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Questões do ENEM: Linguagens

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Resultados: 18.995 questões

Página 799 de 950

  • Linguagens

    Português

    O Texto serve de base à questão;

    Texto
    New Barroco: tudo sobre a moda

    Se nos últimos anos o minimalismo reinou pedindo looks mais cleans, contudo, o inverno de 2020 promete trazer uma trend que sugere exatamente o contrário: looks ricos, exagerados e elaborados farão parte dessa estação.
    Além disso, o barroco será uma das grandes influências da moda para a estação mais fria do ano. O espírito barroco é carregado de informações, dramaticidade e conflitos, assim como abundância e vitalidade, o que traduz perfeitamente a atmosfera da contemporaneidade em todas as suas contradições.
    Na moda, toda essa desordem também aparece refletida na sobrecarga de informações, por exemplo: texturas, mix de estampas, hibridismo, exagero nas proporções, sobreposições, peles, pelos, transparência, brilho e tudo mais, de preferência no mesmo look! 

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Coesão e coerência
    Disponível em: https://coracanela.com.br/new-barroco-tudo-sobre-a-moda-barroca-e-como-investir.
    Acesso em 13/10/20. Adaptado.
    Todo texto revela uma multiplicidade de relações semânticas, sendo algumas explicitadas por conectivos, outras não. Acerca dessas relações e dos conectivos que as explicitam no Texto, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a75158be-70
  • Linguagens

    Literatura

    Os Textos 13, 14, 15 e 16 servem de base à questão.


    Texto 13


    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Arcadismo

    Cartaz do filme “Caramuru: a invenção do Brasil” (2001) 1h 28min / Comédia Direção: Guel Arraes Elenco: Selton Mello, Camila Pitanga, Deborah Secco Disponível em: http://www.cinemabrasileiro.net/cartazes/caram uru.jpg Acesso em: 06/09/2020.


    Texto 14


    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Arcadismo

    ZUCARELLI, Francesco. "Uma cena pastoral" (1750). Disponível em: http://vitrineliteraria01.blogspot.com/2020/03/alguns-textospara-comeco-de-conversa.html Acesso em: 07/09/2020.


    Texto 15

     LIRA I

    Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

    Que viva de guardar alheio gado;

    De tosco trato, de expressões grosseiro,

    Dos frios gelos e dos sóis queimado.

    Tenho próprio casal e nele assisto;

    Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

    Das brancas ovelhinhas tiro o leite

    E mais as finas lãs, de que me visto.

    Graças, Marília bela,

    Graças à minha Estrela!

    [...]

    GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: DCL, 2010. Excertos.


    Texto 16


    CARTA 3ª

    Em que se contam as injustiças, e violências, que Fanfarrão executou por causa de uma

    Cadeia, a que deu princípio.

    [...]

    Agora, cuidarás, prezado Amigo,

    Que as chaves das cadeias já não abrem,

    Comidas da ferrugem? Que as algemas

    Como trastes inúteis, se furtaram?

    Que o torpe executor das graves penas

    Liberdade ganhou? Que já não temos

    Descalços guardiães, que à fonte levem,

    Metidos nas correntes os forçados?

    Assim, prezado Amigo, assim devia

    Em Chile acontecer, se o nosso Chefe

    Tivesse em governar algum sistema.

    Mas, meu bom Doroteu, os homens néscios

    Às folhas dos Olmeiros se comparam;

    São como o leve fumo, que se move

    Para partes diversas, mal os ventos

    Começam a apontar, de partes várias.

    [...]

    GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas Chilenas. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Excertos.

    Considerando a leitura dos Textos 13, 14, 15 e 16 e as características do Arcadismo no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a755af2a-70
  • Linguagens

    Português

    O Texto  serve de base para a questão.

    Texto 

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos

    Disponível em: https://redeglobo.globo.com/sp/eptv/eptv-na-escola-ribeirao/noticia/a-leitura-como-aliada-da-boa-redacao.ghtml 

    Para compreender bem um texto, dentre outras habilidades, devemos apreender qual a função desse texto, na sociedade em que ele circula. Assim, para compreendermos bem o Texto, é importante perceber que ele tem, prioritariamente, uma função
    Escolha uma alternativa para a questão a75b3300-70
  • Linguagens

    Português

    O Texto  serve de base para a questão.

    Texto 

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos

    Disponível em: https://redeglobo.globo.com/sp/eptv/eptv-na-escola-ribeirao/noticia/a-leitura-como-aliada-da-boa-redacao.ghtml 

    Acerca de elementos não verbais do Texto, analise as afirmações abaixo.

    1) As nuvens na parte superior do texto cumprem a função de reforçar a ideia, geralmente consensual, de que, pela leitura, "nos elevamos às alturas", ou seja, a leitura nos permite voar.
    2) A sugestão dada no texto verbal, de o leitor ler livros clássicos, é representada nas imagens por livros grossos, pesados, como são todos os clássicos.
    3) Toda a composição visual do texto, com imagens de livros empilhados, um garoto lendo sentado nas alturas e textos verbais curtinhos na lateral, confere harmonia ao texto como um todo e é mais um elemento pensado para atrair o potencial leitor.
    4) A imagem dos livros empilhados com o jovem sentado sobre eles sugere que as obras impressas estão ultrapassadas e que a leitura por meio virtual é a 'nova onda‘ que deve ser seguida.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão a75eb47d-70
  • Linguagens

    Português

    O Texto  serve de base para a questão.

    Texto 

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos

    Disponível em: https://redeglobo.globo.com/sp/eptv/eptv-na-escola-ribeirao/noticia/a-leitura-como-aliada-da-boa-redacao.ghtml 

    Prevalece, na parte verbal do Texto, o emprego da norma culta da língua. Nesse contexto, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão a7645935-70
  • Linguagens

    Inglês

    Text 


    The School of the Future

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponível em: https://www.typekids.com/blog/the-school-of-the-future/ Texto adaptado. Acesso em: 30 ago. 2020.

    According to the text, schools
    Escolha uma alternativa para a questão a7dc3082-70
  • Linguagens

    Inglês

    Text 


    The School of the Future

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponível em: https://www.typekids.com/blog/the-school-of-the-future/ Texto adaptado. Acesso em: 30 ago. 2020.

    In the 3rd paragraph, the pronoun it appears twice: The possibilities and potential it offers …..… / …..… and it could extend into the world of education too.

    The pronoun it is referring respectively to
    Escolha uma alternativa para a questão a7e336ef-70
  • Linguagens

    Inglês

    Text 


    The School of the Future

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Disponível em: https://www.typekids.com/blog/the-school-of-the-future/ Texto adaptado. Acesso em: 30 ago. 2020.

    Nowadays many educationalists think that robots
    Escolha uma alternativa para a questão a7eb29a6-70
  • Linguagens

    Inglês

    Text

    Volunteering is fun! 

    Figura 1 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Figura 2 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 3 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Disponível em: https://learnenglishteens.britishcouncil.org/magazine/life-around-world/volunteering-fun. Texto adaptado. Acesso em: ago. 2020.

    Considerando o ponto de vista da autora do texto, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a7f05c49-70
  • Linguagens

    Inglês

    Text

    Volunteering is fun! 

    Figura 1 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Figura 2 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 3 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Disponível em: https://learnenglishteens.britishcouncil.org/magazine/life-around-world/volunteering-fun. Texto adaptado. Acesso em: ago. 2020.

    Entre as ações de voluntariado listadas abaixo, assinale a que NÃO foi praticada pela autora.
    Escolha uma alternativa para a questão a7f6f2ac-70
  • Linguagens

    Inglês

    Text

    Volunteering is fun! 

    Figura 1 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Figura 2 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 3 de 3 da questão de Inglês, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Disponível em: https://learnenglishteens.britishcouncil.org/magazine/life-around-world/volunteering-fun. Texto adaptado. Acesso em: ago. 2020.

    Nesta análise linguística do texto, apenas uma afirmativa está INCORRETA. Assinale-a!
    Escolha uma alternativa para a questão a7fb324b-70
  • Linguagens

    Inglês

    Examine o cartum de Caitlin Cass, publicado no Instagram da revista The New Yorker em 10.03.2019.

    Imagem da questão de Inglês, UNIFESP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    “You said you’d be home at half a candle.”


    Depreende-se do cartum que a moça
    Escolha uma alternativa para a questão d736506d-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    No texto, a moça
    Escolha uma alternativa para a questão d73e7871-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    Em sua história, a moça incorre em contradição ao tratar
    Escolha uma alternativa para a questão d7434b24-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    O título do conto antecipa seu caráter
    Escolha uma alternativa para a questão d7479805-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    Observa-se o emprego de expressão própria da linguagem coloquial no trecho
    Escolha uma alternativa para a questão d74b3bfc-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    “— Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.” (1o parágrafo)

    Ao se transpor esse trecho para o discurso indireto, os termos sublinhados assumem, respectivamente, as seguintes formas:
    Escolha uma alternativa para a questão d7510497-72
  • Linguagens

    Português

        A palavra sonho, do latim somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. Realizei “o sonho da minha vida”, “meu sonho de consumo” são frases usadas cotidianamente pelas pessoas para dizer que pretendem ou conseguiram alcançar algo. Todo mundo tem um sonho, no sentido de plano futuro. Todo mundo deseja algo que não tem. Por que será que o sonho, fenômeno normalmente noturno que tanto pode evocar o prazer quanto o medo, é justamente a palavra usada para designar tudo aquilo que se quer ter?
        
        O repertório publicitário contemporâneo não tem dúvidas de que o sonho é a força motriz de nossos comportamentos. Desejo é o sinônimo mais preciso da palavra “sonho”. [...] Na área de desembarque de um aeroporto nos Estados Unidos, uma foto enorme de um casal belo e sorridente, velejando num mar caribenho em dia ensolarado, sob a frase enigmática: “Aonde seus sonhos o levarão?”, embaixo o logotipo da empresa de cartão de crédito. Deduz-se do anúncio que os sonhos são como veleiros, capazes de levar-nos a lugares idílicos, perfeitos, altamente… desejáveis. As equações “sonho é igual a desejo que é igual a dinheiro” têm como variável oculta a liberdade de ir, ser e principalmente ter, liberdade que até os mais miseráveis podem experimentar no mundo de regras frouxas do sonho noturno, mas que no sonho diurno é privilégio apenas dos detentores de um mágico cartão plástico.

        A rotina do trabalho diário e a falta de tempo para dormir e sonhar, que acometem a maioria dos trabalhadores, são cruciais para o mal-estar da civilização contemporânea. É gritante o contraste entre a relevância motivacional do sonho e sua banalização no mundo industrial globalizado. [...] A indústria da saúde do sono, um setor que cresce aceleradamente, tem valor estimado entre 30 bilhões e 40 bilhões de dólares. Mesmo assim a insônia impera. Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente com o toque insistente do despertador, ainda sonolentos e já atrasados para cumprir compromissos que se renovam ao infinito, se tão poucos se lembram que sonham pela simples falta de oportunidade de contemplar a vida interior, quando a insônia grassa e o bocejo se impõe, chega-se a duvidar da sobrevivência do sonho.

        E, no entanto, sonha-se. Sonha-se muito e a granel, sonha-se sofregamente apesar das luzes e dos ruídos da cidade, da incessante faina da vida e da tristeza das perspectivas. Dirá a formiga cética que quem sonha assim tão livre é o artista, cigarra de fábula que vive de brisa. [...] Na peça teatral A vida é sonho, o espanhol Pedro Calderón de la Barca dramatizou a liberdade de construir o próprio destino. O sonho é a imaginação sem freio nem controle, solta para temer, criar, perder e achar.

    (O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho, 2019.)
    De acordo com o texto,
    Escolha uma alternativa para a questão d755f4fe-72
  • Linguagens

    Português

        A palavra sonho, do latim somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. Realizei “o sonho da minha vida”, “meu sonho de consumo” são frases usadas cotidianamente pelas pessoas para dizer que pretendem ou conseguiram alcançar algo. Todo mundo tem um sonho, no sentido de plano futuro. Todo mundo deseja algo que não tem. Por que será que o sonho, fenômeno normalmente noturno que tanto pode evocar o prazer quanto o medo, é justamente a palavra usada para designar tudo aquilo que se quer ter?
        
        O repertório publicitário contemporâneo não tem dúvidas de que o sonho é a força motriz de nossos comportamentos. Desejo é o sinônimo mais preciso da palavra “sonho”. [...] Na área de desembarque de um aeroporto nos Estados Unidos, uma foto enorme de um casal belo e sorridente, velejando num mar caribenho em dia ensolarado, sob a frase enigmática: “Aonde seus sonhos o levarão?”, embaixo o logotipo da empresa de cartão de crédito. Deduz-se do anúncio que os sonhos são como veleiros, capazes de levar-nos a lugares idílicos, perfeitos, altamente… desejáveis. As equações “sonho é igual a desejo que é igual a dinheiro” têm como variável oculta a liberdade de ir, ser e principalmente ter, liberdade que até os mais miseráveis podem experimentar no mundo de regras frouxas do sonho noturno, mas que no sonho diurno é privilégio apenas dos detentores de um mágico cartão plástico.

        A rotina do trabalho diário e a falta de tempo para dormir e sonhar, que acometem a maioria dos trabalhadores, são cruciais para o mal-estar da civilização contemporânea. É gritante o contraste entre a relevância motivacional do sonho e sua banalização no mundo industrial globalizado. [...] A indústria da saúde do sono, um setor que cresce aceleradamente, tem valor estimado entre 30 bilhões e 40 bilhões de dólares. Mesmo assim a insônia impera. Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente com o toque insistente do despertador, ainda sonolentos e já atrasados para cumprir compromissos que se renovam ao infinito, se tão poucos se lembram que sonham pela simples falta de oportunidade de contemplar a vida interior, quando a insônia grassa e o bocejo se impõe, chega-se a duvidar da sobrevivência do sonho.

        E, no entanto, sonha-se. Sonha-se muito e a granel, sonha-se sofregamente apesar das luzes e dos ruídos da cidade, da incessante faina da vida e da tristeza das perspectivas. Dirá a formiga cética que quem sonha assim tão livre é o artista, cigarra de fábula que vive de brisa. [...] Na peça teatral A vida é sonho, o espanhol Pedro Calderón de la Barca dramatizou a liberdade de construir o próprio destino. O sonho é a imaginação sem freio nem controle, solta para temer, criar, perder e achar.

    (O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho, 2019.)
    “Mesmo assim a insônia impera.” (3o parágrafo)

    No contexto em que se encontra, a expressão sublinhada exprime ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão d75a5981-72
  • Linguagens

    Português

        A palavra sonho, do latim somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. Realizei “o sonho da minha vida”, “meu sonho de consumo” são frases usadas cotidianamente pelas pessoas para dizer que pretendem ou conseguiram alcançar algo. Todo mundo tem um sonho, no sentido de plano futuro. Todo mundo deseja algo que não tem. Por que será que o sonho, fenômeno normalmente noturno que tanto pode evocar o prazer quanto o medo, é justamente a palavra usada para designar tudo aquilo que se quer ter?
        
        O repertório publicitário contemporâneo não tem dúvidas de que o sonho é a força motriz de nossos comportamentos. Desejo é o sinônimo mais preciso da palavra “sonho”. [...] Na área de desembarque de um aeroporto nos Estados Unidos, uma foto enorme de um casal belo e sorridente, velejando num mar caribenho em dia ensolarado, sob a frase enigmática: “Aonde seus sonhos o levarão?”, embaixo o logotipo da empresa de cartão de crédito. Deduz-se do anúncio que os sonhos são como veleiros, capazes de levar-nos a lugares idílicos, perfeitos, altamente… desejáveis. As equações “sonho é igual a desejo que é igual a dinheiro” têm como variável oculta a liberdade de ir, ser e principalmente ter, liberdade que até os mais miseráveis podem experimentar no mundo de regras frouxas do sonho noturno, mas que no sonho diurno é privilégio apenas dos detentores de um mágico cartão plástico.

        A rotina do trabalho diário e a falta de tempo para dormir e sonhar, que acometem a maioria dos trabalhadores, são cruciais para o mal-estar da civilização contemporânea. É gritante o contraste entre a relevância motivacional do sonho e sua banalização no mundo industrial globalizado. [...] A indústria da saúde do sono, um setor que cresce aceleradamente, tem valor estimado entre 30 bilhões e 40 bilhões de dólares. Mesmo assim a insônia impera. Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente com o toque insistente do despertador, ainda sonolentos e já atrasados para cumprir compromissos que se renovam ao infinito, se tão poucos se lembram que sonham pela simples falta de oportunidade de contemplar a vida interior, quando a insônia grassa e o bocejo se impõe, chega-se a duvidar da sobrevivência do sonho.

        E, no entanto, sonha-se. Sonha-se muito e a granel, sonha-se sofregamente apesar das luzes e dos ruídos da cidade, da incessante faina da vida e da tristeza das perspectivas. Dirá a formiga cética que quem sonha assim tão livre é o artista, cigarra de fábula que vive de brisa. [...] Na peça teatral A vida é sonho, o espanhol Pedro Calderón de la Barca dramatizou a liberdade de construir o próprio destino. O sonho é a imaginação sem freio nem controle, solta para temer, criar, perder e achar.

    (O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho, 2019.)
    A palavra sublinhada em “Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente” (3o parágrafo) pertence à mesma classe gramatical da palavra sublinhada em
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