Questões do ENEM: Linguagens e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto

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193 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 10.

  • D314A3AC-74

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2023Entre para guardar nos favoritos
    Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

            Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

            A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

            Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

    (Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
    Para evitar a sua repetição, assegurando-se assim uma maior coesão textual, o autor omite no primeiro parágrafo a expressão:
    Escolha uma alternativa para a questão d314a3ac-74
  • D3121E1F-74

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2023Entre para guardar nos favoritos
    Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

            Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

            A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

            Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

    (Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
    Reveste-se de uma tonalidade irônica o seguinte trecho do artigo:
    Escolha uma alternativa para a questão d3121e1f-74
  • D30F5C63-74

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
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    Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

            Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

            A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

            Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

    (Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
    No primeiro parágrafo, o autor recorre a uma conhecida expressão própria da linguagem coloquial. Tal expressão designa
    Escolha uma alternativa para a questão d30f5c63-74
  • D30CE787-74

    Português

    Interpretação de Textos
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    Leia o artigo “Sobre homens e ratos”, do médico Drauzio Varella, para responder à questão.

            Mulheres e homens têm apenas 30 mil genes! A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano: imaginávamos que fossem pelo menos 100 mil. Se as moscas têm 13 mil genes, qualquer verme, 20 mil, um abacateiro, 25 mil, e os camundongos que caçamos nas ratoeiras têm 30 mil, 100 mil para nós parecia uma estimativa razoável. Afinal, não foi culpa nossa havermos sido criados à imagem e semelhança de Deus. A bem da verdade, já sabíamos que cerca de 98% de nossas sequências de DNA são idênticas às dos chimpanzés. Mas chimpanzés são animais políticos que formam comunidades com culturas próprias, uti lizam instrumentos rudimentares e matam seus semelhantes premeditadamente. São, por assim dizer, seres mais humanos. Admitir, no entanto, que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos, e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles, constitui humilhação inaceitável.

            A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na Terra teria evoluído dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mau entendi mento das leis da natureza. No “ranking” evolutivo, não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros habitantes do planeta e não só ainda estão por aí como representam mais da metade da biomassa terrestre, isto é, se somarmos o peso de cada uma, obteremos mais da metade da massa de todos os demais seres vivos somados, incluindo árvores, elefantes e baleias. O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Nascemos há 5 milhões de anos, um segundo evolutivo comparado aos 4 bilhões de anos das bactérias. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinaram Charles Darwin e Alfred Wallace.

            Na verdade, os números do Projeto Genoma são lógicos. Os seres vivos mantêm a quase totalidade de seus genes ocupados na execução das tarefas do dia a dia: respiração, circulação, movimentação, digestão, excreção e produção de energia, entre outras. Muitos desses genes são tão essenciais ao trabalho doméstico que a evolução os preservou praticamente intactos de um ser vivo para outro. Entender a razão pela qual temos 30 mil genes como os ratos é fácil: eles são mamíferos como nós e apresentam fisiologia tão semelhante à nossa que podem ser utilizados em experiências para entender a fisiologia humana. O que intriga na evolução não é a proximidade genética entre as espécies, mas os genes responsáveis pelas diferenças.

    (Drauzio Varella. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde, 2006. Adaptado.)
    Por se tratar de um artigo de divulgação científica (e não de um artigo científico propriamente), predomina no texto uma linguagem
    Escolha uma alternativa para a questão d30ce787-74
  • D30972D9-74

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2023Entre para guardar nos favoritos

    Examine o cartum de Rafael Corrêa, publicado em sua conta no Instagram em 15.04.2022.


    1.png (213×166)


    Na construção de seu sentido, o cartum mobiliza fundamentalmente o seguinte recurso expressivo:

    Escolha uma alternativa para a questão d30972d9-74
  • 93A227BA-74

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritos
         Nenhum ser humano deveria ser ameaçado de “transferência” de sua casa ou de sua terra; nenhum ser humano deveria ser discriminado por não pertencer a esta ou àquela religião; nenhum ser humano deveria ser destituído de sua identidade ou de sua cultura, seja qual for o motivo.


    (Edward W. Said. A questão da Palestina, 2012. Adaptado.)


    O excerto pertence a um livro que discute a condição dos palestinos, mas sua ideia geral pode também ser aplicada à situação
    Escolha uma alternativa para a questão 93a227ba-74
  • 938726E1-74

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia o excerto para responder à questão.


        O início da colonização, após 1530, não criou a unidade, e foram várias as frentes colonizadoras que se abriram, mais ou menos independentes, quase sempre autocontidas, isoladas, comunicando-se mais facilmente com a Corte [portuguesa] — como é o caso das terras ao norte — do que umas com as outras. Se as capitanias hereditárias, cedidas pela Coroa a particulares, foram o início da vida na terra, a expressão dessa configuração espacial fragmentada e isolada persistiu por vários séculos, sendo uma das feições dominantes do território brasileiro até praticamente o século XX.


    (Laura de Mello e Souza. “O nome Brasil”. In: Luciano Figueiredo (org.). História do Brasil para ocupados, 2013. Adaptado.)
    Segundo o excerto, a colonização na América portuguesa
    Escolha uma alternativa para a questão 938726e1-74
  • 937F1051-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Leia a tirinha.



    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2022


    (www.socmedsean.com)


    A reflexão provocada pela tirinha é comprovada pela seguinte definição de Big Data:

    Escolha uma alternativa para a questão 937f1051-74
  • 937BEE1A-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia o pôster de uma campanha do grupo “Dementia Together Northern Ireland” para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2022


    (www.publichealth.hscni.net, 20.01.2017.)
    In the excerpt “you can help to support them”, the underlined word can be replaced, without meaning change, by
    Escolha uma alternativa para a questão 937bee1a-74
  • 9379082B-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia o pôster de uma campanha do grupo “Dementia Together Northern Ireland” para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2022


    (www.publichealth.hscni.net, 20.01.2017.)
    No título do pôster “I have dementia but I’m still me”, o termo sublinhado foi empregado com o mesmo sentido em: 
    Escolha uma alternativa para a questão 9379082b-74
  • 9376049A-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia o pôster de uma campanha do grupo “Dementia Together Northern Ireland” para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2022


    (www.publichealth.hscni.net, 20.01.2017.)
    According to the poster, the #stillme campaign intends to
    Escolha uma alternativa para a questão 9376049a-74
  • 93729BDC-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Leia o texto para responder à questão.


       Daters are astonished by the high prices of wining and dining a romantic interest with inflation at its highest rate in over 40 years. The consumer price index category for food away from home rose 7.7% in June 2022 from a year earlier, while full-service restaurants climbed 8.9%. For those testing the waters with a cocktail or two, prices for alcoholic beverages rose by 4%.

       Those searching for love say they’re feeling the pain. Among 3,000 users on the popular dating app Hinge, almost 41% said they were more concerned with the cost of dates now versus a year ago, with Generation Z respondents more likely to feel the pressure. Emily Derby, a 27-year-old in Tulsa, Oklahoma, said her dating costs have doubled from $200 to $400 a month.

       As costs escalate, some singles are scaling back and being more selective about the dates they’re going on, while others are pausing their search for “the one” entirely. On dating site OKCupid, 34% of 70,000 users reported that inflation was impacting their love life.

       “In the fall of 2020, I was going on dates left and right not really thinking about the costs,” said Seth Rosenberg, a 25-year-old in Philadelphia. “Now, it’s harder to be excited because if a date goes bad, you’re out anywhere from $50 to $100.”

       Those still in the dating game have both love and money on the mind. New York City-based dating coach Amy Nobile said even her wealthy clients, many of whom pay $15,000 for a four-month program, are trying to cut their dating costs in half. Clients who would typically spend as much as $150 on a date are seeing if they can get away with $75 or less.

       “People are feeling rising prices,” she said. “For those in the long game to find a partner, they feel like they really need to monitor their money flow in the dating world.” As a result, people are on the hunt for less expensive options, said Logan Ury, director of relationship science at Hinge.


    (Paulina Cachero. www.bloomberg.com, 21.07.2022. Adaptado.)
    No contexto em que se encontra, o trecho que expressa ideia de consequência é:
    Escolha uma alternativa para a questão 93729bdc-74
  • 9370073A-74

    Inglês

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    Leia o texto para responder à questão.


       Daters are astonished by the high prices of wining and dining a romantic interest with inflation at its highest rate in over 40 years. The consumer price index category for food away from home rose 7.7% in June 2022 from a year earlier, while full-service restaurants climbed 8.9%. For those testing the waters with a cocktail or two, prices for alcoholic beverages rose by 4%.

       Those searching for love say they’re feeling the pain. Among 3,000 users on the popular dating app Hinge, almost 41% said they were more concerned with the cost of dates now versus a year ago, with Generation Z respondents more likely to feel the pressure. Emily Derby, a 27-year-old in Tulsa, Oklahoma, said her dating costs have doubled from $200 to $400 a month.

       As costs escalate, some singles are scaling back and being more selective about the dates they’re going on, while others are pausing their search for “the one” entirely. On dating site OKCupid, 34% of 70,000 users reported that inflation was impacting their love life.

       “In the fall of 2020, I was going on dates left and right not really thinking about the costs,” said Seth Rosenberg, a 25-year-old in Philadelphia. “Now, it’s harder to be excited because if a date goes bad, you’re out anywhere from $50 to $100.”

       Those still in the dating game have both love and money on the mind. New York City-based dating coach Amy Nobile said even her wealthy clients, many of whom pay $15,000 for a four-month program, are trying to cut their dating costs in half. Clients who would typically spend as much as $150 on a date are seeing if they can get away with $75 or less.

       “People are feeling rising prices,” she said. “For those in the long game to find a partner, they feel like they really need to monitor their money flow in the dating world.” As a result, people are on the hunt for less expensive options, said Logan Ury, director of relationship science at Hinge.


    (Paulina Cachero. www.bloomberg.com, 21.07.2022. Adaptado.)
    De acordo com o quarto parágrafo, no outono de 2020, Seth Rosenberg
    Escolha uma alternativa para a questão 9370073a-74
  • 936D93D9-74

    Inglês

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    Leia o texto para responder à questão.


       Daters are astonished by the high prices of wining and dining a romantic interest with inflation at its highest rate in over 40 years. The consumer price index category for food away from home rose 7.7% in June 2022 from a year earlier, while full-service restaurants climbed 8.9%. For those testing the waters with a cocktail or two, prices for alcoholic beverages rose by 4%.

       Those searching for love say they’re feeling the pain. Among 3,000 users on the popular dating app Hinge, almost 41% said they were more concerned with the cost of dates now versus a year ago, with Generation Z respondents more likely to feel the pressure. Emily Derby, a 27-year-old in Tulsa, Oklahoma, said her dating costs have doubled from $200 to $400 a month.

       As costs escalate, some singles are scaling back and being more selective about the dates they’re going on, while others are pausing their search for “the one” entirely. On dating site OKCupid, 34% of 70,000 users reported that inflation was impacting their love life.

       “In the fall of 2020, I was going on dates left and right not really thinking about the costs,” said Seth Rosenberg, a 25-year-old in Philadelphia. “Now, it’s harder to be excited because if a date goes bad, you’re out anywhere from $50 to $100.”

       Those still in the dating game have both love and money on the mind. New York City-based dating coach Amy Nobile said even her wealthy clients, many of whom pay $15,000 for a four-month program, are trying to cut their dating costs in half. Clients who would typically spend as much as $150 on a date are seeing if they can get away with $75 or less.

       “People are feeling rising prices,” she said. “For those in the long game to find a partner, they feel like they really need to monitor their money flow in the dating world.” As a result, people are on the hunt for less expensive options, said Logan Ury, director of relationship science at Hinge.


    (Paulina Cachero. www.bloomberg.com, 21.07.2022. Adaptado.)
    In the excerpt from the third paragraph “while others are pausing their search”, the underlined word can be replaced, without meaning change, by
    Escolha uma alternativa para a questão 936d93d9-74
  • 936A6744-74

    Inglês

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    Leia o texto para responder à questão.


       Daters are astonished by the high prices of wining and dining a romantic interest with inflation at its highest rate in over 40 years. The consumer price index category for food away from home rose 7.7% in June 2022 from a year earlier, while full-service restaurants climbed 8.9%. For those testing the waters with a cocktail or two, prices for alcoholic beverages rose by 4%.

       Those searching for love say they’re feeling the pain. Among 3,000 users on the popular dating app Hinge, almost 41% said they were more concerned with the cost of dates now versus a year ago, with Generation Z respondents more likely to feel the pressure. Emily Derby, a 27-year-old in Tulsa, Oklahoma, said her dating costs have doubled from $200 to $400 a month.

       As costs escalate, some singles are scaling back and being more selective about the dates they’re going on, while others are pausing their search for “the one” entirely. On dating site OKCupid, 34% of 70,000 users reported that inflation was impacting their love life.

       “In the fall of 2020, I was going on dates left and right not really thinking about the costs,” said Seth Rosenberg, a 25-year-old in Philadelphia. “Now, it’s harder to be excited because if a date goes bad, you’re out anywhere from $50 to $100.”

       Those still in the dating game have both love and money on the mind. New York City-based dating coach Amy Nobile said even her wealthy clients, many of whom pay $15,000 for a four-month program, are trying to cut their dating costs in half. Clients who would typically spend as much as $150 on a date are seeing if they can get away with $75 or less.

       “People are feeling rising prices,” she said. “For those in the long game to find a partner, they feel like they really need to monitor their money flow in the dating world.” As a result, people are on the hunt for less expensive options, said Logan Ury, director of relationship science at Hinge.


    (Paulina Cachero. www.bloomberg.com, 21.07.2022. Adaptado.)
    According to the text, daters are reassessing their priorities due to
    Escolha uma alternativa para a questão 936a6744-74
  • 9367AE9A-74

    Inglês

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    Leia o texto para responder à questão.


       Daters are astonished by the high prices of wining and dining a romantic interest with inflation at its highest rate in over 40 years. The consumer price index category for food away from home rose 7.7% in June 2022 from a year earlier, while full-service restaurants climbed 8.9%. For those testing the waters with a cocktail or two, prices for alcoholic beverages rose by 4%.

       Those searching for love say they’re feeling the pain. Among 3,000 users on the popular dating app Hinge, almost 41% said they were more concerned with the cost of dates now versus a year ago, with Generation Z respondents more likely to feel the pressure. Emily Derby, a 27-year-old in Tulsa, Oklahoma, said her dating costs have doubled from $200 to $400 a month.

       As costs escalate, some singles are scaling back and being more selective about the dates they’re going on, while others are pausing their search for “the one” entirely. On dating site OKCupid, 34% of 70,000 users reported that inflation was impacting their love life.

       “In the fall of 2020, I was going on dates left and right not really thinking about the costs,” said Seth Rosenberg, a 25-year-old in Philadelphia. “Now, it’s harder to be excited because if a date goes bad, you’re out anywhere from $50 to $100.”

       Those still in the dating game have both love and money on the mind. New York City-based dating coach Amy Nobile said even her wealthy clients, many of whom pay $15,000 for a four-month program, are trying to cut their dating costs in half. Clients who would typically spend as much as $150 on a date are seeing if they can get away with $75 or less.

       “People are feeling rising prices,” she said. “For those in the long game to find a partner, they feel like they really need to monitor their money flow in the dating world.” As a result, people are on the hunt for less expensive options, said Logan Ury, director of relationship science at Hinge.


    (Paulina Cachero. www.bloomberg.com, 21.07.2022. Adaptado.)
    No trecho do segundo parágrafo “with Generation Z respondents more likely to feel the pressure”, o termo sublinhado equivale, em português, a 
    Escolha uma alternativa para a questão 9367ae9a-74
  • 9364D6A2-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Leia o texto para responder à questão.


       Daters are astonished by the high prices of wining and dining a romantic interest with inflation at its highest rate in over 40 years. The consumer price index category for food away from home rose 7.7% in June 2022 from a year earlier, while full-service restaurants climbed 8.9%. For those testing the waters with a cocktail or two, prices for alcoholic beverages rose by 4%.

       Those searching for love say they’re feeling the pain. Among 3,000 users on the popular dating app Hinge, almost 41% said they were more concerned with the cost of dates now versus a year ago, with Generation Z respondents more likely to feel the pressure. Emily Derby, a 27-year-old in Tulsa, Oklahoma, said her dating costs have doubled from $200 to $400 a month.

       As costs escalate, some singles are scaling back and being more selective about the dates they’re going on, while others are pausing their search for “the one” entirely. On dating site OKCupid, 34% of 70,000 users reported that inflation was impacting their love life.

       “In the fall of 2020, I was going on dates left and right not really thinking about the costs,” said Seth Rosenberg, a 25-year-old in Philadelphia. “Now, it’s harder to be excited because if a date goes bad, you’re out anywhere from $50 to $100.”

       Those still in the dating game have both love and money on the mind. New York City-based dating coach Amy Nobile said even her wealthy clients, many of whom pay $15,000 for a four-month program, are trying to cut their dating costs in half. Clients who would typically spend as much as $150 on a date are seeing if they can get away with $75 or less.

       “People are feeling rising prices,” she said. “For those in the long game to find a partner, they feel like they really need to monitor their money flow in the dating world.” As a result, people are on the hunt for less expensive options, said Logan Ury, director of relationship science at Hinge.


    (Paulina Cachero. www.bloomberg.com, 21.07.2022. Adaptado.)
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    Leia a crônica “José de Nanuque”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão


       Como se não bastasse o excesso de população deste mundo, os homens estão detectando a existência de outros mundos habitados, no espaço sideral, e suspiram, emocionados: “Não estamos sós”. E quem disse que estamos sós, se andamos tão acotovelados pelas avenidas da Terra? Pois, como se tudo isso não fosse suficiente, correm às matas de Nanuque e de lá retiram à força José Pedro dos Santos, último promeneur solitaire1 de que havia notícia, o homem que vivia com uma fogueira acesa, espantando onça e, sobretudo, gente.

       — Venha, rapaz! Queremos que participe das maravilhas da civilização!

       — Vocês me arranjam casa pra morar?

       — Bem, isso atualmente está difícil, José.

       — Emprego?

       — Só se você for concursado, e houver vaga.

       — E comida?

       — Depois nós conversamos. Venha depressa, estão nos chamando de outras galáxias!

      José recalcitra: estava tão bem ali! Não paga aluguel, não preenche o formulário do imposto de renda, não faz fila para nada, não tem horário nem patrão, come carne variada, segunda-feira paca, terça peixe, quarta aves, quinta raízes e tubérculos, sexta frutas, sábado...

       — Mais uma razão para vir. Está desfrutando privilégios, e todos são iguais perante a lei!

      Outra razão forte: os fazendeiros de Nanuque reclamavam contra esse homem estranho, embrenhado no mato, fazendo Deus sabe lá o quê. Em vão José alega que os ajuda, espantando onça com seu facho noturno. As onças não devem ser espantadas, sustentam a beleza selvagem da região. Esse homem não trabalha na lavoura, como os outros; não produz, não rende, e, embora não pese a ninguém, pesa globalmente no espírito de todos, com seu mistério. O fato de não produzir não é o mais grave; tolera-se cá fora, à luz do dia, honradamente: mas no interior da mata? Que ideia faz esse sujeito do contrato social? Nenhuma. Está se ninando para o contrato social. Não é possível. Tragam José para perto de nós, ele tem de aprender ou reaprender a vida apertada que levamos.

       José tem medo. Os homens, as cidades, os códigos, até os prazeres intervalares dos civilizados lhe dão medo. O motor de sua volta ao estado natural foi menos o amor à natureza do que o pânico. Em cada homem vê um perigo, em cada situação uma ameaça, em cada palavra uma condenação. Com as árvores e os bichos ele se entende. Nu e experimentado, conhece e domina o ambiente em que vive sem maiores riscos. Na cidade não praticara ação criminosa, e foi isso precisamente que o fez embrenhar-se na mata. Inocente, faltavam-lhe as provas negativas de sua inocência; se cometesse qualquer malfeito, poderia mentir e salvar-se, mas, estando puro e desarmado diante do sistema, como mentir, senão confessando a falta imaginária, e, portanto, condenando-se? A solução era virar bicho. Virou, com êxito.

       Agora trazem José para a capital, incorporam-no ao estranho maquinismo, ao estatuto sombrio, inexplicável; ele é condenado a viver como os outros, no grau inferior. José está salvo ou perdido? O certo é que nunca mais brilhará, na mata de Nanuque, aquele foguinho solitário.

       Todos são iguais perante a lei.

       Não estamos sós.


    (Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão, 2016.)

    1promeneur solitaire: caminhante solitário.
    Em “— Mais uma razão para vir. Está desfrutando privilégios, e todos são iguais perante a lei!” (10o parágrafo), a palavra sublinhada expressa ideia de 
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    Leia a crônica “José de Nanuque”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão


       Como se não bastasse o excesso de população deste mundo, os homens estão detectando a existência de outros mundos habitados, no espaço sideral, e suspiram, emocionados: “Não estamos sós”. E quem disse que estamos sós, se andamos tão acotovelados pelas avenidas da Terra? Pois, como se tudo isso não fosse suficiente, correm às matas de Nanuque e de lá retiram à força José Pedro dos Santos, último promeneur solitaire1 de que havia notícia, o homem que vivia com uma fogueira acesa, espantando onça e, sobretudo, gente.

       — Venha, rapaz! Queremos que participe das maravilhas da civilização!

       — Vocês me arranjam casa pra morar?

       — Bem, isso atualmente está difícil, José.

       — Emprego?

       — Só se você for concursado, e houver vaga.

       — E comida?

       — Depois nós conversamos. Venha depressa, estão nos chamando de outras galáxias!

      José recalcitra: estava tão bem ali! Não paga aluguel, não preenche o formulário do imposto de renda, não faz fila para nada, não tem horário nem patrão, come carne variada, segunda-feira paca, terça peixe, quarta aves, quinta raízes e tubérculos, sexta frutas, sábado...

       — Mais uma razão para vir. Está desfrutando privilégios, e todos são iguais perante a lei!

      Outra razão forte: os fazendeiros de Nanuque reclamavam contra esse homem estranho, embrenhado no mato, fazendo Deus sabe lá o quê. Em vão José alega que os ajuda, espantando onça com seu facho noturno. As onças não devem ser espantadas, sustentam a beleza selvagem da região. Esse homem não trabalha na lavoura, como os outros; não produz, não rende, e, embora não pese a ninguém, pesa globalmente no espírito de todos, com seu mistério. O fato de não produzir não é o mais grave; tolera-se cá fora, à luz do dia, honradamente: mas no interior da mata? Que ideia faz esse sujeito do contrato social? Nenhuma. Está se ninando para o contrato social. Não é possível. Tragam José para perto de nós, ele tem de aprender ou reaprender a vida apertada que levamos.

       José tem medo. Os homens, as cidades, os códigos, até os prazeres intervalares dos civilizados lhe dão medo. O motor de sua volta ao estado natural foi menos o amor à natureza do que o pânico. Em cada homem vê um perigo, em cada situação uma ameaça, em cada palavra uma condenação. Com as árvores e os bichos ele se entende. Nu e experimentado, conhece e domina o ambiente em que vive sem maiores riscos. Na cidade não praticara ação criminosa, e foi isso precisamente que o fez embrenhar-se na mata. Inocente, faltavam-lhe as provas negativas de sua inocência; se cometesse qualquer malfeito, poderia mentir e salvar-se, mas, estando puro e desarmado diante do sistema, como mentir, senão confessando a falta imaginária, e, portanto, condenando-se? A solução era virar bicho. Virou, com êxito.

       Agora trazem José para a capital, incorporam-no ao estranho maquinismo, ao estatuto sombrio, inexplicável; ele é condenado a viver como os outros, no grau inferior. José está salvo ou perdido? O certo é que nunca mais brilhará, na mata de Nanuque, aquele foguinho solitário.

       Todos são iguais perante a lei.

       Não estamos sós.


    (Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão, 2016.)

    1promeneur solitaire: caminhante solitário.
    Verifica-se o emprego de vírgula para separar um vocativo no seguinte trecho:
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    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
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       Como se não bastasse o excesso de população deste mundo, os homens estão detectando a existência de outros mundos habitados, no espaço sideral, e suspiram, emocionados: “Não estamos sós”. E quem disse que estamos sós, se andamos tão acotovelados pelas avenidas da Terra? Pois, como se tudo isso não fosse suficiente, correm às matas de Nanuque e de lá retiram à força José Pedro dos Santos, último promeneur solitaire1 de que havia notícia, o homem que vivia com uma fogueira acesa, espantando onça e, sobretudo, gente.

       — Venha, rapaz! Queremos que participe das maravilhas da civilização!

       — Vocês me arranjam casa pra morar?

       — Bem, isso atualmente está difícil, José.

       — Emprego?

       — Só se você for concursado, e houver vaga.

       — E comida?

       — Depois nós conversamos. Venha depressa, estão nos chamando de outras galáxias!

      José recalcitra: estava tão bem ali! Não paga aluguel, não preenche o formulário do imposto de renda, não faz fila para nada, não tem horário nem patrão, come carne variada, segunda-feira paca, terça peixe, quarta aves, quinta raízes e tubérculos, sexta frutas, sábado...

       — Mais uma razão para vir. Está desfrutando privilégios, e todos são iguais perante a lei!

      Outra razão forte: os fazendeiros de Nanuque reclamavam contra esse homem estranho, embrenhado no mato, fazendo Deus sabe lá o quê. Em vão José alega que os ajuda, espantando onça com seu facho noturno. As onças não devem ser espantadas, sustentam a beleza selvagem da região. Esse homem não trabalha na lavoura, como os outros; não produz, não rende, e, embora não pese a ninguém, pesa globalmente no espírito de todos, com seu mistério. O fato de não produzir não é o mais grave; tolera-se cá fora, à luz do dia, honradamente: mas no interior da mata? Que ideia faz esse sujeito do contrato social? Nenhuma. Está se ninando para o contrato social. Não é possível. Tragam José para perto de nós, ele tem de aprender ou reaprender a vida apertada que levamos.

       José tem medo. Os homens, as cidades, os códigos, até os prazeres intervalares dos civilizados lhe dão medo. O motor de sua volta ao estado natural foi menos o amor à natureza do que o pânico. Em cada homem vê um perigo, em cada situação uma ameaça, em cada palavra uma condenação. Com as árvores e os bichos ele se entende. Nu e experimentado, conhece e domina o ambiente em que vive sem maiores riscos. Na cidade não praticara ação criminosa, e foi isso precisamente que o fez embrenhar-se na mata. Inocente, faltavam-lhe as provas negativas de sua inocência; se cometesse qualquer malfeito, poderia mentir e salvar-se, mas, estando puro e desarmado diante do sistema, como mentir, senão confessando a falta imaginária, e, portanto, condenando-se? A solução era virar bicho. Virou, com êxito.

       Agora trazem José para a capital, incorporam-no ao estranho maquinismo, ao estatuto sombrio, inexplicável; ele é condenado a viver como os outros, no grau inferior. José está salvo ou perdido? O certo é que nunca mais brilhará, na mata de Nanuque, aquele foguinho solitário.

       Todos são iguais perante a lei.

       Não estamos sós.


    (Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão, 2016.)

    1promeneur solitaire: caminhante solitário.
    O cronista inclui o leitor em sua narrativa no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 935cb2b3-74