Questões do ENEM: Linguagens e Faculdade Cásper Líbero

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

258 questões encontradas. Mostrando a página 11 de 13.

  • 29742DBA-EC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Cásper Líbero · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Read the following passage from “The Chicken”, by Clarice Lispector, and answer question.


    “But when everyone was quiet in the house and seemed to have forgotten her, she puffed up with modest courage, the last traces of her great escape. She circled the tiled floor, her body advancing behind her head, as unhurried as if in an open field, although her small head betrayed her, darting back and forth in rapid vibrant movements, with the age-old fear of her species now ingrained. Once in a while, but ever more infrequently, she remembered how she had stood out against the sky on the roof edge ready to cry out. At such moments, she filled her lungs with the stuffy atmosphere of the kitchen and, had females been given the power to crow, she would not have crowed but would have felt much happier. Not even at those moments, however, did the expression on her empty head alter. In flight or in repose, when she gave birth or while pecking grain, hers was a chicken head, identical to that drawn at the beginning of time.”
    Without loss of meaning, the word “ingrained” could be replaced by:
    Escolha uma alternativa para a questão 29742dba-ec
  • 296BFB1F-EC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Cásper Líbero · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Read the following extract from “The Chicken”, by Clarice Lispector, and answer question.


    “The master of the house, reminding himself of the twofold necessity of sporadically engaging in sport and of getting the family some lunch, appeared resplendent in a pair of swimming trunks and resolved to follow the path traced by the chicken: in cautious leaps and bounds, he scaled the roof where the chicken, hesitant and tremulous, urgently decided on another route. The chase now intensified. From roof to roof, more than a block along the road was covered. Little accustomed to such a savage struggle for survival, the chicken had to decide for herself the paths she must follow without any assistance from her race. The man, however, was a natural hunter. And no matter how abject the prey, the cry of victory was in the air.”


    According to the text, the father:
    Escolha uma alternativa para a questão 296bfb1f-ec
  • 2930F88A-EC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Em entrevista à Folha de S. Paulo, de 15/8/2011, o economista François Chesnay afirmou que as revoltas no Norte da África e no Oriente Médio, o “movimento dos IndIgnados” na Espanha, os protestos em Londres e em Tel Aviv e a manifestação dos estudantes no Chile “têm em comum o fato de terem sido estimulados pela juventude. (...) São todos reações ao extraordinário abismo social num tempo em que o consumismo é projetado mundialmente pela tecnologia contemporânea e pelas estratégias de mídia”. Sobre o ponto de vista defendido por Chesnay, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 2930f88a-ec
  • 292C46C8-EC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Conforme afirma Joel Birman, autor do texto “Ser ou não ser”, a adoção de políticas neoliberais deslocou o lugar do jovem na sociedade. Em agosto deste ano, algumas cidades inglesas foram palco de violentos protestos organizados pela juventude, o que levou o economista David Harvey a afirmar: “Estes jovens estão fazendo o que todos fazem, embora de modo diferente – mais flagrante, mais visível, nas ruas. O thatcherismo despertou os instintos bestiais do capitalismo (...) e, desde então, nada surgiu que os domasse”. Assinale a opção que caracteriza o advento do thatcherismo:
    Escolha uma alternativa para a questão 292c46c8-ec
  • 2928F0E2-EC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Se as mídias sociais são utilizadas para disseminar formas de violência entre os jovens, conforme aponta o texto “Ser ou não ser”, elas têm demonstrado também ser importantes veículos para organizar mobilizações coletivas, como na chamada “primavera árabe”. Assinale a opção que enuncia corretamente as principais causas das mobilizações ocorridas no Egito e na Tunísia:
    Escolha uma alternativa para a questão 2928f0e2-ec
  • 29255AD3-EC

    Português

    Sintaxe
    Faculdade Cásper Líbero · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Ser ou não ser

        Na atualidade, a imagem da juventude está marcada ao mesmo tempo pela ambiguidade e pela incerteza. Digo ambiguidade, pois se, de um lado, a juventude é sempre exaltada na contemporaneidade, cantada que é em prosa e verso pelas potencialidades existenciais que condensaria, por outro a condição jovem caracteriza-se por sua posição de suspensão no espaço social, que se materializa pela ausência de seu reconhecimento social e simbólico.
        Seria em decorrência disso que a incerteza é o que se delineia efetivamente como o futuro real para os jovens, em todos os quadrantes do mundo. É preciso destacar, antes de tudo, que a possibilidade de experimentação foi o que passou a caracterizar a condição da adolescência no Ocidente, desde o final do século 18, quando as idades da vida foram construídas em conjunção com a família nuclear burguesa, em decorrência da emergência histórica da biopolítica.
        Nesse contexto, a adolescência foi delimitada como o tempo de passagem entre a infância e a idade adulta, na qual o jovem podia empreender experiências nos registros do amor e das escolhas profissionais, até que pudesse se inserir no mercado de trabalho e se casar para reproduzir efetivamente as linhas de força da família nuclear burguesa. Desde os anos 1980, no entanto, essa figuração da adolescência entrou em franco processo de desconstrução, por diversas razões.
        Antes de mais nada, pela revolução feminista dos anos 1960 e 70, com a qual as mulheres foram em busca de outras formas sociais de existência, além da condição materna. Em seguida, porque o deslocamento das mulheres da posição exclusivamente materna foi o primeiro combate decisivo contra o patriarcado, que forjou nossa tradição desde a Antiguidade. Finalmente, a construção do modelo neoliberal da economia internacional, em conjunção com seu processo de globalização, teve o poder de incidir preferencialmente em dois segmentos da população, no que tange ao mercado de trabalho. De fato, foram os jovens e os trabalhadores da faixa etária dos 50 anos os segmentos sociais mais afetados pela voragem neoliberal. Com isso, se os primeiros passaram a se inserir mais tardiamente no dito mercado, os segundos passaram a ser descartados para ser substituídos por trabalhadores jovens e mais baratos, pela precariedade que foi então estabelecida no mercado de trabalho.
        Foi em consequência desse processo que o tempo de duração da adolescência se alongou bastante, ficando então os jovens fora do espaço social formal e lançados perigosamente numa terra de ninguém. Assim, graças à ausência de inserção no mercado de trabalho, a juventude foi destituída de reconhecimento social e simbólico, prolongando-se efetivamente, não tendo mais qualquer limite tangível para seu término. Despossuídos que foram de qualquer reconhecimento social e simbólico, aos jovens restaram apenas o corpo e a força física. É por essa trilha que podemos interpretar devidamente a emergência e a multiplicação das formas de violência entre os jovens na contemporaneidade.
        Esse processo ocorre não apenas no Brasil e na América Latina, mas também em escala internacional. Pode-se depreender aqui a constituição de uma cultura agonística* na juventude de hoje. Assim, a violência juvenil transformou-se em delinquência, inserindo-se efetivamente no registro da criminalidade. No Brasil, os jovens de classe média e das elites passaram a atacar gratuitamente certos segmentos sociais com violência. De mulheres pobres confundidas com prostitutas até homossexuais, passando pelos mendigos, a violência disseminou-se nas grandes metrópoles do país.
        Ao fazerem isso, no entanto, seus gestos delinquentes inscrevem-se numa lógica social precisa e rigorosa. Com efeito, tais segmentos sociais representam no imaginário desses jovens a decadência na hierarquia social, sendo, pois, os signos do que eles poderão ser efetivamente no futuro, na ausência do reconhecimento social e simbólico que os marca. A cultura da força empreende-se regularmente em academias de ginástica, onde os jovens cultuam os músculos, não apenas para se preparar para os combates cotidianos da vida real, mas para forjar também um simulacro de força na ausência efetiva de potência, isto é, na ausência de reconhecimento social e simbólico, lançados que estão aqueles no desamparo.
        É nesse registro que se deve inscrever a disseminação do bullying na contemporaneidade. É preciso dizer, no que concerne a isso, que a provocação e a violência entre os jovens e crianças é uma prática social antiga. O que é novo, contudo, é a ausência de uma autoridade que possa funcionar como mediação no combate entre estes e aqueles, o que incrementou bastante a disseminação dessa prática de violência.
        Não obstante tudo isso, a juventude é ainda glorificada como a representação do que seria o melhor dos mundos possíveis. A juventude seria então a condensação simbólica de todas as potencialidades existenciais. Contudo, se fazemos isso é porque não apenas queremos cultivar a aparência juvenil, por meio de cirurgias plásticas e da medicina estética, mas também porque o código de experimentação que caracterizou a adolescência de outrora se disseminou para a idade adulta e para a terceira idade. Constituiu-se assim uma efetiva adolescência sem fim na tradição ocidental, onde se busca pelo desejo a possibilidade de novos laços amorosos e novas modalidades de realização existencial. (Joel Birman, revista Cult n. 157, maio 2011).


    *agonística: relativo a luta, conflito, combate.  
    O sujeito de “Finalmente, a construção do modelo neoliberal da economia internacional, em conjunção com seu processo de globalização, teve o poder de incidir preferencialmente em dois segmentos da população, no que tange ao mercado de trabalho” é:
    Escolha uma alternativa para a questão 29255ad3-ec
  • 2920F875-EC

    Português

    Análise sintática
    Faculdade Cásper Líbero · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Ser ou não ser

        Na atualidade, a imagem da juventude está marcada ao mesmo tempo pela ambiguidade e pela incerteza. Digo ambiguidade, pois se, de um lado, a juventude é sempre exaltada na contemporaneidade, cantada que é em prosa e verso pelas potencialidades existenciais que condensaria, por outro a condição jovem caracteriza-se por sua posição de suspensão no espaço social, que se materializa pela ausência de seu reconhecimento social e simbólico.
        Seria em decorrência disso que a incerteza é o que se delineia efetivamente como o futuro real para os jovens, em todos os quadrantes do mundo. É preciso destacar, antes de tudo, que a possibilidade de experimentação foi o que passou a caracterizar a condição da adolescência no Ocidente, desde o final do século 18, quando as idades da vida foram construídas em conjunção com a família nuclear burguesa, em decorrência da emergência histórica da biopolítica.
        Nesse contexto, a adolescência foi delimitada como o tempo de passagem entre a infância e a idade adulta, na qual o jovem podia empreender experiências nos registros do amor e das escolhas profissionais, até que pudesse se inserir no mercado de trabalho e se casar para reproduzir efetivamente as linhas de força da família nuclear burguesa. Desde os anos 1980, no entanto, essa figuração da adolescência entrou em franco processo de desconstrução, por diversas razões.
        Antes de mais nada, pela revolução feminista dos anos 1960 e 70, com a qual as mulheres foram em busca de outras formas sociais de existência, além da condição materna. Em seguida, porque o deslocamento das mulheres da posição exclusivamente materna foi o primeiro combate decisivo contra o patriarcado, que forjou nossa tradição desde a Antiguidade. Finalmente, a construção do modelo neoliberal da economia internacional, em conjunção com seu processo de globalização, teve o poder de incidir preferencialmente em dois segmentos da população, no que tange ao mercado de trabalho. De fato, foram os jovens e os trabalhadores da faixa etária dos 50 anos os segmentos sociais mais afetados pela voragem neoliberal. Com isso, se os primeiros passaram a se inserir mais tardiamente no dito mercado, os segundos passaram a ser descartados para ser substituídos por trabalhadores jovens e mais baratos, pela precariedade que foi então estabelecida no mercado de trabalho.
        Foi em consequência desse processo que o tempo de duração da adolescência se alongou bastante, ficando então os jovens fora do espaço social formal e lançados perigosamente numa terra de ninguém. Assim, graças à ausência de inserção no mercado de trabalho, a juventude foi destituída de reconhecimento social e simbólico, prolongando-se efetivamente, não tendo mais qualquer limite tangível para seu término. Despossuídos que foram de qualquer reconhecimento social e simbólico, aos jovens restaram apenas o corpo e a força física. É por essa trilha que podemos interpretar devidamente a emergência e a multiplicação das formas de violência entre os jovens na contemporaneidade.
        Esse processo ocorre não apenas no Brasil e na América Latina, mas também em escala internacional. Pode-se depreender aqui a constituição de uma cultura agonística* na juventude de hoje. Assim, a violência juvenil transformou-se em delinquência, inserindo-se efetivamente no registro da criminalidade. No Brasil, os jovens de classe média e das elites passaram a atacar gratuitamente certos segmentos sociais com violência. De mulheres pobres confundidas com prostitutas até homossexuais, passando pelos mendigos, a violência disseminou-se nas grandes metrópoles do país.
        Ao fazerem isso, no entanto, seus gestos delinquentes inscrevem-se numa lógica social precisa e rigorosa. Com efeito, tais segmentos sociais representam no imaginário desses jovens a decadência na hierarquia social, sendo, pois, os signos do que eles poderão ser efetivamente no futuro, na ausência do reconhecimento social e simbólico que os marca. A cultura da força empreende-se regularmente em academias de ginástica, onde os jovens cultuam os músculos, não apenas para se preparar para os combates cotidianos da vida real, mas para forjar também um simulacro de força na ausência efetiva de potência, isto é, na ausência de reconhecimento social e simbólico, lançados que estão aqueles no desamparo.
        É nesse registro que se deve inscrever a disseminação do bullying na contemporaneidade. É preciso dizer, no que concerne a isso, que a provocação e a violência entre os jovens e crianças é uma prática social antiga. O que é novo, contudo, é a ausência de uma autoridade que possa funcionar como mediação no combate entre estes e aqueles, o que incrementou bastante a disseminação dessa prática de violência.
        Não obstante tudo isso, a juventude é ainda glorificada como a representação do que seria o melhor dos mundos possíveis. A juventude seria então a condensação simbólica de todas as potencialidades existenciais. Contudo, se fazemos isso é porque não apenas queremos cultivar a aparência juvenil, por meio de cirurgias plásticas e da medicina estética, mas também porque o código de experimentação que caracterizou a adolescência de outrora se disseminou para a idade adulta e para a terceira idade. Constituiu-se assim uma efetiva adolescência sem fim na tradição ocidental, onde se busca pelo desejo a possibilidade de novos laços amorosos e novas modalidades de realização existencial. (Joel Birman, revista Cult n. 157, maio 2011).


    *agonística: relativo a luta, conflito, combate.  
    Em “Esse processo ocorre não apenas no Brasil e na América Latina, mas também em escala internacional”, a série “não apenas... mas também” exprime valor de:
    Escolha uma alternativa para a questão 2920f875-ec
  • 291D3CBF-EC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2011MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Ser ou não ser

        Na atualidade, a imagem da juventude está marcada ao mesmo tempo pela ambiguidade e pela incerteza. Digo ambiguidade, pois se, de um lado, a juventude é sempre exaltada na contemporaneidade, cantada que é em prosa e verso pelas potencialidades existenciais que condensaria, por outro a condição jovem caracteriza-se por sua posição de suspensão no espaço social, que se materializa pela ausência de seu reconhecimento social e simbólico.
        Seria em decorrência disso que a incerteza é o que se delineia efetivamente como o futuro real para os jovens, em todos os quadrantes do mundo. É preciso destacar, antes de tudo, que a possibilidade de experimentação foi o que passou a caracterizar a condição da adolescência no Ocidente, desde o final do século 18, quando as idades da vida foram construídas em conjunção com a família nuclear burguesa, em decorrência da emergência histórica da biopolítica.
        Nesse contexto, a adolescência foi delimitada como o tempo de passagem entre a infância e a idade adulta, na qual o jovem podia empreender experiências nos registros do amor e das escolhas profissionais, até que pudesse se inserir no mercado de trabalho e se casar para reproduzir efetivamente as linhas de força da família nuclear burguesa. Desde os anos 1980, no entanto, essa figuração da adolescência entrou em franco processo de desconstrução, por diversas razões.
        Antes de mais nada, pela revolução feminista dos anos 1960 e 70, com a qual as mulheres foram em busca de outras formas sociais de existência, além da condição materna. Em seguida, porque o deslocamento das mulheres da posição exclusivamente materna foi o primeiro combate decisivo contra o patriarcado, que forjou nossa tradição desde a Antiguidade. Finalmente, a construção do modelo neoliberal da economia internacional, em conjunção com seu processo de globalização, teve o poder de incidir preferencialmente em dois segmentos da população, no que tange ao mercado de trabalho. De fato, foram os jovens e os trabalhadores da faixa etária dos 50 anos os segmentos sociais mais afetados pela voragem neoliberal. Com isso, se os primeiros passaram a se inserir mais tardiamente no dito mercado, os segundos passaram a ser descartados para ser substituídos por trabalhadores jovens e mais baratos, pela precariedade que foi então estabelecida no mercado de trabalho.
        Foi em consequência desse processo que o tempo de duração da adolescência se alongou bastante, ficando então os jovens fora do espaço social formal e lançados perigosamente numa terra de ninguém. Assim, graças à ausência de inserção no mercado de trabalho, a juventude foi destituída de reconhecimento social e simbólico, prolongando-se efetivamente, não tendo mais qualquer limite tangível para seu término. Despossuídos que foram de qualquer reconhecimento social e simbólico, aos jovens restaram apenas o corpo e a força física. É por essa trilha que podemos interpretar devidamente a emergência e a multiplicação das formas de violência entre os jovens na contemporaneidade.
        Esse processo ocorre não apenas no Brasil e na América Latina, mas também em escala internacional. Pode-se depreender aqui a constituição de uma cultura agonística* na juventude de hoje. Assim, a violência juvenil transformou-se em delinquência, inserindo-se efetivamente no registro da criminalidade. No Brasil, os jovens de classe média e das elites passaram a atacar gratuitamente certos segmentos sociais com violência. De mulheres pobres confundidas com prostitutas até homossexuais, passando pelos mendigos, a violência disseminou-se nas grandes metrópoles do país.
        Ao fazerem isso, no entanto, seus gestos delinquentes inscrevem-se numa lógica social precisa e rigorosa. Com efeito, tais segmentos sociais representam no imaginário desses jovens a decadência na hierarquia social, sendo, pois, os signos do que eles poderão ser efetivamente no futuro, na ausência do reconhecimento social e simbólico que os marca. A cultura da força empreende-se regularmente em academias de ginástica, onde os jovens cultuam os músculos, não apenas para se preparar para os combates cotidianos da vida real, mas para forjar também um simulacro de força na ausência efetiva de potência, isto é, na ausência de reconhecimento social e simbólico, lançados que estão aqueles no desamparo.
        É nesse registro que se deve inscrever a disseminação do bullying na contemporaneidade. É preciso dizer, no que concerne a isso, que a provocação e a violência entre os jovens e crianças é uma prática social antiga. O que é novo, contudo, é a ausência de uma autoridade que possa funcionar como mediação no combate entre estes e aqueles, o que incrementou bastante a disseminação dessa prática de violência.
        Não obstante tudo isso, a juventude é ainda glorificada como a representação do que seria o melhor dos mundos possíveis. A juventude seria então a condensação simbólica de todas as potencialidades existenciais. Contudo, se fazemos isso é porque não apenas queremos cultivar a aparência juvenil, por meio de cirurgias plásticas e da medicina estética, mas também porque o código de experimentação que caracterizou a adolescência de outrora se disseminou para a idade adulta e para a terceira idade. Constituiu-se assim uma efetiva adolescência sem fim na tradição ocidental, onde se busca pelo desejo a possibilidade de novos laços amorosos e novas modalidades de realização existencial. (Joel Birman, revista Cult n. 157, maio 2011).


    *agonística: relativo a luta, conflito, combate.  
    Assinale a opção que apresenta o significado da palavra “figuração”, conforme ela é empregada no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 291d3cbf-ec
  • 291830A9-EC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2011FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Ser ou não ser

        Na atualidade, a imagem da juventude está marcada ao mesmo tempo pela ambiguidade e pela incerteza. Digo ambiguidade, pois se, de um lado, a juventude é sempre exaltada na contemporaneidade, cantada que é em prosa e verso pelas potencialidades existenciais que condensaria, por outro a condição jovem caracteriza-se por sua posição de suspensão no espaço social, que se materializa pela ausência de seu reconhecimento social e simbólico.
        Seria em decorrência disso que a incerteza é o que se delineia efetivamente como o futuro real para os jovens, em todos os quadrantes do mundo. É preciso destacar, antes de tudo, que a possibilidade de experimentação foi o que passou a caracterizar a condição da adolescência no Ocidente, desde o final do século 18, quando as idades da vida foram construídas em conjunção com a família nuclear burguesa, em decorrência da emergência histórica da biopolítica.
        Nesse contexto, a adolescência foi delimitada como o tempo de passagem entre a infância e a idade adulta, na qual o jovem podia empreender experiências nos registros do amor e das escolhas profissionais, até que pudesse se inserir no mercado de trabalho e se casar para reproduzir efetivamente as linhas de força da família nuclear burguesa. Desde os anos 1980, no entanto, essa figuração da adolescência entrou em franco processo de desconstrução, por diversas razões.
        Antes de mais nada, pela revolução feminista dos anos 1960 e 70, com a qual as mulheres foram em busca de outras formas sociais de existência, além da condição materna. Em seguida, porque o deslocamento das mulheres da posição exclusivamente materna foi o primeiro combate decisivo contra o patriarcado, que forjou nossa tradição desde a Antiguidade. Finalmente, a construção do modelo neoliberal da economia internacional, em conjunção com seu processo de globalização, teve o poder de incidir preferencialmente em dois segmentos da população, no que tange ao mercado de trabalho. De fato, foram os jovens e os trabalhadores da faixa etária dos 50 anos os segmentos sociais mais afetados pela voragem neoliberal. Com isso, se os primeiros passaram a se inserir mais tardiamente no dito mercado, os segundos passaram a ser descartados para ser substituídos por trabalhadores jovens e mais baratos, pela precariedade que foi então estabelecida no mercado de trabalho.
        Foi em consequência desse processo que o tempo de duração da adolescência se alongou bastante, ficando então os jovens fora do espaço social formal e lançados perigosamente numa terra de ninguém. Assim, graças à ausência de inserção no mercado de trabalho, a juventude foi destituída de reconhecimento social e simbólico, prolongando-se efetivamente, não tendo mais qualquer limite tangível para seu término. Despossuídos que foram de qualquer reconhecimento social e simbólico, aos jovens restaram apenas o corpo e a força física. É por essa trilha que podemos interpretar devidamente a emergência e a multiplicação das formas de violência entre os jovens na contemporaneidade.
        Esse processo ocorre não apenas no Brasil e na América Latina, mas também em escala internacional. Pode-se depreender aqui a constituição de uma cultura agonística* na juventude de hoje. Assim, a violência juvenil transformou-se em delinquência, inserindo-se efetivamente no registro da criminalidade. No Brasil, os jovens de classe média e das elites passaram a atacar gratuitamente certos segmentos sociais com violência. De mulheres pobres confundidas com prostitutas até homossexuais, passando pelos mendigos, a violência disseminou-se nas grandes metrópoles do país.
        Ao fazerem isso, no entanto, seus gestos delinquentes inscrevem-se numa lógica social precisa e rigorosa. Com efeito, tais segmentos sociais representam no imaginário desses jovens a decadência na hierarquia social, sendo, pois, os signos do que eles poderão ser efetivamente no futuro, na ausência do reconhecimento social e simbólico que os marca. A cultura da força empreende-se regularmente em academias de ginástica, onde os jovens cultuam os músculos, não apenas para se preparar para os combates cotidianos da vida real, mas para forjar também um simulacro de força na ausência efetiva de potência, isto é, na ausência de reconhecimento social e simbólico, lançados que estão aqueles no desamparo.
        É nesse registro que se deve inscrever a disseminação do bullying na contemporaneidade. É preciso dizer, no que concerne a isso, que a provocação e a violência entre os jovens e crianças é uma prática social antiga. O que é novo, contudo, é a ausência de uma autoridade que possa funcionar como mediação no combate entre estes e aqueles, o que incrementou bastante a disseminação dessa prática de violência.
        Não obstante tudo isso, a juventude é ainda glorificada como a representação do que seria o melhor dos mundos possíveis. A juventude seria então a condensação simbólica de todas as potencialidades existenciais. Contudo, se fazemos isso é porque não apenas queremos cultivar a aparência juvenil, por meio de cirurgias plásticas e da medicina estética, mas também porque o código de experimentação que caracterizou a adolescência de outrora se disseminou para a idade adulta e para a terceira idade. Constituiu-se assim uma efetiva adolescência sem fim na tradição ocidental, onde se busca pelo desejo a possibilidade de novos laços amorosos e novas modalidades de realização existencial. (Joel Birman, revista Cult n. 157, maio 2011).


    *agonística: relativo a luta, conflito, combate.  
    Assinale a opção cuja frase justifica corretamente o título do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 291830a9-ec
  • 13879669-EC

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 13879669-ec
  • 13842D5C-EC

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre o foco narrativo do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 13842d5c-ec
  • 138083EB-EC

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Dois irmãos, de Milton Hatoum, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 138083eb-ec
  • 137C796B-EC

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Tomando por base a seguinte afirmação de Antonio Candido: “O cunho especial [das Memórias de um sargento de milícias] consiste numa certa ausência de juízo moral e na aceitação risonha do homem como ele é”, é correto afirmar que o humor explorado por Manuel Antonio de Almeida é do tipo:
    Escolha uma alternativa para a questão 137c796b-ec
  • 13793C11-EC

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Ainda sobre Laços de família, de Clarice Lispector, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 13793c11-ec
  • 13645589-EC

    Literatura

    Gênero Dramático
    Faculdade Cásper Líbero · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    As passagens abaixo foram extraídas de Auto da barca do inferno, de Gil Vicente (1465?-1536), e das 95 Teses, de Martinho Lutero (1483-1546), obras tornadas públicas no ano de 1517, respectivamente, em Portugal e no Sacro Império Germânico.


    Texto I

    “DIABO – Pois entrai! Eu tangerei
    e faremos um serão.
    Essa dama, é ela vossa?
    FRADE – Por minha a tenho eu,
    E sempre a tive de meu.
    DIABO – Fizestes bem, que é formosa!
    E não vos punham lá grosa [reprovação]
    No vosso convento santo?
    FRADE – E eles fazem outro tanto!
    DIABO – Que coisa tão preciosa...
    Entrai, padre reverendo!
    FRADE – Para onde levais gente?
    DIABO – Para aquele fogo ardente
    Que não temestes vivendo.
    (...)
    FRADE – (...) Como? Por ser namorado
    E folgar com uma mulher
    Se há-de um frade perder,
    Com tanto salmo rezado?”


    Texto II

    “(...) 27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda
    lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu]. (...)
    45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para
    gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de
    Deus. (...)
    48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo
    (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do
    dinheiro que se está pronto a pagar. (...)”


    Sobre esses autores, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 13645589-ec
  • 1359B1C7-EC

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre Arquitetura da destruição, de Peter Cohen, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 1359b1c7-ec
  • 1355EEF1-EC

    Literatura

    Gênero Dramático
    Faculdade Cásper Líbero · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Empregada desde a Antiguidade, a alegoria foi com frequência cultivada na Idade Média cavaleiro-cristã, a exemplo do Auto da barca do inferno, de Gil Vicente. Tomando por base essa peça, é correto afirmar que o emprego do discurso alegórico constitui:
    Escolha uma alternativa para a questão 1355eef1-ec
  • 134EF399-EC

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdade Cásper Líbero · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Assinale a alternativa que caracteriza corretamente os versos do poema Os sapos, que integra a coletânea 50 poemas escolhidos pelo autor, de Manuel Bandeira, apresentados a seguir:


    (...)
    O sapo-tanoeiro,
    Parnasiano aguado,
    Diz: – “Meu cancioneiro
    É bem martelado.

    Vede como primo
    Em comer os hiatos!
    Que arte! E nunca rimo
    Os termos cognatos.

    O meu verso é bom
    Frumento sem joio.
    Faço rimas com
    Consoantes de apoio.

    Vai por cinqüenta anos
    Que lhes dei a norma:
    Reduzi sem danos
    A fôrmas a forma.

    Clame a saparia
    Em críticas céticas:
    Não há mais poesia,
    Mas há artes poéticas...”
    (...)
    Escolha uma alternativa para a questão 134ef399-ec
  • 132FE351-EC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Cásper Líbero · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Read the following passage of “The Dinner”, by Clarice Lispector, and answer question.


    “I leaned over my meal, lost. When I finally managed to confront him from the depths of my pallid face, I observed that he, too, was leaning forward, his elbows resting on the table, his head between his hands. And obviously he could bear it no longer. His bushy eyebrows were touching. His food must have lodged just below his throat under the stress of his emotion, for when he was able to continue, he made a visible effort to swallow, dabbing his forehead with his napkin. I could bear it no longer, the meat on my plate was raw… and I really could not bear it another minute. But he – he was eating.

    The waiter brought a bottle in a bucket of ice. I noted every detail without being capable of discrimination. The bottle was different, the waiter in tails, and the light haloed the robust head of Pluto which was now moving with curiosity, greedy and attentive. For a second the waiter obliterated my view of the elderly gentleman and I could only see his black coattails hovering over the table as he poured red wine into the glass and waited with ardent eyes – because here was a surely man who would tip generously, one of those elderly gentlemen who still command attention… and power. The elderly gentleman, who now seemed larger, confidently took a sip, lowered his glass, and sourly considered the taste in his mouth. He compressed his lips and smacked them with distaste, as if the good were also intolerable. I waited, the waiter waited, and we both leaned forward in suspense. Finally he made a grimace of approval. The waiter curved his shiny head in submission to the man’s words of thanks and went off with lowered head, while I sighed with relief.

    He now mingled gulps of wine with the meat in his great mouth and his false teeth ponderously chewed while I observed him… in vain. Nothing more happened. The restaurant appeared to radiate with renewed intensity under the tinkling of glass and cutlery; in the brightly lit dome of the room the whispered conversation rose and fell in gentle waves; the woman in the large hat smiled with half closed eyes, looking slender and beautiful as the waiter carefully poured the wine into her glass. But now he was making another gesture.”


    The sentence “while I observed him… in vain” suggests that the narrator:
    Escolha uma alternativa para a questão 132fe351-ec
  • 132CA97C-EC

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Cásper Líbero · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Read the following passage of “The Dinner”, by Clarice Lispector, and answer question.


    “I leaned over my meal, lost. When I finally managed to confront him from the depths of my pallid face, I observed that he, too, was leaning forward, his elbows resting on the table, his head between his hands. And obviously he could bear it no longer. His bushy eyebrows were touching. His food must have lodged just below his throat under the stress of his emotion, for when he was able to continue, he made a visible effort to swallow, dabbing his forehead with his napkin. I could bear it no longer, the meat on my plate was raw… and I really could not bear it another minute. But he – he was eating.

    The waiter brought a bottle in a bucket of ice. I noted every detail without being capable of discrimination. The bottle was different, the waiter in tails, and the light haloed the robust head of Pluto which was now moving with curiosity, greedy and attentive. For a second the waiter obliterated my view of the elderly gentleman and I could only see his black coattails hovering over the table as he poured red wine into the glass and waited with ardent eyes – because here was a surely man who would tip generously, one of those elderly gentlemen who still command attention… and power. The elderly gentleman, who now seemed larger, confidently took a sip, lowered his glass, and sourly considered the taste in his mouth. He compressed his lips and smacked them with distaste, as if the good were also intolerable. I waited, the waiter waited, and we both leaned forward in suspense. Finally he made a grimace of approval. The waiter curved his shiny head in submission to the man’s words of thanks and went off with lowered head, while I sighed with relief.

    He now mingled gulps of wine with the meat in his great mouth and his false teeth ponderously chewed while I observed him… in vain. Nothing more happened. The restaurant appeared to radiate with renewed intensity under the tinkling of glass and cutlery; in the brightly lit dome of the room the whispered conversation rose and fell in gentle waves; the woman in the large hat smiled with half closed eyes, looking slender and beautiful as the waiter carefully poured the wine into her glass. But now he was making another gesture.”


    “And obviously he could bear it no longer”. In this sentence, the pronoun “it” refers to:
    Escolha uma alternativa para a questão 132ca97c-ec