Questões do ENEM: Linguagens e Universidade Estadual do Maranhão
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119 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 6.
D1BBFAA4-C4 Leia, agora, um fragmento do poema A Leviana, de Gonçalves Dias para responder à questão.És engraçada e formosaComo a rosa,Como a rosa em mês d'Abril;És como a nuvem doiradaDeslizada,Deslizada em céus d'anil.Tu és vária e melindrosa,Qual formosaBorboleta num jardim,Que as flores todas afaga,E divagaEm devaneio sem fim.És pura, como uma estrelaDoce e bela,Que treme incerta no mar:Mostras nos olhos tua almaTerna e calma,Como a luz d'almo luar.Tuas formas tão donosas,Tão airosas,Formas da terra não são;Pareces anjo formoso,Vaporoso,Vindo da etérea mansão.Assim, beijar-te receio, Contra o seioEu tremo de te apertar:Pois me parece que um beijo É sobejoPara o teu corpo quebrar. [...]DIAS, Gonçalves. Primeiros cantos. Belo Horizonte:Autêntica Ed.: 1998.A leitura comparativa do poema de Gonçalves Dias e da canção de Erasmo Carlos, quanto à figura da mulher e seu papel na sociedade, indica que a mulher,D1B95DFA-C4 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosNa década de 80, a canção Mulher (Sexo frágil) fez muito sucesso. Trata-se de uma declaração sobre a força feminina, que se vale do poder que as mulheres têm na relação com os homens. Ao mesmo tempo que a canção mostra a realidade de como a mulher é vista na sociedade, o eu lírico marca a posição de quão equivocada é essa perspectiva.Mulher (Sexo frágil)Canção de Erasmo CarlosDizem que a mulher é o sexo frágilMas que mentira absurda!Eu que faço parte da rotina de uma delasSei que a força está com elasVejam como é forte a que eu conheçoSua sapiência não tem preçoSatisfaz meu ego se fingindo submissaMas no fundo me enfeitiçaQuando eu chego em casa à noitinhaQuero uma mulher só minhaMas pra quem deu luz não tem mais jeitoPorque um filho quer seu peitoO outro já reclama a sua mãoE o outro quer o amor que ela tiverQuatro homens dependentes e carentesDa força da mulherMulher, mulherDo barro de que você foi geradaMe veio inspiraçãoPra decantar você nessa cançãoNa escola em que você foi ensinadaJamais tirei um dezSou forte mas não chego aos seus pésMulher, mulherMulher, mulherhttps://www.letras.mus.br/erasmo-carlos/A letra da canção deixa transparecer o machismo vigente na sociedade. Essa assertiva está comprovada nos seguintes versos:D1B6D4E7-C4 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2023MédioEntre para guardar nos favoritosAntônio Gonçalves Dias, filho de um comerciante português e de uma mestiça de negro com índio, nasceu em um sítio próximo à cidade maranhense de Caxias, em 1823. Além dos temas de amor, o poeta engajou-se com uma poética de cunho social, centrada, sobretudo, nas questões dos povos originários, ao enobrecer o indígena, em uma perspectiva do conhecido “Mito do bom selvagem”.
Leia as estrofes extraídas de “O Canto do Piaga” para responder à questão.
O CANTO DO PIAGA
I
Ó Guerreiros da Taba sagrada,
Ó Guerreiros da Tribo Tupi,
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi.
Esta noite - era a lua já morta –
Anhangá me vedava sonhar;
Eis na horrível caverna, que habito,
Rouca voz começou-me a chamar.
Abro os olhos, inquieto, medroso,
Manitôs! que prodígios que vi!
Arde o pau de resina fumosa,
Não fui eu, não fui eu, que o acendi!
Eis rebenta a meus pés um fantasma,
Um fantasma d’imensa extensão;
Liso crânio repousa a meu lado,
Feia cobra se enrosca no chão.
O meu sangue gelou-se nas veias,
Todo inteiro - ossos, carnes – tremi.
Frio horror me coou pelos membros,
Frio vento no rosto senti.
Era feio, medonho, tremendo
Ó Guerreiros, o espectro que eu vi.
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi!
[...]
Vem trazer-vos crueza, impiedade –
Dons cruéis do cruel Anhangá;
Vem quebrar-vos a maça valente,
Profanar Manitôs, Maracás.
Vem trazer-vos algemas pesadas,
Com que a tribo Tupi vai gemer;
Hão-de os velhos servirem de escravos
Mesmo o Piaga inda escravo há de ser!
Fugireis procurando um asilo,
Triste asilo por ínvio sertão;
Anhangá de prazer há de rir-se,
Vendo os vossos quão poucos serão.
Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,
Susta as iras do fero Anhangá.
Manitôs já fugiram da Taba,
Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá!
DIAS, Gonçalves. Primeiros cantos. Belo Horizonte:Autêntica Ed.: 1998.
No contexto poético, são versos que mais caracterizam enfaticamente o pavor do homem branco:D1B32390-C4 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2023FácilEntre para guardar nos favoritosAntônio Gonçalves Dias, filho de um comerciante português e de uma mestiça de negro com índio, nasceu em um sítio próximo à cidade maranhense de Caxias, em 1823. Além dos temas de amor, o poeta engajou-se com uma poética de cunho social, centrada, sobretudo, nas questões dos povos originários, ao enobrecer o indígena, em uma perspectiva do conhecido “Mito do bom selvagem”.
Leia as estrofes extraídas de “O Canto do Piaga” para responder à questão.
O CANTO DO PIAGA
I
Ó Guerreiros da Taba sagrada,
Ó Guerreiros da Tribo Tupi,
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi.
Esta noite - era a lua já morta –
Anhangá me vedava sonhar;
Eis na horrível caverna, que habito,
Rouca voz começou-me a chamar.
Abro os olhos, inquieto, medroso,
Manitôs! que prodígios que vi!
Arde o pau de resina fumosa,
Não fui eu, não fui eu, que o acendi!
Eis rebenta a meus pés um fantasma,
Um fantasma d’imensa extensão;
Liso crânio repousa a meu lado,
Feia cobra se enrosca no chão.
O meu sangue gelou-se nas veias,
Todo inteiro - ossos, carnes – tremi.
Frio horror me coou pelos membros,
Frio vento no rosto senti.
Era feio, medonho, tremendo
Ó Guerreiros, o espectro que eu vi.
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi!
[...]
Vem trazer-vos crueza, impiedade –
Dons cruéis do cruel Anhangá;
Vem quebrar-vos a maça valente,
Profanar Manitôs, Maracás.
Vem trazer-vos algemas pesadas,
Com que a tribo Tupi vai gemer;
Hão-de os velhos servirem de escravos
Mesmo o Piaga inda escravo há de ser!
Fugireis procurando um asilo,
Triste asilo por ínvio sertão;
Anhangá de prazer há de rir-se,
Vendo os vossos quão poucos serão.
Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,
Susta as iras do fero Anhangá.
Manitôs já fugiram da Taba,
Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá!
DIAS, Gonçalves. Primeiros cantos. Belo Horizonte:Autêntica Ed.: 1998.
Pode-se afirmar que, ao iniciar seu canto, o eu lírico confere ao PiagaFAE3B598-B0 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUniversidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritosThis text refers to question
How to Stop Eating Sugar
By David Leonhardt
If you’re like most Americans, you eat more sugar than is good for you. But it’s entirely possible to eat less sugar without sacrificing much — if any — of the pleasures of eating. Surprising as it may sound, many people who have cut back on sugar say they find their new eating habits more pleasurable than their old ones. This guide will walk you through why sugar matters, how you can make smart food choices to reduce sugar consumption, and how you can keep your life sweet, even without so many sweets.
Here's why you eat more sugar than you realize, and why it's a problem. The first thing to know: Added sugars, of one kind or another, are almost everywhere in the modern diet. They’re in sandwich bread, chicken stock, pickles, salad dressing, crackers, yogurt and cereal, as well as in the obvious foods and drinks, like soda and desserts.
The biggest problem with added sweeteners is that they make it easy to overeat. They’re tasty and highly caloric but they often don’t make you feel full. Instead, they can trick you into wanting even more food. Because we’re surrounded by added sweeteners — in our kitchens, in restaurants, at schools and offices — most of us will eat too much of them unless we consciously set out to do otherwise.
It’s not an accident. The sugar industry has conducted an aggressive, decades-long campaign to blame the obesity epidemic on fats, not sugars. Fats, after all, seem as if they should cause obesity. Thanks partly to that campaign, sugar consumption soared in the United States even as people were trying to lose weight. But research increasingly indicates that an overabundance of simple carbohydrates, and sugar in particular, is the No. 1 problem in modern diets. Sugar is the driving force behind the diabetes and obesity epidemics. Fortunately, more people are realizing the harms of sugar and cutting back.
[...]
Changing your diet is hard. If your strategy involves thinking about sugar all the time — whenever you’re shopping or eating — you’ll likely fail. You’ll also be miserable in the process. It’s much more effective to come up with a few simple rules and habits that then become second nature. (One strategy to consider: Eliminate all added sugars for one month, and then add back only the ones you miss. It’s easier than it sounds.)
Above all, most people’s goal should be to find a few simple, lasting ways to cut back on sugar. Once you’re done reading this guide, we suggest you choose two or three of our ideas and try them for a few weeks.
https://www.nytimes.com/guides/smarterliving/how-to-stop-eating-sugar (text adapted)
The terms “ones”, in highlighted, found in the first and fifth paragraphs, in the text How to Stop Eating Sugar, refer toFAE0A327-B0 Inglês
Análise sintática | Syntax ParsingUniversidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritosThis text refers to question
How to Stop Eating Sugar
By David Leonhardt
If you’re like most Americans, you eat more sugar than is good for you. But it’s entirely possible to eat less sugar without sacrificing much — if any — of the pleasures of eating. Surprising as it may sound, many people who have cut back on sugar say they find their new eating habits more pleasurable than their old ones. This guide will walk you through why sugar matters, how you can make smart food choices to reduce sugar consumption, and how you can keep your life sweet, even without so many sweets.
Here's why you eat more sugar than you realize, and why it's a problem. The first thing to know: Added sugars, of one kind or another, are almost everywhere in the modern diet. They’re in sandwich bread, chicken stock, pickles, salad dressing, crackers, yogurt and cereal, as well as in the obvious foods and drinks, like soda and desserts.
The biggest problem with added sweeteners is that they make it easy to overeat. They’re tasty and highly caloric but they often don’t make you feel full. Instead, they can trick you into wanting even more food. Because we’re surrounded by added sweeteners — in our kitchens, in restaurants, at schools and offices — most of us will eat too much of them unless we consciously set out to do otherwise.
It’s not an accident. The sugar industry has conducted an aggressive, decades-long campaign to blame the obesity epidemic on fats, not sugars. Fats, after all, seem as if they should cause obesity. Thanks partly to that campaign, sugar consumption soared in the United States even as people were trying to lose weight. But research increasingly indicates that an overabundance of simple carbohydrates, and sugar in particular, is the No. 1 problem in modern diets. Sugar is the driving force behind the diabetes and obesity epidemics. Fortunately, more people are realizing the harms of sugar and cutting back.
[...]
Changing your diet is hard. If your strategy involves thinking about sugar all the time — whenever you’re shopping or eating — you’ll likely fail. You’ll also be miserable in the process. It’s much more effective to come up with a few simple rules and habits that then become second nature. (One strategy to consider: Eliminate all added sugars for one month, and then add back only the ones you miss. It’s easier than it sounds.)
Above all, most people’s goal should be to find a few simple, lasting ways to cut back on sugar. Once you’re done reading this guide, we suggest you choose two or three of our ideas and try them for a few weeks.
https://www.nytimes.com/guides/smarterliving/how-to-stop-eating-sugar (text adapted)
The extract “If you’re like most Americans”, in the first paragraph, reflects, in the order of appearance:FADDD3BB-B0 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUniversidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosThis text refers to question
How to Stop Eating Sugar
By David Leonhardt
If you’re like most Americans, you eat more sugar than is good for you. But it’s entirely possible to eat less sugar without sacrificing much — if any — of the pleasures of eating. Surprising as it may sound, many people who have cut back on sugar say they find their new eating habits more pleasurable than their old ones. This guide will walk you through why sugar matters, how you can make smart food choices to reduce sugar consumption, and how you can keep your life sweet, even without so many sweets.
Here's why you eat more sugar than you realize, and why it's a problem. The first thing to know: Added sugars, of one kind or another, are almost everywhere in the modern diet. They’re in sandwich bread, chicken stock, pickles, salad dressing, crackers, yogurt and cereal, as well as in the obvious foods and drinks, like soda and desserts.
The biggest problem with added sweeteners is that they make it easy to overeat. They’re tasty and highly caloric but they often don’t make you feel full. Instead, they can trick you into wanting even more food. Because we’re surrounded by added sweeteners — in our kitchens, in restaurants, at schools and offices — most of us will eat too much of them unless we consciously set out to do otherwise.
It’s not an accident. The sugar industry has conducted an aggressive, decades-long campaign to blame the obesity epidemic on fats, not sugars. Fats, after all, seem as if they should cause obesity. Thanks partly to that campaign, sugar consumption soared in the United States even as people were trying to lose weight. But research increasingly indicates that an overabundance of simple carbohydrates, and sugar in particular, is the No. 1 problem in modern diets. Sugar is the driving force behind the diabetes and obesity epidemics. Fortunately, more people are realizing the harms of sugar and cutting back.
[...]
Changing your diet is hard. If your strategy involves thinking about sugar all the time — whenever you’re shopping or eating — you’ll likely fail. You’ll also be miserable in the process. It’s much more effective to come up with a few simple rules and habits that then become second nature. (One strategy to consider: Eliminate all added sugars for one month, and then add back only the ones you miss. It’s easier than it sounds.)
Above all, most people’s goal should be to find a few simple, lasting ways to cut back on sugar. Once you’re done reading this guide, we suggest you choose two or three of our ideas and try them for a few weeks.
https://www.nytimes.com/guides/smarterliving/how-to-stop-eating-sugar (text adapted)
In the long run, eating too much sugar has become one of the biggest problems for people. In the text we can find points and counterpoints related to added sweeteners. In this question, the option in which there are one positive and one negative aspect in consuming sugar isFADAAA3B-B0 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUniversidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosThis text refers to question
Science confirms: Dark chocolate and red wine helps keep you looking young
NEWSNER
Chocolate and wine, and not always together, are among life’s simple pleasures, but most of us think we should only indulge in these pleasures in moderation.
Granted chocolate and wine contain a high number of calories and I don’t need to explain what happens to our bodies and minds if we drink too much wine. But now scientists may have found a reason to indulge in these delicious things more often than we think.
A recent study found a powerful antioxidant present in dark chocolate and red wine; the effect of this antioxidant on our bodies could be a reason to celebrate. Scientists say the presence of resveratrol in these food items has a positive effect on the brain, heart, and lifespan. The most naturally abundant sources of resveratrol are plants, including the skin of red grapes, red wine, raw cocoa, and dark berries, like lingonberries and blueberries.
A team led by Professor Lorna Harries at the University of Exeter discovered that by treating worn-out human cells with a formulation of resveratrol the older cells started to divide. These older cells then developed longer telomeres – the protective tips on the ends of chromosomes which shorten as we age, according to Longevity Facts. It seemed a miracle that these old cells looked young again. The experiment was repeated several times and each time the result was rejuvenated cells.
According to scientists red wine, dark chocolate and some berries also help to reduce inflammation and strengthen the heart. This powerful antioxidant was also found to help ward off certain age-related diseases.
Certain metabolic diseases, including type 2 diabetes and heart disease, tend to occur as we age. In animal studies, severely restricting calories can help prevent some of these diseases.
Researchers found that resveratrol can mimic calorie restriction in some ways and found it to extend the lifespans of yeast, worms, flies and fish. To help avoid the excessive consumption of red wine, this antioxidant can also be found in dark chocolate, grapes, raspberries, plums, blueberries, cranberries, grape tomatoes, and pomegranate. These findings are fascinating and are a step to prolonging people’s life without affecting overall health.
Please share with all your friends and family so they know dark chocolate can finally be consumed guilt free!
https://en.stories.newsner.com/health/science-confirms-dark-chocolate-and-red-wine-helps-keep-you-looking-young/ Accessed on May, 7th. Slightly modified
Scientists have discovered resveratrol as a natural resource can be found in many fruits. The natural resource we can extract it from isFAD790ED-B0 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUniversidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosThis text refers to question
Science confirms: Dark chocolate and red wine helps keep you looking young
NEWSNER
Chocolate and wine, and not always together, are among life’s simple pleasures, but most of us think we should only indulge in these pleasures in moderation.
Granted chocolate and wine contain a high number of calories and I don’t need to explain what happens to our bodies and minds if we drink too much wine. But now scientists may have found a reason to indulge in these delicious things more often than we think.
A recent study found a powerful antioxidant present in dark chocolate and red wine; the effect of this antioxidant on our bodies could be a reason to celebrate. Scientists say the presence of resveratrol in these food items has a positive effect on the brain, heart, and lifespan. The most naturally abundant sources of resveratrol are plants, including the skin of red grapes, red wine, raw cocoa, and dark berries, like lingonberries and blueberries.
A team led by Professor Lorna Harries at the University of Exeter discovered that by treating worn-out human cells with a formulation of resveratrol the older cells started to divide. These older cells then developed longer telomeres – the protective tips on the ends of chromosomes which shorten as we age, according to Longevity Facts. It seemed a miracle that these old cells looked young again. The experiment was repeated several times and each time the result was rejuvenated cells.
According to scientists red wine, dark chocolate and some berries also help to reduce inflammation and strengthen the heart. This powerful antioxidant was also found to help ward off certain age-related diseases.
Certain metabolic diseases, including type 2 diabetes and heart disease, tend to occur as we age. In animal studies, severely restricting calories can help prevent some of these diseases.
Researchers found that resveratrol can mimic calorie restriction in some ways and found it to extend the lifespans of yeast, worms, flies and fish. To help avoid the excessive consumption of red wine, this antioxidant can also be found in dark chocolate, grapes, raspberries, plums, blueberries, cranberries, grape tomatoes, and pomegranate. These findings are fascinating and are a step to prolonging people’s life without affecting overall health.
Please share with all your friends and family so they know dark chocolate can finally be consumed guilt free!
https://en.stories.newsner.com/health/science-confirms-dark-chocolate-and-red-wine-helps-keep-you-looking-young/ Accessed on May, 7th. Slightly modified
Some research led by Professor Lorna Harries from the University of Exeter has discovered resveratrol present in red wine as well as in dark chocolate has an antioxidant effect in the human body. Besides this effect the option which points out another positive one isFAD4A0DB-B0 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritosA questão a seguir embasam-se na obra de Viriato Corrêa. Escrita na década de 1930, essa obra literária contém as memórias de infância do menino Cazuza, vivida no interior do Maranhão no final do século XIX.Nessa poesia popular nordestina trazida por Viriato Corrêa, em "Cazuza", observa-se o intuito dos repentistas de sobrepujarem um ao outro— José Firmino acredite,Não gosto de me gabar,Mas quando pego a viola,Quando começo a cantar,Saem da cova os defuntos,Os peixes saem do mar,Os anjos descem do céu,E tudo vem me escutar.O José Firmino quase não deixou que ocompanheiro acabasse o último verso, e cantoude viola estendida no peito:— Eu não tenho inveja disso,Sou valente, valentão,Canguçu é meu cavalo,Cascavel meu cinturão,Eu engulo brasa viva,Pego corisco com a mão,Um empurrão do meu dedoBota dez morros no chão.O outro acelerou os dedos nas cordas da viola e respondeu:— Se eu for contar minhas artesNão acabo nunca mais;Para apagar os incêndiosUso breu e aguarrás,Eu ponho luneta em pulga,E gravata em Satanás,Eu faço gelo com brasa,Coisa que você não faz,Faço o carro andar na frente,Faço o boi andar atrás.E ergueu-se. José Firmino ergueu-se também.Eram ambos fortes no desafio. Não haveriavencido nem vencedor. Não valia a pena teimar.CORRÊA, Viriato. Cazuza. 37ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1992
"Cazuza" é considerado pela crítica um romance memorialista, confessional. O fragmento do texto que possibilita enquadrá-lo nesse tipo de romance éFAD18770-B0 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritosA questão a seguir embasam-se na obra de Viriato Corrêa. Escrita na década de 1930, essa obra literária contém as memórias de infância do menino Cazuza, vivida no interior do Maranhão no final do século XIX.Nessa poesia popular nordestina trazida por Viriato Corrêa, em "Cazuza", observa-se o intuito dos repentistas de sobrepujarem um ao outro— José Firmino acredite,Não gosto de me gabar,Mas quando pego a viola,Quando começo a cantar,Saem da cova os defuntos,Os peixes saem do mar,Os anjos descem do céu,E tudo vem me escutar.O José Firmino quase não deixou que ocompanheiro acabasse o último verso, e cantoude viola estendida no peito:— Eu não tenho inveja disso,Sou valente, valentão,Canguçu é meu cavalo,Cascavel meu cinturão,Eu engulo brasa viva,Pego corisco com a mão,Um empurrão do meu dedoBota dez morros no chão.O outro acelerou os dedos nas cordas da viola e respondeu:— Se eu for contar minhas artesNão acabo nunca mais;Para apagar os incêndiosUso breu e aguarrás,Eu ponho luneta em pulga,E gravata em Satanás,Eu faço gelo com brasa,Coisa que você não faz,Faço o carro andar na frente,Faço o boi andar atrás.E ergueu-se. José Firmino ergueu-se também.Eram ambos fortes no desafio. Não haveriavencido nem vencedor. Não valia a pena teimar.CORRÊA, Viriato. Cazuza. 37ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1992
Considere o trecho a seguir.“E ergueu-se. José Firmino ergueu-se também. Eram ambos fortes no desafio. Não haveria vencido nem vencedor. Não valia a pena teimar.”Em variadas passagens do romance "Cazuza", o arranjo sintático confere fluidez à leitura e facilita a compreensão do texto pelo público infantojuvenil. Com vistas a esse fim, o escritor, na estruturação dos períodos que formam o trecho acima, optou pelaFACE51A7-B0 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritosA questão a seguir embasam-se na obra de Viriato Corrêa. Escrita na década de 1930, essa obra literária contém as memórias de infância do menino Cazuza, vivida no interior do Maranhão no final do século XIX.Nessa poesia popular nordestina trazida por Viriato Corrêa, em "Cazuza", observa-se o intuito dos repentistas de sobrepujarem um ao outro— José Firmino acredite,Não gosto de me gabar,Mas quando pego a viola,Quando começo a cantar,Saem da cova os defuntos,Os peixes saem do mar,Os anjos descem do céu,E tudo vem me escutar.O José Firmino quase não deixou que ocompanheiro acabasse o último verso, e cantoude viola estendida no peito:— Eu não tenho inveja disso,Sou valente, valentão,Canguçu é meu cavalo,Cascavel meu cinturão,Eu engulo brasa viva,Pego corisco com a mão,Um empurrão do meu dedoBota dez morros no chão.O outro acelerou os dedos nas cordas da viola e respondeu:— Se eu for contar minhas artesNão acabo nunca mais;Para apagar os incêndiosUso breu e aguarrás,Eu ponho luneta em pulga,E gravata em Satanás,Eu faço gelo com brasa,Coisa que você não faz,Faço o carro andar na frente,Faço o boi andar atrás.E ergueu-se. José Firmino ergueu-se também.Eram ambos fortes no desafio. Não haveriavencido nem vencedor. Não valia a pena teimar.CORRÊA, Viriato. Cazuza. 37ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1992
Entre as estratégias contundentes utilizadas nas gabolices, destacam-se construções paradoxais, a exemplo do par de versos:FACB33F2-B0 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritosA questão toma como base o conto "Um Espinho de Marfim".
Leia o final do conto "Um Espinho de Marfim"."E nesse último dia aproximou a cabeça do seu peito, com suave força, com força de amor empurrando, cravando o espinho de marfim no coração, enfim florido.Quando o rei veio em cobrança da promessa, foi isso que o sol morrente lhe entregou, a rosa de sangue e um feixe de lírios."O leitor pode fazer uma interpretação simbólica do dilema vivido pela princesa que decide porFAC81613-B0 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosA questão toma como base o conto "Um Espinho de Marfim".
Sobre a estilística empregada pela escritora, o emprego de frases nominais, bem pertinentes ao gênero literário de “Um Espinho de Marfim”, está correto na seguinte exemplificação:FAC4F3E3-B0 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosA questão toma como base o conto "Um Espinho de Marfim".
Leia o fragmento para responder à questão.
“Um dia, indo o rei de manhã cedo visitar a filha em seus aposentos, viu o unicórnio na moita de lírios. Quero esse animal para mim. E imediatamente ordenou a caçada.”.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005.
Em relação às características do rei, recorrendo-se às leis da natureza que se conhecem, de imediato, é sugerida ideia de
FAC212C2-B0 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritosO conto a seguir serve de base para responder à questão.
Entre as folhas do Verde O
O príncipe acordou contente. Era dia de caçada. Os cachorros latiam no pátio do castelo. Vestiu o colete de couro, calçou as botas. Os cavalos batiam os cascos debaixo da janela. Apanhou as luvas e desceu.
Lá embaixo parecia uma festa. Os arreios e os pelos dos animais brilhavam ao Sol. Brilhavam os dentes abertos em risadas, as armas, as trompas que deram o sinal de partida.
Na floresta também ouviram a trompa e o alarido. Todos souberam que eles vinham. E cada um se escondeu como pode.
Só a moça não se escondeu. Acordou com o som da tropa, e estava debruçada no regato quando os caçadores chegaram.
Foi assim que o príncipe a viu. Metade mulher, metade corça, bebendo no regato. A mulher tão linda. A corça tão ágil. A mulher ele queria amar, a corça ele queria matar. Se chegasse perto será que ela fugia? Mexeu num galho, ela levantou a cabeça ouvindo. Então o príncipe botou a flecha no arco, retesou a corda, atirou bem na pata direita. E quando a corça-mulher dobrou os joelhos tentando arrancar a flecha, ele correu e a segurou, chamando homens e cães.
Levaram a corça para o castelo. Veio o médico, trataram do ferimento. Puseram a corça num quarto de porta trancada. Todos os dias o príncipe ia visitá-la. Só ele tinha a chave. E cada vez se apaixonava mais. Mas a corça-mulher só falava a língua da floresta e o príncipe só sabia ouvir a língua do palácio. Então, ficavam horas se olhando calados, com tanta coisa para dizer.
Ele queria dizer que a amava tanto, que queria casar com ela e tê-la para sempre no castelo, que a cobriria de roupas e joias, que chamaria o melhor feiticeiro do reino para fazê-la virar toda mulher.
Ela queria dizer que o amava tanto, que queria se casar com ele e levá-lo para a floresta, que lhe ensinaria a gostar dos pássaros e das flores e que pediria à Rainha das Corças para dar-lhe quatro patas ágeis e um belo pelo castanho.
Mas o príncipe tinha a chave da porta. E ela não tinha o segredo da palavra.
Todos os dias se encontravam. Agora se seguravam as mãos. E no dia em que a primeira lágrima rolou nos olhos dela, o príncipe pensou ter entendido e mandou chamar o feiticeiro.
Quando a corça acordou, já não era mais corça. Duas pernas só, e compridas, um corpo branco. Tentou levantar, não conseguiu. O príncipe lhe deu a mão. Vieram as costureiras e a cobriram de roupas. Vieram os joalheiros e a cobriram de joias. Vieram os mestres de dança para ensinar-lhe a andar. Só não tinha a palavra. E o desejo de ser mulher.
Sete dias ela levou para aprender sete passos. E na manhã do oitavo dia, quando acordou e viu a porta aberta, juntou sete passos e mais sete, atravessou o corredor, desceu a escada, cruzou o pátio e correu para a floresta à procura de sua Rainha.
O Sol ainda brilhava quando a corça saiu da floresta, só corça, não mais mulher. E se pôs a pastar sob as janelas do palácio.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005
Esse conto nos ajuda a explicar a polaridade entre os gêneros que apontam dicotomias biológicas e psicológicas, ilustrando as diferenças entre macho-fêmea, homem-mulher, visto na vida cotidiana como bem-mal, certo-errado, temática central dos contos de fadas. Pode-se depreender, mais de que uma mera dicotomia, que o tema central do conto revelaFABF122C-B0 Português
Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosO conto a seguir serve de base para responder à questão.
Entre as folhas do Verde O
O príncipe acordou contente. Era dia de caçada. Os cachorros latiam no pátio do castelo. Vestiu o colete de couro, calçou as botas. Os cavalos batiam os cascos debaixo da janela. Apanhou as luvas e desceu.
Lá embaixo parecia uma festa. Os arreios e os pelos dos animais brilhavam ao Sol. Brilhavam os dentes abertos em risadas, as armas, as trompas que deram o sinal de partida.
Na floresta também ouviram a trompa e o alarido. Todos souberam que eles vinham. E cada um se escondeu como pode.
Só a moça não se escondeu. Acordou com o som da tropa, e estava debruçada no regato quando os caçadores chegaram.
Foi assim que o príncipe a viu. Metade mulher, metade corça, bebendo no regato. A mulher tão linda. A corça tão ágil. A mulher ele queria amar, a corça ele queria matar. Se chegasse perto será que ela fugia? Mexeu num galho, ela levantou a cabeça ouvindo. Então o príncipe botou a flecha no arco, retesou a corda, atirou bem na pata direita. E quando a corça-mulher dobrou os joelhos tentando arrancar a flecha, ele correu e a segurou, chamando homens e cães.
Levaram a corça para o castelo. Veio o médico, trataram do ferimento. Puseram a corça num quarto de porta trancada. Todos os dias o príncipe ia visitá-la. Só ele tinha a chave. E cada vez se apaixonava mais. Mas a corça-mulher só falava a língua da floresta e o príncipe só sabia ouvir a língua do palácio. Então, ficavam horas se olhando calados, com tanta coisa para dizer.
Ele queria dizer que a amava tanto, que queria casar com ela e tê-la para sempre no castelo, que a cobriria de roupas e joias, que chamaria o melhor feiticeiro do reino para fazê-la virar toda mulher.
Ela queria dizer que o amava tanto, que queria se casar com ele e levá-lo para a floresta, que lhe ensinaria a gostar dos pássaros e das flores e que pediria à Rainha das Corças para dar-lhe quatro patas ágeis e um belo pelo castanho.
Mas o príncipe tinha a chave da porta. E ela não tinha o segredo da palavra.
Todos os dias se encontravam. Agora se seguravam as mãos. E no dia em que a primeira lágrima rolou nos olhos dela, o príncipe pensou ter entendido e mandou chamar o feiticeiro.
Quando a corça acordou, já não era mais corça. Duas pernas só, e compridas, um corpo branco. Tentou levantar, não conseguiu. O príncipe lhe deu a mão. Vieram as costureiras e a cobriram de roupas. Vieram os joalheiros e a cobriram de joias. Vieram os mestres de dança para ensinar-lhe a andar. Só não tinha a palavra. E o desejo de ser mulher.
Sete dias ela levou para aprender sete passos. E na manhã do oitavo dia, quando acordou e viu a porta aberta, juntou sete passos e mais sete, atravessou o corredor, desceu a escada, cruzou o pátio e correu para a floresta à procura de sua Rainha.
O Sol ainda brilhava quando a corça saiu da floresta, só corça, não mais mulher. E se pôs a pastar sob as janelas do palácio.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005
O trecho cujos verbos revelam simultaneidade de ações na cena relatada éFABC2AEC-B0 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritosO conto a seguir serve de base para responder à questão.
Entre as folhas do Verde O
O príncipe acordou contente. Era dia de caçada. Os cachorros latiam no pátio do castelo. Vestiu o colete de couro, calçou as botas. Os cavalos batiam os cascos debaixo da janela. Apanhou as luvas e desceu.
Lá embaixo parecia uma festa. Os arreios e os pelos dos animais brilhavam ao Sol. Brilhavam os dentes abertos em risadas, as armas, as trompas que deram o sinal de partida.
Na floresta também ouviram a trompa e o alarido. Todos souberam que eles vinham. E cada um se escondeu como pode.
Só a moça não se escondeu. Acordou com o som da tropa, e estava debruçada no regato quando os caçadores chegaram.
Foi assim que o príncipe a viu. Metade mulher, metade corça, bebendo no regato. A mulher tão linda. A corça tão ágil. A mulher ele queria amar, a corça ele queria matar. Se chegasse perto será que ela fugia? Mexeu num galho, ela levantou a cabeça ouvindo. Então o príncipe botou a flecha no arco, retesou a corda, atirou bem na pata direita. E quando a corça-mulher dobrou os joelhos tentando arrancar a flecha, ele correu e a segurou, chamando homens e cães.
Levaram a corça para o castelo. Veio o médico, trataram do ferimento. Puseram a corça num quarto de porta trancada. Todos os dias o príncipe ia visitá-la. Só ele tinha a chave. E cada vez se apaixonava mais. Mas a corça-mulher só falava a língua da floresta e o príncipe só sabia ouvir a língua do palácio. Então, ficavam horas se olhando calados, com tanta coisa para dizer.
Ele queria dizer que a amava tanto, que queria casar com ela e tê-la para sempre no castelo, que a cobriria de roupas e joias, que chamaria o melhor feiticeiro do reino para fazê-la virar toda mulher.
Ela queria dizer que o amava tanto, que queria se casar com ele e levá-lo para a floresta, que lhe ensinaria a gostar dos pássaros e das flores e que pediria à Rainha das Corças para dar-lhe quatro patas ágeis e um belo pelo castanho.
Mas o príncipe tinha a chave da porta. E ela não tinha o segredo da palavra.
Todos os dias se encontravam. Agora se seguravam as mãos. E no dia em que a primeira lágrima rolou nos olhos dela, o príncipe pensou ter entendido e mandou chamar o feiticeiro.
Quando a corça acordou, já não era mais corça. Duas pernas só, e compridas, um corpo branco. Tentou levantar, não conseguiu. O príncipe lhe deu a mão. Vieram as costureiras e a cobriram de roupas. Vieram os joalheiros e a cobriram de joias. Vieram os mestres de dança para ensinar-lhe a andar. Só não tinha a palavra. E o desejo de ser mulher.
Sete dias ela levou para aprender sete passos. E na manhã do oitavo dia, quando acordou e viu a porta aberta, juntou sete passos e mais sete, atravessou o corredor, desceu a escada, cruzou o pátio e correu para a floresta à procura de sua Rainha.
O Sol ainda brilhava quando a corça saiu da floresta, só corça, não mais mulher. E se pôs a pastar sob as janelas do palácio.
COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005
O conto começa com o relato da felicidade do príncipe porque era um dia de caçada. Ao longo do conto, entretanto, percebe-se que os interesses e a linguagem dos dois personagens da narrativa eram diferentes. O trecho que confirma essa ideia é o seguinteFAB93BCA-B0 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosNas palavras da autora Marina Colasanti, "Uma ideia toda Azul" é um livro de contos de fadas. Antes que o estudante do Ensino Médio se espante com a temática, “num mundo de avançada tecnologia espacial”, a autora julga importante esclarecer que seu interesse e sua busca se voltam para aquela coisa intemporal chamada inconsciente.O Último ReiTodos os dias Kublai-Khan, último rei da dinastia Mogul, subia no alto da muralha da sua fortaleza para encontrar-se com o vento.O vento vinha de longe e tinha o mundo todo para contar.Kublai-Khan nunca tinha saído da sua fortaleza, não conhecia o mundo. Ouvia as palavras do vento e aprendia.— A Terra é redonda e fácil, disse o vento. Ando sempre em frente, e passo pelo mesmo lugar de onde saí. Dei tantas voltas na Terra que ela está enovelada no meu sopro.Kublai-Khan achou bonito ir e voltar sem nunca se perder.Um dia o vento chegou mais frio, vindo das montanhas.— Fui pentear a neve, gelou o vento ao pé do ouvido do rei. A neve é pesada e macia. Debaixo do seu silêncio as sementes se aprontam para a primavera. Só flores brancas furam a neve. Só passos brancos marcam a neve. Na neve mora o Rei do Sono.Kublai-Khan teve desejo de neve. Então prendeu fios de prata na Lua e a empinou contra o vento. Do alto, espelho do frio, a Lua trouxe a neve para Kublai-Khan. E um sono tranquilo. Todos os dias o vento contava seus caminhos no alto da muralha.Todos os dias os longos cabelos do rei deitavam-se no vento e recolhiam seus sons, como uma harpa. [...]COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005.O rei Kublai-Khan, diariamente, no alto da muralha da sua fortaleza, encontrava-se com o vento.Essa cena, metaforicamente, ilustra o poder de sua alteza.O trecho em análise, contudo, permite ao leitor afirmar que, apesar desse poder, o soberano revela-se suplantado pelo vento. Na trama narrativa, o vento vivencia um
FAB61463-B0 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosClarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro.ALEGRIAS DE JOANAA liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019.A adjetivação no título da obra de Lispector, "Perto do Coração Selvagem", apresenta carga semântica que revela