    O juiz contava: – Seis... sete... oito...

    Antônio Balduíno olhava satisfeito o branco estendido aos seus pés.


    Com base no diálogo e na obra de Jorge Amado, considere as afirmativas.


    I. A luta entre Antônio Balduíno e Ergin pode ser interpretada como uma metáfora dos conflitos entre o branco europeu e o negro brasileiro.


    II. Ao longo dos seus diferentes romances, Jorge Amado constrói um projeto estético baseado principalmente na representação do intimismo e do lirismo.


    III. Nos romances Tereza Batista, cansada de guerra e Memorial de Maria Moura, o escritor baiano explora basicamente o universo erótico feminino em diferentes perspectivas sociais.


    IV. O romance Capitães de areia apresenta um detalhado quadro da marginalidade infantil urbana, ao retratar crianças de rua, como Pedro Bala, Sem Pernas e Pirulito.


    Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão cf333d75-36
  • CF2E757B-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do romance Viva o povo brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro.


    – O senhor sabe quem foi Dadinha, meu avô?

    – Então não sei? Não foi nada, não foi coisa nenhuma, foi uma velha gorda, corró, mentirosa, safadosa...

    – Não foi minha bisavó? Mãe de Turíbio Cafubá?

    – Mãe de... Quem é que está te contando essas coisas? Isso é negócio daquele velho broco Zé Pinto, eu vou pegar um cacete e tacar umas porretadas na cabeça dele, para ele deixar de ser abelhudo e enxerido, quem é que tá te contando essas coisas?

    – Por que o senhor não me conta também? O nome de minha mãe, o nome verdadeiro, era Naê? Quem foi o caboco Capiroba?

    – Caboco capiroba? E nunca teve nenhuns cabocos Capirobas, menina, nunca teve nada disso, isso é tudo lenda! Mas será possível que eu te mando para a escola com pensionato, te boto com a melhor professora, [...] e tu agora resolve crescer com rabo de cavalo, desaprender, se prepara pra ser uma nega preta veia, em vez de gente?


    Com base no texto e na obra de João Ubaldo Ribeiro, analise as afirmativas.


    I. A neta tem alguma consciência de suas raízes e procura conhecer sua genealogia.


    II. O avô recusa-se a falar dos antepassados da neta, pois considera o assunto vergonhoso.


    III. No seu romance Sargento Getúlio, João Ubaldo Ribeiro propõe um longo monólogo de um Sargento da Polícia Militar, aproximando-se esteticamente de uma variante caboclo-sertaneja, também presente em Guimarães Rosa.


    Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão cf2e757b-36
  • CF29C226-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do texto dramático O auto da Compadecida, de Ariano Suassuna.


    MANUEL – Sim, é Manuel, o Leão de Judá, o Filho de Davi. Levantem-se todos pois vão ser julgados.

    JOÃO GRILO – Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo, sinto que estou diante de uma grande figura. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante, mas, se não me engano, aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel.

    MANUEL – Foi isso mesmo, João. Esse é um dos meus nomes, mas você pode me chamar também de Jesus, de Senhor, de Deus... Ele gosta de me chamar de Manuel ou Emanuel, porque assim quer se persuadir de que sou somente homem. Mas você, se quiser, pode me chamar de Jesus.

    JOÃO GRILO – Jesus?

    MANUEL – Sim.

    JOÃO GRILO – Mas espere, o senhor é que é Jesus?

    MANUEL – Sou.

    JOÃO GRILO – Aquele a quem chamavam Cristo?

    JESUS – A quem chamavam, não, que era Cristo. Sou, por quê?

    JOÃO GRILO – Porque... não é lhe faltando com o respeito não, mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. [...] A cor pode não ser das melhores, mas o senhor fala bem que faz gosto. [...]

    MANUEL – Muito obrigado, João, mas agora é sua vez. Você é cheio de preconceito de raça. Vim hoje assim de propósito, porque sabia que ia despertar comentários. Que vergonha! Eu, Jesus, nasci branco e quis nascer judeu, como podia ter nascido preto. Para mim tanto faz um branco ou um preto. Você pensa que sou americano para ter preconceito de raça?


    Com base no diálogo e na obra literária de Ariano Suassuna, analise as afirmativas.


    I. João Grilo mostra-se desrespeitoso diante de um Jesus negro, que não corresponde às suas expectativas.


    II. Na sua fala, Manuel demostra que o valor das pessoas independe da cor da pele.


    III. O companheiro inseparável de João Grilo, Chicó, é um contador de estórias que se caracteriza como uma espécie de mentiroso ingênuo.


    IV. A obra dramática de Ariano Suassuna mostra-se alinhada a uma tradição literária ibérica que apresenta obras fundacionais, como o Auto da barca do Inferno, de Gil Vicente.


    Estão corretas as afirmativas

    Escolha uma alternativa para a questão cf29c226-36
  • CF24CBF3-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , preencha as lacunas.


    O autor gaúcho ________, no conto “Negro Bonifácio”, relata, por meio de uma linguagem ________, um confronto violento depois de uma ________

    Escolha uma alternativa para a questão cf24cbf3-36
  • CF1EA286-36

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC - RS · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o excerto do conto “Pai contra a mãe”, de Machado de Assis, e preencha os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).


    Cândido Neves perdera já o ofício de entalhador, como abrira mão de outros muitos, melhores ou piores. Pegar escravos fugidos trouxe-lhe um encanto novo. Não obrigava a estar longas horas sentado. Só exigia força, olho vivo, paciência, coragem e um pedaço de corda. Cândido Neves lia os anúncios, copiava-os, metia-os no bolso e saía às pesquisas. Tinha boa memória. Fixados os sinais e os costumes de um escravo fugido, gastava pouco tempo em achá-lo, segurá-lo, amarrá-lo e levá-lo. A força era muita, a agilidade também. Mais de uma vez, a uma esquina, conversando de cousas remotas, via passar um escravo como os outros, e descobria logo que ia fugido, quem era, o nome, o dono, a casa deste e a gratificação; interrompia a conversa e ia atrás do vicioso. Não o apanhava logo, espreitava lugar azado, e de um salto tinha a gratificação nas mãos. Nem sempre saía sem sangue, as unhas e os dentes do outro trabalhavam, mas geralmente ele os vencia sem o menor arranhão. Um dia os lucros entraram a escassear. Os escravos fugidos não vinham já, como dantes, meter-se nas mãos de Cândido Neves. Havia mãos novas e hábeis. Como o negócio crescesse, mais de um desempregado pegou em si e numa corda, foi aos jornais, copiou anúncios e deitou-se à caçada. No próprio bairro havia mais de um competidor. Quer dizer que as dívidas de Cândido Neves começaram de subir, sem aqueles pagamentos prontos ou quase prontos dos primeiros tempos. A vida fez-se difícil e dura. Comia-se fiado e mal; comia-se tarde. O senhorio mandava pelos aluguéis.

    Com base no texto literário e na obra de Machado de Assis, afirmar-se:


    ( ) No excerto do conto, o narrador-personagem evidencia um tipo de intromissão que coloca sob suspeita a sua descrição dos fatos.


    ( ) Apesar da crueldade da atividade, a profissão de caçador de escravos acabou se transformando numa possibilidade de sustento financeiro para uma série de pessoas que já não encontravam um ofício no cotidiano.


    ( ) O conto “O Caso da Vara” também tematiza a questão da escravidão ao retratar o castigo da jovem escrava Lucrécia.


    ( ) O tema do racismo não se mostra preponderante nas principais obras machadianas.


    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão cf1ea286-36
  • CF17A259-36

    Literatura

    Escolas Literárias
    PUC - RS · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão , leia o trecho de O cortiço, de Aluísio de Azevedo, e preencha as lacunas.


    Bertoleza é que continuava na cepa torta, sempre a mesma crioula suja, sempre atrapalhada de serviço, sem domingo nem dia santo: essa, em nada, em nada absolutamente, participava das novas regalias do amigo: pelo contrário, à medida que ele galgava posição social, a desgraçada fazia-se mais e mais escrava e rasteira.


    A personagem Bertoleza em O cortiço, de Aluísio de Azevedo, representa o fatalismo_________ que se presentifica em muitas obras _________, pautadas pela forte influência de escritores franceses como _________.

    Escolha uma alternativa para a questão cf17a259-36