Questões do ENEM: Linguagens e Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

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164 questões encontradas. Mostrando a página 5 de 9.

  • B4025497-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de Debora Pazetto Ferreira para responder à questão.

    Danto1 introduz o problema da interpretação de obras de arte propondo, como de costume, um experimento mental: imaginar duas obras de arte que sejam sensorialmente indiscerníveis, mas que foram produzidas em épocas e lugares diferentes. Esse experimento tem o objetivo de mostrar que, embora os objetos materiais que as corporificam sejam idênticos, as referidas obras são distintas, uma vez que têm significados diferentes. Danto concorda, portanto, com a tese wölffliniana2 de que nem tudo é possível em qualquer época, ou seja, os significados artísticos são condicionados pelo seu contexto histórico. Desse modo, o problema da interpretação está inserido no cerne da definição de arte.
    (Revista Kriterion, 2018. Adaptado.)

    1Arthur Danto (1924-2013): filósofo e crítico de arte estadunidense.

    2Heinrich Wölfflin (1864-1945): filósofo e crítico de arte suíço.
    Segundo o texto, o experimento proposto por Danto serviria para mostrar que o significado de um objeto de arte depende
    Escolha uma alternativa para a questão b4025497-46
  • FCF15892-D9

    Português

    Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
    UEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, para responder à questão:

        Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-lo em seu quarto.
        Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.

    (A moreninha, 1997.)
    A forma verbal no pretérito mais-que-perfeito, indicando uma ação, anterior a outra, ambas ocorridas no passado, encontra-se em:
    Escolha uma alternativa para a questão fcf15892-d9
  • FCE7A4A1-D9

    Português

    Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo
    UEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema de Paulo Henriques Britto para responder à questão:


    Nada nas mãos nem na cabeça, nada
    no estômago além da sensação vazia
    de haver ultrapassado toda sensação.


    É em estado assim que se descobre a verdade,
    que se cometem os grandes crimes, os gestos
    mais sublimes, ou então não se faz nada.


    É como as cobras. As mais silenciosas,
    de corpo mais esguio, de cor esmaecida,
    destilam o veneno mais perfeito.


    Assim também os poemas. Os mais contidos
    e lisos, os que menos coisa dizem,
     destilam o veneno mais perfeito.


    (Mínima lírica, 2013.)

    O prefixo empregado na formação da palavra “ultrapassado” significa
    Escolha uma alternativa para a questão fce7a4a1-d9
  • E4B80653-D9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Wood wide web: trees’ social networks are mapped 


        Research has shown that beneath every forest and wood there is a complex underground web of roots, fungi and bacteria helping to connect trees and plants to one another. This subterranean social network, nearly 500 million years old, has become known as the “wood wide web”. Now, an international study has produced the first global map of the “mycorrhizal fungi networks” dominating this secretive world.

        Using machine-learning, researchers from the Crowther Lab at ETH Zurich, Switzerland, and Stanford University in the US used the database of the Global Forest Initiative, which covers 1.2 million forest tree plots with 28,000 species, from more than 70 countries. Using millions of direct observations of trees and their symbiotic associations on the ground, the researchers could build models from the bottom up to visualise these fungal networks for the first time. Prof Thomas Crowther, one of the authors of the report, told the BBC, “It’s the first time that we’ve been able to understand the world beneath our feet, but at a global scale.”

        The research reveals how important mycorrhizal networks are to limiting climate change — and how vulnerable they are to the effects of it. “Just like an Magnetic Resonance Imaging scan of the brain helps us to understand how the brain works, this global map of the fungi beneath the soil helps us to understand how global ecosystems work,” said Prof Crowther. “What we find is that certain types of microorganisms live in certain parts of the world, and by understanding that we can figure out how to restore different types of ecosystems and also how the climate is changing.” Losing chunks of the wood wide web could well increase “the feedback loop of warming temperatures and carbon emissions.”

        Mycorrhizal fungi are those that form a symbiotic relationship with plants. There are two main groups of mycorrhizal fungi: arbuscular fungi (AM) that penetrate the host’s roots, and ectomycorrhizal fungi (EM) which surround the tree’s roots without penetrating them.

                                                    (Claire Marshall. www.bbc.com, 15.05.2019. Adaptado.)

    In the excerpt from the fourth paragraph “without penetrating them”, the underlined word refers to
    Escolha uma alternativa para a questão e4b80653-d9
  • E4B4DDF3-D9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Wood wide web: trees’ social networks are mapped 


        Research has shown that beneath every forest and wood there is a complex underground web of roots, fungi and bacteria helping to connect trees and plants to one another. This subterranean social network, nearly 500 million years old, has become known as the “wood wide web”. Now, an international study has produced the first global map of the “mycorrhizal fungi networks” dominating this secretive world.

        Using machine-learning, researchers from the Crowther Lab at ETH Zurich, Switzerland, and Stanford University in the US used the database of the Global Forest Initiative, which covers 1.2 million forest tree plots with 28,000 species, from more than 70 countries. Using millions of direct observations of trees and their symbiotic associations on the ground, the researchers could build models from the bottom up to visualise these fungal networks for the first time. Prof Thomas Crowther, one of the authors of the report, told the BBC, “It’s the first time that we’ve been able to understand the world beneath our feet, but at a global scale.”

        The research reveals how important mycorrhizal networks are to limiting climate change — and how vulnerable they are to the effects of it. “Just like an Magnetic Resonance Imaging scan of the brain helps us to understand how the brain works, this global map of the fungi beneath the soil helps us to understand how global ecosystems work,” said Prof Crowther. “What we find is that certain types of microorganisms live in certain parts of the world, and by understanding that we can figure out how to restore different types of ecosystems and also how the climate is changing.” Losing chunks of the wood wide web could well increase “the feedback loop of warming temperatures and carbon emissions.”

        Mycorrhizal fungi are those that form a symbiotic relationship with plants. There are two main groups of mycorrhizal fungi: arbuscular fungi (AM) that penetrate the host’s roots, and ectomycorrhizal fungi (EM) which surround the tree’s roots without penetrating them.

                                                    (Claire Marshall. www.bbc.com, 15.05.2019. Adaptado.)

    O trecho do terceiro parágrafo “Just like an Magnetic Resonance Imaging scan of the brain helps us to understand how the brain works, this global map of the fungi beneath the soil helps us to understand how global ecosystems work” estabelece uma relação de
    Escolha uma alternativa para a questão e4b4ddf3-d9
  • E4B12C5E-D9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Wood wide web: trees’ social networks are mapped 


        Research has shown that beneath every forest and wood there is a complex underground web of roots, fungi and bacteria helping to connect trees and plants to one another. This subterranean social network, nearly 500 million years old, has become known as the “wood wide web”. Now, an international study has produced the first global map of the “mycorrhizal fungi networks” dominating this secretive world.

        Using machine-learning, researchers from the Crowther Lab at ETH Zurich, Switzerland, and Stanford University in the US used the database of the Global Forest Initiative, which covers 1.2 million forest tree plots with 28,000 species, from more than 70 countries. Using millions of direct observations of trees and their symbiotic associations on the ground, the researchers could build models from the bottom up to visualise these fungal networks for the first time. Prof Thomas Crowther, one of the authors of the report, told the BBC, “It’s the first time that we’ve been able to understand the world beneath our feet, but at a global scale.”

        The research reveals how important mycorrhizal networks are to limiting climate change — and how vulnerable they are to the effects of it. “Just like an Magnetic Resonance Imaging scan of the brain helps us to understand how the brain works, this global map of the fungi beneath the soil helps us to understand how global ecosystems work,” said Prof Crowther. “What we find is that certain types of microorganisms live in certain parts of the world, and by understanding that we can figure out how to restore different types of ecosystems and also how the climate is changing.” Losing chunks of the wood wide web could well increase “the feedback loop of warming temperatures and carbon emissions.”

        Mycorrhizal fungi are those that form a symbiotic relationship with plants. There are two main groups of mycorrhizal fungi: arbuscular fungi (AM) that penetrate the host’s roots, and ectomycorrhizal fungi (EM) which surround the tree’s roots without penetrating them.

                                                    (Claire Marshall. www.bbc.com, 15.05.2019. Adaptado.)

    De acordo com o segundo e o terceiro parágrafos, os pesquisadores
    Escolha uma alternativa para a questão e4b12c5e-d9
  • E4ADBFE4-D9

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    UEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos

    Wood wide web: trees’ social networks are mapped 


        Research has shown that beneath every forest and wood there is a complex underground web of roots, fungi and bacteria helping to connect trees and plants to one another. This subterranean social network, nearly 500 million years old, has become known as the “wood wide web”. Now, an international study has produced the first global map of the “mycorrhizal fungi networks” dominating this secretive world.

        Using machine-learning, researchers from the Crowther Lab at ETH Zurich, Switzerland, and Stanford University in the US used the database of the Global Forest Initiative, which covers 1.2 million forest tree plots with 28,000 species, from more than 70 countries. Using millions of direct observations of trees and their symbiotic associations on the ground, the researchers could build models from the bottom up to visualise these fungal networks for the first time. Prof Thomas Crowther, one of the authors of the report, told the BBC, “It’s the first time that we’ve been able to understand the world beneath our feet, but at a global scale.”

        The research reveals how important mycorrhizal networks are to limiting climate change — and how vulnerable they are to the effects of it. “Just like an Magnetic Resonance Imaging scan of the brain helps us to understand how the brain works, this global map of the fungi beneath the soil helps us to understand how global ecosystems work,” said Prof Crowther. “What we find is that certain types of microorganisms live in certain parts of the world, and by understanding that we can figure out how to restore different types of ecosystems and also how the climate is changing.” Losing chunks of the wood wide web could well increase “the feedback loop of warming temperatures and carbon emissions.”

        Mycorrhizal fungi are those that form a symbiotic relationship with plants. There are two main groups of mycorrhizal fungi: arbuscular fungi (AM) that penetrate the host’s roots, and ectomycorrhizal fungi (EM) which surround the tree’s roots without penetrating them.

                                                    (Claire Marshall. www.bbc.com, 15.05.2019. Adaptado.)

    De acordo com o texto, a “wood wide web”, conhecida como a “internet das florestas”, corresponde

    Escolha uma alternativa para a questão e4adbfe4-d9
  • E4A94550-D9

    Português

    Sintaxe
    UEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de João Vicente Ganzarolli de Oliveira para responder à questão

    No sentido amplo, a arte é uma atividade produtora, responsável pela criação de seres que, sem a intervenção humana, não existiriam. Entendendo dessa forma, são frutos da arte tanto um moteto1 de Palestrina quanto um automóvel; uma ferramenta pré-histórica e um computador. Como a arte, também a natureza é geradora. Nelas temos duas fontes de existência das criaturas; ambas insurgem- -se contra o nada. Como diz Étienne Gilson, “A missão do artista é enriquecer o mundo com novos seres. O artista sente um impulso irresistível de violentar o nada”.

    (A humanização da arte, 2006. Adaptado.)

    1moteto: tipo de composição musical medieval.
    O predicativo do sujeito é o termo que qualifica (ou caracteriza) o sujeito da oração.

    O termo sublinhado exerce a função de predicativo do sujeito em:
    Escolha uma alternativa para a questão e4a94550-d9
  • E4A57CEE-D9

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto de João Vicente Ganzarolli de Oliveira para responder à questão

    No sentido amplo, a arte é uma atividade produtora, responsável pela criação de seres que, sem a intervenção humana, não existiriam. Entendendo dessa forma, são frutos da arte tanto um moteto1 de Palestrina quanto um automóvel; uma ferramenta pré-histórica e um computador. Como a arte, também a natureza é geradora. Nelas temos duas fontes de existência das criaturas; ambas insurgem- -se contra o nada. Como diz Étienne Gilson, “A missão do artista é enriquecer o mundo com novos seres. O artista sente um impulso irresistível de violentar o nada”.

    (A humanização da arte, 2006. Adaptado.)

    1moteto: tipo de composição musical medieval.
    Segundo o conceito amplo de arte exposto no texto,
    Escolha uma alternativa para a questão e4a57cee-d9
  • E4A1ABD8-D9

    Português

    Sintaxe
    UEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho de A hora da estrela, de Clarice Lispector, para responder à questão

        De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente1 , embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio.
        E assim se passava o tempo para a moça esta. Assoava o nariz na barra da combinação. Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto. Só eu a vejo encantadora. Só eu, seu autor, a amo. Sofro por ela. E só eu é que posso dizer assim: “que é que você me pede chorando que eu não lhe dê cantando”? Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava. Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver. Ela pensava que a pessoa é obrigada a ser feliz. Então era. Antes de nascer ela era uma ideia? Antes de nascer ela era morta? E depois de nascer ela ia morrer? Mas que fina talhada de melancia.

    (A hora da estrela, 1998.)

    1 iridescente: colorido como o arco-íris.
    O termo sublinhado introduz uma oração com sentido de concessão em:
    Escolha uma alternativa para a questão e4a1abd8-d9
  • E49DEA90-D9

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho de A hora da estrela, de Clarice Lispector, para responder à questão

        De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente1 , embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio.
        E assim se passava o tempo para a moça esta. Assoava o nariz na barra da combinação. Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto. Só eu a vejo encantadora. Só eu, seu autor, a amo. Sofro por ela. E só eu é que posso dizer assim: “que é que você me pede chorando que eu não lhe dê cantando”? Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava. Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver. Ela pensava que a pessoa é obrigada a ser feliz. Então era. Antes de nascer ela era uma ideia? Antes de nascer ela era morta? E depois de nascer ela ia morrer? Mas que fina talhada de melancia.

    (A hora da estrela, 1998.)

    1 iridescente: colorido como o arco-íris.
    Em A hora da estrela, a história é contada
    Escolha uma alternativa para a questão e49dea90-d9
  • E49A1E02-D9

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho de A hora da estrela, de Clarice Lispector, para responder à questão

        De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente1 , embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio.
        E assim se passava o tempo para a moça esta. Assoava o nariz na barra da combinação. Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto. Só eu a vejo encantadora. Só eu, seu autor, a amo. Sofro por ela. E só eu é que posso dizer assim: “que é que você me pede chorando que eu não lhe dê cantando”? Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava. Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver. Ela pensava que a pessoa é obrigada a ser feliz. Então era. Antes de nascer ela era uma ideia? Antes de nascer ela era morta? E depois de nascer ela ia morrer? Mas que fina talhada de melancia.

    (A hora da estrela, 1998.)

    1 iridescente: colorido como o arco-íris.
    No segundo parágrafo, a referência a um cachorro serve para afirmar que a personagem tinha
    Escolha uma alternativa para a questão e49a1e02-d9
  • E495ABC0-D9

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho de A hora da estrela, de Clarice Lispector, para responder à questão

        De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente1 , embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio.
        E assim se passava o tempo para a moça esta. Assoava o nariz na barra da combinação. Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto. Só eu a vejo encantadora. Só eu, seu autor, a amo. Sofro por ela. E só eu é que posso dizer assim: “que é que você me pede chorando que eu não lhe dê cantando”? Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava. Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver. Ela pensava que a pessoa é obrigada a ser feliz. Então era. Antes de nascer ela era uma ideia? Antes de nascer ela era morta? E depois de nascer ela ia morrer? Mas que fina talhada de melancia.

    (A hora da estrela, 1998.)

    1 iridescente: colorido como o arco-íris.
    No fim do primeiro parágrafo, a expressão “café frio” é equivalente a
    Escolha uma alternativa para a questão e495abc0-d9
  • E49150B2-D9

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere a tirinha de André Dahmer para responder à
    questão

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019
    A palavra “só”, no primeiro quadrinho, foi utilizada no mesmo sentido da palavra sublinhada em
    Escolha uma alternativa para a questão e49150b2-d9
  • E48DDCC2-D9

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere a tirinha de André Dahmer para responder à
    questão

    Imagem da questão de Português, da prova de 2019
    A tirinha expressa de maneira ácida a ideia de que
    Escolha uma alternativa para a questão e48ddcc2-d9
  • 45DCF14C-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    UEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho de Galvez, Imperador do Acre, de Márcio Souza, para responder à questão:

    Juno e Flora e outras divindades mitológicas

    O cabaré não primava pela decoração, mas o ambiente era simples e acolhedor. Era bem conceituado pelos anos de serviços prestados. Uma sala pequena cheia de sofás, algumas mesas redondas de mármore encardido. Meia penumbra. Fomos sentar numa mesa perto da orquestra. A casa começava a esvaziar e estavam apenas os clientes mais renitentes. Duas meninas dançavam um can-can desajeitado e deviam ser paraenses. As duas meninas suavam sem parar. Fomos atendidos por Dona Flora, gorda e oxigenada proprietária que bem poderia ser a deusa Juno. Recebemos as vênias de sempre e Trucco pediu uísque. A música já estava com o andamento de fim de festa e o garçom veio servir nossas bebidas. Trucco perguntou se Lili ainda iria apresentar-se e o garçom respondeu que o número dela era sempre à meia-noite. Havia um ar de familiaridade, e duas polacas vieram sentar em nossa mesa. Afastei a cadeira para elas sentarem e notei que eram bem velhas e machucadas. Decidi dar uma observada no ambiente enquanto Trucco trocava gentilezas com as duas cocottes1 .

    (Galvez, Imperador do Acre, 1977.)

    1cocotte: mulher jovem e atraente.
    O romance Galvez, Imperador do Acre
    Escolha uma alternativa para a questão 45dcf14c-d8
  • 45D99FBA-D8

    Português

    Advérbios
    UEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
        Era uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os contos tornaram-se o núcleo do currículo.
        Isso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história, em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro.

    (Teoria literária: uma introdução, 1999.)

    Advérbio é uma palavra invariável que pode modificar o sentido de um verbo, de um adjetivo, de outro advérbio ou de uma oração inteira.


    Um advérbio que modifica o sentido de um adjetivo ocorre em:

    Escolha uma alternativa para a questão 45d99fba-d8
  • 45D23CC1-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
        Era uma vez um tempo em que literatura significava sobretudo poesia. O romance era um recém-chegado, próximo demais da biografia ou da crônica para ser genuinamente literário, uma forma popular que não poderia aspirar às altas vocações da poesia lírica e épica. Mas no século XX o romance eclipsou a poesia, tanto como o que os escritores escrevem quanto como o que os leitores leem e, desde os anos 60, a narrativa passou a dominar também a educação literária. As pessoas ainda estudam poesia — muitas vezes isso é exigido — mas os romances e os contos tornaram-se o núcleo do currículo.
        Isso não é apenas um resultado das preferências de um público leitor de massa, que alegremente escolhe histórias mas raramente lê poemas. As teorias literária e cultural têm afirmado cada vez mais a centralidade cultural da narrativa. As histórias, diz o argumento, são a principal maneira pela qual entendemos as coisas, quer ao pensar em nossas vidas como uma progressão que conduz a algum lugar, quer ao dizer a nós mesmos o que está acontecendo no mundo. A explicação científica busca o sentido das coisas colocando-as sob leis — sempre que a e b prevalecerem, ocorrerá c — mas a vida geralmente não é assim. Ela segue não uma lógica científica de causa e efeito mas a lógica da história, em que entender significa conceber como uma coisa leva a outra, como algo poderia ter sucedido: como Maggie acabou vendendo software em Cingapura, como o pai de Jorge veio a lhe dar um carro.

    (Teoria literária: uma introdução, 1999.)
    Um dos motivos apontados pelo texto para a prevalência do romance sobre a poesia a partir do século XX é:
    Escolha uma alternativa para a questão 45d23cc1-d8
  • 45CE3E74-D8

    Português

    Análise sintática
    UEA · 2019Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, para responder à questão.

        Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-lo em seu quarto.     Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.

    (A moreninha, 1997.)
    Em “prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste” (2º parágrafo), o trecho sublinhado pode ser substituído, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 45ce3e74-d8