Questões do ENEM: Linguagens e Instituto de Ensino e Pesquisa (INSPER)

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153 questões encontradas. Mostrando a página 8 de 8.

  • 97AEF9A5-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    COMO ERA BOM
    o tempo em que marx explicava o mundo
    tudo era luta de classes
    como era simples
    o tempo que freud explicava
    que édipo tudo explicava
    tudo era clarinho limpinho explicadinho
    tudo era mais asséptico
    do que era quando eu nasci
    hoje rodado sambado pirado
    descobri que é preciso
    aprender a nascer todo dia

    Chacal, Belvedere [1971-2007].

    Nesse poema, o contraste entre passado e presente assume uma perspectiva pessimista que revela
    Escolha uma alternativa para a questão 97aef9a5-ab
  • 9005FFBC-AB

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ciência gordurosa
    Vou ao supermercado e fico pasmo com os produtos nas prateleiras. Não falo da quantidade de iogurtes, bolachas, pastas dentifrícias ou papel higiênico que me transformam no famoso burro de Buridan – o asno do paradoxo filosófico que morre de fome por não saber qual dos pedaços de feno escolher. De fato, tanta variedade paralisa qualquer um.
    Falo de outro fenômeno igualmente agônico: a quantidade de produtos alimentares que parecem
    diretamente saídos de um consultório médico.
    Um iogurte não é um iogurte, com um determinado sabor e uma determinada textura. É quase um remédio de farmácia que promete diminuir o colesterol e controlar 50 outros indicadores orgânicos igualmente importantes para a saúde do sujeito.
    E quem fala em iogurtes, fala em sucos (com seu cortejo de vitaminas), batatas fritas (com reduções
    heroicas na quantidade de sal) e até chocolates (alguns deles prometem melhorar o fluxo arterial). Como se chegou a isto?
    Verdade: com a "morte de Deus" e o fim de uma vida transcendente, cuidar do corpo transformou-se na única religião dos homens modernos. De tal forma que nem a gastronomia está a salvo: antes do prazer ou da mera fome, está primeiro a saúde.
    Hoje, não se come mais para viver. Come-se para viver até aos cem – uma importante revolução
    civilizacional.
    Honestamente, nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais, com refeições cozinhadas por médicos e servidas por enfermeiros. No final, o cliente faria análises ao sangue e só pagaria a conta se tivesse o número certo de triglicerídeos.
    O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo. Desde logo porque é cada vez mais difícil saber o que comer: existem estudos, publicados a um ritmo demencial, que dizem uma coisa e o seu contrário. Às vezes, na mesma semana – ou até no mesmo dia.
    A carne vermelha é má, defendem uns. A carne vermelha é ótima, garantem outros. Sobre os laticínios, há opiniões para todos os gostos: são puro veneno; são simplesmente insubstituíveis. E até as gorduras, que deveriam ser um inimigo consensual, parece que não são tão inimigas assim.
    A revista "Time", aliás, dedicou matéria especial ao fenômeno: durante décadas, o país declarou guerra às gorduras (...) Os americanos foram dizendo adeus ao lixo, optando por aves, leite magro ou cereais. Infelizmente, a mudança na dieta não os tornou mais saudáveis. Pelo contrário: o país está mais doente do que nunca. (...)
    Explicações?
    Não, a gordura não é o papão que se imaginava, explica a revista. Não entro em termos técnicos, até
    porque eles são demasiado gordurosos para mim. Mas parece que a gordura do peixe e dos vegetais é boa para o coração. E até a gordura "suspeita" de um bom filé (cozinhado com manteiga, claro) tem vantagens respeitáveis na limpeza do mau colesterol.
    Os verdadeiros inimigos, hoje, são os carboidratos presentes nos açúcares, nos doces, nos farináceos. Isso, claro, enquanto não surgir um novo estudo a defender precisamente o contrário – ou, pelo menos, a colocar as coisas nas suas devidas proporções.
    E eu? Que fazer perante essa selva de alarmes contraditórios?

    João Pereira Coutinho
    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/172598-...
    gordurosa.shtml. Acesso em 31.07.14

    Muito útil, o corretor ortográfico e gramatical de programas de edição de texto é uma ferramenta que sinaliza eventuais problemas de grafia e de construção. Na tela do computador, o trecho “nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais” o verbo “abrir” aparece destacado. Essa sinalização indica
    Escolha uma alternativa para a questão 9005ffbc-ab
  • 8ECC08E6-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ciência gordurosa
    Vou ao supermercado e fico pasmo com os produtos nas prateleiras. Não falo da quantidade de iogurtes, bolachas, pastas dentifrícias ou papel higiênico que me transformam no famoso burro de Buridan – o asno do paradoxo filosófico que morre de fome por não saber qual dos pedaços de feno escolher. De fato, tanta variedade paralisa qualquer um.
    Falo de outro fenômeno igualmente agônico: a quantidade de produtos alimentares que parecem
    diretamente saídos de um consultório médico.
    Um iogurte não é um iogurte, com um determinado sabor e uma determinada textura. É quase um remédio de farmácia que promete diminuir o colesterol e controlar 50 outros indicadores orgânicos igualmente importantes para a saúde do sujeito.
    E quem fala em iogurtes, fala em sucos (com seu cortejo de vitaminas), batatas fritas (com reduções
    heroicas na quantidade de sal) e até chocolates (alguns deles prometem melhorar o fluxo arterial). Como se chegou a isto?
    Verdade: com a "morte de Deus" e o fim de uma vida transcendente, cuidar do corpo transformou-se na única religião dos homens modernos. De tal forma que nem a gastronomia está a salvo: antes do prazer ou da mera fome, está primeiro a saúde.
    Hoje, não se come mais para viver. Come-se para viver até aos cem – uma importante revolução
    civilizacional.
    Honestamente, nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais, com refeições cozinhadas por médicos e servidas por enfermeiros. No final, o cliente faria análises ao sangue e só pagaria a conta se tivesse o número certo de triglicerídeos.
    O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo. Desde logo porque é cada vez mais difícil saber o que comer: existem estudos, publicados a um ritmo demencial, que dizem uma coisa e o seu contrário. Às vezes, na mesma semana – ou até no mesmo dia.
    A carne vermelha é má, defendem uns. A carne vermelha é ótima, garantem outros. Sobre os laticínios, há opiniões para todos os gostos: são puro veneno; são simplesmente insubstituíveis. E até as gorduras, que deveriam ser um inimigo consensual, parece que não são tão inimigas assim.
    A revista "Time", aliás, dedicou matéria especial ao fenômeno: durante décadas, o país declarou guerra às gorduras (...) Os americanos foram dizendo adeus ao lixo, optando por aves, leite magro ou cereais. Infelizmente, a mudança na dieta não os tornou mais saudáveis. Pelo contrário: o país está mais doente do que nunca. (...)
    Explicações?
    Não, a gordura não é o papão que se imaginava, explica a revista. Não entro em termos técnicos, até
    porque eles são demasiado gordurosos para mim. Mas parece que a gordura do peixe e dos vegetais é boa para o coração. E até a gordura "suspeita" de um bom filé (cozinhado com manteiga, claro) tem vantagens respeitáveis na limpeza do mau colesterol.
    Os verdadeiros inimigos, hoje, são os carboidratos presentes nos açúcares, nos doces, nos farináceos. Isso, claro, enquanto não surgir um novo estudo a defender precisamente o contrário – ou, pelo menos, a colocar as coisas nas suas devidas proporções.
    E eu? Que fazer perante essa selva de alarmes contraditórios?

    João Pereira Coutinho
    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/172598-...
    gordurosa.shtml. Acesso em 31.07.14

    Pressupostos são ideias que, apesar de não estarem expressas no texto de forma explícita, podem ser identificadas pelo leitor a partir do emprego de certas palavras ou expressões. Na passagem “O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo” a palavra em destaque estabelece o mesmo pressuposto presente em
    Escolha uma alternativa para a questão 8ecc08e6-ab
  • 8D7FB823-AB

    Português

    Adjetivos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A ciência gordurosa
    Vou ao supermercado e fico pasmo com os produtos nas prateleiras. Não falo da quantidade de iogurtes, bolachas, pastas dentifrícias ou papel higiênico que me transformam no famoso burro de Buridan – o asno do paradoxo filosófico que morre de fome por não saber qual dos pedaços de feno escolher. De fato, tanta variedade paralisa qualquer um.
    Falo de outro fenômeno igualmente agônico: a quantidade de produtos alimentares que parecem
    diretamente saídos de um consultório médico.
    Um iogurte não é um iogurte, com um determinado sabor e uma determinada textura. É quase um remédio de farmácia que promete diminuir o colesterol e controlar 50 outros indicadores orgânicos igualmente importantes para a saúde do sujeito.
    E quem fala em iogurtes, fala em sucos (com seu cortejo de vitaminas), batatas fritas (com reduções
    heroicas na quantidade de sal) e até chocolates (alguns deles prometem melhorar o fluxo arterial). Como se chegou a isto?
    Verdade: com a "morte de Deus" e o fim de uma vida transcendente, cuidar do corpo transformou-se na única religião dos homens modernos. De tal forma que nem a gastronomia está a salvo: antes do prazer ou da mera fome, está primeiro a saúde.
    Hoje, não se come mais para viver. Come-se para viver até aos cem – uma importante revolução
    civilizacional.
    Honestamente, nem sei por que motivo não se abrem restaurantes em hospitais, com refeições cozinhadas por médicos e servidas por enfermeiros. No final, o cliente faria análises ao sangue e só pagaria a conta se tivesse o número certo de triglicerídeos.
    O problema é que nem no hospital o cliente estaria a salvo. Desde logo porque é cada vez mais difícil saber o que comer: existem estudos, publicados a um ritmo demencial, que dizem uma coisa e o seu contrário. Às vezes, na mesma semana – ou até no mesmo dia.
    A carne vermelha é má, defendem uns. A carne vermelha é ótima, garantem outros. Sobre os laticínios, há opiniões para todos os gostos: são puro veneno; são simplesmente insubstituíveis. E até as gorduras, que deveriam ser um inimigo consensual, parece que não são tão inimigas assim.
    A revista "Time", aliás, dedicou matéria especial ao fenômeno: durante décadas, o país declarou guerra às gorduras (...) Os americanos foram dizendo adeus ao lixo, optando por aves, leite magro ou cereais. Infelizmente, a mudança na dieta não os tornou mais saudáveis. Pelo contrário: o país está mais doente do que nunca. (...)
    Explicações?
    Não, a gordura não é o papão que se imaginava, explica a revista. Não entro em termos técnicos, até
    porque eles são demasiado gordurosos para mim. Mas parece que a gordura do peixe e dos vegetais é boa para o coração. E até a gordura "suspeita" de um bom filé (cozinhado com manteiga, claro) tem vantagens respeitáveis na limpeza do mau colesterol.
    Os verdadeiros inimigos, hoje, são os carboidratos presentes nos açúcares, nos doces, nos farináceos. Isso, claro, enquanto não surgir um novo estudo a defender precisamente o contrário – ou, pelo menos, a colocar as coisas nas suas devidas proporções.
    E eu? Que fazer perante essa selva de alarmes contraditórios?

    João Pereira Coutinho
    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/172598-...
    gordurosa.shtml. Acesso em 31.07.14

    No título, o termo “gordurosa” revela pistas sobre o ponto de vista defendido pelo autor. Com base nas ideias expostas ao longo do texto, é correto afirmar que esse adjetivo foi empregado no sentido de
    Escolha uma alternativa para a questão 8d7fb823-ab
  • 87508DB7-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    No fragmento a seguir, extraído do capítulo XIV das Memórias póstumas de Brás Cubas, o narrador
    conta como ele conheceu Marcela, que viria a ser o primeiro amor de sua vida.

    Via-a, pela primeira vez, no Rossio Grande, na noite das luminárias, logo que constou a declaração da
    independência, uma festa de primavera, um amanhecer da alma pública. Éramos dous rapazes, o povo e eu; vínhamos da infância, com todos os arrebatamentos da juventude. Via-a sair de uma cadeirinha, airosa e vistosa, um corpo esbelto, ondulante, um desgarre, alguma coisa que nunca achara nas mulheres puras. – Segue-me, disse ela ao pajem. E eu seguia-a, tão pajem como o outro,
    como se a ordem me fosse dada, deixei-me ir namorado, vibrante, cheio das primeiras auroras. A meio caminho, chamaram-lhe “linda Marcela", lembrou-me que ouvira tal nome a meu tio João, e fiquei, confesso que fiquei tonto. (...)

    Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.

    Nesse fragmento há várias expressões que, no contexto, remetem à beleza de Marcela e a seu poder de atração sobre o narrador. Entre essas expressões, NÃO se pode citar
    Escolha uma alternativa para a questão 87508db7-ab
  • 7C3C2128-AB

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Geopolítica do coração

    Existem duas Copas paralelas: aquela em que o Brasil joga – e você sofre, grita, esperneia – e aquela em que as outras seleções jogam – e você pode se dar ao luxo de assistir tranquilamente do seu sofá, encantado com as belezas e surpresas do esporte bretão. O único problema dessa segunda modalidade de fruição desportiva é que nem sempre é fácil escolher o time para o qual torcer.
    Tendo sido criado por um torcedor fiel do Linense, com moderadas convicções de esquerda, cresci
    acreditando que uma das graças do futebol é ver o mais fraco vencer. Chile e Espanha, portanto, foi bico: colonizados contra colonizadores, atuais campeões do mundo contra um time que jamais ganhou uma Copa. Até fui a um restaurante chileno, gritei "Chi-chi-chi-le-le-le" e fiquei com os olhos marejados na hora do hino.
    Diante de Holanda e Austrália, porém, minha opção preferencial pelos pobres subiu no telhado. Como não querer ver a máquina que havia metido cinco na Espanha funcionando perfeitamente, de novo? Entre Robben e a retranca, ficaria com a retranca? Tive que me submeter a um rápido tour de force para aceitar meus pendores alaranjados: a Holanda é um país liberal, pensei, os caras esconderam a Anne Frank dos nazistas durante anos, que coisa linda é “A Noite Estrelada", do Van Gogh. Ótimo:
    mas aos 21 minutos do primeiro tempo, quando Cahill pegou na veia e mandou pro fundo da rede, abandonei imediatamente a laranja mecânica e abracei a esquadra amarela. Que Holanda, que nada! Eles liberam o consumo de maconha, mas não o plantio, incentivando o tráfico em outros países! Entregaram a Anne Frank pros nazistas! O Van Gogh morreu sem orelha e na miséria! Go, Aussies! (...)

    Antonio Prata. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/... geopolitica-do-coracao.shtml. Acesso em 25.06.14. No terceiro parágrafo do texto, o modo como as reflexões são feitas pelo articulista – usando interrogações, exclamações e diversas marcas de oralidade – indica que, em relação às funções da linguagem, o texto
    Escolha uma alternativa para a questão 7c3c2128-ab
  • 7B05DC1B-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Geopolítica do coração

    Existem duas Copas paralelas: aquela em que o Brasil joga – e você sofre, grita, esperneia – e aquela em que as outras seleções jogam – e você pode se dar ao luxo de assistir tranquilamente do seu sofá, encantado com as belezas e surpresas do esporte bretão. O único problema dessa segunda modalidade de fruição desportiva é que nem sempre é fácil escolher o time para o qual torcer.
    Tendo sido criado por um torcedor fiel do Linense, com moderadas convicções de esquerda, cresci
    acreditando que uma das graças do futebol é ver o mais fraco vencer. Chile e Espanha, portanto, foi bico: colonizados contra colonizadores, atuais campeões do mundo contra um time que jamais ganhou uma Copa. Até fui a um restaurante chileno, gritei "Chi-chi-chi-le-le-le" e fiquei com os olhos marejados na hora do hino.
    Diante de Holanda e Austrália, porém, minha opção preferencial pelos pobres subiu no telhado. Como não querer ver a máquina que havia metido cinco na Espanha funcionando perfeitamente, de novo? Entre Robben e a retranca, ficaria com a retranca? Tive que me submeter a um rápido tour de force para aceitar meus pendores alaranjados: a Holanda é um país liberal, pensei, os caras esconderam a Anne Frank dos nazistas durante anos, que coisa linda é “A Noite Estrelada", do Van Gogh. Ótimo:
    mas aos 21 minutos do primeiro tempo, quando Cahill pegou na veia e mandou pro fundo da rede, abandonei imediatamente a laranja mecânica e abracei a esquadra amarela. Que Holanda, que nada! Eles liberam o consumo de maconha, mas não o plantio, incentivando o tráfico em outros países! Entregaram a Anne Frank pros nazistas! O Van Gogh morreu sem orelha e na miséria! Go, Aussies! (...)

    Antonio Prata. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/... geopolitica-do-coracao.shtml. Acesso em 25.06.14. As justificativas que levam o articulista a torcer por uma ou outra seleção
    Escolha uma alternativa para a questão 7b05dc1b-ab
  • 76156804-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    As criadoras do passômetro

    As formigas Cataglyphis sempre sabem onde estão. Quando saem para se alimentar, caminham em zigue-
    zague, distanciando-se do formigueiro. Ao encontrarem alimento, dão meia-volta, se orientam na direção da entrada
    do formigueiro e voltam ao seu buraco em linha reta. Isso significa que elas sabiam exatamente onde estavam. Nós
    também somos capazes dessa proeza, mas só se estivermos aparelhados com mapa e bússola. Sem eles, a única
    maneira de voltarmos ao local de onde partimos é percorrendo o mesmo caminho, fazendo o mesmo zigue-zague da
    ida. Ainda assim, é preciso que nos lembremos do caminho ou que tenhamos deixado marcas de orientação.
    Visto que as formigas só saem à noite e numa paisagem onde não há informações visuais, de que forma elas
    se orientam era um mistério. Há alguns anos se descobriu que as formigas são capazes de determinar a direção em
    que caminham recorrendo à imagem das estrelas, informação, porém, insuficiente, pois elas precisam saber a
    distância que percorreram em cada direção. Conhecendo cada direção do zigue-zague e quantos metros caminharam
    em cada uma dessas direções, elas poderiam calcular sua localização exata. Se fosse esse o caso, então as formigas
    deveriam ter um meio de medir distâncias, uma espécie de hodômetro interno, semelhante aos que existem nos
    carros. Sugerido inicialmente em 1904, esse hodômetro agora foi descoberto.
    Os cientistas suspeitaram que as formigas determinam a distância que percorrem contando passos. Para
    testar essa hipótese, fizeram um experimento simples e engenhoso. Imaginaram que se alterassem o comprimento
    dos passos das formigas seriam capazes de induzi-las a errar a conta da distância.
    As formigas iam sendo capturadas pelos cientistas assim que elas encontravam o alimento e iniciavam a
    volta ao formigueiro. Num primeiro grupo, o comprimento das patas das formigas foi aumentado colando-se nelas
    uma espécie de perna de pau feita de pelo de porco. Com passos mais longos, as formigas desse grupo erravam a
    conta e ultrapassavam o buraco do formigueiro. Em outro grupo de formigas, os cientistas diminuíram o
    comprimento das patas através de uma amputação parcial. Por causa dos passos curtos, essas formigas paravam
    antes de chegar ao formigueiro.
    E, por último, os cientistas colocaram a “perna de pau” em formigas que acabavam de sair do formigueiro.
    Nesse caso, como elas contavam os passos maiores tanto na ida quanto na volta, o efeito da perna de pau se anulava
    e elas eram capazes de voltar com precisão ao formigueiro.
    A conclusão foi que o mecanismo de orientação das formigas é capaz de contar passos e integrar esse dado
    ao da direção em que elas caminharam. Nada mau para o cérebro relativamente simples de uma formiga.
    (REINACH, F. A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.)
    Nesse fragmento, revelam-se etapas do método científico de investigação. Para convencer o leitor de que, de fato, esse texto está no universo do discurso científico, são usadas várias estratégias argumentativas, entre as quais se pode citar
    Escolha uma alternativa para a questão 76156804-ab
  • 73A18BB6-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Quando o vento sopra as velas e as ondas lambem o casco, Martine Grael e Kahena Kunze encontram o equilíbrio. Martine é popa, dá a direção. Kahena é proa, faz o barco andar. Uma sem a outra não chegam a lugar nenhum. Juntas, orientadas pelos ótimos resultados em regatas internacionais, as parceiras traçam rotas rumo à vaga olímpica. Até lá, se depender da crescente concorrência, a previsão do tempo não anuncia dias de calmaria. (...)
    Engana-se quem pensa que elas apenas pilotam, delegando os afazeres mecânicos a outras pessoas. As meninas circulam por aí com suas ferramentas e ficam encantadas diante de vitrines que exibam um alicate ou uma chave allen, enquanto muitas amigas (e esta repórter) mal sabem a diferença entre prego e parafuso. Isso porque, quando o vento não colabora com os treinos, a dupla passa horas arrumando cabos e velas e miudezas fundamentais para o desempenho na água. (...)
    Não há dúvida de que bons ventos sopram na direção de Martine e Kahena. Tomara que elas não
    precisem desviar de um sofá, como já aconteceu, para navegar rumo à medalha de ouro
    .

    Disponível em: http://www.istoe2016.com.br/posts/mar-de-rosas. Acesso em 15.07.14.

    No relato da preparação das atletas olímpicas, o texto recorre a palavras e ideias que enfatizam a sincronia da dupla como elemento fundamental para seu desempenho. Que trecho confirma essa ideia?
    Escolha uma alternativa para a questão 73a18bb6-ab
  • 60CFD616-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Megabit x Megabyte: qual a real velocidade da minha conexão?

    Não é raro encontrar pessoas com dúvidas sobre os planos de banda larga fixa. Em geral, as reclamações e
    questões surgem por conta das baixas velocidades fornecidas. De fato, existe grande incoerência sobre as taxas de
    download, pois, mesmo contratando um plano de 15 mega, a velocidade máxima parece ser até 10 vezes inferior ao
    contratado.
    Do ponto de vista do cliente, a lógica é bem simples. Estou pagando por uma conexão de 10 mega, portanto
    meu plano permitirá downloads em uma taxa de 10 mega. Na prática, a história é um pouco diferente, pois mesmo
    com uma internet como essa, você vai ver os arquivos baixando a 1 MB/s — ou, às vezes, até bem menos do que isso.
    (...)

    Um probleminha com unidades de medida

    Existem diferentes formas de representar o tamanho de um arquivo. Uma música MP3, por exemplo, pode ter
    5 megabytes, 5.120 kilobytes ou 5.242.880 bytes. Esses números representam a mesma coisa, sendo que o único
    ponto que realmente se altera é a forma de expressar a grandeza. O “kilo” representa 1.024 bytes, e o “mega”
    representa 1.024 kilobytes.
    A ideia desses prefixos é facilitar a representação dos tamanhos, afinal ninguém fala que uma MP3 tem 5
    milhões de bytes. Entretanto, no caso das conexões de internet, esses “megas” parecem dificultar a compreensão das
    grandezas. (...)
    Por uma questão de marketing, as operadoras usam os bits, e não bytes, em suas propagandas (...). E qual a
    diferença entre um byte e um bit? Bom, o bit é a menor unidade de informação. Um bit pode assumir os valores 0 e 1,
    algarismos usados como base para o sistema binário. Quando colocamos 8 bits juntos, obtemos 1 byte. (...)

    A operadora é obrigada a oferecer o mínimo

    Descobrir tudo isso é muito importante, pois você não fica iludido com a esperança de baixar nada com
    velocidades absurdamente altas. Contudo, devemos salientar que existe outro detalhe a ser observado nessa história.
    Durante todo o tempo, falamos apenas das velocidades máximas que sua conexão pode atingir. Entretanto,
    sua operadora é obrigada a garantir apenas 20% do contratado. (...)

    Disponível em: http://www.tecmundo.com.br/banda-larga/32749-megabit-x-megabyte-qual-a-real-velocidade-da-minha-conexao-.htm. Acesso em 21.07.14.

    O público-alvo dessa reportagem e seu objetivo específico são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 60cfd616-ab
  • 5D2FBE29-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Brasileiros desenvolvem material com enorme
    capacidade de armazenamento de dados


    Um novo material para armazenamento de informações digitais que promete substituir os já quase
    antiquados DVDs e CDs (discos de gravação) está sendo desenvolvido no Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, por pesquisadores do Grupo de Materiais Fotônicos. Trata-se de um bloco de vidro composto por altas concentrações de óxido de tungstênio que realiza gravações em três dimensões, ao contrário dos discos, que trabalham apenas
    com duas.
    Segundo os químicos Marcelo Nalin, pós-doutorando do Instituto de Física da Universidade de Campinas (Unicamp), e Gaël Poirier, pós-doutorando do Instituto de Química da Unesp, é difícil precisar a capacidade de armazenamento de informações do bloco de vidro, que depende da qualidade do equipamento utilizado na gravação e da modulação das propriedades ópticas do vidro Porém, estima-se que o limite de armazenamento seja de 1,6 terabyte por cm³ (cerca de 1.600 gigabytes). Os DVDs mais avançados encontrados no mercado hoje conseguem guardar dados de 20
    gigabytes, enquanto os CDs, apenas 700 megabytes. (...)


    Disponível em: http://bibliotech7.blogspot.com.br/2005/10/memria-em-cubos.html. Acesso em 23.07.14.




    As ressalvas que são feitas, no segundo parágrafo do texto, em relação à “capacidade de armazenamento de informações do bloco de vidro”, servem para mostrar que
    Escolha uma alternativa para a questão 5d2fbe29-ab
  • 5BF1739C-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Brasileiros desenvolvem material com enorme
    capacidade de armazenamento de dados


    Um novo material para armazenamento de informações digitais que promete substituir os já quase
    antiquados DVDs e CDs (discos de gravação) está sendo desenvolvido no Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, por pesquisadores do Grupo de Materiais Fotônicos. Trata-se de um bloco de vidro composto por altas concentrações de óxido de tungstênio que realiza gravações em três dimensões, ao contrário dos discos, que trabalham apenas
    com duas.
    Segundo os químicos Marcelo Nalin, pós-doutorando do Instituto de Física da Universidade de Campinas (Unicamp), e Gaël Poirier, pós-doutorando do Instituto de Química da Unesp, é difícil precisar a capacidade de armazenamento de informações do bloco de vidro, que depende da qualidade do equipamento utilizado na gravação e da modulação das propriedades ópticas do vidro Porém, estima-se que o limite de armazenamento seja de 1,6 terabyte por cm³ (cerca de 1.600 gigabytes). Os DVDs mais avançados encontrados no mercado hoje conseguem guardar dados de 20
    gigabytes, enquanto os CDs, apenas 700 megabytes. (...)


    Disponível em: http://bibliotech7.blogspot.com.br/2005/10/memria-em-cubos.html. Acesso em 23.07.14.




    Nessa notícia, publicada em 2005, o uso da locução verbal “está sendo desenvolvido” no primeiro período do texto indica que o projeto de criar um “novo material para armazenamento de informações digitais”
    Escolha uma alternativa para a questão 5bf1739c-ab
  • 53584610-AB

    Português

    Interpretação de Textos
    INSPER · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Tempo estável e ar seco na Cidade
    01.08.14 16:19 – Sexta-feira

    A sexta-feira (01) segue ensolarada na Capital paulista. A massa de ar seco inibe a formação de nuvens e colabora para a queda dos índices de umidade do ar. De acordo com as estações meteorológicas automáticas do CGE os termômetros marcam 27°C no Tucuruvi, na Zona Norte, e 25°C em São Mateus, na Leste. A umidade relativa do ar nesses locais é de 35% e 42%, respectivamente. Hoje, a média das máximas na Cidade chegou a 26,6°C, e o menor índice de umidade atingiu 34%.
    Os aeroportos de Campo de Marte, na Zona Norte e Cumbica, no município de Guarulhos, reportam
    26°C e umidade relativa do ar de 32%. Em Congonhas, na Zona Sul, 26°C e umidade de 30%.
    O tempo permanece seco e estável nas próximas horas. A partir do início da noite, a temperatura entra em declínio e a umidade relativa do ar sobe gradualmente. Não há previsão de chuva. (...
    )

    Disponível em: http://www.cgesp.org/v3/noticias.jsp?id=16642. Acesso em 01.08.14. Esse texto, publicado pelo Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo, apresenta previsões e dados meteorológicos ininterruptamente. No caso desse boletim, as informações sobre as temperaturas e sobre a umidade do ar na cidade de São Paulo, apresentadas nos dois primeiros parágrafos, originam-se da
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