Questões do ENEM: Linguagens e Faculdade de Medicina de Barbacena - Minas Gerais (FAME)

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44 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 3.

  • 517DE12F-47

    Literatura

    Escolas Literárias
    FAME · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    Poética



    Estou farto do lirismo comedido


    Do lirismo bem comportado


    Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.


    Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.


    Abaixo os puristas


    […]


    Quero antes o lirismo dos loucos


    O lirismo dos bêbados


    O lirismo difícil e pungente dos bêbedos


    O lirismo dos clowns de Shakespeare


    – Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.



    BANDEIRA, Manuel. Poética. Disponível em: https://www. ufrgs.br/enunciarcotidianos/2017/04/11/poetica-manuelbandeira/. Acesso em: 25 fev. 2025. [Fragmento]




    O poema de Manuel Bandeira é característico da Primeira Geração Modernista porque
    Escolha uma alternativa para a questão 517de12f-47
  • 517B466A-47

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    Poética



    Estou farto do lirismo comedido


    Do lirismo bem comportado


    Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.


    Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.


    Abaixo os puristas


    […]


    Quero antes o lirismo dos loucos


    O lirismo dos bêbados


    O lirismo difícil e pungente dos bêbedos


    O lirismo dos clowns de Shakespeare


    – Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.



    BANDEIRA, Manuel. Poética. Disponível em: https://www. ufrgs.br/enunciarcotidianos/2017/04/11/poetica-manuelbandeira/. Acesso em: 25 fev. 2025. [Fragmento]




    Nessa construção poética de Manuel Bandeira, o recurso metalinguístico revela‑se na

    Escolha uma alternativa para a questão 517b466a-47
  • 5178B57B-47

    Português

    Sintaxe
    FAME · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    8.png (316×234)

    Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/chargemudancas-climaticas-6/. Acesso em: 25 fev. 2025.


    Na fala do personagem, a segunda oração é classificada como coordenada
    Escolha uma alternativa para a questão 5178b57b-47
  • 51762C6A-47

    Português

    Morfologia - Verbos
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    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    6-7.png (648×190)


    BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/163405308014/tirinha-original. Acesso em: 25 fev. 2025.

    No terceiro quadrinho, a escolha do tempo e do modo verbal empregado indica que
    Escolha uma alternativa para a questão 51762c6a-47
  • 517381FC-47

    Português

    Morfologia
    FAME · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    6-7.png (648×190)


    BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/163405308014/tirinha-original. Acesso em: 25 fev. 2025.

    Releia o trecho a seguir:



    “A gente procura por boas notícias...” 



    Assinale a alternativa em que a palavra em destaque tem, no contexto apresentado, a mesma classificação morfológica daquela em destaque no trecho acima.

    Escolha uma alternativa para a questão 517381fc-47
  • 5170E47D-47

    Português

    Interpretação de Textos
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    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    ‘A Geração Ansiosa’ e a nova caverna de Platão



    Vício da geração Z, internet e as redes sociais são catalisadores para uma infância cada vez mais ansiosa, solitária e fragilizada



    Onde brincam as crianças? [“Where do the children play?”] perguntava‑se Cat Stevens, no rescaldo da contracultura, numa canção belíssima de crítica ao desenvolvimento técnico e ao crescimento econômico desenfreado. Entre muitas outras coisas, os versos de Stevens aludiam ao fuzuê urbano e à falta de espaço nas cidades. O tempo respondeu à pergunta de Stevens de maneira inusitada: elas brincam em seus celulares.



    [...]


    LEITE, J. G. P. ‘A Geração Ansiosa’ e a nova caverna de Platão. Carta Capital. Disponível em: https://www.cartacapital. com.br/opiniao/a-geracao-ansiosa-e-a-nova-caverna-de-platao/. Acesso em: 20 fev. 2025. [Fragmento]

    A escolha da palavra “fuzuê” reforça a intencionalidade comunicativa do texto porque
    Escolha uma alternativa para a questão 5170e47d-47
  • 516E4665-47

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    ‘A Geração Ansiosa’ e a nova caverna de Platão



    Vício da geração Z, internet e as redes sociais são catalisadores para uma infância cada vez mais ansiosa, solitária e fragilizada



    Onde brincam as crianças? [“Where do the children play?”] perguntava‑se Cat Stevens, no rescaldo da contracultura, numa canção belíssima de crítica ao desenvolvimento técnico e ao crescimento econômico desenfreado. Entre muitas outras coisas, os versos de Stevens aludiam ao fuzuê urbano e à falta de espaço nas cidades. O tempo respondeu à pergunta de Stevens de maneira inusitada: elas brincam em seus celulares.



    [...]


    LEITE, J. G. P. ‘A Geração Ansiosa’ e a nova caverna de Platão. Carta Capital. Disponível em: https://www.cartacapital. com.br/opiniao/a-geracao-ansiosa-e-a-nova-caverna-de-platao/. Acesso em: 20 fev. 2025. [Fragmento]

    A construção argumentativa no fragmento é reforçada pela
    Escolha uma alternativa para a questão 516e4665-47
  • 516BB3BE-47

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    3.png (321×399)

    Disponível em: https://mucuri.ba.gov.br/acontece-neste-sabado-20-o-dia-d-da-campanha-nacionalde-vacinacao-contra-a-poliomielite-e-multivacinacao/. Acesso em: 25 fev. 2025.


    A partir da escolha vocabular do cartaz, infere‑se que essa campanha busca
    Escolha uma alternativa para a questão 516bb3be-47
  • 5169279A-47

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    Mudança climática e a necessidade de diálogo intergeracional



    Estamos planejando o futuro olhando para o retrovisor. A crise climática gerou uma nova situação para toda a humanidade que não poderá ser resolvida com soluções antigas. Mesmo após diversas conferências sobre o clima, desde a Eco 92 até a COP30, […] os países tendem a concordar que são necessárias ações urgentes para combater a mudança climática e definem metas de redução da emissão de gases de efeito estufa, mas, na prática, o problema apenas se agrava. Por que isso ocorre?



    A incoerência entre o discurso de transição energética e a efetiva ação repousa no modelo tradicional baseado em crescimento econômico. Apesar de os países concordarem que reduzir, reutilizar e reciclar são aspectos fundamentais, na prática tal atitude desacelera a economia. Logo, não é colocada em prática de forma efetiva.



    O paradigma dos governantes mundiais, tanto os atuais quanto os das últimas décadas, visa estimular o consumo como forma de gerar mais empregos, o que é um raciocínio válido. Porém, não leva em consideração o impacto ao meio ambiente. Você é estimulado a consumir, descartar e, então, consumir novamente.



    As novas gerações, entretanto, têm uma consciência ambiental muito mais aflorada. Eles cresceram ouvindo falar das mudanças climáticas, estudaram na escola formas de economizar energia e, agora, estão sentindo na pele os efeitos das ondas de calor que assolam o país. A moderação ganha muito mais valor para essas pessoas do que o estímulo ao consumismo desenfreado. O lema “lucro acima de tudo” não tem eco entre elas.



    Para vencer essas dicotomias, a economia, como a conhecemos, precisa se reinventar. Na verdade, precisa circular. Um exemplo bem próximo dos consumidores é a importância da reciclagem, que gera um promissor mercado com receita e novos empregos, além de reduzir o lixo produzido pelas cidades. A coleta seletiva e os processos de triagem do lixo devem ser estimulados e aprimorados. Produtos reciclados devem ganhar mais espaço na economia do que produtos que utilizam matéria‑prima nova em sua fabricação.


    SHAYANI, Rafael Amaral. Mudança climática e a necessidade de diálogo intergeracional. Correio Braziliense. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/02/7067391mudanca-climatica-e-a-necessidade-de-dialogo-intergeracional. html. Acesso em: 28 fev. 2025. [Fragmento]

    Em sua argumentação, o autor sugere que a reciclagem pode ser uma
    Escolha uma alternativa para a questão 5169279a-47
  • 5164F32E-47

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.



    Mudança climática e a necessidade de diálogo intergeracional



    Estamos planejando o futuro olhando para o retrovisor. A crise climática gerou uma nova situação para toda a humanidade que não poderá ser resolvida com soluções antigas. Mesmo após diversas conferências sobre o clima, desde a Eco 92 até a COP30, […] os países tendem a concordar que são necessárias ações urgentes para combater a mudança climática e definem metas de redução da emissão de gases de efeito estufa, mas, na prática, o problema apenas se agrava. Por que isso ocorre?



    A incoerência entre o discurso de transição energética e a efetiva ação repousa no modelo tradicional baseado em crescimento econômico. Apesar de os países concordarem que reduzir, reutilizar e reciclar são aspectos fundamentais, na prática tal atitude desacelera a economia. Logo, não é colocada em prática de forma efetiva.



    O paradigma dos governantes mundiais, tanto os atuais quanto os das últimas décadas, visa estimular o consumo como forma de gerar mais empregos, o que é um raciocínio válido. Porém, não leva em consideração o impacto ao meio ambiente. Você é estimulado a consumir, descartar e, então, consumir novamente.



    As novas gerações, entretanto, têm uma consciência ambiental muito mais aflorada. Eles cresceram ouvindo falar das mudanças climáticas, estudaram na escola formas de economizar energia e, agora, estão sentindo na pele os efeitos das ondas de calor que assolam o país. A moderação ganha muito mais valor para essas pessoas do que o estímulo ao consumismo desenfreado. O lema “lucro acima de tudo” não tem eco entre elas.



    Para vencer essas dicotomias, a economia, como a conhecemos, precisa se reinventar. Na verdade, precisa circular. Um exemplo bem próximo dos consumidores é a importância da reciclagem, que gera um promissor mercado com receita e novos empregos, além de reduzir o lixo produzido pelas cidades. A coleta seletiva e os processos de triagem do lixo devem ser estimulados e aprimorados. Produtos reciclados devem ganhar mais espaço na economia do que produtos que utilizam matéria‑prima nova em sua fabricação.


    SHAYANI, Rafael Amaral. Mudança climática e a necessidade de diálogo intergeracional. Correio Braziliense. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/02/7067391mudanca-climatica-e-a-necessidade-de-dialogo-intergeracional. html. Acesso em: 28 fev. 2025. [Fragmento]

    Segundo o articulista, o combate à crise climática perpassa um contexto de
    Escolha uma alternativa para a questão 5164f32e-47
  • 1994DDEC-DC

    Literatura

    Escolas Literárias
    FAME · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Analise os versos a seguir.

    1. “As ondas são anjos que dormem no mar, Que tremem, palpitam, banhados de luz... São anjos que dormem, a rir e sonhar E em leito d'escuma revolvem-se nus!

    E quando de noite vem pálida a lua Seus raios incertos tremer, pratear, E a trança luzente da nuvem flutua, As ondas são anjos que dormem no mar!”

    2. “Era uma tarde triste, mas límpida e suave... Eu — pálido poeta — seguia triste e grave A estrada, que conduz ao campo solitário, Como um filho, que volta ao paternal sacrário,

    E ao longe abandonando o múrmur da cidade — Som vago, que gagueja em meio à imensidade,— No drama do crepúsculo eu escutava atento A surdina da tarde ao sol, que morre lento.”

    3. “Se sou pobre pastor, se não governo Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes; Se em frio, calma, e chuvas inclementes Passo o verão, outono, estio, inverno;

    Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça, em que vivo, coas enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento eterno.”

    4. “Eras na vida a pomba predileta Que sobre um mar de angústias conduzia O ramo da esperança. — Eras a estrela Que entre as névoas do inverno cintilava

    Apontando o caminho ao pegureiro. Eras a messe de um dourado estio. Eras o idílio de um amor sublime. Eras a glória, — a inspiração, — a pátria,”


    Assinale a alternativa que os classifica de forma CORRETA quanto ao seu estilo de época da literatura brasileira.
    Escolha uma alternativa para a questão 1994ddec-dc
  • 198FC250-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os versos de “Se se morre de amor” de Gonçalves Dias e da letra de música “Não Se Morre de Mal de Amor”, de Taiguara.

    Imagem da questão de Português, da prova de 2014

    Assinale a alternativa INCORRETA acerca da leitura dos textos.
    Escolha uma alternativa para a questão 198fc250-dc
  • 198826B1-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Decifrando os rolezinhos

    “Note-se que nas jornadas de junho os jovens se manifestaram nas ruas, que é o local mais adequado para esse tipo de mobilização. Não houve, em seu primeiro momento, nenhuma conotação anticapitalista, mas, ao contrário, uma indignação apartidária com os governos federal, estaduais e municipais pela péssima qualidade dos serviços públicos. Ademais, havia uma clara insatisfação com os partidos políticos e os movimentos sociais organizados.

    Agora há uma diferença essencial. As manifestações estão sendo feitas em shoppings, que são locais privados, empresariais. Isto é, os manifestantes, mesmo nos genuínos rolezinhos, apesar de gostarem de roupas de grife, já se dirigem a estabelecimentos privados apagando a distinção entre o público e o privado. De um lado, identificam-se com a economia de mercado e o consumo, procurando ter mais de seus produtos; são prócapitalistas nessa perspectiva. De outro, não respeitam a propriedade privada”.

    ROSENFIELD, Denis. Decifrando os rolezinhos. O Estado de São Paulo. 27 jan. 2014.(fragmento). Disponível em : < http://goo.gl/iUbWMG> .Acesso em 13 abr.2014.

    Ao relacionar os pontos de vista dos dois textos, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 198826b1-dc
  • 197F8B6A-DC

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    FAME · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    Somos uma sociedade injusta e segregacionista

    O fenômeno dos centenas de rolezinhos que ocuparam shoppings centers no Rio e em São Paulo suscitaram as mais disparatadas interpretações. (...)

    Eu, por minha parte, interpreto da seguinte forma tal irrupção:

    Em primeiro lugar, são jovens pobres, das grandes periferias, sem espaços de lazer e de cultura, penalizados por serviços públicos ausentes ou muito ruins como saúde, escola, infra-estrutura sanitária, transporte, lazer e segurança. Veem televisão cujas propagandas os seduzem para um consumo que nunca vão poder realizar. E sabem manejar computadores e entrar nas redes sociais para articular encontros. Seria ridículo exigir deles que teoricamente tematizem sua insatisfação.

    Mas sentem na pele o quanto nossa sociedade é malvada porque exclui, despreza e mantém os filhos e filhas da pobreza na invisibilidade forçada. O que se esconde por trás de sua irrupção? O fato de não serem incluídos no contrato social. Não adianta termos uma "constituição cidadã" que neste aspecto é apenas retórica, pois implementou muito pouco do que prometeu em vista da inclusão social. Eles estão fora, não contam, nem sequer servem de carvão para o consumo de nossa fábrica social (Darcy Ribeiro). Estar incluído no contrato social significa ter garantidos os serviços básicos: saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e segurança. Quase nada disso funciona nas periferias. O que eles estão dizendo com suas penetrações nos bunkers do consumo? "Oia nóis na fita"; "nois não tamo parado";"nóis tamo aqui para zoar"(incomodar). Eles estão com seu comportamento rompendo as barreiras do aparheid social.(...)

    Continuamos uma Brasilíndia: uma Bélgica rica dentro de uma Índia pobre. Tudo isso os rolezinhos denunciam, por atos e menos por palavras.

    Em segundo lugar, eles denunciam a nossa maior chaga: a desigualdade social cujo verdadeiro nome é injustiça histórica e social. Releva constatar que, com as políticas sociais do governo do PT, a desigualdade diminuiu, pois, segundo o IPEA, os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2%, enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%. Mas esta diferença não atingiu a raiz do problema, pois o que supera a desigualdade é uma infraestrutura social de saúde, escola, transporte, cultura e lazer que funcione e seja acessível a todos. Não é suficiente transferir renda; tem que criar oportunidades e oferecer serviços, coisa que não foi o foco principal no Ministério de Desenvolvimento Social.

    O "Atlas da Exclusão Social" de Márcio Poschmann (Cortez 2004) nos mostra que há cerca de 60 milhões de famílias no Brasil, das quais cinco mil famílias extensas detém 45% da riqueza nacional. Democracia sem igualdade, que é seu pressuposto, é farsa e retórica. Os rolezinhos denunciam essa contradição. Eles entram no "paraíso das mercadorias" vistas virtualmente na TV para vê-las realmente e senti-las nas mãos. Eis o sacrilégio insuportável pelos donos dos shoppings. Eles não sabem dialogar, chamam logo a polícia para bater e fecham as portas a esses bárbaros. Sim, bem o viu T.Todorov em seu livro "Os novos bárbaros": os marginalizados do mundo inteiro estão saindo da margem e indo rumo ao centro para suscitar a má consciência dos "consumidores felizes" e lhes dizer: esta ordem é ordem na desordem. Ela os faz frustrados e infelizes, tomados de medo, medo dos próprios semelhantes que somos nós.

    Por fim, os rolezinhos não querem apenas consumir. Não são animaizinhos famintos. Eles têm fome sim, mas fome de reconhecimento, de acolhida na sociedade, de lazer, de cultura e de mostrar o que sabem: cantar, dançar, criar poemas críticos, celebrar a convivência humana. E querem trabalhar para ganhar sua vida. Tudo isso lhes é negado, porque, por serem pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros, são desprezados e mantidos longe, na margem.

    Esse tipo de sociedade pode ser chamada ainda de humana e civilizada? Ou é uma forma travestida de barbárie? Esta última lhe convém mais. Os rolezinhos mexeram numa pedra que começou a rolar. Só parará se houver mudanças.

    BOFF, Leonardo. Jornal Zero Hora. 28 jan. 2014. (adaptado). Disponível em: <http://goo.gl/4UeRbD>. Acesso em 05 abr. 2014
    Observe a criação do neologismo Brasilíndia neste trecho:

    “Continuamos uma Brasilíndia: uma Bélgica rica dentro de uma Índia pobre.”

    A criação do neologismo Brasilíndia ocorreu por
    Escolha uma alternativa para a questão 197f8b6a-dc
  • 9E5B19A5-E8

    Português

    Interpretação de Textos
    FAME · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os versos de “Se se morre de amor” de Gonçalves Dias e da letra de música “Não Se Morre de Mal de Amor”, de Taiguara.

                            Se se morre de amor
                            Gonçalves Dias


                            Amor é vida; é ter constantemente
                            Alma, sentidos, coração – abertos
                            Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
                            D’altas virtudes, té capaz de crimes!
                            Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
                            Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
                            Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
                            Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
                            E, temendo roçar os seus vestidos,
                            Arder por afogá-la em mil abraços:
                            Isso é amor, e desse amor se morre!

                                                                                                    (DIAS, 2004, p.27-29.)


                            Não Se Morre de Mal de Amor
                            Taiguara


                            Não se morre de mal de amor
                            Só se morre quando se quer
                            Por mais forte que seja a dor
                            Ela vai se outro amor vier

                            Nunca deixes que uma tristeza
                            Mate a beleza do teu viver
                            E procura em cada saudade
                            Maior vontade de outro amor ter

                            Faz de conta que tudo passa
                            Como a fumaça que o vento traz
                            Não existe coisa mais triste
                            Que não querer amar nunca mais

                                                                                               (BESSA, 2011, faixa 01.)


    Assinale a alternativa INCORRETA acerca da leitura dos textos.
    Escolha uma alternativa para a questão 9e5b19a5-e8
  • 98608979-E8

    Português

    Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos.
    FAME · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                Somos uma sociedade injusta e segregacionista


    O fenômeno dos centenas de rolezinhos que ocuparam shoppings centers no Rio e em São Paulo suscitaram as mais disparatadas interpretações. (...)

    Eu, por minha parte, interpreto da seguinte forma tal irrupção:

    Em primeiro lugar, são jovens pobres, das grandes periferias, sem espaços de lazer e de cultura, penalizados por serviços públicos ausentes ou muito ruins como saúde, escola, infra-estrutura sanitária, transporte, lazer e segurança. Veem televisão cujas propagandas os seduzem para um consumo que nunca vão poder realizar. E sabem manejar computadores e entrar nas redes sociais para articular encontros. Seria ridículo exigir deles que teoricamente tematizem sua insatisfação.

    Mas sentem na pele o quanto nossa sociedade é malvada porque exclui, despreza e mantém os filhos e filhas da pobreza na invisibilidade forçada. O que se esconde por trás de sua irrupção? O fato de não serem incluídos no contrato social. Não adianta termos uma "constituição cidadã" que neste aspecto é apenas retórica, pois implementou muito pouco do que prometeu em vista da inclusão social. Eles estão fora, não contam, nem sequer servem de carvão para o consumo de nossa fábrica social (Darcy Ribeiro). Estar incluído no contrato social significa ter garantidos os serviços básicos: saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e segurança. Quase nada disso funciona nas periferias. O que eles estão dizendo com suas penetrações nos bunkers do consumo? "Oia nóis na fita"; "nois não tamo parado";"nóis tamo aqui para zoar"(incomodar). Eles estão com seu comportamento rompendo as barreiras do aparheid social.(...)

    Continuamos uma Brasilíndia: uma Bélgica rica dentro de uma Índia pobre. Tudo isso os rolezinhos denunciam, por atos e menos por palavras.

    Em segundo lugar, eles denunciam a nossa maior chaga: a desigualdade social cujo verdadeiro nome é injustiça histórica e social. Releva constatar que, com as políticas sociais do governo do PT, a desigualdade diminuiu, pois, segundo o IPEA, os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2%, enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%. Mas esta diferença não atingiu a raiz do problema, pois o que supera a desigualdade é uma infraestrutura social de saúde, escola, transporte, cultura e lazer que funcione e seja acessível a todos. Não é suficiente transferir renda; tem que criar oportunidades e oferecer serviços, coisa que não foi o foco principal no Ministério de Desenvolvimento Social.

    O "Atlas da Exclusão Social" de Márcio Poschmann (Cortez 2004) nos mostra que há cerca de 60 milhões de famílias no Brasil, das quais cinco mil famílias extensas detém 45% da riqueza nacional. Democracia sem igualdade, que é seu pressuposto, é farsa e retórica. Os rolezinhos denunciam essa contradição. Eles entram no "paraíso das mercadorias" vistas virtualmente na TV para vê-las realmente e senti-las nas mãos. Eis o sacrilégio insuportável pelos donos dos shoppings. Eles não sabem dialogar, chamam logo a polícia para bater e fecham as portas a esses bárbaros. Sim, bem o viu T.Todorov em seu livro "Os novos bárbaros": os marginalizados do mundo inteiro estão saindo da margem e indo rumo ao centro para suscitar a má consciência dos "consumidores felizes" e lhes dizer: esta ordem é ordem na desordem. Ela os faz frustrados e infelizes, tomados de medo, medo dos próprios semelhantes que somos nós.

    Por fim, os rolezinhos não querem apenas consumir. Não são animaizinhos famintos. Eles têm fome sim, mas fome de reconhecimento, de acolhida na sociedade, de lazer, de cultura e de mostrar o que sabem: cantar, dançar, criar poemas críticos, celebrar a convivência humana. E querem trabalhar para ganhar sua vida. Tudo isso lhes é negado, porque, por serem pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros, são desprezados e mantidos longe, na margem.

    Esse tipo de sociedade pode ser chamada ainda de humana e civilizada? Ou é uma forma travestida de barbárie? Esta última lhe convém mais. Os rolezinhos mexeram numa pedra que começou a rolar. Só parará se houver mudanças.

    BOFF, Leonardo. Jornal Zero Hora. 28 jan. 2014. (adaptado). Disponível em: . Acesso em 05 abr. 2014.


    Releia estas duas passagens do texto.

    (...) “segundo o IPEA, os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2%, enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%.”

    (...) “há cerca de 60 milhões de famílias no Brasil, das quais cinco mil famílias extensas detêm 45% da riqueza nacional.”

    Da relação entre os dados apresentados nessas duas passagens do texto, é CORRETO inferir que
    Escolha uma alternativa para a questão 98608979-e8
  • 9786E9DC-E8

    Português

    Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos.
    FAME · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto 1

                Somos uma sociedade injusta e segregacionista


    O fenômeno dos centenas de rolezinhos que ocuparam shoppings centers no Rio e em São Paulo suscitaram as mais disparatadas interpretações. (...)

    Eu, por minha parte, interpreto da seguinte forma tal irrupção:

    Em primeiro lugar, são jovens pobres, das grandes periferias, sem espaços de lazer e de cultura, penalizados por serviços públicos ausentes ou muito ruins como saúde, escola, infra-estrutura sanitária, transporte, lazer e segurança. Veem televisão cujas propagandas os seduzem para um consumo que nunca vão poder realizar. E sabem manejar computadores e entrar nas redes sociais para articular encontros. Seria ridículo exigir deles que teoricamente tematizem sua insatisfação.

    Mas sentem na pele o quanto nossa sociedade é malvada porque exclui, despreza e mantém os filhos e filhas da pobreza na invisibilidade forçada. O que se esconde por trás de sua irrupção? O fato de não serem incluídos no contrato social. Não adianta termos uma "constituição cidadã" que neste aspecto é apenas retórica, pois implementou muito pouco do que prometeu em vista da inclusão social. Eles estão fora, não contam, nem sequer servem de carvão para o consumo de nossa fábrica social (Darcy Ribeiro). Estar incluído no contrato social significa ter garantidos os serviços básicos: saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e segurança. Quase nada disso funciona nas periferias. O que eles estão dizendo com suas penetrações nos bunkers do consumo? "Oia nóis na fita"; "nois não tamo parado";"nóis tamo aqui para zoar"(incomodar). Eles estão com seu comportamento rompendo as barreiras do aparheid social.(...)

    Continuamos uma Brasilíndia: uma Bélgica rica dentro de uma Índia pobre. Tudo isso os rolezinhos denunciam, por atos e menos por palavras.

    Em segundo lugar, eles denunciam a nossa maior chaga: a desigualdade social cujo verdadeiro nome é injustiça histórica e social. Releva constatar que, com as políticas sociais do governo do PT, a desigualdade diminuiu, pois, segundo o IPEA, os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2%, enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%. Mas esta diferença não atingiu a raiz do problema, pois o que supera a desigualdade é uma infraestrutura social de saúde, escola, transporte, cultura e lazer que funcione e seja acessível a todos. Não é suficiente transferir renda; tem que criar oportunidades e oferecer serviços, coisa que não foi o foco principal no Ministério de Desenvolvimento Social.

    O "Atlas da Exclusão Social" de Márcio Poschmann (Cortez 2004) nos mostra que há cerca de 60 milhões de famílias no Brasil, das quais cinco mil famílias extensas detém 45% da riqueza nacional. Democracia sem igualdade, que é seu pressuposto, é farsa e retórica. Os rolezinhos denunciam essa contradição. Eles entram no "paraíso das mercadorias" vistas virtualmente na TV para vê-las realmente e senti-las nas mãos. Eis o sacrilégio insuportável pelos donos dos shoppings. Eles não sabem dialogar, chamam logo a polícia para bater e fecham as portas a esses bárbaros. Sim, bem o viu T.Todorov em seu livro "Os novos bárbaros": os marginalizados do mundo inteiro estão saindo da margem e indo rumo ao centro para suscitar a má consciência dos "consumidores felizes" e lhes dizer: esta ordem é ordem na desordem. Ela os faz frustrados e infelizes, tomados de medo, medo dos próprios semelhantes que somos nós.

    Por fim, os rolezinhos não querem apenas consumir. Não são animaizinhos famintos. Eles têm fome sim, mas fome de reconhecimento, de acolhida na sociedade, de lazer, de cultura e de mostrar o que sabem: cantar, dançar, criar poemas críticos, celebrar a convivência humana. E querem trabalhar para ganhar sua vida. Tudo isso lhes é negado, porque, por serem pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros, são desprezados e mantidos longe, na margem.

    Esse tipo de sociedade pode ser chamada ainda de humana e civilizada? Ou é uma forma travestida de barbárie? Esta última lhe convém mais. Os rolezinhos mexeram numa pedra que começou a rolar. Só parará se houver mudanças.

    BOFF, Leonardo. Jornal Zero Hora. 28 jan. 2014. (adaptado). Disponível em: . Acesso em 05 abr. 2014.


    A partir da leitura do texto, é CORRETO afirmar que a causa dos rolezinhos é a
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    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    According to the text, studies reveal that, as far as some common cardiovascular ailments are concerned,
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    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FAME · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Teen pregnancy: despite progress, more prevention needed

    Wednesday 9 April 2014 - 8am PST

    A new report from the Centers for Disease Control and Prevention reveals that though births to teens aged 15 to 17 have decreased, girls from this group in the US are still having nearly 1,700 births a week. The organization says this highlights the need for interventions targeted at teens.

    Not only do teenage mothers face hardships, but their babies are also at risk for certain adverse outcomes, such as increased medical risks and emotional, social and financial costs.

    The latest Centers for Disease Control and Prevention (CDC) Vital Signs report on teen pregnancy has now been posted online, and the organization notes that it was created to "continue the dialogue about teen pregnancy and its burden on our nation's youth."

    To arrive at their findings, the researchers examined birth data from the National Vital Statistics System, as well as adolescent health behavior data from the National Survey of Family Growth.

    "Although we have made significant progress reducing teen pregnancy, far too many teens are still having babies," says Dr. Tom Frieden, CDC director.

    "Births to younger teens pose the greatest risk of poor medical, social and economic outcomes. Efforts to prevent teen childbearing need to focus on evidence-based approaches to delaying sexual activity and increasing use of the most effective methods of contraception for those teens who are sexually active."

    From the report, the researchers found promising data, revealing that teen births in the US have declined over the last 20 years to the lowest level recorded in 2012. However, during that year, over 86,000 teens between the ages of 15 and 17 gave birth.
    'Need for early interventions'

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    The CDC report reveals the teen birth rate has dropped, but officials say earlier interventions are still needed.

    In detail, the team observed that, per 1,000 teens between 15-17 years old, births declined 63%, from 38.6 in 1991 to 14.1 in 2012.

    Though 73% of teens in this age group had not yet had sex, of the more sexually active teens, over 80% had not had any formal sex education before they had sex for the first time.

    Additionally, nearly 1 in 4 teens between these ages had never spoken with their parents or guardians about sex.

    Broken down by ethnicity, the data show that the birth rate in teens of this age is highest for Hispanic, non-Hispanic black and American Indian/Alaska Native teens.

    "We need to provide young people with the support and opportunities they need to empower themselves," says Shanna Cox from CDC's Division of Reproductive Health. "Trying to balance the task of childbearing while trying to complete their high school education is a difficult set of circumstances, even with the help of family and others," she says, and adds:

    "Teens who give birth are at increased risk of having a repeat birth while still a teenager. And these younger teens are less likely to earn a high school diploma or GED than older teens who give birth."

    Although the report revealed a promising statistic - that over 90% of teens used some form ofcontraception the last time they had sex - most of the methods they relied on were "among the least effective."

    Because many differences in teen pregnancy rates persist between ethnic groups, the CDC suggest there is a need for interventions and services aimed at specific cultural groups.

    The organization says parents and guardians play a particularly important role in helping teens avoid risky sexual behaviors, and that delivering prevention efforts earlier could encourage abstinence and birth control use.
    Written by Marie Ellis

    http://www.medicalnewstoday.com/articles/275283.php, Accessed on April 10,2014.


    In the sentence "continue the dialogue about teen pregnancy and its burden on our nation's youth" found in paragraph 3, the pronoun ITS refers to
    Escolha uma alternativa para a questão 934065b4-e8