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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 135 de 950

  • Linguagens

    Inglês

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de texto | Reading comprehension
    The sentence “the teenager should have sailed much farther north” (l. 17) describes
    Escolha uma alternativa para a questão beeb107c-e7
  • Linguagens

    Inglês

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Sinônimos | Synonyms
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Sinônimos | Synonyms
    In the fragment “rather than simply crossing the Equator” (l. 18-19), the expression in bold is synonymous with
    Escolha uma alternativa para a questão bef0c3eb-e7
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Fill in the parentheses with T (True) or F (False).

    The text has answers to the following questions:


    ( ) What did the pliosaurs look like?

    ( ) How large was the pliosaur from the text supposed to be?

    ( ) What does Richard Forrest do?

    ( ) Why did the owner decide to sell the fossilized skull?

    ( ) Where can the general public see the fossilized skull now?


    According to the text, the correct sequence, from top to bottom, is
    Escolha uma alternativa para a questão bf1491fe-e7
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Estadual de Feira de Santana 2010, Adjetivos | Adjectives
    Based on the text, the words have opposite meanings in
    Escolha uma alternativa para a questão bf1f9d4e-e7
  • Linguagens

    Português

    A raça humana

    A raça humana é
    Uma semana Do trabalho de Deus

    A raça humana é ferida acesa
    Uma beleza, uma podridão
    O fogo eterno e a morte
    A morte e a ressurreição

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana é o cristal de lágrima
    Da lavra da solidão
    Da mina, cujo mapa
    Traz na palma da mão

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana risca, rabisca, pinta
    A tinta, a lápis, a carvão, a giz
    O rosto da saudade
    Que traz do Gênesis
    Dessa semana santa

    Entre parênteses
    Desse divino oásis
    Da grande apoteose
    Da perfeição divina
    Na Grande Síntese

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    (GIL, Gilberto. CD Raça Humana.)
    Nessa letra, a reflexão se faz sobre um tema que desde sempre inquieta o ser humano. Assinale a alternativa que apresenta tal tema.
    Escolha uma alternativa para a questão a300f621-ea
  • Linguagens

    Português

    A raça humana

    A raça humana é
    Uma semana Do trabalho de Deus

    A raça humana é ferida acesa
    Uma beleza, uma podridão
    O fogo eterno e a morte
    A morte e a ressurreição

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana é o cristal de lágrima
    Da lavra da solidão
    Da mina, cujo mapa
    Traz na palma da mão

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana risca, rabisca, pinta
    A tinta, a lápis, a carvão, a giz
    O rosto da saudade
    Que traz do Gênesis
    Dessa semana santa

    Entre parênteses
    Desse divino oásis
    Da grande apoteose
    Da perfeição divina
    Na Grande Síntese

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    (GIL, Gilberto. CD Raça Humana.)
    Sobre os sentidos do texto, analise as afirmativas.

    I - A expressão Grande Síntese, na sétima estrofe, significa raça humana.
    II - Na sexta estrofe, a expressão Dessa semana santa refere-se à semana da criação do mundo.
    III - A metáfora em A raça humana é ferida acesa remete à morte.
    IV - As expressões trabalho de Deus e traz do Gênesis comprovam a abordagem mítica do tema.

    Estão corretas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão a305b29d-ea
  • Linguagens

    Português

    A raça humana

    A raça humana é
    Uma semana Do trabalho de Deus

    A raça humana é ferida acesa
    Uma beleza, uma podridão
    O fogo eterno e a morte
    A morte e a ressurreição

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana é o cristal de lágrima
    Da lavra da solidão
    Da mina, cujo mapa
    Traz na palma da mão

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    A raça humana risca, rabisca, pinta
    A tinta, a lápis, a carvão, a giz
    O rosto da saudade
    Que traz do Gênesis
    Dessa semana santa

    Entre parênteses
    Desse divino oásis
    Da grande apoteose
    Da perfeição divina
    Na Grande Síntese

    A raça humana é
    Uma semana
    Do trabalho de Deus

    (GIL, Gilberto. CD Raça Humana.)
    Sobre a construção sintática do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

    ( ) Para conceituar a raça humana foi empregado o predicado nominal, como em A raça humana é o cristal de lágrima.
    ( ) Verbos transitivos diretos foram empregados para indicar o que a raça humana faz, a exemplo de A raça humana risca, rabisca, pinta / A tinta, a lápis, a carvão, a giz / O rosto da saudade.
    ( ) Na construção da metáfora em A raça humana é ferida acesa, foi usado verbo de ligação e predicativo do sujeito.
    ( ) No refrão, a expressão de Deus funciona como complemento nominal da palavra trabalho.

    Assinale a sequência correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a30986a6-ea
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNIR 2010, Interpretação de Textos


    (In CEREJA, W. e COCHAR, T. Gramática Reflexiva. São Paulo: Atual, 2009.)

    Sobre o texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a30e21c1-ea
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNIR 2010, Interpretação de Textos


    (In CEREJA, W. e COCHAR, T. Gramática Reflexiva. São Paulo: Atual, 2009.)

    Sobre a construção do anúncio, analise as afirmativas.

    I - As falas das personagens do anúncio mostram consequências em relação ao enunciado principal.
    II - A presença de advérbios nas falas serve para indicar a circunstância em que acontece a ação verbal.
    III - A relação entre a linguagem verbal e a não verbal, além de ser intencional, traz implícito um conhecimento prévio de mundo.
    IV - A conclamação da sociedade para o combate à dengue é revelada pela linguagem não verbal, como a presença de personagens de diferentes faixas etárias, classes sociais, sexo, profissão.

    Estão corretas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão a31211ae-ea
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNIR 2010, Sintaxe


    (In CEREJA, W. e COCHAR, T. Gramática Reflexiva. São Paulo: Atual, 2009.)

    O que NÃO é possível afirmar em relação ao texto?
    Escolha uma alternativa para a questão a3168506-ea
  • Linguagens

    Português

    No verdô da minha idade

    mode acalentá meu choro

    minha vovó de bondade

    falava em grandes tesôro

    era história de reinado

    prencesa, prinspe incantado

    com feiticêra e condão

    essas história ingraçada

    tá selada e carimbada

    dentro do meu coração

    Mas porém eu sinto e vejo

    que a grande sodade minha

    não é só de história e bejo

    da querida vovozinha

    demanhazinha bem cedo

    sodade dos meu brinquedo

    meu bodoque e meu bornó

    o meu cavalo de pau

    meu pinhão, meu berimbau

    e a minha carça cotó.


    (Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)

    No poema, o eu lírico fala de aspectos de sua infância, com linguagem regional em registro coloquial. Assinale V para as correlações corretas entre a expressão usada no texto e o sentido dado e F para as correlações incorretas.

    ( ) mode acalentá ➝ com a finalidade de consolar
    ( ) verdô da minha idade ➝ idade sem medo, audaciosa
    ( ) minha carça cotó ➝ calça larga, bombacha
    ( ) prencesa, prinspe incantado ➝ princesa, príncipe encantado

    Marque a sequência correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a31aa455-ea
  • Linguagens

    Português

    No verdô da minha idade

    mode acalentá meu choro

    minha vovó de bondade

    falava em grandes tesôro

    era história de reinado

    prencesa, prinspe incantado

    com feiticêra e condão

    essas história ingraçada

    tá selada e carimbada

    dentro do meu coração

    Mas porém eu sinto e vejo

    que a grande sodade minha

    não é só de história e bejo

    da querida vovozinha

    demanhazinha bem cedo

    sodade dos meu brinquedo

    meu bodoque e meu bornó

    o meu cavalo de pau

    meu pinhão, meu berimbau

    e a minha carça cotó.


    (Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)

    Em relação à repetição dos conectores grifados no verso Mas porém eu sinto e vejo, considere:

    I - Tem a finalidade de enfatizar a ideia de oposição que o eu lírico quer expressar.
    II - Não tem a função semântica de acrescentar outra relação de sentido.
    III - É modo de falar popular, sem preocupação com correção gramatical.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão a321322e-ea
  • Linguagens

    Português

    No verdô da minha idade

    mode acalentá meu choro

    minha vovó de bondade

    falava em grandes tesôro

    era história de reinado

    prencesa, prinspe incantado

    com feiticêra e condão

    essas história ingraçada

    tá selada e carimbada

    dentro do meu coração

    Mas porém eu sinto e vejo

    que a grande sodade minha

    não é só de história e bejo

    da querida vovozinha

    demanhazinha bem cedo

    sodade dos meu brinquedo

    meu bodoque e meu bornó

    o meu cavalo de pau

    meu pinhão, meu berimbau

    e a minha carça cotó.


    (Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)

    Na construção do poema, o emprego da primeira pessoa marca qual traço discursivo?
    Escolha uma alternativa para a questão a3246675-ea
  • Linguagens

    Literatura

    No verdô da minha idade

    mode acalentá meu choro

    minha vovó de bondade

    falava em grandes tesôro

    era história de reinado

    prencesa, prinspe incantado

    com feiticêra e condão

    essas história ingraçada

    tá selada e carimbada

    dentro do meu coração

    Mas porém eu sinto e vejo

    que a grande sodade minha

    não é só de história e bejo

    da querida vovozinha

    demanhazinha bem cedo

    sodade dos meu brinquedo

    meu bodoque e meu bornó

    o meu cavalo de pau

    meu pinhão, meu berimbau

    e a minha carça cotó.


    (Digo e não peço perdão. São Paulo: Escrituras Ed., 2002.)

    Além da sonoridade (ritmo, rimas), a métrica desse poema (o número de sílabas poéticas dos versos) é traço da poesia popular oral. A métrica desses versos classifica-os como
    Escolha uma alternativa para a questão a3276d71-ea
  • Linguagens

    Literatura

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Da leitura dos textos, pode-se depreender que
    Escolha uma alternativa para a questão a32aa445-ea
  • Linguagens

    Literatura

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Sobre a linguagem do poema Vila Rica, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a32d9287-ea
  • Linguagens

    Português

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Assinale a alternativa que apresenta relação INCORRETA entre trecho do poema Vila Rica e a figura de linguagem dada.
    Escolha uma alternativa para a questão a330cd38-ea
  • Linguagens

    Literatura

    Vila Rica


    O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

    Sangram, em laivos de ouro, as minas, que ambição

    Na torturada entranha abriu da terra nobre:

    E cada cicatriz brilha como um brasão.


    O ângelus plange ao longe em doloroso dobre,

    O último ouro de sol morre na cerração.

    E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

    O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


    Agora, para além do cerro, o céu parece

    Feito de um ouro ancião, que o tempo enegreceu...

    A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


    Como uma procissão espectral que se move...

    Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

    Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.



    (BILAC, O. Poesias. São Paulo: Ed. Martim Claret, 2002.)


    Cerro – monte, serra

    Ciciar – sussurrar Fulvo – dourado,

    louro Laivo – mancha

    Urbe – cidade



    Cancioneiro da Inconfidência

    (Excerto Canto XXXI)


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que reformava este mundo

    de cima da montaria.


    Tinha um machinho rosilho.

    Tinha um machinho castanho.

    Dizia: „Não se conhece

    país tamanho!‟ „


    Do Caeté a Vila Rica,

    tudo ouro e cobre!

    O que é nosso, vão levando...

    E o povo aqui sempre pobre!‟


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    que não passava de Alferes

    de cavalaria!


    „Quando eu voltar – afirmava –

    outro haverá que comande.

    Tudo isto vai levar volta,

    e eu serei grande!‟


    „Faremos a mesma coisa

    que fez a América Inglesa!‟

    E bradava: "Há de ser nossa

    tanta riqueza!"


    Por aqui passava um homem

    – e como o povo se ria! –

    „Liberdade ainda que tarde‟

    nos prometia.


    (MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S.A., 1987.)

    Sobre o poema Cancioneiro da Inconfidência, analise as afirmativas a seguir.

    I - O poema mescla dois tempos: o dos eventos relatados e o do presente do sujeito lírico, conforme comprovam os tempos verbais em Por aqui passava um homem / - e como o povo se ria! -
    II - O sujeito poético se identifica aos recebedores da promessa da personagem, Liberdade ainda que tarde / nos prometia.
    III - Cancioneiro da Inconfidência é fruto da veia simbolista de Cecília Meireles, marcada pelo vago e impreciso, pela busca de transcendência.
    IV - A descrição de Tiradentes é interrompida pelo comentário: - e como o povo se ria! - que mostra a ambiguidade no processo de torná-lo herói.

    Estão corretas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão a3348fa8-ea
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: A partir da leitura de Galvez, imperador do Acre, de Márcio de Souza, responda:
    Assinale a alternativa que apresenta evento sobre o Acre narrado na obra.
    Escolha uma alternativa para a questão a33811eb-ea