Questões do ENEM: Linguagens e Faculdade Adventista da Bahia

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56 questões encontradas. Mostrando a página 2 de 3.

  • DE9EB776-F1

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Adventista da Bahia · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO PARA A QUESTÃO


    Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever.
    (...)
    Então eu canto alto agudo uma melodia sincopada e estridente - é a minha própria dor, eu que carrego o mundo e há falta de felicidade. Felicidade? Nunca vi palavra mais doida, inventada pelas nordestinas que andam por aí aos montes.
    (...)
    Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual - há dois anos e meio venho aos poucos descobrindo os porquês.
    (...)
    Como é que sei tudo o que vai se seguir e que ainda o desconheço, já que nunca o vivi? É que numa rua do Rio de Janeiro peguei no ar de relance o sentimento de perdição no rosto de uma moça nordestina. Sem falar que eu em menino me criei no Nordeste. Também sei das coisas por estar vivendo. Quem sabe, mesmo sem saber que sabe. Assim é que os senhores sabem mais do que imaginam e estão fingindo de sonsos.
    (...)
    Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora obrigado a usar as palavras que vos sustentam. A história determino - com falso livre-arbítrio - vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, Rodrigo S.M. (...) Assim é que experimentei contra os meus hábitos uma história com começo, meio e gran finale seguido de silêncio e de chuva caindo.
    (...)
    O que escrevo é mais do que invenção, é minha obrigação contar sobre essa moça entre milhares delas. E dever meu, nem que seja de pouca arte, o de revelar-lhe a vida.
    Porque há o direito ao grito.
    Então eu grito.
    Grito puro e sem pedir esmola. Sei que há moças que vendem o corpo, única posse real, em troca de um bom jantar em vez de um sanduíche de mortadela. Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é virgem e inócua, não faz falta a ninguém.
    (...)
    Como a nordestina, há milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa. Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiriam como não existiriam. Poucas se queixam e ao que eu saiba nenhuma reclama por não saber a quem.
    (Trechos de A Hora da Estrela – Clarice Lispector)
    http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/trechos/a-hora-da-estrela.html
    acesso em 20 de setembro de 2014
    A Hora da Estrela é um romance social que denuncia, ainda que poeticamente, uma realidade social. Pode-se afirmar que Macabéa, protagonista da obra, representa, essencial e majoritariamente:
    Escolha uma alternativa para a questão de9eb776-f1
  • DE9BF0D1-F1

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    Faculdade Adventista da Bahia · 2014Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO PARA A QUESTÃO


    Gravidez indesejada e violência urbana
    DRAUZIO VARELLA


    A irresponsabilidade brasileira diante das mulheres pobres que engravidam por acidente é caso de polícia literalmente.
    O planejamento familiar no Brasil é inacessível aos que mais necessitam dele. Os casais da classe média e os mais ricos, que podem criar os filhos por conta própria, têm acesso garantido a preservativos de qualidade, pílula, injeções e adesivos anticoncepcionais, DIU, laqueadura, vasectomia e, em caso de falha, ao abortamento; porque, deixando a falsidade de lado, estamos cansados de saber que aborto no Brasil só é proibido para a mulher que não tem dinheiro.

    Há pouco tempo, afirmei numa entrevista para o jornal "O Globo" que a falta de planejamento familiar era uma das causas mais importantes da explosão de violência urbana ocorrida nos últimos 20 anos em nosso país. A afirmação era baseada em minha experiência na Casa de Detenção de São Paulo: é difícil achar na cadeia um preso criado por pai e mãe. A maioria é fruto de lares desfeitos ou que nunca chegaram a existir. O número daqueles que têm muitos irmãos, dos que não conheceram o pai e dos que foram concebidos por mães solteiras, ainda adolescentes, é impressionante.

    Procurados pelos jornalistas, um cardeal e uma autoridade do primeiro escalão federal responderam incisivamente que não concordavam com essa afirmação. O religioso, porque considerava "muito triste ser filho único", e que "o ideal seria cada família brasileira ter cinco filhos". O outro discordava baseado nos dados que mostravam queda progressiva dos índices de natalidade nos últimos 20 anos, enquanto a violência em nossas cidades explodia.
    Cito essa discussão, porque encerra o nó de nossa paralisia diante do crescimento populacional insensato que fez o número de brasileiros saltar dos célebres 90 milhões em ação do ano de 1970 para os 180 milhões atuais: de um lado, a cúpula da Igreja Católica, que não aceita sequer o uso da camisinha em plena epidemia de uma doença sexualmente transmissível como a Aids. De outro, os responsáveis pelas políticas públicas, que, para fugir da discussão sobre as taxas inaceitáveis de natalidade da população mais pobre, usam a queda progressiva dos valores médios dos índices ocorrida nas últimas décadas. Dizem: cada brasileira tinha seis filhos em 1950; hoje esse número não chega a três.
    É provável que o argumento ajude a aplacar-lhes a consciência pública, especialmente quando se esquecem de dizer que, enquanto as mulheres de nível universitário hoje têm em média 1,4 filho, as analfabetas têm 4,4.
    (...)
    Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas em idade de brincar com boneca aguardando atendimento nas filas das maternidades públicas também.
    Basta passarmos na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para nos darmos conta do número de adolescentes com bebês de colo na fila de entrada.
    Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o país, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, Fome Zero e, mais tarde, na construção de cadeias para trancar os malcomportados.
    O que o pensamento religioso medieval e as autoridades públicas que se acovardam diante dele fingem não perceber é que, ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, comprometemos o futuro do país, porque aprofundamos perversamente a desigualdade social e criamos um caldo de cultura que contém os três fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência, que vão conviver com pares violentos quando crescerem.
    http://drauziovarella.com.br/mulher-2/planejamento-familiar/
    acesso em 15 de agosto de 2014.
    As palavras PLANEJAMENTO e SEXUALMENTE são formadas por derivação:
    Escolha uma alternativa para a questão de9bf0d1-f1
  • DE9883AC-F1

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Adventista da Bahia · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO PARA A QUESTÃO


    Gravidez indesejada e violência urbana
    DRAUZIO VARELLA


    A irresponsabilidade brasileira diante das mulheres pobres que engravidam por acidente é caso de polícia literalmente.
    O planejamento familiar no Brasil é inacessível aos que mais necessitam dele. Os casais da classe média e os mais ricos, que podem criar os filhos por conta própria, têm acesso garantido a preservativos de qualidade, pílula, injeções e adesivos anticoncepcionais, DIU, laqueadura, vasectomia e, em caso de falha, ao abortamento; porque, deixando a falsidade de lado, estamos cansados de saber que aborto no Brasil só é proibido para a mulher que não tem dinheiro.

    Há pouco tempo, afirmei numa entrevista para o jornal "O Globo" que a falta de planejamento familiar era uma das causas mais importantes da explosão de violência urbana ocorrida nos últimos 20 anos em nosso país. A afirmação era baseada em minha experiência na Casa de Detenção de São Paulo: é difícil achar na cadeia um preso criado por pai e mãe. A maioria é fruto de lares desfeitos ou que nunca chegaram a existir. O número daqueles que têm muitos irmãos, dos que não conheceram o pai e dos que foram concebidos por mães solteiras, ainda adolescentes, é impressionante.

    Procurados pelos jornalistas, um cardeal e uma autoridade do primeiro escalão federal responderam incisivamente que não concordavam com essa afirmação. O religioso, porque considerava "muito triste ser filho único", e que "o ideal seria cada família brasileira ter cinco filhos". O outro discordava baseado nos dados que mostravam queda progressiva dos índices de natalidade nos últimos 20 anos, enquanto a violência em nossas cidades explodia.
    Cito essa discussão, porque encerra o nó de nossa paralisia diante do crescimento populacional insensato que fez o número de brasileiros saltar dos célebres 90 milhões em ação do ano de 1970 para os 180 milhões atuais: de um lado, a cúpula da Igreja Católica, que não aceita sequer o uso da camisinha em plena epidemia de uma doença sexualmente transmissível como a Aids. De outro, os responsáveis pelas políticas públicas, que, para fugir da discussão sobre as taxas inaceitáveis de natalidade da população mais pobre, usam a queda progressiva dos valores médios dos índices ocorrida nas últimas décadas. Dizem: cada brasileira tinha seis filhos em 1950; hoje esse número não chega a três.
    É provável que o argumento ajude a aplacar-lhes a consciência pública, especialmente quando se esquecem de dizer que, enquanto as mulheres de nível universitário hoje têm em média 1,4 filho, as analfabetas têm 4,4.
    (...)
    Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas em idade de brincar com boneca aguardando atendimento nas filas das maternidades públicas também.
    Basta passarmos na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para nos darmos conta do número de adolescentes com bebês de colo na fila de entrada.
    Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o país, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, Fome Zero e, mais tarde, na construção de cadeias para trancar os malcomportados.
    O que o pensamento religioso medieval e as autoridades públicas que se acovardam diante dele fingem não perceber é que, ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, comprometemos o futuro do país, porque aprofundamos perversamente a desigualdade social e criamos um caldo de cultura que contém os três fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência, que vão conviver com pares violentos quando crescerem.
    http://drauziovarella.com.br/mulher-2/planejamento-familiar/
    acesso em 15 de agosto de 2014.
    Pode-se afirmar, baseado no texto, que:
    Escolha uma alternativa para a questão de9883ac-f1
  • DE952BD3-F1

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Adventista da Bahia · 2014DifícilEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO PARA A QUESTÃO


    Gravidez indesejada e violência urbana
    DRAUZIO VARELLA


    A irresponsabilidade brasileira diante das mulheres pobres que engravidam por acidente é caso de polícia literalmente.
    O planejamento familiar no Brasil é inacessível aos que mais necessitam dele. Os casais da classe média e os mais ricos, que podem criar os filhos por conta própria, têm acesso garantido a preservativos de qualidade, pílula, injeções e adesivos anticoncepcionais, DIU, laqueadura, vasectomia e, em caso de falha, ao abortamento; porque, deixando a falsidade de lado, estamos cansados de saber que aborto no Brasil só é proibido para a mulher que não tem dinheiro.

    Há pouco tempo, afirmei numa entrevista para o jornal "O Globo" que a falta de planejamento familiar era uma das causas mais importantes da explosão de violência urbana ocorrida nos últimos 20 anos em nosso país. A afirmação era baseada em minha experiência na Casa de Detenção de São Paulo: é difícil achar na cadeia um preso criado por pai e mãe. A maioria é fruto de lares desfeitos ou que nunca chegaram a existir. O número daqueles que têm muitos irmãos, dos que não conheceram o pai e dos que foram concebidos por mães solteiras, ainda adolescentes, é impressionante.

    Procurados pelos jornalistas, um cardeal e uma autoridade do primeiro escalão federal responderam incisivamente que não concordavam com essa afirmação. O religioso, porque considerava "muito triste ser filho único", e que "o ideal seria cada família brasileira ter cinco filhos". O outro discordava baseado nos dados que mostravam queda progressiva dos índices de natalidade nos últimos 20 anos, enquanto a violência em nossas cidades explodia.
    Cito essa discussão, porque encerra o nó de nossa paralisia diante do crescimento populacional insensato que fez o número de brasileiros saltar dos célebres 90 milhões em ação do ano de 1970 para os 180 milhões atuais: de um lado, a cúpula da Igreja Católica, que não aceita sequer o uso da camisinha em plena epidemia de uma doença sexualmente transmissível como a Aids. De outro, os responsáveis pelas políticas públicas, que, para fugir da discussão sobre as taxas inaceitáveis de natalidade da população mais pobre, usam a queda progressiva dos valores médios dos índices ocorrida nas últimas décadas. Dizem: cada brasileira tinha seis filhos em 1950; hoje esse número não chega a três.
    É provável que o argumento ajude a aplacar-lhes a consciência pública, especialmente quando se esquecem de dizer que, enquanto as mulheres de nível universitário hoje têm em média 1,4 filho, as analfabetas têm 4,4.
    (...)
    Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas em idade de brincar com boneca aguardando atendimento nas filas das maternidades públicas também.
    Basta passarmos na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para nos darmos conta do número de adolescentes com bebês de colo na fila de entrada.
    Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o país, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, Fome Zero e, mais tarde, na construção de cadeias para trancar os malcomportados.
    O que o pensamento religioso medieval e as autoridades públicas que se acovardam diante dele fingem não perceber é que, ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, comprometemos o futuro do país, porque aprofundamos perversamente a desigualdade social e criamos um caldo de cultura que contém os três fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência, que vão conviver com pares violentos quando crescerem.
    http://drauziovarella.com.br/mulher-2/planejamento-familiar/
    acesso em 15 de agosto de 2014.
    O autor elabora sua tese, baseado, principalmente:
    Escolha uma alternativa para a questão de952bd3-f1
  • DE8E8E7A-F1

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Adventista da Bahia · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    TEXTO PARA A QUESTÃO


    Gravidez indesejada e violência urbana
    DRAUZIO VARELLA


    A irresponsabilidade brasileira diante das mulheres pobres que engravidam por acidente é caso de polícia literalmente.
    O planejamento familiar no Brasil é inacessível aos que mais necessitam dele. Os casais da classe média e os mais ricos, que podem criar os filhos por conta própria, têm acesso garantido a preservativos de qualidade, pílula, injeções e adesivos anticoncepcionais, DIU, laqueadura, vasectomia e, em caso de falha, ao abortamento; porque, deixando a falsidade de lado, estamos cansados de saber que aborto no Brasil só é proibido para a mulher que não tem dinheiro.

    Há pouco tempo, afirmei numa entrevista para o jornal "O Globo" que a falta de planejamento familiar era uma das causas mais importantes da explosão de violência urbana ocorrida nos últimos 20 anos em nosso país. A afirmação era baseada em minha experiência na Casa de Detenção de São Paulo: é difícil achar na cadeia um preso criado por pai e mãe. A maioria é fruto de lares desfeitos ou que nunca chegaram a existir. O número daqueles que têm muitos irmãos, dos que não conheceram o pai e dos que foram concebidos por mães solteiras, ainda adolescentes, é impressionante.

    Procurados pelos jornalistas, um cardeal e uma autoridade do primeiro escalão federal responderam incisivamente que não concordavam com essa afirmação. O religioso, porque considerava "muito triste ser filho único", e que "o ideal seria cada família brasileira ter cinco filhos". O outro discordava baseado nos dados que mostravam queda progressiva dos índices de natalidade nos últimos 20 anos, enquanto a violência em nossas cidades explodia.
    Cito essa discussão, porque encerra o nó de nossa paralisia diante do crescimento populacional insensato que fez o número de brasileiros saltar dos célebres 90 milhões em ação do ano de 1970 para os 180 milhões atuais: de um lado, a cúpula da Igreja Católica, que não aceita sequer o uso da camisinha em plena epidemia de uma doença sexualmente transmissível como a Aids. De outro, os responsáveis pelas políticas públicas, que, para fugir da discussão sobre as taxas inaceitáveis de natalidade da população mais pobre, usam a queda progressiva dos valores médios dos índices ocorrida nas últimas décadas. Dizem: cada brasileira tinha seis filhos em 1950; hoje esse número não chega a três.
    É provável que o argumento ajude a aplacar-lhes a consciência pública, especialmente quando se esquecem de dizer que, enquanto as mulheres de nível universitário hoje têm em média 1,4 filho, as analfabetas têm 4,4.
    (...)
    Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas em idade de brincar com boneca aguardando atendimento nas filas das maternidades públicas também.
    Basta passarmos na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para nos darmos conta do número de adolescentes com bebês de colo na fila de entrada.
    Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o país, obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação, Fome Zero e, mais tarde, na construção de cadeias para trancar os malcomportados.
    O que o pensamento religioso medieval e as autoridades públicas que se acovardam diante dele fingem não perceber é que, ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, comprometemos o futuro do país, porque aprofundamos perversamente a desigualdade social e criamos um caldo de cultura que contém os três fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência, que vão conviver com pares violentos quando crescerem.
    http://drauziovarella.com.br/mulher-2/planejamento-familiar/
    acesso em 15 de agosto de 2014.
    Tese é a ideia central, principal do texto, defendida pelo autor, resumindo a razão de todo ele ter sido produzido.
    No texto Gravidez indesejada e violência urbana, a tese defendida é:
    Escolha uma alternativa para a questão de8e8e7a-f1
  • 71B40BEC-F0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013Entre para guardar nos favoritos

    Primary Intelligence of High-Intermediate ESL Students at Stone Valley Community College


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    The primary intelligence of the largest group of students is……………..
    Escolha uma alternativa para a questão 71b40bec-f0
  • 71AD0092-F0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013Entre para guardar nos favoritos

    Primary Intelligence of High-Intermediate ESL Students at Stone Valley Community College


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2013

    This chart tells about the………………
    Escolha uma alternativa para a questão 71ad0092-f0
  • 71A93AA4-F0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Survey of Student Behaviors at La Costa Community College, 2007.


    Have lied to their parents 45%
    Have copied a friend’s term paper 20%
    Have a body piercing 25%
    Share music files 65%
    Have a tattoo 40%
    Exercise weekly 80%


    Conforme os dados acima, marque as respostas corretas.
    Which of the following statements is true?
    Escolha uma alternativa para a questão 71a93aa4-f0
  • 71A5F0A5-F0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013Entre para guardar nos favoritos
    Survey of Student Behaviors at La Costa Community College, 2007.


    Have lied to their parents 45%
    Have copied a friend’s term paper 20%
    Have a body piercing 25%
    Share music files 65%
    Have a tattoo 40%
    Exercise weekly 80%


    Conforme os dados acima, marque as respostas corretas.
    According to the survey, the lowest percentage of students……………..
    Escolha uma alternativa para a questão 71a5f0a5-f0
  • 71A2304D-F0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013Entre para guardar nos favoritos
    Survey of Student Behaviors at La Costa Community College, 2007.


    Have lied to their parents 45%
    Have copied a friend’s term paper 20%
    Have a body piercing 25%
    Share music files 65%
    Have a tattoo 40%
    Exercise weekly 80%


    Conforme os dados acima, marque as respostas corretas.
    According to the survey, the highest percentage of student…………….
    Escolha uma alternativa para a questão 71a2304d-f0
  • 719E702E-F0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013Entre para guardar nos favoritos
    Survey of Student Behaviors at La Costa Community College, 2007.


    Have lied to their parents 45%
    Have copied a friend’s term paper 20%
    Have a body piercing 25%
    Share music files 65%
    Have a tattoo 40%
    Exercise weekly 80%


    Conforme os dados acima, marque as respostas corretas.
    what percentage of the people in the survey said they exercise weekly?
    Escolha uma alternativa para a questão 719e702e-f0
  • 719B84B1-F0

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013Entre para guardar nos favoritos
    Survey of Student Behaviors at La Costa Community College, 2007.


    Have lied to their parents 45%
    Have copied a friend’s term paper 20%
    Have a body piercing 25%
    Share music files 65%
    Have a tattoo 40%
    Exercise weekly 80%


    Conforme os dados acima, marque as respostas corretas.
    What was the population surveyed in this study?
    Escolha uma alternativa para a questão 719b84b1-f0
  • 714B8D8E-F0

    Português

    Morfologia
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema do grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade:


    Infância
    Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
    Minha mãe ficava sentada cosendo.
    Meu irmão pequeno dormia.
    Eu sozinho menino entre mangueiras
    Lia a história de Robinson Crusoé
    Comprida história que não acaba mais.

    No meio-dia brando de luz uma voz que aprendeu
    A ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
    Chamava para o café.
    Café preto que nem a preta velha
    Café gostoso Café bom.
    Minha mãe ficava sentada cosendo
    Olhando para mim.
    - Psiu... Não acorde o menino.
    Para o berço onde pousou um mosquito.
    E dava um suspiro... que fundo!
    Lá longe meu pai campeava
    No mato sem fim da fazenda.

    E eu não sabia que minha história
    Era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 12. Ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1978. P.57.


    No poema, poeta e sujeito poético tem uma só voz, pois Drummond relata recordações de sua infância. O tempo e modo verbal que viabiliza tal registro, logo, predomina no texto em questão é:
    Escolha uma alternativa para a questão 714b8d8e-f0
  • 71448E3C-F0

    Português

    Ortografia
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Identifique a alternativa em que há um vocábulo cuja grafia não atende ao previsto no acordo ortográfico vigente:
    Escolha uma alternativa para a questão 71448e3c-f0
  • 7140E3B2-F0

    Português

    Ortografia
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    De acordo com a convenção ortográfica vigente, a alternativa em que TODAS AS PALAVRAS estão grafadas corretamente são:
    Escolha uma alternativa para a questão 7140e3b2-f0
  • 713A10A1-F0

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão


    Você quer mesmo um Brasil melhor?


        Então faça por onde – em vez de sair mascarado, quebrando e saqueando. A violência é pouco eficaz. O crime é contraproducente se o objetivo for aperfeiçoar uma democracia. Vivemos um momento histórico inspirado por revoltas populares na Tunísia, Espanha ou nos Estados Unidos. É hora de aproveitar para o bem a energia de jovens brasileiros idealistas, que rejeitam os vícios da política tradicional e corrupta. Sejam sujeitos e não objetos. Em vez de só cobrar – e virar massa de manobra, que tal exercer seriamente o civismo e a cidadania?
        É uma vergonha o Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. Ocupamos o 85º lugar no ranking mundial, atrás da Bósnia e Azerbaijão. Faltam médicos e professores em todo o país, não apenas nos confins do Brasil. É um absurdo querer aumentar, por lei, o número de anos de estudo de medicina. Ou exilar residentes em lugares sem condições de trabalho. A atitude desesperada do governo Dilma só expõe a metástase da Saúde. Não há ambulâncias, equipamentos ou médicos suficientes em lugar nenhum no Brasil, e isso inclui Rio de Janeiro e São Paulo.
        Relanço então uma ideia que defendi há três anos em ÉPOCA: instituir o serviço civil obrigatório, que substituiria o alistamento no Exército para quem completa 18 anos. O serviço militar, com mais de um século, é um anacronismo num país sem guerra. É sexista, por contemplar apenas homens. Em vez dele, rapazes e moças dedicariam um ano de sua vida para servir à comunidade. Em meio expediente, para não atrapalhar os estudos. Funcionaria como um estágio e poderia ser pago pelo Estado com um salário mínimo. Os filhos da classe média e da elite aprenderiam mais sobre o Brasil real se fossem convocados a ensinar a crianças e adolescentes carentes português, matemática, inglês, história, informática. Design ou balé. Capoeira ou música. Gastronomia ou fotografia.
        O serviço civil obrigatório seria uma oportunidade de integração, educação, disciplina. Não existe, em nosso país partido, nenhuma estratégia de entendimento real entre as classes. Não se treinam o ouvido nem a compaixão. Jovens deveriam consagrar um tempo ao bem público. Para criar bases e valores. Desperdiçamos um exército de jovens inteligentes e criativos. Há os que sonham sair do Brasil sem chegar a entender o país em que nasceram. Nem aprendem a dar bom dia ou a agradecer por um serviço prestado.
        Na Suíça ou Alemanha, é possível escolher o serviço civil em vez do militar. No Brasil, a Constituição de 1988 também contempla a objeção de consciência, que isenta o cidadão do serviço militar se contrariar suas crenças filosóficas, religiosas ou políticas. Mas não existe um serviço alternativo formalizado. Várias escolas estimulam a consciência social, mas iniciativas isoladas não bastam. Deveríamos preparar jovens para servir à Pátria como cidadãos.
        Para quem tem filosofia pacifista como eu, o serviço militar é uma agressão. A alternativa não passa pela violência. Ser empreendedor, ser voluntário, ir para a política são, todas elas, formas eficazes de mudança. Um estudante de Direito poderia, no primeiro ano da faculdade, dedicar seis horas diárias a atender pequenas causas em favela. Um estudante de contabilidade montaria pequenos negócios para famílias pobres empreendedoras. Um estudante de Letras incentivaria adolescentes a ler e escrever contos ou poesias. Outro ensinaria a ser inventivo no computador, a tocar piano ou a falar inglês. São tantos dons aprendidos na universidade, financiados pelos pais ou com nossos impostos. Por que não retribuir?
        Isso nada tem a ver com filantropia ou caridade. “O serviço civil alternativo seria um rito de passagem do jovem para a idade adulta”, diz o empreendedor social Rodrigo Baggio, fundador do Comitê para Democratização da Informática. Baggio encara o serviço civil como “um aprendizado cívico, uma experiência que ajuda o jovem a escolher sua profissão e seu futuro”. “Valoriza o currículo”, diz ele. “O jovem que já foi voluntário é hoje mais solicitado no mercado.” O serviço civil ainda gera um pacto social mais eficaz. Deveria, segundo Baggio, haver uma parceria entre governo, sociedade civil, ONGs e empresas com o apoio do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Uma comissão destinaria o jovem a certo trabalho, a partir de uma capacitação básica em direitos humanos, cidadania e empreendedorismo.
        O serviço militar prepara para a guerra. E se preparássemos os jovens para a paz? Há no Brasil 31 milhões de jovens de 18 a 26 anos, segundo o IBGE. Pouquíssimos se alistam nas Forças Armadas. Dá pra entender também o desinteresse pelo voto e pela política partidária. Torço por uma mudança de fundo, sem confete e sem violência. Uma Jornada Nacional da Juventude. Que se engaje de verdade, sem Brasil desigual, ineficiente e entregue a políticos sem o menor apreço pelo interesse público.
    AQUINO, Ruth. Você quer mesmo um Brasil melhor? ÉPOCA, 22 de Julho de 2013. nº791
    Quanto à linguagem e abordagem do tema, a autora;
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    Interpretação de Textos
    Faculdade Adventista da Bahia · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
    História de um nome


    No capítulo dos nomes difíceis têm acontecido coisas das mais pitorescas. Ou é um camarada chamado Mimoso, que tem físico de mastodonte, ou é um sujeito fraquinho e insignificante chamado Hércules. Os nomes difíceis, principalmente os nomes tirados de adjetivos condizentes com seus portadores, são raríssimos, e é por isso que minha avó a paterna - dizia:

    - Gente honesta, se for homem deve ser José, se for mulher, deve ser Maria!

    É verdade que Vovó não tinha nada contra os joões, paulos, mários, odetes e - vá lá - fidélis. A sua implicância era, sobretudo, com nomes inventados, comemorativos de um acontecimento qualquer, como era o caso, muito citado por ela, de uma tal Dona Holofotina, batizada no dia em que inauguraram a luz elétrica na rua em que a família morava.

    Acrescente-se também que Vovó não mantinha relações com pessoas de nomes tirados metade da mãe e metade do pai. Jamais perdoou a um velho amigo seu - o "Seu" Wagner - porque se casara com uma senhora chamada Emília, muito respeitável, aliás, mas que tivera o mau-gosto de convencer o marido de batizar o primeiro filho com o nome leguminoso de Wagem - "wag" de Wagner e "em" de Emília. É verdade que a vagem comum, crua ou ensopada, será sempre com "v", enquanto o filho de "Seu" Wagner herdara o "w" do pai.

    Mas isso não tinha nenhuma importância: a consoante não era um detalhe bastante forte para impedir o risinho gozador de todos aqueles que eram apresentados ao menino Wagem. Mas deixemos de lado as birras de minha avó - velhinha que Deus tenha, em Sua santa glória - e passemos ao estranho caso da família Veiga, que morava pertinho de nossa casa, em tempos idos.

    "Seu" Veiga, amante de boa leitura e cuja cachaça era colecionar livros, embora colecionasse também filhos, talvez com a mesma paixão, levou sua mania ao extremo de batizar os rebentos com nomes que tivessem relação com livros. Assim, o mais velho chamou-se Prefácio da Veiga; o segundo, Prólogo; o terceiro, Índice e, sucessivamente, foram nascendo o Tomo, o Capítulo e, por fim, Epílogo da Veiga, caçula do casal.

    Lembro-me bem dos filhos de "Seu" Veiga, todos excelentes rapazes, principalmente o Capítulo, sujeito prendado na confecção de balões e papagaios. Até hoje (é verdade que não me tenho dedicado muito na busca) não encontrei ninguém que fizesse um papagaio tão bem quanto Capítulo. Nem balões. Tomo era um bom extrema-direita e Prefácio pegou o vício do pai - vivia comprando livros. Era, aliás, o filho querido de "Seu" Veiga, pai extremoso, que não admitia piadas. Não tinha o menor senso de humor. Certa vez ficou mesmo de relações estremecidas com meu pai, por causa de uma brincadeira. "Seu" Veiga ia passando pela nossa porta, levando a família para o banho de mar. Iam todos armados de barracas de praia, toalhas etc. Papai estava na janela e, ao saudá-lo, fez a graça:

    - Vai levar a biblioteca para o banho? "Seu" Veiga ficou queimado durante muito tempo. 

    Dona Odete - por alcunha "A Estante" - mãe dos meninos, sofria o desgosto de ter tantos filhos homens e não ter uma menina "para me fazer companhia" - como costumava dizer. Acreditava, inclusive, que aquilo era castigo de Deus, por causa da ideia do marido de botar aqueles nomes nos garotos. Por isso, fez uma promessa: se ainda tivesse uma menina, havia de chamá-la Maria. 

    As esperanças já estavam quase perdidas. Epílogozinho já tinha oito anos, quando a vontade de Dona Odete tornou-se uma bela realidade, pesando cinco quilos e mamando uma enormidade. Os vizinhos comentaram que "Seu" Veiga não gostou, ainda que se conformasse, com a vinda de mais um herdeiro, só porque já lhe faltavam palavras relacionadas a livros para denominar a criança.

    Só meses depois, na hora do batizado, o pai foi informado da antiga promessa. Ficou furioso com a mulher, esbravejou, bufou, mas - bom católico - acabou concordando em parte. E assim, em vez de receber somente o nome suave de Maria, a garotinha foi registrada, no livro da paróquia, após a cerimônia batismal, como Errata Maria da Veiga.
    Estava cumprida a promessa de Dona Odete, estava de pé a mania de "Seu" Veiga.
    (disponível em http://www.releituras.com/spontepreta_nome.asp acesso em 30/08/2012). 
    Os romances naturalistas, em geral, apresentam as seguintes características, exceto:
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